Consulta

quarta-feira, 14 de junho de 2023

Novo editor do site cultural "Navegos" convoca os argonautas de Fernando Pessoa

Vibra, Clarim

O riso é a prova dos nove, como disse Oswald de Andrade! E no Brasil nunca foi tão necessário o sorriso.

Alexsandro Alves

leitor@navegos.com.br

Hoje é aniversário de Fernando Pessoa, que dia maravilhoso para a volta de Navegos! Pessoa, que cantou o mar português, o mar sem fim, o mar maior do que o grego ou o romano!

E reiniciamos, no aniversário de Pessoa, nossa navegação! Argonautas de tempos que nos geram desconfiança, tempos em que indivíduos, sempre aqueles indivíduos cheios de amor e de boas intenções, desejam proibir, para o nosso bem, até a expressão do riso.

Mas o riso sempre não foi diabólico? Atrás da risada há um diabinho, há malícia, há desconfiança! Viva, em tempos sombrios, o riso que é a libertação pela zombaria!

Eis o motivo de Navegos novamente zarpar! Estão prontos para a viagem? Não é prometido mar calmo, mas é garantida a satisfação! Vamos rir! Nem mesmo o amor é mais revolucionário do que o riso! O riso tem cara debochada, o riso provoca, o riso é o espanto mais filosófico da alma, por isso que tantas vezes foi proibido: há humanidade no riso, e ditadores não são humanos. Ditadores podem amar! Mas não toleram uma boa risada de escárnio.

Por isso, nesse país de sombras, saiamos da caverna aos risos, dançando como ciganos, rindo feito provocadores, como as bacantes de Dionísio! E sobretudo: escrevendo! A escrita é o nosso tirso que espetamos nas nádegas dos opressores!

Ria e escreva!

Porque junto com o riso, a escrita é a mais poderosa arma contra a opressão!

Como escreveu Pessoa:

“Vibra, clarim, mais alto! Vibra!

Grita a nossa ânsia já ciente

Que o seu inteiro voo libra

De poente a oriente”

Vibra, gargalhada!

Nosso clarim de poente a oriente na nossa face.

 

 

Franklin Jorge anuncia retomada do "Navegos" e apresenta novo editor

O Senhor Navegos

A volta de Navegos, revista eletrônica independente, é a bussola para navegantes livres, para a resistência necessária contra o autoritarismo! Nós somos a RESISTENCIA!

Franklin Jorge

leitor@navegos.com.br

Entrego a partir desta data a Editoria de Navegos a Alexsandro Alves, revista digital com mais de 300 mil leitores, o que a distingue das demais publicações em circulação entre nós. Escritor, poeta, professor da Rede Pública, cujo talento e a seriedade com que se dispôs a escrever para nossa honra.

Colaborador de primeira hora desta publicação que criei com o intuito de atrair a Colaboração  de pessoas capazes, aptas a fomentar através a escrita, o pensamento crítico que se faz necessário para que tenhamos, como o Recife e João Pessoa, uma cultura dinâmica e representativa, digna de escritores autênticos como Américo de Oliveira Costa, Edgar Barbosa, Luís da Câmara Cascudo e Nilo Pereira, que conheci de perto e tive a honra de desfrutar dos frutos dessa espécie de cultura literária que fez grande a língua portuguesa que temos mantido viva, pelo menos por enquanto, apesar de intervenções facciosas que prosperam sob regimes de exceção, como este a que estamos violentamente submetidos por vontade de políticos, togados e forças militares que se deixaram corromper, cada um desses segmentos por interesses próprios e particulares que no futuro algum pesquisador ou historiador isento trará à tona para estarrecimento de todos.

Autor de um livro que já surgiu como referência, animando-nos a resistir à mediocridade que contamina nossas instituições, da qual a Academia de Letras – chamada de ‘’Desletrados’’ por nossos irreverentes artistas jovens – é um microcosmo de anos e anos de descaso e pouca consideração com exigências de qualidade -, publicando uma obra que só pode ser pequena em seu número de páginas. Estética, Política & Conservadorismo [Editora Feedback, Natal, 2022], que tive a honra de editar pelo Selo Editorial que criei para publica meus escritos e a obra de meus amigos e autores de minha admiração, há de tornar-se muito consultado por quem preza ideias.

Creio que de tudo que intentei, para maior glória do Rio Grande do Norte, está a publicação desse livro notável por seus substratos estético e libertário. Alexandro Alves, poder-se-ia dizer, sem incorrer em equívocos, é efetivamente ‘’o Cara’’, de quem esperamos que se empenhe e colabore para que percamos esse ranço caracteristicamente provinciano.

Daqui pra frente serei apenas um eventual Colaborador de Navegos que já conta com nomes de grande expressão da nossa contemporaneidade.

Sucesso, Alexsandro.

 

Comercialização de marcas esportivas nos anos 20

Elenco do alvirrubro Esporte Clube Cabo Branco da Paraíba em 1920

José Vanilson Julião


Pela curiosidade do tema abro espaço inédito para o pioneirismo no futebol paraibano para tratar de uma curta reportagem do extinto jornal paraibano.

“O Norte” – ainda não incorporado ao condomínio dos “Diários Associados” – veicula uma pequena notícia em que se constata uma iniciativa pioneiro de comercialização de marca esportiva.


Na edição do sábado, 9 de julho de 1921, insere nota sobre a

iniciativa da firma paraense Salim Salles & Companhia em fabrica frascos de talco com as iniciais de dois clubes da capital paraibana (ainda não denominada João Pessoa).

O escritório de representações M. Morais & Cia oferece aos redatores amostras dos talcos “Esporte Clube Cabo Branco” e “Palmeiras Football Club”.

Sendo depositário exclusivo a firma Mesquita, Falcão e Companhia.

Com elegante embalagem ostentando os envoltórios os escudos dos “valorosos” clubes o impresso recomenda o produto pelo “perfume e propriedades hygienicas.”

 

NOTA DO REDATOR: Um ano antes o Cabo Branco enfrenta o ABC em Natal (25/7/1920). O alvinegro, inclusive, atua reforçado por dois americanos: Aníbal e Pinheiro, campeões no ano anterior.

Em 15 de agosto Eudoro Leopoldo, na nota “Covarde agressão”, reclama em “O Norte” o tratamento dado aos visitantes pelo jornal natalense “A Imprensa”.


FONTES/IMAGENS/FOTO

O Norte

Futebol Nacional

Jogos Perdidos

Segundo quadro do ABC em ação contra o primeiro Potyguar

A Praça Pedro Velho era assim no princípio do século XX. Passagem de burros com anacoretas.

José Vanilson Julião

Um ano e cinco meses após a fundação o elenco secundário do alvinegro entra em campo, no final de dezembro de 1916, para enfrentar o time principal do Potyguar Futebol Clube.

O primeiro clube de futebol com este nome era então mais velho que o alvinegro, pois surgiu seis anos antes ao lado do Natal Futebol Clube.

Potygyar, com Ypsilon mesmo, e o Natal são considerados pelo redator o primeiro clássico natalense, pelo número de jogos ou match-treinos envolvendo as agremiações pioneiras em 1910.

Ambos aparecem com poucos dias de diferença, entre maio e junho deste ano. E durante o primeiro e segundo semestre entram simultaneamente em atividade.

O jogo do alvinegro acontece a partir das sete horas do domingo (10). No “field” (campo) da Praça Pedro Velho, conforme anunciara na edição do sábado anterior o jornal “A República”.

Na terça-feira centenário impresso – desativado pelo governador Geraldo José Ferreira de Melo – veicula a resenha sobre o histórico jogo:

- Intensamente disputado, havendo bonita combinação de passes, admiravelmente feitos pelos jogadores do Potyguar, que, embora muitos jovens, enfrentaram com denodo a fortaleza do A. B. C., conseguindo honrar as cores do seu club, terminando o primeiro tempo pelo “score” de 1 x 1.

O placar final: 3 x 2 em favor dos abedecistas.

E também já foi assim, nas primeiras décadas do mesmo século, com poucas casas e o bondinho


FONTES/FOTOS

A República

Fatos e Fotos Natal Antiga

Tok de História

domingo, 11 de junho de 2023

Auxiliar técnico do Brusque perde para o ex-clube

Robson Agondi, que já foi goleiro do América, esteve no banco visitante esta noite na Arena das Dunas

A cobertura esportiva local provoca furos na atualidade

José Vanilson Julião

Quando acabou o jogo América/RN 2 x 1 Brusque, pela oitava rodada da Série C, eu continuava engolindo a corda de que o elenco de Santa Catarina havia sido comandado na beira do gramado pelo potiguar Luizinho Lopes.

Entretanto, depois de rever informações sobre o jogo, acabei sabendo que o clube quadricolor de Brusque, interior daquele estado sulista, teve a orientação do auxiliar técnico e ex-goleiro americano Robson de Oliveira Agondi, 52 anos.

A informação real encontrei no site de "O Município" (SC).

A conferência de dados desmascara a falta de confiabilidade na cobertura esportiva em geral.

Até o "Globo Esporte" em Natal apontou, erroneamente, na abertura da jornada, o treinador Luizinho Lopes.

Lopes está suspenso com dois cartões amarelos e ainda não estará no banco de reservas na próxima partida.

Fala Agondi: “Começamos mal a partida. Entramos no jogo a partir do momento em que sofremos o gol. Fizemos o que sabemos dentro de campo, o que o técnico Luizinho nos passou nestes sete meses.

E conseguimos empatar. No segundo tempo, voltamos melhores, tivemos algumas chances de gol, mas infelizmente, no final, eles fizeram o segundo gol.

Era para termos saído com uma vitória, para termos somado mais pontos. Mas, infelizmente, futebol é isso. É como se diz, aquele que não faz, toma, e foi isso que aconteceu.”

Robson jogou pelo América entre 2003/2004 e disputava a posição com Marcão.


sábado, 10 de junho de 2023

Uma viagem fantástica! (Nona Parte)

José Vanilson Julião

Ano de Copa do Mundo. No Brasil. A temporada futebolística promete ser efervescente. E foi. Com a derrota nacional perante o Uruguai.

Até o Vila Lustosa Futebol Clube abre 1950 com outra derrota de goleada para o Olimpicus (1 x 6). O adversário vence o primeiro tempo (0 x 3). Com mais um empate na preliminar e mesmo resultado.

No domingo (5/2) atuam enxertados com juvenis e semiamadores dos times da elite potiguar (alvinegros e alvirrubros principalmente):

Joca Madureira (do rubro-negro Clube Atlético Potiguar, o antigo Centro Esportivo), Cleodon, Eumar (irmão do ex-americano, futuro general e secretário de Segurança do Rio, Euclimar Lima da Silva, falecido no domingo, 12 de abril de 1998), Gilvan Cavalcanti Vieira, Fedozzi, Reinaldo Meu e Beú (alecrinense).

Presidente Humberto Nesi

Em maio (domingo 21) empata com o Botafogo no “Carrasco” (2 x 2). Na mesma terça-feira do noticiário “A Ordem” informa que o clube da Cidade Alta participa de torneio na categoria juvenil com a denominação “Humberto Nesi” (dirigente americano). Parece até que o mesmo redator escreve a nota para “O Diário”.

Dois meses depois uma notícia triste é publicada no jornal católico (quarta-feira, 26/7):

“VILA LUSTOSA FUTEBOL CLUBE – A diretoria ainda constrangida pelo falecimento do seu prezado amigo e ex-presidente Eimar Faustino Costa, em sessão ordinária daquela associação esportiva, resolveu por unanimidade constar em ata um voto de pesar pelo infausto acontecimento. Na mesma sessão ficou acertado designada uma comissão para ir pessoalmente levar ao senhor Avelino Faustino Costa e família os seus mais sinceros pêsames.

“Ocorrências policiais” dos Associados esclarece. Pelo delegado do município de Florânia (Seridó), dia 9, morre afogado, no açude “Carretão”, o jovem Eimar.

E a vida segue com os companheiros desfilando nos campos de pelada.

Enquanto desaparece de vez a atuação daquela imobiliária ou do corretor de imóveis com escritório na Ribeira nos dois últimos anos.

Uma viagem fantástica! (Oitava Parte)

Pedro Bala na ponta-direita no Bonsucesso. Valter Prado, o terceiro, esteve em Natal com o Taubaté

José Vanilson Julião

45 anos depois da primeira bola chegar ao Rio Grande do Norte e há 33 do surgimento dos três principais clubes de Natal ainda em atividades (ABC, América e Alecrim), a Vila Lustosa também faz parte da história do esporte. 

Até porque o colunista Woden Coutinho Madruga declina (pede socorro a Everaldo Lopes Cardoso) que o futebolista potiguar Demóstenes César da Silva saiu da comunidade famoso para trilhar nos campos carioca e da liga pirata colombiana.

Com o crescimento do núcleo habitacional fronteiriço as principais ruas do centro da capital potiguar, precisamente Cidade Alta, e ocupação acelerada durante e pós guerra, dos trechos descampados vizinhos do canal do baldo – que ia da Lagoa Manoel Felipe até o Oitizeiro da antiga usina termoelétrica – a rapaziada do lugar precisava de ocupação e o melhor do momento, fora o remo, era correr atrás do esférico de couro.

O primeiro registro da atividade futebolística do time representativo, que só poderia se chamar Vila Lustosa Futebol Clube, vem do “Diário de Natal” (quarta-feira, 2/6/1948), registrando jogo no mesmo dia, mas de uma semana antes, quando é goleado pelo Galícia (não o de Salvador/BA) por 0 a 6.

Entre os amadores da vila “Vavá”, futuro músico, nome de batismo Joaquim César da Silva Filho, a quem conheci nos anos 80 como morador do Conjunto Jiqui, no bairro de Neópolis, na Zona Sul de Natal. Para quem não sabe é irmão do Demóstenes lá de cima.

No elenco também o Totinha (funcionário do tribunal Regional Eleitoral), depois juvenil do América, assim como o artilheiro do Galícia natalense, Mucio “Magro” Nobre, depois residente nos Estados Unidos da América.

Outro registro em “A Ordem” (sábado, 30/71949): uma excursão ao município de São Gonçalo do Amarante. Curiosidade: um dos craques tem apelido “Pé de Seda”, diríamos similar ao “Pé de Ouro’, o estivador José Pedro dos anos 20, que participa da fundação do ABC e joga do América (1917) na Taça Campeonato, uma promoção do jornal “A Imprensa”, do coronel Francisco Justiniano Cascudo, pai do escritor Luís da Câmara.

O jornal Associado reporta que o elenco sai ao meio dia do domingo (5) com passagem ao preço de cinco cruzeiros. Com esta constituição: Rivaldo, Lourival, Albenir, Carrinho, Nilo, Bernego, Zeca, Pé de Seda, Valdecir e Joãozinho

Domingo (30/8), no recém inaugurado campo do América (no dia do aniversário), perante regular assistência, é goleado pelo suburbano Internacional (2 x 6). Nos times atletas que figuram em grandes e pequenos clubes que participam do Estadual:

Aede (juvenil americano), Luzan (Potiguar de Parnamirim e Rio Tinto paraibano), Raminho (Atlético, ABC e América), Pedro Balbino do Nascimento (29/6/1931), o Pedro Bala (América, Madureira, Bonsucesso, Ypiranga da capital paulista e Vasco da Gama), o referido Vavá e o atacante José Gorgonio (ABC e América).

Na primeira semana de outubro a primeira vitória do “Lustosa” contra o “Paquetá”, também no campo americano da Campos Sales, no Tirol, pela contagem mínima.

Encerra a temporada na primeira semana de novembro na mesma praça de esportes. Vence o Olimpicus (3 x 2). Com empate na preliminar: 2 a 2.

 

FONTES/FOTOS

A Ordem

Diário de Natal

Rubroanil

Só Súmulas