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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Do campo de futebol mossoroense para a academia (I)

Arte: Sérgio Mello/"História do Futebol"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Recentemente, em sete reportagens com personagens diversos, paralelos e contemporâneos pelo comum das abordagens, aparece uma personalidade histórica do futebol mossoroense do final dos anos 30 ao começo da década de 50.

No caso o centromédio “Loulinha”, Aires de certidão de nascimento. Ele é mencionado primeiro na reportagem: “O verdadeiro pai da obra que marcará a redenção do futebol mossoroense” (6/9/2023).

Título aproveitado da imprensa sobre a inauguração do Estádio Leonardo Nogueira (domingo, 4/6/1967).

Quando ele desfila pelos veteranos antes do aperitivo principal: o amistoso entre o selecionado mossoroense e o Ceará Sporting (0 x 2).

Ainda em 2023 (7 de dezembro) aparece na sétima reportagem da série “70 anos do passamento do artilheiro alvinegro Xixico”.

Referente ao atacante cearense Francisco Rodrigues dos Santos, oriundo do tricolor Fortaleza para o ABC, pelo qual atual entre 1930/40.

É relatado que “Xixico” joga pelo América, emprestado pelo alvinegro, no amistoso contra o Centro Esportivo Mossoroense (CEM), com Loulinha no elenco do clube preto e branco visitante. Derrota alvirrubra, 1 x 3 (sexta-feira, 6/1/1939).

Em julho deste ano (segunda-feira 7) é citado em outra série, agora sobre o contemporâneo e médico José Arset Leão de Moura, antigo atacante com passagens pelo Potiguar de Mossoró, América, ABC e Náutico.

E por fim, nas últimas semanas deste mês, aparece em quatro reportagens da série “Desvendando o mistério do goleiro Zé Augusto”.

No caso o cearense José Augusto Lopes, do Fortaleza, Estrela do Mar de Fortaleza e Maguari, requisitado para o futebol mossoroense em amistosos.

Esta nova abordagem com ele tem como pano de fundo a passagem pelo antigo Humaitá de Mossoró e citação do apelido em um trabalho de professores universitários.

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (VIII)

A Sapataria Magestic, de Luiz Romão, ficava em frente ao cinema da Rua Ulisses Caldas

Joaquim e medalhas

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Luiz Romão de Almeida instala a Sapataria Majestic em frente ao Royal Cinema (motivação da valsa "Royal Cinema" de Tonheca Dantas), na Rua Ulisses Caldas, no bairro da Cidade Alta, em 1922, e seis anos depois está envolvido na fabriqueta de doces e repassada ao companheiro de remadas no prateado estuário do Rio Potengi, Joaquim Mavignier de Noronha.

Joaquim Noronha é professor formado numa turma mista pela Escola Normal em 1920 e da turma do remo do Centro Náutico Potengi, conforme histórico depoimento ("Remo natalense até 1930") do magistrado e deputado federal Gil Soares de Araújo, radicado deste 1948 no Rio de Janeiro e falecido na capital dos cariocas.

Para o semanário O Poti (domingo - 11 de setembro de 1983) Gil Soares relaciona os afamados remadores contemporâneos: - Lupércio Calixto, Manoel e Mário Gurgel, Antônio Bento da Costa (Petit), Ricardo Severiano e Luiz Gonzaga da Cruz, Clodoaldo Bakker, Francisco de Paulo Melo (Canela de Ferro), Antônio Leite Monteiro, Dewett Nóbrega, Domício Guerra, Bianor Brandão, Luiz Vieira e Joaquim Mavignier de Noronha.

Professor Joaquim é o último dos
formandos na filha de baixo

"Que razões levariam um provençal a deixar a terra natal, Toulon, em meados do século XVII para estabelecer-se na cidade do Porto? No período muitos gauleses partiam da pátria em busca de oportunidades de trabalho em Portugal.

Católicos, não tiveram dificuldades em criar vínculos comerciais e matrimoniais no território luso. A partir da metrópole portuguesa poderiam desenvolver atividades econômicas com a promissora colônia no continente americano, o Brasil.

Os descendentes de Miguel Mavignier espalharam-se nas terras brasileiras contribuindo no desenvolvimento das mais diversas ocupações profissionais." Explica o professor e escritor potiguar Carlos Moura Mavignier de Noronha (neto de Joaquim M. de Noronha).

 

Luiz Romão e Joaquim Mavignier de Noronha foram companheiros do remo e regatas no Rio Potengi


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Brechando

Centro Náutico Potengi

Carlos Moura Mavignier de Noronha

Rio Grande, Terra dos Potiguares

Tribuna de Notícias

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (VII)

Avenida Tavares de Lira, no bairro da Ribeira, nos anos 20/Acervo: J. Gothardo D. Emerenciano

Cortez e a banca "Zepellin" colorarizada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Confeitaria, fábrica de doces e mais a sapataria “Majestic” na Rua Ulisses Caldas (1922), antes da fábrica de malas paralela a “Agência Pernambucana”, foram as principais atividades do empreendor paraibano Luiz Romão de Almeida em duas décadas na capital potiguar.

Apesar da informação aparecer ao menos em duas fontes segundárias – depoimentos ou artigos em papel de jornal – de que a agência de jornais e revistas teria sido fundada em 1920, é de bom alvitre exemplificar um registro mais formal em letra de forma.

Está lá, nas páginas dedicadas a capital e aos municípios do Rio Grande do Norte, do famoso Almanaque Laemmert de 1929, editado no Rio de Janeiro desde o II Reinado ou Império no século XIX.

Na mesma página (1014) em que constam informações sobre os presidentes dos clubes de futebol: ABC (Eneas Reis), América (José Gomes da Costa), Alecrim (Lauro Medeiros. Com endereço na Rua Amaro Barreto) e Paysandu Sport Club (Sílvio de Souza).

E clubes de remo: Centro Náutico Potengi (Otávio Lamartine), Sport Club Natal (o comerciante alemão Ernest Walter Luck) e do Conselho Superior de Sport Náutico (doutor Joaquim Inácio de Carvalho Filho).

Além da Liga de Desportos Terrestres (professor Luiz Soares de Araújo) e até do Tiro de Guerra, fundado em 1909 e com sede na Rua Uruguaiana, como presidente o jornalista e poeta Deolindo Lima.

A seção “Comércio, Indústria e Profissões” – advogados e provisionados na lista – Adauto Câmara, Alberto Roselli (pioneiro da arbitragem no futebol), Belarmino Lemos, Floriano Cavalcanti, Cícero Aranha (fundador do ABC), Francisco Ivo Cavalcanti, Nestor dos Santos Lima, Lins Bahia (nome de rua), Lélio Câmara, Oscar Wanderley, José Ferreira de Souza e outros.

Com escritórios na Avenida Rio Branco (Centro), Rua André de Albuquerque, Praça Pio X, Rua 13 de Maio (atual Princesa Isabel), Av. Sachet (Ribeira), Deodoro (Cidade Alta), Tavares de Lyra, Voluntários da Pátria e dois deles na redação do primeiro “Diário de Natal”.

Aponta as agências de despacho J. Lisboa e Companhia, Agência Miranda Limitada (Rua do Comércio), agência de vapores (ver “Navegação”) e a “Agência Pernambucana”, de Luiz Romão, Avenida Tavares de Lyra, 46 (48 já a partir de 1935).

O anúncio ou tópico da “Agência Pernambucana” aparece pela última vez na publicação carioca em 1940, já desde 1938 com ampliação do endereço ou dependências para a Travessa Venezuela 47.

E como concorrente a agência distribuidora de jornais e revistas com endereço na Avenida Rio Branco, 515, e pertencente ao depois vereador e prefeito de Natal Mário Eugênio Lira.

A concorrência da banca de revistas “Zepelim”, de Luiz Cortez, também na mesma rua da Cidade Alta, somente aparece no pós guerra.

segunda-feira, 25 de agosto de 2025

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (VI)

Etiqueta da fábrica de malas do
paraibano Luiz Romão de Almeida

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O gazeteiro paraibano Luiz Romão de Almeida vendia jornais nos trens da Great Western, na gare central da Ribeira, que se destinavam ao interior do RN (via Nova Cruz) e ao Recife.

Em 1916 passa a morar definitivamente na capital potiguar. E ao contrário do que se pensa também, para sobreviver – além da confeitaria – andou metido com uma fabriqueta de doces.

O sócio era Epitácio Lira, que supõem-se ser o futuro engenheiro civil, já em 1935, patrono de rua no bairro da Ribeira.

Não era do conhecimento do leitor potiguar, até agora, que, em paralelo a venda de jornais e revistas pela Agência Pernambucana, o empreendedorismo de Luiz Romão se voltava para outra atividade.

Atesta a etiqueta de identificação (fotografia) da pequena maleta existente no acervo do Museu Histórico Nacional, cujo site não deixa nenhuma margem de dúvida pela publicação da curiosidade.

Uma doação de Alice Marta Chaves Pereira. Usado em viagens de um oficial do Exército e família entre Natal e o Rio de Janeiro durante a II Guerra.

RELÍQUIA

O baú ou caixa de madeira internamente apresenta divisória com quatro arremates sugerindo reforços. Lateral com alças em ferro. Parte frontal, fechadura e prendedores articulados.

A tampa com duas dobradiças em ferro e reforçada nas quatro faces e parte superior com chapa laminada em flandres. No interior etiqueta com a inscrição da origem.

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (V)

A depender da  fisionomia, parecida com as duas imagens já publicadas, Luiz Romão de Almeida, em flagrante raro, no balcão da Agência Pernambucana, na Avenida Tavares de Lira

J. Mavignier de Noronha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Luiz Romão de Almeida, na virada de 20/30, foi dono de confeitaria vendida ao comerciante Joaquim Mavignier de Noronha (Natal, 10/7/1900 – 4/10/1985).

Era filho de Silvério Carlos de Noronha (Mossoró, 1853 – Natal, 1920) e Joaquina Maria Dantas Mavignier (1868 – 1918).

Família originária da região de Toulon, França (lado paterno: Miguel, nascido em 1663), com ramo materno português (Teresa da Rosa de Jesus: Cidade do Porto).

Silvério Carlos de Noronha

E ramificações em Mossoró, João Pessoa, capital paraibana, em Mamanguape, no Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.

O depois fiscal de rendas J. M. de Noronha, com José de Morais Gondim, Severo Alves da Câmara, Paulo Câmara, Nilson Patriota, Airton Gazzaneo Cabral, Murilo e Paulo Mariz, e outros, fundaram a Associação dos Auditores Fiscais do RN.

Noronha foi professor no Grupo Escolar Felipe Camarão, no Ceará-Mirim, e em 1936 é transferido para o “João Tibúrcio”, na capital. Em 1937 do “Augusto Severo” (Ribeira). Em 1942 é transferido como escriturário para a Fazenda.

No ano seguinte ocupa cargo no Conselho Regional de Desportos. Inclusive como secretário nomeado pelo presidente do CRD (maio), capitão Newton Machado Vieira.

Noronha era sogro do jornalista, escritor e folclorista Verissimo de Melo, o “Vivi” para os íntimos.

 

FONTES/IMAGENS

A República

Asfarn

Famílias Cearenses

Family Search

Geneanet

Geni

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (IV)

Biografia de J. M. de Macedo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Há quatro artigos em jornais impressos antigos que resumem e retratam com detalhes a trajetória do paraibano Luiz Romão de Almeida.

E a permanência e a relação, primeiro da “Agência Pernambucana”, em seguida do “Indicador” e do “serviço de autofalantes”, antes mesmo da II Guerra, com a sociedade.

Das fontes primárias duas são identificadas o autor: o professor macaibense José Melquíades de Macedo (1925 – 2001), primo do jornalista Ubirajara Raimundo Macedo (falecido em 2019), que escreveu a biografia do parente.

Os comentários memorialistas, com alguns pequenos reparos, foram publicados no extinto semanário dominical O Poti (12 e 19 de julho): “Luiz Romão, símbolo de uma época” (I e II).

R. Ubirajara Macedo

No mesmo semanário Luiz Romão aparece como personalidade na série “Natal vista por” (1983), em depoimentos de Natércio Gomes da Costa e da jornalista e escritora Rejane Cardoso, sobrinha do repórter esportivo Everaldo Lopes.

O terceiro artigo, sem autoria, foi publicado no jornal A Verdade, que, pelo decorrer do tempo, não lembro a vinculação, mas suspeito ligação com a Igreja Católica (a exemplo do antigo jornal diário vespertino A Ordem em 1935/53).

Os dois primeiros podem ser lidos na coleção de jornais do site da Biblioteca Nacional. O terceiro é encontrado em um site de genealogia.

Somente tenho a cópia de uma reportagem não assinada e veículo de mídia também não identificado, mas, certamente, se trata de um impresso natalense.

O texto é ilustrado com uma fotografia da cantora Glorinha Oliveira, que fez parte do cast de artista da Rádio Poti.

domingo, 24 de agosto de 2025

Raras imagens do fundador da Agência Pernambucana (III)

Luiz Romão de Almeida

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além da primeira fotografia publicada pela primeira vez no “Blog Chico Potengy” o JORNAL DA GRANDE encontra a ascendência do empresário Luiz Romão de Almeida em sites especializados em genealogia.

O personagem é filho de Francisco Romão de Souza e Josefa Romão de Almeida. O primeiro casamento com Laura Alves de Queiroz (1903 – 1931) na cidade natal dos noivos, Santa Rita/PB, em 6 de novembro de 1918.

Do enlace matrimonial nascem Portelo (?), o menino, provavelmente em 1921/22, e Elza (1923 – 2003).

Numa das fontes encontra-se mais uma foto rara, desta vez colorida, com o Luiz Romão já idoso.

Sendo uma “réplica” do busto de uma foto em família, talvez dos anos 60, 70 ou 80