terça-feira, 14 de julho de 2015

Servidores municipais acampam, por tempo indeterminado, em frente à Prefeitura de Natal

Teve início nesta terça-feira o acampamento do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Natal (Sinsenat) e do Sindicato dos Agentes de Saúde (Sindas), em frente à sede da Prefeitura. Centenas de trabalhadores se encontram instalados no local e, de acordo com a coordenação das categorias, a ocupação do espaço público deve se repetir até que a gestão apresente um índice de reposição salarial, em cumprimento da Lei da Data-Base.

O ato foi anunciado na última semana, quando, por força de convocação, aconteceu o primeiro debate entre a gestão e os Sindicatos. O parecer municipal foi de que não seria possível efetuar nenhum pagamento, em decorrência da baixa receita, fruto da crise nacional. O posicionamento não foi aceito pelas categorias, que prometeram, ainda, endossar a greve com mais servidores e movimentos sociais.

Para os Sindicatos, não é possível justificar o descumprimento da Lei com o mau momento econômico, já que desde que a Data-Base foi instituída, o pagamento só foi efetuado mediante greve. Além disso, há um questionamento sobre a seletividade com o orçamento municipal. “Neste mesmo ano de crise, a Prefeitura instituiu, para os auditores, o Prêmio por Desempenho Fiscal, que tem custo muito superior”, argumenta Soraya Godeiro, coordenadora do Sinsenat.

Corte de ponto

No domingo (12) os trabalhadores receberam a notícia de que o prefeito Carlos Eduardo pretende cortar o ponto dos grevistas. "Não vamos ceder a este tipo de ameaça e pressão, não é assim que vamos retomar os serviços. O prefeito precisa iniciar uma negociação, sem isso, a greve vai continuar", conclui Soraya. (Assessoria de Imprensa)

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