Consulta

terça-feira, 3 de março de 2026

Seridoense também defende rivais de Campina Grande

Campinense Clube (1988): Careca, Noronha, João José, Zé Neto, Hélio Show, Ademilson, Lima (massagista), Evandro, Evaristo, Almir, Assis Paraíba e Jorginho/Acervo pessoal: Noronha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não fosse o repórter ter despertado a curiosidade sobre a carreira do ex-jogador currais-novense Zé Neto o leitor/internauta em geral não teria maiores subsídios atualizados sobre o personagem.

Especificamente os torcedores dos clubes nordestinos, em especial potiguares, paraibanos e alagoanos, gentílicos dos estados por onde ele passou, como também os curiosos leitores de outras unidades federativas.

Consulta em um primeiro site ou blog especializado em fichas dos antigos jogadores o nome dele não consta nas relações do América/RN, ABC de Natal, Campinense e Treze.

Apenas um segundo site o relaciona em somente um clube, o Corintians (Caicó/RN), com o ano da passagem (1995), o último da carreira, e participação na Série C no segundo semestre.

No grupo da primeira fase da competição nacional enfrenta o ABC, Botafogo/PB, da capital João Pessoa, e o interiorano tricolor Santa Cruz (Santa Rita/PB).

A pesquisa encontra fotos raras com ele, inclusive desconhecidas pelo hoje enfermeiro nas secretarias estadual e municipal em Patos.

Foram cinco jogos. O sexto é cancelado por não influir na classificação. Seguem na competição o ABC, primeiro colocado, e o Botafogo/PB.

O tricolor da cidade do mesmo nome, na região metropolitana da capital paraibana, é lanterna da chave.

A sequência real da carreira: Zé Neto passa primeiro pelo rubro-negro (1988) e no ano seguinte é campeão pelo rival alvinegro.


FONTES

Bola na Área

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

O Gol

Súmulas Tchê

segunda-feira, 2 de março de 2026

Seridoense veste camisas vermelha e alvinegra (II)

O currais-novense Zé Neto é o antepenúltimo na fila do meio no "Galo da Borborema"

José Siderley Toscano de Menezes também
foi presidente do Potyguar de Currais Novos
e diretor da Federação de Futebol 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O empresário José Siderley Toscano de Menezes (1943 - 2017), fundador da primeira TV a cabo do Norte/Nordeste (1992), notório torcedor americano, foi quem conduziu a indicação do volante e meia José Joventino Cândido Neto.

Com o nome do avô abreviado para o "Zé Neto" assim fica conhecido no meio esportivo o hoje enfermeiro na cidade de Patos, interior paraibano, um dos reforços no começo da temporada de 1984.

No ano o América realiza 52 jogos, sendo 43 oficiais (41 pelo campeonato estadual e dois pela Taça CBF) e nove amistosos, sem contar as três partidas do Torneio Início, único troféu conquistado.

Ele começa o semestre entrando na maioria dos jogos, mas uma contusão de tratamento demorada o leva a sair do time principal. O que ocasiona a participação em menos da metade dos jogos do alvirrubro.

O América termina vice-campeão estadual no ano em que o campeão, o ABC, tem os artilheiros da competição estadual, Silva, Marinho Apolônio e "Dedé de Dora", no ataque de mais de cem gols.

No meio do ano de 1985 é contratado pelo ABC, permanece para 1986, sendo mais uma vez segundo colocado na primeira campanha do bicampeonato do Alecrim desde o título invicto esmeraldino (1968).

Em 1987 é vice-campeão potiguar pelo Baraúnas de Mossoró. E dois anos depois enriquece o currículo com a primeira faixa de campeão estadual pelo Treze de Campina Grande, o "Galo da Borborema".

Em contato via rede social assim se expressou Zé Neto: - Trabalhei com treinadores muito conhecidos e bons, entre os quais Erandy Montenegro, Paulo Mendes, Freitas Nascimento e Francisco Bezerra ("Vereador").


FONTES/IMAGENS

Blog do Sorrentino

Blog Toscano Neto

Blog do Zé Duarte

Family Search

Futebol 80

Seridoense veste camisas vermelha e alvinegra (I)

Zé Neto chega no ABC no começo do segundo semestre de 1985 e permanece para 1986

Baraúnas: Esmerino, Miranda, Nonato,
Eduardo (chamado "Joel Bangu"),
Zé Neto, Batista, Magno, Adson,
Carlinhos, Silva e Gaúcho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O currais-novense José Joventino Cândido Neto (27/12/1964), no mundo da bola "Zé Neto", aparece duas vezes no noticiário do Diário de Natal em 1983.
Como coadjuvante em notas sobre o meia do ABC José Gomes de Medeiros, o "Dedé de Dora", vindo do Potyguar (Currais Novos).
Nas quais é apontado como outra revelação e poderia ser aproveitado pelos clubes da capital do RN, principalmente ABC ou América.
E reaparece nos primeiros três meses do ano seguinte no alvirrubro: em treinamentos e amistosos com o Alecrim (1 x 1) e Campinense (3 x 2).
Além dos dois jogos oficiais pela primeira fase eliminatória do campeonato nacional (Taça CBF) contra o Ceará. Quando o alvirrubro é eliminado fora de casa no jogo da volta.
Zé Neto marca dois gols oficiais pelo alvirrubro: Torneio Início e campeonato estadual na vitória de 2 a 0 sobre o Riachuelo, o popular RAC. Veste a camisa alvirrubra em torno de 20 vezes (amistosos e partidas oficiais).
O DN (sexta-feira, 2/8/1985) anuncia o volante currais-novense como reforço indicado pelo recém contratado treinador abecedista Erandy Pereira Montenegro.
Zé Neto estava parado desde o começo do ano, depois de sair do América, e estaria propenso a jogar no campeonato interiorano. No alvinegro permanece até 1986 e no ano seguinte está no Baraúnas (Mossoró/RN).
Demais clubes: Treze, Campinense, Cruzeiro de Arapiraca (Alagoas), Ipanema/AL, Nacional e Esporte (ambos de Patos/PB), Atlético (Cajazeiras) e Corintians (Caicó/RN).

FONTES/IMAGENS
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Cruzeiropedia
Futebol do Interior
Futebol Nordestino
Futebol 80
Globo Esporte
No Ataque
O Gol
Safern
Terceiro Tempo
Acervo: José Ribamar Cavalcante

domingo, 1 de março de 2026

Segunda fotografia do Itabuna/BA com Hélcio Jacaré

ITABUNA ESPORTE CLUBE (1971): Luiz Carlos, Ailton, Americano, Neném, Piaba, Paulo, Santa Cruz (Adilson Ribeiro da Silva), Hélcio Batista Xavier ("Jacaré"), Bel, Zezinho e Jairo

RODAPÉ DE PÁGINA

José Vanilson Julião

Mês passado foram publicadas uma série numérica e reportagens alternadas envolvendo jogadores de fora e do Rio Grande do Norte com o apelido "Jacaré" adicionado ao nome de batismo.

Primeiro o atacante potiguar Marcos Gomes de Medeiros, que começou no infantil-juvenil e aspirante do ABC, chegando a titular, com carreira também no futebol cearense, primeiro no Calouros do Ar encerrando no Usina Ceará e pelo interior.

Também foi mencionado o mais famoso deles, o atacante Hélcio Batista Xavier, nascido na Baixada Fluminense (Estado do Rio de Janeiro), que começou no Bangu, passou pelo futebol baiano e cearense antes de chega em Natal, em 1973, indicado ao América pelo treinador Maurílio José da Silva, o "Velha".

E o norte-rio-grandense José Roberto do Nascimento Viana, que começou no Alecrim em 2007, rodou o Nordeste, passou por outros estados e, depois de pendurar as chuteiras, estaria morando no Ceará, onde foi ídolo com passagens pelo Icasa de Juazeiro do Norte.

Na conta também o catarinense Érmison José Leopoldo, com passagem curta no segundo semestre de 1998, pelo América de Natal, como reforço na Série A na tentativa de escapar do rebaixamento após o acesso de divisão em 1997. O atleta tinha como atração ser amigo do tenista "Barriga Verde" Gustavo Kuerten", o "Guga", campeão em "Roland Garros" (Paris).

"Santa Cruz" - Ainda interessante na fotografia ("Futebol Anos 70") a presença do atacante do Rio de Janeiro, Adilson Ribeiro da Silva, que chegou no primeiro semestre de 1973, indicação do mesmo "Velha", vindo da metrópole carioca no segundo semestre de 1972, a tempo de treinar o clube no campeonato brasileiro da Divisão Especial, equivalente a Série B.

JOGO-TREINO AMERICANO

Neste sábado 28, no Centro de Treinamento Abílio Medeiros (Parnamirim), América 6 x 1 Riachuelo. Gols: Antônio Villa (dois), Salatiel, Gustavo, Ricardo Lopes e Allan.

Para o "amistoso" na arena alvirrubra (Estádio José Vasconcelos da Rocha), o técnico Ranielle Ribeiro mandou a campo:

Renan Bragança (Lucas Araújo) Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues (Gustavo), Renzo (Jadson), Evandro (Charles), Coppetti (Judson), Antônio Villa (Allan), Souza (Galvan), Alisson Taddei (Iarley) (Ricardo Lopes), Cassiano (Joãozinho) (Nycollas Lopo) e Salatiel (Wellington Tanque) (Caio).

sábado, 28 de fevereiro de 2026

Impresso repercute levantamento do blog sobre goleador

Wallyson e o presidente do
ABC Eduardo Machado

Gol 100 de Wallyson pelo alvinegro gera polêmica sobre data

"Tribuna do Norte" (14/2/2026)


O "Frasqueirão" viveu uma tarde especial no sábado 7/2, dia do último confronto da primeira fase do Campeonato Potiguar entre ABC e QFC. O corredor humano formado pelos jogadores, o aplauso compassado da Frasqueira e a entrega da camisa emoldurada pelas mãos do presidente Eduardo Machado compuseram o cenário perfeito para celebrar o que o ABC anunciava como o centésimo gol de Wallyson com a camisa alvinegra — marcado na partida anterior, contra o Potyguar Seridoense. A festa estava pronta, o roteiro impecável e o ídolo, emocionado. Mas, enquanto o clube comemorava, uma descoberta silenciosa — e extremamente bem documentada — já havia colocado em xeque a contagem oficial.

Kolberg entrega um dos livros autorais
ao memorialista José Ribamar Cavalcante

A fagulha dessa discussão nasceu longe dos holofotes, fruto do trabalho minucioso do jornalista José Vanilson Julião, pesquisador dedicado à memória do futebol potiguar, e do também jornalista e bacharel em Direito Kolberg Luna, autor dos livros “45, um tempo de futebol e de um poema” e “Ribamar, o guardião da memória do futebol potiguar”. Juntos, eles revisitaram arquivos, súmulas, jornais antigos e registros esquecidos, chegando a uma conclusão que alteraria a linha do tempo do maior ídolo recente do ABC: o centésimo gol de Wallyson não aconteceu em 2026, mas sim em 22 de março de 2025, em pleno Clássico Rei, na Arena das Dunas.

JVJ levantou o questionamento para Kolberg
ratificar em artigo exclusivo para o blog

“A ideia do alerta não foi de questionar a façanha, que é grandiosa e extraordinária. Wallyson escreveu mais uma página na sua belíssima história no ABC FC, deverá ultrapassar Albano e Paulo Izidro e se tornar o terceiro maior artilheiro do clube de todos os tempos. Essa é a tendência! Ocorre que se a contagem tivesse sido mais detalhada, a torcida alvinegra teria vibrado com o centésimo gol exatamente diante do maior adversário, o que, sem sombra de dúvidas, traz outra dimensão para o feito”, destacou Kolberg Luna.

A origem da divergência remonta ao início da carreira do atacante. Em 16 de abril de 2006, jovem, desconhecido e ainda tendo o nome grafado como “Wallynson” pela imprensa da época, o jogador marcou seu primeiro gol pelo ABC em um amistoso contra o Corinthians de Caicó, no estádio Maria Lamas Farache. Esse gol, por não ter caráter oficial, foi ignorado pelo clube nas contagens posteriores. Para Julião e Luna, porém, a história não pode ser escrita com lacunas: se a bola entrou, se há registro, se há súmula, então o gol existe — e deve ser contabilizado.

A partir dessa premissa, a dupla recontou a trajetória do atacante e chegou ao ponto chave da polêmica: a partida América 1 x 1 ABC, válida pela ida da final do Campeonato Potiguar de 2025. Diante de 12.955 torcedores e sob arbitragem de Tarcísio Flores da Silva, Wallyson abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. O América empataria apenas no fim, com Souza, mas o que importa para a história é o que veio antes: aquele gol, registrado oficialmente, seria o verdadeiro 100º da carreira do Mago pelo ABC.

A ficha técnica reforça a solidez da descoberta. O ABC, comandado por Evaristo Piza, entrou em campo com Felipe Garcia, Ezequiel, Windson, Bruno Bispo, Manoel, Wellington Reis, Randerson, Adeílson, Joãozinho, Danilo Alves e Wallyson. O América, treinado por Moacir Júnior, tinha Renan Bragança, Ricardo Luz, Iran, Guilherme Paraíba, Rennan Siqueira, Ferreira, Davi Gabriel, Souza, Ítalo, Henrique e Giva. Nada ali é fruto de memória oral ou suposição: tudo está documentado, registrado e preservado.

Com isso, a linha do tempo ganha novos contornos. O gol de 2006 passa a ser o primeiro e, assim, o gol contra o América, em 2025, se transformou no centésimo da carreira do maior ídolo dos abecedistas na era Frasqueirão. E o gol celebrado agora, contra o Potyguar, assume o papel de 101º — ainda que oficialmente o clube mantenha a marca redonda para fins de uma justa homenagem.

A descoberta, longe de diminuir a festa, acrescenta profundidade à causa e reforça uma lição: todos os registros no futebol devem ser levados em conta, amistosos ou não. Importa o que está escrito na súmula. Para um jogador que sempre encarnou o espírito do Clássico Rei, há algo ainda mais poético no fato de que o centésimo gol de um ídolo abecedista tenha acontecido justamente em um duelo contra o maior rival, em uma final. É como se a história, mesmo ignorada por um tempo, tivesse encontrado uma forma de homenagear Wallyson da maneira como ele mais desejaria.

No fim, a homenagem prestada pelo ABC permanece justa e merecida. Wallyson alcançou um patamar raríssimo no futebol moderno, e a celebração no Frasqueirão traduz o carinho de uma torcida que o viu crescer, partir, voltar e se eternizar. Mas, graças ao trabalho rigoroso de José Vanilson Julião e Kolberg Luna, a história agora entrou no rumo correto.

A matemática pode ser questionada. A idolatria daqueles que conseguem marcar época, jamais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O jogador americano parente do fanático abecedista

Marcelo Petrovich é sobrinho-neto do antigo
jogador do América de Natal Petrovich

Jota Valdeci

Especial


Bastante conhecido em rede social o torcedor Marcelo Antonio Iorio é filho de Enelio Antônio Galvão Petrovich, que vem a ser filho do falecido advogado e escritor Enelio Lima Petrivich, "eterno" presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

A família é descendente do imigrante Matheus Petrovich, comerciante instalado no bairro da Ribeira no começo do século passado.

O trisavô austríaco Nicolau Bigois e família

O estrangeiro foi casado com uma descendente de outro europeu chegado ao Rio Grande do Norte na última década do século XIX, o também comerciante e austríaco Nicolau Bigois.

O casal Matheus/Ana gera Célio, bisavô de Marcelo, portanto sobrinho-Neto de Luiz Gonzaga Petrovich, antigo atacante, geralmente de posição ponta-esquerda, no Santa Cruz e no América, nos anos 30/40.


Luiz Gonzaga, dentro de campo chamado Petrovich, foi estafeta interino e depois efetivo, em meados dos anos 20/30, dos Correios.


MAIS DETALHES NA REPORTAGEM "Imagem rara conta história do amistoso intermunicipal - VI" (domingo, 14/9/2025)


FONTES/IMAGENS

Agora RN

Almanaque Laemmert

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Novo Jornal

Family Search

Jornal da Grande Natal

América na segunda divisão da liga de futsal


Estão definidos os 16 clubes da segunda divisão da principal liga nacional de futsal. A primeira edição começa em abril.

A LNF Silver é a nova divisão criada pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Como campeonato de acesso à elite da agora chamada de LNF Gold.

A mudança está sendo implementada e representa um marco no calendário nacional, criando um sistema de promoção e rebaixamento.

A ideia é estimular a profissionalização de times menores ou emergentes; fortalecer o futsal com times de diferentes regiões.

Formato da competição

A disputa tem fase de pontos corridos e playoffs eliminatórios com os times classificados entre os melhores avançando às fases decisivas.

Os finalistas garantem acesso direto à "Gold" e o terceiro colocado disputa vaga extra em confronto de acesso/descenso com um time da elite.

Além disso a Copa LNF, torneio eliminatório que reúne clubes das duas divisões em confrontos únicos.

Os participantes vêm de 10 estados do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. dobra o número de estados em comparação ao formato anterior.

Fonte: "Blog Um Grande Escudeiro"

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

"Tabelinha com gol de letra no Direito esportivo"

Advogado Milton de Freitas Jordão
Pinheiro Gomes: o especialista

NOTA OFICIAL

O América Futebol Clube SAF recebe com serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que acolheu os argumentos apresentados por nossa defesa e reafirmou princípios fundamentais do direito desportivo, como proporcionalidade, razoabilidade e equilíbrio na análise dos fatos.

O resultado reflete o trabalho técnico, criterioso e incansável conduzido pelo Dr. Milton Jordão, à frente da estratégia jurídica, em conjunto com os advogados e escritórios que atuaram de forma integrada na defesa dos interesses do América.

O América sempre pautou sua atuação pela transparência, pelo respeito às normas e pela confiança nas instituições, mantendo uma postura responsável, serena e firme ao longo de todo o processo.

Seguimos focados em nossos objetivos esportivos, certos de que nunca perdemos de vista o essencial: a confiança no trabalho do elenco, a gestão sólida que conduz o clube por meio da SAF, a força de uma torcida que compreende que lutar por justiça é um direito e, sobretudo, a união e a parceria institucional com a Associação, reforçadas pelo trabalho do presidente Hermano Morais, com agradecimento também ao vice-presidente do América, Francisco Sobrinho, que fortalecem a solidez e a coesão do América dentro e fora de campo.

A fotografia original americana publicada na PLACAR

América: Mingo, Valério, Gito, Tiê, Eugenio, Lico, Bebeto, Biro-Biro, Baica, Casquinha e Paloma


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada de 1992 o América desiste do campeonato brasileiro no primeiro semestre devido a uma crise administrativa e financeira.

Nos seis primeiros meses do ano se envolve apenas em 15 amistosos domésticos contra times e selecionais municipais amadoras do interior potiguar.

Ainda joga amistosos interestaduais (Campinense e Guarabira) e contra os domésticos Desportiva do Vale e o rival ABC.

No segundo semestre enfrenta o Corinthians pela Copa do Brasil, e perde duas vezes pelo mesmo placar: 3 x 0.

O Torneio Início do campeonato potiguar ocorre no domingo (5/7) e em dezembro o alvirrubro termina como o bicampeão potiguar.

A fotografia original que encima a postagem é a mesma publicada pela revista esportiva paulista "Placar", em circulação deste 1970.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A história da imagem americana de duas décadas

América/RN (2006): Joellan, Sandro, Fabiano Silva, Raniere, Fernandes, Robson; Renan, Paulinho Kobayashi, Leandro Sena, Adilson e Paulinho Marília/Facebook: Joelan Paulo de Medeiros Santos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia pode ser considerada uma raridade. Pelo ângulo pouco usual, meio que de lado, como se fosse uma "confusão" na configuração da pose dos jogadores com os mascotes.

A foto feita com os 11 titulares que iniciaram a partida, posicionados de frente para a torcida americana, ao lado das cabines de rádios, cadeiras especiais e numeradas do Estádio João Machado.

Pela leitura da composição da escala do treinador Luiz Carlos Martins o redator indica, categoricamente, que a foto é do primeiro semestre de 2006, precisamente pelo campeonato estadual.

Com os indícios disponíveis, jogadores e local da partida, o repórter conclui que se trata do jogo América 2 x 1 Alecrim (domingo, 12/2/2006).

Gols de Kobayashi (7), Rodolfo (16), ex-atacante do alvirrubro, e Adilson (27). Arbitragem central: Adonai Nagib de Carvalho França.

Para se chegar a data elimina-se os jogos em outros estádios (capital e interior) e as partidas sem participação do atacante Edilson.

Depois a checagem dos jogos em que ele participa com o cuidado de coincidir com os companheiros da imagem.

E verifica-se que entra em apenas um jogo ao lado de Joellan, revelação da base alvirrubra do começo da década (2004/05).


Cronista retrata o mundo fantasioso do futebol atual


FUTEBOL DE BOLA MURCHA

Tadeu Miracema


Definitivamente não é uma distração acompanhar os jogos no futebol brasileiro. Todos os envolvidos, sem exceção, têm a sua parcela de culpa.

Os árbitros são ruins e as regras (mal) interpretadas, cada um à sua “maneira ou interesse”; o VAR é uma VARgonha!

Os narradores (salvo raras exceções) estão mais para animadores de auditório; alguns comentaristas – principalmente os ex-jogadores – incorporaram palavras difíceis (ataque posicional, amplitude, entrelinhas, verticalidade, entre outras) para corroborar as análises táticas; e os comentaristas de arbitragem corporativistas.

Os técnicos querem chamar toda a atenção do espetáculo para si e estão mais preocupados com a arbitragem do que orientar seus comandados. Chegam ao absurdo de reclamações estapafúrdias sobre cobrança de lateral. Não está muito longe e vão reclamar até da cor da cueca do quarteto de árbitros.

Os componentes do banco de reservas apitam o jogo durante os 90 minutos e quase adentram em campo; dentro das quatro linhas, os “artistas do espetáculo” (parece mesmo um circo) tentam de toda forma ludibriar a arbitragem em lances bisonhos, mesmo sabendo que o VARgonha está de “olho”.

Ficam mais tempo cercando o árbitro do que marcando seu adversário. Levam uma trombada na barriga e caem no chão rolando com as mãos no rosto. Fazer cera, ao que parece, deve ser parte integrante do “treinamento tático e secreto”.

São cenas ridículas de um futebol que se diz profissional. Os atletas não colaboram dentro de campo para o bom andamento do jogo. Os “boleiros” se acham o suprassumo da inteligência e, alguns, da beleza. Uma parte deles está mais preocupada com suas tatuagens e com seus diferentes tipos de mechas de cabelo.

O “estrelismo e a soberba” quando vestem a camisa da Seleção é o reflexo do pífio resultado dentro de campo. Faz tempo que não somos os melhores e eles, jogadores, ainda não caíram na triste realidade da bagunça generalizada do nosso futebol – dos dirigentes aos atletas.

Uma grande parte de todas essas observações ocorre somente no futebol brasileiro. Acrescento que os dirigentes também deveriam participar da entrevista pós jogo quando seu time for beneficiado com o erro, não apenas quando é prejudicado. É uma hipocrisia descarada.

Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso de curtir e torcer pelo seu time com o radinho colado no ouvido. A emoção da transmissão nos levava pelas ondas do “dial” para dentro do estádio, imaginando lance por lance, detalhe por detalhe.

Os locutores nos traziam uma narrativa muito acima da realidade: um lateral próximo à sua área de defesa era um terror, tudo era dramático ao extremo, desligava e ligava o radinho a cada ataque contra meu time, esperava o grito de gol vindo do rádio em alto volume do vizinho que torcia pelo adversário.

Era um alívio ao ouvir aquele adorado "silêncio”... hoje, o excesso de jogos transmitidos pelas TVs mostra uma realidade morta. Além dos locutores, tínhamos ótimos trepidantes e comentaristas que tentavam traduzir, em três ou quatro minutos de intervalo, o que teria acontecido. Até hoje eles tentam, na verdade.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante para qualquer esporte, pois sem ela tudo seria sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo. Fora de campo falta unidade entre os clubes e a classe desportiva em geral.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

América/RN passa pelo GAS na Copa do Brasil

O atacante Vanilson, do GAS, é xará do redator

O América vence o Grêmio Atlético Sampaio de Roraima, do treinador português Paulo Jorge Diogo Morgado.

O alvirrubro avança para a terceira fase e aguarda o vencedor de Ivinhema, de Mato Grosso do Sul, e Volta Redonda/RJ (quarta-feira, 4 /3).

E fora das quatro linhas fica de olho, nesta quinta-feira (26), no resultado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no Rio de Janeiro. 

Em que espera a confirmação do pleno do TJD da FND, que devolveu os 18 pontos conquistados na primeira fase do campeonato potiguar.

Com isso conseguiu o primeiro lugar na classificação geral com o ABC em segundo. O alvirrubro e o alvinegro esperam os dois classificados para as semifinais.


FICHA TÉCNICA

América 3 x 0 GAS

Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior/PR

Público: 5.451 pagantes (5.584)

Renda: R$ 136.383,00

Gols: Cassiano 37'''24 , Souza 45'15 (pênalti) e Alexandre Aruá 19'54/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro, Carlos Coppetti (Judson), Alexandre Aruá, Souza, Alisson Taddei (Augusto Galvan), Cassiano (Joãozinho) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Grêmio Atlético SampaioKatê, Vitinho, Albert González, Gabriel Gonçalves (Werick), Matheus Velasque, Diego Chapa (João Cardoso), Railson Queiroz (João Vitor), Digão, Eric Bahia (Weslem França), Elmi (Lucas Forneles) e Vanilson. Treinador: Paulo  Jorge Diogo Morgado

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (II)

Antonio Ibiapino de Souza na linha atacante do Salinistas campeão municipal mossoroense em decisão com o CID na temporada de 1960

Zezinho Ibiapino, irmão de Antonio, no
Galo da Borborema de Campina Grande

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O antigo jogador e ex-massagista do Potiguar de Mossoró, Antônio Ibiapino de Souza, de 89 anos, está em franca recuperação hospitalar há algum tempo, e pode ter alta médica a qualquer momento, desde que os cuidados adequados venham a acontecer e ser proporcionado o deslocamento para casa.

Ibiapino foi internado numa unidade hospitalar em dezembro do ano passado com problemas respiratórios. Com melhoras agora a filha Lúcia Maria de Souza apela pelo auxílio dos amigos para contornar as despesas com a possibilidade do pai ser assistido em casa por uma equipe médica e de enfermagem.

No que se convenciona chamar um atendimento "HOMECARE" com a assistência e uso de equipamentos modernos e adequados, tipo "BIBAP". Quem se dispor a ajudar com contribuição financeira, de qualquer quantia, o PIX disponibilizado é 32532725400.

Ibiapino jogou pelo Salinistas, Potiguar, Baraúnas e Seleção de Limoeiro do Norte (Ceará). Era seu irmão o atacante mossoroense José Ibiapino Filho, falecido aos 83 anos (2014).

E que começou a carreira em times da cidade natal, passou pelo ABC (1951), Treze de Campina Grande (1952), Campinense Clube, Náutico do Recife e Ceará Sporting de Fortaleza (Fonte: O Gol).


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (I)

Potiguar: Antonio Ibiapino, Tiquinho (falecido), Mazinho, Onesimar Carneiro, Manoel Ananias, Jocelito, Biola; Aldivan, Silva (falecido), Pinto, Cícero Ramalho e Chiquinho (falecido)/Acervo: Onesimar Fernandes Carneiro


O diretor da Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Rio Grande do Norte (AGAP/RN), Onesimar Fernandes Carneiro, divulga, a pedido da família, 
a campanha humanitária em favor de um antigo jogador mossoroense.

Desta vez os amigos podem colaborar para a recuperação do querido Antonio Ibiapino de Souza, que também trabalhou nos anos 80/90 como massagista da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

O representante da AGAP em Mossoró, o ex-zagueiro Onesimar, foi um dos atletas locais que conviveram com Ibiapino, que vestiu a camisa alvirrubra e também jogou pelo "Salinistas" no começo dos anos 50.

Ibiapino está internado em um hospital local, em recuperação de tratamento médico, e precisa da ajuda de amigos para a medicação e a recuperação continuar em casa, com aparelhamento, tecnologia moderna e adequada.

Zacarias jogou por três clubes amadores das Rocas

Estádio Senador João Câmara teve iluminação instalada pelo ex-prefeito Álvaro Dias

O fiel leitor Antonio Paulo comenta em rede social sobre a postagem anterior com o tema da conquista do campeonato estadual juvenil pelo ABC (1965) com o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva como atacante em campo:

"Um pequeno esclarecimento: Zacarias jogou no Nacional e Racing, mas é cria do Palmeiras. Começou no juvenil, depois aspirante e titular, juntamente com Elsinho, as grandes promessas das Rocas."

O "Elsinho" é o ponta-direita Helson de Assis Bezerra (portanto não se trata de Elson Germano), alvo da série "A revelação do Globo joga amistoso pelo ABC" (primeira semana de novembro/2025), levado para a cidade de Santos por um tio.

Já o Zacarias, depois de uma pausa nas reportagens esportivas, reaparece no Diário de Natal (Sexta-feira, 8/9/1967): Portuguesa 4 x 1 Racing (segunda divisão amadora). Zacarias marca o gol do tricolor do bairro das Rocas.

O jogo no dia anterior no Estádio Senador João Câmara, de surpreendente resultado, é conduzido por árbitros do quadro da Federação Norte-rio-grandense de Futebol: Luiz Meireles da Silva (central), Nelson Luzia da Silva e José Santos (auxiliares de linha).

O Racing ganha mais duas partidas em novembro pelo mesmo placar (4 x 0): Araruna (sábado 11), com dois gols de Zacarias e Wellington Ramos como árbitro principal; e Náutico (sábado 25), com Zacarias anotando mais um gol e arbitragem de Luiz Barbosa, o popular "Izinho".

domingo, 22 de fevereiro de 2026

A campanha abecedista no titulo juvenil de 1965

Equipe juvenil "imita" a principal (a base acima): Toinho Dantas, Erivan, Piaba, Nivaldo Dantas, Jorge; Rômulo Dias, Toinho de Macau, Elson Germano, Irimar e Izulamar (os irmãos de Ceará-Mirim)

São utilizados 19 jogadores. Inclusive o pré-universitário Zacarias Anselmo, recém falecido, antigo jogador do Nacional e Racing das Rocas.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Do total de atletas três participam das 20 partidas: João Batista de Oliveira (Bosco), Francisco de Assis (Cido) e João Teixeira (Joãozinho). Arnaldo Barbalho Simonetti e Honório Marcos (goleiro titular) ficam ausentes de um jogo. Djalma Ferreira (três participações). O goleiro reserva Floriano Fernandes com uma participação assim como Ademar Freire.

Participam da campanha o meia-esquerda Jairo Lins de Moura Bezerra, o meia ou ponta-direita Edmilson Varela, o atacante Elson Germano da Silva, o estudante Zacarias Anselmo da Silva (pretendia fazer o vestibular para engenharia), Antônio Cadó (Tuíta), Francisco Borges (França), Aguinaldo Nascimento, José Leão, José Albano e Gaspar Ribeiro (do estranho apelido "Neguba").

O arqueiro Haroldo ficou de fora do único jogo que terminou empatado em 2 a 2 nas finais (ver relação). Enquanto Arnaldo não entra no último jogo (domingo, 16/1/1966), contra o Riachuelo Atlético Clube (RAC).

O Diário de Natal dá uma minibiografia, de algumas linhas, para cada atleta, mencionando características de jogo e as idades, entre 17 e 21 anos, faixa etária limite para esta categoria de base.

Na série final contra o mesmo adversário (a exemplo do que ocorreu na temporada contra o Alecrim), o placar foi construído por Zacarias Anselmo (oito minutos do primeiro tempo), Elson (32/1) e Tuíta, aos 4 da etapa complementar.


CAMPANHA

Turno

ABC 0 x 0 Riachuelo (28/4)

ABC 1 x 0 Santa Cruz (5/5)

ABC 2 x 2 Ferroviário (23/5)

ABC 1 x 0 Atlético (2/6)

ABC 1 x 1 Alecrim (13/6)

ABC 1 x 0 Riachuelo (23/6)

ABC 3 x 1 Santa Cruz (27/6)

ABC 3 x 1 Ferroviário (14/7)

ABC 5 x 0 Atlético (8/8)

ABC 5 x 0 Alecrim (29/8)

Returno

ABC 1 x 0 Ferroviário (5/9)

ABC 4 x 2 Santa Cruz (19/9)

ABC 0 x 0 Riachuelo (17/10)

ABC 1 x 0 Ferroviário (31/10)

ABC W x O Santa Cruz (7/11)

ABC 2 x 4 Riachuelo (28/11)

FINAIS

ABC 2 x 0 Riachuelo (19/2)

ABC 0 x 2 Riachuelo (26/12)

ABC 2 x 2 Riachuelo (2/1)

ABC 0 x 0 Riachuelo (9/1)

ABC 3 x 0 Riachuelo (16/1)


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol



Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (III)

Rara fotografia com o professor Zacarias Anselmo no Nacional do Bairro das Rocas antes de sair do ABC e ingressar no rival Racing. Imagem do acervo familiar de João Anselmo, irmão do personagem também boleiro na época e depois da equipe de gráficos, anos 70/90, do jornal "Tribuna do Norte"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A rara imagem acima é a prova inconteste de que o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva (1949 - 2026), antes de ingressar e durante a estadia no ABC, começou a aparecer no Nacional das Rocas, e só muito depois ingressa no Racing do bairro da Zona Leste de Natal, pelo qual disputa o campeonato do bairro, a segunda divisão amadora e o campeonato profissional, entre 1967 e 1969.

Outra prova de que adolescente Zacarias inicia a carreira no infanto-juvenil do ABC antes da campanha do título da categoria juvenil em 1965 vem da pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva, presidido pelo bacharel Antônio Soares Filho, secretariado por Voltaire Xavier, e publicada e republicada no Diário de Natal (terça e quarta-feira, 25 e 26 de agosto de 1964).

Na data da sessão plenária (26) o jornal vespertino reporta: "Bazinho e Bebeca estarão hoje nas barras do TJD". A "volumosa" pauta inclui o árbitro Aderbal Barbosa (Bazinho, ex-jogador do Alecrim, por não comparecer a uma partida), Bebeca (expulso pelo árbitro Afrânio Messias e Silva por agressão) e os juvenis primários Zacarias (ABC) e Marcos Antônio (Potiguar/Parnamirim), incursos no artigo 109 do CBDF.

Ao que parece a punição não foi pesada e deve ter sido a prevista pela reportagem: "O cumprimento da lei do cão" (suspensão do jogo seguinte). Pois Zacarias entra em campo na preliminar ABC 1 x 2 Alecrim da principal sem abertura de contagem (domingo, 6/9/1964). Aderbal também escapa: é bandeirinha da partida de fundo (o outro: Wellington Ramos).

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (II)

Firmino Firmo de Moura (presidente), Haroldo, Cidão, não identificado, Bosco, Joãozinho, Mixirica, José Ribamar de Souza, o "Cadinha" (treinador), Edmilson, Elson Germano, Zacarias, Jairo "Bode" Lins e Tuíta.

Vanilson Julião/Ribamar Cavalcante

Texto, pesquisas e imagens



O repórter havia visto os anúncios fúnebre e da missa de sétimo dia em rede social, mas somente veio ligar o personagem ao pedido anterior do memorialista José Ribamar Cavalcante, o de resgatar os autores dos gols do jogo Racing 3 x 0 ABC (18/4/1969), quando este os repetiu no decorrer da semana.

O resultado imediato do cruzamento das informações sobre o desaparecimento do professor Zacarias Anselmo da Silva (1949 - 2026), aos 76, foi perguntar se Ribamar tinha alguma fotografia dele como jogador do Racing do bairro das Rocas.

E também no juvenil do ABC na segunda metade dos anos 60, pois o atento Ribamar havia acrescido este pormenor desconhecido do redator. Até porque há outros antigos atletas chamados Zacarias, inclusive um zagueiro no licenciado eterno Santa Cruz Esporte e Cultura, o campeão potiguar de 1943.

O atacante Zacarias começa 1965 como autor de um dos três gols do alvinegro sobre o campeão juvenil do ano anterior: 3 x 2 Alecrim (domingo, 24/1). Os outros artilheiros: Rui e Déo, Pedrinho e Edilson (esmeraldino).

Preliminar de ABC 2 x 0 Alecrim na decisão do campeonato estadual de profissionais do ano anterior (resulta na série de quatro com três empates e vitória esmeraldina).

Zacarias é campeão juvenil pelo ABC, treinado pelo ex-jogador José Ribamar de Souza, o "Cadinha", sendo relacionado na seleção da competição escolhida pelo vespertino Diário de Natal (quinta-feira, 30/12): Haroldo, Nilson, Cido, Varela, Alfredo, Toinho, Jairo, Tarcísio, Edmilson, Zacarias e Severino.

Para auxiliar Ribamar na identificação de um dos jogadores do ABC (foto acima) eis a escalação do jogo (primeiro turno juvenil) ABC 3 x 1 Santa Cruz (domingo, 27/6): Haroldo, Joãozinho, Cido, Bosco, Laercio, Jairo, Tuita, Edmilson, Elson, Zacarias e Alfredo.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (I)

O professor Zacarias Anselmo da Silva, falecido no sábado (14), na linha de ataque do Racing do bairro das Rocas


José Vanilson Julião/José Ribamar Cavalcante

Texto, pesquisas e imagens


Premonição. Ou pura coincidência. São as explicações para os acontecimentos paralelos.

Há duas semanas o ex-jogador e memorialista José Ribamar pergunta ao redator quem foram os autores dos gols de uma das maiores zebras do futebol potiguar.

Passa a sexta-feira, o sábado, o domingo e na segunda-feira o repórter explica que não poderia responder no momento por não poder pesquisar sobre o assunto.

A causa: o site da Biblioteca Nacional Digital estava fora do ar. E só retorna poucos dias depois.

Quando, finalmente, indica os atacantes Herculano, Zacarias e Ivan Alves como os marcadores do jogo Racing 3 x 0 ABC, numa sexta-feira, 18 de abril de 1969.

Era a única participação de um dos dois principais times amadores do bairro das Rocas (o outro é o Palmeiras) na divisão principal do campeonato estadual.

A zebra pastou no ralo gramado do tradicional estádio "Juvenal Lamartine", silenciando a torcida alvinegra.

Somente na década anterior, no campeonato potiguar, também no estadinho da Avenida Hermes da Fonseca (Tirol), o alvinegro passou por vexame semelhante.

Na estreia (31/5/1956) perde para o Grêmio Natalense (2 x 1), ex-Brasil (bairro do Alecrim), treinado pelo depois instável Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta".

Os boleiros do Clube "Carneirinho de Ouro" (VI)

Armando e Alberto marcam os gols do "River"; João Acioli desconta para o "Carneirinho"

As camisas listradas, na verdade,
teriam as cores amarela e verde

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Todos os pormenores apontam para que a imagem rara colorizada da equipe de futebol do "Clube Carneirinho de Ouro" seja a original em preto e branco do jogo amistoso contra o "River Plate" xará do clube argentino da faixa diagonal vermelha.

Os indícios reverberam as reportagens A REPÚBLICA sobre o "festival esportivo" dominical (8/8/1937), em disputa a "Taça Maria Lamas Farache".

A abertura no Estádio Juvenal Lamartine (Tirol) acontece (15 horas) com Alecrim 0 x 2 Paysandu, pela Taça “FISK”.

Jogadores relacionados pelo “River Plate”: Chagas, Barata, Tonho, Waldemar Matias Araújo, Humberto Nesi, Evilásio, Armando Barros de Góes e Alberto Galvão de Moura. Reservas: Anoliveira, Jofilli, Amador Lamas, Alípio e Fernando,

“Carneirinho”: Eugenio, Reinaldo Praça, Nenê, Galvão, Waldomiro, Peixoto, Avelino, Cabo João (João Acioli), Salvador, Hermes Marques Amorim e Fernando.

Suplentes: Antônio, Américo, Waldemar Junqueira de Oliveira (player americano do amistoso do Acari em 1926), Garibaldi (Minho), Euclides Lira (presidente do segundo Santa Cruz) e Aparício Martins.