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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VIII)

Oswaldo "Baliza" Alfredo da Silva (circulado) pelo Bahia fez gol de penalidade no Corinthians

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O terceiro personagem do grupo dos sete primeiros goleiros artilheiros do futebol brasileiro é mais conhecido como titular da camisa número um do Botafogo de Futebol e Regatas no título do campeonato carioca de 1948 diante do Clube de Regatas Vasco da Gama no Estádio de General Severiano.

No começo do século XXI pouca gente sabia que ele foi o autor do terceiro gol de goleiro, o segundo não oficial e o segundo de penalidade máxima, do futebol brasileiro, no amistoso Corinthians 1 x 2 Bahia em Salvador (quinta-feira, 9/6/1955), enquanto o paraibano Ruivo (Valter Romualdo da Silva), vindo do Treze de Campina Grande, marca o outro.

O repórter mesmo soube da façanha rara do goleiro Osvaldo Alfredo da Silva (Tanguá/RJ, 9/10/1923 - Rio de Janeiro, 30/9/1999), no Estádio da Fonte Nova, por meio das fichas técnicas do Almanaque do Corinthians, lançado pelo jornalista Celso Dario Unzelte.

O jogo fraterno com o clube paulista foi o último de Osvaldo "Baliza" no tricolor da capital baiana. Na carreira defendeu o "Glorioso" (1941/1952), Vasco da Gama (1953), Bahia (1954/55) e Sport Recife, sendo tricampeão pernambucano (1955/57).

Botafogo no Torneio Rio-São Paulo (1952): Tomé, Oswaldo Baliza, Nilton Santos, Araty, Ruarinho, Carlito; Braguinha, Geninho, Pirillo, Octávio e Jaime/Revista O Globo Sportivo


FONTES

Almanaque do Corinthians

Bahea na História

Datafogo

Futebol 80

Meu Timão

Mundo Botafogo

O Gol

Roberto Porto

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Wikipedia

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VII)

Goleiro Mauro Aparecido Lucas ("Oceania") rodou um pouco pelo interior paulista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A persistente investigação de dez anos do pesquisador Carlos Santoro (Almanaque do Fluminense) o levou a reconhecer o erro inicial e confirmar o nome completo do goleiro do Fluminense, o inglês Archibald Thomas Waterman (Londres, 1886 - Melbourne, 1969), o primeiro a fazer um gol em jogo oficial no Brasil pelo campeonato carioca: 11 x 0 Riachuelo (1906).

Na pesquisa para definir os sete primeiros goleiros artilheiros o repórter detecta uma diferença de data no segundo gol de goleiro e o primeiro em amistoso no futebol brasileiro. O site Terceiro Tempo aponta como sendo 16/3/1955 e conduz outras fontes secundárias a repetição do erro.

Na verdade o goleiro Mauro Aparecido Lucas (1935 - Bragança Paulista, 10/2/2017), o "Oceania", faz o segundo gol (de área a área) aos quatro minutos do segundo tempo pelo Juventus paulistano (2 x 1) contra o alvo e azul São Bento de São Caetano do Sul, na tarde dominical (27/3/1955).

Ele não poderia ter atuado na quarta-feira, 16, pois no dia seguinte enfrenta o Santos no Estádio Urbano Caldeira, com vitória local (4 x 1). Com a ressalva de que antes, dia 13, no Estádio Rodolfo Crespi (Mooca), haviam se enfrentado, com 4 x 2 em favor do time da camisa "vino tinto".

E no domingo anterior (20) o São Bento, fundado como fusão do São Caetano e Comercial da capital paulista, perde (1 x 3) para o Corinthians, no Estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul.

O curioso apelido ou alcunha tomou corpo por ele colecionar carteiras de cigarros, sendo encontrada a marca "Oceania", da fábrica Sudan Ovais, na carteira de cédulas.

O arqueiro artilheiro começou no Ferroviários AC (Bragança), há um registro pelo Botafogo de Ribeirão Preto, e passou no Bragantino, Juventus e Palmeiras de São João da Boa Vista/SP.

A primeira indicação dele como autor, erroneamente, do primeiro gol, veio do "Esporte Espetacular" (TV Globo), na primeira exibição da seção "Lenda ou Verdade", apresentada pelo falecido torcedor botafoguense e locutor Léo Batista.


FONTES

A Gazeta Esportiva

Almanaque do Corinthians

Correio Paulistano

Acervo Santista

Esporte Espetacular

Futebol Interior

Futebol 80

Jornal Bragança em Pauta

Jornal + Bragança

Sport Ilustrado

Terceiro Tempo

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VI)

Fluminense (1908): Nestor, Albert Buchan, Oswaldo Gomes, Horácio da Costa Santos, Edwin Cox, Emílio Etchegaray, Felix Frias, Victor Etchegaray, Walter Salmond e Archibald Thomas Waterman (o goleiro do gol inédito no Brasil)

O inglês Archibald Thomas Waterman

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A lista com a relação dos sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro, entre 1908 e 1970, começa agora, inclusos dois com atuação no futebol do Rio Grande do Norte, exceto outros três em 1979, 1993/94 e mais recentemente.

Curiosamente o primeiro goleiro goleador e titular do Fluminense não nasce no Rio de Janeiro. Arquibald Thomas Waterman é londrino (6/4/1886) e falecido na australiana Melbourne (4/3/1969), aos 82 anos.

Ele chegou ao Brasil no vapor Madalena (19/6/1906). O goleiro inglês, de profissão contador, participa de todos jogos da campanha do tetracampeão pelo Tricolor carioca (1906/09): 23 vitórias, quatro empates e uma derrota.

Waterman faz de penalidade máxima o último gol da goleada (11 x 0) sobre o alviverde Riachuelo no primeiro turno do campeonato carioca (5/7/1908).

Participa de 51 jogos pelo clube das Laranjeiras (37 vitórias, oito empates e seis derrotas). O primeiro: 12/8/1906. O último: 1 x 6 Botafogo (25/9/1910), o do título do "Glorioso".

Para não ser repetitivo pela longa história do personagem o blog indica o extenso artigo do pesquisador Cláudio Santoro, postado em 16 de outubro de 2018, no Almanaque do Fluminense. Tem tudo lá. Vale a pena!


FONTES

O Paiz

Almanaque do Fluminense

Fluzão

Guia dos Curiosos (Marcelo Duarte)

Wikipedia

terça-feira, 19 de maio de 2026

Imagem rara do Palmeiras, o rival do Racing

PALMEIRAS DO BAIRRO DAS ROCAS NA SEGUNDA DIVISÃO DE CLUBES AMADORES: Mario, Roberto, Varela, Saul, Aldo, Amaro, Cocó (treinador), Chiquinho, Deinha, Herculano, Amigo e Esquerdinha


ALVIVERDE

O colunista pediu aos amigos fiéis leitores a escalação do time acima e foi atendido pelo especialista em times da querida comunidade da Zona Leste da capital potiguar.

Antônio Paulo atendeu, acredita que a fotografia é de 1971 e até confirmou a afirmativa do repórter: de que alguns atletas do clube verde e branco jogaram por times no campeonato estadual nos anos 60.

A imagem, colorizada artificialmente, é "capa" da página palmeirense em rede social (Facebook). Assim de memória lembro que Varela vestiu a camisa alvirrubra do América de Natal. Herculano a camisola tricolor (verde, vermelha e branca) do Ferroviário natalense. "Amigo" foi campeão pelo ABC em 1965.

E o treinador João Batista da Silva (Ceará Mirim/RN, 8/6/1940), o "Cocó" foi craque do alvinegro com este currículo: ABC (1958/64 e 67/68), Campinense (64/65), Santa Cruz (65/66), Ceará, Treze, Riachuelo (69/70) e Nacional de Patos/PB (Fonte: Súmulas Tchê).


MEMÓRIA

17/5/1984 – Falecimento do professor Manoel Leonardo Nogueira, em Natal, aos 66 anos, sendo sepultado no Cemitério São Sebastião (Mossoró) 

Nascido em 11/2/1918, filho de Manoel Leonardo Nogueira Filho e Maria da Conceição Leonardo Nogueira, residia na Avenida Presidente Dutra, no bairro Alto de São Manoel.

Desde cedo começou a paixão pelo futebol, fez parte da primeira formação do Esporte Clube Potiguar, como um dos fundadores (11/2/1945). Foi dirigente da Liga Desportista Mossoroense (1956 a 1967) e um dos idealizadores e patrono do recente demolido Estádio Leonardo Nogueira.

Atuou no Banco do Estado do Rio Grande do Norte. Leonardo era casado com Ismalita Lima Nogueira.

Ele foi locutor esportivo da Rádio Tapuyo de Mossoró. Imagem da página social "Relembrando Mossoró", de Lindomarcos Faustino.

Ricardo Silva começou no rádio em 1982

DESPEDIDA DO REPÓRTER

O radialista aposentado Ricardo Silva (fotografia: DATRINDADE), com carreira nas antigas e finadas emissoras de AM (amplitude média) ou OM (onda média), sequencialmente, rádios Rural, Poti e Cabugi, agora também se despede do Blog do Cadinho.

A última postagem foi na última segunda-feira com os agradecimentos aos leitores e internautas pelo acompanhamento.

RS é filho do falecido presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte, Eli Morais de Oliveira (torcedor alecrinense), do qual acompanhei artigos no Diário de Natal nos anos 70.

Eli, inclusive, concedeu excelente entrevista para o programa  "Memória Viva", da TV Universitária (canal cinco).

Ricardo tinha como diferencial dos títulos geniais em duas ou três palavras, no máximo, sintético, bem diferente dos longos título da rede hoje em dia, de dez palavras ou mais...

FOTOGRAFIA & FUTEBOL

A VI Expo Futebol e Arte de fotografias, integrada ao projeto cultural "Badalar!", é o atrativo da noite (19 horas) da próxima quinta-feira (28), Rua Gonçalves Lêdo (Cidade Alta).

Fotógrafos convidados: Alex Gurgel, Alex Régis, Anderson Régis, Cancancamara, Canindé Soares, Damião Paz Pixoré, Delirius Criativus, Diógenes Nóbrega, Dunga, João Maria Alves, Mylena Sousa, Rita Machado e Vlademir Alexandre.




Imprensa dá o tom da "decisão" Vitória x ABC

Bom resultado na ida será o combustível para o lotar o estádio "Frasqueirão"

O cearense Léo Simão Holanda abre a primeira partida (21 horas) da seminal da Copa do Nordeste nesta quarta-feira na capital baiana.

Em competições oficiais (Campeonato Nacional, séries B e C, Taça José Américo de Almeida, Copa do Nordeste e Copa do Brasil), não necessariamente pela ordem de importância, foram disputados 29 jogos, com 10 vitórias do Vitória, 16 empates e três triunfos do ABC.

Em casa o Vitória disputou 14 jogos, com sete vitórias, seis empates e um triunfo do alvinegro. Em Natal o ABC faz 15 partidas, com três vitórias do rubro-negro, dez empates e duas vitórias abecedista.

Além da boa memória sobre a final de 2010, o Vitória acumula invencibilidade de 26 anos no Estádio Manoel Barradas. O último revés pela Copa do Brasil (2000), quando o clube potiguar levou a melhor na segunda fase.

Embora tenha sido superado na Copa Nordeste (2018) o Vitória não é derrotado pelo ABC em qualquer estádio desde então. Após sete empates seguidos, o Rubro-Negro saiu vencedor nos últimos três encontros, completando 10 jogos sem perder.

CAMPEÃO

Após empatar por 2 a 2 em Salvador o Vitória chegou no Estádio Maria Lamas Farache precisando vencer para levar a taça em 2010. De virada o Leão ganhou por 2 a 1 com gols de Kleiton Domingues e Marconi, sagrando-se tetracampeão regional.


FONTES

A Tarde

Tribuna do Norte

Bahia Notícias

FNF

Globo Esporte

O Gol

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (V)

ABC (1969): Gaspar, Arandir, Osvaldo "Piaba" Carneiro, Cidão, Ivan Matos, Floro Felipe Raposo, Izulamar, Alberi José Ferreira de Matos, João "Galego" Almeida, Sérgio "Esquerdinha" Depercia e Burunga/Acervo: José Ribamar Cavalcante/J. Batista Esportes/Blog No Ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O intuito principal da série é relacionar os sete pioneiros e primeiros goleiros artilheiros da história do futebol brasileiro.

Mas também e essencialmente divulgar os cinco casos do Rio Grande do Norte. Inclusive a raridade da descoberta do redator, com o goleiro Floro Felipe Raposo, com passagem pelo Ferroviário/RN e ABC.

Os nomes dos mais conhecidos já era e são divulgados amplamente por diversos sites e blogs dedicados ao futebol ou aos clubes dos envolvidos, inclusive a maioria como fontes destas reportagens.

Mas é bom explicar que até os anos 70/80, quando começaram a aparecer casos inéditos, o único mais conhecido e divulgado era o gol do goleiro flamenguista Ubirajara Silva de Alcântara.

Digo isso pelo fato do próprio redator carregar por anos apenas esta informação, advinda do Almanaque de Seleções Readers Digest (1971), comprado pelo papai Zé Julião Neto. E o "Bira" está na publicação.

A partir das décadas de 90/2001, com a explosão dos goleiros artilheiros nacionais e internacionais, começa a pipocar na imprensa e na rede, exemplos raros e históricos de arqueiro fazedor de gol.

Na sequência, um por um, vão ser biografados, alguns com mais informações e disponíveis, outros bem menos pela escassez informes pessoais ou da carreira.

A lista vai ser disponibilizada, independente se o personagem fez gol em jogo oficial ou amistoso, sequencialmente no tempo e no espaço pela seguinte ordem:

o inglês Archibald Thomas Waterman (Fluminense), o paulista Mauro Aparecido "Oceania" Lucas (Juventus/SP), do Rio de Janeiro Osvaldo Alfredo "Baliza" da Silva (Bahia), o paulista Roberto Silva Navarro (Noroeste de Bauru/SP), o potiguar José Xavier de Oliveira (Baraúnas de Mossoró), o norte-rio-grandense de Macau Floro (Ferroviário de Natal) e o carioca Ubirajara.

"China"

MAIS TRÊS DO FUTEBOL POTIGUAR

Ainda vão ser focados o folclórico goleiro Sebastião Jerônimo da Silva, mais conhecido como Bastos (corruptela do nome de batismo), famoso por jogar de peruca pelo Alecrim, nos anos 70; o maranhense Wernan Silva Reis (Barra do Corda, 30/12/1963), o "China" (imagem: O Gol), autor de três gols pelo Alecrim (1993/94), e Ferreira, do Santa Cruz, autor de um gol pelo campeonato potiguar recentemente.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (IV)

Noroeste (1966): Navarro, Neguinho, Mauri, Natalino, Moacir, Cido, Cardoso, Ivan, Leivinha, Balau e Pepe

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com uma nova checagem na rede o repórter é obrigado a alterar o título da série inédita sobre os pioneiros e primeiros goleiros artilheiros do Brasil em jogos oficiais e amistosos, com bola rolando e em cobranças de penalidades máximas.

Para acrescentar o paulista Roberto Silva Navarro (1939 - 2012), com passagens pelo Noroeste (Bauru) e Ferroviária (Assis/SP), autor de um gol oficial (1962) pelo campeonato paulista.

O potiguar Florio Felipe Raposo (um gol em 1965), do tricolor Ferroviário de Natal, agora é o terceiro e o carioca Ubirajara da Silva Alcântara é o quarto da lista.

No geral, agora, até 1970, a soma totaliza sete goleiros artilheiros, inclusos os dois autores de gols em amistosos.

Na lista o inglês Archibald Thomas Waterman do Fluminense (1908), o paulista "Oceania" do Juventus (março/1955), Osvaldo Baliza pelo Bahia (agosto/1955) e o mossoroense José Xavier de Oliveira, pelo Baraúnas (1961).


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (III)

Juvenil do Flamengo (1965): Mário Braga, Ubirajara, Paulo Lumumba, Itamar, Jarbas, Leon; Neves, Juarez, César Marques, Fio e Osmar/Terceiro Tempo

Ubirajara entrevistado na RE

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Duas semanas após fazer o gol sem querer (26 do segundo tempo), o segundo do jogo Flamengo 3 x 0 Madureira (19/9/1970), no Estádio Luso-Brasileiro (Ilha do Governador), o goleiro Ubirajara da Silva Alcântara é alvo de reportagem da Revista do Esporte (581).

A publicação semanal carioca lançada em 1959 pelo jornalista Anselmo Domingos, mas agora com outro grupo, chega às bancas na primeira semana de outubro (dia 2), já com a forte concorrência da revista semanal paulista PLACAR, que havia aparecido em março de 1970.

A entrevista de Ubirajara Alcântara ocupa duas páginas separadamente e ilustradas com duas fotografias do arqueiro flamenguista (uma em cada página).

Quando se ocupa de responder sobre apresentação no concurso "O negro mais bonito do Brasil" no programa de auditório "Buzina" e "Cassino", do apresentador pernambucano Abelardo Barbosa, o "Chacrinha" na TV Globo.


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (II)

América/RN com a Taça Almir Albuquerque (1973): Scala, Ivan Silva, Nunes, Paúra, Mário Braga, Ubirajara, Zé Emídio, Maertelinck Rego (médico), Macarrão (massagista), Almir, Careca, Santa Cruz, Hélcio Jacaré e Gilson Porto

Ubirajara Alcântara é
eleito o negro mais bonito
do Brasil, no programa do
Abelardo Barbosa, o famoso
apresentador "Chachinha"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que toquei no assunto de algum goleiro artilheiro foi pelo falecimento do arqueiro americano Ubirajara Dias Ribeiro (1947 - 2021), natural do Estado do Rio de Janeiro, falecido em julho durante a pandemia do vírus Covid-19.

Ubirajara Dias chegou ao América (1973) como reforço para o campeonato estadual indicado pelo treinador Maurílio José de Souza, o "Velha", e acabou campeão da Taça Almir Albuquerque (em homenagem ao atacante pernambucano assassinado em Copacabana), entregue no segundo semestre pelo repórter José Maria de Aquino (revista PLACAR), "competição" paralela ao campeonato nacional, e depois bicampeão da Taça Cidade de Natal (1974/75) e bicampeão potiguar (1974/75).

Pela ocasião da terceira reportagem sobre o desaparecimento dele o repórter salientou que havia no futebol carioca outros três goleiros com o mesmo nome, sendo dois dos mais famosos Ubirajara Gonçalves Mota (4/9/1936 - 24/10/2021), com passagens pelo Bangu (campeão carioca 1966), Botafogo (1971) e Flamengo (1972/73), mais Ubirajara da Silva Alcântara (27/2/1946), conhecido pelo gol "ventania" no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador (1970).

Além do mais jovem e menos conhecido, Ubirajara Morgado Barbosa (3/5/1953), com passagens pelo Campo Grande, o alvinegro suburbano do bairro carioca do mesmo nome; Anapolina de Goiás (1977), Figueirense de Florianópolis/SC (1978) e o paraibano rubro-negro Campinense de Campina Grande (1986).

Posteriormente em três reportagens sequenciais (sábado, 12 de agosto de 2023) o gol de Ubirajara Alcântara no jogo Flamengo 2 x 0 Madureira (19 de setembro de 1970) é mencionado pela participação no Tricolor Suburbano de dois ex-jogadores do América de Natal, o lateral-direito Ivan Silva (recordista de gols pelo alvirrubro natalense) e o quarto-zagueiro Dorival Arrivabene, o "Leléu".


FONTES

Bangunet

Blog Edemar Ferreira

Datafogo

Flaestatísticas

Meu Time na Rede

O Curioso do Futebol

O Gol

PLACAR

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Vermelho de Paixão

O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (I)

América de Pedro Farias/Macau: Chiquinho Arara, Francisquinho, Floro, Dode, Ilo, Wilde, Adilson Lemos, Toinho Amâncio, Ari Boboca, Pedro Farias (último em pé); não identificado, Ciçor, Viramundo, Neco, Paulo Moura, Damião e Benero/Imagem: acervo memorialista José Ribamar Cavalcante

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O gol em campeonato estadual do macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) é registrado (1965), após o do goleiro do Fluminense (1908), e precede o do arqueiro flamenguista (1970) em campeonatos carioca.

Entre o primeiro e o terceiro são divulgados ou conhecidos dois gols de goleiros em amistosos, um no interior paulista (1955), outro por um clube baiano (no mesmo ano), e mais um no clássico mossoroense Baraúnas x Potiguar (1961).

Também são alvo de notícias mais três goleiros artilheiros no futebol do Rio Grande do Norte. Um pelo Força e Luz (1979), um pelo Alecrim (1993/94) e o último, mais recente, pelo Santa Cruz de Natal contra o América da capital.

A maioria destes acontecimentos já foi notificado parcialmente ou com detalhes pela imprensa em geral, blogs e sites especializados em esporte, principalmente futebol.

Mas o caso dos cinco goleiros, comprovadamente três potiguares e um maranhense, com atuação em competições no RN, são pouco divulgados ou praticamente desconhecidos.

Com a ressalva de que a inédita façanha para a época, do goleiro norte-rio-grandense "Floro" (corruptela do nome de batismo), é abordada pela primeira vez como mais um achado deste blog.

Os pormenores dos feitos locais são objetos ou alvos e passam a ser mais uma série exclusiva e característica do JORNAL DA GRANDE NATAL.


domingo, 17 de maio de 2026

América/RN goleia e consolida segunda colocação na D

Alisson Taddei marca de voleio dentro da área

O América praticamente consolida a classificação com o resultado desta tarde na Arena das Dunas. Precisa vencer o sempre difícil clássico contra o ABC, a quem ainda não venceu no ano (Estadual, Copa do Nordeste e primeira fase da Série D), no outro domingo, para garantir a participação na segunda fase eliminatória em dois jogos.
O alvinegro tem uma parada dura na quarta-feira no jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. Enfrenta o Vitória no Estádio Manoel Barradas em Salvador (Bahia) para decidir a ida para a final, pela segunda vez na competição regional.

FICHA TÉCNICA
América 5 x 0 Laguna
Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira/AL Público: 3.207 Renda: R$ 63.582,00
Gol: Taddei 7/1, Guilherme 4/2, Luiz Thiago 21/2, Matheus Regis 25/2 e Pedro Jorge 32/2
América: Lucão, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Paulo Jorge, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá. Alisson Taddei (Antônio Villa), Galvan (Matheus Régis), Cassiano (Nykollas Lopo) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Laguna: Guilherme Santana, Café (Pajé), João Victor (Breninho), Victor Jacaré, Hector Hurrego, Davi (Enrique Moran), Ferrugem (Natan), Erivelton, Everton Luiz, Noninha (Ryan) e Romulo. Treinador: Daniel Rocha

CLASSIFICAÇÃO
ABC: 16 pontos
América: 14 pontos
Sousa: nove pontos
Maguary: nove pontos
Central: nove pontos
Laguna: um ponto

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (FINAL)

José Heliodoro de Oliveira

O JORNAL DA GRANDE NATAL não poderia deixar de registrar a memória dos prefeitos que participaram efetivamente da construção do Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

Primeiro o alcaide que começou a obra em 1967, José Heliodoro de Oliveira, falecido na noite da segunda-feira (12/12/2022), aos 93 anos.

Zé Oliveira foi vereador, presidente da Câmara Municipal e prefeito por três mandatos (1967/1969, 1973/1977 e 1983/1988).

Foi ainda funcionário da Fundação José Augusto e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ele se despediu da política ao concluir o terceiro mandato e passou a morar em Natal.

João Bento do Carmo

Já o ex-prefeito João Batista do Carmo faleceu em 26 de março de 2016. Foi vereador nos anos 60 e prefeito de Macau (1969/73).

Foi o responsável pela conclusão da obra e inauguração do "Walter Bichão" (domingo, 2 de fevereiro de 1972), a tempo de servir para o campeonato interiorano promovido pelo Diário de Natal.

Nomeado pelo governador Aluízio Alves foi o administrador do município de Guamaré (10/12/1962 a 30/1/1964), emancipado do território de Macau, quando assumiu o primeiro prefeito eleito, Luiz Virgilio de Brito. Era conhecido como "Joãozinho de Alípio".


FONTES/IMAGENS

Blog do Arafran

Fatos do RN

Jeison Jasão Gramoré Agora Gramoré Hoje

Veterano jornalista lembra aniversário do jogador potiguar

Ney Bezerra de Andrade, no Sport Recife nos anos 50, é o "galego", último em pé 

PARA SEMPRE NO CORAÇÃO

Ney Andrade espera camisas do América e Sport na festa dos 90 anos

LENIVALDO ARAGÃO

Na foto que ilustra este texto temos uma formação do Sport no Campeonato Pernambucano de 1958: Bria, Manga (o pernambucano), Osmar, Nicolau, Zé Maria, Ney Andrade; Traçaia, Pacoti, Walter (pernambucano, apelidado de Barrão), Soca e Elcy.

O Leão tinha sido campeão (1955) no cinquentenário e bi, comandado, respectivamente, por Gentil Cardoso, pernambucano de vivência carioca, e pelo argentino Dante Bianchi. O esperado tri não veio e o Santa Cruz fez a festa ao levantar o primeiro supercampeonato (1957). 

Em 1958, porém, o Rubro-Negro voltou a levantar a taça, ainda dirigido por Dante Bianchi, depois de uma campanha constante de 26 jogos.

Do grupo que aparece na foto Manga e Elcy foram revelados pelo Leão. Manga era figura carimbada nas peladas do bairro dos Coelhos, e Elcy, carioca, se transferiu com a família para cá, pois o pai pertencia à Aeronáutica.

Bria, baiano de Santo Amaro de Purificação, terra de Caetano Veloso e Maria Betânia – “Conheci os dois quando ainda eram crianças”, dizia, com orgulho – foi descoberto pelo Sport quando estudava, para ser técnico em agricultura, na antiga Escola Agrícola de Areia-PB. Em 1948 deixava o curso para vestir a camisa leonina, o que fez até 1963. Lateral direito e às vezes zagueiro central, destacava-se pelo vigor. Faz parte da história do clube da Ilha do Retiro, como o que jogou mais vezes: 556 atuações.

A sensação do time era o cearense Pacoti, vindo do Ferroviário-CE, e que se tornou o artilheiro recordista do certame estadual, na época, com 36 gols. Logo era contratado pelo Vasco da Gama, de onde saiu para jogar pelo Sporting de Portugal.

O capitão do time era o paraense Zé Maria, volante, muito querido pelos companheiros e pelos adversários. Em 1952, depois de transformar o campo dos Aflitos, num estádio de verdade, o Náutico organizou o Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste, para solenizar a inauguração, com a participação dos campeões estaduais Tuna Luso (PA), Ceará (CE), América (RN), CRB (AL), Confiança (SE) e Ypiranga (BA). A Tuna foi vice-campeã, tendo perdido a final para o Náutico. Zé Maria, volante do clube paraense, foi considerado por unanimidade o destaque do torneio e pouco depois deixava sua terra para vir defender o Sport, ao qual esteve vinculado até 1960. Defendeu também o Náutico e o América. Foi da Seleção Pernambucana, a popular Cacareco, que representou o Brasil num Campeonato Sul-Americano (hoje Copa América) em 1959, no Equador.

Outro que marcou indelevelmente a passagem pelo rubro-negro pernambucano foi o mato-grossense Traçaia. Defendeu o Sport de 1955 a 1962 e é o maior goleador da saga leonina, com 202 gols assinalados em 240 partidas. Como Zé Maria, foi da Seleção Cacareco.

Oscar, Nicolau e Soca vieram do Sudeste, enquanto Ney Andrade procedeu do Rio Grande do Norte, onde defendia o ABC. Em Pernambuco defendeu também o América. Virou ídolo do Bahia. Mesmo após descalçar as chuteiras, morou no Recife, trabalhando em banco. Fixou-se definitivamente na Boa Terra, onde ainda é muito festejado. Vinha periodicamente à Terra dos Altos Coqueiros, do Frevo e do Maracatu, a serviço de uma rede bancária à qual era vinculado. Nessas viagens, a resenha com Laxixa, ex-companheiro no Sport e gerente de banco era indispensável. Claro que a situação, boa ou má, do time leonino fazia parte da conversa.

Pelo que sei, desses da foto, o potiguar Ney Andrade é o único que ainda está vivo.

Quanto ao América, aqui está uma escalação do Alvoverde, com Ney Andrade, no Campeonato Pernambucano de 1964, empate com o Náutico por 2 x 2: Lula Vaquez; Cícero, Bria, Gilson Saraiva, Ney Andrade; Zé Maria e Eric; Babá, Ailton, Luiz Carlos e Fernando.

Dentro de alguns dias vai completar 90 anos e na comemoração não faltará um painel com as camisas dos clubes que o ex-lateral esquerdo defendeu, incluindo os pernambucanos Sport e América.


Quem é o patrono misterioso do estádio macauense (VIII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Para encerrar a série inédita agora a identificação do principal mentor da homenagem ao patrono do Estádio Walter Bichão (Macau/RN).
O autor do artigo em que promove o nome do falecido jogador amador para o jornal Tribuna do Norte (1954).
O acadêmico de Direito e vereador em Natal, o macauense José Fagundes de Menezes, que não deve ser confundido com o certamente parente bem próximo, o poeta João Fagundes de Menezes (Macau, 1918 - Rio de Janeiro, 2000).
O estudante José Fagundes de Menezes começa a atividade na política estudantil como presidente do Centro Estudantal Potiguar (CEP), em 1948, e logo no ano seguinte é visto na convenção do Partido Social Progressista (PSP), do deputado federal e futuro presidente da República, João Café Filho.
Por esta época começa na imprensa como fundador da revista "Expressão", ao lado de Ticiano Duarte (futuro editor da TN e professor universitário), do poeta Gilberto Avelino e Aderbal Morelli.
Como suplente de Caubi Barroca em 10 de agosto de 1951 estreia na Câmara de Vereadores de Natal. Ainda entre 1953/54 continua com assento no Poder Legislativo municipal como suplente de João Frederico Abbott Galvão, então delegado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários na capital potiguar.
Na segunda metade dos anos 50 Fagundes de Menezes some do noticiário da imprensa natalense. Mas havia um motivo: reaparece como vice-prefeito e prefeito, em 1963, do município pernambucano de Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana do Recife).
Já advogado é eleito prefeito na mesma cidade em 1968 e cassado no ano seguinte. Em 1982/88 exerce o terceiro mandato e desta vez é defenestrado do cargo pelo antigo companheiro da esquerda, o governador Miguel Arraes, que havia retornado do exílio nos anos 70.
Fagundes de Menezes, nascido em 1929, falece aos 93, em 6 junho de 2022, no estado que o adotou. (Fonte: Hoje Pernambuco).

sábado, 16 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (VII)

 

Monsenhor Joaquim Honório

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao ler pela primeira vez a notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau, no diário vespertino católico A Ordem (16/6/1936), deduzi logo de cara que dois dos fundadores, Wilson e Walter Bichão, tinham parentesco bem próximo e pelo contexto da ocasião só podiam ser irmãos.

A tendência natural para continuar com a dedução de quase cem por cento se dá pelo cruzamento das informações sobre os parentes nas fontes primárias (jornais).

Mas para bater o martelo seria preciso provais documentais para não deixar qualquer margem de dúvida.

As informações e dados pessoais vieram de consultas a sites de genealogias e as relações de batizados e casamentos disponíveis da Igreja Católica.

Quanto aos matrimônios dos pais, Joaquim Francisco Bichão (mesmo nome do pai) e Maria Alves da Silva Bichão, e das certidões de nascimento, casamento e obituário de Walter Bichão.

Walter nasce em 18 de setembro de 1917, é batizado dia 20/9 e casa com Aida Teixeira Barbosa (pais: Vicente Targino/Estefânia), de 21 anos, em 16 de dezembro de 1942, e falece em 9 de junho de 1943, aos 25 anos de idade, com extrema unção do monsenhor Joaquim Honório da Silveira (Macau/RN, 1879 - Natal, 1966).

Quem é o patrono misterioso do estádio de Macau? (VI)

Dona Amélia Duarte Machado

PESQUISA COMEÇA A DESVENDAR NÚCLEO FAMILIAR DO PATRONO DO ESTÁDIO WALTER BICHÃO

Entre os dois principais personagens da série o primeiro a aparecer na edição 143 em A Ordem (quinta-feira, 16/1/1936), portanto bem antes da notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau/RN, é Wilson Bichão, curiosamente na seção "Repartições", em expediente administrativo da Prefeitura da capital e datada de três dias antes.
O documento público esclarece que ele requer da municipalidade a transferência de parte de um terreno de propriedade dele, pela quantia de 2:400$000 (dois contos e quatrocentos réis) mais as despesas para dona Amélia Duarte Machado (1881 - 1981), viúva do comerciante português Manoel Machado.
Depois aparece envolvido em atividades religiosas no município de Macau (na primeira semana de junho e segunda de agosto).

Nas "Sociais" (sábado, 4/12/1943) é registrado o nascimento de Teresa Neumann, filha do casal José/Eline Bichão Concentino, residente na Avenida Deodoro 320, em Natal. Ele chefe do escritório da firma Construções Gerais Limitada.
Na mesma seção (terça-feira, 16/9/1947) é noticiado o falecimento (em Macau) de dona Maria Alves da Silva Bichão, 67, viúva do capitão da Marinha Mercante e depois comerciante Joaquim Francisco Bichão.
Dona Maria deixa os filhos Wilson (funcionário da Prefeitura macauense), Waldemar (almoxarife da Companhia Comércio e Navegação em Areia Branca/RN) e Eline, esposa do contador José Concentino. (JVJ)

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (V)

1935: O clube carioca que inspira o clone do município macauense, no interior do Rio Grande do Norte, ainda não havia começado a usar as camisas com a faixa vertical branca ou preta: Oswaldo, Itália, Rey, Brun, Barata, Calocero, Orlando Rosa Pinto (tio de Jair), Tião, Kuko, Luiz Carvalho, Nena e Luna. Em destaque: Feitiço 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na abertura da série o repórter havia indicado a pista da proximidade do parentesco de Wilson e Walter Bichão, que aparecem no diário vespertino católico A Ordem (quinta-feira, 16/6/1936) sobre a fundação do "Vasco da Gama Futebol Clube" em Macau (região salineira do Rio Grande do Norte).

O isolado e curto comunicado no informe "Pelos Municípios" da edição 173 do impresso, fundado em julho do ano anterior, com os complementos "Macau - Football", trata, primeiro, da divulgação da diretoria provisória:

- Presidente Wilson Bichão, secretário Pedro Siqueira (citado pelo vereador José Fagundes de Menezes no artigo da Tribuna do Norte), tesoureiro Walter Bichão (mencionado como patrono do futuro estádio) e diretor de esportes Antônio Rafael.

O correspondente não identificado ainda relata a realização do primeiro jogo do "Vasco da Gama" contra "ABC Football Club" local com a contagem favorável ao "cruzmaltino" macauense: 3 x 1.

E a formação da equipe vencedora sem identificar posicionamento em campo (alguns aparecem na lista de Fagundes): Jaú, Joaquim, Luiz, Canela, Walter, Pedrinho, Pedro, Artemio, João, Amaro e Silvestre.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (IV)

Vista panorâmica da cidade de Macau (litoral norte) no Estado do Rio Grande do Norte

Estádio "Walter Bichão"*

José Fagundes de Menezes

Tribuna do Norte (quinta-feira, 13/5/1954)


- Os desportistas macauenses estão se movimentando muito nestes últimos tempos. Inúmeros clubes de outras cidades tem visitado a terra das salinas e notado a ausência injustificável de uma praça de esportes digna do progresso do Município.

Mas, segundo notícias chegadas de Macau, um amigo do desporto bretão acaba de idealizar a edificação de um estádio, em terreno de sua propriedade, situado no Valadão...

... Não é possível que, enquanto outras cidades menores do interior do Estado voltam suas vistas com maiores atenções para o desporto, a rica e evoluída cidade de Walter Bichão, se negue a prestigiar a grande pretensão de Virgílio Barbosa.

Significativo tributo os macauenses conscientes prestariam a todas as gerações e a todos os ídolos do futebol macauense se surgisse um estádio, em cuja fachada e por justiça, se colocasse o nome de Walter Bichão, o mais conhecido e admirado futebolista do "Vasco da Gama" e do povo de Macau.

Esta homenagem seria sentida pelos que se foram (sic), como Golinha, Joaquim Bichão, Bandido... Joãozinho (aonde estará ele?) recordariam seus bons tempos. E os companheiros de Walter, que ainda vivem, se tornariam sensibilizados: Pedro Siqueira, Pedrinho de Paiva, Licor, Luís de Souza, Artêmio, Mendonça e Jaú.

Daqui, embora distante, enviamos o nosso voto de aplauso aos que lutam e não se esqueceram de Walter Bichão.


*OS NEGRITOS NOS PERSONAGENS SÃO DO BLOG. TODOS VÃO APARECER NA SEQUÊNCIA DA SÉRIE.

Duas raras imagens de Silva no juvenil botafoguense

Silva é artilheiro da equipe campeã carioca da categoria Júnior na temporada 1977

RESUMO DA PASSAGEM VITORIOSA DO CENTROAVANTE LUIZ CARLOS DA SILVA MATTOS (1958 - 2026) PELA BASE (SUB-20) DO BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS (RIO DE JANEIRO) COM INFORMAÇÕES DO SITE "DATAFOGO" E IMAGENS GENTILMENTE CEDIDAS PELO EDITOR CLÁUDIO FALCÃO

Bicampeão carioca – 1977/1978

1977

Jogos – 23 (dos 24 da campanha)

Gols – 12 (artilheiro da equipe)

1978

Jogos – não disponivel quantitativo de jogos disputados (campanha: 24 jogos)

Gols – 20 (artilheiro da equipe)

BFR (1978): Luís Cláudio, Chiquinho, Zanata, Miltão, Luiz Carlos, Nélio; Gil, Tita, Wecsley, Silva e Haerton


Uma fotografia rara do América em temporada esquisita

América: Mingo, Tiê, Erivando, Marcos Mandu, Val, Toté, Jorge Pinheiro, Lico, Carlinhos (?), Marcondes e Elder. Provavelmente este elenco é da participação em dezembro/1995 pelo Torneio Assis de Paula em Parnamirim/RN


TIME AMERICANO

Parte do grupo acima não correspondeu no campeonato estadual: fica fora da final e não evitou mais um tricampeonato do ABC (1993/95).

O clube abecedista ganhou os dois turnos e decidiu (20 de agosto) com a Desportiva do Vale de Ipanguaçu, sendo o alvinegro campeão mesmo derrotado: 0 x 1 (Zé Ivaldo).Na Série B terminou na posição 16 entre 24 participantes. (Fontes: revista "A Bola", "Blog do Tubasso" e site "Bola na Área")

ELOGIO DO LEITOR

O leitor e internauta Ronaldo Silva (em rede social): "Eu moro em Macau e nunca vi uma fotografia desse jogador, Walter Bichão; gostaria muito de saber um pouco mais da história dele. Parabéns pela manchete."

NOTA DO EDITOR: - Caro Ronaldo, estamos pesquisando, contextualizando e montando os artigos sequenciais sobre o inédito tema. Vem aí dados do articulista que deu ideia do nome de Walter Bichão, informações sobre a origem familiar e observações sobre os prefeitos que fizeram a obra, além do Vasco da Gama (1936), time amador do personagem.

ARBITRAGEM

O alagoano Márcio Santos Oliveira apita América x Laguna na Arena das Dunas neste domingo (17) pela segunda rodada do "returno" da primeira fase da Série D.

MORTE FUTEBOL CLUBE: o time do curioso nome já foi tema de reportagens exclusivas. Em andamento pesquisas para novas abordagens.

Envolvendo jornalistas, intelectuais, escritores, reportagens, entrevistas e artigos nos quais aparecem o "Morte". Os personagens:

Newton Navarro (pintor modernista), Sanderson Negreiros, Ticiano Duarte, Lenine Pinto e Veríssimo de Melo (jornalistas).

Entre as personalidades envolvidas, da turma do Ateneu, os escritores, o natalense Homero Homem de Siqueira e o currais-novense José Bezerra Gomes.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (III)

Flamengo de "dona Pretinha" campeão (1962) no campo do "Valadão" antes do novo estádio da cidade litorânea: Badoléo, Moçada, Ari Boboca, Zeca, Naldinho, Chico Macau, Zé de Hipólito (José Ribamar Cavalcante), Totinha, Veó e Véscio

"Estádio Walter Bichão". "Escreveu José Fagundes de Menezes". 
Desta forma. Título e assinatura da autoria. Do artigo publicado na Tribuna do Norte (quinta-feira,  13/5/1954).

Em seis parágrafos o articulista, provavelmente o vereador com assento na Câmara de Natal, trás a público a novidade para o município de Macau.

No depoimento Fagundes de Menezes ressalta o desenvolvimento das atividades esportivas na cidade, com foco no futebol.

O mais importante: declina o nome do personagem propulsor da homenagem ao futuro patrono do Estádio ainda inexistente.

Na sequência relaciona as pessoas historicamente envolvidas com o futebol, nos anos anteriores, ao menos até a década de 30.

Também veremos de quem se trata o articulista. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Blog No Ataque

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (II)

ABC local na abertura: Nel (presidente), Quinho, Bosco, Tuca, Bore, Poroca, Chuite, Maramba, Lila (diretores), Batista, Toinho, Dedé de Síria, Leleu e Renato Castanha

Prefeito J. B. do Carmo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em seguida a inauguração (domingo, 2/1/1972), pelo prefeito João Batista do Carmo, nas duas décadas seguintes nenhuma linha na imprensa da capital para esclarecer quem seria o homenageado com o nome no Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

O campo do "Valadão" era como se chamava antigamente o "retângulo" de areia cercado de avelós ("dedinho"), palco do amistoso da ABC da capital em 1963 diante do Flamengo de "Dona Pretinha", com o ponta-direita José Ribamar Cavalcante, hoje memorialista do futebol potiguar.

Este levantamento provisório havia sido feito pelo repórter alguns meses atrás e nova consulta às fontes impressas primárias nesta semana confirma ausência de qualquer dado pessoal ou biográfico além do nome de batismo.

A pista para começar a desvendar quem seria o misterioso personagem e patrono do equipamento esportivo macauense aparece quase que por um acaso, quando o redator pesquisa outros temas e personalidades.

E veio de um artigo publicado na primeira metade dos anos 50, como dito, no jornal diário Tribuna do Norte, cujo autor é identificado como "José Fagundes de Menezes".

Com o mesmo nome de um vereador com assento na Câmara Municipal de Natal. Desta forma será preciso também procurar elucidar este segundo assunto envolto em informações conflituosas.

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (I)

Aspecto do interior do "Walter Bichão" no município de Macau (litoral norte potiguar), com última reforma há 13 anos, na administração do prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

Prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator precisa deixar a mania de não anotar algumas informações surgidas inesperadamente.

Inclusive perguntas, dicas de assuntos ou temas para reportagens. Para não esquecer.

Como exemplo o autor da sugestão para o título desta série inédita.

O prefeito José Heliodoro de Oliveira começou a obra em 1967 e o vereador e sucessor João Batista do Carmo, empossado em janeiro de 1969, conclui o restante (em torno de 20 por cento) e inaugura (2/1/1972), com ampla cobertura do Diário de Natal.

O artigo do vereador em Natal, José Fagundes de Menezes, na Tribuna do Norte, no começo dos anos 50, advoga um campo de futebol para Macau tendo como patrono o jogador amador e "desportista" Walter Bichão.

Uma menção ao Fagundes de Menezes aparece, também na TN, na coluna do jornalista Woden Coutinho Madruga (1981) pelo lançamento do livro de Manoel Rodrigues de Melo sobre a imprensa potiguar.

A Ordem (terça-feira, 16/6/1936), na sessão "Pelos Municípios", noticia o surgimento do Vasco da Gama macauense com Wilton Bichão e Walter, certamente parentes bem próximos, na diretoria.

A diminuta nota do jornal diário vespertino católico cita a escalação do time alvinegro cruzmaltino, xará do famoso clube carioca, em amistoso com vitória sobre o ABC local.