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sábado, 4 de julho de 2026

América encaminha classificação para a quarta fase

Luiz Thiago veio da Votuporanguense/SP

Aos 17 minutos o atacante Wanderson Gotinha perde a oportunidade de inaugurar o placar em jogada ensaiada, de cabeça, em bola cruzada pela cobrança de falta.

Até pouco mais da metade do primeiro tempo este foi o único lance de emoção, quando o nove Aleilson ganha a bola entre dois zagueiros, escora e abre a contagem.

Não parecia que as emoções seriam duplas para o torcedor americano. Numa escapada pela esquerda, desde o meio de campo, a defesa local está avançada.

Cassiano cruza do lado da área para Luiz Thiago empurrar de cabeça e marcar pela segunda vez com a camisa vermelha na temporada.

Três minutos depois ele mesmo aproveita novo cruzamento, agora de Evandro, e vira para somar três gols pelo alvirrubro. Foi a surpresa da partida.

Para completar logo depois Aleilson é expulso por jogo violento. No segundo tempo o América volta para administrar o jogo.

Mas o que se viu antes dos 16 minutos foi os atacantes perderem duas grandes chances de aumentar a vantagem no placar.

Aí veio o grande lance do jogo. Toca dali, toca acola, Alisson Taddei abre os braços, reclama do posicionamento dos companheiros e lança Alexandre Aruá, que, com um toque de lado, desnorteia a zaga e coloca a meia altura da entrada da área.

Para encerrar Galvan faz o quarto de penalidade máxima. (José Vanilson Julião)


FICHA TÉCNICA

América 4 x 1 Trem

Estádio: Augusto Antunes

Cidade: Santana/AP

Árbitro: Murilo Tarrega Victor/SP

Gol: Aleilson 34, Luiz Thiago 37, 40, Alexandre Aruá 25/2 e Galvan 32'37

América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Charles), Wagner Balotelli (Coppetti), Alexandre Aruá, Alisson Taddei, Galvan, Cassiano (Matheus Régis) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Trem: Victor Lube, Rafael Baiano, Perema, Léo Reis, Doutor, Leco (Mauro Praia), Wanderson Gotinha, Fábio Macujá (Alysson), Aleilson, Gerson (Zé Eduardo) e Pedro Foguete. Treinador: Sandro "Macapá" Miranda Frazão 

O persistente presidente esmeraldino veio de longe (V)

Alecrim (1954): Monteiro, Miguel Ferreira de Lima, Petit Carvalho, Mangueira, Petita (Francisco Paiva), Baracho, Chiquinho, Driblador, Biro II, Miltinho e Índio/Anotando Futebol 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Os primeiros envolvimentos do baiano Braz Nunes de Farias com o alviverde são testemunhados por duas reportagens com assuntos distintos na segunda metade dos anos 50.

A primeira com o matutino "O Poti" (terça-feira,  1/5/1956), surgido dois anos antes, trata da excursão do Alecrim Futebol Clube a cidade paraibana de Rio Tinto, perto da capital João Pessoa.

A delegação do alviverde natalense é composta pelo seguintes dirigentes: presidente João Bastos de Santana, diretor de futebol João Antônio Coutinho da Motta e secretário Braz Nunes de Farias.

Com orientação do elenco pelo ex-zagueiro dos anos 40 do esmeraldino (com passagem também no América) e longevo treinador "Geleia" (Geraldo Pereira) entre 1951/60.

Acompanha a delegação como representante da Associação dos Cronistas Esportivos (ACE) o repórter Marcino Dias de Oliveira, comerciante, rádio-telegrafista de "A República", e ex-diretor do América, falecido em setembro/1971.

A segunda da "Tribuna do Norte" (sábado, 24/8/1957) corrobora com a reportagem "Luiz Medeiros para a presidência do Alecrim", cujo sobrenome não deixa dúvida do parentesco vem próximo com o fundador Lauro Medeiros.

Com entendimentos passando pelos dirigentes citados acima, entre eles nosso principal personagem da série inédita, Braz Nunes, além do deputado federal Clóvis Coutinho da Motta.

Quatro anos depois a TN o classifica em outra campanha, agora como companheiro na chapa de João Bastos de Santana, de um alecrinense "de quatro costados..."




O persistente presidente esmeraldino veio de longe (IV)

Braz Nunes de Farias em apresentação na
antiga sede do Alecrim FC, da Avenida
Alexandrino de Alencar, atual Camana, a
Casa do Marinheiro de Natal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Quando o jornal matutino "O Poti" (semanário a partir de 1959) é lançado em julho/1954 para fazer companhia ao vespertino "Diário de Natal" o bairro do Alecrim passa a ser atendido com uma maior cobertura da imprensa.
Em uma das edições do novo impresso da cadeia Associada é veiculado até um caderno dedicado ao bairro ou reportagens especiais, com a diagramação bem ao gosto da época, com títulos, subtítulos e complementos longos.
A reportagem escolhida pela pesquisa, já em 1955 (domingo 3/7), assinada pelo repórter Lenine Barros Pinto (neto do antigo gerente de "A República", José Mariano Pinto), com fotografias de Nildo Seabra de Melo, é um típico exemplo com esta sequência detalhista ao extremo antes do texto principal:
- Modernizando-se, o bairro do Alecrim associou-se também ao progresso da arquitetura funcional;
- Três belas e elegantes casas e uma garagem diferente e alegre;
- A beleza e as formas da arquitetura atual, não é mais privilégio do Tirol, "Cirolândia" (por trás do Estádio Juvenal Lamartine e da Escola Doméstica), ou das novas zonas residenciais.
Além desta "minuciosa" explicação a reportagem ainda vem com três subtítulos: "A residência Yolanda Bezerril", "A Rua Segundo Wanderley na espiral progressista" e "O Posto Studebacker" (nome de marca do carro americano).
O repórter Lenine Pinto escreve que diante da impossibilidade de demorar-se em "todas as vias públicas do mais populoso deteve-se na mencionado rua em duas residências: as dos senhores Braz Nunes de Farias e Edilson Nobre.
E detalha: - A primeira sobressai-se pelo espaço, largueza quase solar, uma verdadeira casa-grande, o movimento da fachada de cores discretas de efeito encantador.
A segunda: - Em contraste de dimensões, fosse construída há 30 anos, se chamaria de "chalet"... e lamenta a falta de calçamento, com as casas perdidas dos olhos da cidade...
O texto do LP é um primor de detalhes como retrato de um bairro que era considerado quase um subúrbio no pós guerra.
Quanto ao Braz a construção indica que está ambientado na cidade desde que veio nos anos 40 do município de Nazaré das Farinhas, na região do Recôncavo baiano, para o Rio Grande do Norte!

sexta-feira, 3 de julho de 2026

O persistente presidente esmeraldino veio de longe (III)

Braz Nunes de Farias/Álbum de Família

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que o nome do baiano Braz Nunes de Farias aparece na imprensa potiguar se dá em expediente da Prefeitura de Natal (8/7/1948) publicado no diário vespertino católico A Ordem (quarta-feira 10/7).

Depois vem o registro na seção "Comércio, Transporte, Finanças" do Diário de Natal (7/9) no embarque em avião da LAP (Linhas Aéreas Paulista) com destino ao Recife.

Entre os passageiros a jovem Margarida Mota (guardem este nome) e os conhecidos Alonso Bezerra de Albuquerque e José Cavalcanti Mello, depois diretor do jornal da cadeia Associada.

Sete anos depois Braz Nunes surge em curiosa reportagem sobre expansão residencial do bairro Alecrim, assinada pelo repórter Lenine Barros Pinto com imagens do fotógrafo Nildo Seabra de Melo para o então diário e depois semanário O Poti.

Ainda em 1955 um "Braz", que seria indicado pelo Alecrim, aparece na Tribuna do Norte cogitado como candidato a vice-presidente da Federação Norte-rio-grandense de Desportos (FND) em movimento de chapa dos "pequenos" clubes natalenses.

quinta-feira, 2 de julho de 2026

O persistente presidente esmeraldino veio de longe (II)

Joilson Santana em foto do recorte de jornal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que vi a fotografia com o quarteto Braz Nunes Farias, Marcos Antonio Antunes de Souza, Luiz Carlos Scala Loureiro e Joilson Santana foi por ocasião do desaparecimento deste último (6/10/2013).

A foto pertencente ao acervo do ex-jogador, sargento da Aeronáutica e memorialista José Ribamar Cavalcante (biografado pelo jornalista Kolberg Luna Freire) foi postada no blog No Ataque, do jornalista Edmo Sinedino de Oliveira, com passagens pelas editorias esportivas dos extintos semanário Jornal de Natal (não é o blog!) e Diário de Natal.

A imagem, postada na primeira reportagem ou artigo da série, é repetida no mesmo espaço mais três vezes como homenagem ao desaparecido dirigente alecrinense Joilson Santana, em atividade desde ao menos 1964 (ao lado do pai, o baiano de Salvador, João Bastos de Santana), ano em que o Alecrim conquista o primeiro bicampeonato estadual.

Posteriormente avistei a imagem com as personalidades do futebol, dois dirigentes, um ex-jogador (Scala) e um narrador esportivo (Marco Antonio), em pelo menos outro blog, fora do Rio Grande do Norte, e resolvi verificar a trajetória do baiano Braz Nunes Farias, radicado na capital potiguar deste o final dos anos 30 começo de 40, a convite de outro "forasteiro", um paraibano.


FONTES/IMAGENS

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Museu Virtual do Futebol

No Ataque

O persistente presidente esmeraldino veio de longe (I)

Confraternização na antiga sede campestre do Alecrim/Imagem: Blog No Ataque 

JOSÉ VANILSON JULIÃO 


A imagem: Braz Nunes Farias, Marcos Antônio Antunes de Souza, Luiz Carlos Scala Loureiro e Joilson Santana.

Um empresário, um narrador esportivo, um jogador aposentado e um dirigente. Qualquer um pode ser alvo de um perfil. Todos falecidos.

O gaúcho Marco Antônio chegou em Natal na segunda metade dos anos 70 para ser o principal locutor da Rádio Cabugi. Faleceu na Copa da Alemanha (2006) como colunista do desativado diário vespertino "O Jornal de Hoje".

Também natural do Rio Grande do Sul o ex-zagueiro Scala dispensa maiores comentários pelo currículo: Internacional (Porto Alegre), Botafogo (Rio de Janeiro) e América (Natal).

Joilson Santana seguiu os passos do pai, o empresário baiano radicado na capital do Rio Grande do Norte, João Bastos Santana, como diretor do Alecrim Futebol Clube. E depois colaborador do ABC (supervisor) e diretor do Corintians (Caicó) campeão potiguar (2001).

O primeiro da lista ficou por último por uma simples explicação: é o escolhido pelo repórter para ser pesquisado pela curiosidade despertada.

Pois é o único que o redator não sabia de cabeça, de memória, as particularidades como dirigente do clube esmeraldino, exceto que havia sido presidente alecrinense.

A pesquisa em antigos jornais e depoimentos de um familiar bem próximo vão ajudar a compor a trajetória desta importante personalidade do mundo esportivo pouco lembrado na atualidade.


Goleiro Miguel começou como atacante no Cruzeiro (VI)

CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA (Aspirantes: 1960): Joel, Miguel, Quatis, Laerte, Russo, Camario, Joãozinho, Villadônega, Javan, Nilton e Ronaldo/Imagem: "Terceiro Tempo"

P
ara encerrar a série momentânea com a motivação principal uma faceta da carreira do goleiro do Vasco da Gama, Miguel Ferreira de Lima (completa 89 anos em 19/9) o blog transcreve alguns trechos da resposta da pergunta, via carta, do leitor João Maria de Carvalho Moura (morador do Alecrim), pelo comentarista Adeodato José dos Reis, na coluna "O Bom Baiano", da Tribuna do Norte (quinta-feira, 29/9/1977).
Abre com a citação do primeiro jogador potiguar a aparecer no Vasco da Gama, Pedro "Bala" Balbino, ponta-direita, que primeiro segue para o Madureira saído do América do Rio Grande do Norte.
Do segundo parágrafo em diante explica que o "norte-rio-grandense" Miguel de Lima (nascido na Paraíba) alcançou sucesso no Vasco da Gama.
- Começou jogando no Cruzeiro de Macaíba, este mesmo que disputa a segunda divisão, um dos mais tradicionais clubes do interior do Estado.
Do Cruzeiro passou para o desativado Santa Cruz Esporte e Cultura, onde resolveu evitar gols ao invés de fazê-los. Em 1957 (na verdade 1955) entrou na Marinha de Guerra, indo servir no Rio de Janeiro, começando a atuar pela seleção da Marinha e para os aspirantes do Vasco foi um pulo.
Segue: - Finalmente, em 1958, galgou a posição de titular do clube, em substituição ao atual diretor do Vasco da Gama, Carlos Alberto Cavalheiro, campeão carioca de 1956, transferido para a Portuguesa de Desportos.

A AMIZADE
"Miguel, de quem tenho a honra de privar da amizade, é um cidadão educado e distinto... Foi para o exterior, andou jogando na América do Sul (os colombianos Deportivo Cali e Millonarios entre 1963/64), depois esteve na Alemanha (Futebol Clube Colônia), e atualmente é treinador nos Estados Unidos...
É boa praça, bom amigo, nunca esqueceu as origens, e quando tem um tempinho, nas suas férias, vem sempre a Natal, rever amigos e parentes. Um bom caráter este rapaz...

quarta-feira, 1 de julho de 2026

Goleiro Miguel começou como atacante do Cruzeiro (V)

Aluízio, fundador do jornal,
torcedor do América/RN
e do Vasco da Gama

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após um ano, dois meses e 28 dias da estreia da coluna "O Bom Baiano" o comentarista Adeodato José dos Reis responde as cartas de dois leitores na Tribuna do Norte (quinta-feira, 29/9/1977).

Primeiro João Maria de Carvalho, morador do bairro do Alecrim, que indaga: - Sou torcedor do Vasco da Gama e desejaria saber se algum jogador do Rio Grande do Norte vestiu a camisa do meu clube?

Segundo Augusto de Oliveira Leal, residente no bairro da Cidade Alta, pergunta: - Qual a primeira partida realizada por uma seleção nacional?

Pelo título da série percebe-se de pronto que o mais interessante mesmo para o momento é a indagação do torcedor vascaíno, o clube carioca do goleiro Miguel Ferreira de Lima.

A coluna havia se tornado depositária das dúvidas dos torcedores. Os artigos de Adeodato Reis, torcedor declarado do Flamengo, assíduo nos textos, se tornaram alvo de consultas e leitura obrigatória.

Numa época em que a internet era apenas uma questão interna dos militares do Pentágono, em Washington, Distrito de Colúmbia, nos Estados Unidos da América, a coluna se transformou numa verdadeira enciclopédia.

Hoje qualquer um pode consultar o "Google" e pesquisar sobre jogadores, treinadores e dirigentes históricos, títulos conquistados, convocação antigas da seleção brasileiras, fatos pitorescos e muito mais, entretanto naquele tempo Adeodato Reis já disponibilizava muita informação para o leitor.

Foi um convite certeiro dos jornalistas Agnelo Alves e Rubens Lemos, o primeiro irmão do dono e fundador da TN, Aluízio Alves, ex-governador, ex-deputado federal, o segundo comentarista da Rádio Cabugi, que tão bem conhecia Adeodato, desde os idos de 1965, quando ambos eram do staff da emissora.

Goleiro Miguel começou como atacante do Cruzeiro (IV)

MADUREIRA/RIO DE JANEIRO (1956): Mauro, Gonçalo, Jorge, Gilberto, Pacheco, Haroldo, Pedro Bala, Jandir, Valter Prado, Waldemar e Nilo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em seguida o terceiro artigo da série o redator verifica uma incrível e exata coincidência com a data de 1 de julho: 50 anos após agradecer o convite para escrever a coluna aos jornalistas Agnelo Alves e Rubens Manoel Lemos o comentarista Adeodato José dos Reis é um personagem principal paralelo de uma passagem do histórico da carreira do goleiro Miguel Ferreira de Lima.
O primeiro artigo de seis parágrafos é publicado numa edição dominical do diário matutino "Tribuna do Norte". Quando discorre sobre as primeiras fontes do futebol, as revistas cariocas "O Globo Sportivo", "Esporte Ilutrado" e o paulistano "Gazeta Esportiva"; as transmissões pelo rádio; os cronistas esportivos da época (anos 30/50).
Diz que já ouvia falar nos clubes de Natal antes mesmo de se radicar no território potiguar, pelos personagens do futebol, entre os primeiros o "mignon", o meia e ponteiro esquerdo Demóstenes César da Silva; o "Copa Norte", assim o chamavam, o centromédio José Mendonça dos Santos, o mossoroense "Dequinha"; e o ponta-direita Pedro "Bala" Balbino, saído do América de Natal em 1952 para aparecer no suburbano Madureira do Rio de Janeiro e logo depois no Clube de Regatas Vasco da Gama.

Goleiro Miguel começou como atacante do Cruzeiro (III)

Suboficial Adeodato José dos Reis

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois de 1965 e desde 1973 fazendo parte pela segunda vez da equipe esportiva da Rádio Cabugi e apresentando um programa noturno dominical na mesma emissora, no qual trata da música popular ("Mesa de Botequim"), o comentarista Adeodato José dos Reis estreia a coluna "O Bom Baiano" no diário matutino "Tribuna do Norte" (quinta-feira, 1/7/1976), encerrada no final do ano seguinte, somando em torno de 200 publicações.
Natural do município de Jacobina (Chapada Diamantina), daí a origem do título da coluna, Adeodato Reis chega em Natal 20 anos antes, vindo da Escola da Aeronáutica de Guaratingueta/SP para ser incorporado a Base Aérea do então distrito de Parnamirim (emancipado em 1958), onde ensina a gramática da língua portuguesa e acumula diretoria nas escolas Augusto Severo e Santos Dumont.
Em 1962 ele começou no rádio esportivo como narrador da equipe 1090 da Emissora de Educação Rural, pertencente a arquidiocese da capital norte-rio-grandense, após aceitar convite do radialista Fonseca Júnior. Permanece na rádio católica ate meados de 1964.
Da equipe em momentos distintos fazem parte Craveiro Costa (bancário e do radio mato-grossense), Nivaldo de Souza, Teixeira Rocha, José Procópio Filgueira Neto, Roberto Brandão, Amaury Dantas, Boanerges Soares, José Wilde, Edilson Lima, Eduardo Marinho, Joseci Barroca, Nilton Pires, Armando Viana, Francisco Segundo (sonoplasta) e S. Procópio Neto (plantão esportivo).

Goleiro Miguel começa como atacante do Cruzeiro (II)

Jornalista Agnelo Alves

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A revelação de que o goleiro Miguel Ferreira de Lima, campeão carioca pelo Vasco da Gama (1958), começou a carreira na linha atacante de um clube amador do Rio Grande do Norte, poderia ter continuado sem nenhum registro formal na imprensa, seja nacional ou regional.

Ainda assim esta informação ou detalhe da principiante atividade futebolística do adolescente Miguel poderia ter permanecido no limbo da história ou apenas na ciência de uns poucos amigos íntimos, assunto que será tratado posteriormente.

Em todo o caso somente um importante pormenor acontecido duas décadas depois da ida de Miguel de Lima para o Rio de Janeiro possibilita o registro em letra de forma de que ele foi atacante no Cruzeiro de Macaíba (região metropolitana da capital potiguar).

A convite do jornalista Agnelo Alves (ex-prefeito de Natal e ex-dirigente do ABC) e do jornalista e comentarista esportivo Rubens Manoel Lemos,  o então sargento da Aeronáutica, o comentarista Adeodato José dos Reis, passa a escrever uma coluna diária no jornal "Tribuna do Norte".





Goleiro Miguel começa como atacante no Cruzeiro (I)

Adeodato José dos Reis fez a revelação na coluna

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Assíduo no blog como um dos personagens do futebol potiguar com carreira nacional e internacional o redator acreditava que não haveria mais brecha para encontrar alguma novidade sobre o goleiro Miguel Ferreira de Lima, o paraibano criado no RN, que fez sucesso no Vasco da Gama, Colômbia e Europa.
Pode até ter escapado ou sido negligenciado alguma informação ou pormenor nas principais fontes primárias de antigamente, em especial na imprensa carioca e precisamente nas extintas publicações semanais Manchete Esportiva e Revista do Esporte, assim como no Jornal dos Sports.
E desta relação também estão incluídos três importantes fontes locais: os jornais Tribuna do Norte e Diário de Natal, mais o semanário da cadeia Associada, O Poti. Em especial as edições entre 1953/1968, período em que Miguel de Lima é revelado pelo Alecrim, passa ao Vasco e chega ao alemão Colônia.
Entretanto o mais importante foi a disponibilização da TN no site da Biblioteca Nacional Digital nestes últimos três meses, se a memória não falha, conforme alerta dos pesquisadores Marcos Avelino da Trindade e Arthur Pierre dos Santos Medeiros, com os quais o repórter troca figurinhas.
A situação da BND facilitou rapidez nas consultas e termina com a constatação de que o falecido comentarista esportivo Adeodato José dos Reis, que manteve uma coluna no diário matutino Tribuna do Norte, revela que Miguel teria começado a bater bola na linha de ataque do Cruzeiro de Macaíba (Grande Natal) e só depois resolve ser goleiro.

Jornalistas compram panos para as mexicanas...

Meses após a premiação JMA está na
cobertura da Copa do Mundo 1970

JOSÉ MARIA DE AQUINO

JORNALISTA

A Copa do México-70. A Copa do Tri. A minha Copa. Em Guadalajara, ficamos hospedados no Hotel Morales, no centro histórico, longe da parte nova da bela cidade, onde a seleção se concentrava na Suites Caribe.

Era um hotel antigo e tradicional, que hospedava - não naquele momento - as grandes estrelas da música e do cinema mexicano: Pedro Vargas, Agostin Lara, Maria Felix...

Pela manhã nos servíamos de um belo café no salão junto à portaria. À noite discutíamos a pauta do dia seguinte saboreando Tecates e Sol geladíssimas, com abacate, ttomate e sal.

À tarde, ali pelas 17 horas, era servido o chá que reunia a fina flor da sociedade local. Senhoras elegante s e bem vestidas. Tudo, naturalmente, ao som de um afinado piano.

Sabíamos desse momento de lazer, mas nunca, antes. havíamos desfrutado dele. Os treinos da seleção no Clube dos Bancários ocupavam nosso tempo< Do time da Placar e da Veja. 

Até aquele dia de folga geral, da seleção e nossa. Eu e Tim Teixeira fomos abordados três daquelas elegantes senhoras, que se identificaram como esposas de secretários do governo local.

Queriam saber se tínhamos bandeiras do Brasil. Pequenas, para colocarem na antena de seus carros, ou grandes, para cobrirem o capô. Não tínhamos, mas era impossível apenas dizer não.

Como todos sabem, depois que arquivaram o sonho de conquistar a Copa, ou mesmo ir mais longe que a primeira fase, os mexicanos vestiram a amarelinha e torceram como loocos pelo Brasil. 

Era preciso atender àquelas senhoras, que representavam toda torcida mexicana. Eu, pela Placar, e Tim, pela Veja, saímos à procura de bandeiras do Brasil. Corremos todo comércio local e nada.

Nada de bandeiras, bandeirinhas ou bandeirolas. E veio a sugestão de uma das vendedoras: "levem panos verdes e amarelos e façam as bandeiras que procuram".

Sugestão aceita. Compramos metros e metros de panos das duas cores e fomos à procura de costureiras, Ali mesmo. Em poucos minutos tínhamos 'bandeiras" em largas tiras verdes e amarelas

E a alegria de ver e sentir como os mexicanos - não apenas aquelas senhoras - abraçaram com loucura nossa seleção. Loucura que se prolongou e aumentou até a vitória final sobre a Italia.

Foi por lembrar daqueles momentos, que esta noite/madrugada me transportei para o Azteca e gritei Arriba México. Nada contra o Equador, entendam por favor.

terça-feira, 30 de junho de 2026

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (III)

FERROVIÁRIO (1978): Chocolate, Edilson, Deda, Toinho, Paulinho, Sinedino, Ivan, Chico, Natan, Quinho, Careca, Wilson e Valdir. A última participação em 1981, ano da zebra 2 x 1 ABC, pelo campeonato estadual/Imagem: Futebol Retrô

JOSÉ VANILSON JULIÃO

América 4 x 0 Ferroviário (domingo, 24/1/1971). É a estreia do alvirrubro e do tricolor na primeira edição da Taça Cidade de Natal.
Como curiosidade na ficha técnica do jogo principal (rodada dupla com preliminar ABC 4 x 2 Cosern): o "Ferrim" entra com o goleiro Juca e na ponta-esquerda um tal de "Esquerdinha".
Não deu para apurar pelos jornais da época se o jogador com o mesmo apelido é o que atua pelo Real Madrid do Baldo pelo interior do RN.
Ou se é o mesmo que joga pelo rubro-negro Clube Atlético Potiguar, em outubro, no II Torneio Presidente Médici.
Ainda em outubro quem aparece com a camisa número um do Ferroviário, na mesma competição, é o goleiro Floriano, no Riachuelo no ano seguinte, depois contratado pelo ABC.
O goleiro João Pereira da Silva, o "Esquerdinha", efetivamente aparece na meta do Ferroviário no Torneio Início (domingo, 12/3/1972).
O tricolor empata (1 x 1) com o ABC na competição oficial de abertura da temporada. Mas o titular é Ronaldo, antigo arqueiro do primeiro Globo potiguar e do licenciado Santa Cruz Esporte e Cultura.
"Esquerdinha" o substitui na segunda partida do TI: 0 x 0 Atlético, o popular CAP. Nas rodadas iniciais do campeonato estadual aparece como titular, inclusive na goleada ABC 7 x 0 (domingo, 9/4/1972).
Mais uma curiosidade, extraída da coluna do falecido narrador, o professor universitário e jornalista Vicente de Almeida Filho, no DN:
- Ele não pode comparecer a um treino no Estádio Senador João Câmara (Rocas) e o treinador Arnaldo Honório, ex-jogador do tricolor e doublé de árbitro, põe um torcedor para suprir a carência.
Na última participação no campeonato, Ferroviário 2 x 3 Riachuelo, o chamado RAC (domingo, 25/6/1972), o titular do arco tricolor é Biro (personagem de reportagens anteriores), mas "Esquerdinha" entra no decorrer da peleja. Ainda teve jogo com Bosco de goleiro e "Esquerdinha" entra com bola rolando.
Enfim, será que ele é o mesmo goleiro que defende o selecionado de Pedro Avelino no "Matutão" no ano seguinte?... (FONTES: "Tribuna do Norte" e "Diário de Natal")

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (II)

Chegada de Fernandes, condenado, após
cumprimento do mandado, no complexo
da Polícia Civil/Imagem: Janaina Costa

J. V. J.

A notícia sobre a prisão do idoso José Fernandes dos Santos, quatro décadas após matar o goleiro João Pereira da Silva, localizado no bairro dos Guarapes (Zona Oeste), ganha o mundo na tarde da quarta-feira (10/6), e dez dias depois o repórter Valmir Sabino, do site "Saiba Mais", identifica os protagonistas com exclusividade.

Ao ler sobre o caso no dia seguinte me veio a mente que no Riachuelo Atlético Clube, o RAC ou time "Naval", nunca havia vestido a camisa número um atleta com o apelido "Esquerdinha".

Ao dar uma olhada nos jornais da época na ocasião encontrei um jogador com esta alcunha comum aos jogadores da linha de ataque, mas, mesmo assim, continuei em dúvida.

Por uma simples razão. Havia um "Esquerdinha" com a camisa 11 no Ferroviário Esporte Clube de Natal e também como arqueiro no "tricolor da Estrada de Ferro".

A menção do "Esquerdinha" na linha apenas uma vez e a repetição na escalação como goleiro, antes e depois dos jogos, é confirmação dele no Ferroviário.

Na época (1971/73) eram quase titulares absolutos os goleiros Juca e Floriano, que chegam a vestir, respectivamente, as camisas dos grandes América e ABC.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (I)

Reprodução do site "Saiba Mais"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não sei se o repórter Valmir Sabino leu a minha "reclamação" em rede social. De que os principais sites natalenses publicaram um "press" oficial sobre a recente captura do matador de um goleiro do Ferroviário/RN e não identificaram a vítima e o condenado.
O jornalista o fez em excelente reportagem investigativa para o site Saiba Mais. Recomendo a leitura. Quem me enviou o link da reportagem inédita foi o repórter fotográfico e apresentador de rádio e televisão Graciano Luz, fundador do "Correio Potiguar".
"A História do Goleiro Morto em 1984 que os grandes veículos não contaram", eis o título da reportagem, lançada neste domingo em meio as atenções voltadas para o jogo Brasil 2 x 1 Japão pela segunda fase da Copa do Mundo na segunda-feira.
Não vou entrar em detalhes do assassinato ocorrido no sábado, 15 de setembro de 1984, na sede do Ipiranga (fundos da igreja católica) de Lagoa Seca, na Rua Alberto Silva, uma transversal entre a Rua São João e Avenida Prudente de Morais. Era meu caminho para a Escola Técnica Federal (Av. Salgado Filho).
Quando a mídia eletrônica noticiou o crime de morte, Artigo 121 do Código Penal, como gostavam de salientar meus colegas na Tribuna do Norte, o editor Natanael Virgínio e o repórter Ubiratan Camilo de Souza, mais Givaldo Batista em "A República", e o Pepe dos Santos, codinome do currais-novense Elitiel Bezerra, do Diário de Natal.
Por isso me lembrei do caso, mas passados tantos anos até a localização do homicida, é claro que não me recordaria o nome do ex-goleiro e serralheiro João Pereira da Silva, o "Esquerdinha", 35, e do vendedor de vegetais na Ceasa (Centrais de Abastecimentos Sociedade Anônima), José Fernandes dos Santos, atualmente com 79.
Até tentei verificar nos dois jornais na Biblioteca Nacional Digital, mas, como não tinha os nomes e tampouco a data do crime, acabei desistindo. Alguns amigos até comentaram que poderia ser o goleiro Eliezer Virgínio da Silva, então com 24 anos, mas este havia sido assassinado na década anterior (domingo, 28 de abril de 1973), crime ocorrido com arma branca na Rua Manoel Miranda, nas Quintas.
Eliezer foi campeão pelo América (1967), revezando com Dedé, Alecrim (1968), reveza com Bastos, e passou pelo Ferroviário, Monte Castelo (1971), do Batalhão de Engenharia e Construção do Exército (Nova Descoberta), que mantinha invencibilidade de 45 partidas no futebol amador, e Força e Luz (Cosern). E até no "Matutão", o campeonato interiorano promovido pelos Diários Associados da capital potiguar.

Minibiografia do único irmão jogador do Dequinha (II)

Mais uma imagem rara com o mossoroense Chico no clube alvo e azul do Norte do PR

Resumo da entrevista para o "A Voz de Brusque" (Santa Catarina, publicada em 14 de março de 2003), de autoria do Luiz 
Gianesini.

FRANCISCO ASSIS DOS SANTOS: - Filho de Luiz Gonzaga dos Santos e Isaura Freire de Mendonça (Mossoró/RN, 27/31935 - Brusque/SC, 2014).

Irmãos: além dos dois José, Antônio, Margarida, Simão, Lúcia, Anunciação e Carlos. Casou com a catarinense Olga Machado dos Santos em 8 de junho de 1968  Torce pelo Carlos Renaux, Santos e Flamengo.

Começou nos mossoroense Fluminense, Bangu e Ferroviário. Em 1952 Dequinha o viu jogar e o leva ao rubro-negro. Em 1953 está nos aspirantes, sendo bicampeão carioca (1955/56).

Atua na equipe principal. O jogo 1452 (27/3/1955), 4 x 1 Fonseca, amistoso em Niterói/RJ, no Estádio Caio Martins, com o juiz Amilcar Ferreira. E o jogo 1530 (8/7/1956), 6 x 1, Serrano, amistoso, em Petrópolis/RJ.

Em 57 está no Londrina. É campeão do Norte do Paraná. Em 59 Coritiba, ajudando a equipe a levantar o tetra do sul do Paraná e o bi estadual;

de 64 a 67, Guarani de Blumenau; em 67 no Carlos Renaux, permanecendo até 1970, tendo sob a presidência do Ivo Mário Visconti, treinado a equipe por três meses.

Disputa a Taça Brasil: eliminado pelo Palmeiras: 2 x 0, 3 x 1 e 4 x 2 (1959). Em 1960 elimina o Paula Ramos 1 x 1 e 5 x 1 e com o Grêmio é eliminado no sorteio após três empates. Em 16 anos de carreira soma nove títulos.

Minibiografia do único irmão jogador do Dequinha (I)

Francisco Assis dos Santos é o primeiro agachado no alvo e azul paranaense

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois dos irmãos dos nomes invertidos ou trocados de posição veio o terceiro rebento do casal mossoroense Luiz Gonzaga/Isaura Freire.

Assim a ordem ou sequência da natureza ficou: primeiro os dois José (dos Santos Mendonça e Mendonça dos Santos).

Em seguida o Francisco Assis dos Santos, que, em conjunto com o segundo, viriam a ser os únicos jogadores de futebol da família.

No seio familiar, também naturalmente, com nomes tomados emprestados dos Santos, os apelidos só poderiam surgir de dentro dela.

Como todo José poderia ser chamado de Zé, Zezé, Zezinho, Zeca ou Zequinha coube a alcunha do similar Dequinha ao segundo.

Portanto quem nasceu Francisco seria Chiquinho ou Chico. Foi o que explicou o menos famoso dos Mendonça atletas para a imprensa.

João Simeão dos Santos (o das entrevistas) e os outros cinco, incluindo as meninas (nove ao todo) são da segunda família.


domingo, 28 de junho de 2026

Trechos da entrevista do irmão do médio "Dequinha"

Dequinha soma quatro jogos
pelo Atlético Mineiro entre
novembro/1967 e maio/1968

Curiosamente a Rua João da Escossia, no Bairro Nova Betânia, endereço do demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira e, consequentemente o Largo José Mendonça dos Santos (Dequinha), é o mesmo endereço residencial do irmão do antigo craque mossoroense, João Simeão dos Santos, o entrevistado para a seção "Variedades" do caderno "Universo", do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 6/6/2013), do qual são extraídos estes dois trechos da entrevista concedida ao repórter Maricelio Almeida.

- Quais as principais lembranças que o senhor tem em relação ao período que conviveu com Dequinha?

Simeão: - Nossa maior convivência foi no Rio de Janeiro, para onde toda a família foi levada em 1955. Ele mandou pegar todo mundo. Na época eu frequentava os treinos do Flamengo na Gávea, ia ao Maracanã, até porque nós morávamos perto do estádio. Dequinha vivia em outra residência, morando com um pessoal italiano, que gostava muito dele. Nós não conversávamos muito. Não havia essa aproximação de conversa, até mesmo pela nossa diferença de idade, Dequinha nasceu em 1929 (sic), eu em 1945. Eu ia para a concentração, mas não puxava conversa. Conheci muitos jogadores...

- São quantos irmãos no total?

Simeão: - Eram duas famílias. Dequinha era da primeira e eu sou da segunda. Somos irmãos por parte de pai. Primeiro veio José dos Santos Mendonça, depois José Mendonça dos Santos, o Dequinha, depois Chico, que foi jogador de futebol e chegou também a atuar pelo Flamengo, na mesma época em que Dequinha fez sucesso, sendo, inclusive, o próprio quem o levou para lá. Na sequência Toinho e Margarida, da primeira família. Depois eu, Lúcia, Carlinhos, Anunciação, nove no total (incluso o entrevistado), dois falecidos. 





Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (III)

O norte-rio-grandense Demóstenes César da Silva no "Glorioso" na abertura da temporada

P
ara encerrar a abordagem momentânea envolvendo o jogador de futebol potiguar Demóstenes César da Silva e o irmão dele, o trombonista Esdras César da Silva, explico o pormenor da atividade musical comum entre eles.
Não escrevo agora sobre a sequência da carreira de Demóstenes no Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e na Colômbia pela existência de informações e imagens diluídas em outras reportagens nestes 11 anos de existência do blog.
E nem vou relatar as circunstâncias do acidente (madrugada do sábado, 25/2/1984) que vitimou Esdras César e mais 18 pessoas, músicos e foliões do bloco carnavalesco, por existir bastante material espalhado pela rede, inclusive com imagens do ônibus e do fusquinha envolvidos na batida do "Baldo" (Natal).
A primeira pista de que Demóstenes e Esdras eram ativos músicos vem de uma crônica do jornalista Mário Filho na coluna "Da Primeira Fila", da antiga revista carioca O Globo Sportivo (sexta-feira, 12 de março de 1948: "Oswaldo, kepper do Botafogo (3)".
O cronista na maioria dos dez parágrafos numerados menciona Demóstenes igual número de vezes como o "professor" de piston do arqueiro Oswaldo Baliza na concentração. No texto aparecem outros personagens reais da história do clube da "Estrela Solitária".
A segunda aparece na coluna "Notas & Comentários" do jornalista Waldemar Araújo (fundador do extinto Diário de Natal) no diário matutino Tribuna do Norte (1955). A nota: - LEMBRAM-SE DE DEMÓSTENES?
Desta forma: "Pois leiam este pequeno tópico do Rodapé Esportivo de Araújo Neto na Tribuna de Imprensa. É uma notícia de primeira para os amigos e conterrâneos de Demóstenes César da Silva... Craque e clarinetista (grifo nosso) de 1m50 passou dois anos na Colômbia está no Rio a procura de clube...
A terceira e última prova é uma lembrança do cronista Woden Coutinho Madruga três dias depois do acidente publicada na Tribuna do Norte (terça-feira 28/2). Com o título "De Lelé", apelido familiar do Esdras, tocador de trombone de vara, saindo da Vila Lustosa, da Rua da Estrela, atual José de Alencar, na Cidade Alta, para animar a festa nos anos 60/70.
Woden ainda lembra a profissão para o ganha pão diário, marchante, assim como o pai Joaquim César da Silva, dono de ponto no antigo mercado incendiado. O talhador de carne era pai de Joaquim César da Silva Filho, o "Vavá", que conheci nos anos 80 nos bares da vida, conversador, que se gabava de também ter jogado no América. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

sábado, 27 de junho de 2026

Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (II)

O centromédio húngaro Bela Sarosi

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Seis brasileiros, quatro argentinos e um húngaro estão na imagem que ilustra o começo desta curta série.

A maioria passou pelo Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, entre os quais potiguar Demóstenes César da Silva, irmão do trombonista Esdras César, uma das 19 vítimas do acidente na semana do Carnaval de 1984 em Natal, no Rio Grande do Norte.

Mais o goleiro paranaense Ary Nogueira Cezar, os zagueiros Marinho Rodrigues de Oliveira (genitor do zagueiro flamenguista Fred e pai adotivo de Paulo César Caju), Adão Plínio da Silva e Waldyr do Espírito Santo ("Negrinhão"), além de Norival Pereira da Silva (Flamengo e Fluminense)

Antes deles passaram também pelo Atlético Júnior de Barranquilla (Colômbia) o polêmico atacante Heleno de Freitas e o meia paulista Elba de Pádua Lima, o futuro treinador Tim, chamado "o estrategista".

Um dos destaques da agremiação colombiana é o centromédio húngaro Béla Sárosi (1919 - 1993), que esteve na Copa do Mundo da França (1938) pelo selecionado magiar.

Tragédia do Baldo vitimou músico irmão do jogador (I)

Demóstenes César da Silva é
o último agachado no clube
colombiano Atlético Júnior
de Barranquilla em 1950/53

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A grande notícia do fim de semana ofusca qualquer surpresa que venha acontecer no futebol neste domingo.

O sábado praticamente começou para a imprensa potiguar com a repercussão da prisão do motorista Aluísio Farias Batista, 69, condenado a 21 anos de prisão.

Ele estava foragido desde a madrugada do sábado, 25 de fevereiro de 1984, data em que o ônibus que dirigia passou por cima de músicos instrumentistas e foliões de um bloco carnavalesco.

19 pessoas morreram, a maioria músicos, 15 ao todo, do Exército, da Polícia Militar e civis que faziam bico.

Um dos músicos, Esdras César da Silva, era irmão do jogador potiguar Demóstenes César da Silva, com passagens pelo América, ABC, Ferroviário/CE, Botafogo/RJ, Canto do Rio e futebol colombiano.

Esdras César é nome de rua no Bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, por decreto do então prefeito da capital potiguar, Marcos César Formiga.


FONTES/IMAGEM

Almanaque do Ferroviário

Bologna FC

Datafogo

Mundo Botafogo

O Gol

Diário de Natal

Jornal dos Sports

O Poti

Tribuna do Norte





América/RN e Trem confirmam choque da terceira fase!

Alisson Taddei marca/Imagem: Gabriel Leite

O América confirma a classificação para a terceira fase da Série D, nesta noite, na Arena das Dunas (Natal/RN).
Abre o marcador no começo do primeiro tempo, administra com o regulamento debaixo do braço, e o adversário não oferece qualquer perigo durante o resto do jogo.
A tarde o rubro-negro Trem também chancela a passagem e enfrenta o alvirrubro com o primeiro jogo no Amapá (Região Norte).
O Sampaio Corrêa vence a Locomotiva (1 x 2), mas como havia perdido a ida pela diferença de dois gols não reverte o placar.

Jornalista Helga Oliveira homenageada

MINUTO DE SILÊNCIO
Antes do apito inicial a arbitragem atende determinação da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, de um minuto de silêncio em homenagem a repórter esportiva Helga Oliveira, conhecida da torcida americana como a "Madonna" potiguar, pela semelhança física com a cantora, durante o período na TV Cabugi, atual Inter TV (Rede Globo) nos anos 90.

TORCEDOR VERMELHO
Diferente no acompanhamento da transmissão por um canal no "tube" a participação do americano Rui Barbosa da Silva, natural de Cerro Corá/RN (Região do Seridó), funcionário público estadual aposentado. Recebe um "alô" do comentarista Márcio Saraiva (do site "Metrópoles")...


América 1 x 0 Fluminense/PI
Árbitro: Francielly Fernanda Lima de Castro/MG
Público: 5.123 (5.290)
Renda: R$ 127.567,00
Gol: Alisson Taddei 3'47
América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá (Coppetti), Alisson Taddei (Nykollas Lopo), Galvan (Antônio Villa), Matheus Régis (Cassiano) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Fluminense/PI: Jerfesson, Gabriel Reis, Gabriel Biloca (Deivid), Kelvin (Durkheim), Kelson (Alyson), Xexéu, Vitinho, Rian (Raimundinho), Gabriel Vieira (Gabriel), Reny Max e João Victor. Treinador: Ito Roque

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Falece zagueiro xará do Dequinha norte-rio-grandense

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO (DÉCADA DE 1970): Rondinelli, Toninho Bahiano, Dequinha, Júnior, Merica, Cantarelli, Osni, Adílio, Cláudio Adão, Zico e Luís Paulo

O mineiro Ademir Nunes Ribeiro recebeu o
apelido do antigo centromédio potiguar

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O mundo do futebol é fantástico para quem lida com o volume de informações disponíveis ou aparecem inesperadamente pelo inexorável da vida.
Há uns cinco anos já tinha os dados pessoais e da carreira futebolística do personagem, inclusive que o apelido é originário até como homenagem ao antigo jogador de quem tomou emprestado quando adolescente.
Tudo graças a uma excelente perfil escrito por Rogério Micheletti, com a colaboração de Luiz Henrique da Silveira, para o portal "Terceiro Tempo", do radialista, apresentador de televisão, jornalista e publicitário mineiro de Muzambinho, como faz questão de espalhar, o Milton Neves.

E para completar somente agora ficar sabendo da indesejável coincidência da morte do zagueiro aposentado Ademir Nunes Ribeiro, o "Dequinha", o segundo, dia 23, aos 71, justamente durante a série de reportagens sobre o primeiro Dequinha, alcunha familiar de infância do mossoroense José Mendonça dos Santos.

O Dequinha II defendeu Flamengo, Antuérpia (Bélgica), Mogi-Mirim, o Taubaté e o Centro Sportivo Alagoano. Ele residia no Rio de Janeiro, no bairro Campo Grande (Zona Oeste), e trabalhava com escolinhas de futebol. A causa da morte não foi divulgada.

- Mineiro de Montes Claros, nasceu em 27 de março de 1955, era irmão de Cacau, que jogou no Bangu, XV de Novembro (Piracicaba) e América-MG. A irmã deles, a Dona Nica, era chamada de "Zico de saias", tão craque que era Zenilda Ribeiro da Silva, caçula da família. Mas, à época, o futebol feminino era ainda menos prestigiado.

A mãe dos três chamava-se Laudivina Gonçalves Ribeiro, conhecida em Montes Claros, como Dona Cheiro. Dequinha chegou ao Flamengo em 1973, aprovado em teste como volante. O treinador do juvenil era Walter Miraglia. Dequinha destacou-se ao lado de Tita, Adílio e Júnior.

A versatilildade o credenciou a subir para o profissional. Fez a maioria dos jogos como zagueiro, embora atuasse também como volante e lateral. Ao todo defendeu o Fla em 134 jogos (85 vitórias, 35 empates e 14 derrotas) e marcou apenas um gol, conforme o Almanaque de Roberto Assaf e Clóvis Martins. A primeira partida em junho de 1975 contra o Fluminense.

Em e-mail para a seção "Que Fim Levou" (outubro de 2008) o ex-jogador fala da carreira para: "Eu era reserva de Jaime. Durante o jogo ele se contundiu e eu entrei em seu lugar. Perdemos a partida por 3 a 1. O treinador do Flamengo era Carlos Froner.

No mesmo ano fui convocado para a seleção brasileira de novos para um torneio no Canadá. Cheguei a treinar dois meses pela seleção, mas como Jaime havia sido convocado para a seleção principal, o Flamengo decidiu não me liberar, conta.

Em 1976 o São Paulo queria comprar o passe de Dequinha, mas o Flamengo não vende. E libera Jaime. Com isso assume a titularidade e forma dupla com Rondinelli. A partir daí se destaca e é vice-campeão carioca. O Fla perdeu a final para o Vasco nos pênaltis. Zico desperdiçou penalidade. No ano seguinte, o Flamengo volta a disputar uma final com o mesmo Vasco, mas desta vez foi Tita que não converteu. O Vasco de Dinamite venceu a disputa por 5 a 4.

Em 1980 deixa a Gávea e segue pela Europa. "Foi difícil me adaptar, principalmente, pelo frio. Lá, machuquei o joelho. Fiquei até o final de 1983", diz, retornou ao Brasil para defender o CSA. E pelo time foi tricampeão estadual (1984/86) e campeão da Taça de Prata 1985.

Em 1987 defendeu a Desportiva Ferroviária (ES). No ano seguinte o Fast de Manaus. Em 1989 defendeu o Mogi-Mirim. Taubaté e encerrou a carreira.

O "Terceiro Tempo" recebeu (sábado, 24/4/2010) o e-mail de Paulo Henrique R. da Silva: - Há algum tempo mandei mais algumas fotos e curiosidades sobre o tio. Só que ele é um "Excluído Digital".

Só agora a filha mostra a homenagem que o Site presta, ele ficou emocionado e lisonjeado. Se declarou fã do Milton Neves, atleticano convicto assim como minha avó, Dona Cheiro, a atleticana mais Ilustre de Montes Claro, já falecida.

Daí ele me pediu que lhes enviasse essa foto que segue anexo, mostrando os orgulhos da vida dele. Essa foto foi tirada no niver dele de 55 anos.

Na ordem: Aretha, Andrezza e Amanda, as filhas. E no colo um quadro que minha avó mandou fazer pra colocar na sala e que ele pegou de volta após seu falecimento pra guardar como uma lembrança...


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Flamengo

Diário do Estado 

Futebol do Interior

Rede Gazeta Norte Mineiro

Terceiro Tempo

As duas entrevistas com o irmão do "Dequinha" (VI)

Lá no alto, a direita na imagem, o que restou do Largo em homenagem ao Dequinha


Diante da lembrança ao legendário jogador mossoroense, pelas entrevistas do irmão João Simeão dos Santos, não tem como deixar de perguntar:

- Como ficou o "monumento" em homenagem ao antigo craque do Potiguar local, ABC e Flamengo?

A estátua estilizada em forma de um atleta conduzindo a bola foi guardada em algum lugar para ser reinstalada nas imediações da futura arena esportiva?

Fato é que o "Manoel Leonardo Nogueira" foi totalmente demolido na última semana de abril e o Largo José Mendonça dos Santos ao lado do estádio também foi abaixo.

O conjunto da obra foi inaugurado (21/5/2000) pela prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, enquanto a homenagem foi proposta do vereador João Newton da Escóssia Júnior (Lei 1.345, 8/11/1999). (JVJ)


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Jornalista, escritor e torcedor entre os homenageados

Sessão solene é conduzida pelo vereador Kleber Fernandes

Paiva Torres, J. R.
Cavalcante e o
ex-deputado e
ex-presidente do
ABC e também
ex-presidente da
FNF, Rui Barbosa

HOMENAGEM ALVINEGRA

O jornalista e escritor Kolberg Luna Freire e o ex-jogador Álvaro Soares de Brito (vice-presidente da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais/AGAP-RN) e outras 15 personalidades, torcedores do ABC, foram agraciados com a medalha Maria Lamas Farache (nome do estádio alvinegro).

A entrega ocorreu na tarde/noite desta quinta-feira no Palácio Padre Miguelinho (Rua Jundiai), sede do Poder Legislativo Municipal.

A solenidade na Câmara de Vereadores (bairro do Tirol) foi bem prestigiada com a presença de uma das barulhentas torcidas organizadas, nas galerias, assim confidenciou uma testemunha ocular da história.

O ano passado, o retrasado e desde 2022 a comenda foi entregue nesta mesma época pela passagem do aniversário do clube (29 de junho). Foi criada pelo ex-vereador Anderson Lopes da Silva, eleito pelo PSDB (2020), e depois secretário municipal.


Ainda na lista dos homenageados: o jogador profissional João Paulo, cria do ABC; o vice presidente de financas, Marconi Brasil, e o assessor de relações institucionais da Fecomércio, Fernando Virgílio.

AMÉRICA OU ABC

É muita coincidência. A mesma pergunta: - Qual torcida vai lotar a Arena das Dunas?

Para três blogs: Pedro Neto (Agora RN), Mallyk Nagib (96 FM) e Marcos Lopes (98 FM e ML TV).

Quem fez primeiro? Ou foi geração espontânea?

Só sei que não passa da capacidade, oficial de 31 mil, inferior mais de dez mil diante do demolido Machadão. (JVJ)


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (V)

SERGIPE/1971; José Mendonça dos Santos/Dequinha (treinador), Toinho, Raimundo, Mizinho, Joel, Ailton, Zé Raimundo, Duda, Fernando, Cipo, Maninho e Rocha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao escrever a abertura da entrevista com o irmão do personagem central, José Simeão dos Santos, 81, para o caderno "Universo" do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 16/6/2013) o repórter menciona a estátua instalada na Rua João da Escossia, em frente ao demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira, no bairro Nova Betânia, em Mossoró/RN.
A imagem representa José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", natural da cidade (19/3/1928 - Aracaju/SE, 23/7/1997), e o entrevistador Maricelio Almeida relaciona os números do craque potiguar pelo Flamengo/RJ: 374 jogos (234 vitórias, 70 empates e igual quantidade de derrotas) e oito gols contabilizados em dez anos de permanência no rubro-negro carioca.
Além de uma convocação pelo treinador Zezé Moreira para a Copa do Mundo da Suíça (1954) como reserva do paulista José Carlos Bauer. Pelo selecionado nacional vestiu a camisa amarela em oito oportunidades (quatro vitória, duas derrotas e igual número de vitórias). Com o detalhe de que foi expulso uma única vez como atleta flamenguista.
"Dequinha" sai do Flamengo em 1960, passa pelo Botafogo de Futebol e Regatas, sendo campeão na categoria de aspirantes (1961) pelo GLORIOSO, na Taça Antonio Gomes de Avelar (três participações), com o clube da Estrela Solitária vitorioso em dez partidas e com apenas uma derrota.
Ainda joga o campeonato carioca na temporada seguinte pelo Campo Grande (do bairro suburbano rural do mesmo nome na Zona Oeste do Rio de Janeiro) e em seguida acumula a função, por pouco tempo (1963), de jogador e treinador do alviverde América do Recife, de onde saiu no começo do segundo semestre de 1950 para o Flamengo.
Depois treinou times no interior de Minas Gerais (Uberaba) e radicou-se em Aracaju, sendo tricampeão estadual pelo alvirrubro Sergipe. Ainda comandou o elenco do Itabaiana, da cidade homônima, e o Confiança da capital.

FONTES/IMAGEM
Almanaque do Flamengo
Diário de Pernambuco
O Mossoroense
Anotando Futebol
Datafogo
Mundo Botafogo
O Gol
Retrato na Parede


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (IV)

No aspirantes do rubro-negro carioca com Henrique Frade na linha de ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O perfil em forma de entrevista tradicional, perguntas e respostas, é publicado no jornal "A Voz de Brusque" (14/3/2003).
E reproduzida no blog "A Sala de Brusque", do advogado Luiz Gianesini (7/7/2016), dois anos depois do falecimento de Francisco Assis dos Santos (27/3/1935 - 2014), o irmão de Dequinha (1928 - 1997).
Pelo Coritiba Chico faz 59 gols, número que o coloca entre os 25 maiores artilheiros do clube "Coxa Branca", pelo qual é tetracampeão paranaense.
Pelo alviverde marca pela primeira vez contra o Palestra Itália: 3 x 3 (5/7/1959). O último gol: 2 x 0 Seleto (30/11/1963).
O rapazinho que começou em clubes amadores mossoroenses (Fluminense, Bangu e Ferroviário) chegou ao Flamengo em 1953 (entra em campo duas vezes, com um gol, pelo time titular em amistosos), passou pelo Londrina, Coritiba, Guarani/SC, Apucarana/PR e Carlos Renaux de Brusque.

FONTES/IMAGENS
Almanaque do Flamengo
A Voz de Brusque
Paraná Esportivo
A Sala de Brusque
Blog do Marcão
Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol
Futebol 80
Súmulas Tchê
Câmara de Vereadores de Brusque/SC

quarta-feira, 24 de junho de 2026

As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (III)

O Londrina é fundado em 1956 e conquista o primeiro título no ano seguinte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor pode até inicialmente estranhar a maior concentração de informações em cima do personagem Francisco Assis dos Santos, o "Chico", irmão do José Mendonça dos Santos, o "Dequinha".

Mas a explicação e desculpa para tal acontecimento é de uma obviedade estonteante: muito já foi dito na imprensa potiguar sobre o mano mais famoso e quase inexiste dados do parente próximo bem menos conhecido.

Porém sempre citado nas entrevistas e reportagens. E mais uma coincidência ocorre antes do redator encontrar a fala do irmão José Simeão dos Santos no extinto jornal diário "O Mossoroense" em junho de 2013.

No ano seguinte um blog da cidade de Brusque (Santa Catarina) publica detalhes de uma entrevista de Francisco Assis em que ele menciona todos os irmãos e irmãs, discorre sobre a permanência no Londrina e o começo da carreira no Flamengo.


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (II)

Coritiba (Taça Brasil 1960): Carazzai, Nico, Hamilton, Julinho, Bequinha, Guimarães, Gordinho, Chico (irmão do mossoroense Dequinha), Oda, Duilio e Ronald

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não é necessário nem transcrever a fala de João Simeão dos Santos, 81, para o radialista mossoroense Jota Nobre, esta semana divulgada em vídeo em rede social por ocasião da Copa do Mundo.

O avançado da idade e os percalços da memória prejudicam a entrevista, mas as curtas frases dá para vislumbrar que a reportagem do jornal O Mossoroense (junho/2013) retrata muito bem a convivência com o irmão famoso.

A entrevista ao, mais uma vez desativado, centenário periódico de Mossoró abrange a família e o irmão de José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que seguiu carreira no futebol: Francisco Assis dos Santos, o "Chico".

"Chico" foi bicampeão pela categoria de aspirantes do Flamengo (1955/56), entrou poucas vezes em amistosos no time principal e em 1957 passar a jogar no futebol paranaense, primeiro no interior e depois na capital.

No alviverde Coritiba, vencedor do grupo sul (diante do Ferroviário), é campeão estadual em 1959, decisão com o Londrina, vencedor da chave norte, com um 2 x 1 (14/2/1960).

E participa da série de empates em três jogos (1 x 1, 3 x 3 e 1 x 1) na segunda fase da Taça Brasil, sendo eliminado no sorteio após a prorrogação no terceiro encontro, em Porto Alegre (setembro/1960).