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domingo, 28 de junho de 2026

Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (III)

O norte-rio-grandense Demóstenes César da Silva no "Glorioso" na abertura da temporada

P
ara encerrar a abordagem momentânea envolvendo o jogador de futebol potiguar Demóstenes César da Silva e o irmão dele, o trombonista Esdras César da Silva, explico o pormenor da atividade musical comum entre eles.
Não escrevo agora sobre a sequência da carreira de Demóstenes no Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e na Colômbia pela existência de informações e imagens diluídas em outras reportagens nestes 11 anos de existência do blog.
E nem vou relatar as circunstâncias do acidente (madrugada do sábado, 25/2/1984) que vitimou Esdras César e mais 18 pessoas, músicos e foliões do bloco carnavalesco, por existir bastante material espalhado pela rede, inclusive com imagens do ônibus e do fusquinha envolvidos na batida do "Baldo" (Natal).
A primeira pista de que Demóstenes e Esdras eram ativos músicos vem de uma crônica do jornalista Mário Filho na coluna "Da Primeira Fila", da antiga revista carioca O Globo Sportivo (sexta-feira, 12 de março de 1948: "Oswaldo, kepper do Botafogo (3)".
O cronista na maioria dos dez parágrafos numerados menciona Demóstenes igual número de vezes como o "professor" de piston do arqueiro Oswaldo Baliza na concentração. No texto aparecem outros personagens reais da história do clube da "Estrela Solitária".
A segunda aparece na coluna "Notas & Comentários" do jornalista Waldemar Araújo (fundador do extinto Diário de Natal) no diário matutino Tribuna do Norte (1955). A nota: - LEMBRAM-SE DE DEMÓSTENES?
Desta forma: "Pois leiam este pequeno tópico do Rodapé Esportivo de Araújo Neto na Tribuna de Imprensa. É uma notícia de primeira para os amigos e conterrâneos de Demóstenes César da Silva... Craque e clarinetista (grifo nosso) de 1m50 passou dois anos na Colômbia está no Rio a procura de clube...
A terceira e última prova é uma lembrança do cronista Woden Coutinho Madruga três dias depois do acidente publicada na Tribuna do Norte (terça-feira 28/2). Com o título "De Lelé", apelido familiar do Esdras, tocador de trombone de vara, saindo da Vila Lustosa, da Rua da Estrela, atual José de Alencar, na Cidade Alta, para animar a festa nos anos 60/70.
Woden ainda lembra a profissão para o ganha pão diário, marchante, assim como o pai Joaquim César da Silva, dono de ponto no antigo mercado incendiado. O talhador de carne era pai de Joaquim César da Silva Filho, o "Vavá", que conheci nos anos 80 nos bares da vida, conversador, que se gabava de também ter jogado no América. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

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