quarta-feira, 20 de junho de 2018

Nordeste carece de novas lideranças políticas


*Ionas Carvalho de Araújo

A região Nordeste é conhecida historicamente por sua força no campo político, graças à voz e a expressão das suas lideranças políticas a nível nacional.
Entretanto, vem com o passar do tempo se enfraquecendo, isso graças à carência de representantes desta classe, que tenham uma visão macro dos problemas que atingem a nossa região e principalmente, que externem e utilizem a coragem, tão peculiar e genuína dos nordestinos, no embate junto ao Governo Federal, nas decisões governamentais que afetam e prejudicam o Nordeste. 
A resposta a esta fragilidade dá-se porque, infelizmente, os atuais políticos estão tão preocupados em priorizar e particularizar tanto os seus interesses locais dos seus Estados, que deixam de perceber que 90% dos problemas são comuns a todos os Estados do Nordeste e que atacados conjuntamente e organizadamente, independentemente das diferenças partidárias e ideológicas, seriam mais fáceis de serem combatidos e enfrentados.
Por isso, os Governadores do Nordeste tem se reunido constantemente para uma troca de idéias sobre os problemas da região, mas infelizmente os seus resultados são imperceptíveis ou até inócuos por falta de voz e expressão desses atuais governadores.
O Nordeste chegava a falar grosso perante a União quando teve, por exemplo, lideranças políticas como os governadores Miguel Arraes de Alencar e Eduardo Campos à frente do governo de Pernambuco, Tasso Jereissati e Ciro Gomes à frente do governo do Ceará, Antônio Carlos Magalhães e Waldir Pires à frente do governo da Bahia, José Sarney no Maranhão e por aí vai.
Por isso, vejo a urgente necessidade da classe política do Nordeste primeiro, deixar o olhar paroquiano de lado e acreditar que podem “MAIS” e, segundo, atuarem além das divisas com o propósito de resgatar a força política da nossa região no cenário nacional, para assim acelerarmos de forma eficaz e eficiente o crescimento e o desenvolvimento sócio econômico da nossa região.

*Advogado, ex-prefeito de Serra de São Bento e ex-deputado estadual do RN


segunda-feira, 28 de maio de 2018

Brasil continua perdendo espaço na escala mundial


A paralisação, greve ou locaute dos caminhoneiros – seja lá o que for – chamou a atenção nacional e ofuscou, até mesmo, a pré-candidatura do presidiário Lula.

Entretanto o que aguçou a minha curiosidade de jornalista, no final da noite da segunda-feira (28) foi a noticia que já corria três dias antes.

Trata-se do anúncio, pelo presidente colombiano, do ingresso de seu país na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

E ao mesmo tempo na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), sendo, agora, um dos três membros latino-americanos, ao lado do Chile e México.

Com isso me parece que o Brasil continua perdendo espaço na política externa e no comércio internacional.

A notícia passada oficialmente pelo mandatário Juan Manoel Santos não foi recebida de bom grado pelo reeleito presidente venezuelano Nicolas Maduro Moros.

Porém o ditador bolivariano reclama sem poder alegar que foi pego de surpresa, pois o pedido do ingresso da nação vizinha vinha sendo analisado desde 2013.

Portanto no mesmo ano da morte do mentor da republiqueta ‘neo-socialista’, Hugo Rafael Chávez Fria, acontecida em março.

Diante disso fui olhar o mapa da America do Sul e a Colômbia tem todo o direito de participar da aliança política e militar originada em abril de 49 (quatro anos após o fim da II Guerra).

Pelo menos do ponto geográfico. O litoral colombiano fica de frente para o Mar das Antilhas ou Caraíbas (Oceano Atlântico Norte), bem acima da Linha do Equador. E abaixo do Trópico de Câncer, a linha imaginária que delimita o acordo.

Assim como a Venezuela. O detalhe é que acima da linha equatorial, quase de frente para o mar antilhano, fica o estado brasileiro do Amapá (Região Norte).

O curioso é que entre os 29 membros atuais estão ex-países comunistas, como a Albânia, ou nações surgidas independentes com a dissolução de estados totalitários que eram satélites da antiga União Soviética, o carro chefe do extinto Pacto de Varsóvia (55), o contraponto.

Entre os países membros existem várias situações. A Colômbia passa a ser um parceiro global com a assinatura oficial do acordo em Bruxelas, capital belga, sede da OTAN.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Bastidores da campanha no município de Galinhos


Há menos de duas semanas para realização das eleições no município de Galinhos, no litoral norte, foram oficializadas duas chapas.
A chapa da situação “Galinhos não pode mais errar”, encabeçada pelo prefeito interino Francinaldo Silva da Cruz (PR), conhecido como “irmão Naldo”, que tem como candidata a vice-prefeita Dona Ivone (PTB), do Assentamento Pirangi, também conhecido como “Barrocão”.
A chapa da oposição é encabeçada por Ecinho (MDB), que tem como vice Tico da Pipa (PRB). A eleição suplementar, marcada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) será no dia 3 de junho.

Considerações gerais
Dona Ivone reside há bastante tempo no Assentamento Pirangi e praticamente foi uma das fundadoras do “Barrocão”. Tem um filho, Vanuelber, primeiro suplente de Vereador.
Tico da Pipa mais no município de Timbau do Sul, onde exerce mais atividades empresarias do que em Galinhos, onde raramente se encontra. Talvez este seja o motivo do mesmo ser conhecido por “Tico da Pipa” e não “Tico de Galinhos”.
O candidato Tico da Pipa representa o ex-prefeito Fábio Rodrigues, na chapa de Ecinho (15), inclusive é filiado ao partido (PRB), comandado pelo ex-prefeito, cujo mandato foi cassado.
Ecinho é o candidato a prefeito que representa a continuidade da administração do ex-prefeito cassado e conta com o apoio de todo o grupo, inclusive da ex-primeira dama, Aracely.
O candidato a prefeito Ecinho (MDB) optou pelo apoio político de Fábio Rodrigues mesmo sabendo da fama de péssimo administrador e de traidor do ex-prefeito. Além do caos administrativo em que deixou a população indignada e revoltada, Rodrigues cometeu os maiores pecados na política, respectivamente: ingratidão e traição.
Primeiro foi ingrato e traiu o ex-prefeito Ricardo Araújo (PSD), que lhe proporcionou a única oportunidade de ser vice-prefeito e depois foi ingrato e traiu o eleitor que votou nele e o elegeu para prefeito nas eleições de 2016. Diante destes fatos, o candidato do 15, pode ter dado um tiro pela culatra ao ser o candidato do continuísmo.

Ruptura
Para se opor a continuidade da gestão do ex-prefeito o candidato a prefeito de número 22, “irmão Naldo”, priorizou o apoio do seu partido (Partido da República - PR), comandados por Hudson e Afrânio, que demonstram-se arrependidos de terem apoiado Fábio Rodrigues nas últimas eleições municipais e o apoio do ex-prefeito Ricardo Araújo (PSD), conhecido em Galinhos como o prefeito que mais criou programas sociais direcionados a população mais necessitada e pobre. Afinal Naldo se encontra à frente da prefeitura devido ao empenho e ao esforço do grupo político do ex-prefeito Ricardo Araújo, que teve a coragem e iniciativa de mover duas ações eleitorais contra o ex-prefeito Fábio Rodrigues perante a Justiça Eleitoral, denunciando as inúmeras ilegalidades eleitorais cometidas pelo então ex-prefeito cassado, antes, durante e depois das eleições municipais de 2016.
A Associação dos Pescadores, pela presidente Rosângela, declarou apoio nestas eleições ao candidato a prefeito “irmão Naldo” (número 22). A curiosidade é que por muitos anos esta Associação era controlada administrativamente e comandada por Fábio Rodrigues.
Antes de ser candidato, Ecinho era dirigente da Associação dos Bugueiros. A curiosidade é que este candidato não conta com o apoio, como era de se esperar, da maioria dos bugueiros.
O candidato “irmão Naldo” é vinculado a Assembleia de Deus na cidade de Galinhos. A curiosidade é que este candidato tem o apoio da maioria dos eleitores deste segmento religioso, como também tem o apoio da maioria dos eleitores dos demais segmentos religiosos do Município.

Partidos
Ecinho conta com o apoio do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Partido Republicano Brasileiro (PRB), Democratas (DEM) e PODEMOS. Já o candidato “irmão Naldo” conta com o apoio do Partido República (PR), Partido Social Democrático (PSD), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido da Mulher Brasileira (PMB).
O Partido Solidariedade (SD), sob o comando do vereador Wilker, se encontra até o presente momento indefinido, pois, estranhamente, não tem deixado claro ao eleitor se vai apoiar o candidato do continuísmo, Ecinho, a quem apoiou ou vai se opor ao continuísmo apoiando o candidato “irmão Naldo”.

Desacreditado
O ex-prefeito Egídio Dantas, alvo do Ministério Público por prática de ato de improbidade administrativa por fraude em uma licitação e outras ilegalidades, quando à frente da prefeitura do município de Rio do Fogo, declarou apoio ao candidato a prefeito Ecinho.
Egídio já tentou ser candidato a prefeito de Galinhos, mas devido ao enorme descredito político, a falta de respaldo e apoio eleitoral, abandonou o projeto eleitoral e praticamente deu “bye bye” a população da cidade.
Neste final de semana ocorreu uma mobilização da chapa encabeçada pelo “irmão Naldo” no Assentamento Pirangi. Além de passeata e carreata, houve um comício que chamou atenção, pela expressiva participação popular.

Propostas
O grande desafio dos candidatos até o dia da eleição é o de convencer o eleitorado, demonstrar quem representa a solução ou a continuidade dos problemas e dificuldades que herdou o Município de Galinhos e quem está preparado para resolver o caos administrativo deixado pelo ex-prefeito cassado pela justiça eleitoral.
Atualmente o real sentimento do eleitor de Galinhos é o de decepção e frustração, pois elegeram um prefeito que se dizia: “nativo” e “da terra”, como também, prometia emprego e mudança para melhor, mas na verdade, ocorreu o inverso, isto é, desemprego e a mudança para pior.
Resta saber se o eleitor se deixará enganar novamente nesta eleição municipal.


sábado, 19 de maio de 2018

Uma homenagem ao delegado Maurílio Pinto de Medeiros



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Ex-prefeito e ex-deputado analisa a política local


A importância do governador e da oposição definir ou não a chapa majoritária

*Ionas Araújo

A tática política do Governador Robinson Faria (PSD), de deixar em aberto até o presente momento à formação da chapa majoritária que concorrerá às eleições estaduais de outubro do ano corrente está corretíssima, pois não é o governo que deve se antecipar no anúncio da chapa, e sim a oposição.

Ao governo cabe neste momento é governar, isto é, buscar uma solução para colocar o pagamento do salário dos servidores em dia, inaugurar obras de importância e de impacto social em todos os municípios e prestar contas e esclarecimentos da sua gestão à população.

Na esfera política, o governador vem fazendo o comezinho da política, costurandoos apoios e as alianças políticas, dividindo com elas espaços no poder.

E se possível agregar novas forças tal como o governador está fazendo em relação ao PTB, PPS e outros partidos, trazendo-os para o seu palanque.

Até porque sabemos que votos não se rejeitam, venham de onde vierem. No momento, cabe a oposição a obrigação de pôr seu bloco na rua o quanto antes, para explorar a agenda negativa do governo, apresentar suas propostas administrativas e tentar massificá-las o mais rápido possível.

Se o governador tem a máquina do Estado que é um potencial multiplicador de votos, sob total e absoluto controle, para que antecipar o calendário eleitoral?

Isso é tarefa dos candidatos da oposição, que ainda não apresentou na íntegra a sua chapa majoritária, o que leva a presunção de que, se assim se comporta, é porque ainda não há acerto interno sobre “quem” deve disputar o “quê”.

*Ionas Araújo, advogado, ex-prefeito de Serra de São Bento e ex-deputado estadual do Rio Grande do Norte.

quinta-feira, 26 de abril de 2018

TRE marca eleição suplementar para junho em quatro Municípios


O Tribunal Regional Eleitoral marca para o domingo, 3 de junho, eleição suplementar em quatro municípios. 23,8 mil eleitores escolhem novos prefeitos e vices. Os antigos tiveram mandatos cassados.

Os municípios são Galinhos e Pedro Avelino, ambos na região central, próximo à Costa Branca, além de São José do Campestre e Parazinho, na região Agreste. A data escolhida é a limite para este tipo de eleição neste ano. Os mandatos dos novos prefeitos seguem até 2020.

Galinhos tem 2.322 eleitores aptos. O prefeito Fábio Rodrigues (PRB) e o vice Afrânio Reis (PR) foram cassados por determinação em setembro do ano passado, por abuso de poder econômico e político, mas permaneceram nos cargos até março, quando o TRE confirmou a cassação. Com a decisão em segunda instância, o presidente da Câmara assumiu o município interinamente.

Em abril o TRE cassou os diplomas da prefeita e do vice-prefeito de Pedro Avelino, Neide Suely Muniz Costa e Nilton Mendes por abuso de poder econômico e político, além de “conduta vedada”. Um vereador também perdeu o mandato. Na mesma ação o deputado estadual José Adécio foi condenado à inelegibilidade por oito anos. 6.915 eleitores devem comparecer.

 Em uma mesma sessão a Justiça Eleitoral negou recursos e confirmou a perda de mandados nas gestões de Parazinho no mesmo dia em que cassou os prefeitos de Galinhos, em março deste ano. A prefeita Rita de Luzier de Souza Martins (DEM) e a vice Edna Maria de Almeida Câmara foram cassadas por captação ilícita de votos e abuso de poder econômico. 5.116 votos no município.

Cassado também a prefeita e a vice-prefeita de São José do Campestre. Maria Alda Romão Soares e Eliza Assis de Oliveira Borges responderam a processo por captação ilícita de votos e abuso de poder econômico. 9.446 eleitores aptos a votar.

Podem concorrer aos cargos de prefeito e vice-prefeitos nessas cidades aqueles que possuírem domicílio eleitoral nelas no prazo mínimo de seis meses antes da data da eleição e tenham filiação partidária deferida no mínimo seis meses antes da mesma data.

No caso de ser necessária a desincompatibilização o candidato deverá se afastar do cargo gerador de inelegibilidade nas 24 horas seguintes à sua escolha em convenção partidária. Os prefeitos e vices cassados não podem concorrer.

Confira abaixo os principais prazos do calendário eleitoral das eleições suplementares, nos quatro municípios:

25 de abril – Data a partir da qual é permitida a realização de convenções destinadas a deliberar sobre coligações e escolher os candidatos aos cargos de Prefeito e Vice-Prefeito.

30 de abril – Último dia para a realização de convenções destinadas a deliberar sobre as coligações e escolha dos candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito.

02 de maio – Último dia para o candidato escolhido em convenção desincompatibilizar-se, observada a data de escolha em convenção.

04 de maio – Último dia para os partidos políticos e coligações apresentarem no Cartório Eleitoral, até às 19 horas, o requerimento de registro de candidatos a Prefeito e Vice-Prefeito. Também Data a partir da qual é vedado aos candidatos participarem de inaugurações de obras públicas.

05 de maio – Data a partir da qual será permitida a propaganda eleitoral

02 de junho (véspera da eleição) – Último dia para propaganda eleitoral mediante alto-falantes ou amplificadores de som, entre as 8 e as 22 horas, para a promoção de carreata e distribuição de material de propaganda política e para a propaganda na internet.



quarta-feira, 25 de abril de 2018

O jornalismo fanático, panfletário e furibundo


Tenho acompanhado pela rede diversos blogs esquerdistas e todos eles são eivados de informações distorcidas.
Entretanto um deles tem me chamado a atenção pelo fato de ter se tornado um dos fiscais oficiosos dos jornalistas que criticam a esquerda e, essencialmente, o petismo e o ex-presidente condenado em duas instancias.
Além disso, tornou-se especialista na manipulação dos fatos e useiro da desinformação, quando procurar unir acontecimentos recentes a instituições e realizações bem anteriores a atualidade.
É o caso da “Conversa Fiada”, que faz jus ao titulo. O monologo do responsável é realmente uma conversa sem futuro.
Paulo Henrique Amorim tornou-se um empedernido torcedor lulista, compreensível, pois se ressente da ausência do pagamento extra como controlador de um dos blogs ou sites “sujos”.
Numa das postagens ele tenta ligar, extemporaneamente, a chegada ao Brasil, lá no começo do século XX (1912), da multinacional norte-americana do combustível, a Standard Oil Company (Esso), ao caso do duplo assassinato que envolveu uma vereadora carioca e o motorista.
Na mesma ocasião procura relacionar artificialmente, e cavilosamente, a construção da Ponte Rio – Niterói com o surgimento da favela da Maré (núcleo com origem nos anos 40) e, conseqüentemente, com as referidas mortes.
Mais recentemente procurar relacionar as dificuldades da construtora Odebrecht, oriundas, em parte, do imbróglio em que se meteu com a corrupção generalizada nos 13 anos do governo petista, como um complô da investigação para prejudicar a indústria pesada nacional, notadamente o citado grupo empresarial brasileiro, em conluio com os americanos.
O leitor atento e inteligente entende que a produção da indústria pesada ou de base é absorvida por outras indústrias, no caso máquinas ou matéria-prima.
Também chamadas de bens intermediários, incluem, principalmente, os ramos siderúrgico (produção de aço e similares), metalúrgico (manufatura e transformação do aço e afins), petroquímico e de cimento.
Sabe-se que construtora Odebrecht, criada em 1944, é a empresa mãe de um enorme e mastodôntico conglomerado, que alcançou a forma obesa por força de empurrão não republicano, fruto do enlace matrimonial com a cabeça de medusa ou ninho de cobras vermelhas que circulavam pelo poder no Planalto Central.
Dito isso foi o antigo ramo construtor – e não o braço moderno – da empresa com nome  germânico, que estendeu as manoplas sujas de óleo em construções faraônicas e perdulárias, distribuindo ao bel prazer dinheiro e o suor do patrício pagador de impostos, via ‘beenedeesse’, pelos países esquerdistas e ditatoriais da América “latrina”e do “continente negro”.