sexta-feira, 3 de abril de 2015

Rombo da Petrobras ultrapassa a metade do dinheiro investido pelo Plano Marshall na recuperação da Europa

Os Estados Unidos da América gastaram U$ 13 bilhões em quatro anos. Em 2006 a quantia equivalia a 132 milhões dólares. O rombo na petroleira chega a 89 bilhões, muito acima da metade de 66 milhões do total inserido na economia européia com os índices inflacionários de 60 anos depois

José Vanilson Julião
Jornalista

Pelo menos entre 2005 e 2014, período de 12 anos do governo petista e seus principais aliados, entre eles o PMDB e o PP, englobando dois mandatos seguidos do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e o primeiro da atual presidente Dilma Vana Roussef, eleita para mais quatro anos, em números absolutos, o rombo na Petrobras ultrapassa, em muito, os quatro anos de investimentos dos Estados Unidos da América para a recuperação de países da Europa e do Japão, logo após a II Guerra Mundial.
Entre 1947 e 1950 os EUA, por meio do Plano Marshall, investiram U$ 13 bilhões, enquanto o a quantia desviada da petroleira estaria entre 88 e 90 bilhões de dólares numa estimativa das investigações, até o momento, da OPERAÇÃO LAVA JATO, engendrada pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal.
O redator, dias atrás procurou por meio da rede social Facebook, um economista para realizar uma continha. Guardadas as devidas proporções, transportar para os dias de hoje, com os índices de correção inflacionária, a quantia gasta pelos norte-americanos, com o fim de compararmos com o montante desviado da petroleira com o aval de diretores da empresa estatal de economia mista, mancomunados com diretores de empresas de engenharia e políticos com cargos eletivos no Poder Legislativo (senadores e deputados federais), além dos indícios da suposta participação do tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, o ex-bancário paulista José Vaccari Neto.

HISTÓRICO
O Plano Marshall é um aprofundamento da doutrina do presidente estadunidense Henry Truman (sucessor de Franklin Delano Roosevelt, morto no cargo, durante o conflito mundial), conhecido oficialmente como Programa de Recuperação Européia, recebendo o nome do Secretário do Estado dos Estados Unidos, George Marshall.
O plano de reconstrução foi desenvolvido em um encontro em julho de 1947. A União Soviética e os países da Europa Oriental foram convidados, mas Josef Stalin teria visto o plano como uma ameaça e não permitiu a participação de nenhum país sob o controle soviético, entre eles o estado alemão divido.
O plano permaneceu em operação por quatro anos fiscais a partir de julho de 1947. Durante esse período foram investidos dinheiro para assistência técnica e econômica — equivalente a cerca de US$ 132 bilhões em 2006, ajustado pela inflação.

Quando o plano foi completado, a economia de cada país participante, com a exceção da Alemanha, tinha crescido consideravelmente acima dos níveis pré-guerra. Pelas próximas duas décadas a Europa Ocidental iria gozar de prosperidade e crescimento. A produção industrial, por exemplo, cresceu 35%.

2 comentários:

  1. Excelente colocação. É uma maneira didática para se avaliar a dimensão do rombo.

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  2. Excelente colocação. É uma maneira didática para se avaliar a dimensão do rombo.

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