segunda-feira, 18 de julho de 2016

Fernando Mineiro escuta críticas ao PT calado

Encontro gera proposta mirabolante. Deputados estaduais e federais ausentes

Mesmo com a transmissão ao vivo pela TV Assembléia, o site do diário matutino Tribuna do Norte, o único a reportar a audiência pública realizada entre o final da manhã e começo da tarde desta segunda-feira, para discussão sobre a venda ou desativação de ativos da Petrobras no Rio Grande do Norte, não mencionou a ausência de um representante do governo estadual e críticas do vereador natalense Marcos do PSOL e de pelo menos dois sindicalistas ao Partido dos Trabalhadores.

Apenas políticos ligados ao PT atenderam a convocação do deputado estadual, professor Fernando Vargas Wanderley (Mineiro), entre os quais a senadora paraibana e também professora Maria de Fátima Bezerra, mais os vereadoresHugo Manso Júnior (outro professor) e George Camara (PCdoB). A senadora não ouviu as críticas a sigla petista, pois saiu antes de terminar a reunião, com o fim de participar de outro encontro político em Mossoró. Porém não deixou de falar o bordão “Fora Temer” para a platéia não tão grande.

Na reunião foram suscitadas duas propostas. Uma mais real. Outra mirabolante. A primeira seria um novo projeto de lei que institua outro marco regulatório para o setor petroleiro. A multinacional brasileira anunciou a venda de 40 campos maduros dos 68 existentes na bacia sedimentar do RN, além de paralisar a produção em pelo menos três sondas, causando a demissão e o desemprego de cinco mil trabalhadores terceirizados.

A empresa tem 43 anos em território potiguar e produziu R$ 9,3 bilhões. Em abril produziu 587 barris de petróleo. Entre 2001 e 2015 R$ 235 milhões foram destinados a pesquisa e projetos tecnológicos.


A mirabolante: a criação de uma joint venture para fundar uma empresa, envolvendo o Estado (com 25 por cento dos investimentos), investidores (24%) e Petrobras, com participação acionária majoritária.

 

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