terça-feira, 4 de agosto de 2015

Governador potiguar se rende ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra

José Vanilson Julião
Jornalista

A promessa do governador do Rio Grande do Norte, Robinson Mesquita Faria (PSD), de reformular as normas que regem o cronograma organização da Central de Abastecimento (Ceasa), com o fim de dar participação e gestão ao Movimento dos Sem Terra, é uma prova de falta de autoridade e de subserviência ao Partido dos Trabalhadores e a ocupante da cadeira temporária no Palácio do Planalto.

A partir de agora qualquer um pode invadir e espernear que será atendido prontamente no gabinete do governador, sem que, para isso, seja feita uma pauta pré-estabelecida ou marcada uma reunião com o titular do Poder Executivo potiguar.

A situação, guardadas as devidas proporções, me cheira a um menino chorão que esperneia para ganhar, por força da ameaça e da emoção, um pirulito do papai ou da mamãe.

Ou a um adolescente mal criado e mimado que promete ganhar um mundo porque não ganhou um presente de aniversário.

O mais estranho disso tudo que nem partido o MST é. Esta recaída governamental aconteceu numa audiência de última hora, depois que o MST brecou a liberdade de ir e vir desde o aeroporto de São Gonçalo do Amarante. E a promessa foi a “condição” para se encerrar um bloqueio ilegal.

Ora, se o governador foi rápido para atender o MST, porque não teve o mesmo poder para decidir usar o que de direito para desobstruir a rodovia ou até mesmo acionar a assessoria jurídica? Foi mais cômodo para ele a primeira decisão? Vale ganho político? Eleitoral?

Daqui a pouco o pessoal do Sindicato dos Alternativos, depois de uma medida “tranca rua”, vai pedir cargo na STTU ao prefeito Carlos Eduardo Nunes Alves.

Nota do redator: comentário feito a partir de leitura de notícia no blog “Jornal do RN”, do jornalista Paulo Tarcísio


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