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domingo, 25 de agosto de 2024

Falece ex-lateral-esquerdo e ex-treinador americano Wassil Mendes

O pernambucano Wassil, penúltimo em pé, também foi convocado para a seleção brasileira de base em 1979

Soube agora há pouco, em rede social, do passamento do pernambucano Wassil Mendes Correia, 66, coincidentemente nascido na mesma data do editor do blog: 13 de abril de 1958.

O lateral-esquerdo Wassil entrou em campo 129 vezes como atleta e 17 como treinador interino (uma em 1992) e efetivo (2005) do América de Natal. Marcou dois gols com a camisa alvirrubra.

Começou no Santa Cruz do Recife e contou com passagens no Fluminense do Rio de Janeiro, América (79/84 e 87), ABC, Ferroviário cearense e Alecrim.

sábado, 24 de agosto de 2024

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (XI)

Parte do time contra o Flamengo. O meia-direita Gonçalves é o segundo agachado

O grande momento do treinador e atacante cariocas (passaram pelo América/RN) no modesto elenco suburbano

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Salvo as imprecisões do artigo sem título e autoria da REVISTA DO ESPORTE, a de que o atacante Gonçalves também fez dois gols pelo Itabuna contra o Bahia (1970), no mesmo goleiro, Marco Aurélio, na zebra contra o Flamengo pela Taça Guanabara (1968).

Itabuna e Bahia se enfrentaram quatro vezes no campeonato baiano naquela temporada. Com empates (0 a 0 e 1 a 1) nos dos dois turnos. Os dois decidiram a competição com duas vitórias do Tricolor de Salvador: 3 x 0 e 6 x 0.

O resultado inesperado a favor do Bonsucesso até hoje é relembrado em blogs dedicados ao “rubro-anil” suburbano e tudo quanto é de site. Bastava o empate no jogo considerado fácil pela diretoria rubro-negra e para a torcida.

Até volta olímpica antes do jogo aconteceu, assim como declarações otimistas. Com apresentação espetacular o clube da Rua Teixeira de Castro surpreende e provoca o adiamento da comemoração do titulo. Flamengo e Botafogo chegam a final com igualdade de pontos.

Mas o rubro-negro tinha um jogo a menos, justamente contra o time da Zona Norte. Certo da perda do título o clube da Estrela Solitária viaja para uma excursão amistosa em Goiânia.

Entretanto “O Glorioso” teve que voltar as pressas para a decisão para acabar bicampeão na quarta edição da competição realizada desde 1965. Até então os campeões: Vasco da Gama (1965), em decisão com o Botafogo, Fluminense (1966), repetindo em 1969, com o Flamengo vencedor em 1970.

 

FICHA TÉCNICA

Flamengo 0 x 2 Bonsucesso

Data: quarta-feira, 11/09/68.

Estádio: Mário Filho

Público: 47.821

Renda: NCr$ 115.470,00

Árbitro: Armando Castanheira Marques

Gols: Gonçalves 16 e Morais 89

Flamengo: Marco Aurélio, Murilo, Onça, Guilherme, Paulo Henrique, Liminha, Rodrigues Neto, Carlinhos, Luiz Cláudio (Zezinho), Silva e Fio. Técnico: Valter Miraglia

Bonsucesso: Ubirajara, Luís Carlos, Jurandir, Paulo Lumumba, Alberico, Fifi (Moisés), Didinho, Gibira, Gilbert (Jair Pereira), Gonçalves e Morais. Técnico: Maurillo José (Velha)

 

FONTES/IMAGENS

Revista do Esporte

Fanáticos pelo Cesso

Folha Rubro-anil

Futebol e Companhia

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (X)


Extinta e tradicional revista esportiva relembra a zebra do Bonsucesso contra o Flamengo no “Maracanã”

JOSÉ VANILSON JULIÃO

No ano 12 de circulação nacional e dez edições antes de encerrar a atividade a REVISTA DO ESPORTE (579 – 18/9/1970) publica um artigo, sem título e sem assinatura do autor, em que aparece “Velha” (página 26).

Com 41 páginas a tradicional publicação semanal carioca já não mais contava com a presença do fundador Anselmo Domingos.

O expediente tinha os poucos lembrados hoje como diretores A. C. Araújo, Nilton A. Ornelas e C. F. Motta. E como secretário de redação Milton Salles.

A essa altura a “RE” não tinha mais como sobreviver perante a concorrência da paulistana PLACAR (Editora Abril), com a mesma periodicidade e desenho mais moderno, lançada em março do mesmo ano.


Na ocasião o impresso outrora xodó da torcida brasileira – que havia tomado o lugar da MANCHETE ESPORTIVA (primeira fase) – relembra o retorno de Maurillo José de Souza da Venezuela.

E sob as asas do treinador novato o jovem atacante Gonçalves, um dos personagens chaves na zebra contra o Flamengo. 0 x 2 Bonsucesso.

Resultado que levou o Botafogo a decisão da Taça Guanabara dois anos antes e com isso levantar o “caneco”.

O curioso é que o mesmo exemplar vem com reportagem sobre “Yustrich”, o “homão”, com quem “Velha” foi comparado um dia pela imprensa potiguar.

E também noticia o passamento do treinador Gentil Alves Cardoso, o “Moço Preto”, a quem “Velha” auxiliava no começo da carreira de técnico no juvenil do Bonsucesso.



FONTES

Jornal dos Sports

Placar

Revista do Esporte

Tribuna da Imprensa

Fanáticos pelo Cesso

Folha Rubro-anil

Jornal da Grande Natal

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (IX)

Recreio/MG "enxertado" com jogadores do Flu, entre eles o goleiro Jorge Vitório e Oberdan (quarto)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Aparece com uma citação em reportagem (duas páginas) de Tarlis Batista (o irmão do narrador Orlando Batista) na semanal Revista do Esporte (342 – 25/11/1965).

O médio-volante do Fluminense, Oberdan dos Santos Silva (19/11/1944), com o primeiro nome de batismo em homenagem (o pai era fã) ao goleiro palmeirense Oberdan Cattani (1919 – 2014), relata como apareceu:

- Durante uma pelada de futebol de salão, na quadra do Bonsucesso, em 1961, o “Velha”, antigo goleiro do rubro-anil e na época treinador do juvenil, convidou-me para treinar...

“Velha” é mais uma vez citado como descobridor do jogador na mesma extinta publicação carioca no ano seguinte: seção “Raio X de Corpo Inteiro” (edição 364 – 26 de fevereiro).

Pelo Tricolor das Laranjeiras Oberdan Santos entra em campo 22 vezes. 16 como titular. Seis como reserva. Primeiro: (24/7/1965). Último: 10/7/1968 (amistoso: Juventude 3 x 2).

Camisas: Bonsucesso (1959/64 e 71), Fluminense (1965/68), Paysandu (1966), Remo (1967), Tupi/Juiz de Fora (1969/70), Comercial (1972), Ypiranga/BA (1972), Nacional/SP (1973), Nacional/AM (1974/75) e Mixto (1976).

Em 1970, pela terceira e última vez, “Velha”, sempre pelo apelido, aparece na mídia impressa fundada por Anselmo Domingos. Mas aí já é outra história...

 


FONTES

Jornal dos Sports

Revista do Esporte

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Fluzão

O Gol

Súmulas Tchê

Ex-Atletas do Fluminense/Facebook

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (VIII)

Treinador carioca saído do juvenil do Bonsucesso substitui o mineiro Orlando Fantoni na Venezuela

JOSÉ VANILSON JULIÃO


Apesar do excelente levantamento do site “Almanaque do Futebol Brasiliense” procuro algo mais em fontes primárias sobre o treinador carioca Maurillo José de Souza, o “Velha”.

Pelo visto a carreira começa a deslanchar mesmo quando sai do Bonsucesso para o venezuelano Valencia (recém fundado e organizado a partir do meio do ano de 1964). Conforme o “Jornal dos Sports” (sábado, 19/2/1966), o famoso diário “cor de rosa” do Rio de Janeiro.

Diz a pequena notinha (“Movimento”) escondida em meio o noticiário esportivo geral: - o ex-técnico do juvenil rubro-anil (Bonsucesso) o veterano “Velha”, por seu turno, viaja para a Venezuela nos próximos dias, por mil dólares mensais, casa e comida...

Neste caso há uma contradição na informação do blog do Distrito Federal. Em 1965 o treinador é o mineiro Orlando Fantoni (Belo Horizonte, 1917 – Salvador, 2002). Portanto não tinha como “Velha” ser o treinador na Copa Caracas no mesmo ano.

 


FONTES

Jornal dos Sports

Manchete Esportiva

Revista do Esporte

Artes para Botão

Balonazos

Eliezer Perez

Fala Galo

Foro Vinotinto

História do Futebol

Venezuela Futból

quinta-feira, 22 de agosto de 2024

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (VII)

"Velha" substitui Jorge Vasconcelos no terceiro turno e é campeão estadual pelo Centro Sportivo Alagoano de Maceió  (1982): Café, Miro, Fernando, Zezinho, Veiga, Joceli, Caju (massagista), Jacozinho, Zé Carlos, Dentinho, Ademir e Mug

Segunda parte do currículo do treinador carioca com dados do blogueiro brasiliense José Ricardo Caldas e Almeida

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois de dez anos retorna ao Bonsucesso (1974/75). Treina o Moto Clube no Brasileiro (1975). Pelo Mixto (Mato Grosso) é campeão da Taça Cuiabá (1976).

Chega ao Brasília (29/6/1976). Estreia com derrota para o CEUB: 2 x 0 (3/7). Foram oito jogos. O último (2/10) contra o Taguatinga (1 x 0) uma semana antes do triangular final que aponta o Brasília campeão.

Após a confusão que resulta na perda da vaga do Distrito Federal no Brasileiro segue para o Comercial (Ribeirão Preto).

Recusa convite para o Haiti, mas assina com o Joinville (1977). Substitui o supervisor João Lima é vice-campeonato catarinense. Em 30/10 deixa o cargo no Brasileiro.

Volta ao Bonsucesso (1978), Galícia (BA) e Nacional/AM (1979) no Brasileiro. Em 1980 passou pelo Fast Clube (Manaus).

Novamente no Joinville vence a Taça Santa Catarina e treina o Bonsucesso. Treinador do Figueirense e Blumenau do interior catarinense (1981). Dirige o Madureira (1982). É campeão alagoano: CSA (1982).

Vai para o boliviano Deportivo Guabira (1983). Retorna ao Bonsucesso. É novamente campeão catarinense pelo Joinville e permaneceu até 1984.

Dirige o Criciúma (1985) e CSA (campeão). Finalmente Bonsucesso (1986/87), Friburguense (89/90) e Itaperuna (1992).

COMENTÁRIO

Dois anos depois, coincidentemente no mesmo mês da postagem no “Almanaque do Futebol Brasiliense”, o internauta, identificado como Marcelo, (10h23 - 24/9/2018) comenta.

"Eu jogava no juvenil do Friburguense e ele sempre me escalava para completar o coletivo dos profissionais. Era uma excelente pessoa. Aprendi muito com ele!"

O nome é... Maurillo José de Souza, apelido "Velha" (VI)

Atleta de times pequenos começa como auxiliar técnico do treinador Gentil Cardoso no Bonsucesso

JOSÉ VANILSON JULIÃO

José Ricardo Caldas

O melhor artigo da carreira do treinador carioca Maurillo José de Souza, o "Velha" (14/9/1918 – 14/6/1998) é do bancário aposentado José Ricardo Caldas e Almeida, no blog "Almanaque do Futebol Brasiliense".

A minibiografia com o título "Os técnicos do futebol brasiliense: Velha" (quarta-feira, 14/9/2016) informa que nasce em Bonsucesso e falece no mesmo bairro de aneurisma cerebral.

Na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um hospital de Bonsucesso após operação de urgência.

Morava no Edifício Cardoso Moraes, em frente ao estádio do clube do mesmo nome (Rua Teixeira de Castro). E trabalhava numa madeireira do bairro.

Como jogador atuava como "meia-direita" (diz Caldas e Almeida). Olaria (1938/40 e 49/50), São Cristóvão (1940), Bonsucesso (1945/48) e São Paulo (1949).

Gentil Alves Cardoso

Começa como auxiliar de Gentil Alves Cardoso (Recife, 1906 - Rio de Janeiro, 1970) no Bonsucesso (1956/64) e nas categorias de base.

No Valencia (Venezuela) conquista a Copa Caracas (1965). Volta ao Brasil para o Anápolis (GO) em 1966.

No ano seguinte é campeão municipal pelo Royal, de Barra do Piraí, no interior do Estado do Rio.

No mesmo ano dirigiu o Bonsucesso até 1969. Era o técnico no jogo em que o clube suburbano derrotou o Flamengo (2 x 0) e colocando o Botafogo na disputa do título da Taça Guanabara (1968).

Pelo Itabuna é campeão do Interior baiano (1969). Depois dirigiu mais três times da Bahia: Vitória (1971), o alvirrubro Botafogo e Leônico (ambos em 1972).

Um mês e pouco mais de uma semana para o final de 1972 chega ao América/RN para montar o elenco, que, com modificações e reforços pontuais, acaba campeão da Taça Cidade de Natal (1973/75), campeão da Taça Almir (1973), vence o Torneio Seletivo (1974) e é bicampeão potiguar (1974/75) com o comando do treinador Sebastião Leônidas.