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terça-feira, 30 de junho de 2026

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (III)

FERROVIÁRIO (1978): Chocolate, Edilson, Deda, Toinho, Paulinho, Sinedino, Ivan, Chico, Natan, Quinho, Careca, Wilson e Valdir. A última participação em 1981, ano da zebra 2 x 1 ABC, pelo campeonato estadual/Imagem: Futebol Retrô

JOSÉ VANILSON JULIÃO

América 4 x 0 Ferroviário (domingo, 24/1/1971). É a estreia do alvirrubro e do tricolor na primeira edição da Taça Cidade de Natal.
Como curiosidade na ficha técnica do jogo principal (rodada dupla com preliminar ABC 4 x 2 Cosern): o "Ferrim" entra com o goleiro Juca e na ponta-esquerda um tal de "Esquerdinha".
Não deu para apurar pelos jornais da época se o jogador com o mesmo apelido é o que atua pelo Real Madrid do Baldo pelo interior do RN.
Ou se é o mesmo que joga pelo rubro-negro Clube Atlético Potiguar, em outubro, no II Torneio Presidente Médici.
Ainda em outubro quem aparece com a camisa número um do Ferroviário, na mesma competição, é o goleiro Floriano, no Riachuelo no ano seguinte, depois contratado pelo ABC.
O goleiro João Pereira da Silva, o "Esquerdinha", efetivamente aparece na meta do Ferroviário no Torneio Início (domingo, 12/3/1972).
O tricolor empata (1 x 1) com o ABC na competição oficial de abertura da temporada. Mas o titular é Ronaldo, antigo arqueiro do primeiro Globo potiguar e do licenciado Santa Cruz Esporte e Cultura.
"Esquerdinha" o substitui na segunda partida do TI: 0 x 0 Atlético, o popular CAP. Nas rodadas iniciais do campeonato estadual aparece como titular, inclusive na goleada ABC 7 x 0 (domingo, 9/4/1972).
Mais uma curiosidade, extraída da coluna do falecido narrador, o professor universitário e jornalista Vicente de Almeida Filho, no DN:
- Ele não pode comparecer a um treino no Estádio Senador João Câmara (Rocas) e o treinador Arnaldo Honório, ex-jogador do tricolor e doublé de árbitro, põe um torcedor para suprir a carência.
Na última participação no campeonato, Ferroviário 2 x 3 Riachuelo, o chamado RAC (domingo, 25/6/1972), o titular do arco tricolor é Biro (personagem de reportagens anteriores), mas "Esquerdinha" entra no decorrer da peleja. Ainda teve jogo com Bosco de goleiro e "Esquerdinha" entra com bola rolando.
Enfim, será que ele é o mesmo goleiro que defende o selecionado de Pedro Avelino no "Matutão" no ano seguinte?... (FONTES: "Tribuna do Norte" e "Diário de Natal")

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (II)

Chegada de Fernandes, condenado, após
cumprimento do mandado, no complexo
da Polícia Civil/Imagem: Janaina Costa

J. V. J.

A notícia sobre a prisão do idoso José Fernandes dos Santos, quatro décadas após matar o goleiro João Pereira da Silva, localizado no bairro dos Guarapes (Zona Oeste), ganha o mundo na tarde da quarta-feira (10/6), e dez dias depois o repórter Valmir Sabino, do site "Saiba Mais", identifica os protagonistas com exclusividade.

Ao ler sobre o caso no dia seguinte me veio a mente que no Riachuelo Atlético Clube, o RAC ou time "Naval", nunca havia vestido a camisa número um atleta com o apelido "Esquerdinha".

Ao dar uma olhada nos jornais da época na ocasião encontrei um jogador com esta alcunha comum aos jogadores da linha de ataque, mas, mesmo assim, continuei em dúvida.

Por uma simples razão. Havia um "Esquerdinha" com a camisa 11 no Ferroviário Esporte Clube de Natal e também como arqueiro no "tricolor da Estrada de Ferro".

A menção do "Esquerdinha" na linha apenas uma vez e a repetição na escalação como goleiro, antes e depois dos jogos, é confirmação dele no Ferroviário.

Na época (1971/73) eram quase titulares absolutos os goleiros Juca e Floriano, que chegam a vestir, respectivamente, as camisas dos grandes América e ABC.


segunda-feira, 29 de junho de 2026

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (I)

Reprodução do site "Saiba Mais"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não sei se o repórter Valmir Sabino leu a minha "reclamação" em rede social. De que os principais sites natalenses publicaram um "press" oficial sobre a recente captura do matador de um goleiro do Ferroviário/RN e não identificaram a vítima e o condenado.
O jornalista o fez em excelente reportagem investigativa para o site Saiba Mais. Recomendo a leitura. Quem me enviou o link da reportagem inédita foi o repórter fotográfico e apresentador de rádio e televisão Graciano Luz, fundador do "Correio Potiguar".
"A História do Goleiro Morto em 1984 que os grandes veículos não contaram", eis o título da reportagem, lançada neste domingo em meio as atenções voltadas para o jogo Brasil 2 x 1 Japão pela segunda fase da Copa do Mundo na segunda-feira.
Não vou entrar em detalhes do assassinato ocorrido no sábado, 15 de setembro de 1984, na sede do Ipiranga (fundos da igreja católica) de Lagoa Seca, na Rua Alberto Silva, uma transversal entre a Rua São João e Avenida Prudente de Morais. Era meu caminho para a Escola Técnica Federal (Av. Salgado Filho).
Quando a mídia eletrônica noticiou o crime de morte, Artigo 121 do Código Penal, como gostavam de salientar meus colegas na Tribuna do Norte, o editor Natanael Virgínio e o repórter Ubiratan Camilo de Souza, mais Givaldo Batista em "A República", e o Pepe dos Santos, codinome do currais-novense Elitiel Bezerra, do Diário de Natal.
Por isso me lembrei do caso, mas passados tantos anos até a localização do homicida, é claro que não me recordaria o nome do ex-goleiro e serralheiro João Pereira da Silva, o "Esquerdinha", 35, e do vendedor de vegetais na Ceasa (Centrais de Abastecimentos Sociedade Anônima), José Fernandes dos Santos, atualmente com 79.
Até tentei verificar nos dois jornais na Biblioteca Nacional Digital, mas, como não tinha os nomes e tampouco a data do crime, acabei desistindo. Alguns amigos até comentaram que poderia ser o goleiro Eliezer Virgínio da Silva, então com 24 anos, mas este havia sido assassinado na década anterior (domingo, 28 de abril de 1973), crime ocorrido com arma branca na Rua Manoel Miranda, nas Quintas.
Eliezer foi campeão pelo América (1967), revezando com Dedé, Alecrim (1968), reveza com Bastos, e passou pelo Ferroviário, Monte Castelo (1971), do Batalhão de Engenharia e Construção do Exército (Nova Descoberta), que mantinha invencibilidade de 45 partidas no futebol amador, e Força e Luz (Cosern). E até no "Matutão", o campeonato interiorano promovido pelos Diários Associados da capital potiguar.

Minibiografia do único irmão jogador do Dequinha (II)

Mais uma imagem rara com o mossoroense Chico no clube alvo e azul do Norte do PR

Resumo da entrevista para o "A Voz de Brusque" (Santa Catarina, publicada em 14 de março de 2003), de autoria do Luiz 
Gianesini.

FRANCISCO ASSIS DOS SANTOS: - Filho de Luiz Gonzaga dos Santos e Isaura Freire de Mendonça (Mossoró/RN, 27/31935 - Brusque/SC, 2014).

Irmãos: além dos dois José, Antônio, Margarida, Simão, Lúcia, Anunciação e Carlos. Casou com a catarinense Olga Machado dos Santos em 8 de junho de 1968  Torce pelo Carlos Renaux, Santos e Flamengo.

Começou nos mossoroense Fluminense, Bangu e Ferroviário. Em 1952 Dequinha o viu jogar e o leva ao rubro-negro. Em 1953 está nos aspirantes, sendo bicampeão carioca (1955/56).

Atua na equipe principal. O jogo 1452 (27/3/1955), 4 x 1 Fonseca, amistoso em Niterói/RJ, no Estádio Caio Martins, com o juiz Amilcar Ferreira. E o jogo 1530 (8/7/1956), 6 x 1, Serrano, amistoso, em Petrópolis/RJ.

Em 57 está no Londrina. É campeão do Norte do Paraná. Em 59 Coritiba, ajudando a equipe a levantar o tetra do sul do Paraná e o bi estadual;

de 64 a 67, Guarani de Blumenau; em 67 no Carlos Renaux, permanecendo até 1970, tendo sob a presidência do Ivo Mário Visconti, treinado a equipe por três meses.

Disputa a Taça Brasil: eliminado pelo Palmeiras: 2 x 0, 3 x 1 e 4 x 2 (1959). Em 1960 elimina o Paula Ramos 1 x 1 e 5 x 1 e com o Grêmio é eliminado no sorteio após três empates. Em 16 anos de carreira soma nove títulos.

Minibiografia do único irmão jogador do Dequinha (I)

Francisco Assis dos Santos é o primeiro agachado no alvo e azul paranaense

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois dos irmãos dos nomes invertidos ou trocados de posição veio o terceiro rebento do casal mossoroense Luiz Gonzaga/Isaura Freire.

Assim a ordem ou sequência da natureza ficou: primeiro os dois José (dos Santos Mendonça e Mendonça dos Santos).

Em seguida o Francisco Assis dos Santos, que, em conjunto com o segundo, viriam a ser os únicos jogadores de futebol da família.

No seio familiar, também naturalmente, com nomes tomados emprestados dos Santos, os apelidos só poderiam surgir de dentro dela.

Como todo José poderia ser chamado de Zé, Zezé, Zezinho, Zeca ou Zequinha coube a alcunha do similar Dequinha ao segundo.

Portanto quem nasceu Francisco seria Chiquinho ou Chico. Foi o que explicou o menos famoso dos Mendonça atletas para a imprensa.

João Simeão dos Santos (o das entrevistas) e os outros cinco, incluindo as meninas (nove ao todo) são da segunda família.


domingo, 28 de junho de 2026

Trechos da entrevista do irmão do médio "Dequinha"

Dequinha soma quatro jogos
pelo Atlético Mineiro entre
novembro/1967 e maio/1968

Curiosamente a Rua João da Escossia, no Bairro Nova Betânia, endereço do demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira e, consequentemente o Largo José Mendonça dos Santos (Dequinha), é o mesmo endereço residencial do irmão do antigo craque mossoroense, João Simeão dos Santos, o entrevistado para a seção "Variedades" do caderno "Universo", do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 6/6/2013), do qual são extraídos estes dois trechos da entrevista concedida ao repórter Maricelio Almeida.

- Quais as principais lembranças que o senhor tem em relação ao período que conviveu com Dequinha?

Simeão: - Nossa maior convivência foi no Rio de Janeiro, para onde toda a família foi levada em 1955. Ele mandou pegar todo mundo. Na época eu frequentava os treinos do Flamengo na Gávea, ia ao Maracanã, até porque nós morávamos perto do estádio. Dequinha vivia em outra residência, morando com um pessoal italiano, que gostava muito dele. Nós não conversávamos muito. Não havia essa aproximação de conversa, até mesmo pela nossa diferença de idade, Dequinha nasceu em 1929 (sic), eu em 1945. Eu ia para a concentração, mas não puxava conversa. Conheci muitos jogadores...

- São quantos irmãos no total?

Simeão: - Eram duas famílias. Dequinha era da primeira e eu sou da segunda. Somos irmãos por parte de pai. Primeiro veio José dos Santos Mendonça, depois José Mendonça dos Santos, o Dequinha, depois Chico, que foi jogador de futebol e chegou também a atuar pelo Flamengo, na mesma época em que Dequinha fez sucesso, sendo, inclusive, o próprio quem o levou para lá. Na sequência Toinho e Margarida, da primeira família. Depois eu, Lúcia, Carlinhos, Anunciação, nove no total (incluso o entrevistado), dois falecidos. 





Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (III)

O norte-rio-grandense Demóstenes César da Silva no "Glorioso" na abertura da temporada

P
ara encerrar a abordagem momentânea envolvendo o jogador de futebol potiguar Demóstenes César da Silva e o irmão dele, o trombonista Esdras César da Silva, explico o pormenor da atividade musical comum entre eles.
Não escrevo agora sobre a sequência da carreira de Demóstenes no Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e na Colômbia pela existência de informações e imagens diluídas em outras reportagens nestes 11 anos de existência do blog.
E nem vou relatar as circunstâncias do acidente (madrugada do sábado, 25/2/1984) que vitimou Esdras César e mais 18 pessoas, músicos e foliões do bloco carnavalesco, por existir bastante material espalhado pela rede, inclusive com imagens do ônibus e do fusquinha envolvidos na batida do "Baldo" (Natal).
A primeira pista de que Demóstenes e Esdras eram ativos músicos vem de uma crônica do jornalista Mário Filho na coluna "Da Primeira Fila", da antiga revista carioca O Globo Sportivo (sexta-feira, 12 de março de 1948: "Oswaldo, kepper do Botafogo (3)".
O cronista na maioria dos dez parágrafos numerados menciona Demóstenes igual número de vezes como o "professor" de piston do arqueiro Oswaldo Baliza na concentração. No texto aparecem outros personagens reais da história do clube da "Estrela Solitária".
A segunda aparece na coluna "Notas & Comentários" do jornalista Waldemar Araújo (fundador do extinto Diário de Natal) no diário matutino Tribuna do Norte (1955). A nota: - LEMBRAM-SE DE DEMÓSTENES?
Desta forma: "Pois leiam este pequeno tópico do Rodapé Esportivo de Araújo Neto na Tribuna de Imprensa. É uma notícia de primeira para os amigos e conterrâneos de Demóstenes César da Silva... Craque e clarinetista (grifo nosso) de 1m50 passou dois anos na Colômbia está no Rio a procura de clube...
A terceira e última prova é uma lembrança do cronista Woden Coutinho Madruga três dias depois do acidente publicada na Tribuna do Norte (terça-feira 28/2). Com o título "De Lelé", apelido familiar do Esdras, tocador de trombone de vara, saindo da Vila Lustosa, da Rua da Estrela, atual José de Alencar, na Cidade Alta, para animar a festa nos anos 60/70.
Woden ainda lembra a profissão para o ganha pão diário, marchante, assim como o pai Joaquim César da Silva, dono de ponto no antigo mercado incendiado. O talhador de carne era pai de Joaquim César da Silva Filho, o "Vavá", que conheci nos anos 80 nos bares da vida, conversador, que se gabava de também ter jogado no América. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

sábado, 27 de junho de 2026

Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (II)

O centromédio húngaro Bela Sarosi

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Seis brasileiros, quatro argentinos e um húngaro estão na imagem que ilustra o começo desta curta série.

A maioria passou pelo Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, entre os quais potiguar Demóstenes César da Silva, irmão do trombonista Esdras César, uma das 19 vítimas do acidente na semana do Carnaval de 1984 em Natal, no Rio Grande do Norte.

Mais o goleiro paranaense Ary Nogueira Cezar, os zagueiros Marinho Rodrigues de Oliveira (genitor do zagueiro flamenguista Fred e pai adotivo de Paulo César Caju), Adão Plínio da Silva e Waldyr do Espírito Santo ("Negrinhão"), além de Norival Pereira da Silva (Flamengo e Fluminense)

Antes deles passaram também pelo Atlético Júnior de Barranquilla (Colômbia) o polêmico atacante Heleno de Freitas e o meia paulista Elba de Pádua Lima, o futuro treinador Tim, chamado "o estrategista".

Um dos destaques da agremiação colombiana é o centromédio húngaro Béla Sárosi (1919 - 1993), que esteve na Copa do Mundo da França (1938) pelo selecionado magiar.

Tragédia do Baldo vitimou músico irmão do jogador (I)

Demóstenes César da Silva é
o último agachado no clube
colombiano Atlético Júnior
de Barranquilla em 1950/53

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A grande notícia do fim de semana ofusca qualquer surpresa que venha acontecer no futebol neste domingo.

O sábado praticamente começou para a imprensa potiguar com a repercussão da prisão do motorista Aluísio Farias Batista, 69, condenado a 21 anos de prisão.

Ele estava foragido desde a madrugada do sábado, 25 de fevereiro de 1984, data em que o ônibus que dirigia passou por cima de músicos instrumentistas e foliões de um bloco carnavalesco.

19 pessoas morreram, a maioria músicos, 15 ao todo, do Exército, da Polícia Militar e civis que faziam bico.

Um dos músicos, Esdras César da Silva, era irmão do jogador potiguar Demóstenes César da Silva, com passagens pelo América, ABC, Ferroviário/CE, Botafogo/RJ, Canto do Rio e futebol colombiano.

Esdras César é nome de rua no Bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, por decreto do então prefeito da capital potiguar, Marcos César Formiga.


FONTES/IMAGEM

Almanaque do Ferroviário

Bologna FC

Datafogo

Mundo Botafogo

O Gol

Diário de Natal

Jornal dos Sports

O Poti

Tribuna do Norte





América/RN e Trem confirmam choque da terceira fase!

Alisson Taddei marca/Imagem: Gabriel Leite

O América confirma a classificação para a terceira fase da Série D, nesta noite, na Arena das Dunas (Natal/RN).
Abre o marcador no começo do primeiro tempo, administra com o regulamento debaixo do braço, e o adversário não oferece qualquer perigo durante o resto do jogo.
A tarde o rubro-negro Trem também chancela a passagem e enfrenta o alvirrubro com o primeiro jogo no Amapá (Região Norte).
O Sampaio Corrêa vence a Locomotiva (1 x 2), mas como havia perdido a ida pela diferença de dois gols não reverte o placar.

Jornalista Helga Oliveira homenageada

MINUTO DE SILÊNCIO
Antes do apito inicial a arbitragem atende determinação da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, de um minuto de silêncio em homenagem a repórter esportiva Helga Oliveira, conhecida da torcida americana como a "Madonna" potiguar, pela semelhança física com a cantora, durante o período na TV Cabugi, atual Inter TV (Rede Globo) nos anos 90.

TORCEDOR VERMELHO
Diferente no acompanhamento da transmissão por um canal no "tube" a participação do americano Rui Barbosa da Silva, natural de Cerro Corá/RN (Região do Seridó), funcionário público estadual aposentado. Recebe um "alô" do comentarista Márcio Saraiva (do site "Metrópoles")...


América 1 x 0 Fluminense/PI
Árbitro: Francielly Fernanda Lima de Castro/MG
Público: 5.123 (5.290)
Renda: R$ 127.567,00
Gol: Alisson Taddei 3'47
América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá (Coppetti), Alisson Taddei (Nykollas Lopo), Galvan (Antônio Villa), Matheus Régis (Cassiano) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Fluminense/PI: Jerfesson, Gabriel Reis, Gabriel Biloca (Deivid), Kelvin (Durkheim), Kelson (Alyson), Xexéu, Vitinho, Rian (Raimundinho), Gabriel Vieira (Gabriel), Reny Max e João Victor. Treinador: Ito Roque

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Falece zagueiro xará do Dequinha norte-rio-grandense

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO (DÉCADA DE 1970): Rondinelli, Toninho Bahiano, Dequinha, Júnior, Merica, Cantarelli, Osni, Adílio, Cláudio Adão, Zico e Luís Paulo

O mineiro Ademir Nunes Ribeiro recebeu o
apelido do antigo centromédio potiguar

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O mundo do futebol é fantástico para quem lida com o volume de informações disponíveis ou aparecem inesperadamente pelo inexorável da vida.
Há uns cinco anos já tinha os dados pessoais e da carreira futebolística do personagem, inclusive que o apelido é originário até como homenagem ao antigo jogador de quem tomou emprestado quando adolescente.
Tudo graças a uma excelente perfil escrito por Rogério Micheletti, com a colaboração de Luiz Henrique da Silveira, para o portal "Terceiro Tempo", do radialista, apresentador de televisão, jornalista e publicitário mineiro de Muzambinho, como faz questão de espalhar, o Milton Neves.

E para completar somente agora ficar sabendo da indesejável coincidência da morte do zagueiro aposentado Ademir Nunes Ribeiro, o "Dequinha", o segundo, dia 23, aos 71, justamente durante a série de reportagens sobre o primeiro Dequinha, alcunha familiar de infância do mossoroense José Mendonça dos Santos.

O Dequinha II defendeu Flamengo, Antuérpia (Bélgica), Mogi-Mirim, o Taubaté e o Centro Sportivo Alagoano. Ele residia no Rio de Janeiro, no bairro Campo Grande (Zona Oeste), e trabalhava com escolinhas de futebol. A causa da morte não foi divulgada.

- Mineiro de Montes Claros, nasceu em 27 de março de 1955, era irmão de Cacau, que jogou no Bangu, XV de Novembro (Piracicaba) e América-MG. A irmã deles, a Dona Nica, era chamada de "Zico de saias", tão craque que era Zenilda Ribeiro da Silva, caçula da família. Mas, à época, o futebol feminino era ainda menos prestigiado.

A mãe dos três chamava-se Laudivina Gonçalves Ribeiro, conhecida em Montes Claros, como Dona Cheiro. Dequinha chegou ao Flamengo em 1973, aprovado em teste como volante. O treinador do juvenil era Walter Miraglia. Dequinha destacou-se ao lado de Tita, Adílio e Júnior.

A versatilildade o credenciou a subir para o profissional. Fez a maioria dos jogos como zagueiro, embora atuasse também como volante e lateral. Ao todo defendeu o Fla em 134 jogos (85 vitórias, 35 empates e 14 derrotas) e marcou apenas um gol, conforme o Almanaque de Roberto Assaf e Clóvis Martins. A primeira partida em junho de 1975 contra o Fluminense.

Em e-mail para a seção "Que Fim Levou" (outubro de 2008) o ex-jogador fala da carreira para: "Eu era reserva de Jaime. Durante o jogo ele se contundiu e eu entrei em seu lugar. Perdemos a partida por 3 a 1. O treinador do Flamengo era Carlos Froner.

No mesmo ano fui convocado para a seleção brasileira de novos para um torneio no Canadá. Cheguei a treinar dois meses pela seleção, mas como Jaime havia sido convocado para a seleção principal, o Flamengo decidiu não me liberar, conta.

Em 1976 o São Paulo queria comprar o passe de Dequinha, mas o Flamengo não vende. E libera Jaime. Com isso assume a titularidade e forma dupla com Rondinelli. A partir daí se destaca e é vice-campeão carioca. O Fla perdeu a final para o Vasco nos pênaltis. Zico desperdiçou penalidade. No ano seguinte, o Flamengo volta a disputar uma final com o mesmo Vasco, mas desta vez foi Tita que não converteu. O Vasco de Dinamite venceu a disputa por 5 a 4.

Em 1980 deixa a Gávea e segue pela Europa. "Foi difícil me adaptar, principalmente, pelo frio. Lá, machuquei o joelho. Fiquei até o final de 1983", diz, retornou ao Brasil para defender o CSA. E pelo time foi tricampeão estadual (1984/86) e campeão da Taça de Prata 1985.

Em 1987 defendeu a Desportiva Ferroviária (ES). No ano seguinte o Fast de Manaus. Em 1989 defendeu o Mogi-Mirim. Taubaté e encerrou a carreira.

O "Terceiro Tempo" recebeu (sábado, 24/4/2010) o e-mail de Paulo Henrique R. da Silva: - Há algum tempo mandei mais algumas fotos e curiosidades sobre o tio. Só que ele é um "Excluído Digital".

Só agora a filha mostra a homenagem que o Site presta, ele ficou emocionado e lisonjeado. Se declarou fã do Milton Neves, atleticano convicto assim como minha avó, Dona Cheiro, a atleticana mais Ilustre de Montes Claro, já falecida.

Daí ele me pediu que lhes enviasse essa foto que segue anexo, mostrando os orgulhos da vida dele. Essa foto foi tirada no niver dele de 55 anos.

Na ordem: Aretha, Andrezza e Amanda, as filhas. E no colo um quadro que minha avó mandou fazer pra colocar na sala e que ele pegou de volta após seu falecimento pra guardar como uma lembrança...


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Flamengo

Diário do Estado 

Futebol do Interior

Rede Gazeta Norte Mineiro

Terceiro Tempo

As duas entrevistas com o irmão do "Dequinha" (VI)

Lá no alto, a direita na imagem, o que restou do Largo em homenagem ao Dequinha


Diante da lembrança ao legendário jogador mossoroense, pelas entrevistas do irmão João Simeão dos Santos, não tem como deixar de perguntar:

- Como ficou o "monumento" em homenagem ao antigo craque do Potiguar local, ABC e Flamengo?

A estátua estilizada em forma de um atleta conduzindo a bola foi guardada em algum lugar para ser reinstalada nas imediações da futura arena esportiva?

Fato é que o "Manoel Leonardo Nogueira" foi totalmente demolido na última semana de abril e o Largo José Mendonça dos Santos ao lado do estádio também foi abaixo.

O conjunto da obra foi inaugurado (21/5/2000) pela prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, enquanto a homenagem foi proposta do vereador João Newton da Escóssia Júnior (Lei 1.345, 8/11/1999). (JVJ)


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Jornalista, escritor e torcedor entre os homenageados

Sessão solene é conduzida pelo vereador Kleber Fernandes

Paiva Torres, J. R.
Cavalcante e o
ex-deputado e
ex-presidente do
ABC e também
ex-presidente da
FNF, Rui Barbosa

HOMENAGEM ALVINEGRA

O jornalista e escritor Kolberg Luna Freire e o ex-jogador Álvaro Soares de Brito (vice-presidente da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais/AGAP-RN) e outras 15 personalidades, torcedores do ABC, foram agraciados com a medalha Maria Lamas Farache (nome do estádio alvinegro).

A entrega ocorreu na tarde/noite desta quinta-feira no Palácio Padre Miguelinho (Rua Jundiai), sede do Poder Legislativo Municipal.

A solenidade na Câmara de Vereadores (bairro do Tirol) foi bem prestigiada com a presença de uma das barulhentas torcidas organizadas, nas galerias, assim confidenciou uma testemunha ocular da história.

O ano passado, o retrasado e desde 2022 a comenda foi entregue nesta mesma época pela passagem do aniversário do clube (29 de junho). Foi criada pelo ex-vereador Anderson Lopes da Silva, eleito pelo PSDB (2020), e depois secretário municipal.


Ainda na lista dos homenageados: o jogador profissional João Paulo, cria do ABC; o vice presidente de financas, Marconi Brasil, e o assessor de relações institucionais da Fecomércio, Fernando Virgílio.

AMÉRICA OU ABC

É muita coincidência. A mesma pergunta: - Qual torcida vai lotar a Arena das Dunas?

Para três blogs: Pedro Neto (Agora RN), Mallyk Nagib (96 FM) e Marcos Lopes (98 FM e ML TV).

Quem fez primeiro? Ou foi geração espontânea?

Só sei que não passa da capacidade, oficial de 31 mil, inferior mais de dez mil diante do demolido Machadão. (JVJ)


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (V)

SERGIPE/1971; José Mendonça dos Santos/Dequinha (treinador), Toinho, Raimundo, Mizinho, Joel, Ailton, Zé Raimundo, Duda, Fernando, Cipo, Maninho e Rocha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao escrever a abertura da entrevista com o irmão do personagem central, José Simeão dos Santos, 81, para o caderno "Universo" do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 16/6/2013) o repórter menciona a estátua instalada na Rua João da Escossia, em frente ao demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira, no bairro Nova Betânia, em Mossoró/RN.
A imagem representa José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", natural da cidade (19/3/1928 - Aracaju/SE, 23/7/1997), e o entrevistador Maricelio Almeida relaciona os números do craque potiguar pelo Flamengo/RJ: 374 jogos (234 vitórias, 70 empates e igual quantidade de derrotas) e oito gols contabilizados em dez anos de permanência no rubro-negro carioca.
Além de uma convocação pelo treinador Zezé Moreira para a Copa do Mundo da Suíça (1954) como reserva do paulista José Carlos Bauer. Pelo selecionado nacional vestiu a camisa amarela em oito oportunidades (quatro vitória, duas derrotas e igual número de vitórias). Com o detalhe de que foi expulso uma única vez como atleta flamenguista.
"Dequinha" sai do Flamengo em 1960, passa pelo Botafogo de Futebol e Regatas, sendo campeão na categoria de aspirantes (1961) pelo GLORIOSO, na Taça Antonio Gomes de Avelar (três participações), com o clube da Estrela Solitária vitorioso em dez partidas e com apenas uma derrota.
Ainda joga o campeonato carioca na temporada seguinte pelo Campo Grande (do bairro suburbano rural do mesmo nome na Zona Oeste do Rio de Janeiro) e em seguida acumula a função, por pouco tempo (1963), de jogador e treinador do alviverde América do Recife, de onde saiu no começo do segundo semestre de 1950 para o Flamengo.
Depois treinou times no interior de Minas Gerais (Uberaba) e radicou-se em Aracaju, sendo tricampeão estadual pelo alvirrubro Sergipe. Ainda comandou o elenco do Itabaiana, da cidade homônima, e o Confiança da capital.

FONTES/IMAGEM
Almanaque do Flamengo
Diário de Pernambuco
O Mossoroense
Anotando Futebol
Datafogo
Mundo Botafogo
O Gol
Retrato na Parede


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (IV)

No aspirantes do rubro-negro carioca com Henrique Frade na linha de ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O perfil em forma de entrevista tradicional, perguntas e respostas, é publicado no jornal "A Voz de Brusque" (14/3/2003).
E reproduzida no blog "A Sala de Brusque", do advogado Luiz Gianesini (7/7/2016), dois anos depois do falecimento de Francisco Assis dos Santos (27/3/1935 - 2014), o irmão de Dequinha (1928 - 1997).
Pelo Coritiba Chico faz 59 gols, número que o coloca entre os 25 maiores artilheiros do clube "Coxa Branca", pelo qual é tetracampeão paranaense.
Pelo alviverde marca pela primeira vez contra o Palestra Itália: 3 x 3 (5/7/1959). O último gol: 2 x 0 Seleto (30/11/1963).
O rapazinho que começou em clubes amadores mossoroenses (Fluminense, Bangu e Ferroviário) chegou ao Flamengo em 1953 (entra em campo duas vezes, com um gol, pelo time titular em amistosos), passou pelo Londrina, Coritiba, Guarani/SC, Apucarana/PR e Carlos Renaux de Brusque.

FONTES/IMAGENS
Almanaque do Flamengo
A Voz de Brusque
Paraná Esportivo
A Sala de Brusque
Blog do Marcão
Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol
Futebol 80
Súmulas Tchê
Câmara de Vereadores de Brusque/SC

quarta-feira, 24 de junho de 2026

As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (III)

O Londrina é fundado em 1956 e conquista o primeiro título no ano seguinte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor pode até inicialmente estranhar a maior concentração de informações em cima do personagem Francisco Assis dos Santos, o "Chico", irmão do José Mendonça dos Santos, o "Dequinha".

Mas a explicação e desculpa para tal acontecimento é de uma obviedade estonteante: muito já foi dito na imprensa potiguar sobre o mano mais famoso e quase inexiste dados do parente próximo bem menos conhecido.

Porém sempre citado nas entrevistas e reportagens. E mais uma coincidência ocorre antes do redator encontrar a fala do irmão José Simeão dos Santos no extinto jornal diário "O Mossoroense" em junho de 2013.

No ano seguinte um blog da cidade de Brusque (Santa Catarina) publica detalhes de uma entrevista de Francisco Assis em que ele menciona todos os irmãos e irmãs, discorre sobre a permanência no Londrina e o começo da carreira no Flamengo.


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (II)

Coritiba (Taça Brasil 1960): Carazzai, Nico, Hamilton, Julinho, Bequinha, Guimarães, Gordinho, Chico (irmão do mossoroense Dequinha), Oda, Duilio e Ronald

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não é necessário nem transcrever a fala de João Simeão dos Santos, 81, para o radialista mossoroense Jota Nobre, esta semana divulgada em vídeo em rede social por ocasião da Copa do Mundo.

O avançado da idade e os percalços da memória prejudicam a entrevista, mas as curtas frases dá para vislumbrar que a reportagem do jornal O Mossoroense (junho/2013) retrata muito bem a convivência com o irmão famoso.

A entrevista ao, mais uma vez desativado, centenário periódico de Mossoró abrange a família e o irmão de José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que seguiu carreira no futebol: Francisco Assis dos Santos, o "Chico".

"Chico" foi bicampeão pela categoria de aspirantes do Flamengo (1955/56), entrou poucas vezes em amistosos no time principal e em 1957 passar a jogar no futebol paranaense, primeiro no interior e depois na capital.

No alviverde Coritiba, vencedor do grupo sul (diante do Ferroviário), é campeão estadual em 1959, decisão com o Londrina, vencedor da chave norte, com um 2 x 1 (14/2/1960).

E participa da série de empates em três jogos (1 x 1, 3 x 3 e 1 x 1) na segunda fase da Taça Brasil, sendo eliminado no sorteio após a prorrogação no terceiro encontro, em Porto Alegre (setembro/1960).


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (I)

Coritiba (1959/60): Hamilton, Nico, Carazzai, Julinho, Bequinha, Guimarães, Chico, Miltinho, Ivo, Duílio e Oda

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pura coincidência. Depois de quase uma década e meia se juntam duas entrevistas de um dos irmãos do jogador e treinador mossoroense José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que fez fama no futebol.

Há alguns meses encontrei na rede a primeira entrevista do irmão do centromédio do ABC, América do Recife e Flamengo, ao desativado jornal O Mossoroense, numa edição dominical (16/6/2013), para o caderno "Universo", assinada pelo repórter Maricelio Almeida.

E agora, esta semana, após 13 anos, vejo o radialista Jota Nobre posta em página social, um vídeo com o mesmo. João Simião dos Santos, com 81 anos, residente em Mossoró, a quem "Dequinha" tentou introduzir no mundo do futebol, sem conseguir a contento.

Dos irmãos, de duas famílias (Simeão é irmão pela parte do pai), somente o Francisco Assis dos Santos, o "Chico", foi levado pelo parente famoso ao Flamengo (1953) e seguiu carreira no futebol parananense (Londrina e Coritiba) e de Santa Catarina (Carlos Renaux), aposentando-se em 1970.

Falece empresário gráfico ex-juvenil do Santa Cruz/RN

Ney Bezerra de Andrade no Bahia

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Neste mês andei publicando umas séries de reportagens em que aparece como personagem central ou coadjuvante de importância o antigo zagueiro do ABC, Sport Recife, Bahia e América pernambucano, o norte-rio-grandense Ney Bezerra de Andrade.

É praxe as postagens acabarem repercutidas em rede social e numa delas o internauta comentou, com ar afirmativo e ao mesmo interrogativo, de que Ney, 91, residente em Salvador, seria irmão de Dinarte Bezerra de Andrade. Fiquei quieto.

Mas esta semana veio a confirmação quando li postagem do amigo Cesar Barbosa, torcedor do Alecrim, lamentando o falecimento de Dinarte, empresário aposentado do ramo gráfico, sócio da Gráfica Santo Antônio, no mesmo prédio (térreo) da Travessa Venezuela, no bairro da Ribeira, da Boate Arpege (primeiro andar).


Daí fiquei matutando. E para não ter erro pedi confirmação do parentesco aos amigos de um grupo de rede social, quando a jornalista cultural Eliade Pimentel, sempre pronta a atender aos amigos, entrega um dossiê com dados de antigas reportagens que resultam em livro sobre a indústria gráfica natalense.

Como sou bastante curioso para pesquisar e colher dados complementares sobre qualquer assunto interessante acabo tendo uma enorme surpresa. Dinarte, assim como o irmão, também envolveu-se com o futebol. Não seguiu longa carreira, mas foi juvenil do licenciado tricolor Santa Cruz Esporte Clube.

A prova vem do expediente da Federação de Futebol (20/9/1953) publicado no Diário de Natal (21/10) que concede registro de um ano como atleta amador da categoria juvenil do clube das três cores de Natal, que só muda a nomenclatura complementar para "Esporte e Cultura" a partir de 1963.

Se não bastasse ser jogador amador, logo depois e em 1957, está metido com arbitragem em jogo final do torneio início de juvenis, ganho pelo América, conforme noticiário da página esportiva da Tribuna do Norte (22/6/1954).

Em 1961 é delegado de arbitragem ao lado de Zilson Eduardo Freire (pai do prefeito Paulinho Freire), Odeman Miranda (ex-jogador do América e dono da Confeitaria Atheneu) e Silvino Sinedino de Oliveira, do jornal Associado, nomeados pelo antigo craque e coordenador da FND, Antonio Acácio do Nascimento, pai do depois jogador e treinador Hélio Lopes.

terça-feira, 23 de junho de 2026

O futebol potiguar antigo na imprensa carioca

O futebol de antigamente na imprensa do Rio de Janeiro com aval do correspondente no RN, o tenente Aníbal Leite Ribeiro, da Capitania dos Portos

A revista carioca Vida Esportiva, edição 151 (17/7/1920), publicou (página 14) a imagem acima, do Ceará-Mirim Futebol Clube.

A autoria da fotografia não é identificada. A original foi entregue pelo pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

A paisagem indica que o campo pode ter sido numa competição em Natal no mês de abril do mesmo ano.

O site Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol registra o "Torneio Imprensa".

Com os seguintes resultados: ABC 3 x 0 Seleção Ceará-Mirim e América 1 x 1 Centro Esportivo Natalense e América 1 x 0 ABC (11/4). O América era azul. Se classifica pelo número de cornes.

O site diz que ocorreu no campo da ARA (Associação Riograndense de Atletismo), mas na época a entidade esportiva ainda não existia e sim uma "liga de esportes terrestres". (JVJ)


O quinteto tricolor contra o América-RN (VII)

O redator não lembra a origem da imagem. Na fotografia do Fluminense ver Jair Marinho (segundo em pé), o potiguar Edmilson Piromba (terceiro), o goleiro Carlos José Castilho, Pinheiro e Telê Santana

JOSÉ VANILSON JULIÃO

América/RJ (1940), Madureira (1946, 1950/51, 55/56 e 1959), Flamengo (1947 e 1952), Olaria (1949 e 1955), São Cristóvão (1954 e 1957) e Bonsucesso (1957) já haviam visitado a capital potiguar.
O Tricolor das Laranjeiras se apresenta pela primeira vez em Natal para o jogo ABC 1 x 3 Fluminense no "Juvenal Lamartine" (sexta-feira,  23/1/1959).
E dois anos depois, coincidentemente no mesmo mês, bisa a presença também contra o alvinegro natalense com o empate de 1 x 1 (domingo, 29/1/1961).
Retorna ao Rio Grande do Norte pela terceira vez para enfrentar o América: 0 x 3 (domingo, 11/2/1968). E na mesma semana empata com o ABC (2 x 2) e vence o Alecrim (1 x 3).
Os encontros com os potiguares se torna frequente com o campeonato nacional. Os mais emblemáticos para o repórter acontecem em 1997, 2007 e 2014.
Um pelo campeonato brasileiro e pela Copa do Brasil. Pela Série A o América vence o Flu pela primeira vez no Estádio das Laranjeiras (4 x 2), quando aparece o querido atacante americano Palominha, potiguar, xará no apelido do carioca Paloma, vindo do Botafogo no começo da década de 90.
Na Copa do Brasil (2007) perdeu no Estádio Maria Lamas Farache (1 x 2) e no Maracanã venceu pela contagem mínima, sendo a única derrota tricolor na campanha do título na competição.
Sete anos depois a situação se repete na mesma competição com uma diferença. No Frasqueirão o América perde (0 x 3). No remodelado Maracanã vence de virada, 5 x 2, a maior zebra da Copa do Brasil, e elimina o Fluzão.

FONTES
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Flunomeno
Futebol 80
Jornalheiros

O quinteto tricolor contra o América-RN (VI)

Arte: Adeilson Alves/Gino Escudos

NÚMEROS DO FLUMINENSE DE NATAL
1996: 10 jogos. A metade em cada uma das primeiras fases dos primeiro (um empate e quatro derrotas) e segundo turnos (mesma performance).
1997: 16 jogos. Metade em cada fase de turno. Primeiro turno: duas vitórias,  um empate e cinco derrotas. Returno: três empates e cinco derrotas.
Nas duas temporadas 26 jogos: duas vitórias, seis empates e 18 derrotas. Com 12 pontos no total.
Artilharia: 24 gols no total. 1996 (nove gols pró e 26 contra) e 1997 (15 gols a favor 43).

segunda-feira, 22 de junho de 2026

O quinteto tricolor contra o América de Natal (V)

E. Martins visita o projeto então em andamento

O JORNAL DA GRANDE NATAL não encontra, como dito, histórico do Fluminense Futebol Clube da época do amadorismo (1994) e filiação para competir com aval da Federação Norte-rio-grandense de Futebol.

Porém havia encontrado um blog destinado ao "FLUMINENSE DE NATAL", mas inicialmente não deu muita atenção. Agora há pouco o redator resolve averiguar melhor e ver ligação com o tricolor das temporadas oficiais (1996/97).

Ao que parece o blog do clube supostamente licenciado está inativo momentaneamente, pois registra apenas três postagens com atividades de base no centro de treinamento do ABC, no complexo do SESI e no campo do Grupamento de Fuzileiros Navais (Quintas).

O começo coincide com a nota do blog de Marcos Avelino Trindade (2013) com o blog do FLU do ano anterior mencionando afazeres desde 2007, pois, inclusive, põe fotos da meninada e de um dos apoiadores e incentivadores na ocasião, o jornalista e vereador Edvan Martins, um "quintense".

A sede provisória na Rua Rio Potengi (Quintas). Na época eram beneficiadas 132 crianças e jovens na faixa etária de dez a 23 anos nas seguintes categorias: pré-mirim, mirim, infantil, juvenil, juniores e sub-23.

Como presidente de honra o citado empresário Edilson Menezes. Cyrillo Fernandes como responsável pelo blog. Mas ao que parece o projeto estancou. (JVJ)

O quinteto tricolor contra o América de Natal (IV)

Raridade a imagem do Fluminense Futebol Clube/RN (1997). É provável que a fotografia tenha sido um "flagrante" no Estádio Tenente Luiz Gonzaga em Parnamirim (Grande Natal)/Acervo: Futebol Retrô

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Tentei obter maiores detalhes sobre a pré-história geral do licenciado Fluminense Futebol Clube de Natal.

O máximo que consegui de 2013 em diante. Primeiro com o pesquisador e plantão esportivo (87 FM) Marcos Avelino Trindade.

Trindade anunciou no blog: - Outro que volta ao cenário do futebol potiguar. Tem político ajudando... Ficou nisso.

Um site esportivo informa duas datas de fundações para o mesmo dia e ano: 11 e 1949. Mudam os meses: outubro e novembro.

Na ficha consta licenciamento, CNPJ, endereço (Rua Manoel Miranda, 1402, Quintas) e dois telefones celulares.

E ainda corre o boato de que seria de Lagoa Seca. Informalmente pode ter se virado em vários endereços. Conforme o gosto ou necessidade do dirigente do momento.

E relaciona três presidentes: Armando Neves Viana (2005), Edilson Menezes Dantas (2006), e José Venâncio de Souza (2019). Mas nada da época do Estadual.

O professor Armando Viana foi preparador físico do Alecrim e do ABC nos anos 70/80. No alvinegro também foi treinador interino (primeiro semestre/1985). O segundo é empresário.

A seguir um balanço número das partidas oficiais e colocações com as duas participações no campeonato estadual no começo da segunda metade da década de 90.


FONTES/IMAGEM

Datatrindade

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

Futebol Retrô

O quinteto tricolor contra o América de Natal (III)

Uma visão do complexo esportivo do SESI na Avenida Capitão-mor Gouveia em Natal/RN

Panorama do complexo esportivo no bairro
de Lagoa Nova, entre as zonas Sul/Oeste

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Existe uma particularidade entre o profissional do rádio, o América, o Fluminense natalense, precisamente do Bairro Dix-Sept Rosado (Zona Oeste da capital potiguar) e um jogo em particular, o único americano fora dos estádios tradicionais da cidade.

Esta curiosidade foi um dos temas abordados na reportagem "Narrador Marcos Lopes abre o jogo em entrevista" (sexta-feira, 3 de maio de 2024). Reproduzida novamente com adaptações para o assunto do título desta série. 

- A fala do gaúcho foi concedida ao jornalista Rubens Manoel Lemos Filho para o programa "Tirando a Limpo".

Sugiro que o leitor assista o "podcast" (foi ao ar na noite da quinta-feira 2) no "youtuber" para se inteirar dos pormenores.

Marcos Lopes estreia em Natal na locução
do jogo do América x Fluminense/RN no
estadinho do complexo do SESI/RN

O entrevistado relata pela primeira vez como chegou em Natal para trabalhar na Rádio Cabugi. 
E da enfermidade da qual está curado.

Uma revelação foi a motivação que o levou a criar o canal "do Barba" na internet (agora parceiro da 95 FM) com o sócio, o jornalista uruguaio Dionísio Outeda, declarado torcedor do Penarol e do ABC (com classe).

Na entrevista anuncia que a primeira narração foi em jogo do campeonato estadual no estadinho do Serviço Social da Indústria, no complexo de lazer da Avenida Capitão-mor Gouveia, 2770, no bairro de Lagoa Nova.

O campinho do SESI foi o único a sediar, além do "Juvenal Lamartine", "Castelão/Machadão", "Maria Lamas Farache" e Arena das Dunas, uma exibição do América/RN na capital potiguar.

Para curiosidade dos leitores segue a ficha técnica do jogo (gentileza do radialista, blogueiro e pesquisador Marcos Avelino Trindade).

FONTE FIDEDIGNA

O uso do campo do SESI é confirmado pelo blog do excelente repórter esportivo Rogério Torquato, que na época era do Diário de Natal.

O "João Machado" encontrava-se em reforma para no segundo semestre sediar jogos do América na Série A após a subida de divisão no ano anterior.


SÚMULA

América 8 – 1 Fluminense

Data: quinta-feira, 15/5/1997

Árbitro: Alberto Batista de Carvalho

Público: 612

Gols: Joãozinho (2), Wanderley (2), Sérgio (2), Carlos Mota e Carioca

América: Emerson, Lelo, Carlos Mota, Gito, Malhado, Washington Lobo, Carioca, Moura (Zé Ivaldo), Biro-Biro (Mingo), Joãozinho (Sérgio) e Wanderley. Treinador: Péricles Chamusca

O quinteto tricolor contra o América de Natal (II)

Fluminense/Feira campeão do primeiro turno baiano (1974): Valvir, Bira, Fiscina, Merrinho, Newton, João Augusto, Neinha (jogou contra o América em 1976 no II Torneio José Américo de Almeida Filho), Luciano, Anselmo, Paulo Roberto...

Neinha, penúltimo agachado, no Fluminense/75

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O América vai a Mossoró (5 e 6/11/1971). Perde para o amador Fluminense (3 x 2), gols alvirrubro do centroavante Petinha (Ilson Peres) e do ponta-esquerda pernambucano Tóia (Severino Fortunato da Silva).

E ainda é derrotado pelo selecionado da Liga, que, segundo o correspondente do Diário de Natal, era o tricolor com "outra camisa". 

O elenco participa de uma "maratona": na quarta-feira

(3) enfrenta o Alecrim (2 x 2) pelo II Torneio Presidente Médice. O vermelhão e o verdão terminam empatados e a decisão acaba não acontecendo.

Já o tricolor de Feira de Santana/BA é adversário pela primeira vez em amistoso e vence: 1 x 3 (quarta-feira, 8/2/1956). Na noite seguinte o clube feirense joga com o ABC.

Dez anos depois América 1 x 0 Fluminense (Jangada aos 83 minutos), no Castelão, pela fase de classificação do II Torneio José Américo de Almeida Filho (24/11/1976).

Depois se torna comum nas preliminares ou eliminatórias da Copa do Nordeste: 1 x 1 Fluminense/BA (26/2/1998), 0 x 1 Fluminense/BA (5/3/1998), 2 x 1 Fluminense/BA (1/2/2001) e 2 x 1 Fluminense/BA (30/1/2002).

Neinha perambulou por vários clubes, entre os quais o Auto Esporte/PB, Treze, Santa Cruz/PE, Fluminense do Rio de Janeiro, ABC, Alecrim, pelo continente africano e encerra a carreira em 1985


FONTES/IMAGENS 

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

Futebol 80

O Gol

Zadir Marques Porto

Zé Duarte

Wikipedia