quarta-feira, 22 de maio de 2019

Natalense relata e desmitifica a vida fora do Brasil


Michelle Ferreira dos Santos

“É fácil a quem nunca deixou o país julgar que a vida lá fora é fácil. Muitos se queixam por trabalharem em diferentes zonas do país e por só poderem ir à casa durante o fim-de-semana, imaginem o quão doloroso é para quem está a muitos milhares de quilômetros de distância da sua casa, país e família.
Aposto que algum de nós nunca pensou e se imaginou realmente nessa vida, na vida de um emigrante.
Desengane-se aquele que pensa que a vida de emigrante ou da família de um emigrante é uma vida fácil. Muito pelo contrário!
De facto, só quem passa e sofre com isso é que sabe o quão difícil é estar longe daqueles que mais amamos.
Nada deve ser tão difícil quanto deixar tudo para trás e ir para outros países longe do nosso nada é tão difícil como afastar famílias, mães e esposas que vêm os seus filhos e maridos partir para longe dos seus braços sem nada poderem fazer.
Nada deve ser tão difícil como ver filhos, irmãos, netos, e sobrinhos crescerem a distância sem poderem estar mais perto e mais presentes na vida deles porque o seu país não teve condições de não os deixar partir, nada deve ser tão difícil como contar os dias que faltam para as férias de verão, para finalmente poderem regressar ao país que trazem no coração, ao seu cantinho.
Nada deve ser tão difícil como ter conversas por um computador ou telefone quando o maior desejo era entrar por eles adentro e estiverem ao lado dos que lhes são mais queridos sem nunca os ter de abandonar.
Nada deve ser tão difícil como viver longe da sua casa, da sua terra e do seu país, como ser obrigado a trabalhar de manhã à noite sem se poder queixar, nada deve ser pior e tão difícil como ser obrigado a fazer-se de forte e a pensar positivo quando chega a hora da partida para longe de tudo o que lhe pertence.
Vida de emigrante não é fácil, não é uma vida de luxos e extravagâncias como muitos pensam. É preciso ter muita coragem, força e determinação para deixar tudo em busca de uma vida melhor num país que não é o seu.
Podem acreditar que só quem está e passa por uma situação dessas é que sabe o enorme sacrifício que se faz. Eles não vivem, apenas sobrevivem, eles podem estar lá, em outros países, mas o coração deles está aqui, no seu verdadeiro cantinho!
Este mundo está cheio destes heróis e heroínas, emigrantes e imigrantes, homens de H grande e mulheres de M grande.
A todos esses Homens e Mulheres de letra grande eu desejo a maior sorte, felicidade e força do mundo e dou os meus parabéns pelas pessoas de força, garra e coragem que vocês são motivo de orgulho, vocês são mesmo muito grandes! Tenho dito.


Universitária pernambucana revela talento para escritora em mini conto


O conflito rubro-anil?*

Gerssy Trindade

Uma morte iria acontecer ao meu lado, ao meu lado alguém iria ser assassinado a sangue quente.

Vermelho e azul eram as únicas cores que eu conseguia enxergar, não encontrava meus óculos em meio ao tumulto da minha bolsa e da minha mente.

Mas sabia que o conflito se dava entre alguém de azul e alguém de vermelho, muito vermelho, o vermelho sujava o azul, parecia ganhar do azul em quantidade, virava roxo, virava os olhos, enquanto eu procurava meus óculos na bolsa, revirava tudo, enxergava vultos, ouvia vozes, o vermelho predominava ganhando em quantidade.

Ninguém se movia, o tempo parou, ligaram o mudo da sociedade, silenciaram as vozes, pararam os corpos, os únicos movimentos eram do conflito entre o azul e o vermelho.

Não tinha mais nada. Achei meus óculos e vi que o vermelho era sangue, sangue de Zé ninguém que foi amparado por outro Zé ninguém que teve compaixão, diga-se de passagem, O ÚNICO.

O único que conseguiu intervir naquele conflito entre o vermelho e azul e não saiu roxo de lá. Clareou tudo!

*A sugestão do título é nosso, mas fica a critério da autora um novo para a posteridade

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Há 50 anos gol no final dá segundo título ao América após licenciamento

Alemão com a camisola alviverde do Sporting Covilhã

Além do centenário do primeiro título e do cinqüentenário do segundo ao retornar do licenciamento de seis anos no começo da década de 60 a imprensa não percebeu que o gol do zagueiro parnamirinense Alison Wagner Lira Ferreira é o segundo a entrar para a história por ter acontecido no minuto final de uma segunda partida decisiva.

O primeiro não tem registro áudio-visual. E diferentemente daquele ocorreu numa série de três que provocou um quarto encontro final entre o alvinegro e o alvirrubro. O palco foi o tradicional e acanhado Estádio Juvenal Lamartine, no bairro do Tirol. Mas é sempre lembrado pelo torcedor e cronistas veteranos quando provocados.

Trata-se do assinalado pelo atacante pernambucano Joaquim Ramos de Souza, o “Alemão”. Após uma triangulação com os meias-atacantes Talvanes Augusto de Souza e José Ireno do Nascimento, ambos com passagens pelo extinto Globo, sendo que este último participou do excelente elenco do Campinense nos anos 60.

Diferente do placar deste ano, quando o ABC igualou o marcador, o placar final de cinco décadas atrás configurou a contagem mínima para o onze americano. Na quarta-feira, 24/4, Alison toca de cabeça aos 49, nos descontos, enquanto Alemão assinala aos 45 do tempo complementar.

A “frasqueira” acenava com lenços brancos, na arquibancada de alvenaria, para os encarnados, alojados na antiga arquibancada de madeira. Os jogos acontecem aos domingos. O ABC vencera a primeira por 3 a 0 (9/11). A segunda termina sem abertura do placar (16). A terceira ocorre dia 23. No quarto, 30, marca o herói Alemão e João de Deus Gondim Teodósio, o Bagadão.

Nosso principal personagem, que de germânico não tinha nada, um vigoroso mulato, estréia pelo América em 11/2/69 e permanece no elenco até a primeira semana de setembro do ano seguinte. Entra em campo 68 vezes com a camisola vermelha e marca 29 gols, excelente média, pelo clube da Rodrigues Alves.

Em 1971 segue para Portugal e assina com o clube Beira-Mar, pelo qual atua 73 vezes e assinala 20 gols (número que contestara em comentário para um blog). Em 1974 firma contrato com o Sporting de Covilhã, com uniforme alviverde de listras horizontais semelhante ao homônimo famoso da capital Lisboa.

Pelo Sporting sobe para a segunda divisão e faz boa campanha na Taça de Portugal, competição em que faz seis apresentações e marca dois golos. O alviverde cai perante o alvinegro de camisa quadriculada Boa Vista (Porto), o campeão, nas oitavas. Passa pelo Sporting (Espinho), Lusitania, Bragança, Riopele, FC Marco e Paredes (83/84).

Faleceu em 2/2/2019 em Paredes. Três anos antes, em entrevista para o site do Sporting, disse que trabalhava com o filho do mesmo nome numa clínica de recuperação muscular. O clube emitiu nota de pesar.

Na segunda-feira o “Diário de Natal” publica foto na primeira página com a legenda. O diário matutino “Tribuna do Norte” destaca: “Festa mudou de dono em noventa segundos” (terça-feira, 25/12/69).

O recifense Alemão, então com 24 anos (25/12/45), veio do Clube de Regatas Brasil (CRB), onde permanecera por duas temporadas. Começara a carreira em times amadores da capital pernambucana. Perambula pelo interior pernambucano e alagoano; E se apresenta pelo tricolor Santa Cruz e Sport.

Fontes:
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Baú dos Cromos
Sporting de Covilhã
Nominuto
ZeroZero


segunda-feira, 13 de maio de 2019

Homenagem ao boleiro gaúcho ídolo da torcida americana

O blog reproduz reportagem, assinada por César Freitas, condensada do site do jornal A SEMANA, do município de Alvorada, na região metropolitana da capital do Rio Grande do Sul, publicada em 9 de outubro de 2015.

Sérgio Davi Aires, o entrevistado da semana, foi um bom ponteiro direito, formado nas divisões inferiores do Grêmio. Profissionalizado, teve poucas chances na equipe principal. Em 1975 foi para o América/RN.

No ano seguinte retorno ao futebol gaúcho para defender o Caxias. Posteriormente passa pelo 14 de Julho (Passo Fundo) e Comercial (Ribeirão Preto).

Em 1980 defende o Bagé. No ano seguinte foi para o Avaí (Florianópolis). Em 1982 retorna ao América e encerra a carreira.

Considera Leôncio Abel Vieira, Aúreo Malinverni, Marco Eugênio e Mário Jorge Lobo Zagalo os melhores técnicos a orientá-lo.

Os melhores ponteiros que viu em ação: Garrincha e Zequinha. Os melhores laterais esquerdos que enfrentou: Tarantine, Chico Fraga, Carlindo e Everaldo. Os ídolos foram Zequinha e Marinho Chagas.

Natural de Porto Alegre (9/11/1954). Sérgio Davi reside em Natal e possui uma empresa especializada em limpeza de piscinas. 

sábado, 11 de maio de 2019

Alvirrubro vence o alviverde e lidera com seis pontos na Série D


América 4 – 0 América/PE
Data: sábado, 11/5
Competição: Série D
Estádio: Arena das Dunas
Cidade: Natal/RN
Árbitro: Glauco Nunes Feitosa/CE
Gols: Kaike 6/2, Jean Patrick 10, 48 e Adenilson 16
América: Ewerton, Joazi, Adriano Alves, Alison Brand (Alison Ferreira), Kaike (Mikael), Leandro Melo, Adenilson, Roger Gaúcho, Jean Patric, Max (Hilton) e Adriano Pardal. Treinador: Moacir Júnior
América: Geaze, Popila, Otávio, Richard, José Silva, Weslley, Neto, Breno, Klayvert (Alemão), Adniel (Elthy) e David. Treinador: Levi Marcelino Gomes

domingo, 5 de maio de 2019

A carreira de Washington no América Futebol Clube


Ex-jogador Washington Xavier Amâncio, autor do gol que fez o agricultor goiano Miron Vieira de Souza milionário da loteca, falece neste domingo em Mossoró.

A vitória pela contagem mínima sobre o Vasco, no Estádio de São Januário, aconteceu em 27/9/1975.

O meia-atacante estréia pelo América em amistoso contra o selecionado de Pau dos Ferros, no Oeste potiguar, no domingo, 16/1/1972. O placar: 3 a 1 para o visitante.

O time local comemorava o título do campeonato interiorano, o “Matutão”, uma promoção do extinto “Diário de Natal”, mídia Associada na capital potiguar.

No retorno da delegação juntam-se ao elenco alvirrubro as revelações da seleção: os atacantes João Bosco de Almeida, o “Bobô”, e Chiquinho (Francisco Caetano da Silva).

Fontes diferentes apontam como autores dos gols americanos: Batata, Davi e Washington/Bagadão/Pimentel.

A escalação natalense: Juca, Batata, Cláudio, Renato, Duda, Osmar, Washington, Elmer, Bagadão, George e Davi. Treinador: Francisco Freire de França (Tonício).

O principal personagem da zebra carioca começou a trajetória no tricolor Baraúnas  (Mossoró), andou pelo Tiradentes cearense e atuou na primeira fase do Matutão, em setembro/novembro de 1971, pela seleção de Patu.

Na fase de grupos, que conta, também com Almino Afonso, o selecionado patuense termina com a mesma pontuação de Pau dos Ferros,  e não segue para as semi-finais por construir menor saldo de gols.

Porém ele é destaque e acaba adicionado ao elenco americano para teste. Bobô e Chiquinho acabam permanecendo apenas uma temporada, um com menos de cinco partidas, e o outro com pelo menos 30 atuações.

O primeiro jogo valendo ponto: 3 – 0 Atlético (quarta-feira, 19). Pela Taça Cidade do Natal, ganha pela primeira vez pelo América, alcançando o tetra em 75. A primeira competição fora ganha pelo ABC no ano anterior.

Além do gol contra o Vasco, Washington fica na história como autor de dois gols na vitória de 3 a 1 sobre o ABC, na segunda partida do seletivo para o Nacional de 1974 (domingo, 10/2).

Como a primeira terminara sem abertura de contagem (quarta-feira, 6) é realizada a terceira (quarta, 13). Ele marca o gol do empate na derrota para o alvinegro (1 a 2). Na prorrogação 1 a 0 para o alvirrubro, Davi (oito do segundo tempo), classifica o vermelho. No mesmo ano também marca na final do campeonato estadual: 3 a 1 ABC.

Outro detalhe: no ano anterior do resultado inesperado contra o Vasco, ele marcara na vitória de 2 a 1 sobre o Olaria, também em São Januário (quarta-feira, 10/4).

Vale salientar que ele não entrara em campo contra o CEUB (Brasília), é escalado para o jogo seguinte contra o elenco vascaíno, e depois, até o fim do campeonato nacional, não é aproveitado pelo treinador carioca Sebastião Leônidas.

Volta a envergar o uniforme em janeiro de 76. Veste a camisola rubra pela última vez pelo campeonato estadual. América 2 x 1 Baraúnas (quarta-feira, 13/7/77).

Ao fim de cinco anos, seis meses e 15 dias totaliza pouco mais de 180 partidas e contabiliza 24 gols.




quinta-feira, 25 de abril de 2019

A carreira do responsável pelo segundo gol americano


Cria da base americana o parnamirinense Alison Wagner Lira Ferreira, de 35 anos, com 76 quilos e 1,86 metros, não teve dificuldade para alçar o corpo, cabecear a bola, encobrindo a defensiva alvinegra, para marcar o segundo gol que deu o “caneco” para o clube americano.

Ele começou a carreira, profissionalmente, entre 2002/04, no São Gonçalo, o tricolor (vermelho, azul e branco), cores do município da região metropolitana, cujo representante surgiu no ano 2000 para dar trabalho aos grandes na competição estadual e se encontra licenciado.

Posteriormente roda pelo Potiguar (Parnamirim), Treze de Campina Grande/PB, Criciúma (Santa Catarina), Bahia e Vitória (ambos de Salvador), ABC, Clube Náutico Capibaribe, América de Belo Horizonte, capital mineira, pelo paulista Ituano e Santa Cruz pernambucano.

Pelo alvinegro paraibano, o Galo da Borborema, foram cinco temporadas alternadas. Quatro pelo Bahia e duas pelo Timbú e América mineiro (temporadas seguidas). Pelo alvinegro potiguar atua oito vezes (2012).

É bi-campeão paraibano (2005/06), Taça Cidade do Natal (2012) e pernambucano (2013).

Na conquista do primeiro turno do Potiguar (2012) marca o gol da vitória abecedista contra o América.