José Vanilson Julião
Jornalista
Produtos alimentícios manufaturados, de origem animal ou
vegetal, são a locomotiva que puxa o trem ou comboio da iniciativa privada
norte-rio-grandense.
Principalmente dos micro-empresários individuais, sendo esta
uma das alternativas para o enfrentamento ao desemprego e a falta de trabalho.
Para se ter uma idéia da importância do setor não é preciso
consultar dados oficiais dos três governos: municipal, estadual e federal.
Basta verificar as gôndolas e prateleiras dos grandes
supermercados, lojas de conveniências, mercearias, padarias e pequenos
estabelecimentos comerciais espalhados nos bairros mais afastados do centro.
As ofertas de comidas populares e regionais fazem parte da
mistura que pode ser posta na mesma da classe média baixa ou dos mais pobres,
no cotidiano do café da manhã ou no jantar, costumeiramente a última refeição
do dia.
Numa panificadora da Avenida São Miguel dos Caribes, no
Conjunto Jiqui, no bairro de Neópolis (Zona Sul), pode-se comprar o pastelzinho
de carne, com dados de fabricação (data limite de consumo e ingredientes), mas
não especifica de onde vem.
A goma de mandioca, para a feitura caseira da tapioca, vem
do Sítio de Dentro, zona rural do município de Lagoa Nova, na Região do Seridó,
no interior do Rio Grande do Norte.
A tapioca (dos tipos molhada ou seca) e o grude, da
comunidade ‘Vale do Sol’, periferia da cidade de Parnamirim, na região
metropolitana da capital potiguar ou Grande Natal.
O Cuscuz de milho vem do bairro de Felipe Camarão,
precisamente da Zona Oeste, uma das quatro divisões administrativas de Natal.
A manteiga do sertão seridoense. E o queijo artesanal (De
coalho ou manteiga). E o soro para fazer a coalhada ou a mesma prontinha. Para consumo
rápido. De Caicó. Outra cidade qualquer.
Em um mercadinho da mesma avenida, o ‘Sabor do Sertão’,
também se nota a variedade de produtos de origem sertaneja, principais
coadjuvantes das marcas mais famosas e produtos industrializados das regiões
mais ricas ou estados mais fortes na economia.
Ainda no mesmo logradouro, somente para exemplo de atividade
diversa, o natalense pode encomendar o alto-falante ou caixa de som para seu
carro, comércio ou igreja. Com Júnior.
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