quarta-feira, 23 de novembro de 2016

Maduro abandona mesa de negociação

Não sou especialista em assunto nenhum, mas, anteriormente, disse no blog que o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, estava embromando para ganhar tempo e agora o ex-candidato presidencial Henrique Capriles acusa-o de abandonar o diálogo com a oposição, que tinha como mediadores o Vaticano e a União de Nações da América do Sul (Unasul).
Os ex-presidentes José Luís Rodríguez Zapatero, Martín Torrijos e Leonel Fernández falaram que o governo utiliza como desculpa o debate ocorrido na Assembléia Nacional sobre o julgamento por narcotráfico (nos EUA), em que foram declarados culpados dois cidadãos venezuelanos vinculados à família de Maduro e de Cília Flores, primeira dama.
O abandono acontece um dia depois do parlamento aprovar acordo condenando o "tráfico de influências em matéria de narcotráfico de parte de altos funcionários do Governo".
A votação contou com 101 votos a favor, da aliança opositora Mesa de Unidade Democrática (MUD), e 38 contra, do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o partido do presidente.
A proposta parlamentar foi aprovada três dias depois de um juiz norte-americano ter considerado culpados de tráfico de 800 quilogramas droga dois sobrinhos do presidente.
No dia 30 de outubro o Governo e a oposição iniciaram um diálogo, que terminou com a decisão de ambas partes de instalar quatro mesas de negociação.
A 1 de novembro o parlamento adiou um debate para determinar a responsabilidade política do presidente Nicolas Maduro, acusado da "ruptura da ordem constitucional" no país, a pedido do Vaticano.

A 12 o Governo e a oposição acordaram trabalhar para a recuperação da economia e o combate à insegurança, tendo agendado nova reunião de diálogo para 6 de dezembro.

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