sexta-feira, 17 de julho de 2015

Na história do País já aconteceram ‘traições’ bem piores

José Vanilson Julião
Jornalista

O rompimento pessoal e unilateral do presidente da Camara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RN), que agora passa a declarar oposição ao governo da presidente Dilma Roussef, do Partido dos Trabalhadores (PT), causou frisson entre seus simpatizantes e inimigos declarados, principalmente nas redes sociais, o tambor de reflexão do fanatismo político, partidário e filial.

A decisão do parlamentar carioca, feita na esteira de denúncias de corrupção, tem causado euforia nas hostes do ‘petismo’, mas somente o tempo determinará quais os estragos que as duas situações vão causar, tanto para Cunha quanto para a ocupante temporária do Poder Executivo nacional.

O momento é delicado, mas a história apresenta momentos bem mais complicados da política brasileira, envolvendo personagens bem mais importantes que as personalidades do momento.

É bom lembrar que o imperador dom Pedro II, no II Reinado, foi deposto por um marechal de confiança, o alagoano Deodoro da Fonseca, que passou a história como o proclamador do regime republicano.

Durante o período da I República ou República Velha o gaúcho Getúlio Dorneles Vargas saiu do Ministério da Fazenda (1929) para, no ano seguinte, participar da Revolução Liberal e derrubar o presidente Washington Luis.

Vargas, por sua vez, após o término da II Guerra Mundial (abril/agosto de 45), foi deposto em dezembro do mesmo ano pelos seus ministros generais, provocando a primeira redemocratização no Brasil (1946).

O próprio presidente João Belchior Goulart foi ‘traído’ pelas circunstancias nacionais e internacionais, sendo deposto pelo golpe militar de 1964.

Lembro: todas estas situações abrigam componentes, características e particularidades diversas, influenciadas pelas diferentes situações da época.


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