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sábado, 3 de outubro de 2026

Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (II)

Nesta rara imagem Canhoteiro e Pacatuba invertidos nos posicionamentos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", e Francisco da Silva, o "Pacatuba", chegam no mesmo ano no América de Fortaleza.

Ambos estão em ação em maio de 1953 pelo campeonato cearense. "Canhoteiro" aparece até setembro. Em abril/1954 estreia no São Paulo.

"Pacatuba" (29/8/1931) ainda permanece no alvirrubro até dezembro do ano seguinte.

Currículo: América/CE (1953/54), Paysandu/PA (1955/56), ABC (1956) e América/RN (1957).


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Ferroviário

Almanaque do Fortaleza

Diário de Natal

Folha de São Paulo

Tribuna do Norte

Baú Tricolor

Blog Zé Duarte

Futebol Maranhense Antigo

O Gol

Súmulas Tchê

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Vovôpedia


Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (I)

"Canhoteiro" brilhou no futebol paulista e "Pacatuba" vestiu duas camisas em Natal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Da rede o achado de mais uma raridade. Por duas razões. Jogadores que saíram de Fortaleza para outros estados.

Um quase desconhecido. Outro com fama continuada. Entretanto o mais famoso não é o foco principal. E sim o obscuro jogador.

Ambos jogaram no América da capital cearense na primeira metade da década de 50. Como provam duas fotografias.

Na primeira imagem (acima) o célebre ponta-esquerda maranhense José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", como defensor (?) antes do sucesso no São Paulo FC.

Na meia-esquerda "Pacatuba", apelido de Francisco da Silva, mesmo nome da cidade no interior do Ceará.

É a tumultuada passagem dele pelo ABC e América que interessa ao leitor potiguar. Já abordada em reportagens anteriores.

Aparece nome completo do jogador do antigo tricolor (IV)

A "briga" com a Inteligência Artificial (IA) ainda terminou com Túlio Seabra se transformando em jogador, mas, agora, os goleiros estão com as tradicionais camisas claras. Foco no J. Arnaud!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O último jogo de Francisco Pinheiro Borges faz parte do campeonato inconcluso de 1942 com nove partidas realizadas pelo primeiro turno.

Na mesma época que o River natalense é base do Santa Cruz/RN um atleta parece ter sido encaminhado para outro clube da capital.

Os indícios apontam para o Joaquim Arnaud Neto Gomes (Santa Cruz/RN, 9/1/1918 - Natal, 15/6/1980), falecido aos 62 anos.

J. Arnaud surge em reportagem do amistoso "River" 2 x 1 "Trairi" na cidade de Santa Cruz, com o time da cidade recheado com jogadores dos clubes da capital, como o goleiro do ABC, Edgar Pinheiro Câmara, falecido no Estado do Rio de Janeiro. Arnaud entra no decorrer do jogo.

Odorico Ferreira de Souza

A comitiva esportiva é recebida pelo agrônomo e político Odorico Ferreira de Souza, árbitro da partida, anfitrião com um jantar na casa dele, e em seguida retorna para a capital.

O festivo jogo no interior do Rio Grande do Norte é notícia no diário católico vespertino A Ordem (segunda-feira, 29/1/1938).

Quando dá conta que a delegação e o corso de automóveis é liderada pelo prefeito de Natal, Gentil Ferreira de Souza, irmão de Odorico, sendo filhos do "coronel" Ezequiel Mergelino de Souza.

O repórter ver a possibilidade de que o atacante Arnaud seja o mesmo que entra no jogo América 1 x 2 Alecrim, pelo sexta rodada do segundo turno do campeonato oficial (domingo, 27/8/1939). Com o detalhe que o goleiro "riverino" Genar Wanderley entra como titular da camisa número um americana.


FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Family Search

Jornal da Grande Natal

O Potiguar

Potybol

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Aparece nome completo do antigo jogador tricolor (III)

Francisquinho é o antepenúltimo (em pé) na imagem do River natalense. A IA atrapalhou-se e misturou os goleiros com a camisa dos jogadores de linha...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que li o nome do jogador amador "Francisquinho" (sem o nome de batismo Francisco Pinheiro Borges) foi em artigo publicado no extinto jornal Diário de Natal.

Não lembro a data da edição, mas creio que deve ter sido em algum número da primeira metade da década de 40 do século passado.

O autor, não lembro se o texto era assinado ou não, faz uma homenagem a memória do atleta, mas, também, não recordo a causa.

Do Francisquinho somente consegui o nome completo como dado pessoal, graças ao recém lançado site "Potygol", organizado pelo pesquisador Rodrigo Vítor Dias.

Em seis temporadas, entre 1935/42, fez 11 jogos oficiais, com cinco vitórias, dois empates, quatro derrotas e marcando três gols pelo Santa Cruz Esporte Clube.

A última participação (21/6/1942) pelo turno, Santa Cruz 3 x 1 Clube Atlético Potiguar (CAP), antigo Centro Esportivo Natalense (CEN), existente até 1940.

ESTREIA

A primeira vez com a camisa tricolor (vermelha, preta e branca) pelo returno do campeonato estadual: Santa Cruz 1 x 5 ABC 10/11/1935).

Com o detalhe de ter acontecido três dias depois da data de um ano de fundação (7/11/1934).

Aparece nome completo do antigo jogador do tricolor (II)

O time amador clone do argentino no nome e nas cores, mas sem faixa diagonal (IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jogador identificado é Francisco Pinheiro Borges. São 11 jogos oficiais pelo Santa Cruz Esporte Clube entre 1935 a 1942.

As partidas são válidas pelo campeonato potiguar. A estreia no ano seguinte a fundação do tricolor (vermelho, preto e branco).

O segundo com este nome. O primeiro aparece em 1924 e some do mapa futebolístico da capital potiguar.

O Santa Cruz (7/11/1934) surge pela iniciativa de atletas dissidentes do Sport Clube de Natal, que acaba a sessão de futebol.

O rubro-negro do bairro da Ribeira é dedicado ao remo e resolve montar um time de futebol no final dos anos 20 do século passado.

Quase a semelhança do que aconteceu com os fundadores do Flamengo egressos do Fluminense.

Aparece nome completo do jogador do antigo tricolor (I)

O "clone" natalense do famoso clube argentino da faixa diagonal vermelha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em outras reportagens aparecem os nomes completos e, em alguns casos, as atividades profissionais ou esportivas, no remo e futebol, dos personagens listados na legenda original da fotografia no jornal cultural "O Potiguar".

Mas não custa lembrar que Jeremias Pinheiro da Câmara Filho foi jogador do América e diretor da Escola Técnica Federal; Manoel Francisco Lamas foi goleiro amador do alvirrubro, locutor esportivo e árbitro; Salatiel Silva, árbitro e presidente da Federação de Futebol;

João Batista Vasconcelos Filho, o "Piolho", jogador do Santa Cruz; Waldemar Matias Araújo, fundador do tricolor e um dos fundadores do "Diário de Natal"; Genar Wanderley outro goleiro americano e locutor da REN (Rádio Educadora de Natal), depois "Poti", emissora Associada;

Armando Barros de Góis conhecido das provas náuticas ao lado do irmão Paulo; João Batista Bezerra ("Dão"), atacante do Santa Cruz; Alberto Galvão de Moura, natalense, fundador do clube Coral da capital potiguar, dirigente do Sport Recife; Rivadavia Tavares Guerreiro e Geraldo Cabral, atletas tricolores...

Mas quem será o Francisquinho "riverino" que também fez parte do elenco do Santa Cruz de 1934 a 1943?



quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O carimbo do fotógrafo de todas as torcidas...

ABC (primeiro semestre/1974): Floriano, Roberto, Walter Cardoso, Hipólito, Maranhão, Gonzaguinha, Nilo, Danilo Menezes, Luiz Rodrigo, Aelio e Jorge Calaça 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A rara imagem do ABC trás a assinatura ou marca do carimbo com o nome de Deodato Dantas.

A mesma fotografia foi usada em outras ocasiões para ilustrar séries de reportagens diversas.

A foto refere-se a uma das formações do time titular do alvinegro no primeiro semestre de 1974.

Na ocasião a equipe ficou sendo chamada pela imprensa de "Expressinho" devido a contratação de novos valores e promoção de juvenis.

Pela participação em amistosos e no I Torneio Estadual ao lado de clubes da capital e da dupla mossoroense.

A competição contou com o Alecrim, Riachuelo, Ferroviário, Atlético, Força e Luz, Baraúnas e Potiguar de Mossoró.

O ABC acabou campeão do Torneio realizado para ocupar os times que ficaram de fora do campeonato brasileiro.

O elenco abecedista havia retornado da excursão ao exterior e perde o Torneio Seletivo para o América, os principais frutos colhidos pela suspensão de 1972.


A rara fotografia do Potiguar de Parnamirim/RN (IV)

"Tenente Luiz Gonzaga" (Parnamirim) foi palco da zebra alvirrubra em 1964

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois do penúltimo jogo no returno do campeonato estadual, PEC 3 x 2 RAC (19/1/1964), o alvirrubro parnamirinense encerra a participação no campeonato estadual do ano anterior diante do ABC (terça-feira, 4/2).

Deu zebra no gramado do "Tenente Luiz Gonzaga": o alvinegro da capital perde por 2 x 0 e em março o zagueiro Francisco Gomes da Silva se encontra com o Calouros do Ar no turno do campeonato cearense.

Mesmo assim o PEC não se classifica ao quadrangular do terceiro turno. Com ABC, Alecrim, Globo e Riachuelo (decide a vaga na extra com o Clube Atlético Potiguar). O esmeraldino faz a final com o ABC pela primeira vez.

No tricolor da Base Aérea o zagueiro já encontra outros potiguares: os atacantes Tidão II (José Aurino Alves) e Galego (José Ribamar Augusto), além do volante Célio de Oliveira.

O ponta-direita mossoroense Juarez (Francisco Almeida de Souza) havia se transferido para o América de Fortaleza, em quase tudo idêntico aos homônimos natalense e carioca, só para ficar em dois exemplos.

A rara fotografia do Potiguar de Parnamirim/RN (III)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

A pesquisa para configurar a participação do zagueiro Francisco GOMES da Silva no Potiguar Esporte Clube (Parnamirim/RN), especialmente na temporada oficial de 1963, é prejudicada pelo acesso momentâneo indisponível das principais e tradicionais fontes primárias.

O repórter recorre ao acervo particular e as fontes secundárias para estabelecer o período de saída do atleta Gomes do clube alvirrubro parnamirinense em 1964 para o futebol da capital cearense: primeiro para o tricolor Calouros do Ar e depois Ferroviário.

Como não houve condição para contabilizar quantos jogos ele participou pelo Potiguar EC no Campeonato potiguar o levantamento ainda localiza a entrada do Gomes em uma partida contra o Riachuelo Atlético Clube (RAC), o grêmio "naval" natalense.

A principal competição promovida pela Federação local entrou no ano seguinte em jogo pelo segundo turno (domingo, 19/1/1964), PEC 3 x 2 RAC, no Estádio Tenente Luiz Gonzaga de Andrade, a praça esportiva da Avenida Comandante Petit, no centro da cidade.

A partida, com o árbitro central Jader Correia da Costa, tem como artilheiros, Mário, Aurino, Olímpio e para o visitante Edvaldo (dois gols).


FONTES

Almanaque do Ferroviário

Almanaque do  Fortaleza

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Bola na Área

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

História do Futebol

Jornal da Grande Natal

Vovôpedia

Diogo, Julio Bovi; Trindade, Marcos; Júnior, Rodolfo Pedro Stella - História do Riachuelo no Campeonato Potiguar (1949 - 1993)

Diogo, Julio Bovi - História do Campeonato Potiguar (1918 - 2020)

A rara fotografia do Potiguar de Parnamirim/RN (II)

Suspeita-se que o zagueiro após o goleiro se trata de Francisco Gomes da Silva (IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O repórter decidiu reproduzir agora a raridade da imagem publicada pela primeira vez no site "Arquivos de Futebol do Brasil" (27/7/2026) por uma singularidade oportuna.

A coincidência com algumas das últimas reportagens. Como visto a rara fotografia em preto e branco que aparece no artigo anterior não tem a identificação dos atletas.

É possível que o pesquisador paulista Julio Bovi Diogo tenha feito a descoberta sem constar os nomes dos jogadores no impresso original, provavelmente o Associado "Diário de Natal".

Nas últimas semanas de setembro o blog publicou séries de reportagens sobre jogadores potiguares nos clubes cearenses Calouros do Ar e Ferroviário.

Quando aparece como repetição de artigos mais antigos o zagueiro Francisco Gomes da Silva, revelado em 1963 no Potiguar parnamirinense e contratado depois pelo Calouros e em seguida pelo Ferroviário de Fortaleza.

É sempre justo e bom ressaltar mais uma vez que GOMES é assunto recorrente depois de ser pautado pela primeira vez como indicação do narrador esportivo José Carlos Oliveira.

A rara fotografia do Potiguar de Parnamirim/RN (I)

O alvirrubro Potiguar/Parnamirim (região metropolitana da capital potiguar) na temporada oficial/1963

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O repórter já tinha visto e anotado a raridade da imagem do clube mais antigo e tradicional da cidade da Grande Natal, mas não era intenção, até agora, elaborar algum artigo específico sobre o Potiguar Esporte Clube, do acrônimo PEC, fundado na segunda metade da década de 40 do século passado.
A foto, provavelmente, foi buscada em algum jornal natalense dos anos 60 e acredito que a origem é o "Diário de Natal", o extinto periódico dos Associados local. Sendo localizada pelo olhar clínico do pesquisador paulista Julio Bovi Diogo, autor de diversos livros com a temática futebol.
O curioso é que o "flagrante" do time titular posado, provavelmente no Estádio Tenente Luiz Gonzaga (Parnamirim), tem a publicação recente no site "Arquivos de Futebol do Brasil" (27/7/2026), no qual JB Diogo administra as curiosidades, dados estatísticos e fatos pitorescos do esporte.

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

A última partida oficial do selecionado potiguar

O treinador americano e da seleção, Caiçara (Francisco Gomes Barbosa), põe em campo seis jogadores do alvirrubro, campeão local após a competição nacional 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Rio Grande do Norte enfrenta o Ceará pelo Brasileiro de Seleções (1987) com o campeonato estadual em andamento.

Após os jogos com os cearenses em uma semana (quarta-feira 12 e domingo 16/8) acontece a final do campeonato potiguar: América 2 x Baraúnas 1 (23/8).

Os jogadores que entraram em campo no Estádio Castelo Branco" (Natal) na derrota de 0 x 1:

Hélio Show, Saraiva, Rubens Paula, Edson, Valdecy, Baltazar, Alciney (Nito), Valério, Adalto (Cao), Almir e Henrique.

Do América: Hélio Ribeiro Alves, Godescardo Saraiva Botelho Júnior, Edson, Baltazar Germano de Aguiar, José Valério Filho e Cao (veio da Cabofriense. É falecido).

Do ABC: Rubens Paula e Alciney Wanderley de Miranda Filho. Anilton de Medeiros Pacheco (Nito), do Alecrim, e Henrique Roberto Barreto da Rocha (Riachuelo Atlético Clube).

O redator ficou em dúvida a origem clubística dos seguintes atletas: Valdecy, Almir e Adalto.

Detalhe: o falecido Henrique é irmão do zagueiro aposentado Ricardo Rocha.

A última seleção potiguar no Campeonato Brasileiro

Cascavel (1980): Zico, Cuca, Edivaldo Tavares, Valdeci, Rubens Paula, Paulo Soares, Marcos, Paulinho, Moacir, Manoel e Parazinho/Acervo Xico Tebaldi/Cascavel Histórica

R. Paula em
entrevista para
uma TV local

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com 20 equipes representativas 1987 foi o ano da edição 30 do Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

A histórica e tradicional competição, desde os anos 20 do século passado, foi realizada pela CBD/CBF e pela FBF (Federação Brasileira de Futebol).

A primeira instituição dedicada ao profissionalismo e a segunda resiste e organiza três edições no amadorismo.

Grupo C: Rio Grande do Norte 1 x 1 Ceará, no "Presidente Vargas" (quarta-feira, 12/8/1987),  e 0 x 1, no "Castelo Branco" (domingo, 16/8).

O selecionado potiguar, do treinador Francisco Barbosa Gomes (1933 - 2013), o "Caiçara", tem jogadores bem conhecidos, como o goleiro cearense Hélio Ribeiro Alves, campeão potiguar pelo América.

Mas também convoca gente que o redator nem lembrava: o zagueiro paranaense Rubens de Paula (Ribeirão do Pinhal/PR, 28/9/1957), vinculado ao ABC.

Currículo: Iguaçu (1977/78), (1979/82), Pinheiros (1983/84), Juventus/Rio do Sul (1985), São Paulo/RS (1986), ABC (1987), Passo Fundo (1987), Lajeadense (1988) e Umuarama.

Com o Cascavel (não o atual) é campeão estadual com o título dividido com o extinto Colorado da capital Curitiba.

A foto com ele isolado é reprodução de entrevista para o quadro "Cadê Você?", no programa "Balanço Geral Esporte", da RICTV Londrina, comandado pelo Jorge Junior.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Almanaque do Futebol Brasiliense

Cascavel Histórica

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Federação Paranaense de Futebol

Heróis da Bola

Meu Time na Rede

O Gol

Placar

Terceiro Tempo

Wikipedia

Penúltima seleção potiguar no Campeonato Brasileiro (IV)

RN de 1959/60 (IA): cortesia do jornalista carioca Sérgio Mello, editor do site "História do Futebol"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A penúltima participação do RN no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais começa e termina na terceira fase.

O selecionado potiguar é eliminado pelo Ceará após três jogos em dezembro/1962.

A vitória norte-rio-grandense acontece na noite da quarta-feira (5/12) no "Juvenal Lamartine". Gols: Saquinho 10, Zé Maria (25 e 50) e Expedito 55.

A seleção local: Ribamar, Gaspar, Piaba, Berilo, Jácio, Clodoaldo (Cadinha), Saquinho, Jorginho, Cocó, Zé Maria e Ferreira.

Em Fortaleza (domingo, 9), no Estádio Presidente Vargas, a seleção cearense dá o troco: 6 x 1. Com o gol visitante do ponta-esquerda Ferreira, apelidado de "Furiba".

RN: Ribamar (Jarian), Gaspar, Piaba, Berilo, Jácio, Clodoaldo, Saquinho, Jorginho, Cocó, Zé Maria e Ferreira. Mesma formação do primeiro jogo.

A partida desempate novamente no PV (quarta-feira, 12) com nova derrota potiguar por dois gols.

O selecionado tricolor da FND com a mesma equipe titular dos jogos anteriores.

Penúltima seleção potiguar no Campeonato Brasileiro (III)

Elenco do vizinho Estado do Ceará, adversário histórico dos potiguares desde a campanha de 1934, quando os cearenses foram eliminados no Recife pelo RN

O incrível nesta série não são as fotografias dos times potiguares que participaram dos campeonatos brasileiros de seleções estaduais em 1959 e 1962.

Primeiro pelo não ineditismo das fotos já divulgadas em blogs e redes sociais. Tampouco pelas informações disseminadas em fontes secundárias.

O que chama a atenção é a memória afiada de alguns leitores, os quais recordam as escalações e as autorias dos gols contra o Distrito Federal e Ceará.

Seja nas duas vezes contra cearenses e diante dos cariocas. São os casos dos amigos Antônio Paulo e Tarcísio Alves.

ALVES COMENTA

"O técnico Pedro Teixeira da Silva, o "Pedrinho 40", fez modificações. Tirou o volante Papagaio e entrou Cileno, saiu o ponta-direita Messias para Cocó e ainda o ponta-esquerda Canindé entra Jorginho, passando Ivo para fazer o falso ponta-esquerda."

Provocado sobre o ponta-esquerda Canindé, titular da posição em 1960 no lugar de Ferreira (1962), Alves confirma o que o redator viu em leituras de antigos jornais:

- Ele jogava no Alecrim; irmão do zagueiro Petita, que jogou no ABC no início dos anos 50, e depois foi para o Alecrim.

ANTONIO PAULO

- Numa quarta-feira a noite (1962), eu, garoto, estava lá. Saquinho abriu o placar, Zé Maria fez 2 x 0, o Ceará diminuiu e Cocó driblou Carneiro e deu razante, o goleiro soltou e Zé Maria fez o terceiro...

terça-feira, 29 de setembro de 2026

Penúltima seleção potiguar no Campeonato Brasileiro (II)

Seleção/RN (1960): Biro, Ribamar, Calado, Papagaio, Pádua, Mauro, Messias, Saquinho, Aladim, Ivo e Canindé/Acervo José Ribamar Cavalcante

Mais um lance de um dos dois jogos entre as
seleções potiguar e carioca no "Jota Ele"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A segunda imagem ilustrativa da sequência é do time titular numa das partidas na antepenúltima participação potiguar no Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (1959).

O único remanescente participa do selecionado em 1962: o atacante Rivaldo de Oliveira Paulo, o "Saquinho", convocado três anos antes, quando o América/RN ainda não havia se licenciado.

O que somente veio a ocorrer após as duas apresentações do selecionado carioca em janeiro/1960 e depois do triangular final do campeonato estadual em fevereiro, envolvendo o alvirrubro, o Santa Cruz Esporte e Cultura (licenciado em julho/1967) e o ABC, respectivamente vencedores do turno, returno e terceiro turno.

A série aparece de forma inesperada e não programada. O redator não lembrava que as imagens tinham sido usadas com as identificações dos jogadores em reportagens: "Riachuelo contrata revelação do 'Melo Matos'" (dezembro/2024) e "América campeão invicto do Torneio Municipal/1953" (julho/2025). E outras duas!


FONTES

Correio do Ceará

Diário de Natal

O Nordeste

O Unitário

Revista do Esporte

Tribuna do Norte

CBF

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

História do Futebol

Terceiro Tempo

Penúltima seleção potiguar no Campeonato Brasileiro (I)

Seleção/Rio Grande do Norte (1962): Gaspar, Ribamar, Piaba, Clodoaldo, Berilo, Jácio, Cocó, Saquinho, Zé Maria, Jorginho e Ferreira/Acervo: José Ribamar Cavalcante

Aspecto da torcida no jogo RN x RJ no JL.
Ao fundo o antigo placar manual. Foto
cedida pelo pesquisador natalense
Arthur Pierre Santos de Medeiros

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Quando vi novamente a fotografia reproduzida em rede social logo de cara reconheci três jogadores:

o goleiro José Ribamar da Silva, o zagueiro Osvaldo Carneiro da Silva, o "Piaba" (ao lado do arqueiro), e o companheiro de zaga Jácio Salomão da Silva (último em pé).

Na fila de cima não reconheci de pronto, pelos rostos de "meninos", o Valdemir Gaspar de Andrade (primeiro em pé), o médio Clodoaldo Tomaz Marinho (irmão de Francisco Marinho Chagas) e o médico Berilo de Castro (irmão do publicitário Nei Leandro de Castro).

Na linha também não reconheci imediatamente o ponta-direita Cocó (João Batista da Silva), o centroavante Zé Maria da Silva (Riachuelo Atlético Clube) e fiquei na dúvida do ponta-esquerda José Ribamar Ferreira, conhecido como "Furiba".

Porém reconheci o meia-direita Saquinho (Rivaldo de Oliveira Paula) e o meia-esquerda Jorge Tavares da Silva, o popular "Jorginho" (falecido em 1998), chamado de "professor da bola". No próximo ano completa cem anos de nascimento (alerta o pesquisador Rodrigo Vítor Dias).

Pela análise e visualização incompleta pedi a escalação aos internautas e fui atendido pelo atento leitor, Tarcísio Alves, que já se tornou costumeiro colaborador com indagações e afirmações sobre personalidades do futebol de antigamente.

A foto é uma raridade por se tratar do penúltimo elenco titular que participou da última edição do antigo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (1962), decidido em janeiro do ano seguinte com Minas Gerais campeão e encerrando um reinado do Rio de Janeiro e São Paulo.

A imagem mais conhecida ou divulgada é a da antepenúltima seleção da Federação Norte-rio-grandense (1959/60), que enfrentou na semifinal os cariocas duas vezes no Estádio Juvenal Lamartine, depois de desclassificar o selecionado cearense.

O último campeonato brasileiro de seleções aconteceu em 1987 (edição 30). Outra grande campanha ocorreu em 1934, quando o RN foi eliminado também na semifinal, em um jogo, pela Bahia.

segunda-feira, 28 de setembro de 2026

Do calouros do Ar para o Ferroviário cearense (II)

Ferroviário Atlético Clube (campeão invicto/1968): Wellington, GOMES, Cavalheiro, Flodoaldo, Edmar, Barbosa, Mano, João Carlos, Coca-Cola, Paraíba e Raimundinho/FAC

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O zagueiro Francisco GOMES da Silva é outro, entre os sete jogadores potiguares do tricolor Calouros do Ar, a ser contratado pelo Ferroviário.

Ao contrário do primeiro atleta a defender o tricolor vermelho, preto e branco, o goleiro mossoroense Jairo, Gomes é um recordista de jogos oficiais.

Enquanto Jairo participa de cinco amistosos (1955/57), Gomes é longevo no Ferroviário, sendo campeão estadual em 1968 (invicto) e 1970.

Ele é o nono jogador com maior número de partidas pelo "Tubarão": 284 jogos em seis temporadas (1967/72). O curioso: outro zagueiro, Manoelzinho, é o líder da lista: 403 jogos.

Como dito e repetido, Gomes é alvo de reportagem isolada em pauta sugerida pelo narrador esportivo José Carlos Oliveira (setembro/2024): "Antigo jogador potiguar é recordista no Ferroviário".

Gomes foi revelado pelo alvirrubro Potiguar de Parnamirim, em 1963, depois que o clube da região metropolitana participa do campeonato estadual, alternadamente, nas décadas de 40 e 50.

domingo, 27 de setembro de 2026

Do Calouros do Ar para o Ferroviário cearense (I)

Jairo com a tradicional camisa negra no Ferroviário Atlético Clube de Fortaleza nos anos 50

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A partir da constatação do bom número de jogadores potiguares, até agora sete, que vestiram a camisa tricolor (vermelho, verde e branco) do Calouros do Ar de Fortaleza, outra verificação tardia aparece.

Alguns dos atletas citados que passaram pelo clube da Base Aérea também jogaram por outro tricolor (vermelho, preto e branco) da capital cearense, o Ferroviário Atlético Clube, do acrônimo FAC.

O caso mais sintomático, por ser o primeiro norte-rio-grandense no Calouros, é o do goleiro mossoroense Jairo, campeão pelo "Tremendão da Aerolândia" na temporada de 1955, mas encerrada no primeiro trimestre do ano seguinte.

Jairo entra em campo cinco vezes com a camisa das três cores do clube da Barra do Ceará, o FAC, entre 1955/57. Foram amistosos, pois em 1957 ele defende o Calouros no primeiro e segundo turnos do campeonato cearense.

Um desses jogos é o interestadual com o Botafogo de Futebol e Regatas no Estádio Presidente Vargas (domingo, 23/6/1967). Com vitória do clube carioca (2 x 0), gols de Garrincha e Nozinho (contra)

Um segundo goleiro com o mesmo nome, Manoel Jairo Feitosa, vindo da categoria de base (juvenil), vestiu a camisa número um do Ferroviário (1970/72) apenas três vezes.


FONTES

Almanaque do Ferroviário

Blog Zé Duarte

Futebol 80

Súmulas Tchê

Vovôpedia

Os jogadores potiguares do Calouros do Ar (VIII)

A imagem rara na verdade é de 1965. Foto capturada na página "Fortaleza Antiga" e resgatada do "Blog Zé Duarte"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O sexto e sétimo da lista são os também mossoroenses José Ribamar Augusto, o "Galego", e Célio de Oliveira (17/8/1941).

Da mesma forma que o natalense Marcos Jacaré aparecem como entrevistados pela publicação semanal carioca Revista do Esporte.

Os dados pessoais do volante Célio são confirmados pelo site "Súmulas Tchê" como atleta do América de Fortaleza.

No currículo: Calouros do Ar (1961/64), América/CE (1965/67) e Quixadá (1967/75), da cidade do interior do Ceará com o mesmo nome.

Problemas de acesso impossibilitam o repórter de relatar pormenores dos dois atletas das reportagens do extinto impresso do Rio de Janeiro.

A memória do redator guardou que José Ribamar Ferreira recebe o apelido de "Galego" pela existência de outro jogador com o nome idêntico.

Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (VII)

Calouros do Ar (1966): Chinesinho, Tidão, Sebastião Neto, Osias, Gomes, Aracati, Mota, Gilson Puskas, Mendonça, Adonias e Raimundinho/Acervo: Elcias Ferreira/"Diário do Nordeste"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Os mossoroenses Jairo, Juarez (Francisco Almeida de Souza), o parnamirinense Francisco GOMES da Silva e o natalense Marcos Gomes de Medeiros, o "Jacaré", são os quatro primeiros potiguares encontrados como atletas do tricolor Calouros do Ar da capital cearense.

O quinto jogador é José Aurino Alves (Natal, 22/2/1942 - Fortaleza, fevereiro/2016), mais conhecido como "Tidão II", apelido tomado emprestado do atacante mossoroense João Tavares de Morais, falecido ano passado aos 99.

O primeiro "Tidão" e o irmão Jorge Tavares de Morais (Jorginho") originam as alcunhas dos irmãos Aurino e Luiz Alves Cabral ("Jorginho II) desde as categorias de base do ABC. Curiosamente com sobrenomes diferentes.

Assim como Marcos Jacaré e Gomes, Aurino e Luiz são pesquisados em uma série de reportagens, desta vez sobre os casos de irmãos jogadores no Rio Grande do Norte no final do segundo semestre de 2024 (novembro/dezembro).

sábado, 26 de setembro de 2026

Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (VI)

Ferroviário: Breno, Luiz Paes, Simplício, Marcelino, GOMES, Louro, Mano, Paulo Veloso, Facó, Edmar e Zé Luiz

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Os dois primeiros jogadores potiguares do Calouros do Ar, os mossoroenses Jairo e Juarez (Francisco Almeida de Souza), aparecem com naturalidade e sem esforço do repórter, frutos de pesquisas sobre jogos do América/RN.

E estão na maioria das fotografias do "Tremendão" das cores vermelha, verde e branco. Das 15 imagens em um só blog (não 13 como anunciado) Jairo aparece em oito (não sete!) e Juarez em três.

Os demais não surgem pelo acaso em levantamentos paralelos. Mas a partir de tema específico. Casos dos abecedistas Marcos Jacaré, Tidão II eo zagueiro Gomes (Parnamirim/RN).

Marcos Gomes de Medeiros (21/5/1939) é tema da série de 12 reportagens "O primeiro jogador 'Jacaré' do futebol potiguar" (fevereiro/2026). Do ABC campeão infantil (1954). Treina o Alecrim.

"Jacaré" é um dos potiguares alvo de reportagem da extinta Revista do Esporte, a primeira fonte da passagem pelo Calouros do Ar. Do tricolor foi para o Ceará Sporting.

O zagueiro Francisco Gomes da Silva foi orientação de pauta do narrador esportivo José Carlos Oliveira, da antiga Rádio Cabugi e um dos apresentadores do Globo Esporte local.

Gomes aparece no Potiguar parnamirinense (1963). Do Calouros para o Ferroviário/CE, sendo recordistas de jogos (alvo de reportagens em setembro/2024).

Time juvenil do América-RN da época 1976/78

 

Imagem IA/Escalação do "player" Newton Lima do Nascimento: Edson, Sinedino, Newton, Wilson, Soares, Tião Paraíba, Petinha, Edmilson, Rodrigues, Toinho e Gilvan

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (V)

Tidão começou nas categorias de base do ABC de Natal. Gomes tem origem em Parnamirim/RN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O goleiro mossoroense Jairo aparece isolado em sete das 13 fotografias conhecidas, entre 1955/65, como titular do tricolor Calouros do Ar de Fortaleza.

Jairo também está em outras imagens ao lado de outros atletas potiguares. Numa delas com o zagueiro Gomes, de Parnamirim, e o mossoroense "Galego".

"Galego" (José Ribamar Augusto) é um dos que aparece em reportagem da publicação semanal carioca Revista do Esporte, assim como o conterrâneo da cidade da Região Oeste, Célio de Oliveira.

Em outras fotos outros jogadores: o ponta-direita ou meia Juarez (Francisco Almeida de Souza), o atacante Marcos Jacaré (ex-ABC) e Tidão II (também oriundo do alvinegro).  

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Identificado um time juvenil americano dos anos 70

América: Edson, Sinedino, Newton, Wilson, Soares, Tião Paraíba, Petinha, Edmilson, Rodrigues, Toinho e Gilvan.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com a providencial intervenção espontânea do empresário Roberto Amorim, contemporâneo como juvenil do ABC e titular do Riachuelo, e intermediário na consulta ao acionar um dos personagens (Newton Lima do Nascimento), são identificados os juvenis da base do América de Natal, na imagem rara repetida acima, com um elenco da safra 1976/78.
Na década de 70 o América foi campeão estadual juvenil em 1971/72, 77 e 79. O ABC em 1973/76 (tetra) e 78.
Na década anterior o Alecrim levantou o "caneco" de 1966, enquanto o alvirrubrou coloca no peito a faixa de tricampeão 1967/69 com o ABC interrompendo a sequência em 1970.
O blog está levantando toda esta a história a partir dos anos 50. E pode adiantar e apresentar um título juvenil fora do trio principal: Clube Atlético Potiguar (1962).
Inclusive já contou sobre alguns pioneiros do futebol de base no final dos anos 40 começo da década de 50.
O elenco do bicampeonato juvenil do ABC que abriu a sequência do tetracampeonato da base alvinegra


Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (IV)

O EX-ABCDISTA MARCOS JACARÉ EM RARA FOTO DO TRICOLOR "TREMENDÃO"

DO LEITOR TARCÍSIO ALVES VIA REDE SOCIAL INTERNA

"Vi hoje a a reportagem sobre os jogadores potiguares que atuaram pelo Calouros do Ar de Fortaleza.

Marcos Jacaré era ponta-esquerda, jogou por muito tempo na categoria de aspirantes do ABC FC, era irmão de Lelé que jogava no Real Madrid do Baldo, que era de Pepe dos Santos (Diário de Natal);

Tidao II era lateral-direito e também do aspirantes do ABC, é irmão de Jorge II, que também jogou no ABC e depois no Ferroviário;

você não mencionou Juarez meia-direita ou ponta-de-lança, como queira, jogou no América FC e foi ci-campeão em 1956/1957, formando o ataque com Gilvandro, Juarez, Saquinho, Wallace e PV, depois Cesimar, que, no início de 1958, foi para o Calouros do Ar."

Os jogadores potiguares do Calouros do AR/CE (III)

O goleiro mossoroense Jairo é o jogador potiguar que mais aparece nas fotografias do "Tremendão"

Jairo foi campeão cearense na temporada de 1955
com a partida final no primeiro semestre seguinte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O repórter já sabia da presença de dois deles e posteriormente escreve artigos sobre o terceiro e o quarto, mas não havia despertado para a enorme quantidade de jogadores potiguares que vestiram a camisa tricolor do Calouros do Ar Futebol Clube de Fortaleza.

Até esta semana, quando, numa das costumeiras visitas a publicação semanal carioca Revista do Esporte, no acervo da Biblioteca Nacional, verificou outras reportagens no extinto impresso com mais dois atletas norte-rio-grandenses, e também oriundos do município de Mossoró (Região Oeste).

Existem também na relação os craques saídos da capital do Rio Grande do Norte para o clube apelidado de "Tremendão" da Base Aérea ou da "Aerolândia" (bairro da capital cearense).

Entretanto não foram somente as aparições que reforçaram a curiosa participação dos rapazes da terrinha no grêmio vermelho, verde e branco.

Diante da quantidade dos personagens o redator resolve visualizar as fotografias existentes na rede e soma 13 imagens com atletas de Natal e até Parnamirim.

Um sozinho ou acompanhados em grupos de dois ou três. A concentração das fotos dos anos 50/60 no excelente blog do pesquisador cearense "Zé Duarte".

Terceira imagem com Jairo confirma a assiduidade no time do goleiro oriundo de Mossoró/RN


Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (II)

Calouros do Ar: Luciano, Jandir, Romualdo, Pedrinho, Aracati, Linha Fina, Valdomiro, Juarez, Beto, Éverton e Zuzinha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nas fotografias do Calouros do Ar dos anos 50/60 são figurinhas carimbadas com maior frequência dois jogadores norte-rio-grandenses.

Primeiro o goleiro mossoroense Jairo, da equipe tricolor campeã cearense pela única vez em 1955.

Do Jairo pouco se sabe sobre dados pessoais: nome completo ou data de nascimento. O que se encontra são fotos dele nos clubes e na seleção de Mossoró.

Além de que vestiu a camisa rubro-negra do Centro Esportivo Açuense (CEA) em amistosos contra clubes natalenses no interior e capital.

Dos 13 atletas do elenco campeão apenas dois não eram cearenses, Jairo, de 23 anos, e o zagueiro gaúcho Jesus (Natal Jesus de Lima?).

A partir de 1960, quando sai do América de Natal, o ponta-direita Juarez (Francisco Almeida de Souza). Na foto são remanescentes da campanha de 1955: Pedrinho, Beto e Zuzinha.

Juarez é da família dos Canuto com atletas americanos nos anos 20/40: Mário,  José, Hemetério e Raimundo. E o primo Creso Guanabara de Souza (alvo de reportagem).

Conta com passagens rápidas (a partir de 1949/50) pelo alviverde América do Recife e ABC.


FONTES

A Ordem

Diário de Natal 

Diário do Nordeste

Tribuna do Norte

Biografias do Esporte

Family Search

História do Futebol

Nilo Dias Repórter

Potybol

Um Time por Dia

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Os jogadores potiguares do Calouros do Ar/CE (I)

Calouros do Ar (1955): Jairo, Pedrinho, Coité, Luciano, Jandir, Jesus, Paulo Salgueiro, Porenga (massagista), Vandir, Zezinho, Beto, Helder e Zuzinha/Acervo Jurandir Neves de Almeida/"Diário do Nordeste"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

São várias as reportagens nas quais o tricolor Calouros do Ar de Fortaleza aparece no blog em algumas relações particulares com o futebol do Rio Grande do Norte.

Não necessariamente pela ordem com as seguintes motivações: amistosos, jogadores em comum e um mesmo treinador entre os dois estados nordestinos.

Um caso envolve o treinador, o major Paulo Salgueiro, campeão cearense (1955) pelo tricolor da Base Aérea, e técnico do América/RN no segundo semestre/1958.

Ele aparece no artigo "O major da FAB no comando americano" (quarta-feira, 21/4/2021). E mais curioso: a quantidade de jogadores do RN que passaram pelo "Tremendão".

A constatação mais intensa vem do número de atletas que aparecem nas fotografias das décadas de 50/60 do clube vermelho, branco e verde, em diversos sites e blogs.

Alguns: Jairo (goleiro), Juarez (ponta-direita), Marcos "Jacaré" (atacante), "Tidão II" (não confundir com o atacante abecedista e do Moto Clube de São Luís) e Gomes (zagueiro).

A maioria aparece em reportagens isoladas. Mas agora surgem os poucos conhecidos "Galego" (José Ribamar Augusto) e Célio de Oliveira, saídos de Mossoró nos anos 60. 

Ainda há a curiosidade do cearense Italo Orlando Ciarlini (neto e filho de italiano), parente da ex-prefeita de Mossoró, ex-senadora e ex-governadora Rosalba Ciarlini Rosado.

Foi autor do gol da vitória em amistoso (1954), no Estádio Presidente Vargas (Fortaleza), contra o Botafogo de Futebol e Regatas, com o ponta-direita Garrincha (Manoel dos Santos).


FONTES

Diário de Natal

Revista do Esporte

Tribuna do Norte

Blog Zé Duarte

Botões para Sempre

Diário do Nordeste

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol


terça-feira, 22 de setembro de 2026

Artigo de antiga revista é tema para jornalista potiguar (V)

Nilo Murtinho Braga passou pelo América de Natal (1918) e Roberto Gomes Pedrosa tem raiz familiar em Macaíba/RN, na região metropolitana da capital potiguar

Após a análise do mercado de jogadores do Norte/Nordeste e abrir com a citação de antigos jogadores com o goleiro botafoguense Baby (Álvaro Burgos Carneiro de Campos) o jornalista potiguar Orlando Rangel Rodrigues ("Caboré") dá o sprint final da lista no futebol carioca até a primeira metade dos anos 40.
O artigo de mais de meia página do Orlando Rodrigues é publicado numa edição dominical da Tribuna do Norte (21/3/1976) tendo como base reportagem especial de duas páginas, do jornalista Isaac Amar, para a extinta revista semanal carioca Esporte Ilustrado (número 284 com data 16/9/1943).
No rol o "half" esquerdo paraense Estanislau de Figueiredo Pamplona (Botafogo), o goleiro paulista Oswaldo Barros Velloso (vindo de Salvador para o Fluminense) e os poucos conhecidos hoje Santana, Sandoval, Carvalheira, Nandinho e Pirombá.
Ainda Quarenta (o pai do famoso artilheiro botafoguense Quarentinha), o depois médico Pedro Amorim (Fluminense), os recifenses Ademir Marques de Menezes (Vasco da Gama) e Djalma, além do ponta-esquerda Vevé (Flamengo). (JVJ)

Artigo de antiga revista é tema para jornalista potiguar (IV)

"Caboré" (centro) diplomado
em Jornalismo (1977)/Foto:
ASSESSORN (jornalista João
Bosco Araújo)

O jornalista potiguar Orlando Rangel Rodrigues ("Caboré") começou a explanação da reportagem sobre a revista semanal carioca Esporte Ilustrado (16/9/1943) citando o teor da abertura do original.

No artigo para a Tribuna do Norte (21/3/1976) em seguida inicia relacionando os goleiros nordestinos cooptados pelo futebol carioca, ainda no amadorismo, na segunda metade da década de 20.

Entre eles o goleiro "Baby", então o segundo com este apelido no Botafogo Futebol Clube, o baiano Álvaro Burgos Carneiro de Campos, vindo do Fluminense, e que atuou em dois períodos distintos (1924/25 e 1927/29).

O antecessor carioca chamava-se Alberto Monteiro Alvarenga. Veste a camisa alvinegra da equipe principal do "Glorioso" na década de 1910 (1911 e 1913/14), egresso do America/RJ, depois de passar pelo Bangu e começar no Football and Athletic.

Do original "Baby - A Cortina Metálica": - Quem não se recorda do goleiro da terra do Senhor do Bonfim... A maior façanha foi contra o Palmeiras, defendeu 54 bolas... O baiano do cachimbo de ouro, ao abandonar o futebol deixou em cada fã do campeão de 1910 um amigo. (JVJ)


FONTES

Esporte Ilustrado

O Malho

Tribuna do Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Assessorn

DataFogo

Mundo Botafogo

O Gol

Súmulas Tchê

Cláudio Falcão

Júlio Bovi Diogo

Pedro Varanda


Artigo de antiga revista é tema para jornalista potiguar (III)

Botafogo FC com o goleiro "Baby" em 1924/Revista "O Malho"/Site DataFogo

Depois da explanação inicial dos jogadores nordestinos no selecionado nacional no tricampeonato mundial o jornalista caicoense Orlando Rangel Rodrigues ("Caboré") expõe os antigos atletas da Região Nordeste cooptados por clubes do Rio de Janeiro.
O artigo do Orlando Rodrigues para a "Tribuna do Norte" (21/3/1976) tem como base reportagem especial da extinta revista semanal carioca "Esporte Ilustrado" (284 - 16/9/1943), escrita pelo colaborador Isaac Amar, também redator do antigo jornal do Rio de Janeiro "O Radical".
Rodrigues faz o artigo com um tema retroativo três meses e uma semana antes do comentarista Adeodato José dos Reis estreiar a coluna "O Bom Baiano" na TN (quinta-feira, 1 de julho), na qual foca personagens do passado no futebol brasileiro.
Basicamente Rodrigues reproduziu alguns períodos da reportagem original sobre os atletas, goleiros e de linha, que fizeram algum sucesso no esporte metropolitano.
Como o goleiro baiano "Baby" do Botafogo FC. (JVJ)

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Artigo de revista antiga é tema para jornalista potiguar (II)

Mário Jorge Lobo Zagalo, o antepenúltimo agachado, começou na base do America/RJ antes de se transferir para o Flamengo e deste para o Botafogo/Imagem: "História do Futebol"

Orlando Rangel Rodrigues

Só para o leitor ter a ideia do tamanho do artigo de quase página inteira do jornalista caicoense Orlando Rangel Rodrigues (falecido em 2017), baseado em reportagem da antiga revista semanal carioca Esporte Ilustrado (824 - 21/3/1943), são nove parágrafos iniciais com um paralelo dos jogadores nordestinos em Copa do Mundo.
Quando são citados os astros da Região Nordeste no campeonato mundial da Suécia (1958): os alagoanos Dida, Zagalo e o pernambucano Vavá. E Zequinha, outro pernambucano, em 1962, no Chile. Mais o alagoano Clodoaldo no México 70.
O comentário do repórter potiguar "Caboré", como era mais conhecido, é publicado 33 anos depois na Tribuna do Norte (domingo, 21/3/1976), portanto dois anos antes da Copa da Argentina (1978).
E Rodrigues já cita o lateral norte-rio-grandense Francisco das Chagas Marinho e o ponta-esquerda Lula (saído do Ferroviário natalense) entre os futuros convocados, concretizando-se a do primeiro.
Em "Futebol de Meia - Nordeste: eterno celeiro de craques", começa assim: - Cariocas e paulistas descobriram o mercado nordestino pela Bahia, de onde levaram a "Cortina Metálica" e o "Arqueiro das mãos de seda", o "Baby" e o Veloso, dois arqueiros dos anos 20...
Só então parte para os detalhes do impresso do Rio de Janeiro e as abordagens dos craques do Norte. (JVJ)

Artigo de antiga revista é tema para jornalista potiguar (I)

Ademir começou no Sport Recife, mas também foi campeão pelo Fluminense

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Jornalista seridoense Orlando Rodrigues

Com o tema na cabeça hoje é uma mangaba o pesquisador, repórter, jornalista ou comentarista compor o artigo  pela facilidade de colher dados e informações em fontes primárias disponibilizadas na rede.
Fico imaginando há 50 anos como aconteceu o oportunismo do falecido amigo, o jornalista caicoense Orlando Rangel Rodrigues, o "Caboré", para encontrar disponível uma antiga e tradicional publicação esportiva com o fim de escrever sobre um interessante assunto, a exportação de jogadores nordestinos e da Região Norte para os maiores centros.
Ele fez um texto longo para ocupar quase uma página inteira da TRIBUNA DO NORTE (domingo, 21/3/1976), com referência a uma reportagem especial de duas páginas da antiga revista semanal carioca "Esporte Ilustrado" (16/9/1943), edição 284, de autoria de Isaac Amar.
Rodrigues faz até uma comparação com as conquistas do tricampeonato mundial pelo Brasil com as participações de atletas da Região Nordeste, como Vavá e Zagalo.
E também são citados os mais antigos, como o atacante pernambucano Ademir Marques de Menezes (Vasco da Gama), o "Queixada", e o ponta-esquerda paraense Everaldo Paes de Lima, o "Vevé" (Flamengo).
O extenso comentário do jornalista potiguar tem o título "Futebol Bola de Meia" e o subtítulo "Nordeste: eterno celeiro de craques".
E para completar declaro a coincidência de ter visto a reportagem da extinta revista do Rio de Janeiro antes de encontrar o artigo do "Caboré".
Vamos detalhar para o leitor fiel.




Uma equipe juvenil americana da safra de 1975/78?

Um time da base do América na segunda metade dos anos 70. O redator do blog e o solicitado cronista esportivo Rubens Lemos Filho, da "Tribuna do Norte", reconhecem o zagueiro Newton Lima do Nascimento (efetivado no elenco principal em 1979), o terceiro após o goleiro. Mas quem são os demais atletas da defesa ao ataque? Fica o apelo e desafio da identificação para os leitores da geração assistente do demolido Estádio "Castelo Branco" (4/6/1972), depois "João Cláudio Machado" (1989) por decreto sancionado pela prefeita Wilma Maria de Faria

 

domingo, 20 de setembro de 2026

O único vice-campeonato potiguar do clube naval (III)

Riachuelo AC (1967): uma formação do campeonato estadual (restauração por IA)

QUEM É QUEM DA DEFESA AO ATAQUE

Milton Zerino da Silva (Miltinho)

Valdomiro Pereira de Melo (Miro)

Ivan Matos

Rivaldo José Barbosa (Nino)

Antônio José (Brilhante)

Abraão (?)

Gervásio Ferreira Costa (Bazinho)

Rômulo de Lima Nunes

Ivan Alves de Melo

Alberto Saraiva Dantas (Beto)

Manoel Reis de Lima

O único vice-campeonato potiguar do clube naval (II)

RAC no "Juvenal Lamartine" (1967): Miltinho, Miro, Ivan Matos, Nino, Brilhante, Abraão, Bazinho, Rômulo Lima, Ivan Alves, Beto e Reis Lima (colorizada por IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Eu não sei quais foram os procedimentos que o dirigente do clube alvo e azul, Antônio Pereira de Castro, usou para conseguir montar o excelente grupo que conquista a inédita segunda colocação no campeonato potiguar.

Como fato histórico é fácil entender que o elenco do Riachuelo Atlético Clube pode ser considerado do nível de um selecionado norte-rio-grandense para disputar o antigo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.

Basta verificar que o dirigente do RAC, o tenente Antônio Castro, agrupou jogadores já experientes e oriundos de outros clubes maiores ou de alguma projeção momentânea.

Pelo Alecrim bicampeão de 1963/64 passou o zagueiro Miltinho; pelo antigo alvirrubro Globo e o licenciando no meio do ano Santa Cruz Esporte e Cultura o meia-esquerda Beto;

Miro em atividade desde a década anterior; o goleiro Antônio José, apelidado de "Brilhante", se não me engano, foi cria do ABC; da mesma forma o atacante Rômulo.

Esta é somente uma visualização rápida do elenco. Com o sucesso repentino alguns jogadores tiveram outros destinos na temporada seguinte.

Para o América foram transferidos Nino, Bazinho e Ivan Alves (depois Racing das Rocas). Para o ABC Ivan Matos (irmão do editor esportivo da "Tribuna do Norte": Itamar Ciriaco) e Beto.

O próprio "Miro Cara de Jaca" (pelo rosto cravejada de "crateras") segue para o Alecrim e termina campeão invicto de 1968.

O treinador carioca Jorge Alberto Level também é contratado pelo América para substituir um técnico de começo de temporada. Mas termina como comentarista da Rádio Cabugi.