segunda-feira, 16 de março de 2015

Governador do RN não é um cão fiel e pula fogueira do protesto vão para não se queimar perante o eleitorado

Passeando pela internet entre 21h30 de domingo e a manhã desta segunda-feira, em pelo menos dez blogs ou sites que costumo acessar, para olhar as notícias locais e alhures, o do agropecuarista e jornalista Marcelo Abdon foi o único a observar o não comparecimento do governador Robinson Mesquita Faria (PSD) ao protesto dos simpatizantes do PT e do pessoal do Movimento do Sem Terra na sexta-feira (13).
A nota pode ser pertinente, em razão do governador se eleger numa coligação de várias siglas, tendo como principais integrantes a própria agremiação a qual pertence e o Partido dos Trabalhadores, da aliada e senadora eleita Maria de Fátima Bezerra.
Apesar, também, da aliança nacional, acho exagerado a cobrança, pois, pelo que consta, o acordo político, certamente, não dá o direito do “petismo” exigir tal atitude.
Acredito que a decisão do governador Robinson Faria foi acertada, pois oriundo de outros partidos tradicionalmente aliados das oligarquias locais, ele não tem no DNA as condições necessárias para ser um fiel cão de tudo que parte do “esquerdismo” local, o que é uma obrigação de seus atuais companheiros de jornada eleitoral, política e administrativa.
A obrigação maior de comparecer aos chamamentos da suposta massa comandada pelo “petismo” são dos militantes, dos filiados e políticos eleitos para o Poder Legislativo (Camara de Vereadores, Assembléia e Senado), entre eles Hugo Manso, Fernando Vargas Wanderley (Mineiro) e Fátima Bezerra.
Até porque eles são políticos históricos do PT desde o começo dos anos 80 e nunca arredaram o pé da sigla, formando uma casta de políticos semelhantes a alguns políticos mais tradicionais. E pela sigla são eleitos desde então, sem que surjam novos nomes no quadro partidário.
Na verdade Faria já havia saído de seu gabinete, na governadoria, no Centro Administrativo do bairro de Lagoa Nova, para receber, na escadaria, um grupo de manifestantes do MST.
Enfim, ele pulou uma fogueira quentíssima para não se queimar perante o eleitorado norte-rio-grandense, o que aconteceu, em parte, com o deputado Mineiro, ao anunciar apoio, ao que não poderia escapar de comparecer, aos protestos.
Tudo não passa de marketing, de publicidade, de propaganda, de um ou de outro, conforme as características de cada um, de sobrevivência política.
E acredito que o líder de Robinson na Assembléia, Mineiro, não terá coragem para cobrar, exigir e tirar o corpo fora, pois precisa do apoio do governador como suposto candidato a prefeito da capital em 2016, quando poderá ter como concorrente principal o atual, Carlos Eduardo Nunes Alves, do PDT, por sinal outra sigla que apóia a presidente Dilma Vana Roussef.

De Marcelo
“Esse fato poderia ser encarado como algo de pouca ou nenhuma importância, se o momento não fosse de crise e a hora oportuna dos correligionários da Presidente demonstrar reciprocidade, defendendo o seu Governo.
Segundo comenta-se, a falta de Robinson deixou os PTistas do Rio Grande do Norte revoltados e desagradou ao Palácio do Planalto. Os "Companheiros" não compreenderam a contradição do Governador, que alardeia ser seguidor fiel de Dilma.
Na campanha eleitoral, antes da posse e já na condição de Governador, Robinson Faria tem sido visto e fotografado, quase sempre, na companhia da Senadora Fátima Bezerra (PT), seja nos eventos pelo RN ou nos périplos pelos Ministérios, em Brasília. Na última sexta-feira a Senadora caminhou sem o Governador.

Convém aguardarmos os próximos capítulos.”

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