quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O fanatismo pelo rubro-negro carioca (III)


Réplica e clones começaram aparecer com antigos craques

A febre com os pais colocando nomes de jogadores de futebol nos filhos começa com o aparecimento do melhor de todos na Copa da Suécia (1958), no primeiro título mundial do selecionado nacional.

O moleque “Gasolina”, do Santos, que ficou conhecido como Rei Pelé é o escolhido pela maioria. Apelido do mineiro de Três Corações Edson Arantes do Nascimento.

A segunda onda aconteceu com o tri-campeonato no México (70). O ponta-direita Jair Ventura Filho, do Botafogo, e o ponta-esquerda corintiano Roberto Rivelino, são os mais homenageados. Atuavam com a camisa 10 nos clubes.

Como exemplo local o empresário parnamirinense Rivelino Peres – do ramo ótico -, filho do falecido atacante Ilson Peres, o “Petinha”, com passagens pelo Alecrim, ABC, Náutico e América.

Eram a coqueluche ou febre da época na escolha do nome para ser dito na pia batismal e assentar, preto no branco, no registro civil.

Bem posteriormente, o encerramento do jejum verde e amarelo, com o tetra dos Estados Unidos da América (1994), o modismo teve um grande surto com o polemico atacante Romário de Souza Farias, revelado pelo Vasco e passagens pelo PSV (Holanda), o Barcelona (catalão da Espanha), Flamengo e Fluminense.


O fanatismo pelo rubro-negro carioca no RN (II)


Outro pai potiguar escolhe nome de jogador e do clube para o filho

Sábado, 12 de abril de 2012. América 1 x 1 Potiguar. O clube da capital ganha o returno do Estadual. O zagueiro capitão Edson Rocha sai do banco de reservas e levanta a taça. No Estádio José Nazareno do Nascimento (Goianinha).

Enquanto o presidente alvirrubro, o deputado estadual Gustavo Carvalho, recebe do presidente da Federação, José Vanildo da Silva, um presente curioso, um relógio de parede com as cores americana, criado por um artista local.

O América atua com um time B, poupando os titulares para a primeira final do campeonato, contra o Globo FC, na quarta-feira (16), no Estádio Manoel Dantas Barreto (Ceará – Mirim). O alvirrubro de Mossoró encara o Globo na segunda, fechando o a etapa, no Edgar Montenegro (Açu). O Leonardo Nogueira estava interditado.

Classificado para a segunda fase da Copa do Brasil, após eliminar a Portuguesa/SP, o Potiguar também joga com reservas. No clássico contra o Baraúnas atletas foram expulsos e um por cartão amarelo cumpriam suspensão.

O time mossoroense inaugura o placar. Sávio, então com 18 anos, aos 39. Foi o primeiro gol como profissional. O empate ocorre aos oito minutos da etapa final. Com o resultado o clube natalense fecha com 19 pontos, seis vitórias e um empate.

Contra o Globo do empresário e atual prefeito Marconi Barreto Sávio volta a marcar (12/1) e Odair empata para o clube de CearáMirim (3/2). Com equipes reservas no último jogo do segundo turno. A partida, atrasada da sétima rodada serve apenas para cumprimento de tabela.

O Potiguar finaliza a fase com 12 pontos e na terceira posição. Globo na quinta e concentra para a final do estadual contra o América. O Potiguar guarda energias para encarar o Santa Rita-AL pela segunda fase da Copa do Brasil.

Com equipes reservas, Potiguar e Globo FC empataram por 1 a 1 no último jogo do segundo turno. Sávio aos 12. O volante Odair aos três minutos da segunda etapa. A partida, atrasada da sétima rodada, serve apenas para o cumprimento de tabela, já que os clubes não almejavam mais nada. O Potiguar finaliza com 12 pontos na terceira posição. O Globo na quinta colocação.

O time do empresário e atual prefeito se concentra para a final do estadual contra o América. O Potiguar guarda energia para encarar o Santa Rita-AL pela segunda fase da Copa do Brasil.

Até então o atacante era um desconhecido. Mas em 18/4 o repórter Klenio Galvão (G1/RN) estoura o furo: - Com Flamengo até no nome, xará do ídolo Sávio trilha carreira profissional. Com a importante ressalva que a irmã mais velha quase se chamou "Flaminga".

Em 1995, ano do centenário, do Flamengo. Em meio ao auge do atacante Sávio, o "Anjo Loiro da Gávea", nasce Sávio Flamengo Almeida Dantas, o menino que se espelha no xará famoso para definir a posição. No mesmo fim de semana que marca o primeiro gol comemora o título do time de coração no Carioca contra o Vasco da Gama.

Ao repórter o pai Raimundo Nonato explica o inusitado: - Combinei com minha esposa que quando o menino nascesse ele teria o nome de Sávio e do meu time do coração. O problema é que, naquela época, o cartório não quis registrar o bebê porque tinha nome de time e encaminhou o pedido para um juiz. Por sorte esse juiz também era flamenguista e eu consegui a autorização para colocar o nome do Mengão no meu filho. Eu nem precisei pagar o registro.

Sávio Flamengo Almeida Dantas nasce em 3 de julho, na cidade de Apodi, a 342 quilômetros de Natal. É o mais novo de três irmãos. O mais velho recebe o nome do avô materno. A irmã Raíssa quase ganhou um "Flaminga" como sobrenome, mas a mãe Rainilda Guerra não concorda. A “honra” fica com o caçula. O casal, a exemplo da família caicoense, mora durante dez anos em uma casa com paredes vermelhas e pretas.

Já Sávio Bortolini Pimentel se torna comentarista da Rede RBS, afiliada da Rede Globo em Florianópolis. O craque capixaba foi revelado pelo time carioca e brilhou na Espanha (Real Madrid e Real Zaragoza). E fica surpreso e honrado com a homenagem. - No Espírito Santo já vi alguns 'Sávios', que ganharam o nome na época em que eu jogava. Mas Sávio Flamengo é a primeira vez. Sinal de que deixei algo de positivo no esporte.

O ex-jogador mora na capital de Santa Catarina e atualmente está focado no lado empresarial nas áreas financeira e imobiliária. Mantém uma empresa de agenciamento de novos jogadores.


O fanatismo pelo rubro-negro carioca no RN (I)


Irmãos recebem nome, apelido de jogador e corruptelas de Flamengo

O primeiro caso emblemático pelo exagero ganha repercussão nacional com exibição no programa dominical da Rede Globo, o Esporte Espetacular (domingo, 16/8/2009). O alvo: a prole do pipoqueiro caicoense Francisco Domingos dos Santos, o Chico Tucano, torcedor fanático do clube carioca, morto dois anos antes, aos 64, de ataque cardíaco.

A motivação está na cara.  Registrou os filhos Zicomengo, Francifla e Flamozer. E as filhas Flamenguina e Flamena. Duas meninas e um menino homenageiam o clube pelos apelidos da torcida “Mengo” e “Fla”, corruptelas do nome oficial. Os outros homens receberam o “adereço” do apelido e do nome de dois ídolos da torcida.

Do zagueiro José Carlos Nepumoceno Mozer. E do maior deles, o Zico, alcunha do artilheiro e meia-atacante Artur Antunes Coimbra, o “Galinho de Quintino”, epíteto criado pelo falecido narrador esportivo carioca Celso Garcia, com passagens pelas emissoras de rádio Globo e Tupi, então pertencente aos Diários Associados.

Zicomengo Santos foi ao Rio de Janeiro e assiste Flamengo x Corinthians pela Série A. Jogo no Estádio Mário Filho, localizado no bairro do Maracanã. Também esteve na sede da Gávea (centro de treinamento) conhece o centro-avante Adriano Imperador, Léo Moura, Ronaldo Angelim, Emerson Sheik e o ex-médio e então treinador Andrade.

Visita pontos turísticos da cidade, como o Cristo Redentor. O vídeo de oito minutos está no site Globo.com e mostra boa parte de Caicó. Os irmãos, na época, moravam numa casa com as cores do clube.  O assunto foi repercutido pelo blog do Manguaça Futebol Clube, no ar desde 2007, controlado pelo blogueiro Jocitanio do Nascimento.

Três anos depois o Globo Esporte (17/8/2012), em reportagem do jornalista Tiago Menezes, mostra que o fervoroso amor ao Flamengo passa de pai para filho. Aos 31 anos Zicomengo cria uma escolinha de futebol no bairro Boa Passagem. O projeto atende crianças e adolescentes, e mesmo com a escassez de recursos faz de tudo para mantê-lo.

“Sonho ver uma criança caicoense vestindo a camisa do meu clube do coração, pois não tive essa oportunidade. Temos meninos muito talentosos aqui, com um potencial altíssimo.” - Infelizmente não recebemos apoio do poder público. Alguns amigos me ajudam.

Mas essa história começa nos anos 50. Chico Tucano assiste uma partida do rubro-negro Caicó e resolve beber água na casa de um amigo. Lá ver uma revista de futebol e “se encanta com um uniforme em vermelho e preto.” E passou a colecionar camisas, quadros, pôsteres, réplicas de troféus e recortes de jornais e revistas.

Curioso é que os nomes Nilton Santos e Djalma Santos, lendas de Botafogo e Portuguesa/Palmeiras, são para outros dois filhos.  Certamente pelo bi mundial no Chile (1962). E um deles é vascaíno. Porém um dos netos do patriarca recebe o nome de Kleberson, em homenagem ao campeão do mundo em 2002.

Dez anos antes do falecimento do pai, em visita de Zico a Natal, Zicomengo teve a oportunidade de conhecer o ídolo. Na hora do adeus não foi diferente, pois Chico Tucano morreu em seus braços. Jogou em vários times amadores e fundou alguns clubes na cidade. A reportagem na época rende 53 comentários.







terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Apelo para salvar os "gols" da Televisão Universitária

É PRECISO SALVAR AS IMAGENS DA HISTÓRIA DO RN!

Maurício Pandolphi
professor universitário

As recentes postagens aqui no FB, do jornalista e amigo Rubens Lemos Filho, mostrando gols históricos do futebol potiguar nos anos 1980, nos tempos gloriosos do velho Castelão, geraram um debate sobre a necessidade de recuperarmos nossa memória visual.
Falo dos arquivos da TV Universitária, que foi por 15 anos a única emissora de televisão do estado, antes do surgimento dos canais comerciais, em 1987.
A UFRN teve a boa iniciativa de digitalizar a maior parte de seus arquivos de vídeos gravados depois de 1980, nos formatos U Matic e Betacam. É graças a isso que Rubinho pode hoje deleitar-nos com os gols de seu ABC.
Mas e as imagens anteriores, gravadas entre 1971 e 1980, ainda nos velhos vídeos de fitas Quadruplex de 2 polegadas ou em películas de 16 mm? Nada foi feito para digitalizar também esse material precioso.
Em 2013, quando dirigia a TV Assembleia consegui o apoio da presidência da Assembleia Legislativa para digitalizar os filmes de 16 mm da TVU. Propusemos um convênio à UFRN, sem custos para a universidade.
Só teriam que autorizar a TV Assembleia a usar as imagens, com citação de origem. Íamos recuperar umas 40 horas de imagens valiosíssimas e únicas, com a história do RN, incluindo esportes, cultura e política.
Numa fase posterior nossa intenção seria ajudar a Universidade a digitalizar os vídeos de 2 polegadas, que incluiam toda a produção das aulas do pioneiro Projeto SACI, o primeiro modelo de ensino fundamental à distância pela TV do MUNDO, que o RN teve o privilégio de sediar nos anos 1970.
Nunca recebemos a resposta da UFRN, por inércia burocrática ou má vontade política. Os filmes e fitas continuam lá, se deteriorando com o tempo, jogados num depósito qualquer.
Mas ainda há tempo de se recuperar esse material essencial. Basta a UFRN se dispor a fazer isso. Se ela disser sim, já é um bom começo.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Os atentados mais famosos aconteceram na rua


Em três casos as vítimas, dois políticos e um papa, estavam em automóveis.

O príncipe herdeiro da Sérvia, Francisco Ferdinando, e a consorte, Sofia, foram atingidos a tiros após escaparem da seqüência de dois atentados a bomba. A morte do casal foi uma das causas da I Guerra (14 – 18).

Em 1963 o presidente dos Estados Unidos da América, John Fitzgerald Kennedy, desfilava em carro aberto, ao lado da primeira-dama, Jacqueline, pela cidade de Dallas, no Texas, quando foi morto por Lee Oswald.

O papa polonês Karol Josef Wojtyla (João Paulo II) foi ferido e escapou do atentado. Desfilava no papa-móvel no Vaticano, a cidade-estado encravada em Roma (13/5/81).

O presidente Jair Messias Bolsonaro, eleito com 57 milhões de votos, foi esfaqueado nos braços do povo, na cidade mineira de Juiz de Fora.

O governador do Estado da Paraíba, João Pessoa, foi morto no interior de estabelecimento comercial. Na capital pernambucana. Foi estopim remoto para a Revolução Liberal (30).

Nos cinco casos as vítimas tinham algum e tem apelo popular. O que falta ao deputado federal baiano eleito pelo Rio, Jean Willys.

Além disso, ele não circula por aí desde que chegou ao pedestal da fama por meio de um reality show (“espetáculo de realidade”) televisivo.

Assim sendo restaria à oportunidade para suposta agressão no interior do Congresso ou no apartamento dele.

Irmão de atleta americano funda o rival preto e branco


Nas férias escolares do meio do ano (1915) o irmão Frederico Murtinho Braga, por questão de dias, protagoniza a primeira participação efetiva da família no futebol norte-rio-grandense. È um dos 32 participantes da reunião que resulta na fundação do ABC (29/6) duas semanas antes do surgimento do futuro rival (14/7), o clube América, pelo qual Nilo veste a camisola azul, a primeira coloração americana.

Os demais: coronel Avelino Alves Freire, os filhos João Emílio (eleito por unanimidade primeiro presidente) e Freire Filho (o Lili e primeiro goleiro alvinegro), Alexandre Bigois, Arary Brito, Artur Coelho, Álvaro Borges, Antônio Alves Ferreira, Cipriano Rocha Filho, Carlos Noronha, Cícero Aranha, Francisco Deão, Francisco Antônio, Francisco Mororó, José Potiguar Pinheiro, José Cabral de Macedo (Tarugo), Júlio Meira e Sá, Josafá dos Santos, João Cirineu de Vasconcelos (Baluá), João dos Santos Filho, José Pedro (Pé de Ouro), José Aurino da Rocha, Luiz Nóbrega, Manoel Dantas Moura, Manuel Dantas Cavalcanti, Manoel Avelino do Amaral, Manoel Bezerra da Silva (Paraguai), Marciano Freire, Mário Eugênio Lira, Silvério Carlos de Noronha e Sólon Rufino Aranha.

Se não era tão bom de bola quanto o mano faz parte como reserva na excursão para enfrentar o Sport de Juiz de Fora (MG), que perde de 0 x 1 para Botafogo (1/5/21). O amistoso interestadual é parte da inauguração do campo do alvinegro do interior mineiro, sendo o árbitro Álvaro Felicíssimo, vice-presidente da Liga Mineira. A embaixada carioca era chefiada pelo sportsman Luiz de Paula e Silva e diretor Carlos Amaral Pimentel.

Jogadores: Augusto Oliveira, Luiz Palamone (capitão), Sylvio Serpa (Alemão), Francisco Policce, Alfredo Silva, Jorge Eduardo Martins (Coló), J. A. Leite de Castro, Nilo Murtinho Braga, Oswaldo Pessoa (Vadinho), Augusto Maia de Bittencourt Menezes (Petiot) e Elviro de Souza Ribeiro.
Reservas: Almir Maciel, Nestor Duque Estrada, Henrique Moura
Costa, Edmundo Ciodaro, Frederico Murtinho Braga e Paulo Teixeira Soares (Nequinho).

Acompanharam a equipe do Rio, conhecida como Glorioso, o cronista esportivo Carlos Nery Stellling (O País) e fotógrafo Mario Nunes (Sport Ilustrado).

Também atuou como árbitro. É o apitador seqüencial de jogos do Bangu em três domingos (13 e 20/5 e 17/6), na temporada de 1923, pelo Carioca. Contra o Andaraí (2 x 2), São Cristovão (1 x 2) e Flamengo (0 x 6).

domingo, 27 de janeiro de 2019

O que reportavam os potiguares da revista ‘Placar’


No começo dos anos 70 os correspondentes da revista ‘Placar’: o multimídia Roberto Guedes da Fonseca, Aderson França (repórter fotográfico e professor universitário) e Rosaldo Aguiar, filatelista, o mais longevo de todos na função. O primeiro tinha até um xará de Campinas na seção de cartas, a Camisa 12, na edição número 2 (27/3/70).

Na seção Meio Tempo (9/4/71) aponta: - América de Natal, outro pó de arroz. E faz arrazoado comparando o alvirrubro x alvinegro como se fosse o Tricolor das Laranjeiras contra o Flamengo. Aquela coisa de sede, Fluminense, clube de elite, versus o de maior torcida, o Flamengo. Porém diz que o atacante pernambucano Tóia, o “Fio de Natal”, era o astro americano.

Na mesma seção (28/5/71) reporta: “Querem acabar com o ABC. Deve demais.” O inspetor do INPS, Carlos da Mota Fernandes, resolver conferir contas e recolhimentos. Encontra uma série de irregularidades. O clube recolhia sobre o salário mínimo, somente, o que pagava aos atletas e funcionários. Artifício ainda em prática atualmente, mas para cobrir fortunas, inclusive com ganhos sobre patrocínio e publicidade, o tal direito de arena.

Na edição de 11/6/71 (número 65) o potiguar RGF manda cravar coluna um no prognóstico do jogo 12 da Loteria Esportiva. No teste 45 o ABC, invicto há 15 partidas, é o franco favorito contra o Alecrim. O analista é cáustico e realista: - O Alecrim é um time pobre, de bairro grande, do qual tirou o nome.

Curioso é que se vale de um José Guedes para opinar sobre o “clássico melancia” – verde por fora e preto por dentro -, o qual é menos cruel e afirma que o elenco esmeraldino está em reestruturação. Até por que o Periquito vinha com seis vitórias consecutivas. Entretanto nos dois enfrentamentos anteriores o alvinegro vencera: 4 x 1 e 2 x 1. No teste seguinte: ABC x América.

A dupla dinâmica, imagem e texto, França e Aguiar, está no expediente da famosa publicação esportiva. Aguiar fez excelentes reportagens sobre Marinho Chagas, Hélcio Xavier e Luiz Carlos Scala. Cobriu a excursão abecedista ao exterior e a conquista da Taça Almir pelo alvirrubro (1973). E enviou textos curtos, com um de apenas três parágrafos e 16 linhas, em que o treinador Sebastião Leônidas decide deixar o América após três anos por sentir saudade do Rio (outubro/76).

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

27 nações do Velho Continente apoiam presidente interino da Venezuela


Parlamento europeu se soma a maioria das nações americanas e reconhece o presidente opositor. 27 países do Velho Continente, representados pelo presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, reconhece ao opositor venezuelano Juan Guaidó, que se proclama presidente interino, denunciando os abusos de Nicolás Moro Maduro.

A posição surge após o presidente do parlamento venezuelano, Juan Guaidó, se ter autoproclamado hoje Presidente interino. O engenheiro mecânico de 35 anos tornou-se rapidamente o rosto da oposição venezuelana ao assumir, a 3/1, a presidência da Assembléia Nacional, única instituição à margem do regime vigente no país.

Maduro iniciou a 10 o segundo mandato de seis anos após uma vitória eleitoral cuja legitimidade não foi reconhecida nem pela oposição, nem pela comunidade internacional.
A 15, numa coluna de opinião publicada no diário norte-americano “Washington Post”, Guaidó invocou artigos da Constituição que instam os venezuelanos a rejeitar os regimes que não respeitem os valores democráticos.

Os Estados Unidos, o Canadá, a Organização dos Estados Americanos (OEA), o Brasil, a Colômbia, o Peru, o Paraguai, o Equador, o Chile e a Costa Rica reconhecem Guaidó presidente.

A Venezuela enfrenta grave crise política e econômica, que levou 2,3 milhões de pessoas a fugir do país desde 2015, segundo dados da ONU.

Esta crise num país outrora rico, graças às suas reservas de petróleo, está a provocar carências alimentares e de medicamentos.

De acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a inflação deverá atingir 10.000.000% em 2019.

Mais da metade da América do Sul e do Norte se posiciona contra o ditador


Os governos do Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Colômbia, Peru e Equador não mais reconhecem o regime venezuelano de Maduro.

Ainda não se pronunciaram o Uruguai e as três guianas: inglesa, francesa e holandesa. Estas duas dependem das metrópoles europeias.

Na parte norte do continente segue os países do setor sul os Estados Unidos e Canadá.  Exceto o México.

Na Central figuram na lista Costa Rica, Guatemala, Honduras e Panamá. Fora a ilha caribenha ou antilhana: Cuba.

Estão calados El Salvador e outros os países menores, como Jamaica e Trinidad/Tobago.

O único a favor do bolivariano no hemisfério sul americano é a Bolívia. Na Europa somente a Rússia.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Foi 'Clube', depois 'Feliz' e hoje é 'Agora' no prefixo 97,9


Quando o jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti noticiou no blog Jornal do RN que o multimídia Roberto Guedes da Fonseca era um dos comunicadores da emissora Agora FM procurei saber detalhes da nova emissora de freqüência modulada.

Posteriormente levantei que anteriormente era da rede gospel Feliz FM. Mas a curiosidade perdura e nova consulta indica que a emissora anterior era a antiga Clube FM Natal, que pertenceu aos Diários Associados.

A Clube fora fundada em 1 de dezembro de 2007. Em 2013, na mesma data, passa a transmitir a programação da Vida FM, posteriormente Feliz FM.

domingo, 20 de janeiro de 2019

A longevidade do presidente da Federação não é inédita


Há um ano o advogado é o personagem central do título de reportagem repetida quase simultaneamente por tudo quanto é blog na capital e no interior: “José Vanildo estende mandato de presidente da FNF até 2022”.
Polemico ou não visto com simpatia por um ou outro reticente comentarista, é certo que ele tirou a Federação do marasmo e a colocou em sede digna.
É peculiar a longevidade no cargo. Como se tivesse tomado gosto pelos afagos inerentes a tão prestigiosa função.
O dirigente J. V. da Silva não é o único a ter longeva administração numa instituição esportiva.
Há exemplos marcantes de antigos mandatários ou “paredros”, como se dizia nos anos 40/50 do século passado.
São os casos do carioca Otávio Pinto Guimarães (26/5/1922 – 28/5/1990), o alviverde americano Rubem Rodrigues Moreira (6/3/1909 – 2/4/1984) o potiguar João Cláudio de Vasconcelos Machado (11/7/1914 – 20/2/1976) e o gaúcho Rubens Freire Hofmeister, de 29/1/1970 a 12/3/1982.
O botafoguense Guimarães presidiu a Federação do Rio de Janeiro de 67 a 85. Chegou à presidente da Confederação como sucessor do americano Giulite Coutinho. Moreira preside a Federação pernambucana entre 55/77. Machado presidiu a Federação local entre 54 e 76 com três ou quatro interrupções.
Jota Vanildo foi aclamado pela assembléia geral na primeira semana de fevereiro do ano passado (segunda-feira 2), ocasião em que se decidiu, ainda, que o vereador Paulinho Freire é o presidente a partir de janeiro deste ano.
A convocação da eleição seguiu o estatuto da entidade e o edital foi publicado no site oficial da FNF no dia 18 de janeiro. Uma única chapa fora inscrita e só não teve a aprovação do Globo.
- É um momento de reconhecimento pela indicação de quase totalidade dos filiados à nossa recondução. Foi uma demonstração de unidade, de reconhecimento do nosso trabalho, da participação e da co-gestão da federação - declarou Vanildo.
José Vanildo da Silva assumiu a presidência em 10/4/2007, após a inesperada e tumultuada renúncia do ex-deputado estadual e ex-vereador são-gonçalense, o jornalista Alexandre Cavalcanti, que prometera revolucionar a gestão ao suceder o bacharel Nilson Gomes da Costa, outro que permaneceu longo período no cargo.
Em 2010, com mudança nos estatutos das federações, com base no da CBF, o mandato foi prorrogado por mais quatro anos.
Em agosto de 2012 Vanildo fora reconduzido. Na oportunidade, o mandato se encerraria em dezembro de 2014, sendo prolongado até 2019.
A diretoria ainda é composta por Raimundo Inácio Filho (segundo vice-presidente), Evilacio Freire da Silva Bezerra (terceiro vice-presidente), Tibúrcio Batista da Silva Pinheiro (quarto vice-presidente) e José Marques da Costa Neto (quinto vice-presidente).

sábado, 19 de janeiro de 2019

A outra faceta do radialista Hélio Câmara de Castro


Adeus, Dr. Rô!

Walter Medeiros*
Jornalista

A vida nos reserva momentos marcantes, cujas lembranças se tornam um reviver feliz. Não se trata de achar que seria feliz sem saber. Era felicidade mesmo. O que não se sabia, era se depois existiriam momentos tão felizes quanto aqueles. Quero resgatar aqui lembranças dos anos setenta do século passado, quando a Rádio Cabugi levava ao ar um programa humorístico de excelente qualidade, produzido pelo jornalista José de Sousa. Eram cinco minutos diários, de uma discussão sensacional, entre um abecedista chamado Frasqueirino e um americano chamado Dr. Rô.
Frasquerino era um engraxate, cuja cadeira recebia diariamente o cliente importante, que sempre puxava conversa sobre o ABC Futebol Clube, procurando desqualificar o adversário. Muito esperto, Frasqueirino sempre tinha uma resposta, uma explicação e uma provocação, que deixavam o Dr. Rô nervoso, a ponto de querer partir para as vias de fato, e saía correndo atrás do adversário. As torcidas paravam tudo, prá escutar aquele programa, que ia ao ar por volta do meio-dia.
Apesar de ser tido como pedante, pela sua posição social, o Dr. Rô conseguia cativar o público e merecia o respeito de todas as torcidas. Não, somente, pela polidez do texto primoroso de José de Sousa, mas pela interpretação impecável, responsável e super profissional do famoso torcedor do América. Essa interpretação era feita pelo narrador, comentarista e cronista esportivo Hélio Câmara. Depois, tive a sorte de conviver com o Super-Hélio em outros órgãos e nos Sindicatos.
Pois nesta manhã de sábado recebemos a triste notícia da passagem de Hélio Câmara para outra vida. Foi – conforme cita Franklin Machado, fazer companhia a Assis de Paula, Ailson Bonifácio, José Augusto, Rubens Lemos e – acrescento – Wellington Carvalho e Adiodato Reis, entre tantos outros. Hélio Câmara, uma estrela que já brilhava por cá, e deixa um legado exemplar, de homem pacífico, vibrante, amável. Que ele tenha paz em sua nova vida.

*Do Facebook do autor

A estréia de Hélio Câmara de Castro no rádio


Nascido no então distrito de Touros e atual município de Rio de Fogo, em 10/10/1940 – mesmo mês e ano do Rei Pelé (dia 23) – Hélio Câmara de Castro empunha pela primeira vez o microfone famoso da Rádio, outra coincidência, em outubro!

Em 1962 o Alecrim enfrenta o ABC três vezes. Dois jogos pelo campeonato estadual e um amistoso. A primeira partida acontece em janeiro. As demais em outubro.

São três vitórias abecedistas: 1 x 3 (quarta-feira, 10/1), 0 x 2 (domingo, 21/10) e 1 x 2 (28/10).
18 dias após completar 22 anos Hélio estréia no reservado destinado a imprensa na antiga arquibancada do Estádio Juvenal Lamartine.

A ficha do prélio:

Alecrim 1 – 2 ABC
Árbitro: Djalma Alves de Oliveira/RN
Gols: Mano (2) e Zeca
Alecrim: Manoel (Edilson), Monteiro, Orlando, Berilo, Cadinha, Manoel Carlos, Edilson II, Dedé, Zeca e Chiquinho (Paulo). Treinador: Geraldo Pereira da Silva (Geléia)
ABC: Ribamar, Maurício, Tidão, Cadinha, Mauro, Danilo, Jorge Tavares, Guedes, Cocó (Amâncio), Mano e Jorge II (Rômulo). Treinador: Tarcísio Aquino de Carvalho



Hélio Câmara de Castro, de zagueiro a locutor esportivo


Quando o campeonato estadual tinha como palco o tradicional e acanhado estadinho Juvenal Lamartine, encravado no elitista bairro do Tirol, o Potiguar de Parnamirim participa da competição entre 62 e 64.

Na época um endiabrado atacante dava as primeiras corridas em direção ao gol, Ilson Peres, o Petinha, posteriormente com passagens pelo Alecrim, ABC e América. Lá atrás um vigoroso zagueiro rebatia a pelota: Hélio Câmara de Castro.

Um garoto vindo do litoral norte, das bandas de Touros, que se torna parnamirinense de alma e coração.

Enquanto corre pelos ralos gramados do JL e do “Tenente Luiz Gonzaga de Andrade”, oficial da Aeronáutica que dá nome ao estadinho do time azul e branco e posteriormente alvirrubro Potiguar Esporte Clube (PEC) – fundado em 45 – o zagueiro Hélio, torcedor do Clube de Regatas Vasco da Gama, escuta as emissoras cariocas e provavelmente é influenciado pelos famosos narradores ou locutores esportivos de então.

Certamente ele burila o vozeirão ao escutar Oduvaldo Cozzi, Jorge Curi e Waldir Amaral. Ou os paulistas Edson Leite, Pedro Luis e Fiori Gigliotti.

Com isso ele tem duas atividades paralelas no esporte e ligadas ao futebol, o preferido. Jogador e locutor. No final dos anos 50 e começo de 60 a Paróquia de Nossa Senhora de Santana controlava o time representante da comunidade católica, o Paroquial, e foi nele que nosso personagem desfila no retângulo futebolístico antes de atuar pelo PEC em competição oficial.

A Igreja também mantinha um serviço de alto-falantes, as chamadas bocas de ferro, instaladas no centro da cidade. Foi nele que Hélio exercitou e aprimorou a narração.

Entretanto o responsável pela iniciante carreira real no rádio foi o falecido locutor Roberval Pinheiro Borges, que concorria com o também desaparecido Aloísio Menezes de Melo (Nordeste) e Vicente de Almeida Filho (da Associada Poti), professor universitário aposentada.

Numa ida a Parnamirim, para cobertura esportiva, o titular de esportes da Rádio Cabugi (atual Globo), ouviu Hélio segurando a latinha da difusora local, gostou e o convidou para começar logo nos dias seguintes na emissora do então governador Aluizio Alves.

Em 2002, se a memória não falha, o redator do blog furou a grande imprensa e o rádio potiguar ao entrevistar para um perfil o famoso e respeitado Hélio Câmara de Castro. Foi no semanário O GRANDE NATAL – do jornalista Paulo Tarcísio de Albuquerque Cavalcanti em que ele revela, pela primeira vez, que deixaria a narração para ser comentarista, como o fizera na passagem de 50 para 60 o gaúcho Luiz Mendes, o da “palavra fácil”, na Rádio Globo carioca.

Na entrevista Hélio diz que imediatamente assinaram a carteira de trabalho.


sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Mudança nas corregedorias provoca descontentamento


O Programa Nacional dos Direitos Humanos, na primeira versão, no item a que se refere a “segurança”, há várias propostas governamentais, entre as quais “estimular a criação e o fortalecimento das corregedorias de polícias...”

Na segunda versão o tópico “garantia do direito a vida" versa, no item 22, a seguinte diretriz: - Apoiar o funcionamento e a modernização de corregedorias estaduais independentes e desvinculadas dos comandos das polícias com vistas a limitar abusos e erros em operações policiais e a emitir diretrizes claras aos integrantes das forças policiais com relação às proteção dos direitos humanos.

Mesmo diante dessas diretrizes a governadora Maria de Fátima Bezerra ordenou que o secretário de Segurança, coronel Araújo, promovesse o esfacelamento da Corregedoria Geral, devolvendo a Corregedoria da Polícia Militar aos quartéis e a da Polícia Civil aos delegados, cessando, a partir desta sexta-feira, todas as atividades da Corregedoria da Secretaria.

Não se sabe o porquê dessa ordem, que causa estranheza, “pois o PT sempre foi um defensor  pioneiro na questão dos direitos humanos no Brasil.”

O carioca do elenco anterior ao primeiro título americano


Artigo repara dois erros históricos repetidos a exaustão pelos pesquisadores potiguares: o tio é o pai e ‘player’ não participa da primeira conquista oficial do clube alvirrubro da capital
José Vanilson Julião
Ao contrário do que é alardeado o jogador Nilo Murtinho Braga (3/4/1903 – 5/2/75) é filho e não sobrinho do capitão de Corveta Emanuel Gomes Braga, comandante da Capitania dos Portos em Natal entre 17/4/1915 e 2/10/1918.
Após sair do Rio Grande do Norte e de transferência em transferência o oficial da Marinha de Guerra chega a comandante da flotilha do Amazonas (1925).

Um dos sucessores na capitania é Antonio Augusto Monteiro Chaves (1921 a 1922), outra figurinha carimbada na história do futebol potiguar.
Gomes Braga está na lista dos 90 comandantes da Força de Submarinos até hoje, cujo posto ocupou como capitão de mar e guerra, sendo o 17º no cargo (22/1/27 – 17/2/28).
A mãe, Madalena, era filha do senador por três mandatos e ministro da Fazenda (1898/1902), o engenheiro civil Joaquim Duarte Murtinho (Cuiabá/MT, 7/12/1848 – 18/11/1911). Que, por sua vez, era filho do coronel-médico do Exército, o baiano José Murtinho.
O único tio paterno, o engenheiro agrônomo Frederico Murtinho Braga, esteve em Belém do Pará no primeiro qüinqüênio dos anos 20, portanto bem depois que o irmão deixou o RN. Foi lá que conheceu a esposa, mãe da atriz Rosa Maria Pereira Murtinho (24/10/35).
Pelo período que o genitor permanece no Estado é certo que Nilo participa do primeiro jogo oficial entre o América e o ABC (15/9/1918), com vitória alvirrubra (3 x 0) e gols de Arnaldo, dele e Pinheiro (contra).

A partida valeu pelo primeiro campeonato citadino, pelo qual o elenco americano ainda perdeu para o Centro Esportivo Natalense (0 x 3).

A competição, encerrada prematuramente devido à epidemia mundial da gripe espanhola (Influenza), era liderada pelo CEN – que raros pesquisadores o reconhecem como campeão de fato e de direito – tinha esta formação base: Nicolau, J. Carneiro, Souza, Albuquerque, Agripino, Ricardo, Oliveira, Gentil, Sérgio, Leite e Nobre.

A depender desta controversa situação o centenário da primeira competição oficial deveria ter sido lembrado ano passado, ao lado dos cem anos da Federação, fundada dois meses antes do campeonato inacabado.

Mas é real a comemoração atual pelos registros, preto no branco, que o clube América pode comemorar o centenário do primeiro título ganho em campo. Com esta formação: Oscar Siqueira, Benfica, Canela de Ferro, Aguinaldo, Lopes, Ricardo, Aminadab, Gallo, Nilo (Chico), Lauro e Lustosa.

Jogaram ainda: Barroca, Petró, Arari de Brito, Alberto Nesi, Mário, Juca e Américo. O time fora campeão antecipado, sendo notícia na coluna “Vida Social” do jornal “A República”, fundado 30 anos antes pelo médico e político macaíbense Pedro Velho de Albuquerque Maranhão, que chega ao poder com a queda da Monarquia.

Os resultados do team campeão em 1919: 3 – 0 ABC (domingo, 22/6), 0 – 0 CEN (domingo, 6/7), 1 – 0 CEN (domingo, 27/7) e 0 – 2 ABC (domingo, 10/8). Na preliminar os rubros perderam de 1 a 2 (segundos quadros). Ganha a Taça Ítala Roselli. No mesmo ano é campeão do primeiro torneio início.

Ele começa a carreira como amador no “Curupaity” – alusão a conhecida batalha na Guerra do Paraguai – em 1915, um clube sem filiação, conforme declara o player para boletim interno d’O Glorioso. Aos 16 está no infantil do Fluminense (1916), o vencedor do certame.
No final de 1918 está no clube de coração. Estréia no Botafogo em 7/12/1919 (2 x 0 Bangu). Após desentendimentos transfere-se para o Sport Club Brasil (Série A da 2ª Divisão Carioca) para não enfrentar O Glorioso (1922).
Retorna no ano seguinte e permanece até agosto. Foi o jogador que mais fez gols pelo Botafogo na competição estadual. Entre 14/8 e dezembro novamente atua pelo Brasil.
Com a saída do tio materno Oldemar Amaral Murtinho do Botafogo ingressa mais uma vez no Tricolor. Fica por três anos. No período foi campeão e artilheiro do Carioca (1924).
Retorna ao Botafogo (1927). Marca 30 dos 67 gols da equipe no Carioca, sendo artilheiro pela segunda vez. Nesse mesmo torneio fez quatro dos nove gols na goleado de 9 a 2 sobre o Flamengo (a maior em entre os dois times).
Foi campeão carioca em 1930 e de 1932 a 1935. Na campanha do tetra fez 69 nos quatro torneios, sendo o artilheiro do clube (33/34) e da competição de 1933 (19 gols).
Pela Seleção vai a primeira Copa do Mundo no Uruguai (1930). Joga na estréia: 1 a 2 Iugoslávia. No segundo fica fora: 4 x 0 Bolívia, não sendo suficiente para ir à semifinal.
Os iugoslavos haviam vencido os bolivianos três dias antes pelo mesmo placar. O Brasil evita ficar em último na chave. Entre 23 e 31, pelo Brasil, atua 19 vezes (11 vitórias, seis derrotas e dois empates) e marca em 15 oportunidades.
Com a Seleção Carioca é campeão brasileiro cinco vezes. Encerra a carreira em 16/5/1938 (Botafogo 2 x 2 Olaria). Antes do Futebol e Regatas (42) pelo Botafogo contabiliza 190 gols em 201 jogos, sendo o quinto maior artilheiro do clube. 360 gols na carreira.
No currículo ainda constam os títulos: Torneio Interestadual: 1931 (Botafogo) e Copa Rio Branco 1931 (Brasil).
O Jornal publica sobre a estréia do atacante Nilo na equipe principal do Botafogo a 4 de Abril de 1920, no Torneio Início do Campeonato Carioca, disputado no estádio do Fluminense.
Começa a gostar do clube porque acompanha o tio aos jogos da Rua São Clemente, onde o clube realizava os jogos no campeonato (1912). Nilo estreou-se no alvinegro no terceiro quadro, no Carioca de 1919, com vitória de 1x0 sobre o Flamengo, em General Severiano.

Nilo realizou 176 jogos e assinalou 184 gols, sendo o maior artilheiro do Botafogo até a saída e o sexto maior artilheiro. Detém o recorde de média de gols por jogo (0,91) e o recorde de média de gols numa temporada ao assinalar 42 gols em 28 jogos em 1927, à média de 1,5.
De qualquer forma a imprensa passou batido em outro centenário. Na primeira semana de janeiro/17 larga a Taça Campeonato, torneio não oficial patrocinado pelo jornal A Imprensa, do coronel Francisco, pai do escritor Luís da Câmara Cascudo. A organização cabe a Cícero Aranha e José Potiguar Pinheiro.

O torneio tem conflito com a festa dos Santos Reis (6/1). Registros indicariam decisão com o ABC, ganha pelos americanos. Na primeira partida zero a zero com o eleven do Humaitá, no campo da igreja nova (Praça Pio X), atual catedral metropolitana.

A essa altura do campeonato pode-se contabilizar, até então, o total de dez partidas no que viria a ser o Clássico Rei. Inicialmente o América, que começa azul e branco, na primeira partida logo após a fundação (14/7/15), vence a garotada do Ateneu (22 x 0), no ground da praça Pedro Velho, no bairro de Petrópolis.

Napoleão Soares, um dos fundadores, marca 11 gols. O futuro presidente da Republica, o potiguar João Fernandes Campos Café Filho, foi substituído no sexto gol. Atua emprestado pelo Cruz Vermelha e depois joga pelo Alecrim. Em 1920 chega a secretário do  Santa Cruz do Recife, capital pernambucana.

Contra a equipe do colégio surgido no Século XIX, antes do Pedro II, no Rio, uma das 25 maiores do mundial e quinta goleada brasileira. A maior: Botafogo 24 x 0 Mangueira (campeonato carioca – 30/5/1909). Seguida de Grêmio 23 x 0 Nacional/Porto Alegre (25/8/1912), Centro Sportivo Alagoano 22 x 0 Maceió (28/1/45) e Ulbra 21 x 0 Shallom (campeonato rondoniense – 14/5/2006).

América 1 – 4 ABC (26/9) na Vila Cincinato, atua Colégio Anísio Teixeira. Árbitro: Júlio Meira e Sá. Gols: Mousinho (2), Mandú, Baluá e Neco. América: Oscar Siqueira, Lélio, Gato, Carvalho, Galo, Antônio, Barros, Carlos Siqueira, Neco, Garcia e Pipio. ABC: Avelino (Lili), Batalha, Borges, Cabral (Tarugo), Paraguay, Freire, Bigois, Moacyr, Mandu, Nóbrega e Mousinho.

O alvinegro atua com o segundo quadro (reservas: Baluá, Elissozio e Bill). O rubro com o primeiro (reservas: Revoredo, Lopes e Tupi). Juízes de linha Manoel Gomes e Aguinaldo Fernandes; de gol Sérgio Severo e Arari Brito.


Fontes
Adoro Cinema
Dabase
Datafogo
Futebol 80
Futebol e Cia
Geni
Marinha
Mundo Botafogo
Submarino