terça-feira, 14 de julho de 2015

O impedimento da presidente Dilma Roussef (PT) depende de uma colorida colcha de retalhos

José Vanilson Julião
Jornalista

O clamor de parte da opinião pública, as críticas da oposição, o baixo índice de aprovação do governo, a impopularidade da presidente, as manifestações contra o ‘petismo’ e as seguidas denúncias de corrupção no seio da base aliada e má administração são os principais ingredientes do caldo de cultura que podem favorecer um futuro pedido de impedimento de Dilma Roussef (PT).
Entretanto todas estas configurações não são suficientes para acionar o gatilho da aprovação do impeachment presidencial pelos deputados federais, sendo preciso que eles se deixem seduzir pelo apelo popular, ainda tímido na concepção deste repórter, ao contrário do que aconteceu quando do caso do ex-presidente e senador alagoano Fernando Collor de Melo.
Mesmo que o clamor da maioria da população esteja chegando aos ouvidos dos parlamentares, a destituição legal da presidente passa pelo estalido seco dos números, pois são precisos 342 votos dos 513 deputados, sendo que, deste total o governo detém 214 dos deputados situação, enquanto a oposição conta com bem menos, 125.
O fiel da balança passa a ser o bloco composto por seis partidos, entre eles um da base aliada, o PMDB, ao lado do PTB, PSL, PHS e PEN, que totalizam 152 votos.
O segundo bloco tem 38 votos e conta com nove siglas: PRB, PTN, PMN, PRP, PSDCM PRTB e PTC. Todos considerados agremiações pequenas ou nanicas.
Portanto o impedimento poderá somente acontecer com a rebelião ou defecção de parlamentares aliados, com apoio dos independentes.

Outra via
A chapa de Dilma estaria sendo investigada por suposto abuso de poder e financiamento irregular de campanha. Mas um pedido de cassação dificilmente será aprovado no Tribunal Superior Eleitoral, que está dividida sobre o tema.



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