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domingo, 11 de janeiro de 2026

O potiguar no Flamengo antes do mossoroense Dequinha (IV)

Flamengo: Biguá, Newton Canegal, Job (o norte-riograndense do título da série chega ao Rio de Janeiro bem jovem sem passar pelo ABC e América de Natal), Valter Miraglia, Garcia (goleiro paraguaio), Jayme de Almeida, Jorge de Castro, Gringo, Zizinho, Lero e Barros

37 anos da morte de Biguá neste 9 de janeiro

Tadeu Miracema

Moacir Cordeiro, o Biguá, paranaense de Irati, nasceu em 22 de março de 1921, foi um lateral-direito veloz, de ótima impulsão e elasticidade, marcação forte e um dos pioneiros no apoio ao ataque.

Tinha o corpo franzino, mas era um verdadeiro gigante em campo e temido pelos atacantes da época, pois fazia uma marcação sempre implacável. Até o surgimento de Leandro era considerado o maior lateral-direito da história do Flamengo.

Começou a carreira no extinto Savóia de Curitiba, logo se transferindo para o Flamengo – 388 jogos e 10 gols (tricampeão carioca em 1942/43 e 44). Por ser um jogador de muita movimentação dentro de campo, quando precisava jogava até no meio, Biguá passou a conviver com muitas lesões.

O que encurtou sua carreira, obrigando-o a encerrá-la no próprio Flamengo, em 1953. Vestiu a camisa do Brasil em 6 jogos, todos oficiais, no ano de 1945. Morreu no Rio de Janeiro, aos 67, em 09 de janeiro de 1989. 

sábado, 10 de janeiro de 2026

América estreia com goleada no campeonato estadual

Substituições do treinador Ranielle Ribeiro decidem  em favor do alvirrubro. Mas o nome do jogo, mais uma vez, foi o craque Souza, com a assistência para o gol inaugural e duas bolas na trave do goleiro Wesley, do Potyguar Seridoense, na tarde deste sábado

FICHA TÉCNICA

América 4 – 1 Potyguar

Data: sábado, 10/11

Competição: Estadual

Estádio: José Vasconcelos da Rocha

Cidade: Parnamirim/RN

Árbitro: José Magno Teixeira do Nascimento/RN

Gols: Salatiel 3, Charles 22/2 (contra), Joãozinho 24/2, Heliardo 41/2 e Antônio Villa 46/2

América: Lucão, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Charles (Evandro), Copetti, Alexandre Aruá, Souza (Allan César), Cassiano (Antônio Villa), Iarley (Joãozinho) e Salatiel (Heliardo). Treinador: Ranielle Ribeiro

Potyguar: Wesley, Netinho (Vitinho), Davi, Maquita, Moisés (Tarcísio), Gabriel, Boquinha, Nino, Roberto, Khevin (Gabriel Silva), Robertinho e Fechale. Treinador: Anderson Lima

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (IV)

O sargento Tong Ramos Viana
depois se tornou oficial-médico

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A mulherada também tinha o jornal, com seis páginas, para chamar “de seu”. O Sport. Vinculado ao Centro Esportivo Feminino. O primeiro número circula em 8 de maio de 1935. Como diretora Denize Albuquerque e redatoras Lígia Bezerra e Lourdes Garcia.

No segundo ano o número 21 circula em 10 de março de 1937, ‘dizendo-se exclusivamente feminino”, agora com a direção da intelectual Clarice da Silva Pereira Palma, e as mesmas redatoras. Com redação na Rua 13 de Maio (atual Princesa Isabel). Assinatura anual, avulso e número atrasado com o preço no tempo dos réis.

Entre os jornais especializados da década de 30/40 ainda se conta com O Atleta de Djalma de Albuquerque Maranhão, alvo de reportagens neste blog recentemente, surgido em 1938 com duração até meados do ano seguinte.

Além do semanário O Esporte, sediado na Rua Coronel Bonifácio, tem disponibilizado o número um do segundo ano de circulação (27 de abril de 1946).

Com o seguinte corpo redacional: o eterno abecedista Vicente Farache Neto (diretor-gerente), Valdemar Araújo (redator-chefe), um dos fundadores do extinto Diário de Natal, e Roberval Pinheiro Borges (secretário), depois redator esportivo da Tribuna do Norte.

Colaboradores: Murilo Melo Filho, Wlademir Limeira, Adalberto Véras, Manoel Fernandes de Oliveira, Jandir Costa, Walter Pedrosa, Tong Ramos Viana (sargento do Exército, carioca na guerra em Natal, e árbitro), Cláudio Pignataro, Inácio Pires e outros.

Não tinha assinaturas, preferia a venda avulsa: Cr$ 0,60 e número atrasado 1,00 Cruzeiro. O escritor Manoel Rodrigues de Melo, no livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte” (1987), diz que era bem impresso, provavelmente nas oficinas da gráfica de A República.

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (III)

Jornalista Kerginaldo Cavalcanti

JOSÉ VANILSON JULIÃO

É notório entre os pesquisadores o noticiário esportivo em A República e A Imprensa – patrocinadora do torneio “Taça Campeonato” em janeiro-fevereiro de 1917 – mas outros jornais não especializados também fazem a cobertura esportiva na época.

O exemplo categórico vem de A Notícia (número 1, 13 de maio de 1921), do diretor-gerente Anfilóquio Câmara e do redator-chefe e advogado, deputado estadual (1918-1920) Kerginaldo Cavalcanti de Albuquerque (Natal, 1895 – Rio de Janeiro, 1984).

Desta forma: “Athletismo – Remo – A regata de hoje”. O jornalzinho semanal, no tamanho, detalha genericamente a segunda regata do ano envolvendo atletas do alvinegro Centro Náutico Potengi e do rubro-negro Sport Club de Natal.

No finalzinho o periódico da Praça Padre João Maria (Cidade Alta) insere a notinha “Football” sobre o início da temporada “sob os auspícios da Liga de Desportos Terrestres.”

Na edição seguinte (21/5) informa o resultado da regata. Com vitória do Centro pela terceira vez. E a conquista definitiva do “lindo troféu artístico Lancement de Bateau, na importante prova clássica “Aníbal Leite Ribeiro”.

O Centro ainda consegue vencer mais cinco provas, perdendo três do total de nove páreos.

Devido a morte do sócio, o jovem Mário Veiga, a soirée dançante comemorativa no “Natal Club” é adiada desta data (21) para o outro sábado (28).

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (II)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além do tradicional jornal A República, em circulação deste 1889, as primeiras notícias esportivas na segunda metade dos anos 10 e começo da primeira metade da década de 20, eram costumeiramente veiculas no periódico A Imprensa, controlado pelo comerciante e coronel Francisco da Câmara Cascudo.

Depois é que começaram a aparecer os impressos especializados para a cobertura esportiva, principalmente e quase somente, dedicados as modalidades mais em voga na época, no início da consolidação dos principais clubes futebol e do remo, com as regatas no estuário do Rio Potengi.

A maioria destas mídias com pequenas tiragens, formatos diminutos e poucas páginas (em geral no máximo quatro) está inserida no conhecido livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte – 1909-1987” (Cortez Editora), do escritor Manoel Rodrigues de Melo (Macau/RN, 7/7/1907 – Natal, 29/2/1996).

Manoel Rodrigues de Melo

Em ordem alfabética o primeiro a ser descrito é O Leme. Destaca a publicação do hino do Sport Clube de Natal, fundado em 1915, depois do rival Centro Náutico Potengi, e após o ABC e América. Letra em parceria dos poetas Othoniel Menezes de Melo e Carmino Romano.

Em seguida o Natal Deportivo. Com descrição do número 13 (nova fase em 27/11/1921) com a direção de Ábia Barros e colaboradores: Aníbal Leite Ribeiro, Virgílio Trindade (pseudônimo Viriato), “K. N. Ludo”, Marciano, Netuno, Júlia, “Pé de Anjo”, Marié e Bezerra Júnior. Era impresso na Papelaria e Tipografia Augusto Leite. Com o lema “Chiste, elegâncias, desportos e literatura”.

Depois O Remo. Com primeira edição de 15 de novembro de 1920 e segundo número datado do dia 19 do mesmo mês. Entregue pelo Júlio Sena ao autor da obra como pertencendo ao “Clube do Remo” (não confundir com a agremiação de Belém, a capital do Estado do Pará, ao norte do país).

E por último o nosso conhecido Sportivo. Com a colaboração do poeta potiguar Amaro Barreto Sobrinho (autor do hino do Centro Sportivo Natalense), que, posteriormente, andou pelo Amazonas, e retornou ao Rio Grande do Norte, a tempo de saudar os rapazes da “Seleção Fantasma do Nordeste” em 1935.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (I)

Aspecto da Avenida Rio Branco (Cidade Alta) em 1920/Imagem: "Natal das Antigas"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nem só do jornal A República vivia o noticiário esportivo da capital potiguar nas três primeiras décadas do século XX. O blog dá dois exemplos da tímida concorrência.

Com quatro folhas o jornal bimensal Sportivo aparece em 5 de outubro de 1919 vinculado ao Cento Sportivo Natalense.

Com sede na Avenida Rio Branco, número 103, no bairro da Cidade Alta (Centro), tem como diretor Arnaldo Fagundes e secretário João Café Filho.

A primeira página consta de um editorial de apresentação e uma reportagem central em homenagem ao vice-presidente da Liga desportiva (Moisés Soares).

Além de uma sobre o jornal “Natal Desportivo” e uma notícia da segunda partida de handebol feminino entre o ABC e o Centro.

A página dois tem como destaque a transcrição do hino do Centro, uma composição do poeta Barreto Sobrinho. E mais uma notinha sobre o aniversário de Alberto Maranhão.

REMO E FUTEBOL

O segundo jornal esportivo é O Leme com o primeiro número datado de 12 de junho de 1921.

Com os seguintes slogans lado a lado do título: “Tudo pela Pátria e o Sport” e “O ideal sportivo paira acima das paixões partidárias”.

Na capa um “clichê” (fotografia) de Clidenor Lago (presidente do Sport Club de Natal) e homenagem.

Destaque para o noticiário da página quatro sobre o jogo ABC 2 x 3 Centro. O alvinegro abre dois gols no primeiro tempo e o tricolor vira na etapa complementar.

São poucos os detalhes dos lances, além da citação de alguns players de ambos os lados: Moura, Aparício, Bilro, Gentil e Zacarias, que teria “aprontado uma das suas”...

América classificado pela terceira vez em 12 participações

A garotada americana vai bem na "Copinha"

COPA SÃO PAULO JÚNIOR

Ao final da terceira rodada da tradicional competição de base comemorativa da capital paulista o América/RN se classifica para a próxima etapa.

Pelo grupo três, em Tanabi, o alvirrubro de Natal venceu neste sábado o Sobradinho/DF por 3 x 2, com gols de Brenno (dois) e Netinho.

Henrique abre a contagem para o representante de Brasília nos descontos. Netinho empata no tempo complementar. Bruno, de pênalti, empata. A virada com Brenno, o primeiro aos 32.

A equipe americana termina a primeira fase com seis pontos em três partidas. duas vitórias e uma derrota.

O clube da capital do Rio Grande do Norte havia se classificado para a segunda fase duas vezes anteriormente: 2011 e o ano passado.

Sendo eliminado, respectivamente, pelo Santos e São Paulo. Foram duas goleadas dos grandes paulistas.

URGENTE: O América enfrenta o Sport Recife na segunda fase. O jogo acontece na segunda ou terça-feira.