Consulta

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Impresso repercute levantamento do blog sobre goleador

Wallyson e o presidente do
ABC Eduardo Machado

Gol 100 de Wallyson pelo alvinegro gera polêmica sobre data

"Tribuna do Norte" (14/2/2026)


O "Frasqueirão" viveu uma tarde especial no sábado 7/2, dia do último confronto da primeira fase do Campeonato Potiguar entre ABC e QFC. O corredor humano formado pelos jogadores, o aplauso compassado da Frasqueira e a entrega da camisa emoldurada pelas mãos do presidente Eduardo Machado compuseram o cenário perfeito para celebrar o que o ABC anunciava como o centésimo gol de Wallyson com a camisa alvinegra — marcado na partida anterior, contra o Potyguar Seridoense. A festa estava pronta, o roteiro impecável e o ídolo, emocionado. Mas, enquanto o clube comemorava, uma descoberta silenciosa — e extremamente bem documentada — já havia colocado em xeque a contagem oficial.

Kolberg entrega um dos livros autorais
ao memorialista José Ribamar Cavalcante

A fagulha dessa discussão nasceu longe dos holofotes, fruto do trabalho minucioso do jornalista José Vanilson Julião, pesquisador dedicado à memória do futebol potiguar, e do também jornalista e bacharel em Direito Kolberg Luna, autor dos livros “45, um tempo de futebol e de um poema” e “Ribamar, o guardião da memória do futebol potiguar”. Juntos, eles revisitaram arquivos, súmulas, jornais antigos e registros esquecidos, chegando a uma conclusão que alteraria a linha do tempo do maior ídolo recente do ABC: o centésimo gol de Wallyson não aconteceu em 2026, mas sim em 22 de março de 2025, em pleno Clássico Rei, na Arena das Dunas.

JVJ levantou o questionamento para Kolberg
ratificar em artigo exclusivo para o blog

“A ideia do alerta não foi de questionar a façanha, que é grandiosa e extraordinária. Wallyson escreveu mais uma página na sua belíssima história no ABC FC, deverá ultrapassar Albano e Paulo Izidro e se tornar o terceiro maior artilheiro do clube de todos os tempos. Essa é a tendência! Ocorre que se a contagem tivesse sido mais detalhada, a torcida alvinegra teria vibrado com o centésimo gol exatamente diante do maior adversário, o que, sem sombra de dúvidas, traz outra dimensão para o feito”, destacou Kolberg Luna.

A origem da divergência remonta ao início da carreira do atacante. Em 16 de abril de 2006, jovem, desconhecido e ainda tendo o nome grafado como “Wallynson” pela imprensa da época, o jogador marcou seu primeiro gol pelo ABC em um amistoso contra o Corinthians de Caicó, no estádio Maria Lamas Farache. Esse gol, por não ter caráter oficial, foi ignorado pelo clube nas contagens posteriores. Para Julião e Luna, porém, a história não pode ser escrita com lacunas: se a bola entrou, se há registro, se há súmula, então o gol existe — e deve ser contabilizado.

A partir dessa premissa, a dupla recontou a trajetória do atacante e chegou ao ponto chave da polêmica: a partida América 1 x 1 ABC, válida pela ida da final do Campeonato Potiguar de 2025. Diante de 12.955 torcedores e sob arbitragem de Tarcísio Flores da Silva, Wallyson abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. O América empataria apenas no fim, com Souza, mas o que importa para a história é o que veio antes: aquele gol, registrado oficialmente, seria o verdadeiro 100º da carreira do Mago pelo ABC.

A ficha técnica reforça a solidez da descoberta. O ABC, comandado por Evaristo Piza, entrou em campo com Felipe Garcia, Ezequiel, Windson, Bruno Bispo, Manoel, Wellington Reis, Randerson, Adeílson, Joãozinho, Danilo Alves e Wallyson. O América, treinado por Moacir Júnior, tinha Renan Bragança, Ricardo Luz, Iran, Guilherme Paraíba, Rennan Siqueira, Ferreira, Davi Gabriel, Souza, Ítalo, Henrique e Giva. Nada ali é fruto de memória oral ou suposição: tudo está documentado, registrado e preservado.

Com isso, a linha do tempo ganha novos contornos. O gol de 2006 passa a ser o primeiro e, assim, o gol contra o América, em 2025, se transformou no centésimo da carreira do maior ídolo dos abecedistas na era Frasqueirão. E o gol celebrado agora, contra o Potyguar, assume o papel de 101º — ainda que oficialmente o clube mantenha a marca redonda para fins de uma justa homenagem.

A descoberta, longe de diminuir a festa, acrescenta profundidade à causa e reforça uma lição: todos os registros no futebol devem ser levados em conta, amistosos ou não. Importa o que está escrito na súmula. Para um jogador que sempre encarnou o espírito do Clássico Rei, há algo ainda mais poético no fato de que o centésimo gol de um ídolo abecedista tenha acontecido justamente em um duelo contra o maior rival, em uma final. É como se a história, mesmo ignorada por um tempo, tivesse encontrado uma forma de homenagear Wallyson da maneira como ele mais desejaria.

No fim, a homenagem prestada pelo ABC permanece justa e merecida. Wallyson alcançou um patamar raríssimo no futebol moderno, e a celebração no Frasqueirão traduz o carinho de uma torcida que o viu crescer, partir, voltar e se eternizar. Mas, graças ao trabalho rigoroso de José Vanilson Julião e Kolberg Luna, a história agora entrou no rumo correto.

A matemática pode ser questionada. A idolatria daqueles que conseguem marcar época, jamais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O jogador americano parente do fanático abecedista

Marcelo Petrovich é sobrinho-neto do antigo
jogador do América de Natal Petrovich

Jota Valdeci

Especial


Bastante conhecido em rede social o torcedor Marcelo Antonio Iorio é filho de Enelio Antônio Galvão Petrovich, que vem a ser filho do falecido advogado e escritor Enelio Lima Petrivich, "eterno" presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

A família é descendente do imigrante Matheus Petrovich, comerciante instalado no bairro da Ribeira no começo do século passado.

O trisavô austríaco Nicolau Bigois e família

O estrangeiro foi casado com uma descendente de outro europeu chegado ao Rio Grande do Norte na última década do século XIX, o também comerciante e austríaco Nicolau Bigois.

O casal Matheus/Ana gera Célio, bisavô de Marcelo, portanto sobrinho-Neto de Luiz Gonzaga Petrovich, antigo atacante, geralmente de posição ponta-esquerda, no Santa Cruz e no América, nos anos 30/40.


Luiz Gonzaga, dentro de campo chamado Petrovich, foi estafeta interino e depois efetivo, em meados dos anos 20/30, dos Correios.


MAIS DETALHES NA REPORTAGEM "Imagem rara conta história do amistoso intermunicipal - VI" (domingo, 14/9/2025)


FONTES/IMAGENS

Agora RN

Almanaque Laemmert

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Novo Jornal

Family Search

Jornal da Grande Natal

América na segunda divisão da liga de futsal


Estão definidos os 16 clubes da segunda divisão da principal liga nacional de futsal. A primeira edição começa em abril.

A LNF Silver é a nova divisão criada pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Como campeonato de acesso à elite da agora chamada de LNF Gold.

A mudança está sendo implementada e representa um marco no calendário nacional, criando um sistema de promoção e rebaixamento.

A ideia é estimular a profissionalização de times menores ou emergentes; fortalecer o futsal com times de diferentes regiões.

Formato da competição

A disputa tem fase de pontos corridos e playoffs eliminatórios com os times classificados entre os melhores avançando às fases decisivas.

Os finalistas garantem acesso direto à "Gold" e o terceiro colocado disputa vaga extra em confronto de acesso/descenso com um time da elite.

Além disso a Copa LNF, torneio eliminatório que reúne clubes das duas divisões em confrontos únicos.

Os participantes vêm de 10 estados do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. dobra o número de estados em comparação ao formato anterior.

Fonte: "Blog Um Grande Escudeiro"

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

"Tabelinha com gol de letra no Direito esportivo"

Advogado Milton de Freitas Jordão
Pinheiro Gomes: o especialista

NOTA OFICIAL

O América Futebol Clube SAF recebe com serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que acolheu os argumentos apresentados por nossa defesa e reafirmou princípios fundamentais do direito desportivo, como proporcionalidade, razoabilidade e equilíbrio na análise dos fatos.

O resultado reflete o trabalho técnico, criterioso e incansável conduzido pelo Dr. Milton Jordão, à frente da estratégia jurídica, em conjunto com os advogados e escritórios que atuaram de forma integrada na defesa dos interesses do América.

O América sempre pautou sua atuação pela transparência, pelo respeito às normas e pela confiança nas instituições, mantendo uma postura responsável, serena e firme ao longo de todo o processo.

Seguimos focados em nossos objetivos esportivos, certos de que nunca perdemos de vista o essencial: a confiança no trabalho do elenco, a gestão sólida que conduz o clube por meio da SAF, a força de uma torcida que compreende que lutar por justiça é um direito e, sobretudo, a união e a parceria institucional com a Associação, reforçadas pelo trabalho do presidente Hermano Morais, com agradecimento também ao vice-presidente do América, Francisco Sobrinho, que fortalecem a solidez e a coesão do América dentro e fora de campo.

A fotografia original americana publicada na PLACAR

América: Mingo, Valério, Gito, Tiê, Eugenio, Lico, Bebeto, Biro-Biro, Baica, Casquinha e Paloma


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada de 1992 o América desiste do campeonato brasileiro no primeiro semestre devido a uma crise administrativa e financeira.

Nos seis primeiros meses do ano se envolve apenas em 15 amistosos domésticos contra times e selecionais municipais amadoras do interior potiguar.

Ainda joga amistosos interestaduais (Campinense e Guarabira) e contra os domésticos Desportiva do Vale e o rival ABC.

No segundo semestre enfrenta o Corinthians pela Copa do Brasil, e perde duas vezes pelo mesmo placar: 3 x 0.

O Torneio Início do campeonato potiguar ocorre no domingo (5/7) e em dezembro o alvirrubro termina como o bicampeão potiguar.

A fotografia original que encima a postagem é a mesma publicada pela revista esportiva paulista "Placar", em circulação deste 1970.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A história da imagem americana de duas décadas

América/RN (2006): Joellan, Sandro, Fabiano Silva, Raniere, Fernandes, Robson; Renan, Paulinho Kobayashi, Leandro Sena, Adilson e Paulinho Marília/Facebook: Joelan Paulo de Medeiros Santos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia pode ser considerada uma raridade. Pelo ângulo pouco usual, meio que de lado, como se fosse uma "confusão" na configuração da pose dos jogadores com os mascotes.

A foto feita com os 11 titulares que iniciaram a partida, posicionados de frente para a torcida americana, ao lado das cabines de rádios, cadeiras especiais e numeradas do Estádio João Machado.

Pela leitura da composição da escala do treinador Luiz Carlos Martins o redator indica, categoricamente, que a foto é do primeiro semestre de 2006, precisamente pelo campeonato estadual.

Com os indícios disponíveis, jogadores e local da partida, o repórter conclui que se trata do jogo América 2 x 1 Alecrim (domingo, 12/2/2006).

Gols de Kobayashi (7), Rodolfo (16), ex-atacante do alvirrubro, e Adilson (27). Arbitragem central: Adonai Nagib de Carvalho França.

Para se chegar a data elimina-se os jogos em outros estádios (capital e interior) e as partidas sem participação do atacante Edilson.

Depois a checagem dos jogos em que ele participa com o cuidado de coincidir com os companheiros da imagem.

E verifica-se que entra em apenas um jogo ao lado de Joellan, revelação da base alvirrubra do começo da década (2004/05).


Cronista retrata o mundo fantasioso do futebol atual


FUTEBOL DE BOLA MURCHA

Tadeu Miracema


Definitivamente não é uma distração acompanhar os jogos no futebol brasileiro. Todos os envolvidos, sem exceção, têm a sua parcela de culpa.

Os árbitros são ruins e as regras (mal) interpretadas, cada um à sua “maneira ou interesse”; o VAR é uma VARgonha!

Os narradores (salvo raras exceções) estão mais para animadores de auditório; alguns comentaristas – principalmente os ex-jogadores – incorporaram palavras difíceis (ataque posicional, amplitude, entrelinhas, verticalidade, entre outras) para corroborar as análises táticas; e os comentaristas de arbitragem corporativistas.

Os técnicos querem chamar toda a atenção do espetáculo para si e estão mais preocupados com a arbitragem do que orientar seus comandados. Chegam ao absurdo de reclamações estapafúrdias sobre cobrança de lateral. Não está muito longe e vão reclamar até da cor da cueca do quarteto de árbitros.

Os componentes do banco de reservas apitam o jogo durante os 90 minutos e quase adentram em campo; dentro das quatro linhas, os “artistas do espetáculo” (parece mesmo um circo) tentam de toda forma ludibriar a arbitragem em lances bisonhos, mesmo sabendo que o VARgonha está de “olho”.

Ficam mais tempo cercando o árbitro do que marcando seu adversário. Levam uma trombada na barriga e caem no chão rolando com as mãos no rosto. Fazer cera, ao que parece, deve ser parte integrante do “treinamento tático e secreto”.

São cenas ridículas de um futebol que se diz profissional. Os atletas não colaboram dentro de campo para o bom andamento do jogo. Os “boleiros” se acham o suprassumo da inteligência e, alguns, da beleza. Uma parte deles está mais preocupada com suas tatuagens e com seus diferentes tipos de mechas de cabelo.

O “estrelismo e a soberba” quando vestem a camisa da Seleção é o reflexo do pífio resultado dentro de campo. Faz tempo que não somos os melhores e eles, jogadores, ainda não caíram na triste realidade da bagunça generalizada do nosso futebol – dos dirigentes aos atletas.

Uma grande parte de todas essas observações ocorre somente no futebol brasileiro. Acrescento que os dirigentes também deveriam participar da entrevista pós jogo quando seu time for beneficiado com o erro, não apenas quando é prejudicado. É uma hipocrisia descarada.

Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso de curtir e torcer pelo seu time com o radinho colado no ouvido. A emoção da transmissão nos levava pelas ondas do “dial” para dentro do estádio, imaginando lance por lance, detalhe por detalhe.

Os locutores nos traziam uma narrativa muito acima da realidade: um lateral próximo à sua área de defesa era um terror, tudo era dramático ao extremo, desligava e ligava o radinho a cada ataque contra meu time, esperava o grito de gol vindo do rádio em alto volume do vizinho que torcia pelo adversário.

Era um alívio ao ouvir aquele adorado "silêncio”... hoje, o excesso de jogos transmitidos pelas TVs mostra uma realidade morta. Além dos locutores, tínhamos ótimos trepidantes e comentaristas que tentavam traduzir, em três ou quatro minutos de intervalo, o que teria acontecido. Até hoje eles tentam, na verdade.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante para qualquer esporte, pois sem ela tudo seria sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo. Fora de campo falta unidade entre os clubes e a classe desportiva em geral.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

América/RN passa pelo GAS na Copa do Brasil

O atacante Vanilson, do GAS, é xará do redator

O América vence o Grêmio Atlético Sampaio de Roraima, do treinador português Paulo Jorge Diogo Morgado.

O alvirrubro avança para a terceira fase e aguarda o vencedor de Ivinhema, de Mato Grosso do Sul, e Volta Redonda/RJ (quarta-feira, 4 /3).

E fora das quatro linhas fica de olho, nesta quinta-feira (26), no resultado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no Rio de Janeiro. 

Em que espera a confirmação do pleno do TJD da FND, que devolveu os 18 pontos conquistados na primeira fase do campeonato potiguar.

Com isso conseguiu o primeiro lugar na classificação geral com o ABC em segundo. O alvirrubro e o alvinegro esperam os dois classificados para as semifinais.


FICHA TÉCNICA

América 3 x 0 GAS

Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior/PR

Público: 5.451 pagantes (5.584)

Renda: R$ 136.383,00

Gols: Cassiano 37'''24 , Souza 45'15 (pênalti) e Alexandre Aruá 19'54/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro, Carlos Coppetti (Judson), Alexandre Aruá, Souza, Alisson Taddei (Augusto Galvan), Cassiano (Joãozinho) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Grêmio Atlético SampaioKatê, Vitinho, Albert González, Gabriel Gonçalves (Werick), Matheus Velasque, Diego Chapa (João Cardoso), Railson Queiroz (João Vitor), Digão, Eric Bahia (Weslem França), Elmi (Lucas Forneles) e Vanilson. Treinador: Paulo  Jorge Diogo Morgado

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (II)

Antonio Ibiapino de Souza na linha atacante do Salinistas campeão municipal mossoroense em decisão com o CID na temporada de 1960

Zezinho Ibiapino, irmão de Antonio, no
Galo da Borborema de Campina Grande

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O antigo jogador e ex-massagista do Potiguar de Mossoró, Antônio Ibiapino de Souza, de 89 anos, está em franca recuperação hospitalar há algum tempo, e pode ter alta médica a qualquer momento, desde que os cuidados adequados venham a acontecer e ser proporcionado o deslocamento para casa.

Ibiapino foi internado numa unidade hospitalar em dezembro do ano passado com problemas respiratórios. Com melhoras agora a filha Lúcia Maria de Souza apela pelo auxílio dos amigos para contornar as despesas com a possibilidade do pai ser assistido em casa por uma equipe médica e de enfermagem.

No que se convenciona chamar um atendimento "HOMECARE" com a assistência e uso de equipamentos modernos e adequados, tipo "BIBAP". Quem se dispor a ajudar com contribuição financeira, de qualquer quantia, o PIX disponibilizado é 32532725400.

Ibiapino jogou pelo Salinistas, Potiguar, Baraúnas e Seleção de Limoeiro do Norte (Ceará). Era seu irmão o atacante mossoroense José Ibiapino Filho, falecido aos 83 anos (2014).

E que começou a carreira em times da cidade natal, passou pelo ABC (1951), Treze de Campina Grande (1952), Campinense Clube, Náutico do Recife e Ceará Sporting de Fortaleza (Fonte: O Gol).


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (I)

Potiguar: Antonio Ibiapino, Tiquinho (falecido), Mazinho, Onesimar Carneiro, Manoel Ananias, Jocelito, Biola; Aldivan, Silva (falecido), Pinto, Cícero Ramalho e Chiquinho (falecido)/Acervo: Onesimar Fernandes Carneiro


O diretor da Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Rio Grande do Norte (AGAP/RN), Onesimar Fernandes Carneiro, divulga, a pedido da família, 
a campanha humanitária em favor de um antigo jogador mossoroense.

Desta vez os amigos podem colaborar para a recuperação do querido Antonio Ibiapino de Souza, que também trabalhou nos anos 80/90 como massagista da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

O representante da AGAP em Mossoró, o ex-zagueiro Onesimar, foi um dos atletas locais que conviveram com Ibiapino, que vestiu a camisa alvirrubra e também jogou pelo "Salinistas" no começo dos anos 50.

Ibiapino está internado em um hospital local, em recuperação de tratamento médico, e precisa da ajuda de amigos para a medicação e a recuperação continuar em casa, com aparelhamento, tecnologia moderna e adequada.

Zacarias jogou por três clubes amadores das Rocas

Estádio Senador João Câmara teve iluminação instalada pelo ex-prefeito Álvaro Dias

O fiel leitor Antonio Paulo comenta em rede social sobre a postagem anterior com o tema da conquista do campeonato estadual juvenil pelo ABC (1965) com o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva como atacante em campo:

"Um pequeno esclarecimento: Zacarias jogou no Nacional e Racing, mas é cria do Palmeiras. Começou no juvenil, depois aspirante e titular, juntamente com Elsinho, as grandes promessas das Rocas."

O "Elsinho" é o ponta-direita Helson de Assis Bezerra (portanto não se trata de Elson Germano), alvo da série "A revelação do Globo joga amistoso pelo ABC" (primeira semana de novembro/2025), levado para a cidade de Santos por um tio.

Já o Zacarias, depois de uma pausa nas reportagens esportivas, reaparece no Diário de Natal (Sexta-feira, 8/9/1967): Portuguesa 4 x 1 Racing (segunda divisão amadora). Zacarias marca o gol do tricolor do bairro das Rocas.

O jogo no dia anterior no Estádio Senador João Câmara, de surpreendente resultado, é conduzido por árbitros do quadro da Federação Norte-rio-grandense de Futebol: Luiz Meireles da Silva (central), Nelson Luzia da Silva e José Santos (auxiliares de linha).

O Racing ganha mais duas partidas em novembro pelo mesmo placar (4 x 0): Araruna (sábado 11), com dois gols de Zacarias e Wellington Ramos como árbitro principal; e Náutico (sábado 25), com Zacarias anotando mais um gol e arbitragem de Luiz Barbosa, o popular "Izinho".

domingo, 22 de fevereiro de 2026

A campanha abecedista no titulo juvenil de 1965

Equipe juvenil "imita" a principal (a base acima): Toinho Dantas, Erivan, Piaba, Nivaldo Dantas, Jorge; Rômulo Dias, Toinho de Macau, Elson Germano, Irimar e Izulamar (os irmãos de Ceará-Mirim)

São utilizados 19 jogadores. Inclusive o pré-universitário Zacarias Anselmo, recém falecido, antigo jogador do Nacional e Racing das Rocas.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Do total de atletas três participam das 20 partidas: João Batista de Oliveira (Bosco), Francisco de Assis (Cido) e João Teixeira (Joãozinho). Arnaldo Barbalho Simonetti e Honório Marcos (goleiro titular) ficam ausentes de um jogo. Djalma Ferreira (três participações). O goleiro reserva Floriano Fernandes com uma participação assim como Ademar Freire.

Participam da campanha o meia-esquerda Jairo Lins de Moura Bezerra, o meia ou ponta-direita Edmilson Varela, o atacante Elson Germano da Silva, o estudante Zacarias Anselmo da Silva (pretendia fazer o vestibular para engenharia), Antônio Cadó (Tuíta), Francisco Borges (França), Aguinaldo Nascimento, José Leão, José Albano e Gaspar Ribeiro (do estranho apelido "Neguba").

O arqueiro Haroldo ficou de fora do único jogo que terminou empatado em 2 a 2 nas finais (ver relação). Enquanto Arnaldo não entra no último jogo (domingo, 16/1/1966), contra o Riachuelo Atlético Clube (RAC).

O Diário de Natal dá uma minibiografia, de algumas linhas, para cada atleta, mencionando características de jogo e as idades, entre 17 e 21 anos, faixa etária limite para esta categoria de base.

Na série final contra o mesmo adversário (a exemplo do que ocorreu na temporada contra o Alecrim), o placar foi construído por Zacarias Anselmo (oito minutos do primeiro tempo), Elson (32/1) e Tuíta, aos 4 da etapa complementar.


CAMPANHA

Turno

ABC 0 x 0 Riachuelo (28/4)

ABC 1 x 0 Santa Cruz (5/5)

ABC 2 x 2 Ferroviário (23/5)

ABC 1 x 0 Atlético (2/6)

ABC 1 x 1 Alecrim (13/6)

ABC 1 x 0 Riachuelo (23/6)

ABC 3 x 1 Santa Cruz (27/6)

ABC 3 x 1 Ferroviário (14/7)

ABC 5 x 0 Atlético (8/8)

ABC 5 x 0 Alecrim (29/8)

Returno

ABC 1 x 0 Ferroviário (5/9)

ABC 4 x 2 Santa Cruz (19/9)

ABC 0 x 0 Riachuelo (17/10)

ABC 1 x 0 Ferroviário (31/10)

ABC W x O Santa Cruz (7/11)

ABC 2 x 4 Riachuelo (28/11)

FINAIS

ABC 2 x 0 Riachuelo (19/2)

ABC 0 x 2 Riachuelo (26/12)

ABC 2 x 2 Riachuelo (2/1)

ABC 0 x 0 Riachuelo (9/1)

ABC 3 x 0 Riachuelo (16/1)


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol



Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (III)

Rara fotografia com o professor Zacarias Anselmo no Nacional do Bairro das Rocas antes de sair do ABC e ingressar no rival Racing. Imagem do acervo familiar de João Anselmo, irmão do personagem também boleiro na época e depois da equipe de gráficos, anos 70/90, do jornal "Tribuna do Norte"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A rara imagem acima é a prova inconteste de que o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva (1949 - 2026), antes de ingressar e durante a estadia no ABC, começou a aparecer no Nacional das Rocas, e só muito depois ingressa no Racing do bairro da Zona Leste de Natal, pelo qual disputa o campeonato do bairro, a segunda divisão amadora e o campeonato profissional, entre 1967 e 1969.

Outra prova de que adolescente Zacarias inicia a carreira no infanto-juvenil do ABC antes da campanha do título da categoria juvenil em 1965 vem da pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva, presidido pelo bacharel Antônio Soares Filho, secretariado por Voltaire Xavier, e publicada e republicada no Diário de Natal (terça e quarta-feira, 25 e 26 de agosto de 1964).

Na data da sessão plenária (26) o jornal vespertino reporta: "Bazinho e Bebeca estarão hoje nas barras do TJD". A "volumosa" pauta inclui o árbitro Aderbal Barbosa (Bazinho, ex-jogador do Alecrim, por não comparecer a uma partida), Bebeca (expulso pelo árbitro Afrânio Messias e Silva por agressão) e os juvenis primários Zacarias (ABC) e Marcos Antônio (Potiguar/Parnamirim), incursos no artigo 109 do CBDF.

Ao que parece a punição não foi pesada e deve ter sido a prevista pela reportagem: "O cumprimento da lei do cão" (suspensão do jogo seguinte). Pois Zacarias entra em campo na preliminar ABC 1 x 2 Alecrim da principal sem abertura de contagem (domingo, 6/9/1964). Aderbal também escapa: é bandeirinha da partida de fundo (o outro: Wellington Ramos).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (II)

Firmino Firmo de Moura (presidente), Haroldo, Cidão, não identificado, Bosco, Joãozinho, Mixirica, José Ribamar de Souza, o "Cadinha" (treinador), Edmilson, Elson Germano, Zacarias, Jairo "Bode" Lins e Tuíta.

Vanilson Julião/Ribamar Cavalcante

Texto, pesquisas e imagens



O repórter havia visto os anúncios fúnebre e da missa de sétimo dia em rede social, mas somente veio ligar o personagem ao pedido anterior do memorialista José Ribamar Cavalcante, o de resgatar os autores dos gols do jogo Racing 3 x 0 ABC (18/4/1969), quando este os repetiu no decorrer da semana.

O resultado imediato do cruzamento das informações sobre o desaparecimento do professor Zacarias Anselmo da Silva (1949 - 2026), aos 76, foi perguntar se Ribamar tinha alguma fotografia dele como jogador do Racing do bairro das Rocas.

E também no juvenil do ABC na segunda metade dos anos 60, pois o atento Ribamar havia acrescido este pormenor desconhecido do redator. Até porque há outros antigos atletas chamados Zacarias, inclusive um zagueiro no licenciado eterno Santa Cruz Esporte e Cultura, o campeão potiguar de 1943.

O atacante Zacarias começa 1965 como autor de um dos três gols do alvinegro sobre o campeão juvenil do ano anterior: 3 x 2 Alecrim (domingo, 24/1). Os outros artilheiros: Rui e Déo, Pedrinho e Edilson (esmeraldino).

Preliminar de ABC 2 x 0 Alecrim na decisão do campeonato estadual de profissionais do ano anterior (resulta na série de quatro com três empates e vitória esmeraldina).

Zacarias é campeão juvenil pelo ABC, treinado pelo ex-jogador José Ribamar de Souza, o "Cadinha", sendo relacionado na seleção da competição escolhida pelo vespertino Diário de Natal (quinta-feira, 30/12): Haroldo, Nilson, Cido, Varela, Alfredo, Toinho, Jairo, Tarcísio, Edmilson, Zacarias e Severino.

Para auxiliar Ribamar na identificação de um dos jogadores do ABC (foto acima) eis a escalação do jogo (primeiro turno juvenil) ABC 3 x 1 Santa Cruz (domingo, 27/6): Haroldo, Joãozinho, Cido, Bosco, Laercio, Jairo, Tuita, Edmilson, Elson, Zacarias e Alfredo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (I)

O professor Zacarias Anselmo da Silva, falecido no sábado (14), na linha de ataque do Racing do bairro das Rocas


José Vanilson Julião/José Ribamar Cavalcante

Texto, pesquisas e imagens


Premonição. Ou pura coincidência. São as explicações para os acontecimentos paralelos.

Há duas semanas o ex-jogador e memorialista José Ribamar pergunta ao redator quem foram os autores dos gols de uma das maiores zebras do futebol potiguar.

Passa a sexta-feira, o sábado, o domingo e na segunda-feira o repórter explica que não poderia responder no momento por não poder pesquisar sobre o assunto.

A causa: o site da Biblioteca Nacional Digital estava fora do ar. E só retorna poucos dias depois.

Quando, finalmente, indica os atacantes Herculano, Zacarias e Ivan Alves como os marcadores do jogo Racing 3 x 0 ABC, numa sexta-feira, 18 de abril de 1969.

Era a única participação de um dos dois principais times amadores do bairro das Rocas (o outro é o Palmeiras) na divisão principal do campeonato estadual.

A zebra pastou no ralo gramado do tradicional estádio "Juvenal Lamartine", silenciando a torcida alvinegra.

Somente na década anterior, no campeonato potiguar, também no estadinho da Avenida Hermes da Fonseca (Tirol), o alvinegro passou por vexame semelhante.

Na estreia (31/5/1956) perde para o Grêmio Natalense (2 x 1), ex-Brasil (bairro do Alecrim), treinado pelo depois instável Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta".

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (VI)

Armando e Alberto marcam os gols do "River"; João Acioli desconta para o "Carneirinho"

As camisas listradas, na verdade,
teriam as cores amarela e verde

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Todos os pormenores apontam para que a imagem rara colorizada da equipe de futebol do "Clube Carneirinho de Ouro" seja a original em preto e branco do jogo amistoso contra o "River Plate" xará do clube argentino da faixa diagonal vermelha.

Os indícios reverberam as reportagens A REPÚBLICA sobre o "festival esportivo" dominical (8/8/1937), em disputa a "Taça Maria Lamas Farache".

A abertura no Estádio Juvenal Lamartine (Tirol) acontece (15 horas) com Alecrim 0 x 2 Paysandu, pela Taça “FISK”.

Jogadores relacionados pelo “River Plate”: Chagas, Barata, Tonho, Waldemar Matias Araújo, Humberto Nesi, Evilásio, Armando Barros de Góes e Alberto Galvão de Moura. Reservas: Anoliveira, Jofilli, Amador Lamas, Alípio e Fernando,

“Carneirinho”: Eugenio, Reinaldo Praça, Nenê, Galvão, Waldomiro, Peixoto, Avelino, Cabo João (João Acioli), Salvador, Hermes Marques Amorim e Fernando.

Suplentes: Antônio, Américo, Waldemar Junqueira de Oliveira (player americano do amistoso do Acari em 1926), Garibaldi (Minho), Euclides Lira (presidente do segundo Santa Cruz) e Aparício Martins.

O treinador mais jovem do futebol brasileiro?

ABC (1954): Badidiu, Cadinha, Nei Andrande, Toré, Edson, Gonzaga, Tatá; Mota, Oliveiro, Jorginho e Macau. Elenco base do tricampeonato 1953/54/55

Nei, em Salvador, com o
livro do jornalista potiguar
Adriano de Souza, sobre o
ABC, período 1915/1925

Vítor Dias

RN Futebol Clube


Em minhas pesquisas vi que, em março de 1956, após a conturbada saída do pernambucano Edésio Leitão, Ney Bezerra de Andrade, então meio-campista do ABC, assume o comando técnico do alvinegro.

Ney Andrade tinha apenas 20 anos (nasceu em 22 de junho de 1935). Mas demonstrava liderança como capitão do clube desde algum tempo.

Foi jogador e técnico até outubro, quando o Mais Querido contratou o baiano Maneco (Augusto Emanuel da Fonseca), vindo do Ypiranga (Salvador), e demitido dias após confusão e troca de agressões com o jogador abecedista Pacatuba (depois contratado pelo rival América).

O incidente ocorre durante excursão a Currais Novos e Andrade reassume como treinador interino até a chegada do primeiro treinador estrangeiro do ABC, o uruguaio Luís Comitante (oriundo do futebol cearense) em julho de 1957.

Ney, hoje com 90 anos, reside na capital baiana, pois, depois do Sport Recife, jogou no  Bahia, entre 1960/62, seguida de curta permanência no alviverde América recifense.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (V)

Reportagem de "A República" diz que as
cores da camisa do time de futebol do Clube
Carneirinho de Ouro são "amarela e verde"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao analisar com mais detalhes na segunda reportagem da série a fotografia referente a equipe de futebol do "Clube Carneirinho de Ouro" o redator fez a pergunta sobre as cores da camisa:

"Quanto a cor azul desconhece-se a motivação da Inteligência Artificial (IA). Poderia, pela tonalidade clara do original preto e branco, ser verde?"

A resposta vem pela quinta reportagem de outra série inédita do ano passado (segunda-feira, 4 de agosto): "River Plate ganha Torneio "Maria Lamas Farache".

Em homenagem a mulher do dirigente Vicente Farache Neto e que deu nome ao antigo, em Petrópolis, e ao atual estádio do ABC.

O "River" clone do clube argentino decide com o "Carneirinho de Ouro" (domingo, 8/8/1937), data de aniversário do primeiro ano do clube da Ribeira.

Gols: Alberto Galvão de Moura (um dos fundadores do Santa Cruz/RN em 1934), João Acioli da Silva (Cabo João) para o "Carneirinho", e Armando Barros de Góis.

Além do placar e dos gols, o extinto jornal diário A República, em uma das edições, antes ou pós jogo, dá até a cor da camisa do "Carneirinho": "amarela e verde"!

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (IV)

O potiguar Alberto Galvão de Moura, diretor do
Sport Recife, homenageado na Assembleia/PE,
foi um dos participantes do amistoso entre o
"Carneirinho de Ouro" x "River Plate" no JL

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Para identificar o possível elenco do "Clube Carneirinho de Ouro" é preciso localizar a data do jogo no Estádio Juvenal Lamartine.

O ponto de partida é cruzar informações das reportagens seriadas ou avulsas sobre o "Carneirinho" em dois anos.

Diante das consultas nos arquivos e estabelecido o quadro situcional é provável que tenha sido um amistoso entre o "Carneirinho de Ouro" e o "River Plate" natalense.

O encontro entre o "Carneirinho" e o clone do clube argentino da capital Buenos Aires, famoso pela faixa diagonal vermelha na camisa, acontece na data do aniversário de um ano de fundação.

Não há menção ao amistoso no jornal diário vespertino católico A Ordem, porém aparece em A República, edições cedidas pelo pesquisador Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

Está lá na terça-feira (10/8/1937) no extinto jornal centenário: "Carneirinho" 1 x 2 "River" (domingo 8). Pela Taça "Maria Lamas Farache".

Na preliminar o Alecrim Futebol Clube perde para o alvo e branco Paysandu (0 x 2), considerado filial do ABC, que leva a Taça "Fisk".

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (III)

ARA: Ponciano, Adalberto, Dorcelino, Nezinho, Nenê, Edson Pinto, Pinheirinho, Hemetério, Teixeirinha, Cabo João, Simão, Neném, Xixico e Mário Crise. Faltam Raimundo Canuto de Souza e Glicério de Souza (mossoroenses do América). Oito atletas da imagem são do ABC

Acervo: J. G. D. Emerenciano

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A origem do grupo organizador vem de 1932, mas oficialmente o "Clube Carneirinho de Ouro" existe a partir de agosto de 1936 (sábado 8).

Como primeiro presidente o bacharel em Direito João de Brito Dantas, que chegou a juiz da comarca do município de João Câmara, nova denominação de Baixa Verde com a morte em 1948 do senador que lhe empresta o nome.

Meses depois o "Carneirinho de Ouro", com atual sede social e recreativa no primeiro andar de um prédio na Avenida Tavares de Lira com a Rua Chile, no bairro da Ribeira, também passa a organizar um time de futebol.

E existia uma forte razão para promover jogos entre associados e equipes amadoras da época, como o "Cruzmaltino", "River"(xará do clube argentino da faixa diagonal vermelha) ou excursionar pelo interior do estado, como ocorreu na cidade de Santa Cruz, na região do Trairi.

Entre os sócios frequentadores havia jogadores dos principais clubes da capital do Rio Grande do Norte. Casos de João Acioli da Silva (Cabo João"), primeiro do ABC e depois do América, e o atacante pernambucano Hermes Marques de Amorim, campeão pelo Torre (Recife) nos anos 20.

SELECIONADO

Os homens de linha Cabo João e Hermes Amorim, que seguiram carreira até 1939 beirando 1942, também participaram da seleção potiguar eliminada pelo selecionado baiano no IX Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (7/1 a 11/3/1934).

A Associação Riograndense de Atletismo (ARA), imagem acima, conhecida como a "Seleção Fantasma do Nordeste", cai nas quartas-de-finais, após eliminar paraibanos, pernambucanos e cearenses na terceira participação desde 1929.

Participam 14 equipes no certame amador da CBF (houve a profissional da Federação Brasileira de Futebol): RN, PB, PE, CE, SE, AL, MA, PI, BA, ES, Distrito Federal e a Liga de Esportes da Marinha.


Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (II)

Rara imagem do Alecrim FC em 1937, com o mesmo posicionamento da foto do "Carneirinho de Ouro", mostra a casinha nos fundos do Estádio Juvenal Lamartine, para os lados dos morros do Tirol


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pode parecer a mesma imagem da reproduzida ao lado. A de cima é o time do Alecrim FC em 1937.

Mas a inserção da também rara fotografia nesta série inédita tem um propósito.

O detalhe é mostrar a existência da mesma casinha nos fundos do estadinho "Juvenal Lamartine", fundos para os morros dos ventos circundantes.

Naquele ano, depois de participar dos cinco campeonatos oficiais, entre 1926/1930, permanecer inativo em seis temporadas (até 1936), retorna as atividades.

A reportagem não dá maiores detalhes da foto, publicada numa das edições do semanário "O Poti", em meados dos anos 60, em virtude do site da Biblioteca Nacional está em manutenção.

O flagrante (cortesia do pesquisador Arthur Pierre dos Santos Medeiros) ilustra reportagem especial do falecido repórter esportivo Everaldo Lopes Cardoso.

Para a imagem do "Carneirinho de Ouro", também de 1937, há o merecimento de uma leitura a mais do que o texto-legenda da abertura desta sequência.

ATLETAS

São 16 atletas. Os 10 titulares com camisas de listas mais largas e de gola em "V" ou olímpica. O goleiro, é claro, o número um, de camisa padrão com a cor inteiriça.

Os cinco reservas ou suplentes com as camisas de listas mais estreitas. Alguns com mangas compridas. E as golas diferentes, estilo tradicional.

Quanto a cor azul desconhece-se a motivação da Inteligência Artificial (IA). Poderia pela tonalidade clara do original preto e branco ser verde?