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| O treinador José Djalma ("Tenente"), último em pé, na época do Cosern (final dos anos 60), estava agregado ao pacote de jogadores do Globo Sport Club que foi para o tricolor natalense em 1965 |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
"Globo, em pleno sai-não-sai, fará amistoso com o Riachuelo". Notinha em duas colunas no Diário de Natal (sábado, 20/2/1965). Dois dias após o Conselho Deliberativo decidir pelo licenciamento do clube fabril.
Para preencher a tarde dominical o jornal aponta até o trio de arbitragem: Luiz Barbosa (Izinho), Nelson Luzia da Silva e José Brado. E a preliminar entre o Botafogo (do bairro das Quintas) e um misto do time naval.
Na edição da segunda-feira o DN insiste com o tema da desfiliação do alvirrubro da fábrica de móveis que empresta o nome: - Diretoria do Globo pode dar última forma: licenciamento. É marcada para a noite reunião entre os dirigentes José Adjalman Andrade da Silva, Leonio Fernandes e Pedro Ferreira.
Adjalman e Fernandes haviam sido entrevistado na sabatina no programa "O Assunto é o Seguinte...", patrocinado pelo "Gelol", na Rádio Poti, pelos jornalistas Everaldo Lopes Cardoso e Mário Dourado sobre o assunto do momento. E no tarde seguinte Globo 3 x 4 RAC, de virada, no Estádio Juvenal Lamartine. E no esfria sol Botafogo 2 x 3 Riachuelo (misto).
A novela continua na edição da terça-feira: - Diretoria do Globo reuniu-se mas nada de prático decidiu. Comparecem Leonio Fernandes (presidente), Manoel Vital (vice), Pedro Ferreira (diretor de esportes), José Adjalman (diretor de futebol), o conselheiro Vivaldo Costa e até jogadores, como Buru e Rodrigues, e como convidado o treinador tricolor (Farias).
O capítulo seguinte é resumido pelo excesso de títulos em torno do tema de uma nota só numa mesma edição: "Não houve exceções: todo o plantel do Globo passou-se para o Santa Cruz"; "Com a fusão é quase inevitável o licenciamento do Globo da FND"; "Tenente será o treinador do Santa Cruz, enquanto juvenis ficarão com o preparador físico "Poeta".


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