quarta-feira, 1 de julho de 2015

Organização sindicalista é a única no país a criticar o governo da presidente Dilma Roussef

NOTA DE REPÚDIO
Governo arma mais uma “pedalada” contra os trabalhadores

Não bastassem todas as dificuldades que o governo vem impondo à classe trabalhadora brasileira, reduzindo direitos trabalhistas e sociais conquistados à custa de muita luta ao longo dos anos, ele vem, agora, com uma nova proposta que nada mais é do que “outra pedalada” no conjunto de trabalhadores. E não será metendo a mão no bolso dos trabalhadores que o governo vai corrigir suas distorções e alcançar seu almejado superávit primário (economia para pagar juros da dívida).

A proposta governamental, desta vez, é a de alterar o calendário de pagamentos do Abono Salarial (PIS/Pasep), prejudicando, desta forma, milhares de trabalhadores de menor renda.

Com a justificativa de que, para 2015, o Orçamento prevê R$ 10 bilhões para pagamento do Abono, e o valor dos saques praticamente dobraria pelo calendário em vigor, o governo propõe que o Abono seja dividido em duas partes, com metade daqueles que têm direito sacando neste ano e a outra metade recebendo apenas no ano que vem. O que o governo pretende, na verdade, é fazer caixa e cumprir o Orçamento elaborado erroneamente pelo Ministério do Planejamento.

Vale ressaltar que cabe unicamente ao Codefat (Conselho Deliberativo do Fundo de Amparo ao Trabalhador) o estabelecimento de tal calendário, e que o governo só pode alterar a decisão desse órgão por meio de Medida Provisória ou Projeto de Lei no Congresso.

A Força Sindical colocou-se totalmente contrária à alteração do calendário de pagamentos do Abono Salarial, e repudia veementemente esta nova arbitrariedade do governo federal e seus tecnocratas.

Não podemos, novamente, arcar com o ônus de uma crise que não fomos nós que provocamos, e sim quem, agora, quer reparar o mal feito punindo quem constrói a riqueza do País. Manifestações e atos de protesto voltarão a ser realizados pela Força Sindical numa mobilização nacional contra mais esta injustiça contra os trabalhadores brasileiros.


Miguel Torres
Presidente da Força Sindical

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