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quinta-feira, 30 de julho de 2026

Atletas do "Brasil" e do "Grêmio" no América/RN

Zagueiro Herwin (primeiro em pé), Dinarte (goleiro) e Wallace jogaram no América

Texto-legenda da extinta revista carioca

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A "Esporte Ilustrado", que circulou no Rio de Janeiro e nacionalmente, nos anos 40/50, na edição 656 (2/11/1950) publicou a fotografia com o texto-legenda relacionando as vitórias (página 18).

A reportagem confirma outro jogo do time amador da rapaziada em pesquisa no diario vespertino católico "A Ordem" (sábado, 12/5/1951), Força e Luz x Grêmio Natalense (domingo 13), com a escalação diferente.

Uma nota na "Tribuna do Norte" (dezembro/1955) diz que o Grêmio era do bairro de Lagoa Seca, contrariando a informação de que seria o mesmo Grêmio Esportivo Natalense, antigo Brasil Futebol Clube com sede na Rua Manoel Miranda (no Alecrim).

O tricolor (azul, vermelho e branco) GEN, no primeiro semestre de 1956, se filia a Federação Norte-rio-grandense de Futebol para participar do campeonato da cidade.

O Grêmio fica na história pela zebra na partida de estreia, vence o ABC, e pelo protesto da inclusão do atacante Francisco Silva ("Pacatuba") no América-RN.

O presidente do Grêmio, Renato Pereira de Brito, pede licenciamento no começo de 1958 após duas participações no campeonato potiguar.

Renato Pereira foi presidente do Alecrim (1961) e do Conselho Deliberativo (presidente) durante uma renúncia coletiva no começo da década.

Os atletas mais conhecidos o zagueiro Herwin de Souza Hackadt, o goleiro Dinarte Xavier Soares e o meia-atacante Wallace Gomes da Costa, com passagens pelo América entre 1953/59.


FONTES/IMAGEM

A Ordem

Esporte Ilustrado

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

História do Futebol





História do zagueiro juvenil do Alecrim Futebol Clube (IV)

Imagem colorizada artificialmente. Na década seguinte o Alecrim coleciona títulos da categoria, inclusive em 1966, ano do retorno americano do licenciamento 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O campeonato estadual juvenil de 1959 foi bem longo para os padrões atuais. Foram três turnos. Com os vencedores em sequência: América, Santa Cruz e Alecrim.
Na penúltima competição desta categoria de base na década fica de fora da decisão o ABC, o primeiro bicampeão (1953/54), com o América campeão do primeiro torneio início (1953).
O alvirrubro, o alviverde e o tricolor (vermelho, preto e branco) decide a competição em triangular com turno e returno, portanto em seis partidas. Como exposto nas três primeiras reportagens da série inédita.
No primeiro turno (6/6) o Alecrim vence o América de virada (2 x 1). E perde no returno (1 x 0). Nosso personagem, Antônio Bertoldo da Costa, em ação na última semana de agosto na vitória (2 x 1) sobre o ABC.
Ainda aparece no expediente da Federação em pauta do Tribunal de Justiça Desportiva divulgada pelo "Diário de Natal" (segunda-feira, 31/8).
Também está em campo na rodada em que o esmeraldino perde o título do segundo turno para o tricolor na segunda semana de setembro. São os aperitivos dos detalhes da competição.

quarta-feira, 29 de julho de 2026

História do zagueiro juvenil do Alecrim Futebol Clube (III)

Antonio Bertoldo da Costa/Facebook

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O servidor aposentado da UFRN, Antônio Bertoldo da Costa, também comentou em rede social, ter sido contemporâneo no Alecrim do jogador Oziel.
Mas não se trata do mesmo atacante Osiel Lago de Souza, do América, adversário nas categorias juvenil e aspirantes (suplentes ou reservas), e que no retorno do licenciamento americano (1960/66) foi campeão como jogador (1967) e treinador (1969).
A sequência do triangular  juvenil final antes da última partida: América 1 x 0 Santa Cruz (quarta-feira, 10/2), América 1 x 1 Alecrim (domingo, 14/2), Alecrim 3 x 0 Santa Cruz (domingo, 21/2)...

FONTES/IMAGEM
A Ordem
Diário de Natal
O Poti
Tribuna do Norte
Blog do Trindade
Álbum de Família

História do zagueiro juvenil do Alecrim Futebol Clube (II)

Antonio Bertoldo não nega ser alvinegro...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

"Eu joguei pelo Alecrim, em 1959, na categoria juvenil, e ainda fiz alguns jogos pelo aspirante." (Antônio Bertoldo da Costa)

Foi o que disse em rede social o ex-jogador alecrinense, nascido em agosto de 1941, perto de completar 19 na época da decisão do campeonato juvenil  (1959) com o campeão América.

A exemplo do campeonato de profissionais, com um triangular envolvendo América, ABC e Santa Cruz, que acontece em fevereiro de 1960, ocorre a mesma situação na final da categoria juvenil.

A diferença: entre os clubes que lutam pelo título também estão o alvirrubro e o tricolor natalense, mas quem sobra é o alvinegro.

História do zagueiro juvenil do Alecrim Futebol Clube (I)

Os aparecimentos das informações e imagem conduzem ao artigo inédito

JOSÉ VANILSON JULIÃO

1) América e Alecrim empataram no Super-campeonato juvenil (DN); 2) América levantou o primeiro turno na categoria juvenil (TN).

Dois títulos da imprensa para o mesmo jogo (1 x 1) entre o alvirrubro e o alviverde no Estádio Juvenal Lamartine.

Partida na preliminar de um jogo dos profissionais pelo triangular final do campeonato potiguar (1959).

A decisão entre os titulares do América, Santa Cruz e ABC, respectivamente cada um campeão um de turno, invade fevereiro do ano seguinte.

E no confronto da categoria de base o juvenil alecrinense Antonio Bertoldo da Costa, aposentado como funcionário da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

Foi o próprio Antônio Bertoldo, em comentário numa postagem, que lembrou ter sido atleta esmeraldino, despertando a curiosidade do repórter.

Em seguida outro internauta, que não recordo o nome, disse que ele é filho do dono de um posto de gasolina (distribuição ESSO), o empresário José Bertoldo da Costa, concessionário de uma individual linha de ônibus Rocas-Quintas em 1951.

Detalhe confirmado pelo Anúncio no semanário "O Poti" referente a Agência São José (da qual foi dono), na Rua Mário Negócio, no bairro das Quintas, Zona Oeste da capital potiguar.


FONTES/IMAGEM

A Ordem

Diário de Natal

O Poti 

Tribuna do Norte

Acervo José Ribamar Cavalcante




Reforço abecedista jogou na comemoração do tetra

Maranhão Atlético Clube (1976): Emílio, Santos, Omero, Tataco, Bite, Roberto, Murtosa (gaúcho, foi auxiliar técnico de Felipe Scolari), Ariosto, Neco, Pedro e Coelho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O mais dificultoso e um pouco mais demorado, neste final da sequência de reportagens sobre os cinco ou sete principais reforços do ABC para o primeiro semestre de 1974, destinados aos amistosos e ao I Torneio Estadual, foi encontrar as fotografias dos clubes com o atacante baiano Nilo Santos Lima e o zagueiro carioca Roberto Bastos da Cruz.

E olhe que eles são bastantes rodados: NILO - Cruzeiro, Sport, Tupi, Nacional/Muriaé, Tupynambás, Atlético/Três Corações, Desportiva/ES, Atlético/Alagoinhas, Leônico (1973), ABC, Riachuelo (74/76), Treze e Potyguar Seridoense.

ROBERTO - River/PI, Paysandu, ABC, Ceará, Maranhão, Rio Branco/ES, Colatina, Confiança, Estrela do Norte/ES e Serrano de Petrópolis/RJ (1982).

Roberto Bastos, segundo jornais consultados, seria um lateral-direito da rodada dupla amistosa no Estádio Presidente Castelo Branco (domingo, 29/7/1973).

Na principal, para entrega de faixas ao tetracampeão potiguar, ABC 1 x 1 Maguari, o alvinegro de Fortaleza. Na preliminar América/RN 2 x 1 Maranhão, time do Roberto.

Pelo "Bode Gregório" ou "Quadricolor", como é chamado pelos torcedores de São Luís, a capital, ele aparece, também, mas como lateral-esquerdo (foto).

terça-feira, 28 de julho de 2026

Fontes primárias possibilitam identificação dos atletas

Comercial: Maurício, Pascoalim (jogou no São Paulo), Luizão, Poli (o Hipólito do ABC), Jair Picerni, Maranhão (jogou no ABC), Tonho, Santa Cruz (jogou no América/RN), Zé Augusto, Valdemar e Taduche/Revista 100 Anos - As muitas vidas do Comercial FC/Terceiro Tempo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

As consultas as principais fontes primárias resultaram nas pistas (dados pessoais e da carreira) que facilitaram a identificação dos mais três reforços do ABC que faltavam.

Os nomes (mesmo incompletos), naturalidade (estado de origem) e as passagens por alguns clubes declinados foram essenciais para a busca final na rede.

Para encontrar nome, cidade, data de nascimento e clubes de dois atletas que chegaram para o alvinegro na segunda semana de março de 1974 bastou acessar um dos dois principais sites com fichas de atletas.

O atacante baiano Nilo Silva Lima (São Sebastião do Passe, 3/12/1948) e o lateral-direito carioca Roberto Bastos da Cruz (Rio de Janeiro, 20/3/1952) são os identificados na fonte secundária.

No segundo caso há de se ressaltar a importante contribuição do jornalista Rubens Lemos Filho (colunista da "Tribuna do Norte"): corrigiu o nome de Nilo em rara imagem do ABC. Caso contrário o repórter teria comido mosca.

Já o zagueiro paulista José Hipólito Neves (Barretos, 17/9/1948) foi preciso dar uma busca na rede para localizar, mas não demorou muito. Apelido "Poli", corruptela do segundo nome.

Com passagens pelo Corinthians, Comercial, Botafogo, Bangu, ABC, Francana, Sertãozinho, Batatais e Internacional/Limeira.

Quando pendurou as chuteiras passou a trabalhar como corretor de imóveis em Ribeirão Preto, a cidade do clássico "Come-fogo", entre o alvinegro e o tricolor (preto, vermelho e branco).

Botafogo Futebol Clube, a "Pantera", rival do Comercial na cidade de Ribeirão Preto, interior paulista


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Futebol Maranhense Antigo

O Gol

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Saiu do América para ser campeão no rival ABC (III)

Francisco Amorim Chaves é o terceiro em pé...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Até agora a dupla série inédita de reportagens se concentra em três jogadores como reforços do ABC no primeiro semestre de 1974.

Os dois primeiros o atacante baiano Luiz Rodrigo dos Santos (dispensado do América/RN) e o sergipano José Aélio Pinto Lobão, volante, do grupo inicial de cinco indicados em janeiro.

Em seguida o segundo vindo do rival alvirrubro, também natural da Bahia, o lateral-esquerdo Francisco Amorim Chaves, o "Chico".

Mas quem eram os demais chegados em janeiro: Nilo (atacante), Roberto (lateral-direito), Hipólito (quarto-zagueiro) e o goleiro Adalberto?

Sem contar Selmo e Paulo Gilberto (avançado) em testes por conta própria. Esta é a pergunta que se tentará responder satisfatoriamente para atender o torcedor-leitor.

Fernandópolis Futebol Clube (1979): Zé Roberto, Donda, Bebeto, Chico Amorim, Durval, Nelsinho, Jorginho, Tato, Carlos Silva, Ari e Da Silva



Saiu do América para ser campeão no rival ABC (II)

Fernandópolis Futebol Clube campeão Paulista da Segundona na temporada 1979

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Fernandópolis Futebol Clube, chamado pela imprensa de "Fefece", é campeão Paulista da segunda divisão (1979) com o lateral-esquerdo baiano Francisco Amorim Chaves, o "Chico", titular da camisa número seis.

Com o título, o primeiro desta divisão intermediária, sendo repetido pelo FFC (1994), o ex-jogador do América, ABC e Alecrim, o trio histórico da capital potiguar, é sempre lembrado pelo torcedor do interior paulista.

Na primeira conquista foram 30 jogos: 21 vitórias, seis empates e três derrotas. Ficou invicto 16 partidas e perdeu a virgindade para a Matonense (2 x 1).

"A Águia", como é também denominado o clube, marcou 64 gols e sofreu 21. O atacante Tato (autor dos dois gols na decisão contra o Guacuano) e artilheiro da competição (25 gols).


FONTES

Futebol do Interior

O Gol

Rádio Nova Era News

Região Noroeste.com

Súmulas Tchê

Última Divisão

Saiu do América para ser campeão no rival ABC (I)

Fernandópolis (1979): Chico, Bereco, Betinho, Noronha, Carlúcio, Donda, Zé Roberto, Beto Rocha, Tato, Xisté e Wilson Luís/Poster Show Soccers

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A pesquisa para compor as três últimas reportagens com alvo nos reforços do alvinegro para o primeiro semestre de 1974 também encontra a curiosidade do jogador americano campeão pelo ABC no I Torneio Estadual.

O levantamento para a série inédita tem como origem raras fotografias do elenco abecedista em três situações diferentes, duas delas pelo uniforme, branco e listrado, dos 11 titulares do momento, e mais uma na temporada seguinte.

As imagens são importantes por contarem com jogadores poucos lembrados hoje, talvez pelo fato de chegarem no momento do clube ausente do campeonato brasileiro em duas temporadas seguidas após a excursão internacional.

Entre eles, também, o lateral-esquerdo baiano Francisco Amorim Chaves (Salvador, 17/6/1948), que, ao final da competição, no começo do segundo semestre segue para o Alecrim como reforço para o campeonato estadual.

Currículo do Chico: Botafogo (1968), Redenção (1970), ambos da capital baiana, Atlético de Alagoinhas (1971), Confiança (1972), América (1973), ABC (1974), Alecrim (1974), Goiatuba (1975), Goiânia (1976), Araguari/MG, Uberlândia (1977),  Votuporanguense/SP (1978), Fernandopolis (1979/81) e Bandeirante (1982).




segunda-feira, 27 de julho de 2026

A segunda fotografia rara do "lusitano" no ABC (III)

O zagueiro Roberto e Hipólito (na imagem abaixo) são os remanescentes do primeiro semestre de 1974

ABC (1974): Floriano, Roberto, Hipólito, Walter
Cardoso, Maranhão, Gonzaguinha, Nilo, Danilo
Menezes, Luiz Rodrigo, Aélio e Jorge Calaça
JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ainda vamos pesquisar informações pessoais ou das carreiras dos demais reforços no primeiro semestre de 1974: o zagueiro Hipólito, o lateral-direito Roberto e o atacante Nilo.

Na pauta continua o centroavante baiano Luiz Rodrigo dos Santos, com o possível total de jogos pelo ABC no ano, já que a soma dos gols marcados em seis meses, oito, é conhecida.

Por enquanto o alvo maior da curiosidade do repórter é  médio-volante sergipano José Aélio Pinto Lobão (Aracaju/SE, 5/12/1951), que teria passagem pelo juvenil do Vasco da Gama (RJ) e pela Portuguesa carioca (Ilha do Governador).

Dois sites especializados em carreira e transferência de jogadores apontam Aélio nos goianos Anápolis (1972), Goiatuba (1973), ABC (1974) e Potiguar/Mossoró (1974/76). A grade curricular ainda contaria com o Itabuna, da cidade do mesmo nome no interior baiano, e o Ipiranga, um time de Anápolis.

Pode-se notar Floriano (goleiro) e abaixo o Nilo,
Danilo Menezes, Luiz Rodrigo e Jorge Calaça 

Além de passagem pelo futebol europeu, precisamente o português, como atleta do Acadêmico de Viseu.

O atento jornalista Rubens Lemos Filho, um dos especialistas em ABC que conheço, fez uma importante retificação numa fotografia da série inédita, a do meio da reportagem.

"No ABC só jogaram dois Ivo, um nos anos 50, outro em 1968, ambos pela ponta-esquerda", explicou, com autoridade de quem pesquisa com exatidão, exclusivo ao blog, Rubens Lemos Filho.

Disse ele: "Na ponta-direita Nilo", nas imagens de baixo, um dos reforços para o primeiro semestre de 1974, ao lado dos já citados.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Anotando Futebol

História do Futebol

Museu da Pelada

O Gol

Súmulas Tchê

Zé Duarte





A segunda fotografia rara do "lusitano" no ABC (II)

O  zagueiro Hipólito é um dos novatos remanescentes do primeiro semestre do ano anterior. A terceira imagem rara do ABC do biênio 1974/75. Acervo jornalista Rubens Lemos Filho/Museu da Pelada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Como aconteceu com outra rara fotografia do ABC, mas do segundo semestre de 1975, quando o alvinegro ficou de fora pela terceira vez consecutiva do campeonato brasileiro, e ocupou o período com amistosos (locais e interestaduais), além do I Torneio José Américo de Almeida Filho, a segunda imagem com o centroavante Luiz Rodrigo dos Santos também chama a atenção pelas presenças de novatos poucos lembrados hoje em dia (ver no post anterior).

Esta foto do primeiro semestre de 1974 pode-se considerar que, por motivações diversas, inclusive para o repórter, ficaram mais fixados na memória das gerações mais antigas dos torcedores alvinegros: o goleiro Floriano, o meia uruguaio Danilo Nuñes Menezes, o volante Maranhão (José Ribamar Celestino), o zagueiro Walter Cardoso (ex-Riachuelo Atlético Clube), o centroavante Luiz Rodrigo e o ponta-esquerda Jorge Calaça (meu amigo de rede social).

O redator, como acompanhante do futebol potiguar nos jornais da época e resenhas esportivas, também tem a curiosidade de saber detalhes de jogadores dos quais passou cinquenta década sabendo apenas de um dos nomes próprios ou os apelidos, citados nas reportagens e nas transmissões esportivas, principalmente as partidas das competições locais.

Por exemplo: sempre teve a curiosidade, aguçada com a chegada da internet, para saber quem era aquele "Aelio" que passou rapidamente, primeiro no ABC, e depois se mandou para o Potiguar de Mossoró, no mesmo ano em que chegou, janeiro de 1974, como um dos reforços do alvinegro, portanto antes mesmo da realização do torneio seletivo para o campeonato nacional em fevereiro do mesmo ano.

Além do meia José Aélio Pinto Lobão haviam sido indicados o zagueiro Hipólito, o lateral-direito Roberto, o atacante Nilo e o goleiro Adalberto. Apesar de não recomendados aportaram para testes na concentração de Morro Branco os desconhecidos Selmo e Paulo Gilberto (atacante). Um bom público curioso esteve no primeiro treinamento no tradicional e acanhado "Juvenal Lamartine".


A segunda fotografia rara do "lusitano" no ABC (I)

ABC (1974): Floriano, Roberto, Hipólito, Walter Cardoso, Maranhão, Gonzaguinha, Nilo, Danilo Menezes, Luiz Rodrigo, Aélio e Jorge Calaça 

Nesta foto dá para reconhecer o goleiro
Floriano, e abaixo Nilo, Danilo (segundo)
depois Rodrigo e na ponta-esquerda
currais-novense Jorge Calaça 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Do "baú" do memorialista sempre aparece alguma novidade que estava escondida a sete chaves e o ex-jogador José Ribamar Cavalcante (biografado pelo jornalista Kolberg Luna Freire) vai soltando as poucos nas redes sociais.

O redator pensava em não mais encontrar ou ver nenhuma fotografia do baiano de Porto Seguro (6/5/1949), Luiz Rodrigo dos Santos, filho de português, com passagens pelo América (1973), ABC (1974) e Alecrim (1975), além da foto (ao lado e abaixo da principal) divulgada pelo ex-jogador juvenil do alvinegro e do Potyguar de Currais Novos, Jorge Calaça.

Tanto a primeira quanto a segunda são, provavelmente, do primeiro semestre de 1974, quando o ABC perdeu o seletivo (fevereiro) para o campeonato nacional, vencido pelo América (uma vitória, um empate e o 2 a 2 com 1 a 0 na prorrogação).

Nos cinco primeiros meses do ano o ABC faz amistosos locais e interestaduais e participa do primeiro I Torneio Estadual para ocupar os clubes natalenses, com a participação do Potiguar e Baraúnas (ambos de Mossoró), durante o campeonato brasileiro, realizado no período devido a Copa do Mundo na Alemanha.

Inclusive o torneio tapa-buraco foi vencido pelo ABC e objeto de série inédita neste semestre. O leitor também revisitar as seguintes reportagens para saber mais sobre o personagem com passagens no futebol baiano e pernambucano:

1) "O "lusitano" que jogou pelo América e ABC" (domingo, 2/5/2021); 2) "Conheça o "esquecido" e único "Torneio estadual" (sexta-feira, 15/8/2025).


FONTES

Diário de Natal

Diário da Manhã

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Futebol 80

Jornal da Grande Natal

O Gol

Súmulas Tchê


domingo, 26 de julho de 2026

América eliminado pelo Gama nos tiros livres

Charles e Balotelli (foto) perdem as cobranças

Muita emoção na cidade satélite no entorno de Brasília. América e Gama se enfrentaram pelas oitavas de finais da Série D.

O primeiro tempo se desenvolveu com o jogo aberto com predominância dos ataques. Os gols saíram de jogadas com lances fortuitos. O Gama colocou uma bola no travessão depois do desempate americano.

No segundo tempo a partida continuou em aberto. Na metade do tempo cobrança de falta bate na zaga, dificulta para o goleiro americano e ganha a rede.

Decisão nos tiros livres: Gama 4 x 3. O time brasiliense começa as cobranças e Wagner Balotelli põe na trave na última cobrança.

O América participa da Série D do próximo ano sem precisar da conquista da vaga via campeonato estadual.

O Potiguar de Mossoró aguarda a classificação do ABC para as semifinais com o fim de ganhar a uma das três vagas do Rio Grande do Norte.

América na Série D: 2017/18/19/20/21/22 (campeão) e 24/25/26/27. Fecha a conta em dez participações (inclusa, é claro, a futura).


FICHA TÉCNICA

América 2 x 3 Gama

Estádio: Valmir Campelo Bezerra/DF

Árbitro: João Vitor Gobi/SP

Público: 15 mil (estimado)

Gol: Renato 16, Matheus Regis 22, Luiz Thiago 33, Ramon 47'51 e Henrique Almeida 20'55/2

América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Charles), Balotelli, Alexandre Aruá, Alisson Taddei (Coppetti), Galvan (Antônio Villa), Matheus Régis (Cassiano) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Gama: Renan Rinaldi, Michel Henrique (Iranilson), Darlan, Wellington (Lucão), Gabriel Lima, Moisés (Henrique Almeida), David Lucas (Gabriel Galhardo), Willian Júnior, Ramon, Felipe Clemente e Renato (Kennedy Lucas). Treinador: Luís Carlos Souza

sábado, 25 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (X)

Coronel Ângelo Azevedo é atento leitor do blog

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na reportagem anterior (quinta-feira, 26/6/2026) aparece o pai do personagem central, o funcionário público estadual Francisco Artêmio Coelho (1871 - 1945), uma das fontes orais do historiador natalense Luís da Câmara Cascudo (1892 - 1986).

O leitor viu que o genitor do xará do zagueiro do América/RN dos anos 40/50, Artêmio Florêncio Gonçalves, esteve envolvido numa sociedade tipográfica e foi eleito para uma das vagas da intendência municipal (setembro/1892) sob a presidência de Fabrício Gomes Pedrosa.

O ascendente Vestremundo Artêmio Coelho é tratado em jornais da segunda metade do século XIX (Gazeta do Natal, A República e O Nortista), como capitão, major ou tenente-coronel e coronel). Mas a grande novidade vem do sempre alerta ex-comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas.

Autor do importante livro para consulta, "Cronologia da Polícia Militar do Rio Grande do Norte - 175 anos de História - 1834/2009" (volumes I e II), lançado em 2010, o coronel Ângelo Azevedo comentou em rede social: - Vestremundo passou um tempo como alferes (antiga patente hoje equivalente a tenente) na corporação.

O oficial da reserva da PM, Ângelo Azevedo, é também autor do livro que conta a história do Hospital Pedro Germano, unidade localizada no quarteirão do quartel da corporação (Rua Rodrigues Alves), com frente para a Avenida Prudente de Morais, no bairro do Tirol (Zona Leste da capital).

Pesquisador esclarece real primeiro título americano (III)

Imagem IA colorizada mais aproximada da foto do elenco do Torneio Início de 1919


ANTIGOS CARTOLAS EM AÇÃO NA COMPETIÇÃO DE ABERTURA DA TEMPORADA

O presidente da Liga, o capitão dos Portos Afonso Monteiro Chaves, e o também militar Aníbal Leite Ribeiro (presidente da comissão de jogos do Torneio Início em 16/2/1919), participam da organização do evento esportivo, no qual se faz presente a banda de música do Batalhão de Segurança (ver parágrafo final no recorte do jornal).

Monteiro Chaves esteve envolvido também com a implantação do escotismo na capital do Rio Grande do Norte, explicou o historiador César Barbosa, do Grupo de Escoteiros do Alecrim em reportagem bem mais específica e anterior.

O tenente Leite Ribeiro, por sua vez, era um dos incentivadores das regatas e do remo, envolvendo o rubro-negro Sport Club de Natal e o alvinegro Centro Náutico Potengi (CEP).

Os dois eram cariocas. Inclusive Leite Ribeiro era o correspondente no RN da revista "Vida Esportiva" do Rio de Janeiro.

Na imagem acima o "center-forward" americano, Arnaldo Costa e Silva, apelidado de "Poty", com a taça ou troféu do TI. (Reportagem: José Vanilson Julião)

Pesquisador esclarece o real primeiro título americano (II)


Observações: a fotografia retocada e colorizada pela IA (inteligência artificial) foi alterada também no figurino.

A técnica eletrônica coloca uma mão a mais ou fora do lugar original e outra taça nas mãos de outro atleta.

A fotografia do atleta Poty (de batismo Arnaldo Costa e Silva segundo a revista carioca "Vida Esportiva") com a taça confirma a data (16/2/1919), detalha o minucioso pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

Inclusive o troféu é o mesmo da imagem ao lado, com o apelido do "capitão" americano grafado errado ("Paty") na publicação do Rio de Janeiro (edição 91, 24/5/1919).

Para completar o uniforme é o mesmo: camisa escura (vermelha), calção branco e as meias com duas listras claras intercaladas por uma escura (rubra).

Além das informações e dados do impresso da metrópole então capital federal, as duas fotos, a do elenco e a do centroavante Arnaldo, foram feitas ou retocadas em estúdio, comum naquele tempo, pois pode-se perceber o "pano" e "escada" por trás dos personagens. (JVJ)

Pesquisador esclarece o real primeiro título americano (I)

Pesquisador Arthur Pierre: - A fotografia original é do time que vence o Torneio Início de 1919

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Sobre o registro do primeiro título oficial do América de Natal, ilustrado com uma imagem colorizada por inteligência artificial (quarta-feira,  22/6/2026), o meticuloso pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros fez uma observação muito importante para a historiografia alvirrubra.

Na realidade a primeira conquista do América Futebol Clube foi o Torneio Início de 1919 (divulgada na antiga revista carioca "Vida Esportiva") e com isso o campeonato oficial do mesmo ano, o primeiro corrido, passa a ser o segundo sequencialmente.

O TI contou com a participação das mesmas equipes da primeira competição oficial (turno e returno) do ano anterior, interrompida e não concluída, faltando um jogo ABC x América (outubro/1918), por causa da epidemia da gripe espanhola (Influenza).

O pesquisador A. P. dos Santos Medeiros, com base em levantamento inédito realizado pessoalmente na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), informa que o América vence a competição realizada no domingo (12 de fevereiro de 1919) com vitórias de 1 a 0 contra ABC e Centro Esportivo Natalense (CEN).

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Zagueiro campeão pelo Vasco jogou no América/RN

Time do terceiro título da categoria dos reservas ou suplentes nos anos 60

O título da reportagem foi "A mudança de eixo fornecedor de craques para o RN" com o subtítulo "Pernambuco deixa de ser o celeiro nordestino para dar vez ao futebol carioca" (sábado, 12/8/2023).
Sendo ilustrada com três fotografias: duas do Vasco da Gama e uma do Olaria. Agora publica mais duas: uma que aguardava motivação, outra mais recente, encontrada na Revista do Esporte.
O detalhe: todas as imagens contam com o zagueiro Odmar dos Santos, que começou no juvenil, foi profissionalizado em "São Januário", e no começo dos anos 70 é contratado pelo América de Natal.
Em meados dos anos 60 teria sido emprestado ao venezuelano Deportivo Português. Na temporada de 1966 está no suburbano Olaria. Do bairro homônimo da Zona Norte carioca.
Odmar, nascido em 17 de maio de 1946, também com passagens pela Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador), Bonsucesso e Jequié (Bahia), chega em 1973 ao alvirrubro natalense indicado pelo falecido treinador carioca Maurílio José de Souza.
O técnico apelidado de "Velha" havia assumido o comando na última semana de novembro do ano anterior em substituição ao potiguar Francisco Freire de França ("Tonício"), que fora alçado da equipe juvenil.
E encerra o campeonato nacional da primeira divisão (equivale a Série B) na inédita quarta colocação para o futebol potiguar em qualquer competição nacional, desde a antiga Taça Brasil, equivalente hoje a Copa do Brasil.
No primeiro semestre de 1973 "Velha" ganha a terceira edição da Taça Cidade de Natal, a segunda da série de quatro conquistas americanas (1972/75), mas não impede o tetracampeonato estadual do rival ABC (1970/73). (JVJ)


FONTES

Revista do Esporte

Campeões do Futebol

Jornal da Grande Natal

Súmulas Tchê

VASCO (1964): Marcelo, Joel, Brito, Odmar, Barbosinha, Fontana, Milton, Mário, Célio, Lorico e Ede


A falsa primeira página do jornal potiguar (III)

Santos e América no "Juvenal Lamartine" no primeiro jogo do Pelé na capital potiguar em 1971

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jornalista Osair Vasconcelos, em meio as tarefas com a editora "Z", tira o tempinho para enviar a capa falsificada do diário matutino Tribuna do Norte.

Vasconcelos de pronto alerta para os erros na linha-data abaixo do logotipo e no corpo do texto o erro no local da suposta partida. Aponta o "Castelão", que seria aberto em 1972, e não no ano anterior.

O repórter viu logo de saída que se tratava de um engano, para ser educado, pela grande quantidade de palavras, no título da manchete principal, 18 (!), o que não era comum em jornais na época.

No dia seguinte, sem procurar, me aparece no Facebook a primeira página falsa da TN. Li que alguns poucos reclamam da notícia fake.

Para o autor da façanha não passar vergonha, se é que passou, não anoto o nome do responsável pelo boato de que Pelé vestiria a camisa vermelha e preta do clube caicoense contra o América de Natal.

E ainda na noite da quinta-feira, depois de quatro telefonemas não atendidos, por motivo alheio a minha vontade, ligo para o memorialista José Ribamar Cavalcante, para saber o que desejava.

Ribamar Cavalcante, ex-jogador profissional de futebol, bibliografado pelo jornalista Kolberg Luna Freire, meio que aflito pela insistência de um internauta em saber se era verdade o que lera na capa falsa.

Queria tirar a dúvida que o falsificador suscitara com o boato. Ribamar diz até a data do único jogo que Pelé atua em Natal: Santos 2 x 1 América, no "Juvenal Lamartine", 12 de dezembro de 1971.

Somente no campeonato nacional do ano seguinte, na estreia do ABC na competição, o time santista faz a segunda partida na capital potiguar. A terceira em 1973, também no Brasileiro, frente o América.

quinta-feira, 23 de julho de 2026

A falsa primeira página do jornal potiguar (II)

Noticiário para o jogo do Santos em
Natal no dia 12 de dezembro de 1971

Na data seguinte ao suposto amistoso de Pelé com a camisa rubro-negra do Caicó diante do América de Natal o alvirrubro enfrenta o Riachuelo Atlético Clube (Taça Cidade de Natal) e o Santos o Guarani de Campinas (campeonato paulista).
Pelé não poderia vestir a camisa do time caicoense no sábado, dia 20 de março de 1971, já que, no domingo, mesmo sem o Rei, o Peixe está em campo na Vila Belmiro, complexo do Estádio Urbano Caldeira, diante do alviverde (primeiro turno: 2 x 2).
E para completar na mesma data o América-RN vence o alvo e anil RAC de goleada (5 x 2), no Estádio Juvenal Lamartine, e não no "Castelo Branco", como anuncia a capa falsa da "Tribuna do Norte", pois o novo estádio é inaugurado na tarde dominical de 4 de junho do ano seguinte.
Observação importante do jornalista Osair Vasconcelos, que também explica categoricamente: "Bota a TN como tendo 51 anos em 1975. Ora, em 1971 a TN tinha 21 anos. E o Castelão é inaugurado com o jogo Vasco da Gama 0 x 0 Seleção Olímpica (preliminar ABC 1 x 0 América)."
Osair entra na história por ter enviado ao redator a imagem da capa falsa e se não fosse por questão de segundos, pela reflexão instintiva da memória de quem pesquisa sobre futebol, o repórter teria caído como um patinho desengonçado no engodo. (José Vanilson Julião)

A falsa primeira página do jornal potiguar (I)

A capa falsificada da TN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A falsificação grosseira da capa com Pelé, vestindo uma inverídica camisa do rubro-negro Caicó Esporte Clube, na "Tribuna do Norte", ganhou uma rede social esta semana.

A notícia "fake" na suposta página de apresentação do diário matutino natalense não resiste a primeira averiguação.

Bastou consultar e verificar a lista de jogos do Santos Futebol Clube no conceituado site "Futebol 80".

E em seguida, na mesma fonte, a lista das partidas do América da capital do Rio Grande do Norte.

Na segunda semana de março de 1971 o time santista está envolvido em competição oficial: o campeonato Paulista.

E o alvirrubro potiguar disputa a primeira edição da Taça Cidade de Natal, vencida pelo ABC.

Não foi necessário recorrer aos arquivos dos jornais locais disponibilizados na Biblioteca Nacional Digital.

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (IX)

Fabrício Gomes Pedroza

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Coincidência: Francisco Artêmio Coelho, perto de completar 21 anos, chega em Natal, vindo do Rio de Janeiro, no mesmo ano do nascimento do escritor e historiador Luís da Câmara Cascudo.

Vamos tratar, agora, do "major" Vestremundo Artêmio Coelho, o satisfeito pai do jovem que encerra o tempo do serviço militar na capital federal.

A primeira aparição de Vestremundo Artêmio Coelho em "A República" (23/4/1892) é como mesário eleito, dia 18, para a segunda das seis sessões existentes na municipalidade.

No mesmo semestre (6/5) está envolvido com a iniciativa privada como acionista de uma tipografia, sendo eleito para o Conselho Fiscal da sociedade presidida pelo empresário italiano Ângelo Roselli, com a curiosa participação societária do patriota europeu Miguel Barra.

Na primeira semana de setembro é um dos componentes da chapa republicana com os seguintes seis candidatos para a Intendência municipal: Fabricio Gomes Pedroza (escolhido presidente) e Vestremundo Artêmio Coelho é eleito com 319 votos.




O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (VIII)

Vapor "Brazil", agora "Colombo", após reforma, no porto italiano de Livorno (1901)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com o estabelecimento do ano de nascimento do personagem central da série ficou mais fácil e delimitado o espaço de tempo para procurar mais detalhes sobre o que andava fazendo Francisco Artêmio Coelho no final do século XIX e começo do XX.

Duas importantes fontes primárias registram as atividades profissionais do jovem (Exército e Correios): "A República" (fundado meses antes da Proclamação da República) e o "Almanaque Laemmert", do Rio de Janeiro, editado anualmente desde o Império (II Reinado).

O nome completo aparece pela primeira vez como Francisco Liborio Artêmio Coelho em uma notinha do jornal vespertino republicano, em que mostra a satisfação do capitão Vestremundo Artêmio Coelho (depois major e coronel) pela chegada do filho do Rio de Janeiro.

O então militar Francisco Artêmio Coelho havia servido um bom tempo a corporação na capital da República. A edição de 14 de maio indica que ele desembarcara há alguns dias do vapor "Brazil", a menos de dois meses para completar 21 anos.




O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (VII)

O jovem escritor Luís da Câmara Cascudo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O artigo "O MISTÉRIO DE VITOR LAFOSSE", publicado no "Diário de Natal" (segunda-feira, 25/6/1962), batiza e sacramenta de vez o nosso personagem como informante contumaz dos assuntos de outrora para o escritor e historiador norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo.

Os 15 parágrafos tem como tema principal um francês, de quem se sabe apenas o nome, que viveu na capital potiguar do século XIX, mas o que nos interessa mesmo são dois dos períodos em que aparece o xará em um do nomes do zagueiro do Santa Cruz e América, Artêmio Florêncio Gonçalves.

Com ares de intimidades o primeiro logo no terceiro: - O professor Panqueca, Chico Bilro, Francisco Artêmio Coelho, este o mais recente informador, falecido em fevereiro de 1945, contaram casos e episódios...

No sétimo período da página três: - Foi o primeiro morador na rua do Camboim, dizia-me Francisco Coelho... Lá residia Paulo Africano, o último africano vindo para Natal...

Diante das datas da morte (fevereiro/45) e aniversário (3/7), e que faria 74 anos, bastou fazer a continha e verificar que Francisco Artêmio Coelho nasce em 1871.

Portanto, quando Cascudo vem ao mundo (1892), Francisco Artêmio era um rapazinho de 21 anos.

Ou seja, o futuro informante ainda testemunha o menino a mamar, aprender a andar no século 19 e sentar no cavalinho de madeira no começo do século XX.



quarta-feira, 22 de julho de 2026

Torcedor envia imagem "colorida" do primeiro campeão

América (1919): Oscar Siqueira, Aguinaldo, Abel Viana, Benfica, Canela de Ferro, Lopes, Ricardo, Aminadab, Arnaldo, Ararí de Brito e Chiquinho são os primeiros campeões em competição oficial


SOPRADORES DO APITO

O paulista João Vitor Gobi é o árbitro central de Gama x América/RN no jogo de volta pelas oitavas-de-finais da Série D.

Os auxiliares, também de São Paulo, são Miguel Cataneo Ribeiro da Costa e Luiz Alberto Andrini Ribeiro. Quarto árbitro: Pedro Alves de Oliveira (DF).

Jogo no Estádio Valmir Bezerra, na cidade satélite que dá nome ao clube local, em Brasília (Distrito Federal). Neste domingo, 26, ás 16 horas. O alvirrubro joga pelo empate.


REPORTAGENS LEMBRADAS

A entrada recente de duas reportagens antigas entre as dez mais lidas em junho e este mês indica que o blog está no caminho certo: entregar o que o leitor merece e gosta sobre os clubes potiguares e nacionais.

Foram bem acessadas: "O final de semana de Manga em Natal" (sexta-feira, 26/4/2024) e "Marinho Chagas é lembrado em programa da TV cearense" (quinta-feira, 8/12/2016).

O blog mistura reportagens inéditas com assuntos históricos, diferentes ou com um tema que ninguém abordou (daí as inéditas e as especiais), com assuntos da atualidade, sem procurar concorrer com as mídias mais aparelhadas e afortunadas pelo poder econômico ou financeiro.

PRIMEIRO CAMPEÃO

Um leitor manda fotografia acima, colorizada por IA (inteligência artificial), do América como primeiro campeão potiguar oficial em 17 de agosto de 1919.

São 107 anos da imagem da página social do pesquisador Rostand Medeiros (via rubro.com).

Nesta data ABC e Centro Esportivo Natalense (CEN) empatam sem abertura de contagem e o resultado favorece o alvirrubro.

Atletas: Oscar Homem de Siqueira, Abel Viana, Clínio Benfica, Francisco de Paula Pereira de Melo ("Canela de Ferro"), Arnaldo Costa e Silva, Arari de Brito e Silva e Francisco dos Reis Lisboa ("Chiquinho").

São três Aguinaldo como fundadores do América: um Tinoco, um Câmara e um Fernandes de Oliveira (eis a dúvida para relacionar um da foto pelo nome completo).

Acredita-se que um deles seja José Lopes Teixeira, irmão do presidente americano Francisco Lopes Teixeira.

Apelo para o excelente pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros para resolver as pendências!

terça-feira, 21 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (VI)

Pesquisador Carlos R. França de
Medeiros com a governadora do
RGN, Rosalba Ciarlini Rosado

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O funcionário público estadual Francisco Artêmio Coelho aparece no site "Tok de História" (21/9/2022), do pesquisador Carlos Rostand França de Medeiros, como um dos personagens do longo artigo "Paulo - O último escravo africano em Natal".

E transcreve um trecho do historiador Luís da Câmara Cascudo do Diário de Natal (segunda-feira, 25/61962) e pertencente ao artigo "O MISTÉRIO DE VITOR LAFOSSE":

“O último africano puro que morreu em Natal, Paulo Africano, morador da rua do Camboim, mestre de zambê e feiticeiro, falecido a 24 de abril de 1905”.

Em seguida surge no artigo "O presidente Parrudo na tradição popular", publicado no "Blog do Cobra" (14/7/2025), retirado da coluna Actas Diurnas, de A República (23/1/1940), do escritor Câmara Cascudo.

A avó de Francisco Artêmio Coelho, menina de doze para quinze anos, morando na Rua Santo Antônio, contava que vira muitas vezes o Presidente Parrudo passar, a cavalo, com suas ordenanças, enchendo de perfume toda a rua.

O jornalista currais-novense José Ayrton de Lima, o "Risadinha", no artigo "Panorama da Escravidão no Século XIX no Rio Grande do Norte" (Fundação José Augusto), como fragmento do livro dele, "A Escravidão Negra no Rio Grande do Norte" (páginas 21-23), bebe da mesma fonte: Cascudo!



O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (V)

Historiador Luís Câmara Cascudo na Revista "Manchete" (1964) em entrevista para Pedro Bloch com imagem do repórter fotográfico Gervásio Batista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A curiosidade para saber de quem se tratava o xará do jogador de futebol dos anos 40/50, Artêmio Florêncio Gonçalves, não é totalmente satisfeita, principalmente após se saber do envolvimento do personagem com a construção do Colégio Santo Antônio dos Irmãos Marista.

As informações contidas no diário vespertino católico "A Ordem" (entre 1935/45) dão um perfil parcial de quem foi o funcionário público estadual Francisco Artêmio Coelho, mas também aguçou ainda mais a percepção para captar dados complementares.

F. A. Coelho apareceu em letra de forma no jornal em diversas situações particulares e públicas, até em expedientes da Prefeitura de Natal como beneficiário da devolução de uma quantia em dinheiro e autorização para conserto ou reparos em moradia.

Porém a causa maior para que fosse pautado para uma série inédita especial aparece no momento em que o redator digita o nome dele em um buscador e Francisco Artêmio Coelho surge em três fontes secundárias. E mais uma primária.

Duas com um mesmo pesquisador e Coelho como informante popular e eventual do escritor potiguar Luís da Câmara Cascudo. Sendo indicador do último escravo do Rio Grande do Norte como testemunha ocular da história.


FONTES

Almanaque Laemmert

A Ordem

A República

Diário de Natal

Revista Bzzz

Blog do Cobra

Tok de História


O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (IV)

O Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Marista, foi construído na segunda metade dos anos 30

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O último registro nas "Sociais" do jornal A Ordem (segunda-feira, 26/2/1945) registra o desaparecimento na manhã dominical (9h40), em casa, na Rua João Pessoa, 261 (Cidade Alta), do primeiro escriturário aposentado da Alfândega.
O necrológio do diário vespertino católico diz que o xará de um jogador de futebol do Santa Cruz/RN (só em 1948 no América), Francisco Artêmio Coelho, 73, casado com Joana Coelho, e não geram filhos. O sepultamento ocorreu na tarde do mesmo dia (16h30), no cemitério do Alecrim.
O féretro contou com "grande acompanhamento de parentes, amigos e autoridades civis e militares". Fez a encomenda do corpo o padre Neves Gurgel, da Irmandade do Senhor dos Passos.

DETALHES
O impresso destaca que F. A. Coelho era "dedicado cooperador" e lembra que o Colégio Santo Antônio, dos irmãos Maristas (Rua Apodi), foi construído em terreno que pertencera ao falecido funcionário público estadual.
- Ao transferi-lo expressou satisfação ao saber que ali se erguer-se-ia uma obra educativa católica, da qual inúmeros benefícios adviriam para a mocidade do Rio Grande do Norte, explicou o redator não identificado responsável pela seção mundana.
Foi este pormenor que aguçou a recepção do redator para um personagem e curioso caso. E não o simples detalhe de ter o segundo nome próprio do atleta tricolor e depois americano Artêmio Florêncio Gonçalves.  Resultando na busca de informações complementares sobre o curioso personagem!

segunda-feira, 20 de julho de 2026

O nono potiguar do Botafogo de Futebol e Regatas

O açuense Lucas Emanuel não passa pelas categorias de base dos clubes locais/Foto: Vitor Silva/BFR


GOL NA ESTREIA

Agora são nove os potiguares do Botafogo/RJ. Quem alerta é o antenado editor do blog DATAFOGO, Cláudio Falcão, logo que Lucas Emanuel Jales do Nascimento, 17, ganha a mídia com o gol inaugural do placar contra o Santos da Série A.

Antecessores: Raul Barreto de Albuquerque Maranhão (1905), Demóstenes César da Silva (1944/50), José Mendonça dos Santos/Dequinha (1961), Francisco das Chagas Marinho (1972), Sílvio "Madonna" Gomes da Silva (2000), Geraldo "Madureira" Clemente de Paiva Júnior (2001) Wallyson Ricardo Maciel Monteiro (2014) e José Welison da Silva (2020).

Vale ressaltar que o carioca Nilo Murtinho Braga, antes brilhar no Glorioso e na seleção brasileira, foi do elenco do América de Natal entre 1918/19.

O humor e o futebol como motivação

REI SOMENTE UM

A comparação de jogadores aposentados e na ativa, do passado e presente, ou entre contemporâneos, começou praticamente com o surgimento do Pelé.

O compararam a Arthur Friedenreich ou este a Ele, com o argentino Alfredo Di Stefano, o luso-africano Eusébio, o italiano Rivera, o holandês Cruyff, Diego Armando Maradora e agora Leonel Messi.

Antes dele não havia essa preocupação nas revistas mais antigas, pelo menos as brasileiras que existem na Biblioteca Nacional Digital.

Nem no "Jornal dos Sports" antes de 1956, ano que o garoto mineiro começa a aparecer. Somente de 1959 em diante, com a Revista do Esporte começa o confronto de Pelé e os demais.

Pelé é completo pelo repertório de jogadas com ou sem conduzir a bola, um criador de jogadas inéditas.

E os que vieram depois podem ser chamado de tudo, mas não de Rei, o primeiro original como monarca e imperador do futebol...

Professor Normando

A FERA ALECRINENSE

Na imagem o professor Normando Bezerra com um exemplar do jornal mensal "Correio Potiguar", fundado em 2005 pelo repórter fotográfico Graciano Luz e pelo falecido comentarista político Paulo César de Freitas Alves, ambos com programa na antiga Rádio Poti, emissora dos Diários Associados na capital do Rio Grande do Norte.

Normando é um dos fundadores da FERA (Fiéis Esmeraldinos Radicais), a maior e mais antiga, desde os anos 70, torcida organizada do Alecrim Futebol Clube.

Na página dá pra ver o blog como coluna esportiva, tendo como alvo o atacante pernambucano "Alemão", aquele do gol no último minuto da terceira partida na série de quatro na decisão do Estadual de 1969.

E na outra página uma reportagem com o ex-goleiro do Alecrim com passagem pelo América, o catarinense Valdir Appel, que fez sucesso no Clube de Regatas Vasco da Gama.



O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (III)

Igreja de Santa Teresinha, construída em 1930, imagem de Luiz Grevy Silva (1935)/Natal não há tal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após verificar as estreias do zagueiro Artêmio Florêncio Gonçalves no Santa Cruz/RN e América para estabilizá-lo no perfil do falecido empresário gráfico Dinarte Bezerra de Andrade (irmão do defensor abecedista Ney) a tarefa é desviada para saber de quem se trata o xará Francisco Artêmio Coelho.

O nome de batismo incompleto aparece em 53 ocorrências, entre 1935 e 1945, no diário vespertino católico A Ordem. E completo diminui para 40 notificações, facilitando ainda mais o universo da pesquisa. A primeira na edição dominical (13/8/1935), um mês após o surgimento do impresso.

Em expediente da Prefeitura (Portaria 44) com o Diretor da Fazenda autorizando o pagamento de 6.500$000 pela desapropriação de um terreno e uma casa, na Rua José de Alencar (Cidade Alta), para prolongamento da Avenida Deodoro.

De outubro do ano seguinte em diante Francisco Artêmio Coelho aparece nas programações das atividades religiosas na capital potiguar: "pauta festa" de Nossa Senhora da Apresentação (padroeira de Natal), nas novenas do Santuário de Santa Teresinha (bairro do Tirol) ou na "Procissão do Encontro".

Ou nas "Sociais" pela data de aniversário (3 de julho de 1940). Já aposentado como primeiro escriturário da Alfândega. E até na mesma seção por comparecer a redação e consequente nota de agradecimento pela lembrança da efeméride particular.

No mesmo ano (21/8) o vespertino do Centro de Imprensa lembra a data de aniversário da esposa, Joana Coelho. Em fevereiro/1941 (A Ordem, sábado 15) aparece na "campanha dos mil réis" em favor da "capela-escola" das praias do Meio e Areia Preta, com a doação de um milheiro de tijolos.

Aparece numa pequena lista de renovação de assinaturas. Ao lado de gente da sociedade da época: Aníbal Barata e a viúva Amélia Machado. Além do monsenhor Joaquim Honório da Silveira, padre Expedito Medeiros e cônego Pedro Paulino Duarte.

E numa lista de auxílios para trabalhos na catedral. E como membro da Irmandade do Senhor dos Passos é lembrado em evento pelo fato de convalescer de enfermidade nos idos da última semana de março de 1944, mas logo recuperado.

domingo, 19 de julho de 2026

América vence o Gama com frango do goleiro

Qual será a estratégia do Ranielle Ribeiro?

A primeira surpresa de última hora foi o veto a participação do camisa dez americano Alisson Taddei para entrar em campo na Arena das Dunas.

América e Gama no primeiro jogo das oitavas de finais da Série D com jogo muito disputado. Com as duas melhores chances do visitante no primeiro tempo.

Mas nos descontos o goleiro alviverde engoliu um frango em chute de fora da área. Mérito para o atacante arriscar de longa distância.

A partida de volta, na terceira eliminatória (domingo 26), no Estádio Valmir Bezerra, em Brasília (Distrito Federal).

A segunda etapa continuou da mesma forma: sem a supremacia total. O alvirrubro precisa apenas do empate. Vitória simples do Gama decisão nos tiros livres.


FICHA TÉCNICA

América 1 x 0 Gama

Árbitro: Marcos Mateus Pereira/MS

Gol: Luiz Thiago 47'35

Público: 16.647 (16.998)

Renda: R$ 299.051,00

América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Charles), Wagner Balotelli, Alexandre Aruá, Galvan, Matheus Régis (Nycollas Lopo), Cassiano (Coppetti) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Gama: Renan Rinaldi, Michel, Zulu, Darlan, Lucas, Moisés (Gabriel Galhardo), Lúcio (David Lucas), Willian Júnior (Kennedy), Ramon, Renato Soares (Lucas de Paula) e Felipe Clemente (Henrique Almeida). Treinador: Luiz Carlos Souza

A fotografia original do título de 2002 sem retoques

A imagem rara da campanha do "caneco" de 2002 sem retoques e original com atletas, comissão técnica, mascote e torcedores do clube da "Rodrigues Alves"

Não lembro onde pesquei a imagem acima, do elenco que abre o bicampeonato estadual (2002/03), após jejum de cinco anos, com o segundo tetra do ABC (1997/2000) no Castelão/Machadão, e o primeiro do Corintians de Caicó, para o interior do estado (2001).

Mas é a mesma fotografia exibida no DATRINDADE, em reportagem do Globo Esporte (local) e do poster da revista de circulação nacional PLACAR, sem qualquer cortes nas laterais, totalmente original, com torcedores e mascote de "penetras".

Estão na foto do primeiro semestre de 2002 (campeonato potiguar e Copa do Nordeste): Pavão (treinador de goleiros), Beto, Leandro, Tinho, Robson Mattis, Márcio Silva, Joassis, Lano, Marcão, Silva Baiano, Valmir (preparador físico), André Rego (médico), Maertelinck Rego (médico), Arthur Ferreira (preparador físico), Naldo (roupeiro), Carlos Zara, Helinho, Jefferson, Luizinho, Juliano, Ricardo Miranda, Rogerinho, Rodson (massagista) e Val Araguaia. (JVJ)