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quarta-feira, 22 de maio de 2024

Dirigente da SAF americana foi jogador do "society"

"Manager" Pedro Andrade Weber Braga em algum momento (2010) antes de ser atleta do futebol society

Pouca gente sabe ou não prestou atenção sobre uma curiosidade envolvendo um dos principais executivos da Sociedade Anônima Futebol (SAF), desde abril do ano passado no comando do destino do América/RN.

O carioca Pedro Andrade Weber Braga já esteve envolvido com o futebol dentro de campo, mas não no tradicional "onze" do gramado natural ou sintético (há muito deixou de ser moda).

O torcedor do Vasco da Gama Pedro Weber, assim era conhecido como atleta, participou (no começo da segunda década passada) no Rio de Janeiro de seis competições diferentes no "futebol society".

Coincidência ou não, o Azuriz (primeira divisão paranaense), do município de Marmeleiro (sudoeste do estado), criado por ele e amigos como clube-empresa em 2017, do qual um dos principais investidores e primeiro presidente.

Na capital fluminense, entre 2011/13, ainda como atleta amador, funda também com amigos e parentes (dois irmãos) uma empresa de agenciamento de jogadores (capital de 250 mil).

Entre eles o Marcelinho, este mesmo do espanhol Real Madrid, anunciado recentemente como investidor na SAF alvirrubra. (JVJ)

 

FONTE

Brazil Journal

Pequenas Empresas & Grandes Negócios

Society Carioca

terça-feira, 21 de maio de 2024

Reclamação tardia do torcedor alecrinense sobre goleada

O lateral João Maria Lima dos Santos: penúltimo antes do goleiro Eugenio

Inusitada revelação do quinteto familiar em jogo contra o América pelo campeonato estadual

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na minha busca na rede por informações para compor um futuro almanaque do alvirrubro – em jornais, sites e blogues – tenho encontrado dados inéditos (nomes completos, naturalidade e cidades de nascimentos de jogadores e treinadores), mas também situações curiosas.

É o caso do internauta que se identifica como Luciano Alves, ao comentar a postagem do vídeo completo do jogo América/RN 8 x 1 Alecrim, pelo campeonato potiguar (2001), disponibilizado pelo “Acervo América” (23 de abril de 2022), contando com mais de 1.600 visualizações.

O vídeo conta com o narrador Hélio Câmara de Castro e os repórteres de pista Francisco Inácio Sobrinho (os dois primeiros falecidos) e Ricardo Silva de Oliveira (recentemente aposentado).

Vejam a reclamação do internauta:

“O jogador/treinador Baeca e seus "jogadores familiares", o goleiro Daniel, o zagueiro e o irmão Catatau, o qual fez três pênaltis, o volante e também irmão Canindé e o compadre dele, Reginaldo, lateral esquerdo, manchando a história de um clube centenário, entregando completamente o jogo de forma vergonhosa.”

O ceará-mirinense João Maria Lima dos Santos, o “Baeca”, conta com passagens pelo América (1987/91) e Alecrim (1995 e 2001).

 


segunda-feira, 20 de maio de 2024

O "Pelé" potiguar não entra no segundo jogo

Xará do Atleta do Século XX aparece primeiro em notícia de jornal da capital do RN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Sede da Fazenda São Miguel. Ao fundo
o Pico do Cabugi, o vulcão extinto

O “Pelé" norte-rio-grandense não aparece no segundo jogo do time da fazenda São Miguel, no município de Angicos, na região central do estado.

Porém um dos companheiros de equipe se trata de um caso inusitado: o já conhecido atacante "Zé Gogó".

Aquele, autor do gol sobre o Potiguar (Lages), também foi goleiro ocasional, como Edson Arantes do Nascimento, o Pelé mais famoso.

Começa o próximo jogo nesta posição e termina substituído pelo arqueiro Costa (titular na partida anterior).

E entra mais uma vez no decorrer do jogo na linha atacante como substituto.

No final mais uma vitória: 2 x 0 Bangu (Pedro Avelino). Heitor e Zé Gogó, um em cada tempo.

São Miguel: Zé Gogó (Costa), Nobinha, Gordinho, Souza, Pacífico, Cosat (Zé Gogó), Chiquinho, Heitor, Zeferino e Dedeca.

Conforme mais um e último registro do "Diário de Natal" (5/9/1951), o jornal da cadeia Associada na capital potiguar.

A fazenda São Miguel viveu o auge durante a cultura do algodão, entre os anos 30/80, extinta com a praga do inseto “Bicudo”, no começo dos anos 80.

 

FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

História e Genealogia

domingo, 19 de maio de 2024

O primeiro "Pelé" com "batismo" na imprensa nordestina (final)

Pelé numa das primeiras imagens com a camisa do Santos Futebol Clube

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Uma nota de duas linhas no jornal carioca especializado é a fonte de uma gafe histórica

Pouco mais de um mês da chegada do adolescente Edson ao Santos e a menos de 30 dias para completar 16 anos o “Jornal dos Sports” (quarta-feira, 12/9/1956) publica curiosa nota envolvendo o apelido da novidade da Vila Belmiro.

Com o mesmo procedimento ocorrido com o aparecimento do "Pelé" norte-rio-grandense na imprensa natalense (agosto de 1951) o redator consulta várias vezes a fonte impressa para não ter nenhuma margem de dúvida sobre a curiosidade.

O detalhe esquisito mesmo é a seção de “De Norte a Sul” (página 10) informar que o São Paulo cede para a Ferroviária os jogadores Tarcísio, Almeida e “Pelé”. Pelo resto do ano, em nenhuma edição, aparece novamente a alcunha do novato.

E o mais incrível: a gafe acontece cinco dias depois do amistoso (7/9) Santos 7 x 1 Corinthians (Santo André), no qual veste pela primeira vez a camisa branca do Peixe, a número 15, e marca um gol.

Provavelmente a confusa notinha aconteceu por causa de um “ruído” de comunicação entre a fonte paulista e o receptor na redação do “JS”.

Naquele tempo, quando não era por telegrama, via agências noticiosas, o telefone era o meio mais usado para transmissão de notícias de última hora.

Também é possível, pelo acúmulo do noticiário, o responsável pela coluna não assinada ter demorado em publicar a novidade e se atrapalhou.

Afinal de contas o “Santos” bem que pode ter sido confundido com o “São” do Tricolor paulista.

O primeiro "Pelé" com "batismo" na imprensa nordestina (IV)

Já famoso "Pelé" é entrevistado na televisão fundada pelo grupo da emissora/Imagem: Terceiro Tempo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

CAMPANHA DO FUTEBOL DE SALÃO COM EDSON ARANTES DO NASCIMENTO ARTILHEIRO

O nome de batismo do 'Pelé" potiguar ficou no limbo da memória, mas é resgatado de forma inédita nesta série como atleta pelo apelido em comum com o xará mais famoso.

E a “A Gazeta Esportiva” (segunda-feira, 5 de março de 1956), pela primeira vez cita o internacional “Pelé”, e traz a campanha do Radium campeã.

O correspondente do “mais completo jornal esportivo do Brasil” (domingo, 4) indica que a competição havia terminado na última terça-feira de fevereiro.

E logo no parágrafo inicial relaciona os atletas campeões: Sérgio, Paulo, Victor, Norberto, Nenê, Dirceu, José Roberto, Pelé, Frangão e Gilberto. Orientados pelo treinador Cana.

A turma, após a sessão de homenagem, vence o Terra Branca (12 a 6) e não o Taubaté, como mencionado (erro de visão do redator).

A convite da sucursal do jornal o diretor-presidente da Bauru Rádio Clube, João Simonetti (incentivador do futebol de salão), entrega a primeira faixa ao capitão da equipe.

Leônidas Simonetti, José de Oliveira Sobrinho, Mauro Viana, Paulo Sassi, Delorgenes Paioli, Ivan Perroca, Cipriano Frutuoso e José Franco aos demais atletas.

Jogos: 9 x 4 Independente, 17 x 2 DREP, 7 x 3 Star, 18 x 0 SESC, 8 x 0 Rui Barbosa, 6 x 5 Comercial, 19 x 1 IV B. C. Verde, 9 x 2 Sete de Setembro, 11 x 3 Radialistas, 9 x 6 River Plate, IV B. C. Azul 8 x 6 e 8 x 5 Posto São Jorge.

Números: ataque mais positivo (129 gols em 12 partidas), defesa menos vazada (37) e o artilheiro da competição (Pelé, 40).

Também marcam: Victor (36), Dirceu (27), Sergio (11), Norberto (cinco), Gilberto (quatro), Nenê (três), Zé Roberto (dois) e Frangão (um gol).

Classificação (pontos perdidos): Radium (zero), Posto São Jorge (sete), Radialistas (oito), Rui Barbosa e River Plate (nove), Comercial (dez)...

sábado, 18 de maio de 2024

O primeiro "Pelé" com "batismo" na imprensa nordestina (III)

O Radium também também participava de jogos com o elenco de futebol "de campo" ou "poeira"

Radium (1954): Aldo, Nene, Aniel, Nero, Patinho, Paçoca. Luizinho Padeiro, Edir, Pelé, Mineiro e Norberto (Foto: "Nos tempos do futebol amador - com Mirtola/Facebook)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A casualidade do achado acontece quando procurava informações sobre Miguel Dourado, irmão do falecido radialista natalense Mário Dourado, pois o primeiro foi repórter esportivo iniciante e por algum tempo, na segunda metade dos anos 60, no jornal católico “A Ordem”, a época semanário e diário na primeira fase (1935/1954).

Foi quando desviei o olhar, sem qualquer pretensão e objetivo concreto, talvez por mera curiosidade, para a reportagem do futebol amador no interior estado do Rio Grande do Norte, na qual aparece o “Pelé” potiguar, tão somente mencionado na escalação do time.

Há mais de três mil quilômetros de distância, sem um saber do outro, claro, na época do “Pelé” nordestino o “clone” no interior paulista já havia se metido com futebol no timinho do Bauru Esporte Clube, o “Baquinho”.

O “Pelé” potiguar some do mapa, digo, da página esportiva local, mas na capital paulista o futuro Rei é inserido na reportagem sobre o mencionado campeonato do esporte da bola pesada recém implantado no país:

“FUTEBOL DE SALÃO EM BAURU – Homenageado por A GAZETA ESPORTIVA, o campeão de 1955, o Radium F. C”. E completa: - Coube ao “mais completo” (o jornal se vangloriando da maior cobertura esportiva na capital paulistana) oferece as faixas... Vice-campeão o Posto São Jorge...

Segue cinco fotografias ilustrativas da reportagem, uma delas com “Pelé” no quinteto campeão. Após a solenidade da premiação a equipe vence amistoso contra uma equipe de Taubaté na quadra da Bauru Rádio Clube.


O primeiro "Pelé" com "batismo" na imprensa nordestina (II)

JOSÉ VANILSON JULIÃO


Pelo exposto na reportagem inaugural da série o garoto Edson Arantes do Nascimento, o familiar "Dico", completa dez anos em outubro do ano anterior, e nove meses e dias depois um jovem norte-rio-grandense corre atrás da bola em campo de terra batida com a alcunha de "Pelé".

O histórico biográfico do Rei do Futebol indica que o apelido com o qual veio a ficar mundialmente famoso já havia lhe sido concedido pelos coleguinhas de Três Corações, cidade do interior das Minas Gerais, onde nasce, portanto antes de ir morar com os pais em Bauru.

Não é preciso ser matemático tarimbado para fazer as contas e verificar que o "Pelé" potiguar também adquire este mesmo apelido por pura coincidência em algum momento entre os anos 30 e 40.

A diferença é que não se sabe a origem do “Pelé” nordestino, enquanto o “Pelé” mineiro ganha a alcunha por confundir o nome do goleiro do Vasco da Gama de São Lourenço da Mata (Minas Gerais), o conhecido "Bilé", o mote para a corruptela na pronúncia palatal do futuro camisa dez do Santos Futebol Clube.

O nome de batismo do “Pelé” do Norte ninguém sabe. Pois há apenas o registro do inusitado apelido na página esportiva do "Diário de Natal" (começo da primeira quinzena de agosto de 1951).

Enquanto o Pelé muito mais conhecido tem a chancela do preto no branco, no papel, pela primeira vez, quase cinco anos depois no afamado jornal paulistano "A Gazeta Esportiva" (março de 1956), por ocasião da cobertura da premiação aos garotos do Radium de Bauru, campeão invicto no primeiro campeonato de futebol salonista na cidade.