Consulta

terça-feira, 3 de março de 2026

Seridoense também defende rivais de Campina Grande

Campinense Clube (1988): Careca, Noronha, João José, Zé Neto, Hélio Show, Ademilson, Lima (massagista), Evandro, Evaristo, Almir, Assis Paraíba e Jorginho/Acervo pessoal: Noronha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não fosse o repórter ter despertado a curiosidade sobre a carreira do ex-jogador currais-novense Zé Neto o leitor/internauta em geral não teria maiores subsídios atualizados sobre o personagem.

Especificamente os torcedores dos clubes nordestinos, em especial potiguares, paraibanos e alagoanos, gentílicos dos estados por onde ele passou, como também os curiosos leitores de outras unidades federativas.

Consulta em um primeiro site ou blog especializado em fichas dos antigos jogadores o nome dele não consta nas relações do América/RN, ABC de Natal, Campinense e Treze.

Apenas um segundo site o relaciona em somente um clube, o Corintians (Caicó/RN), com o ano da passagem (1995), o último da carreira, e participação na Série C no segundo semestre.

No grupo da primeira fase da competição nacional enfrenta o ABC, Botafogo/PB, da capital João Pessoa, e o interiorano tricolor Santa Cruz (Santa Rita/PB).

A pesquisa encontra fotos raras com ele, inclusive desconhecidas pelo hoje enfermeiro nas secretarias estadual e municipal em Patos.

Foram cinco jogos. O sexto é cancelado por não influir na classificação. Seguem na competição o ABC, primeiro colocado, e o Botafogo/PB.

O tricolor da cidade do mesmo nome, na região metropolitana da capital paraibana, é lanterna da chave.

A sequência real da carreira: Zé Neto passa primeiro pelo rubro-negro (1988) e no ano seguinte é campeão pelo rival alvinegro.


FONTES

Bola na Área

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

O Gol

Súmulas Tchê

segunda-feira, 2 de março de 2026

Seridoense veste camisas vermelha e alvinegra (II)

O currais-novense Zé Neto é o antepenúltimo na fila do meio no "Galo da Borborema"

José Siderley Toscano de Menezes também
foi presidente do Potyguar de Currais Novos
e diretor da Federação de Futebol 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O empresário José Siderley Toscano de Menezes (1943 - 2017), fundador da primeira TV a cabo do Norte/Nordeste (1992), notório torcedor americano, foi quem conduziu a indicação do volante e meia José Joventino Cândido Neto.

Com o nome do avô abreviado para o "Zé Neto" assim fica conhecido no meio esportivo o hoje enfermeiro na cidade de Patos, interior paraibano, um dos reforços no começo da temporada de 1984.

No ano o América realiza 52 jogos, sendo 43 oficiais (41 pelo campeonato estadual e dois pela Taça CBF) e nove amistosos, sem contar as três partidas do Torneio Início, único troféu conquistado.

Ele começa o semestre entrando na maioria dos jogos, mas uma contusão de tratamento demorada o leva a sair do time principal. O que ocasiona a participação em menos da metade dos jogos do alvirrubro.

O América termina vice-campeão estadual no ano em que o campeão, o ABC, tem os artilheiros da competição estadual, Silva, Marinho Apolônio e "Dedé de Dora", no ataque de mais de cem gols.

No meio do ano de 1985 é contratado pelo ABC, permanece para 1986, sendo mais uma vez segundo colocado na primeira campanha do bicampeonato do Alecrim desde o título invicto esmeraldino (1968).

Em 1987 é vice-campeão potiguar pelo Baraúnas de Mossoró. E dois anos depois enriquece o currículo com a primeira faixa de campeão estadual pelo Treze de Campina Grande, o "Galo da Borborema".

Em contato via rede social assim se expressou Zé Neto: - Trabalhei com treinadores muito conhecidos e bons, entre os quais Erandy Montenegro, Paulo Mendes, Freitas Nascimento e Francisco Bezerra ("Vereador").


FONTES/IMAGENS

Blog do Sorrentino

Blog Toscano Neto

Blog do Zé Duarte

Family Search

Futebol 80

Seridoense veste camisas vermelha e alvinegra (I)

Zé Neto chega no ABC no começo do segundo semestre de 1985 e permanece para 1986

Baraúnas: Esmerino, Miranda, Nonato,
Eduardo (chamado "Joel Bangu"),
Zé Neto, Batista, Magno, Adson,
Carlinhos, Silva e Gaúcho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O currais-novense José Joventino Cândido Neto (27/12/1964), no mundo da bola "Zé Neto", aparece duas vezes no noticiário do Diário de Natal em 1983.
Como coadjuvante em notas sobre o meia do ABC José Gomes de Medeiros, o "Dedé de Dora", vindo do Potyguar (Currais Novos).
Nas quais é apontado como outra revelação e poderia ser aproveitado pelos clubes da capital do RN, principalmente ABC ou América.
E reaparece nos primeiros três meses do ano seguinte no alvirrubro: em treinamentos e amistosos com o Alecrim (1 x 1) e Campinense (3 x 2).
Além dos dois jogos oficiais pela primeira fase eliminatória do campeonato nacional (Taça CBF) contra o Ceará. Quando o alvirrubro é eliminado fora de casa no jogo da volta.
Zé Neto marca dois gols oficiais pelo alvirrubro: Torneio Início e campeonato estadual na vitória de 2 a 0 sobre o Riachuelo, o popular RAC. Veste a camisa alvirrubra em torno de 20 vezes (amistosos e partidas oficiais).
O DN (sexta-feira, 2/8/1985) anuncia o volante currais-novense como reforço indicado pelo recém contratado treinador abecedista Erandy Pereira Montenegro.
Zé Neto estava parado desde o começo do ano, depois de sair do América, e estaria propenso a jogar no campeonato interiorano. No alvinegro permanece até 1986 e no ano seguinte está no Baraúnas (Mossoró/RN).
Demais clubes: Treze, Campinense, Cruzeiro de Arapiraca (Alagoas), Ipanema/AL, Nacional e Esporte (ambos de Patos/PB), Atlético (Cajazeiras) e Corintians (Caicó/RN).

FONTES/IMAGENS
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Cruzeiropedia
Futebol do Interior
Futebol Nordestino
Futebol 80
Globo Esporte
No Ataque
O Gol
Safern
Terceiro Tempo
Acervo: José Ribamar Cavalcante

domingo, 1 de março de 2026

Segunda fotografia do Itabuna/BA com Hélcio Jacaré

ITABUNA ESPORTE CLUBE (1971): Luiz Carlos, Ailton, Americano, Neném, Piaba, Paulo, Santa Cruz (Adilson Ribeiro da Silva), Hélcio Batista Xavier ("Jacaré"), Bel, Zezinho e Jairo

RODAPÉ DE PÁGINA

José Vanilson Julião

Mês passado foram publicadas uma série numérica e reportagens alternadas envolvendo jogadores de fora e do Rio Grande do Norte com o apelido "Jacaré" adicionado ao nome de batismo.

Primeiro o atacante potiguar Marcos Gomes de Medeiros, que começou no infantil-juvenil e aspirante do ABC, chegando a titular, com carreira também no futebol cearense, primeiro no Calouros do Ar encerrando no Usina Ceará e pelo interior.

Também foi mencionado o mais famoso deles, o atacante Hélcio Batista Xavier, nascido na Baixada Fluminense (Estado do Rio de Janeiro), que começou no Bangu, passou pelo futebol baiano e cearense antes de chega em Natal, em 1973, indicado ao América pelo treinador Maurílio José da Silva, o "Velha".

E o norte-rio-grandense José Roberto do Nascimento Viana, que começou no Alecrim em 2007, rodou o Nordeste, passou por outros estados e, depois de pendurar as chuteiras, estaria morando no Ceará, onde foi ídolo com passagens pelo Icasa de Juazeiro do Norte.

Na conta também o catarinense Érmison José Leopoldo, com passagem curta no segundo semestre de 1998, pelo América de Natal, como reforço na Série A na tentativa de escapar do rebaixamento após o acesso de divisão em 1997. O atleta tinha como atração ser amigo do tenista "Barriga Verde" Gustavo Kuerten", o "Guga", campeão em "Roland Garros" (Paris).

"Santa Cruz" - Ainda interessante na fotografia ("Futebol Anos 70") a presença do atacante do Rio de Janeiro, Adilson Ribeiro da Silva, que chegou no primeiro semestre de 1973, indicação do mesmo "Velha", vindo da metrópole carioca no segundo semestre de 1972, a tempo de treinar o clube no campeonato brasileiro da Divisão Especial, equivalente a Série B.

JOGO-TREINO AMERICANO

Neste sábado 28, no Centro de Treinamento Abílio Medeiros (Parnamirim), América 6 x 1 Riachuelo. Gols: Antônio Villa (dois), Salatiel, Gustavo, Ricardo Lopes e Allan.

Para o "amistoso" na arena alvirrubra (Estádio José Vasconcelos da Rocha), o técnico Ranielle Ribeiro mandou a campo:

Renan Bragança (Lucas Araújo) Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues (Gustavo), Renzo (Jadson), Evandro (Charles), Coppetti (Judson), Antônio Villa (Allan), Souza (Galvan), Alisson Taddei (Iarley) (Ricardo Lopes), Cassiano (Joãozinho) (Nycollas Lopo) e Salatiel (Wellington Tanque) (Caio).

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Impresso repercute levantamento do blog sobre goleador

Wallyson e o presidente do
ABC Eduardo Machado

Gol 100 de Wallyson pelo alvinegro gera polêmica sobre data

"Tribuna do Norte" (14/2/2026)


O "Frasqueirão" viveu uma tarde especial no sábado 7/2, dia do último confronto da primeira fase do Campeonato Potiguar entre ABC e QFC. O corredor humano formado pelos jogadores, o aplauso compassado da Frasqueira e a entrega da camisa emoldurada pelas mãos do presidente Eduardo Machado compuseram o cenário perfeito para celebrar o que o ABC anunciava como o centésimo gol de Wallyson com a camisa alvinegra — marcado na partida anterior, contra o Potyguar Seridoense. A festa estava pronta, o roteiro impecável e o ídolo, emocionado. Mas, enquanto o clube comemorava, uma descoberta silenciosa — e extremamente bem documentada — já havia colocado em xeque a contagem oficial.

Kolberg entrega um dos livros autorais
ao memorialista José Ribamar Cavalcante

A fagulha dessa discussão nasceu longe dos holofotes, fruto do trabalho minucioso do jornalista José Vanilson Julião, pesquisador dedicado à memória do futebol potiguar, e do também jornalista e bacharel em Direito Kolberg Luna, autor dos livros “45, um tempo de futebol e de um poema” e “Ribamar, o guardião da memória do futebol potiguar”. Juntos, eles revisitaram arquivos, súmulas, jornais antigos e registros esquecidos, chegando a uma conclusão que alteraria a linha do tempo do maior ídolo recente do ABC: o centésimo gol de Wallyson não aconteceu em 2026, mas sim em 22 de março de 2025, em pleno Clássico Rei, na Arena das Dunas.

JVJ levantou o questionamento para Kolberg
ratificar em artigo exclusivo para o blog

“A ideia do alerta não foi de questionar a façanha, que é grandiosa e extraordinária. Wallyson escreveu mais uma página na sua belíssima história no ABC FC, deverá ultrapassar Albano e Paulo Izidro e se tornar o terceiro maior artilheiro do clube de todos os tempos. Essa é a tendência! Ocorre que se a contagem tivesse sido mais detalhada, a torcida alvinegra teria vibrado com o centésimo gol exatamente diante do maior adversário, o que, sem sombra de dúvidas, traz outra dimensão para o feito”, destacou Kolberg Luna.

A origem da divergência remonta ao início da carreira do atacante. Em 16 de abril de 2006, jovem, desconhecido e ainda tendo o nome grafado como “Wallynson” pela imprensa da época, o jogador marcou seu primeiro gol pelo ABC em um amistoso contra o Corinthians de Caicó, no estádio Maria Lamas Farache. Esse gol, por não ter caráter oficial, foi ignorado pelo clube nas contagens posteriores. Para Julião e Luna, porém, a história não pode ser escrita com lacunas: se a bola entrou, se há registro, se há súmula, então o gol existe — e deve ser contabilizado.

A partir dessa premissa, a dupla recontou a trajetória do atacante e chegou ao ponto chave da polêmica: a partida América 1 x 1 ABC, válida pela ida da final do Campeonato Potiguar de 2025. Diante de 12.955 torcedores e sob arbitragem de Tarcísio Flores da Silva, Wallyson abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. O América empataria apenas no fim, com Souza, mas o que importa para a história é o que veio antes: aquele gol, registrado oficialmente, seria o verdadeiro 100º da carreira do Mago pelo ABC.

A ficha técnica reforça a solidez da descoberta. O ABC, comandado por Evaristo Piza, entrou em campo com Felipe Garcia, Ezequiel, Windson, Bruno Bispo, Manoel, Wellington Reis, Randerson, Adeílson, Joãozinho, Danilo Alves e Wallyson. O América, treinado por Moacir Júnior, tinha Renan Bragança, Ricardo Luz, Iran, Guilherme Paraíba, Rennan Siqueira, Ferreira, Davi Gabriel, Souza, Ítalo, Henrique e Giva. Nada ali é fruto de memória oral ou suposição: tudo está documentado, registrado e preservado.

Com isso, a linha do tempo ganha novos contornos. O gol de 2006 passa a ser o primeiro e, assim, o gol contra o América, em 2025, se transformou no centésimo da carreira do maior ídolo dos abecedistas na era Frasqueirão. E o gol celebrado agora, contra o Potyguar, assume o papel de 101º — ainda que oficialmente o clube mantenha a marca redonda para fins de uma justa homenagem.

A descoberta, longe de diminuir a festa, acrescenta profundidade à causa e reforça uma lição: todos os registros no futebol devem ser levados em conta, amistosos ou não. Importa o que está escrito na súmula. Para um jogador que sempre encarnou o espírito do Clássico Rei, há algo ainda mais poético no fato de que o centésimo gol de um ídolo abecedista tenha acontecido justamente em um duelo contra o maior rival, em uma final. É como se a história, mesmo ignorada por um tempo, tivesse encontrado uma forma de homenagear Wallyson da maneira como ele mais desejaria.

No fim, a homenagem prestada pelo ABC permanece justa e merecida. Wallyson alcançou um patamar raríssimo no futebol moderno, e a celebração no Frasqueirão traduz o carinho de uma torcida que o viu crescer, partir, voltar e se eternizar. Mas, graças ao trabalho rigoroso de José Vanilson Julião e Kolberg Luna, a história agora entrou no rumo correto.

A matemática pode ser questionada. A idolatria daqueles que conseguem marcar época, jamais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O jogador americano parente do fanático abecedista

Marcelo Petrovich é sobrinho-neto do antigo
jogador do América de Natal Petrovich

Jota Valdeci

Especial


Bastante conhecido em rede social o torcedor Marcelo Antonio Iorio é filho de Enelio Antônio Galvão Petrovich, que vem a ser filho do falecido advogado e escritor Enelio Lima Petrivich, "eterno" presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

A família é descendente do imigrante Matheus Petrovich, comerciante instalado no bairro da Ribeira no começo do século passado.

O trisavô austríaco Nicolau Bigois e família

O estrangeiro foi casado com uma descendente de outro europeu chegado ao Rio Grande do Norte na última década do século XIX, o também comerciante e austríaco Nicolau Bigois.

O casal Matheus/Ana gera Célio, bisavô de Marcelo, portanto sobrinho-Neto de Luiz Gonzaga Petrovich, antigo atacante, geralmente de posição ponta-esquerda, no Santa Cruz e no América, nos anos 30/40.


Luiz Gonzaga, dentro de campo chamado Petrovich, foi estafeta interino e depois efetivo, em meados dos anos 20/30, dos Correios.


MAIS DETALHES NA REPORTAGEM "Imagem rara conta história do amistoso intermunicipal - VI" (domingo, 14/9/2025)


FONTES/IMAGENS

Agora RN

Almanaque Laemmert

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Novo Jornal

Family Search

Jornal da Grande Natal

América na segunda divisão da liga de futsal


Estão definidos os 16 clubes da segunda divisão da principal liga nacional de futsal. A primeira edição começa em abril.

A LNF Silver é a nova divisão criada pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Como campeonato de acesso à elite da agora chamada de LNF Gold.

A mudança está sendo implementada e representa um marco no calendário nacional, criando um sistema de promoção e rebaixamento.

A ideia é estimular a profissionalização de times menores ou emergentes; fortalecer o futsal com times de diferentes regiões.

Formato da competição

A disputa tem fase de pontos corridos e playoffs eliminatórios com os times classificados entre os melhores avançando às fases decisivas.

Os finalistas garantem acesso direto à "Gold" e o terceiro colocado disputa vaga extra em confronto de acesso/descenso com um time da elite.

Além disso a Copa LNF, torneio eliminatório que reúne clubes das duas divisões em confrontos únicos.

Os participantes vêm de 10 estados do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. dobra o número de estados em comparação ao formato anterior.

Fonte: "Blog Um Grande Escudeiro"