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terça-feira, 5 de maio de 2026

Falece ponta-esquerda pernambucano do Alecrim e ABC (II)

Santa Cruz hexacampeão juvenil (1964): Zé, Neto, Biu (América/RN, Alecrim e ABC), Lúcio Mauro (Botafogo/PB), Inaldo, Moisés, Mocinho, Maurício, Cleto, Jaison (CRB, ABC e América), Dilson, Josenildo Domingos da Silva e Valdomiro Batista (treinador)/Imagem: Santa Cruz Futebol Clube

LENIVALDO MORAES ARAGÃO

Jornalista (24/5/2020)

O bordão “hexa é luxo” passou a ser uma marca registrada do Náutico depois da conquista iniciada no Campeonato Pernambucano de 1963 e encerrada em 1968.

O que nem todos sabem é que antes da façanha alvirrubra o Santa Cruz já tinha sido hexacampeão. Só que na categoria juvenil; por isso ninguém nem se lembra.

Aconteceu em 1964, sob a batuta do técnico Valdomiro Batista, Aquela meninada, a maioria, inclusive o treinador, já não está entre nós.

Um dos protagonistas da inesquecível conquista foi Ednaldo Tavares, o lateral-esquerdo "Mocinho", que, no próximo sábado (30), completará 73 anos de idade.

– A emoção do Hexa era sonho dos jogadores juvenis do da época. Só para lembrar, fomos hexacampeões invictos. Logo após fui convidado para jogar no Flamengo, mas o Santa deu entrada no meu contrato na FPF. Aí o Flamengo desistiu* – conta Mocinho.

Quanto ao apelido ele conta que, recém-nascido, uma menina foi vê-lo, dentro do berço, tendo feito este comentário: – Parece um mocinho. Ficou.

O ex-jogador lamenta o fato de muitos dos companheiros já terem morrido. – Mas há dois anos tive o prazer de encontrar Jailson e Josenildo, que ainda estão por aí – arremata.

*O atleta juvenil assinava um “contrato de gaveta”, registrado na Federação, quando o clube  achasse necessário. Com isso ele passava a ser oficialmente profissional e ficava com o passe preso, sem liberdade de escolha, ao contrário do que acontece hoje.

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