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domingo, 11 de janeiro de 2026

O potiguar no Flamengo antes do mossoroense Dequinha (IV)

Flamengo: Biguá, Newton Canegal, Job (o norte-riograndense do título da série chega ao Rio de Janeiro bem jovem sem passar pelo ABC e América de Natal), Valter Miraglia, Garcia (goleiro paraguaio), Jayme de Almeida, Jorge de Castro, Gringo, Zizinho, Lero e Barros

37 anos da morte de Biguá neste 9 de janeiro

Tadeu Miracema

Moacir Cordeiro, o Biguá, paranaense de Irati, nasceu em 22 de março de 1921, foi um lateral-direito veloz, de ótima impulsão e elasticidade, marcação forte e um dos pioneiros no apoio ao ataque.

Tinha o corpo franzino, mas era um verdadeiro gigante em campo e temido pelos atacantes da época, pois fazia uma marcação sempre implacável. Até o surgimento de Leandro era considerado o maior lateral-direito da história do Flamengo.

Começou a carreira no extinto Savóia de Curitiba, logo se transferindo para o Flamengo – 388 jogos e 10 gols (tricampeão carioca em 1942/43 e 44). Por ser um jogador de muita movimentação dentro de campo, quando precisava jogava até no meio, Biguá passou a conviver com muitas lesões.

O que encurtou sua carreira, obrigando-o a encerrá-la no próprio Flamengo, em 1953. Vestiu a camisa do Brasil em 6 jogos, todos oficiais, no ano de 1945. Morreu no Rio de Janeiro, aos 67, em 09 de janeiro de 1989. 

sábado, 10 de janeiro de 2026

América estreia com goleada no campeonato estadual

Substituições do treinador Ranielle Ribeiro decidem  em favor do alvirrubro. Mas o nome do jogo, mais uma vez, foi o craque Souza, com a assistência para o gol inaugural e duas bolas na trave do goleiro Wesley, do Potyguar Seridoense, na tarde deste sábado

FICHA TÉCNICA

América 4 – 1 Potyguar

Data: sábado, 10/11

Competição: Estadual

Estádio: José Vasconcelos da Rocha

Cidade: Parnamirim/RN

Árbitro: José Magno Teixeira do Nascimento/RN

Gols: Salatiel 3, Charles 22/2 (contra), Joãozinho 24/2, Heliardo 41/2 e Antônio Villa 46/2

América: Lucão, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Charles (Evandro), Copetti, Alexandre Aruá, Souza (Allan César), Cassiano (Antônio Villa), Iarley (Joãozinho) e Salatiel (Heliardo). Treinador: Ranielle Ribeiro

Potyguar: Wesley, Netinho (Vitinho), Davi, Maquita, Moisés (Tarcísio), Gabriel, Boquinha, Nino, Roberto, Khevin (Gabriel Silva), Robertinho e Fechale. Treinador: Anderson Lima

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (IV)

O sargento Tong Ramos Viana
depois se tornou oficial-médico

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A mulherada também tinha o jornal, com seis páginas, para chamar “de seu”. O Sport. Vinculado ao Centro Esportivo Feminino. O primeiro número circula em 8 de maio de 1935. Como diretora Denize Albuquerque e redatoras Lígia Bezerra e Lourdes Garcia.

No segundo ano o número 21 circula em 10 de março de 1937, ‘dizendo-se exclusivamente feminino”, agora com a direção da intelectual Clarice da Silva Pereira Palma, e as mesmas redatoras. Com redação na Rua 13 de Maio (atual Princesa Isabel). Assinatura anual, avulso e número atrasado com o preço no tempo dos réis.

Entre os jornais especializados da década de 30/40 ainda se conta com O Atleta de Djalma de Albuquerque Maranhão, alvo de reportagens neste blog recentemente, surgido em 1938 com duração até meados do ano seguinte.

Além do semanário O Esporte, sediado na Rua Coronel Bonifácio, tem disponibilizado o número um do segundo ano de circulação (27 de abril de 1946).

Com o seguinte corpo redacional: o eterno abecedista Vicente Farache Neto (diretor-gerente), Valdemar Araújo (redator-chefe), um dos fundadores do extinto Diário de Natal, e Roberval Pinheiro Borges (secretário), depois redator esportivo da Tribuna do Norte.

Colaboradores: Murilo Melo Filho, Wlademir Limeira, Adalberto Véras, Manoel Fernandes de Oliveira, Jandir Costa, Walter Pedrosa, Tong Ramos Viana (sargento do Exército, carioca na guerra em Natal, e árbitro), Cláudio Pignataro, Inácio Pires e outros.

Não tinha assinaturas, preferia a venda avulsa: Cr$ 0,60 e número atrasado 1,00 Cruzeiro. O escritor Manoel Rodrigues de Melo, no livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte” (1987), diz que era bem impresso, provavelmente nas oficinas da gráfica de A República.

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (III)

Jornalista Kerginaldo Cavalcanti

JOSÉ VANILSON JULIÃO

É notório entre os pesquisadores o noticiário esportivo em A República e A Imprensa – patrocinadora do torneio “Taça Campeonato” em janeiro-fevereiro de 1917 – mas outros jornais não especializados também fazem a cobertura esportiva na época.

O exemplo categórico vem de A Notícia (número 1, 13 de maio de 1921), do diretor-gerente Anfilóquio Câmara e do redator-chefe e advogado, deputado estadual (1918-1920) Kerginaldo Cavalcanti de Albuquerque (Natal, 1895 – Rio de Janeiro, 1984).

Desta forma: “Athletismo – Remo – A regata de hoje”. O jornalzinho semanal, no tamanho, detalha genericamente a segunda regata do ano envolvendo atletas do alvinegro Centro Náutico Potengi e do rubro-negro Sport Club de Natal.

No finalzinho o periódico da Praça Padre João Maria (Cidade Alta) insere a notinha “Football” sobre o início da temporada “sob os auspícios da Liga de Desportos Terrestres.”

Na edição seguinte (21/5) informa o resultado da regata. Com vitória do Centro pela terceira vez. E a conquista definitiva do “lindo troféu artístico Lancement de Bateau, na importante prova clássica “Aníbal Leite Ribeiro”.

O Centro ainda consegue vencer mais cinco provas, perdendo três do total de nove páreos.

Devido a morte do sócio, o jovem Mário Veiga, a soirée dançante comemorativa no “Natal Club” é adiada desta data (21) para o outro sábado (28).

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (II)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além do tradicional jornal A República, em circulação deste 1889, as primeiras notícias esportivas na segunda metade dos anos 10 e começo da primeira metade da década de 20, eram costumeiramente veiculas no periódico A Imprensa, controlado pelo comerciante e coronel Francisco da Câmara Cascudo.

Depois é que começaram a aparecer os impressos especializados para a cobertura esportiva, principalmente e quase somente, dedicados as modalidades mais em voga na época, no início da consolidação dos principais clubes futebol e do remo, com as regatas no estuário do Rio Potengi.

A maioria destas mídias com pequenas tiragens, formatos diminutos e poucas páginas (em geral no máximo quatro) está inserida no conhecido livro “Dicionário da Imprensa no Rio Grande do Norte – 1909-1987” (Cortez Editora), do escritor Manoel Rodrigues de Melo (Macau/RN, 7/7/1907 – Natal, 29/2/1996).

Manoel Rodrigues de Melo

Em ordem alfabética o primeiro a ser descrito é O Leme. Destaca a publicação do hino do Sport Clube de Natal, fundado em 1915, depois do rival Centro Náutico Potengi, e após o ABC e América. Letra em parceria dos poetas Othoniel Menezes de Melo e Carmino Romano.

Em seguida o Natal Deportivo. Com descrição do número 13 (nova fase em 27/11/1921) com a direção de Ábia Barros e colaboradores: Aníbal Leite Ribeiro, Virgílio Trindade (pseudônimo Viriato), “K. N. Ludo”, Marciano, Netuno, Júlia, “Pé de Anjo”, Marié e Bezerra Júnior. Era impresso na Papelaria e Tipografia Augusto Leite. Com o lema “Chiste, elegâncias, desportos e literatura”.

Depois O Remo. Com primeira edição de 15 de novembro de 1920 e segundo número datado do dia 19 do mesmo mês. Entregue pelo Júlio Sena ao autor da obra como pertencendo ao “Clube do Remo” (não confundir com a agremiação de Belém, a capital do Estado do Pará, ao norte do país).

E por último o nosso conhecido Sportivo. Com a colaboração do poeta potiguar Amaro Barreto Sobrinho (autor do hino do Centro Sportivo Natalense), que, posteriormente, andou pelo Amazonas, e retornou ao Rio Grande do Norte, a tempo de saudar os rapazes da “Seleção Fantasma do Nordeste” em 1935.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

A pioneira imprensa esportiva da capital natalense (I)

Aspecto da Avenida Rio Branco (Cidade Alta) em 1920/Imagem: "Natal das Antigas"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nem só do jornal A República vivia o noticiário esportivo da capital potiguar nas três primeiras décadas do século XX. O blog dá dois exemplos da tímida concorrência.

Com quatro folhas o jornal bimensal Sportivo aparece em 5 de outubro de 1919 vinculado ao Cento Sportivo Natalense.

Com sede na Avenida Rio Branco, número 103, no bairro da Cidade Alta (Centro), tem como diretor Arnaldo Fagundes e secretário João Café Filho.

A primeira página consta de um editorial de apresentação e uma reportagem central em homenagem ao vice-presidente da Liga desportiva (Moisés Soares).

Além de uma sobre o jornal “Natal Desportivo” e uma notícia da segunda partida de handebol feminino entre o ABC e o Centro.

A página dois tem como destaque a transcrição do hino do Centro, uma composição do poeta Barreto Sobrinho. E mais uma notinha sobre o aniversário de Alberto Maranhão.

REMO E FUTEBOL

O segundo jornal esportivo é O Leme com o primeiro número datado de 12 de junho de 1921.

Com os seguintes slogans lado a lado do título: “Tudo pela Pátria e o Sport” e “O ideal sportivo paira acima das paixões partidárias”.

Na capa um “clichê” (fotografia) de Clidenor Lago (presidente do Sport Club de Natal) e homenagem.

Destaque para o noticiário da página quatro sobre o jogo ABC 2 x 3 Centro. O alvinegro abre dois gols no primeiro tempo e o tricolor vira na etapa complementar.

São poucos os detalhes dos lances, além da citação de alguns players de ambos os lados: Moura, Aparício, Bilro, Gentil e Zacarias, que teria “aprontado uma das suas”...

América classificado pela terceira vez em 12 participações

A garotada americana vai bem na "Copinha"

COPA SÃO PAULO JÚNIOR

Ao final da terceira rodada da tradicional competição de base comemorativa da capital paulista o América/RN se classifica para a próxima etapa.

Pelo grupo três, em Tanabi, o alvirrubro de Natal venceu neste sábado o Sobradinho/DF por 3 x 2, com gols de Brenno (dois) e Netinho.

Henrique abre a contagem para o representante de Brasília nos descontos. Netinho empata no tempo complementar. Bruno, de pênalti, empata. A virada com Brenno, o primeiro aos 32.

A equipe americana termina a primeira fase com seis pontos em três partidas. duas vitórias e uma derrota.

O clube da capital do Rio Grande do Norte havia se classificado para a segunda fase duas vezes anteriormente: 2011 e o ano passado.

Sendo eliminado, respectivamente, pelo Santos e São Paulo. Foram duas goleadas dos grandes paulistas.

URGENTE: O América enfrenta o Sport Recife na segunda fase. O jogo acontece na segunda ou terça-feira.

O livro perdido do escritor potiguar Câmara Cascudo

Luís da Câmara Cascudo escreve a obra extraviada sobre o município de Cerro-Corá/RN

Prefeito Sérvulo Pereira

Cerro Corá News

Na obra "Nomes da Terra – Geografia, História e Toponímia do Rio Grande do Norte", lançada em 1968 com edição da Fundação José Augusto (FJA), o escritor potiguar Luís da Câmara Cascudo citou, no tópico referente a Cerro Corá, que os originais sobre o surgimento do município foram extraviados nas oficinas da Imprensa Oficial do Estado. 

Câmara Cascudo escreveu que o livro foi concluído em 1960 e no ano seguinte os originais escritos a convite do ex-prefeito Sérvulo Pereira de Araújo desapareceram das oficinas da Imprensa Oficial, onde foram entregues pelo ex-deputado estadual Wilson Pereira, irmão de Sérvulo Pereira. 

"Como não havia cópia, foi um triste Amici, diem perdidi, para mim. Essa é a razão sentimental que me prende a Cerro Corá", relatava Cascudo. A Tribuna do Norte havia antecipado já em

Ata da Câmara de Vereadores é a prova 
documental da encomenda do livro

1957, que o livro de Cascudo referente a Cerro Corá era o terceiro sobre cidades potiguares. Outros livros tratam da história de Ceará Mirim e Santana do Matos.

Em recente pesquisa na Câmara Municipal de Cerro Corá o blog descobriu que a obra sobre o surgimento do município escrita por Câmara Cascudo teria custo de 80 mil cruzeiros. Em 4 de julho de 1957, a Casa Legislativa aprovara resolução para cobrir essa despesa, recursos provenientes de saldo de arrecadação de janeiro a junho daquele mesmo ano.

A resolução n° 33 era assinada pelo então vice-prefeito José Justiniano de Melo, que pela legislação da época presidia a mesa da Câmara, e pelos vereadores José Walter Olímpio e Severino Bezerra de Andrade, que eram o primeiro e segundo secretários.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Reportagem especial encomendada sobre o Grêmio/RN

O último em pé o comerciante, ex-vereador e ex-prefeito José Julião Neto (em memória), patrono do ginásio de esportes da cidade, um dos incentivadores do esporte local. Ao lado o goleiro Dedé Garcia, primo do falecido zagueiro de Currais Novos, Manoel Alemão

GPK DE CERRO CORÁ*

Quase quatro anos após o assassinato do presidente John Fitzgerald Kennedy, em Dallas, no Texas, um grupo de jovens decidiu fundar uma nova agremiação esportiva em 11 de agosto de 1967, em Cerro-Corá, a 190 quilômetros de Natal.

Não havia um nome pré-escolhido, mas alguém sugeriu Grêmio Presidente Kennedy e assim ficou como sucedâneo de times que tiveram vida curta: Cerro Corá Clube, Campo Grande e Juventus.

O clube social e de futebol teve o total apoio e incentivo do comerciante e vereador José Julião Neto, natural de Santana dos Matos, mas radicado na cidade após a emancipação política como distrito de Currais Novos em 1953.

Diretoria formada foram enfrentar equipes amadoras dos municípios vizinhos: Potengi (São Tomé), Fluminense (Bodó), então distrito de Santana do Matos, Palmeiras (Lagoa Nova) e Vasco de Acari (Região do Seridó).

Porém ficou na história o primeiro título (1968), em torneio triangular no povoado Cruz, contra o representante local, e o Benfica de Currais Novos, a quem derrota por 3 a 1 na final.

Os jogadores, como o zagueiro Melo, o atacante Joãozinho de Lourival e o goleiro Dedé, tem como transporte a camioneta GMC (General Motors Company) de José Julião. Chegada no principal bar da cidade para comemoração.

A segunda passagem memorável do Grêmio aconteceu em 1972, quando chega a semifinal do campeonato interiorano promovido pelo Jornal "Diário de Natal", órgão Associado na capital potiguar, e hoje extinto.

Naquele ano o GPK contou com as participações de jogadores de renome no Rio Grande do Norte, como Véscio e Assis, meio-campistas e atacantes que atuavam no profissionalismo pelo América de Natal.

A competição teve seu primeiro ano de revitalização em 1971, sendo vencida pelo Clube Centenário Pauferrense de Pau dos Ferros, numa decisão contra o Cruzeiro de Macaíba. E logo apelidado de "Matutão".

Na Segunda edição o Grêmio contou com o apoio do então prefeito José Julião, que, eleito vice, assumirá o Poder Executivo com a destituição do titular Manoel Antunes de Melo pela Câmara de Vereadores.

Com a nomeação posterior do interventor, capitão Virgílio Tavares, o apoio logístico ao elenco sofreu interrupção e o GPK terminou não participando da segunda fase eliminatória.

E de bom alvitre lembrar que o GPK, nesta competição, além da "prata da casa", contou com reforços de peso, atletas que eram craques do Benfica ou do Potyguar de Currais Novos.

Casos de Corá, Alemão - primo do goleiro Dedé - Ivo, Imagem, Fernando, Ivanildo, Serafim, Dota, Nem, Othon, Francisquinho e Donato, um ex-juvenil do América.

Inclusive no alvirrubro era conhecido como Gomes, haja visto que o nome completo era José Donato Gomes, atualmente nome de praça na cidade de Goianinha.

No decorrer da década de 70 e nos anos 80, o GPK resistiu ao tempo, participou de outros campeonatos interioranos de amadores, foi extinto, mas virou uma legenda na memória dos cerro-coraenses.

 

*Reprodução de reportagem especial encomendada ao editor do blog JORNAL DA GRANDE NATAL e publicada no blog "História do Futebol Potiguar" (16/6/2020).

Escritor revela bastidores do livro sobre jornal semanário

Ex-prefeito, ex-deputado estadual e conselheiro do TCE, Valério Alfredo Mesquita, é o responsável pelo prefácio do livro sobre a história do semanário "O GRANDE NATAL"

O professor Rômulo Estânrley Souza de Medeiros, autor do livro “O Grande Natal – O Legado do Jornal de Paulo Tarcísio Cavalcanti”, a ser lançado na quinta-feira (15/1), às 18 horas, na Escola Estadual em Tempo Integral Alfredo Mesquita Filho, em Macaiba, dá entrevista ao blog “Senadinho”, e revela alguns detalhes da obra sobre o extinto semanário da região metropolitana da capital.

Este é o seu segundo trabalho publicado. Logo após o lançamento do seu primeiro livro – “Acari: Nos Tempos do Sítio Bom Descanso” –, em agosto de 2023, Rômulo Estânrley se dedicou à pesquisa sobre o jornal que trabalhou como correspondente de Macaíba, de 1997 a 2004.

O Grande Natal cobria os principais municípios da Região Metropolitana de Natal e foi fundado pelo renomado jornalista Paulo Tarcísio Cavalcanti em 1994. Curiosamente, embora a sede se localizasse no bairro da Ribeira, em Natal, o lançamento ocorreu no Centro de Convivência Pax Clube, em Macaíba.

O semanário se notabilizou pelas coberturas jornalísticas nas cidades do entorno da capital potiguar, que, de certa forma, não tinham a atenção dos grandes jornais da época.

Rômulo Estânrley, que foi empossado recentemente na Academia Macaibense de Letras e faz parte do Clube 15 da Leitura, informa que o livro de 544 páginas é prefaciado pelo ex-prefeito, ex-deputado estadual e conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o escritor Valério Alfredo Mesquita, ex-colunista do jornal.

E está dividido em quatro partes: a primeira, relatando a trajetória do jornal – linha editorial, evolução gráfica, reportagens, paralisações, os bastidores da redação, etc.; a segunda, com a rica biografia de Paulo Tarcísio; a terceira, com a biografia dos demais membros da equipe; e a quarta, com o registro de alguns acontecimentos posteriores ao fechamento do jornal.

A pesquisa se aprofunda nos fatores que motivaram a descontinuidade da publicação, em 2004, que atingiram não somente O Grande Natal, mas praticamente toda a imprensa escrita no RN.

“Embora tenha circulado por quase dez anos, O Grande Natal deixou um legado para a história da imprensa norte-rio-grandense. Como educador, posso afirmar, com certeza, que o jornal foi um grande incentivador de leitura para a geração da época. E a sua marca é sentida até hoje”, finalizou o escritor.

Futebol como tema no livro do histórico semanário

São Gonçalo FC (2000) vice-campeão em dois turnos do campeonato estadual: João Butico (massagista), Renato Peixe, Pantera, Carlos Mota, Anderson Luís, Denilson (goleiro), Badai (roupeiro), Rubemar Passos (preparador físico), Luciano Polaco, Lino, Tostão, Cristiano, Alex e Gustavo

Ex-prefeito e conselheiro Poti Júnior

MEMÓRIA*

A cobertura esportiva sobre o Touro para o jornal semanário O GRANDE NATAL

O nome da nova agremiação esportiva e as cores – vermelha, azul e branco – são as mesmas da Bandeira representativa do município de São Gonçalo do Amarante (região metropolitana da capital potiguar).

O São Gonçalo Futebol Clube é fundado (28 de julho de 1999) com o apoio do prefeito, conselheiro do ABC e atual conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), Francisco Potiguar Cavalcanti, o "Poti Júnior", ativo no futebol deste a adolescência como jogador amador.


O jornalista José Vanilson Julião até lembra da entrevista ao programa noturno da segunda-feira, “Jogo Aberto”, da Rádio Poti (emissora AM dos Diários Associados), comandado por Jaime Dantas (auditor fiscal estadual como atividade paralela) e Armando Viana Neves (preparador físico, professor e treinador do ABC na segunda metade dos anos 80), no qual Poti Júnior relata o convite do presidente da Federação, Nilson Gomes da Costa.

Para pôr em prática profissionalização e consequente filiação do novo clube acontece um encontro noturno com 69 apoiadores na Câmara de Vereadores, quando Poti Júnior é aclamado presidente de honra e o irmão, o deputado estadual Alexandre Carlos Cavalcanti Neto, é escolhido o presidente efetivo.

Ainda ficou definido como a mascote do clube recém surgido o "Touro", uma alusão ao folclore municipal, uma referência a dança do tradicional, popular e folclórico "boi-calemba". São as bases administrativas do grêmio representativo da cidade cinco vezes campeã do campeonato amador interiorano.

E reveladoras de craques, como os irmãos Odilon (Sport Recife, ABC, Alecrim, América, Fortaleza, Potiguar de Mossoró) e Odissé Costa de Almeida (América, Alecrim e Campinense), Ribeiro (Alecrim, América e Baraúnas), Tito (primo dos manos Almeida) e Antônio Gonzaga da Silva (ABC).

Na primeira participação (2000) na elite do Rio Grande do Norte o tricolor são-gonçalense surpreende as expectativas do torcedor. Começa com a contratação do treinador Edson Boaro (ex-zagueiro do selecionado nacional) e do preparador físico Toninho Cajuru. Termina em quarto lugar geral (com Paulo Ricardo Moroni)

São contratados: Clésio (disputa a Copa João Havelange 2000 pelo América), Marinaldo, Romildo (ex-americano), Renato Peixe (também levado pelo ex-zagueiro do Vasco da Gama, Paulo Ricardo Moroni ao alvirrubro), Mardônio (Ferroviário cearense), Jerônimo e o falecido Gustavo "Verão" (disputa a Copa JH).

Na terceira divisão, um dos módulos da Copa JH, termina na última colocação na segunda etapa. 2001: reina na base (campeão juvenil e júnior). Na temporada de 2003 é vice-campeão estadual em decisão com o América. Em 2004 participa da Série C e da Copa do Brasil. Em 2005 é campeão do Torneio Início.

As torcidas organizadas: “Nação Tricolor”, presidida por João Cavalcanti Lucas de Sena; “Touro Tricolor São-gonçalense”, dirigida por Paulo Sérgio de Morais, e “Força Jovem”, comandada por Poti Neto, 17 anos, sobrinho de Poti Júnior e Alexandre Cavalcanti e filho do jornalista Paulo Tarcísio de Albuquerque Cavalcanti.

- Tudo isso presenciei na cobertura para o jornal O GRANDE NATAL, visitando a excelente concentração na periferia urbana na cidade, e os treinos no Estádio Luís Rios Bacurau, no Distrito de Santo Antônio do Potengi (ou Barreiros).

Até criei o mensal "Jornal do Torcedor", tabloide, com o designer Edilson Cavalcanti, para acompanhar o "Touro". Foram duas edições, impressas no "Diário de Natal"... ao final do campeonato estadual e no segundo semestre de 2007 o "Touro" anuncia licenciamento.

 

*Depoimento para o livro de autoria do membro da Academia Macaibense de Letras, Rômulo Stânrley Souza de Medeiros, sobre os bastidores e o conteúdo noticioso do jornal semanário O GRANDE NATAL (1995/2004) a ser lançado na próxima quinta-feira, 15, às 18 horas, na Escola Estadual Alfredo Mesquita Filho, em Macaíba, região metropolitana da capital.

 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Livro conta história do semanário da região metropolitana

Rômulo Stânrley foi correspondente da urbe
macaibense e agora relata a história do
periódico e o projeto midiático de PTC

O jornalista, escritor e professor Rômulo Stânrley Souza de Medeiros convida para o lançamento do novo livro: "O GRANDE NATAL -
 O Legado do Jornal de Paulo Tarcísio Cavalcanti".

O encontro literário está marcado para a outra quinta-feira, 15, às 18 horas, na Escola Estadual em Tempo Integral Alfredo Mesquita Filho, no Bairro Alfredo Mesquita, na vizinha cidade de Macaíba, região metropolitana da capital.

O semanário "O Grande Natal" inspirou a escolha do nome do blog, em conjunto com outro semanário, "Jornal de Natal', que circulou entre 1989 e 2010.

O repórter-editor do "Jornal da Grande Natal" teve o prazer de colaborar com os dois semanários natalenses na mesma época.

Zagueiro brasileiro morre nos Estados Unidos da América (III)

Juventus (1961): Claudinei, Cássio, Homero, Clóvis Nori, Riogo, Donald, Lanzoninho, Zeola, Buzzone, Rodrigues Tatu, não identificado e o massagista Elias Pássaro no Estádio da Rua Javari

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Donald Pereira de Aguiar participa de amistoso pelo rubro-negro carioca: 3 x 0 Araguari/Minas Gerais (9/7/1961), gols de Manoelzinho (dois) e Henrique Frade.

Com arbitragem de Antônio Viug (pai do árbitro carioca Aloísio Viug). Entra no decorrer da partida no lugar do zagueiro titular Jordan.

Donald falece aos 85. Deixa os filhos Donald II e Damian Pereira-Tequida; os netos, Zion Evan e Solana; sobrinhos Daniel, Simone, Silvia, Cecilia, Emiliana, Mariabel e Jacqueline e numerosos familiares nos EUA e no Brasil.

A missa de corpo presente do funeral foi realizada na Igreja de São Domingos, Washington, Distrito de Colúmbia, às 12 horas do dia 10 de fevereiro de 2018. Com necrológio publicado no conhecido jornal The Washington Post.

Zagueiro brasileiro morre nos Estados Unidos da América (II)

Donald (Flamengo)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Donald Pereira de Aguiar (1933 – 2018) seria um dos recordistas de transferências (27) em 18 anos de carreira por pequenos, médios e grandes clubes nacionais (Região Sudeste e no Centro-Oeste). Com passagens pelo estrangeiro: América do Sul (Venezuela e Colômbia) e do Norte (México).

Ao menos três atacantes o mencionam como o defensor "mais violento" em entrevistas para a Revista do Esporte. Donald é figurinha carimbada na seção "Candinha no Esporte", a fuxiqueira da extinta e famosa publicação semanal do Rio de Janeiro.

Morou em apartamento de Copacabana com o goleiro do Vasco da Gama, Miguel Ferreira de Lima, com início de carreira no Cruzeiro (Macaíba), região metropolitana de Natal, Santa Cruz (na capital potiguar) e Alecrim (idem) no Rio Grande do Norte.

CURRÍCULO

Anápolis, Pires do Rio/GO, Goiânia, Uberaba, Batatais, Oswaldo Cruz, São Bento (Sorocaba), Vasco da Gama, Central (Barra do Piraí/RJ), Fluminense, Sport Recife, Atlético Mineiro, Ituiutaba, Goiás, Juventus, Bangu, Flamengo, São Cristóvão, Atlético/GO, Deportivo Português (Caracas), Milionários (Bogotá), Universidade ou Pumas (México) e CRAC/GO (Clube Recreativo e Atlético Catalão).

Zagueiro brasileiro morre nos Estados Unidos da América (I)

Juventus/SP (1959): Donald, Homero, Mão de Onça, Clovis, Julinho, Lima, Elias Pássaro (massagista), Zeola, Lanzoninho, Buzone, Viana e Rodrigues

O dentista carioca Ronald Alzuguir

Donald Pereira de Aguiar é confundido como Ronald, botafoguense, ambos dos anos 50/60

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Esta semana a curiosidade do nome parecido foneticamente e quase igual graficamente – a diferença é o D pelo R como inicial – levaram o redator a pesquisar sobre a menção do zagueiro como atleta botafoguense da mesma forma que o outro.

É certo que o defensor Ronald Alzuguir (Rio de Janeiro, 27/7/1937 – São José dos Campos, 25/8/2025) atua uma década (1951/62), no aspirante e titular, sendo campeão carioca nas duas categorias (1957, profissional, e 1958/59, reservas ou suplentes).

“Marreta” – apelido ou alcunha ganha no futebol de praia em Copacabana – também vestiu a camisa verde do Guarani de Campinas (1963) e a rubro-negra do Flamengo, pelo qual entra em campo sete vezes (duas vitórias e cinco derrotas) e encerra a carreira no mesmo ano.

Quanto a permanência do zagueiro Donald Pereira de Aguiar, nascido 29 de novembro de 1933 (ou 1 de janeiro ou 1934) e falecido em 4 de fevereiro de 2018, em Washington (Distrito de Colúmbia) nos Estados Unidos da América, talvez apontado erroneamente, pois os sites destinados ao alvinegro nada esclarecem.

São alguns dos erros encontrados na pesquisa, pois a maioria dos sites e blogs esportivos (fontes secundárias e terciárias) ainda divergem na naturalidade, mineira ou goiano, dando a cidade de nascimento como sendo Belo Horizonte, capital, e Araguari, interior do Estado das Minas Gerais, ou Goiandira (Goiás).

Equipe titular do clube da "Estrela Solitária" na temporada de 1959 com a constelação famosa


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Flamengo

Manchete Esportiva

O Progresso de Tatui/SP

Revista do Esporte

Botafogo Social Olímpico

Craques e Esquadrões do Futebol

Datafogo

Flaestatística

Legacy

Messi do Alecrim

Mundo Botafogo

O Gol

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo