quarta-feira, 29 de abril de 2020

A solidariedade dos futebolistas não é novidade


AMÉRICA

Em 1932 alvirrubro enfrenta marinheiros e arrecada dinheiro para flagelados da seca

José Vanilson Julião

Leio na rede que a campanha dos dirigentes e jogadores americanos proporcionou a doação do torcedor e a arrecadação de 1,5 toneladas de alimentos.

Entretanto o exemplo de solidariedade não é inédito. Na tarde da sexta-feira, 13/5/1932, o clube entra em campo para arrecadar fundos em benefício dos flagelados da seca.

O estadinho da Associação Riograndense de Atletismo (ARA) – sucessora da Liga de Desportos Terrestres, na Avenida Hermes da Fonseca, no bairro do Tirol, tem a presença do interventor federal, o tenente da Marinha e depois almirante de esquadra Hercolino Cascardo (Rio de Janeiro, 2/1/1900 – 26/2/1967).

Fora decretado ponto facultativo a partir do meio dia para a assistência ao elenco americano contra os marinheiros do cruzador ou encouraçado Floriano, atracado no caís do porto na Ribeira.

Naquele momento o América era o bi-campeão da cidade, hegemonia quebrada pelo ABC na primeira semana de outubro.

O resultado do jogo amistoso beneficente: 3 x 3. Na quinta-feira, 19, seleção da ARA 2 x 1 Floriano (Incorporação: 31 de dezembro de 1900. Baixa: 2 de abril de 1936).

Antes o time da Armada perde para o Esporte Clube Bahia (2 x 1 – 21/4) e vence o Clube Náutico Capibaribe (3 x 4 – quinta-feira, 5/5). Registra o “Diário de Pernambuco”.

domingo, 26 de abril de 2020

Maior incidência da pandemia viral ocorre em países com grande fluxo turista, maiores economias e PIB superiores

Corona aquece queda iniciada ano passado e impede previsão de crescimento

José Vanilson Julião

O que chamou a atenção do repórter, desde que o vírus originário da China comunista e continental passou a freqüentar a Europa, foi o fato dos países com maior fluxo de turistas deterem os maiores índices de contaminação e, conseqüentemente, de mortes.

No Velho Continente o caso mais emblemático acontece na Itália. A nação da bota lidera a disseminação e estatística desde o começo do ano.

Em seguida o mal do século passou a fazer vítimas na Alemanha, França, Espanha, Inglaterra e Portugal.

Não por acaso países tradicionais no quesito de volumosa presença de visitantes anuais em férias.

O crescimento do número de turistas no mundo se desacelerou em 2019, a 4%, sobretudo pelo enfraquecimento da economia mundial, pelas incertezas geopolíticas e pelo Brexit (a saída da Inglaterra da comunidade econômica).

O anuncio havia sido feito pela Organização Mundial do Turismo no começo do ano passado, em Madrid, capital espanhola. Em 2017 e em 2018, o número de turistas internacionais aumentou em 7% e 6%, respectivamente.

França, Espanha e Estados Unidos, o líder do turismo do lado de cá do hemisfério, deveriam permanecer à frente da lista de países mais visitados, nessa ordem, conforme os números provisórios que foram anunciados para 2019.

A OMT contabilizou 1,5 bilhão de chegadas de turistas internacionais em 2019. A desaceleração inicial estava ligada aos resultados da economia global, com um crescimento econômico em torno de 3%.

Entre as regiões mais afetadas pela desaceleração, está a Europa, onde o número de turistas avançou 4% (contra 6% em 2018).

Apesar disso, continua sendo a mais visitada do mundo (51% do total mundial), tendo recebido 743 milhões de pessoas em 2019.

Em 2018, a França se manteve na liderança dos países mais visitados do mundo, com 89 milhões de turistas estrangeiros, seguida por Espanha e Estada Unidos.

MAIORES ECONOMIAS
Uns mais, outros menos. Entretanto as listas dos países mais ricos do mundo, maiores economias ou produto interno bruto (PIB) comprovam esse detalhe: Estados Unidos, China, Japão, Alemanha, Índia, França, Reino Unido, Itália, Brasil, Canadá, Coréia do Sul, Rússia, Espanha, Austrália e México.

QUADRO DE CASOS
País/Mortes/Casos
Estados Unidos – 49.989/869.676
Itália – 25.549/189.973
Espanha – 22.524/219.764
França – 21.856/120.804
Reino Unido – 19.506/143.464
Bélgica – 6.679/44.293
Brasil – 3.670/52.995

Fontes:
Ministério da Saúde e Universidade Johns Hopkins (Baltimore/USA) – 24/4






Cantor potiguar interpreta uma das canções com mais de 400 versões em televisão local


A banda inglesa Rollings Stones – “pedras que rolam” – liderada pelo cantor/compositor Mick Jagger anuncia canção inédita e vídeoclip com imagens do vazio nas metrópoles mundiais em conseqüência do vírus Corona.

Em Natal o cantor Diogo Davi informa sobre participação numa “live” para ajudar pessoas que estão participando dificuldades nesta crise pandêmica.

Chamou atenção o fato de cantar ao vivo na televisão uma das músicas mais tocadas no mundo. Do Soul, gospel (canção religiosa) ou do gênero “Ritmos Blues” (azul) dos negros ianques.

O desempenho musical do artista potiguar aconteceu na tarde da sexta-feira (24/4) no programa da Priscilla Freire, na TV Tropical, afiliada local da paulista Rede Record.

Na visão do redator, que não entende nada de música, ele se saiu bem na interpretação de “Stand by me”, uma composição do norte-americano Ben E. King. Com letra dos parceiros Jerry Leiber e Mike Stoller.

Benjamin Earl Nelson (28/9/1938 – 30/4/2015) – portanto falecido há cinco anos – nasceu em Springfield, na Carolina do Norte.

Já escrevi sobre o assunto na versão eletrônica da coluna. A obra pop já foi gravada por diversos artistas internacionais renomados. Entre eles o ex-Beatles John Lennon (Liverpool, 9/10/1940 – Nova York, 8/12/1980).

Parei de contar na versão número 35, mais são mais de 400 versões. Ao consultar a internet para o artigo percebi que “Stand” completará 60 anos de sucesso no próximo ano.

Em 2012 estimou-se que os royalties alcançam 17 milhões de libras (moeda inglesa), tornando-se a sexta composição neste quesito de arrecadação na ilha separada do continente europeu pelo canal da Mancha.

King disse que o título foi inspirado do texto “espitual”, de Sam Cooker e J. W. Alexander, "Stand by Me Father", gravado pelo Soul Stirrers com Johnnie Taylor como vocalista. A terceira linha do segundo verso do primeiro trabalho deriva do Salmo 46.


sexta-feira, 24 de abril de 2020

Saída de Moro desmonta suposta armação para eleger Bolsonaro


José Vanilson Julião

A parte as divergências que vieram à tona, entre o presidente Jair Messias Bolsonaro e o ex-juiz federal e ex-ministro Sérgio Fernando Moro, a saída deste do cargo serviu para demonstrar a inexistência de uma armadilha planejada para retirar do páreo da campanha eleitoral de 2018 o ex-presidente condenado em três instancias, Lula Inácio da Silva, o líder populista do Partido dos Trabalhadores.

A ilusão de uma armação contra o ex-presidiário pernambucano radicado em São Paulo começou a ser propagada pela mídia esquerdista desde que ele começou a ser denunciadas por cúmplices por favorecimentos pelas empreiteiras e pelo envolvimento em corrupção, no âmbito da Operação Lava-jato, investigação do Ministério Público e Polícia Federal em Curitiba, capital paranaense.

Entretanto é ledo engano de que as hostes petistas esqueceram ou vão esquecer a ação legal do juízo. Para eles é uma questão para a eternidade a continuidade do mesmo discurso.

Tão logo o ministro anuncia o afastamento, começam as farpas: - Se Moro tivesse dez por cento da sinceridade que tentou transmitir na entrevista-delação contra Bolsonaro, seu ex-chefe, teria aproveitado e pedido desculpas ao povo brasileiro por todas as mentiras que contou sobre Lula (Dilma Alana Roussef, ex-guerrilheira e ex-presidente).