terça-feira, 10 de março de 2015

Grupo do MST articula um protesto incoerente, com desconhecimento de causa e fora da realidade

Sem-terra comete ilegalidade ao invadir prédio público na mesma manhã que o Incra divulga ações de sucesso realizadas em 27 municípios do Rio Grande do Norte durante todo o ano passado

Os trabalhadores rurais precisam de terra. Sim. Mas o movimento deles, cuja sigla é MST, é de certo modo obtuso. Um pouco fora da realidade.
Enquanto o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária emitia, por volta das dez horas da manhã, correspondência eletrônica para a imprensa em geral, sobre ações de sucesso no Rio Grande do Norte (ver a longa postagem anterior), um grupo deles invadia a sede do Incra no bairro de Petrópolis.
Pelo menos mil pessoas estão no prédio da instituição, na Rua Rodrigues Alves, desde 11 horas, portanto uma hora antes do email chegar ás redações.
Afirmam que permanecerão no local por tempo indeterminado. E somente sairão quando as pautas forem atendidas. Burrice. Nada acontece do dia para a noite, a não ser o nascer e o por do sol, com a lua no meio.
O ato faz parte de uma tal de jornada nacional das mulheres em “luta pela soberania alimentar, contra a violência e o agronegócio.” Uma das líderes da invasão ilegal – isso sabem fazer muito bem – diz: “O governo federal vem dispensando recursos para o agronegócio, mas não investe na agricultura familiar e nos camponeses brasileiros”.
Total incoerência e desconhecimento da “líder” Erica Silva, em entrevista ao PORTAL NO AR. Ou não sabe que existe o Pronaf e que não foi criado na administração petista. Existe desde os nos 90.
E certo que a agricultura familiar (antigamente falava-se em cultura de subsistência, de certo modo não organizada, sujeita as intempéries do tempo, como a seca), com investimentos em recursos humanos, financeiros e técnicos é importante. Principalmente para a venda do excedente de produção.
Mas Silva deveria saber que a agricultura extensiva e a produção com técnicas mais requintadas são necessárias para alimentar 200 milhões de pessoas, a população atual do Brasil.
Ou ela pensa que a China alimenta os seus bilhões de habitantes com técnicas pré-históricas, como o arado de madeira? Ou ainda a India, com outros bilhões?


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