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sábado, 18 de julho de 2020

Faleceu Edvaldo, zagueiro do América, irmão do radialista José Jorge

Pela rede social o ex-jogador e memorialista Ribamar Cavalcante informa o falecimento do ex-zagueiro do América de Natal Edvaldo.
Era irmão do radialista e torcedor americano José Jorge da Pascoa Menezes. Edvaldo nasceu nesta capital em 16 de maio de 1936 e morre aos 84.
Pelo alvirrubro, entre 1956 e fevereiro de 1960, atuou 49 vezes com a camisola vermelha.
Em contato com o repórter o sobrinho Jadir Paiva disse que Edvaldo chegou a vestir a camisa alvinegra do ABC e do Alecrim. Por pouco tempo.
Edvaldo foi sepultado no cemitério de Emaus.

terça-feira, 7 de julho de 2020

Sem confirmação jogo-treino do América em Recife

Li uma nota em um blog da capital potiguar sobre um suposto jogo-treino do América, tendo como opositor o elenco do clube Retro de Recife, dono do centro de treinamento.

Fui no site oficial do alvirrubro, acionei o blog Vermelho de Paixão, corri para o Gente Americana e nada.

Ainda assim tentei confirmar no site oficial e no Facebook da agremiação pernambucana.

Terá sido notícia falsa o placar de 0 x 2 em favor dos locais?

Temo que sim, pois na rede só encontrei um treino-tatico com orientação do treinador José Roberto Fernandes Barros.

sábado, 9 de maio de 2020

Radialista Ricardo SIlva repercute passamento de Wilson Gomes


Do Blog do Cadinho
Soube agora do falecimento do plantão esportivo Wilson Gomes. Foi ontem pela manhã, infarto.
Ele foi sepultado a tarde. Conheci Wilson quando ainda estudávamos na ETFRN.
Mas ele já trabalhava como plantão esportivo. Passou pelas rádios Rural, Poti e Trairy, hoje CBN, que me lembro.
Nossas condolências. Wilson á décadas já não fazia mais rádio. Tinha uma voz muito bonita e era um dos mais corretos profissionais deste Estado.
Que descanse em paz!


Depoimento do repórter fotográfico sobre W. G. de Azevedo


Magnus Nascimento

Comecei trabalhar no extinto “Jornal de Natal” na década de 90. Na época fazendo matéria policial.

Entrava madrugada adentro, nas noites de sábado e nos domingo pela manha/tarde, até fechamos a pagina de policia.

Do Instituto Técnico de Policia (ITEP), a Delegacia de Plantão, que na época era em Candelária, e o Hospital Walfredo Gurgel, aquele prédio antigo.

Eram os endereços certos da ronda nas noites frias. A chamada “ronda policial”. Um tempo bom e de muito aprendizado, mais de matérias pesadas.

Nesse tempo trabalhei com José Vanilson Julião, Walfran Valentim, João Ricardo e tantos outros.

Aprendi muito com essa galera. Mais um dia tudo acaba aqui nessa terra. Foi o que aconteceu nessa ultima sexta.

Deus levou um dos grandes repórteres com quem trabalhei. Wilson Gomes. A ultima vez que vi foi ali na Assembléia Legislativa.

Valeu amigo, pela parceria e amizade.

A tabelinha com o radialista Wilson Gomes de Azevedo


José Vanilson Julião

O meu amigo tinha uma memória fenomenal. Contava casos de até 30 anos atrás. Sem mudar uma vírgula ou ponto. De reportagens. Ou divertimentos ocasionais. Entretanto, agora, quem busca os fatos passados no baú da massa cinzenta sou eu.

Depois de ser “aprovado” por ele, somente anos depois confessou, com a finalidade de ter ao lado uma pessoa de confiança, ele foi o responsável pelo meu primeiro ato de escrever uma reportagem.

Claro que não era um texto corrido ou lauda de 30 linhas. Para jornal. Estamos falando de rádio. Mídia em que a informação deve ser repassada para o ouvinte com frases curtas e no máximo quatro ou cinco linhas. Estourando seis.

E para isso, sem qualquer aviso prévio, me apresenta, pela primeira vez, a uma máquina de datilografia com todas as teclas com engraçadas grandes letras maiúsculas, acho que o tamanho era o dobro das normais. Apropriadas para facilitar ainda mais a leitura pelo locutor.

Não era uma reportagem de fonte ou entrevista primária. A missão era escutar o programa de esportes, levado ao ar pela carioca Rádio Globo.

Na meia hora anterior “A Voz do Brasil”. Assim não teria que esperar o tradicional “Panorama Esportivo”, que ia ao ar antes do noticioso “Redator Chefe”, que, por sua vez, começava a meia noite.

Escutar as passagens do repórter que cobria cada um dos quatro clubes grandes do Rio de Janeiro – Botafogo, Vasco da Gama, Flamengo e Fluminense – e por no papel os tópicos de cada um deles para o papel. Em duas cópias. Original e carbono.

As laudas eram destinadas aos locutores que apresentavam o primeiro programa esportivo da Rádio Nordeste. De manhã cedinho.

Era a parte do noticiário esportivo nacional, narrado após o noticiário local, sobre América, ABC e Alecrim.

Uma lauda para o locutor A. Outra para o locutor B. Que revezam a leitura das notas. Não havia a facilidade da internet, é claro. Mas a missão foi cumprida.

Plantonista titular, como ele, tinha que participar de todos os programas. A resenha do final da manhã e da programação no começo da noite.

Além de todas as jornadas esportivas. A de domingo e a do meio de semana, geralmente na quarta-feira.

Posteriormente ele foi criando umas folgas propositais e dando vez ao novato. Para ir pegando cancha.

Na jornada principal, do domingo, a intervenção maior era no final da jornada, com a tabelinha dos jogos da loteria esportiva e os resultados da rodada dos campeonatos estaduais, principalmente o carioca, o paulista, o mineiro, o pernambucano, o baiano, o cearense, o gaúcho, etc.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Falece o radialista Wilson Gomes de Azevedo


O chamava de WGA. Ou pelo nome completo. Tornou-se meu melhor amigo. Soube da morte dele, ocorrida nesta manhã, no começo da noite.

Entretido no computador, por volta das 19 horas, não escutei as quatro ligações do celular. Era do meu irmão, José Valdir Julião. Por isso fiquei sabendo pelo recado deixado no “zap”.

Perguntei a causa. Teria sido em conseqüência do diabetes. Estava internado no Hospital Onofre Lopes. Indaguei quem avisou: - Vi no ‘tuíter’ de Paulo Tarcísio, que foi avisado pelo radialista Marco Aurélio.

WGA era freqüentador assíduo. De casa. Principalmente depois que sofri o acidente doméstico e fiquei impossibilitado de locomoção. A última vez há duas semanas. Ou dias. Na saída disse: - Só venha agora depois do ‘Corona’...

Conheci Wilson Gomes de Azevedo em 1975. Ele morava na Rua São Geraldo, no bairro das Quintas. Eu acabava de chegar de Cerro Corá. Para estudar na Escola Técnica Federal.

E foi no Grêmio Nilo Peçanha que começou a amizade. No jogo de totó. Pebolim. Nos intervalos da aula. Eu na defesa. Ele no ataque. Tem até o episódio de ele fazer confusão com meu irmão gêmeo: - Não era você que encontrei lá...

Passou o primeiro ano e Wilson sumiu. O reencontrei no final do segundo semestre de 1977. Fora em busca de realizar um sonho: ser radialista. E conseguiu.

Por isso o reencontro aconteceu no saguão de entrada da Rádio Nordeste AM, que ficava numa travessa, prolongamento do Beco da Lama (Vigário Bartolomeu), na Cidade Alta.

Naquela oportunidade fui fazer um teste para plantão esportivo, atendendo chamado, no ar, do famoso narrador esportivo Audi Frazão Doudment, chefe da equipe terceirizada da emissora fundada por Dinarte Mariz e na época já controlada por Felinto Rodrigues.

Eu sei que tinha boa voz e que fizera um teste razoável. Mas foi Wilson quem me escolheu, entre outros dois candidatos. E fora Audi quem colocou a fogueira na mão de Wilson.

Fiquei como segundo plantão. Auxiliar. Acumulamos bons causos. Certa vez Wilson fora a praia e chega atrasado para a abertura da jornada dominical. Sem o rádio para a escuta das emissoras de fora.

Ele ficou numa sinuca de bico. Como era o primeiro plantão tinha que abrir e se fosse apanhar o “Transglobe” ficaria o buraco. E Audi perceberia ao chamar do Estádio Castelo Branco. WGA não estava com coragem para pedir, mas sugeri que me desse coordenadas que eu iria apanhar o rádio.

Dito e feito. Até ele se surpreendeu com a minha agilidade em encontrar o endereço e retornar em cima da bucha. Passei uns três meses na rádio, sai e retornei durante a Copa de 78 e ele lá, simples, como sempre foi.

Posteriormente ele seguiu a carreira: Poti e Trairi (Tropical). Com passagem pela editoria de polícia com Givaldo Batista, o “Gigi da Mangueira”. No centenário “A República”. No jornal reencontra o mano Valdir.

Wilson foi quem me indicou ao empresário Ivanaldo Bezerra e, conseqüentemente, ao editor Francisco Duarte Guimarães, para a primeira passagem pelo semanário “Jornal de Natal”. Em 1994.

Nos últimos anos esteve na Satélite FM. De Aquino Neto. Wilson escreveu um livro relatando seu tratamento psiquiátrico de anos. Pediu para revisá-lo. Este é um assunto a resolver...

quarta-feira, 29 de abril de 2020

A solidariedade dos futebolistas não é novidade


AMÉRICA

Em 1932 alvirrubro enfrenta marinheiros e arrecada dinheiro para flagelados da seca

José Vanilson Julião

Leio na rede que a campanha dos dirigentes e jogadores americanos proporcionou a doação do torcedor e a arrecadação de 1,5 toneladas de alimentos.

Entretanto o exemplo de solidariedade não é inédito. Na tarde da sexta-feira, 13/5/1932, o clube entra em campo para arrecadar fundos em benefício dos flagelados da seca.

O estadinho da Associação Riograndense de Atletismo (ARA) – sucessora da Liga de Desportos Terrestres, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, tem a presença do interventor federal, o tenente da Marinha e depois almirante de esquadra Hercolino Cascardo (Rio de Janeiro, 2/1/1900 – 26/2/1967).

Fora decretado ponto facultativo a partir do meio dia para a assistência ao elenco americano contra os marinheiros do cruzador ou encouraçado Floriano, atracado no caís do porto na Ribeira.

Naquele momento o América era o bi-campeão da cidade, hegemonia quebrada pelo ABC na primeira semana de outubro.

O resultado do jogo amistoso beneficente: 3 x 3. Na quinta-feira, 19, seleção da ARA 2 x 1 Floriano (Incorporação: 31 de dezembro de 1900. Baixa: 2 de abril de 1936).

Antes o time da Armada perde para o Esporte Clube Bahia (2 x 1 – 21/4) e vence o Clube Náutico Capibaribe (3 x 4 – quinta-feira, 5/5). Registra o “Diário de Pernambuco”.