quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Terá jogo na inauguração oficial do estádio americano?


Jornal “Correio Potiguar” sugere o Alecrim como adversário do alvirrubro como preparativo do esmeraldino para a segunda divisão

Na sexta-feira (16/9), o presidente Eduardo Serrano da Rocha, o presidente do Conselho Deliberativo e vice (José Vasconcelos da Rocha) e Carlos Gurgel (Diretor de Patrimônio), engenheiro Francisco Sobrinho e do Diretor Administrativo e Financeiro (Walmir Nunes), receberam do capitão Monteiro o termo de compromisso emitido pelo Corpo de Bombeiros que autoriza a inauguração da Arena América.

O Estádio Desembargador José Vasconcelos da Rocha será inaugurado, caso última forma, no dia 7 de setembro, feriado nacional do Dia da Independência, em evento que contará com a presença da torcida.

Na administração do ex-presidente, deputado estadual Hermano Morais, fora lançado à pedra fundamental, símbolo inicial da construção da Arena América.

Na ocasião é formada uma comissão composta por José Rocha, Eduardo Rocha, Carlos Gurgel, José Medeiros, Francisco Sobrinho, Cláudio Bezerra, Ricardo Dantas, Nicholas Carvalho, Álvaro Gouveia, Pedro Paulo e Cláudio Formiga.

Com o financiamento da torcida, conselheiros e diretores as obras foram iniciadas no dia 12 de maio de 2012.
"Após a entrega do primeiro módulo serão construídos os camarotes, cujos adquirentes financiaram o início das obras, então nada mais que justo", disse o presidente Eduardo Rocha, que complementa: "Fico muito feliz que, em minha gestão, estejamos conquistando mais este marco na história do América". (JVJ com dados do site oficial)

sábado, 17 de agosto de 2019

Sites e blogs registram para o América 'troféu' inexistente


A mentira de um título procurado e não encontrado

José Vanilson Julião

Depois da confirmação em cima de dados concretos – de que o maior artilheiro do América Futebol Clube é o falecido atacante paraibano Rivaldo de Oliveira Paula (Saquinho) e não o cearense Hélio das Chagas Nascimento (Helinho) – o blog “descobre” mais uma mentira repetida a exaustão: a de que o alvirrubro da capital potiguar é campeão de um torneio regional realizado em São Luís, capital maranhense, em 1950.

O repórter consultou pelo menos umas três vezes em igual número de fontes – jornais impressos -, vasculhou na internet e nada encontra sobre essa suposta conquista americana. Tampouco consegue detectar de onde parte a mal contada história, porém suspeita que a confusão possa ter sido originada de alguma publicação patrocinada pela a agremiação a partir dos anos 70.

O redator acredita que o erro não tenha sido proposital, entretanto a repetição, inclusive em sites e blog fora do Rio Grande do Norte, tenha “perpetuada” o engano deste “Torneio Quadrangular do Maranhão”

A rigor somente é encontrado um torneio acontecido naquela cidade, em 1948, vencido pelo rubro-negro Moto local contra times da Região Norte.

Na verdade o clube América, em abril de 50, venceu o Torneio Fantasmas do Norte, na capital potiguar, em homenagem ao selecionado potiguar que eliminara Ceará, Paraíba e Pernambuco e decide com a Bahia uma fase do campeonato brasileiro de Seleções (1934). No torneio doméstico, dias 16 e 20, o alvirrubro vence o ABC (4 x 2 e 1 x 0).

E o Torneio Quadrangular de Natal. O segundo evento amistoso que contou com a participação de representação interestadual.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

‘Quando papai saiu de férias em viagem de negócio’


Tenho a convicção que a redação ‘boemia’ ou ‘romântica’ no jornalismo desapareceu, efetivamente, com a introdução do computador.

Antes da máquina eletrônica havia o cantinho para os fumantes. Numa sala ao lado da redação da Tribuna do Norte. Era lá, também, o refúgio para se resguardar das bolas de papel.

Ou dos cinzeiros que “voavam” quando faltava energia. Enquanto o gerador de reserva não era acionado.

Entrei no jornal fundado por Aluizio Alves com estágio informal. Sem passar pelo crivo do Instituto Euvaldo Lodi.

Dia 5 de agosto de 1982. Na primeira semana de maio do ano seguinte Agnelo Filho assinou a bendita carteira profissional.

Já conhecia Carlão de vista. Ele era da turma do meu irmão. Anterior a minha. Assim quando cheguei à TN provavelmente ele lá já estava.

Nunca mudou o procedimento. Era mesmo um bom vivant. Daí foi um pulo para as cervejadas com Francisco Enéias Peixoto, Paulo Tarcísio Júnior, Verailton Alves da Silva, Célia Freire, Airton Bulhões...

Tempos da Peixada Potengi, na Avenida Tavares de Lira. Depois o “bar do Chinês”. A quinzena ficava com a china que viera de Hong Kong.

Carlão foi o cara que vi mais mudar de endereço. Capim Macio. Neópolis. Parque não sei o que.

E foi num desses apartamentos que assisti ao filme, de 1985, do qual tomo emprestado o título para a postagem. Acredito que ele fora dormir e ele colocou a película.

Sinopse: “Defender os ideais stalinistas logo após o rompimento do marechal Tito, líder da então Iugoslávia, com o Stalin, ditador russo, não era a melhor das idéias.

Após a publicação de uma charge inoportuna de sua autoria, Mesa é enviado para um campo de trabalhos forçados, uma prisão longe de sua família - que acredita que o pai está em uma "viagem de negócios".

Desnorteado, o jovem Malik, filho de Mesa, tenta lidar com a crise que sua família e seu país enfrentam da melhor maneira possível, enquanto começa a descobrir o amor.

Esta é uma das lembranças do Carlão...

terça-feira, 6 de agosto de 2019

O parceiro de Roberto Ney na canção abecedista


O potiguar Guaracy Augusto Picado foi uma das figuras mais identificadas com Natal a partir dos anos 50. Jovem foi aprovado num concurso para carteiro e assumiu outras funções nos Correios. Também trabalhou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Músico, compositor, cantor dos trios musicais “Os Goiamuns”, “Marayá” e “Irakitan”. Em 10 anos no Rio de Janeiro se apresenta em programas de auditório nas televisões paulista e carioca: Raul Gil (Televisão Bandeirantes) e o “Som Brasil”, a domingo pela manhã (Globo), comandado por Lima Duarte, além de "Almoço com as Estrelas" (Tupi/São Paulo).

E também programas de rádio, shows no interior fluminense, com cachês baixos. Porém serviam para projetá-lo e ao parceiro Roberto Ney. Ainda sobrava tempo para bater uma bolinha, tendo chegado a jogar na segunda divisão do Estado do Rio pelo Classista Futebol Clube.

Participou também de movimentos teatrais, culminando com a presença, mais recentemente, no filme "For all, O Trampolim da Vitória”, narrando a presença de marujos e soldados norte-americanos em Natal durante a Segunda Guerra Mundial.

Começou no futebolista na base do América, junto de colegas que hoje ocupam cargos públicos ou são profissionais liberais em várias áreas. Juvenil assinou com o Santa Cruz, como não amador, categoria que hoje não existe mais.

O Santa Cruz (vermelho, preto e branco) foi fundado em 1934. Atualmente, encontra-se extinto, porém seu patrimônio continua intacto. O Tricolor foi campeão (1943) e licencia-se em 67 após a temporada anterior.

Foram companheiros: Etinha, Varela, Wilton (irmão de Wallace Gomes da Costa). Mas foi no ABC que passou a atuar num grande clube, na ala direita, com Ribamar e Edson (goleiros), Toré, Cadinha, Ney Andrade, Edmilson Piromba, Cileno, Jorginho, Mota, Gilvan, Paulo Isidro, Gileno Vilar, Osir de Góis, Dé, Marcos Jacaré...

Ainda jogou e treinou Alecrim no começo dos anos 60. E depois árbitro requisitado. O que pouca gente sabe é que um dos hinos do ABC é de autoria dele e Roberto Ney, gravado como compacto simples, uma música de cada lado, disponível posteriormente, nos anos 90, em CD laser.

Algumas gravações da dupla estão nos discos "Guaracy canta Renato Caldas e outros poetas"; "Passar fogo", em homenagem a Augusto Severo; "O salário achatou"; "As mais belas canções da América Latina"; "Chico de Assis e Guaracy"; "A história da Vaquejada do Nordeste"; "Para ouvir amando".


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Letrista de um dos "hinos" do ABC morre nesta tarde


O radialista Marco Trindade dá a notícia com exclusividade sobre a morte, acontecida nesta tarde, de parada cardíaca, do compositor e letrista potiguar Roberto Ney.

Ney Cavalcanti de Souza falece aos 88. Fez carreira em rádio, televisão e jornal. Foi ator no começo da década de 70, em pelo menos três anos, na maior peça teatral ao vivo do mundo: A Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, interior pernambucano.

Fez parcerias e teve músicas gravadas por Amado Batista. É autor de duas músicas em homenagem ao ABC Futebol Clube. A primeira é “Aonde fores ABC eu hei de ir”.

A segunda “Meu ABC”, em parceria com o ex-jogador, ex-treinador e ex-árbitro Guaraci Augusto Picado.

Lançadas em 76 são interpretadas pelo cantor Claudionor Germano da Hora (Recife, 10/8/1932), famoso por dar voz as músicas do frevo pernambucano.

domingo, 28 de julho de 2019

Alex Medeiros notifica na coluna da "Tribuna" a verdade sobre o maior artilheiro do América


O publicitário Alex Medeiros dá nota e repercute neste domingo, na coluna que assina no diário matutino “Tribuna do Norte”, um texto sobre a verdade e realidade, reforço proposital, a cerca do maior artilheiro da história do América natalense.
Modéstia a parte não escondo que fico contente com as minhas “descobertas” sobre assuntos e personagens do futebol potiguar.
Anteriormente ninguém, na imprensa local, sabia o destino do goleador “Alemão”, autor do gol fatal de 69 pelo América. Agora o repórter desmonta a falácia de que Helinho é o maior artilheiro americano.
A reportagem inédita é um complemento bem maior e detalhado sobre o tema, postado com exclusividade no Blog do FM (do conceituado jornalista Flávio Marinho), cortesia do jornalista Wagner Guerra.
E logo depois no blog “Jornal da grande Natal”, versão eletrônica da coluna no jornal mensal CORREIO POTIGUAR.
Provavelmente na próxima edição o repórter veicula um terceiro texto sobre o mesmo Alemão e sobre outro jogador, sendo que este foi campeão em 1967 e faleceu na Região Norte após sair de Natal.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pesquisa aponta a verdade sobre o mais eficiente finalizador do ataque alvirrubro


ARTILHEIROS

Saquinho, não Helinho, é o maior goleador americano

José Vanilson Julião

Desde que pendurou a chuteira em 2011 o ponta-direita Hélio das Chagas Nascimento é apontado erroneamente pela imprensa esportiva como o maior artilheiro do América Futebol Clube.
O cearense de Aracati (2/10/74) ostenta a marca de 85 gols em duas passagens pelo alvirrubro: 99/04 e 09/10. Este número coloca “Helinho” como o maior artilheiro americano desde o retorno do licenciamento do clube (1966).
Entretanto, em toda a história do América o maior artilheiro é o paraibano Rivaldo de Oliveira Paula, o “Saquinho”, com 92 gols, marca alcançada entre 1953 e 1960, portanto antes da retirada do clube dos gramados.
Natural de Rio Tinto (9/9/32), falecido em 2001, “Saquinho” começou a correr atrás do esférico no Racing das Rocas, atuou pelo desativado Santa Cruz (o campeão potiguar de 43), passou pelo Fluminense e por Minas antes de ingressar efetivamente no América.
Em cinco temporadas pelo clube vermelho e branco atuou pelo menos 132 vezes. Foi artilheiro do Estadual em 55 (14), 56 (10) e 57 (12).
A estréia acontece no jogo amistoso América 0 – 1 Asas/MG (sexta-feira, 4/12/53), quando substitui o veterano atacante Pernambuco.
Na excursão o clube mineiro empata com o ABC: 1 a 1. O também alvirrubro Associação Atlética Asas (Lagoa Santa) foi fundada em 3/1/50, perto de Belo Horizonte, e participa do campeonato mineiro até 1959, sendo campeão do torneio início (52).
Depois do segundo jogo, outro amistoso, em fevereiro do ano seguinte (0 a 2 São Cristovão/RJ), o primeiro jogo oficial, e como titular, acontece em 21/2 (1 a 2 Alecrim)
As quatro últimas partidas, valendo o campeonato de 59, acontecem em fevereiro de 60. Após os jogos do selecionado potiguar pelo antigo Brasileiro de Seleções.
Pelo triangular final, com ida e volta, envolvendo os ganhadores dos turnos: América, Santa Cruz e ABC. O alvirrubro vence o Tricolor, mas perde para o alvinegro.
Ainda atuou pelo Náutico, Treze de Campina Grande, Clube Atlético Potiguar (Natal) e encerra a carreira no ABC (1965).