segunda-feira, 2 de março de 2020

Depoimento do filho de "Alemão" repercute entre lusitanos

O exclusivo depoimento de Joaquim Ramos de Souza, filho do artilheiro pernambucano “Alemão”, repercutiu entre os torcedores do alviverde Sporting Covilhã.

Entre eles o historiador do clube português, Miguel Saraiva, e o jovem futebolista Rui Miguel Borges Reis.

Saraiva é autor de um livro sobre o Sporting, no qual relata a história do clube entre 1923/90. Rui é filho do ex-jogador Luciano José Marques Reis.

O atacante Reis, lisboeta (16/1/2001), tem passagens por Belenenses, Sacavenense, Sporting e atualmente faz parte do elenco do FC Alverca.

Luciano Reis (30/5/1955) tem no currículo atuações pelo Sporting (72/73), Alcains, São Romão, Fundão, Belmonte e Pinhelenses (88/89).

Natural de Caria inicia no Sporting, com interregno de dois anos, em outros clubes e Benfica.

Lateral e médio foi da formação serrana que venceu a Série B da Terceira Divisão (74/75), garantindo regresso ao escalão secundário.

Na mesma temporada, o fato de estar na divisão terciária, o Covilhã alcança as oitavas de final da Taça de Portugal, sendo apenas vencido pelo Boavista do Porto (0 x 2 no Estádio Santos Pinto), que acabaria conquistando o troféu.

Rui encaminhou comentário na postagem do blog como intermediário do pai a família do goleador Alemão.

Luciano inicia a carreira, aos 19 anos, na época em que, aos 26, o brasileiro começa em Portugal. E no mesmo clube.



sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Análise sobre protesto programado para a capital federal


O poder popular nas ruas

Hildo Oliveira
Jornalista e publicitário

Militares-ministros do Poder Executivo podem estar preparando uma surpresa para a grande manifestação do povo contra o Legislativo e Judiciário nas ruas de todo o país, no próximo dia 15 de março.
Membros do Supremo Tribunal Federal e toda a bancada de oposição ao governo Bolsonaro no Congresso Nacional já se mostram temerosos e esbravejam a palavra “democracia” como um escudo de proteção aos seus atos cruéis contra a nação.
 Ninguém se espante se a mobilização dos brasileiros seguir o exemplo de 30 anos atrás, quando as caras pintadas decidiram o impeachment de Fernando Collor.
Dessa vez, com a diferença: o fechamento do STF e do Congresso Nacional e destituição dos seus ocupantes, até que se adote um controle do funcionamento normal das instituições em que a população acredite.
Não se descarta o uso da força militar para manter a ordem em apoio às mobilizações populares.
O Poder Executivo tem total garantia da Constituição Brasileira para evocar as manifestações nas ruas sem que se atribua qualquer crime de responsabilidade ao Presidente Bolsonaro.
Parece mesmo que será o “impeachment da vingança”.
Eis uma questão realmente muito séria.

Transcrito do Blog do FM

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

América x Juventude na terceira fase da Copa do Brasil


América: 1 – 1 River
Competição: Copa do Brasil
Estádio: Alberto Silva
Cidade: Teresina/PI
Árbitro: Christiano Gayo Nascimento/DF
Gols: Dione 10 e Valdo 20/2
América: Ewerton, André Krobel, Edimar, Edson, Juninho (Tito), Michael, Tiago Orobó, Wallace Rato, Wallace Pernambucano (Romarinho), Lelê e Dione (Adílio). Treinador: José Roberto Fernandes Barros
River: Flávio Henrique, Carlos Henrique (Desailly), Cris, Wagner Silva, Biro Biro, Ronald (Bismarck), Gustavo Henrique, Emerson, Érico Júnior, Luccas Brasil (Valdo Bacabal) e Romário. Treinador: Marcelo Vilar
Tiros livres: 4 a 3.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Exclusivo: o depoimento do filho do artilheiro “Alemão”


Com o mesmo nome do herói alvirrubro (título de 69) fala pela primeira vez a um jornalista brasileiro


Alemão é o segundo (e) da linha atacante do Beira-mar de Portugal (1971/1972)

- Filho de Severino Ramos de Souza e Maria Rosa Ramos de Souza, mais novo de oito irmãos e outros tantos irmãos de criação.
O pai era fazendeiro, com muitas cabeças de gado bovino, muitos cavalos, entre outros animais.
Desde muito cedo começa a trabalhar para ajudar o pai, inclusive aos nove anos trabalha no Hospital que o pai tinha doado o terreno para a construção do mesmo.
O pai não gostava muito que ele jogasse futebol, mas a vontade e o sonho de jogar fizeram com que ele saísse de casa do pai aos 13 anos.
Aos 16 já tinha a carteira de jogador profissional da Confederação Brasileira dos Desportos.
Casou-se aos 19 anos com Maria Lúcia de Souza. Teve três filhos. O mais velho nasceu no Recife e veio para Portugal com dois meses, o segundo filho nasceu em Aveiro e o terceiro (uma menina) já nasceu em Paredes.
Os principais clubes no Brasil foram: Santa Cruz, Sport Recife, América/PE, Clube de Regatas Brasil (Maceió/Alagoas) e América de Natal/Rio Grande do Norte.
Fez tanto sucesso no Brasil que quiseram levá-lo para Portugal. Em Portugal, continuou a sua carreira de futebolista em 1971 com 26 anos pela Beira-Mar durante três épocas.
Em 1974 foi emprestado ao Sporting Clube da Covilhã por dois anos, o único clube que ainda hoje faz homenagem aos antigos jogadores.
Também atua no Espinho, Lourosa, Bragança, Marco (Canavezes) e Paredes. Nestes dois últimos foi jogador e treinador. Ainda treinou o Paço de Sousa, Vila Meã, Cristelo, Gandra e Baltar.
Nestes últimos anos da carreira de profissional de futebol já vinha conciliando com a sua profissão de massagista, a qual continuou a exercer de segunda a segunda até dezembro de 2018.
A característica principal que o definia como pessoa era a alegria de viver! Junto dele nunca ninguém estava triste, sempre a brincar e a contar piadas, cativava toda a gente.
Adorava cantar, era capaz de ficarem horas a cantar e a fazer o seu próprio batuque numa porta, numa mesa ou numa cadeira, desde que fizesse barulho.
Era uma pessoa humilde, muito respeitador e educado, com uma personalidade muito forte e muito inteligente, sem nunca se deixar enganar por ninguém. Sempre foi uma pessoa de dar tudo aos outros, de ajudar tanto a família, como desconhecidos.
Sempre dizia que o grande orgulho e a herança que iria deixar para os seus filhos e seus netos, era a sua história de vida no futebol, de grande jogador e goleador tanto no Brasil como em Portugal, e que por todos os lugares onde jogou e viveu não há ninguém que fale mal dele. Era o seu maior orgulho.
Com a sua profissão de massagista, tratou e curou muita gente de norte a sul de Portugal, até chegou e tirar pessoas do Hospital antes de operarem. No seu trabalho como massagista sempre foi um bom amigo, um bom ouvinte, dava bons conselhos, era como família para a grande maioria dos clientes. Se existem pessoas que nunca deviam ir embora, ele era uma delas, faz muita falta.


segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Um ano da morte do herói da conquista americana em 69

Alemão com a camisola principal do Beira-Mar no começo dos anos 70

Nesta segunda-feira completou um ano da morte do jogador pernambucano Joaquim Ramos de Souza, o “Alemão” (25/12/45), autor do gol que adiou a festa abecedista e o conseqüente título americano em 1969, o segundo após licenciamento (60 – 66).

Na série uma vitória do alvinegro (0 x 3 – 9/11), um empate (0 x 0 - 23/11) e duas vitórias, a primeira em 16/11, gol único do personagem, e a decisiva (2 x 0 - 30/11), gols de Alemão e Bagadão (João de Deus Gondim Teodósio), do centenário clube da Rua Rodrigues Alves, no bairro do Tirol.

O ano passado (15/5) o blog publica com exclusividade reportagem sobre o cinqüentenário da conquista alvirrubra, com destaque sobre a carreira do artilheiro radicado em Portugal.

Numa segunda postagem (9/6) o relato sobre o começo da carreira, prosseguida no futebol alagoano, precisamente no Clube de Regatas Brasil, do qual saiu para brilhar no América.

LUCARINO ROBERTO: desfile na grama e no asfalto


José Vanilson Julião

Mestre de bateria e letrista, o sambista Lucarino Roberto, desfilou no Senador João Câmara e JL
Quando os jurados começarem a escolher as melhores escolas de samba da capital potiguar, no desfile deste ano, todos, provavelmente, desconhecem a outra faceta do mestre de bateria, puxador e letrista Lucarino Roberto de Souza, fundador da tradicional Balanço do Morro (surgida em 66 como dissidência da “Malandros”), e morto aos 59 anos (1935 – 1994).

Quem primeiro revela a condição de jogador de futebol de Lucarino Roberto foi o também ex-atleta e médico Berilo de Castro, campeão pelo Alecrim (64), primeiro bi esmeraldino, e pelo América (67), no primeiro título alvirrubro pós licenciamento.

Primeiro em livro de crônica sobre causos no esporte. Depois no blog Ponto de Vista, do ex-deputado estadual e jornalista Nelson Hermógenes Freire. O artigo “Mãe de Leite” desnuda o personagem no que tem de Macunaíma, o personagem da literatura paulistana.

Nos anos 50/60 o bairro das Rocas se caracterizou como celeiro de craques e tinha como palco o Estádio João Câmara. No campeonato da liga amadora ou segunda divisão se destacavam o Palmeiras e o Racing.

Diz Berilo: - Embora não tenha sido um craque, fez história e imortalizou-se. Um biótipo de pele morena, estatura mediana, aceitável porte atlético, bigode bem tratado, sorriso perene. De hábito cortês, de conversa mansa e de fácil convencimento. Defendeu o rubro-negro Clube Atlético Potiguar (CAP), capitaneado pelo inesquecível João Machado (presidente da Federação).

Contam os companheiros que o atleta-sambista chegava atrasado aos jogos, sempre com desculpas que envolviam problemas de doença familiar. Na época, ocupava a presidência do CAP Brígido Ferreira Pinto, proprietário de frigorífico situado na margem do rio Potengi. Figura simpática, educado e atencioso.

A história sempre se repetia, chegando a “matar” o pai por três vezes. Mesmo assim, sempre era atendido, levando um dinheirinho para fazer frente às despesas do fingido funeral. Uma trégua foi dada pelo mestre. Até que surgiu uma nova investida, alegando a morte da mãe.

— Você já matou três vezes o pai; você pode até não saber quem foi seu verdadeiro pai; mas, mãe, a gente só tem uma!

— Eu tenho três mães: a verdadeira, a de criação, falecidas, agora perdi a de leite! O presidente sorriu passou a doação em dinheiro para cobrir a despesa do suposto funeral.
O blogueiro somente veio saber da crônica pela internet. Depois de ter encontrado a prova inédita, na imprensa, sobre a atividade futebolística do posterior sambista, como atesta a ficha técnica.
América 2 – 2 Atlético
Data: domingo, 13/4/1958
Competição: Torneio Acern
Estádio: Juvenal Lamartine
Cidade: Natal/RN
Árbitro: Gevanir de Freitas/RN
Gols: Paulo 15, Gilvandro 22, Osi 40 e Juarez 29/2
América: Marçal, Maurício, Hélio, Papagaio, Edvaldo, Expedito, Herwin, Mauro, Chico, Gilvandro, Juarez, Saquinho, Piaba (Peve), Wallace e Cezimar. Treinador: Álvaro Barbosa
Atlético: Dinarte, Binha, Reinaldo, Jomar, Santos, Lucarino, Paca, Osir, Macaíba, Dedé e Paulo
Principal: ABC 5 x 2 Riachuelo.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

América empata com o Sport pela Copa do Nordeste


América 1 – 1 Sport
Data: sábado, 22/2
Competição: Copa do Nordeste
Estádio: Arena das Dunas
Cidade: Natal/RN
Árbitro: Denis Ribeiro da Silva Serafim/AL
Gol: Tiago Orobó 2/2 e Hernane Brocador 46
América: Ewerton, Adriano Krobel, Edimar, Edson, Juninho, Renan Luís, Tiago Orobó (Wilson), Felipe Cordeiro (Leandro Melo), Wallace Pernambucano, Dione e Cesinha (Romarinho). Treinador: José Roberto Fernandes Barros
Sport: Luan Polli, Raul Prata, Rafael Thyere, Adryelson, Sander, William Farias, Rithely (João Igor), Lucas Mugni (Pablo Pardal), Ewandro (Yan), Leandro Barcia e Hernane Brocador. Treinador: Daniel ‘Paulista’ Pollo Barion