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sábado, 30 de agosto de 2025

Do campo de futebol mossoroense para a academia (III)

O missivista Lauro da Escóssia

Segundo personagem principal: autor da carta, na qual é citado o futebolista “Loulinha”, ao escritor Raimundo Nonato da Silva

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Como presidente da Fundação José Augusto (Gráfica Manimbu), Valério Alfredo Mesquita, promoveu a edição do livro "Memórias de um jornalista de Província" (1981), com "orelha" de um dos personagens da série já focado, o escritor Raimundo Nonato da Silva, prefácio de Dorian Jorge Freire e capa de Vicente Vitoriano.

Na época Lauro da Escóssia (14/3/1905 – 19/7/1988) era diretor do Museu Municipal (fundado em 1948 hoje leva o nome dele desde 1991 como iniciativa do vereador Júnior Escócia e sancionado pela prefeita Rosalba Ciarlini Rosado).

A obra foi reeditada no centenário de nascimento do publicista, sendo vinculada, de primeira, como o volume CLVI da "Coleção Mossoroense". Lauro ainda escreveu, inclusive, sobre os primórdios do futebol local, sendo fonte importante de pesquisadores que vieram depois.

Dorian Jorge Freire escreveu prefácio do livro

O jornalista mossoroense Bruno Barreto pesquisa, toma depoimentos (família e amigos) e escreve o 'Decano do jornalismo chega aos 100 anos de história", fonte importante para um dossiê destinado a um trabalho do jornalista e ex-vereador de Lagoa Nova (Região do Seridó), Eliabe Alves (editor do "Jornal da Serra").

Lauro foi responsável pela reabertura de "O Mossoroense", a grande paixão da vida, em 1946, com a ajuda de Jorge Freire de Andrade, Ving-ut Rosado e José Augusto Rodrigues.

Como repórter o ponto alto em 1927 é a cobertura da invasão do bando do pernambucano Virgulino Ferreira da Silva, o "Lampião", a principal cidade da Região Oeste do Rio Grande do Norte.

Quando entrevista o cangaceiro "Jararaca", ferido de morte, antes do interrogatório pela polícia. Este é considerado um dos maiores furos de reportagem da história da imprensa potiguar, pelo qual o jornal, com 5.400 exemplares, atingiu a maior vendagem da história.

 

FONTES/IMAGENS

O Mossoroense

Tribuna do Norte

Blog do Barreto

Family Search

 

Do campo de futebol mossoroense para a academia (II)

Raimundo Nonato da Silva tinha
a carta do jornalista Lauro da
Escossia sobre o comunicado
da morte do abnegado do
antigo Humaitá/Imagem:
"Relembrando Mossoró"

Intelectual é o personagem alvo do documento acadêmico em que aparece o jogador "Loulinha"

O professor, bacharel em Direito e escritor Raimundo Nonato da Silva (Martins, 18/8/1907 – Rio de Janeiro, 22/8/1993), é sepultado em Natal. Era filho de João Cardoso da Silva e Ana de Lima e Silva.

Chegou em Mossoró (1919: fugido da seca no Apodi) ainda não alfabetizado, estudou e aprendeu a ler.

Foi professor e diretor da Escola Técnica de Comércio “União Caixeiral”. Formou-se em Direito pela Universidade Federal de Alagoas e como juiz no interior do RN se aposenta.

Da Academia Norte-rio-grandense de Letras e da Academia Mossoroense de Letras (cadeira 38). Possuía o Título de Cidadão Mossoroense, conferido pela Câmara (16/4/1960).

É nome de rua no bairro Pintos, pela Lei 769 de 17 de setembro de 1993, proposta do vereador Francisco José Lima Silveira. É patrono do Largo da COBAL, pelo Decreto 536 (31/3/1987).

E ainda patrono da Biblioteca da Escola Estadual José Martins de Vasconcelos, situada no bairro Planalto Treze de Maio. E nome da Biblioteca da Universidade do Semiárido.

Alecrim foi osso duro para o Santa Cruz/PE

Em dezembro de 1963, como campeão potiguar, o Alecrim venceu o primeiro amistoso (são quatro enfrentamentos na década) contra o Santa Cruz, no Estádio Juvenal Lamartine, no Tirol

O zagueiro Jácio Salomão da Silva, após o
retorno do Campinense, reforça o clube
esmeraldino na temporada de 1966

RODAPÉ DE PÁGINA

Coluna semanal

(José Vanilson Julião)

1 – Com base (imagem acima) campeã estadual o Alecrim (1963) vence o primeiro amistoso com o Santa Cruz/PE: Geleia (treinador), Manoelzinho, Miltinho, Orlando, Miro (“Cara de Jaca”), Berilo, Hilo, Ferreira (preparador físico), Caranguejo, Zezé, Galdino, Paulo Tubarão, Osiel Lago e Ferreira (“Furiba”)

2 – Além de participar de um combinado com o América nos anos 40 o clube esmeraldino também fez amistosos com o clube coral da capital penambucana nos anos 60.

Resultados: Alecrim 3 x 1 (10/12/1963), 0 x 2 Santa Cruz (10/7/1966), Alecrim 4 x 1 (13/11/1966) e 0 x 6 Santa Cruz – Torneio Luiz Soares (31/7/1968).

Todos os jogos no Estádio Juvenal Lamartine. Nenhuma vantagem númerica: duas vitórias para cada lado.


3 – Brasil
Esporte Clube de Patos/PB (1944): Mário, Bilzim, Edmilson Pereira, Nevinha Soares (madrinha), Osvaldo, Félix Pacaia, Zé Bom, Ozias, Zé Vieira, Ruivo, Maxixe, Araújo, Ivo Paulino, Niá, Tinin e Lourivaldo/Imagem: "Patos Cidade Centenária".

4 – A curiosidade na imagem do clube amador do interior paraibano seria o mesmo Walter Romualdo da Silva (Campina Grande, 24/7/1928), o “Ruivo”, treinador do América de Natal no primeiro e parte do segundo semestre de 1966? No retorno americano do licenciamento de seis anos, iniciado em março de 1960 após o encerramento do campeonato estadual do ano anterior. Como jogador ainda passou pelo Bahia (Salvador).

5 – A opinião do leitor Alexandre de Lima, residente no Conjunto Pirangi, no bairro de Neopolis: - Nossa imprensa não exalta o acesso do América.

Pelo contrário. Ficam fazendo lobby contra. Especialmente a “Tribuna do Norte” e a rádio “FM 96”. Lá em Recife não se fala em outra coisa, a não ser o acesso, e até ignoram o América.

Aqui fazem diferente, mas vamos calar a boca de todos e subir. Alexandre, com parentes pernambucanos, viaja ao Recife, às cinco horas da manhã, para assistir a primeira da decisão.

6 – Pela importância do jogo desta noite, na Arena Pernambuco, entre Santa Cruz e América, antecipamos a coluna do domingo para o sábado.

sexta-feira, 29 de agosto de 2025

A ampla vantagem Coral contra o ABC

Santa Cruz (1933). Foto restaurada
em mais uma cortesia e gentileza
do jornalista Tota Farache,
editor do site "Os Libertários"

A título de curiosidade o
ABC e o Santa Cruz/PE se enfrentaram em 18 jogos amistosos e torneios diversos, no “Juvenal Lamartine” e no Recife, antes da inauguração do "Castelo Branco".

O primeiro jogo em 1916 com o segundo 18 anos depois também em Natal. São 13 derrotas, três empates e duas vitórias contra o clube da capital pernambucana.

Tem o mesmo número de vitórias americanas e menor total de empates, mas em contrapartida derrotas a mais pelo maior número de encontros.

E duas goleadas: uma no "Juvenal Lamartine" e outra no Recife.

 

AMISTOSOS

ABC 1 x 4 Santa Cruz (15/11/1916)

ABC 4 x 3 Santa Cruz (9/9/1934)

Santa Cruz 3 x 1 ABC (30/10/1934)

ABC 3 x 3 Santa Cruz (18/10/1936)

ABC 3 x 5 Santa Cruz (24/3/1946)

Santa Cruz 3 x 1 ABC (3/5/1951)

ABC 2 x 3 Santa Cruz (17/6/1951)

ABC 3 x 3 Santa Cruz (21/4/1955)

ABC 2 x 3 Santa Cruz (18/3/1956)

ABC 1 x 1 Santa Cruz (3/5/1956)

Santa Cruz 4 x 2 ABC (12/4/1957)

ABC 2 x 7 Santa Cruz (26/6/1957)

ABC 2 x 0 Santa Cruz (11/1/1959)

ABC 0 x 1 Santa Cruz (8/12/1963)

Santa Cruz 8 x 0 ABC (29/3/1966)

ABC 2 x 3 Santa Cruz (28/1/1968)

ABC 2 x 1 Santa Cruz (2/8/1968)

ABC 0 x 4 Santa Cruz (7/8/1968)

ABC 0 x 1 Santa Cruz (14/12/1969)

 

FONTES

A Ordem

Diário da Manhã

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Jornal de Recife

Jornal Pequeno

Tribuna do Norte

Futebol 80

 

 

 

 

 

 

 

 

Vantagem Tricolor x alvirrubro em amistosos

Reformado para a Copa do Mundo (1950) a "Ilha do Retiro" dois anos depois era assim...

O leitor pode saber todos os 22 jogos oficiais entre o América/RN e o Santa Cruz/PE no blog do radialista e pesquisador Marcos Avelino Trindade (DATATRINDADE) e na coluna de hoje do jornalista Rubens Lemos Filho do diário matutino "Tribuna do Norte".

O JORNAL DA GRANDE NATAL relaciona todos os amistosos entre os alvirrubros e tricolores, incluindo torneios diversos, antes da era do estádio "Castelo Branco/João Machado", e da Arena das Dunas Francisco das Chagas Marinho.

No "Juvenal Lamartine" são realizados 10 jogos. "Castelão/Machadão" cinco. "José Nazareno do Nascimento" (Goianinha) um. "Aldemar da Costa Carvalho" (Recife) um. "José do Rego Maciel" (Arruda): um.

Total: 17. Com oito vitórias Coral, sete empates (não incluído o combinado potiguar) e duas vitórias americanas.

Não foi computado jogo-treino de pré-temporada em dezembro do ano passado. (JVJ)

 

AMISTOSOS

América 1 x 2 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (4/9/1934)

América 4 x 4 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (15/11/1942)

América 1 x 6 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (1/1/1943)

América/Alecrim 4 x 4 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (23/3/1946)

América 1 x 1 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (5/6/1949)

América 2 x 2 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (16/6/1951)

América 1 x 2 Santa Cruz – Ilha do Retiro (20/11/1952)

América 1 x 1 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (16/4/1955)

América 3 x 4 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (17/3/1956)

América 1 x 2 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (10/1/1959)

América 2 x 1 Santa Cruz – Juvenal Lamartine (30/1/1968)

América 2 x 2 Santa Cruz – Castelo Branco (3/4/1973)

América 1 x 3 Santa Cruz – Castelo Branco (2/3/1975)

América 1 x 2 Santa Cruz – Castelo Branco (17/8/1975)

América 2 x 0 Santa Cruz – Castelo Branco (10/4/1983)

América 0 x 0 Santa Cruz – João Machado (29/7/2001)

América 0 x 3 Santa Cruz – José do Rego Maciel (19/6/2011)

América 1 x 1 Santa Cruz – José Nazareno do Nascimento (26/6/2011)

 

 

 

 

quinta-feira, 28 de agosto de 2025

Santa Cruz enfrenta América e ABC na excursão

Time que decide em 1934 competição do ano anterior: Dadá, Marcionilo, Fernando Melo, Julinho Fernandes, Sebastião da Virada, Ernani Zolocowick, Cachorrinho, Limoeiro, Tará, Lauro Monteiro e Estevam. Imagem restaurada por IA em cortesia do jornalista Tota Farache (site “Os Libertários")

Fotografia do time campeão de 1933
usada na reportagem do jornal matutino do Recife

Alvirrubro no primeiro jogo contra os corais e o alvinegro reedita amistoso interestadual

JOSÉ VANILSON JULIÃO

“UMA TEMPORADA DO SANTA CRUZ EM NATAL – É possível que antes de se iniciar o campeonato da F.P.D. o tricampeão pernambucano faça uma excursão ao Rio Grande do Norte”

Desta forma – com título em caixa alta seguido do enunciado – a edição dominical (28 de janeiro de 1934) do jornal recifense “Diário da Manhã” refere-se ao amistoso na capital potiguar.

A reportagem é ilustrada, fotografia reproduzida acima, com a seguinte legenda: - A primeira esquadra do Santa Cruz, que disputou o campeonato de 1933.

E são lembrados o dirigente Luiz Potiguar Fernandes e a primeira ida do clube Coral ao RN nos idos de 1916, com vitória de 4 x 1, sobre o ABC.

E relaciona os jogadores (do goleiro ao ponta-esquerda): Ilo Just, Nelson Valença, Otávio Mangabeira, Manoel Pedro, Teófilo Carvalho, José Castro, Américo Doria, Alberto Campos, Martiniano Fernandes, Alcindo Wanderley e Jorge Silva.

Dois amistosos são confirmados para a primeira semana de setembro: 2 x 1 América (sexta-feira 7) e 3 x 4 ABC (domingo 9), com gol de Xixico (três), Simão, Lauro Monteiro (dois) e Tará. Arbitragem (confusa): Otávio Werneck.

 

FONTES

Diário da Manhã

Diário de Pernambuco

Jornal Pequeno

Futebol 80

As primeiras partidas América/RN x Santa Cruz/PE

Com este elenco o Coral conquistou o Estadual de 1933 no começo do ano seguinte. "Palmeira" técnico (último em pé)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O primeiro jogo amistoso América/RN 1 x 2 Santa Cruz/PE acontece no Estádio Juvenal Lamartine (sexta-feira, 7 de setembro de 1934).

Para o time alvirrubro marca o ponta-esquerda mossoroense Raimundo Canuto de Souza.

O atacante Humberto de Azevedo Viana, o “Tará” (29/8/1914 – 7/9/2000), faz os gols do tricolor do Recife. É o maior artilheiro Coral: 207 gols.

A equipe visitante com o treinador José Mariano Carneiro Pessoa, o “Palmeira”.

A delegação Coral: Argemiro, Floriano Marcionilo, Ernani, Zezé, França, Walfrido, Lauro, Limoeiro, Tará e Siduca.

O time da ilustração decide o campeonato estadual de 1933 no ano seguinte. Limoeiro é contratado pelo Botafogo carioca no começo dos anos 40.

O segundo amistoso: 4 x 4 (domingo, 15/11/1942) e o terceiro 1 x 6 Santa Cruz (sexta-feira, 1/1/1943). Ambos no “Juvenal Lamartine”.

O terceiro com a particularidade de que se trata o começo da “Excursão da Morte”, que se estende ao Ceará e a Região Norte (Pará e Amazonas), descendo pelo Maranhão e Piauí.

No campeonato nacional ocorre a primeira partida oficial: 2 x 2 (domingo, 16/9/1973). No Estádio Castelo Branco (público: 21 mil pagantes). Com arbitragem do carioca Valquir Magalhães Pimentel. Gols de Erb, Hélcio Jacaré, Wilton e Afonsinho.

Em partidas oficiais são 22 enfrentamentos com nove vitórias do clube pernambucano, sete empates e seis vitórias da representação potiguar. O Santa Cruz marca 23 vezes e toma 20 gols.

 

FONTES/IMAGENS

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Arquivo Coral

Diário de Pernambuco

Diário da Manhã

Jornal Pequeno

Jornal do Recife

Futebol na Veia

Globo Esporte

Santa Cruz FC

Torcedor Alvirrubro Potiguar (Gente Americana)