domingo, 2 de outubro de 2022

Números do primeiro turno desmoralizam de vez institutos de pesquisa

José Vanilson Julião O resultado da eleição neste primeiro turno, nas majoritárias (presidente, senador e governador), divulgado agora a noite pelo Tribunal Superior Eleitoral deixa uma lição exemplar: acabou de vez com a credibilidade da maioria dos institutos de pesquisa. Os números atribuídos ao candidato a reeleição para presidente e para o governo de São Paulo são as provais cabais que as pesquisas divulgadas durante a campanha eram totalmente manipuladas em favor dos candidatos da esquerda. Com isso as empresas mais desmoralizadas são o “Datafolha” e o “Ipespe”, sucedâneo do Instituto Brasileira de Opinião Pública e Estatística (Ibope), que, também, foi sepultado para sempre devido as pesquisas tendenciosas divulgadas no último pleito geral. Quem também fica desmoralizada é a imprensa em geral, que, por conveniência, repercutia as pesquisas sistematicamente, sem qualquer questionamento, para iludir e direcionar o eleitorado para um candidato da simpatia dela. Em terceiro plano e de somenos importância os números também desmoralizam uma lista de “artistas” e “intelectuais” que pensavam, com as declarações, influir na vontade do eleitorado nacional. A soberba desta trupe desceu de ladeira abaixo.

domingo, 25 de setembro de 2022

Policiais militares vão trabalhar no primeiro turno sem diária operacional

300 PMs de setores administrativo escalados para trabalhar no primeiro turno. São profissionais que, inicialmente, se apresentariam no quartel do Comando Geral em Natal. O secretário de Segurança mudou de idéia e mandou que se apresente ao serviço no Comando de Policiamento Regional I (CPR I), que cobre a área do Alto Oeste Potiguar. Vão para o serviço desarmado, sem colete balístico e sem munição. Sem direito a receberem diárias operacionais. A intenção é mostrar para a população uma falsa sensação de segurança. Mas como um policial que não possui equipamento essencial para o serviço irá trabalhar? Sem a certeza do vale alimentação, sem diária operacional, além do mais muitos terão que comprar seu próprio fardamento. Em reunião realidade no auditório da SESED o secretário Araújo, ao ser questionado sobre tais equipamentos e diárias operacionais, mandou um sonoro "TE VIRA" para ao militar que se manifestou.

segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Excursão do Sport Club Natal antecede América e Alecrim

José Vanilson Julião Durante minha pesquisa para o almanaque sobre as fichas técnicas dos jogos e atletas do América de Natal (já com 1.558 páginas no corpo oito) tenho encontrados dados e informações interessantes sobre outros clubes potiguares. Do alvinegro já relatei a participação na inauguração do campo da Encruzilhada no Recife. Do alviverde os primeiros dois jogos na capital pernambucana contra o Tabajaras e um selecionado suburbano na década de 30. O primeiro clube natalense a excursionar fora do RN foi o ABC. Enfrenta Maguari, Fortaleza e Ceará. O Paissandu joga contra o Treze em Campina Grande (1928). Em 16/8/1931, em João Pessoa, Cabo Branco 2 x 1 Sport Club Natal. Público: 474 (157 sócios e autoridades não pagaram ingresso). Renda: 635$000 (descontados para a CBD 36 e impostos 81). Os dados são da coluna “Curiosidades Esportivas”, do diário paraibano “O Norte” (1.575 – 30/4/1955), de responsabilidade do entao secretário da Associação dos Cronistas, Walfredo Marques. A coluna “Revista da Cidade”, no mesmo periódico, registra receptividade pelas cartas dos curiosos leitores enviadas para redação. Marques, um dos fundadores da Federação Paraibana em 1947, também era secretário do Conselho Regional dos Desportos.

terça-feira, 13 de setembro de 2022

Sérgio Poti entre os jogadores com mais de 100 jogos pelo América

 

Sérgio Poti (e) comemorando numa 'pelada' com amigos o aniversário de 62 anos

Campeão juvenil pelo América (1977) no ano seguinte (18/3) está na preliminar de América 0 x 1 ABC (Torneio Jubileu de Ouro do Estádio Juvenal Lamartine), quando o alvirrubro derrota por 4 a 0 o Santa Cruz (Santo Antônio dos Barreiros/São Gonçalo do Amarante), campeão da divisão amadora.

Contratado pelo Nacional (Manaus) o treinador gaúcho Laerte Koetz Doria deixa o América e o ex-goleiro e supervisor, o carioca Otávio César Correia Filho, é o responsável pela estreia do quarto-zagueiro Sérgio no campeonato nacional: América 0 x 2 Sport (quarta-feira, 10/5/1978). No Recife.

Ainda não tinha sido acrescido o "Poti", apelido do pai, antigo ponta-direita do Racing (Rocas) e do extinto Globo, que aparecer no primeiro trimestre de 1960, alvirrubro como o então licenciado América, e que permanece no campeonato estadual até o segundo semestre de 1964.

O primo do ex-atacante americano Evaldo de Oliveira Paula, o "Pancinha", entrou pela última vez em campo com a camisa americana também pelo campeonato brasileiro: 1 x 3 Paissandu (sábado, 20/2/1981). Em Belém.

Em enquete do jornal diário vespertino "Tribuna do Norte", na virada do século XX para o XXI, os americanos elegeram a seleção do século: Rafael, Ivan Silva, Scala, Djalma, Sérgio Poti, Baltazar, Hélcio, Véscio, Evaldo, Saquinho e Aloísio.

O treinador Wallace Gomes da Costa (Taipu, 17/4/1934 - Natal, 6/2/2013) disse que ele foi convocado entre os 40 da lista para o Sul-Americano (1979) pelo selecionado juvenil sem ser visto jogando pelo técnico Mário Travaglini (São Paulo, 30/4/1932 - 20/2/2014).

- Eu o conheci em um curso de treinadores coordenado pelo professor Cláudio Pessego Coutinho, em Volta Redonda, que acreditou no meu depoimento sobre as qualidades técnicas.

Sai para o Potiguar (Mossoró) e perde a final do Torneio Início (domingo, 18/7/1982) para o ex-clube (1 x 0). Na temporada seguinte disputa o Estadual pelo Riachuelo. Em 1984 é campeão pelo ABC.

Está entre os 62 ex-jogadores que ultrapassam a marca de 100 jogos pelo alvirrubro. No total são 107 aparições.

FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Blog do Cyrillo

Que fim levou?

No Ataque

O Gol

Safern

segunda-feira, 12 de setembro de 2022

Falece o ex-zagueiro do América/RN Sérgio Poti

O ex-zagueiro do América/RN, Sérgio Francisco de Melo (13/1/1960 - 12/9/2022) falece, no começo da tarde desta segunda-feira, no Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel.

Sérgio Poti, como era mais conhecido, estava internado desde 27 de abril, data em que sofreu um acidente vascular cerebral hemorrágico (AVC).

Ele começou a carreira na base americano. Pelo alvirrubro atuou entre os profissionais (1979/82), foi campeão pelo ABC (1984) e também vestiu a camisa azul do Riachuelo Atlético Clube.

Nas próximas horas, em homenagem ao antigo jogador de futebol nascido no bairro das Rocas, mais detalhes sobre a trajetória dele.

Livro sobre o "Juvenal Lamartine" é lançado nesta terça

 

Estádio JL na visão de Rubens L. Filho 
O jornalista Rubens Lemos Filho lança a partir das 18 horas desta terça-feira (13), na AABB, o sexto livro: "Juvenal Lamartine – Primeiro Estádio – Minha Versão".

É a história do estadinho do Tirol, inaugurado em 1928, com detalhes dos campeonatos locais e bastidores da presença de ídolos nacionais. São 480 páginas e farto material fotográfico.

O JL foi o centro das atenções do futebol potiguar até 1972, quando foi inaugurado o Estádio Castelo Branco, depois João Machado, demolido para a construção da Arena das Dunas, sede da Copa do Mundo de 2014.

O livro, como sempre faz o autor, é uma reportagem pelas diversas fases campinho construído pelo governador Juvenal Lamartine.

Além de contar em minúcias cada campeonato trará reportagens especiais sobre a presença de ídolos como Pelé, que esteve pelo Santos contra o América em 1971. Natal foi a última cidade a receber Pelé e ele foi decisivo. Jogadores do América pediram para ele errar a cobrança de falta, mas não houve jeito.

Garrincha, com três apresentações, Zizinho, astro da seleção brasileira vice-campeã de 1950, a humilhação do goleiro Barbosa em Natal, marcado pela derrota do Brasil na Copa de 1950, Paulo César Caju, que perdeu um pênalti, defendido pelo goleiro Erivan, do ABC, Jairzinho, Bellini, Telê Santana, Ademir da Guia e outros craques nacionais e internacionais.

Rubinho lança sexto livro em Natal
A conquista de campeão do Nordeste (1959) pela seleção do Rio Grande do Norte e as duas partidas eliminatórias contra o Rio de Janeiro.

Os anos 1950 trazem duelos marcantes entre o Jorginho (ABC) e Saquinho, maior artilheiro americano com quase cem gols oficiais e amistosos. O deca-campeonato abecedista (1932/41), o bi americano (1956/57), a vitória imprevisível do América contra o ABC (1969). Os títulos do Alecrim.

“O livro mostra que Natal avançou, o estádio estagnou, qualquer jogo estava lotado pelo menos uma hora e meia antes de começar.

É um mergulho pelo passado que considero mais romântico e emocionante do nosso futebol”, afirma Rubens Lemos.

“Quem ama o futebol, vai gostar demais desse trabalho que levou três anos de pesquisa”, afirma. “Contei a história do Castelão, mas acho a do JL mais instigante.”

domingo, 11 de setembro de 2022

Dois sites de esquerda repercutem demissão do chargista

A repórter Isabele Santos, da agência natalense "Saiba Mais" - a mídia local mais engajada na divulgação da administração e na campanha de reeleição da governadora Maria de Fátima Bezerra (PT) - fez a reportagem e o site "Viamundo" reproduz a reportagem sobre a demissão do chargista Rodrigo Brum do jornal diário matutino "Tribuna do Norte".

A saída do chargista natural de Macaé (Rio de Janeiro) e radicado na capital potiguar desde 2006, quando passou a compor o quadro redacional do extinto diário vespertino "O Jornal de Hoje", foi anunciada por ele mesmo em rede social na quinta-feira (8/9).

Brum alega motivação política para a demissão do jornal fundado em 1949, com primeira edição no final do segundo semestre do ano seguinte, pelo então deputado federal e depois governador Aluizio Alves. A TN passou ao controle acionário do empresário Flávio Azevedo em 2019.

O profissional tinha espaço na página dois ("Opinião") e o vinha aproveitando diuturnamente para fazer carga contra o presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, o que teria desagrado o candidato suplente de senador Flávio Azevedo.

Enquanto Bolsonaro era o preferido, o ex-presidente Luís Inácio da Silva e a governadora Fátima Bezerra eram poupados sistematicamente da crítica em um jornal controlado por um adversário político.

Há até quem diga que estava faltando a motivação local no espaço opinativo em forma de caricaturas.

200 policiais militares podem ficar sem votar

Mesmo tomando medidas necessárias para que PMs que viagem a serviço durante possam votar em trânsito, o Secretário de Segurança Pública adota postura diversa e age de forma que possa impedir que aproximadamente 200 policiais militares não votem no dia do pleito.

Muitos não se voluntariaram para as eleições, tendo em vista a escassez de recursos financeiros para as diárias operacionais.

Ainda assim o coronel Araújo (Secretário de Segurança Pública e Defesa Social) ordenou que aproximadamente 200 homens de setores administrativos da SESED se apresentem no quartel do Comando-Geral para ficarem de prontidão no primeiro turno.

Acredita-se que, com o aval da governadora Fátima Bezerra (candidata a reeleição). Sem direito a receber diária, abruptamente escalados, serão cidadãos (homens e mulheres) que podem deixa de exercer o direito, pois não há nenhuma informação que garanta que serão liberados.

Será que tal medida está ligada a questão a candidatura de policiais militares bem colocados nas pesquisas eleitorais? Será que alguma liderança política está agindo de forma a tirar votos de candidatos policiais militares?

quinta-feira, 31 de março de 2022

Ciro Pedroza: “A gente sai da Rocas, as Rocas não sai da gente”

Ciro Pedroza, 'roqueiro de nascença'

Jornalista lança Uma história das Rocas, com memórias e estórias do bairro onde cresceu

                Ele nasceu na Cidade Alta, mas chegou às Rocas engatinhando e saiu de lá quase adulto, mas o bairro onde viveu e cresceu nunca saiu dele. “De mim e de todos os que moraram lá, que mudaram de lá, mas não esqueceram as lições que as Rocas nos ensinou”, filosofa o jornalista, radialista e pesquisador Ciro Pedroza.
         Nascido xaria e convertido canguleiro, pela convivência com o bairro e por descendência dos pais, que trocaram a rua Fontes Galvão, próximo ao Colégio Marista, pela rua São Jorge, no alto da igreja da Sagrada Família, com ele nos braços.
              Ciro lança nos próximos dias seu mais novo livro, Uma História das Rocas, o 580ª título da coleção José Nicodemos de Lima, da editora Sebo Vermelho.
               “São histórias e estórias sobre o tradicional bairro que já deu ao Brasil um presidente da República, João Café Filho, muitos artistas de renome e jogadores de futebol suficientes para formar todos os times do campeonato brasileiro, amparo espiritual e afetivo, diversão e arte para todos os gostos”, revela o pesquisador.
                Uma história das Rocas é fruto da memória prodigiosa do jornalista, que é capaz de lembrar de um sem número de fatos e personagens do bairro e resgata muitas dessas histórias ao longo das 190 páginas do livro, Ciro também reúne vasto material de pesquisa histórica sobre a história das Rocas.
                “Eu deixei as Rocas no final dos anos 1970 e volto raramente por lá, mas ela nunca saiu de mim. Esse livro é a reunião de tudo o que guardei em meu acervo sentimental de fatos e feitos que vi, ouvi, vivi, conheci e lembrei. Saldo com ele uma dívida com a minha própria história”, confidencia.

MAIS QUE UM BAIRRO
                Há nessa história das Rocas contada por Ciro um esforço que vai além do resgate da memória do bairro ou de uma cronologia sobre a formação, a consolidação e o desenvolvimento desse pedaço de Natal que representa pouco mais de 0,5% da área da cidade e reúne pouco mais de 10 mil moradores.
                “Tento explicar, para quem não é de lá e cresceu ouvindo histórias pejorativas sobre as Rocas e seus personagens, que sempre foram invisíveis aos olhos da cidade, que há uma tradição, uma espécie de vírus do bem que leva a gente pra frente e a gente leva para sempre”, revela o escritor.
                No prefácio do livro, o livre docente em Geografia Humana da Universidade de São Paulo, Manoel Fernandes Neto, resume e justifica a importância da pesquisa realizada por Ciro Pedroza numa frase: “quem não sabe das Rocas, jamais entenderá Natal”.
                E é esse esforço que Ciro empreende, revirando o passado para encontrar os primeiros registros sobre o surgimento do bairro das Rocas e sobre a vida de seus primeiros habitantes, passando pelo processo de ocupação das dunas e mangues do extremo leste da capital do Rio Grande do Norte.
                A história das Rocas contada por Ciro, percorre “dezessete estações de prosa muito boa, recheada de fatos e prenhe de lirismo”, observa Manoel Fernandes Neto e revela muito sobre esse bairro marcado pela pujante vida cultural, pela sociabilidade e pela solidariedade de seus habitantes.
                “As Rocas é muito mais que um bairro, é um estado de espírito, porque transcende aos limites geográficos de espacialidade para se revelar bem maior, graças ao jeito de ser e de viver de seus moradores”, escreve Ciro em sua definição do bairro onde cresceu.

CABRA DAS ROCAS
                A inspiração para essa empreitada de contar a história e as histórias reais das Rocas nasceu do reencontro, durante uma leitura de verão, com os personagens e as histórias vividas pelo menino Joãozinho, personagem de Homero Homem no seu livro Cabra das Rocas.
                Na ficção, João Brás Bicudo foi o primeiro estudante do bairro a estudar no Atheneu Norteriograndense, território sagrado do conhecimento, reservado apenas aos filhos da elite natalense, e cruzar a linha que separava a cidade baixa da cidade alta.
                “Estava relendo Cabra das Rocas, de Homero Homem, há uns cinco anos, quando começaram a surgir memórias do tempo em que eu vivi nas Rocas e comecei a anotar tudo, como se estivesse recebendo uma psicografia”, explica Ciro.
                Depois, ele foi complementando suas lembranças com a pesquisa em livros, jornais e depoimentos de antigos moradores do bairro e assim foi se estruturando Uma História da Rocas, espécie de passeio pela geografia, pela história, pelos costumes e pela vida do bairro.
                Ciro foi se deparando com novos personagens e muitas histórias, corrigiu datas e versões, escutou novas histórias e complementou sua narrativa. “Ainda falta muita gente, muitas histórias, mas chega uma hora que ou você coloca um ponto final e entrega o livro para a editora, ou o livro não sai. Outras edições virão”, acredita.
CANGULEIROS
                Durante a pesquisa, o jornalista descobriu que o bairro das Rocas já abrigou, entre outros empreendimentos, até uma fábrica de refrigerantes (Jade) e resgatou personagens que fizeram história na vida da cidade e que muita gente não sabe que eles viveram do bairro.
                São nomes reconhecidos em todos os campos, como Zé Areia, Severina Embaixatriz do Brasil, Glorinha Oliveira, Luiza de Paula, Paulo Tito, Eduardo Medeiros (autor de Praieira), o mastro K-ximbinho, o jogador Lula Soberano e o jovem Rodriguinho, entre outros destacados cabras das Rocas.
                Ciro também dedica um capítulo de sua história à tradição do samba e do carnaval, que nasceu no bairro e se espraiou pela cidade e resgata personagens importantes dessa manifestação cultural, como Chico de Carlos, Antonio Melé, Lucarino Roberto, Mestre Zorro, Debinha Ramos e Carlos Zens, entre outros carnavalescos.
                No livro, o pesquisador também resgata a memória dos restaurantes que marcaram época no bairro e atraiam comensais de toda cidade pela simplicidade de sua “baixa gastronomia, como a Carne Assada do Lira e o restaurante do Marinho, a Peixada da Comadre e a Galinha de Mãe, entre outros”.
                O pesquisador também identifica as origens dos cultos religiosos no bairro, relembra a efervescência das campanhas eleitorais, recuperando a memória e a tradição política das Rocas e revelando fatos pitorescos sobre as movimentações políticas pelas ruas do bairro.
                A paixão do povo das Rocas por seus times do coração (Racing e Palmeiras) ou pelas principais escolas de samba da cidade (Malandros do Samba e Balanço do Morro) é, também, outra marca do bairro retratada por Ciro em seu livro.
                Ele também reconhece a importância da educação como instrumento de transformação de vidas, expressa no pioneirismo da escola De Pé no Chão também se aprende a ler, do prefeito Djalma Maranhão e da Escola Técnica de Comércio, que funcionou no Colégio Isabel Gondim.
                Para completar o passeio pela vida das Rocas, a história narrada por Ciro Pedroza reúne uma pequena coletânea de lendas urbanas com personagens do bairro que rendem boas risadas, como as presepadas de Zé Areia, da santa que chorava ou do barbeiro que saia para o almoço e deixava o cliente esperando na cadeira, entre várias.
                Uma história das Rocas de Ciro Pedroza tem capa de Alexandre Oliveira, ilustrações do artista plástico Silvano Quazza, fotos de Giovanni Sérgio Rêgo e impressão da Offset Gráfica.

Capa do livro de Pedroza
Pré-venda:  
Pedidos no Sebo Vermelho (av. Rio Branco, 705 – Cidade Alta) ou pela internet https://www.sebovermelhoedicoes.com.br/  Preço R$ 50,00 (entrega grátis para todo Rio Grande do Norte durante o pré-lançamento).
               
Lançamento
Sessões de Autógrafos
Quinta – 31/03/2022 – 18:00h - Themis Bar – Sede social do América FC – Av. Rodrigues Alves, 950 - Tirol
Sábado – 02/04/2022 – 10:00h - Mercado das Rocas – Av. Duque de Caxias – Praça do Pátio da Feira – Rocas

A explosão da agência bancária no interior potiguar

Assaltante morto em confronto com a PRF participou do assassinato de advogado

O assaltante Marcos Antonio de Melo Pontes, 43, natural de Touros (litoral norte), morto em confronto com policiais rodoviários federais na madrugada desta quarta-feira, no município de Bento Fernandes, pode ser o mesmo que participou do assassinato do advogado Antonio Carlos de Souza Oliveira, crime ocorrido em um bar no bairro de Nazaré (Zona Oeste de Natal), na noite de 9 de maio de 2013.

O bando armado invadiu Lajes (Região Central do Rio Grande do Norte) e atirou no pelotão da Polícia Militar e explodiram uma agência do Banco do Brasil. Entre 15 a 20 homens atua por volta das 2h. Usavam armas de calibres como 762, 556 e .40 e utilizaram caminhonetes para fechar as entradas da cidade.

Na fuga incendiaram a viatura estacionada em frente à unidade. Apesar da destruição à agência não levaram dinheiro dos caixas eletrônicos. Os criminosos se depararam com uma viatura da PRF (BR-304). Houve troca de tiros e um dos suspeitos foi baleado. Marcos Antonio foi socorrido ao hospital de Riachuelo, mas não resistiu.

ASSASSINATO DO ADVOGADO

Um ano e três meses depois os quatro acusados do crime foram sentenciados em júri popular pelo juiz Ricardo Procópio Bandeira de Melo, titular da 3ª Vara Criminal. O advogado Antonio Carlos foi executado a tiros. A sentença foi publicada na quinta-feira (21/8 e 12/12/2014).

Os réus Lucas Daniel André da Silva (Luquinha) confessou ser o autor dos disparos; Expedido José dos Santos, apontado como mandante do crime; o sargento PM Antônio Carlos Ferreira de Lima (Carlos Cabeção), responsável por articular o assassinato; e Marcos Antônio de Melo Pontes (Irmão Marcos) teria dirigido o veículo no dia do crime.

Luquinha, Irmão Marcos e Expedito José confessaram participação no crime, confirmando a versão que apresentaram durante as investigações da Polícia Civil. O sargento Antônio Carlos negou, mas a participação foi confirmada pelos demais acusados. No interrogatório Luquinha afirmou ter matado o advogado por consideração à amizade que tinha com o sargento.

O comerciante Expedito Santos disse ter comprado a arma do crime ao policial militar por R$ 500. De acordo com o comerciante, o sargento também mostrou locais que a vítima frequentava e planejou toda a ação. Luquinha e o sargento são apontados como possíveis integrantes de grupo de extermínio que atuava em São Gonçalo do Amarante (Grande Natal), onde o PM seria conhecido pelo apelido de 'Federal'.

"Trata-se de alguém que incute medo nas pessoas, seja pela função de policial, seja pelo histórico, o que igualmente soma como indício de que, em liberdade, também porá em risco a paz social", diz a sentença do juiz Ricardo Bandeira de Melo.

O CRIME

Segundo o Ministério Público o autor dos disparos foi Lucas André. Ele teria recebido ordens de Expedido José e do sargento. O autor dos tiros também teria recebido apoio de Marcos Antônio, que teria dirigido o veículo que deu fuga aos acusados.

O crime foi investigado por comissão da Delegacia Especializada de Homicídios (Dehom), formada pelos delegados Roberto Andrade, Karla Viviane e Raimundo Rolim, que concluiu que o assassinato do advogado estava relacionado a uma disputa por terras em São Gonçalo. Na briga pelos terrenos estariam a vítima e o comerciante Expedito José.

O advogado teria derrubado um muro construído irregularmente pelo comerciante. A desavença teria levado Expedito a entrar em contato com o policial militar. Os delegados apontam Carlos Cabeção como articulador do crime. O PM teria acionado Lucas Daniel para executar o advogado.

O primeiro acusado a ser preso foi Expedido José (maio/2013). Na época o comerciante negou ter sido o mandante, mas admitiu que o carro dele, um Fiat Doblò, foi usado no crime e que ele mesmo, ao fugir para Fortaleza, tocou fogo no veículo com medo de se complicar. Em depoimento confirmou que o carro foi dirigido pelo Irmão Marcos.

O segundo a confirmar a participação de Irmão Marcos foi Luquinha, que também confessou ter sido o assassino do advogado. Lucas Daniel admitiu o crime e afirmou que matou o advogado a mando de Expedito para se vingar de Antônio Carlos. Luquinha foi preso em junho do mesmo ano em um lava-jato no bairro Barro Vermelho.

Ao ser apresentado Luquinha disse que foi enganado pelo comerciante. “Ele me disse que o Antônio Carlos era um vagabundo que tinha derrubado um muro de um terreno dele e dado um prejuízo de mais de R$ 40 mil. Eu fui enganado. Se eu soubesse que era um advogado, um homem de bem, eu não teria feito isso”, contou na época.

O pedreiro identificado como Irmão Marcos também foi preso em junho enquanto trabalhava em uma obra na cidade de Ipanema, na região do Vale do Aço, em Minas Gerais. Em depoimento, ele confessou ter dirigido o veículo e disse também que chegou a descer no bar e apontar o advogado para que Luquinha o executasse.

No mesmo mês a Polícia prendeu o policial militar. A defesa do PM negou o envolvimento de Carlos Cabeção no crime e argumentou que vítima e acusado eram amigos.

ANTECENDENTE

Na madrugada de 30 de janeiro de 2017, por volta das 3h30, uma quadrilha invadiu a cidade de Lajes efetuando vários disparos para o alto, no destacamento policial e na viatura da PM. Em seguida o bando se deslocou para a agência do Banco do Brasil e estourou os caixas eletrônicos da agência usando bananas de dinamite.

 

FONTES

Focoelho

G1/RN

Novo Jornal

 

domingo, 20 de março de 2022

Homenagem ao primeiro plantão esportivo: Mirocem Ferreira Lima

Mirocem F. Lima foi pioneiro no
 radiojornalismo de esportes

José Vanilson Julião 

Com a inauguração da Rádio Nordeste em agosto de 1954 Mirocem Ferreira Lima logo está agregado a equipe como um dos primeiros plantões esportivos, antes mesmo do que José Joaquim da Lira (começa a carreira em 1959). Em julho do mesmo ano é lançado o diário "O Poti" (semanário a partir de 1959).

Um ano e cinco meses após o lançamento do jornal Associado "irmão" do "Diário de Natal" ele estréia a coluna "Subúrbio em Revista" (domingo, 18/12/1955). São pelo menos sete inserções esparsadas até o ano seguinte. "O Poti" (domingo, 16/12/1956) antecipa a relação dos promotores da homenagem ao jornalista Aluisio Menezes de Melo, recém formado em Direito pela Faculdade de Alagoas. 

Ao jantar na noite seguinte, em uma peixada de Areia Preta, comparecem personalidades ligadas ao rádio, imprensa, dirigentes e ao futebol. 

Entre eles: João Cláudio Machado (orador), Amauri Dantas Emerenciano, Araken Barbosa (misto de atacante do Alecrim e repórter associado), Brígido Ferreira Pinto (ex-goleiro do Atlético), Djalma Maranhão, Érico de Souza Hacrakdt, Erildo L. Monteiro, Ernani Alves da Silveira, Eugenio Neto e Eugenio Silva (árbitro de futebol, Evaldo Maia, Firmino Moura, Francisco Chagas de Souza, Garibaldi Alves e Hélio Santa Rosa. 

Mais: Humberto Nesi, João Antonio de Brito (ex-presidente alecrinense), João Bastos Santana, João Maria Meira Pires, João Neto, José Alexandre Garcia, Luiz Gonzaga Meira Bezerra, Marcino Dias de Oliveira, Mirocem Ferreira Lima, Moisés Dieb, Orlando Braga (treinador do América), Paulo Pinheiro de Viveiros, Raimundo Ubirajara Macedo e Roberval Pinheiro Borges, Rossine de Azevedo (ex-goleiro americano).

O Poti (quarta-feira, 11/6/1958) publica foto da "festa de despedida" pela aposentadoria do amazonense Luiz Maria Alves da "Western Telegrafh", após 36 anos de serviços nas agências em Belém, Recife e Natal. O jantar (dia 8) oferecido pelos funcionários acontece na residência do gerente Arthur Henry Palmer, na Rua Trairi (Cirolandia). 

Na ocasião a funcionária Leda Freire de Azevedo entrega ao Alves um relógio de ouro. Participam da homenagem: Amaury Dantas, Silvino Sinedino de Oliveira, Francisco Sinedino de Oliveira, Hélio Siqueira Silva, Paula Frassinetti de Oliveira, Maria do Rosário Costa, Milton Silva, Mirocem Ferreira Lima, Irapuan Bonifácio do Nascimento (parente do ex-zagueiro americano e ferroviário Leonidas), Geraldo de Souza, Creuza Pereira da Silva, Sydnei Sinedino de Oliveira, Paulo de Souza Vasconcelos, João Galvão Filho e José Cruz. 

Em dezembro de 1961 compõe a cabeça da chapa única registrada que concorre a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Rádiotelefonia. Ao lado de Amauri Dantas, Maria Nísia Freire de Azevedo, João Galvão, Sydnei Oliveira e Irapuan Bonifácio.

terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Uma homenagem ao fotográfo Clóvis Santos

José Vanilson Julião Clóvis Alceu dos Santos, gaúcho de Dom Pedrito, começa no "Diário de Natal", o jornal Associado na capital potiguar, em 1971. A aquisição do profissional pela mídia da cadeia fundada pelo paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo é anunciada na coluna "Informes DN" (sábado, 19/6). Assim reporta o colunista e jornalista Sanderson Negreiros: - Temos novo companheiro. Já há alguns dias em Natal, onde firmou nome como profissional. Após atuar na imprensa boa parte da década de 70 Clóvis Santos, nos anos 80 já se encontra contratado pela assessoria de imprensa do Estado. E como servidor público alcança a vice-direção da Penitenciária Central João Chaves. Eu já o conhecia de nome. Pelo noticiário do DN. Devido as assinaturas dos créditos de fotografia nas reportagens de editorias diversas. Passei a conviver profissionalmente na cobertura policial no presídio de Igapó (Zona Norte). Em agosto de 1984 o secretário de Interior e Justiça, Manoel de Medeiros Brito, deposita confiança no diretor da "João Chaves", tenente-coronel PM Marcílio Pinto da Silva, e no vice-diretor Clóvis Santos. Mesmo assim o DN, numa reportagem em que o secretário reclama da cobertura da imprensa, não deixa de alfinetar o subordinado Santos: "Antigo funcionário contratado pela asessoria. Segundo o relatório (Ministério da Justiça), ele só possui o segundo grau completo e experiência profissional como fotógrafo." Aqui deixo o meu depoimento: - Sempre que me deslocava ao presídio para ocorrencias de assassinatos ou fugas me sentia totalmente a vontade com o compreensivo atendimento de Santos. Uma ou duas vezes ele pauta visitas a padaria do presídio, com o intuito de mostrar o outro lado dos internos. Clóvis Santos ainda retorna ao "Associado" em 1989. Como registra a coluna "Tempo Livre" (Carlos Alberto Morais). Para compor dupla com Abmael Morais nas "entrevistas-crônicas" para o semanãrio "O Poti", a edição dominical do "Diário".

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

Falece de Covid ex-atacante do Gremio/RS e America/RN

Sérgio Davi na ponta-direita do tricolor gaúcho em 1971

Depois do goleiro carioca Ubirajara Dias Ribeiro (1947 - 2021), que atua pelo alvirrubro (73/76), morre em conseqüência do Covid-19, ás 21 horas do domingo, no Hospital dos Pescadores (Rocas), o ex-jogador do Grêmio e do América/RN, Sérgio David Ayres Chagas (Porto Alegre, 9/11/1954 - Natal, 9/1/2022).

Campeão infantil (1970) pelo rival Internacional e ter sido no tricolor gaúcho bi-campeão juvenil (73/74), Sérgio Davi foi, na sequência, emprestado como um dos reforços do alvirrubro potiguar para a temporada de 1975. No ano seguinte é vendido para o Caxias e no meio do ano de 1977 se encontra no 14 de Julho (Passo Fundo).

Em seguida Brasil de Pelotas (78), Avaí (78), Fluminense (79), Comercial/Ribeirão Preto (80), Bagé (80) - pelo qual atua 22 vezes pelo campeonato gaúcho - e encerra a carreira no Avai, clube de Florianópolis, capital catarinense.

O redator soube do passamento no começo da tarde por meio do perfil de rede social do professor universitário, preparador físico, ex-treinador da base americana e comentarista esportivo, o também gaúcho Ricardo Nelson da Fonseca, o "Batatinha", que, por sua vez, havia sido informado pelo ex-zagueiro americano Carlos Mota.

Sérgio David atuava como empresário no ramo de piscinas.
“Todo falecimento é triste e doloroso. Para o jogador de futebol, além da partida, cessa o encanto. Os gramados não mais terão a beleza do artista com a bola, seu último gol, fica na memória de todos que ainda recordam seu drible mais rápido que o vento. Ele não morreu... Encantou-se!” Poetisa “Batata”.

Enquanto é cogitada a contratação pelo América ele entra no terceiro jogo do ano da temporada do Tricolor (domingo, 8/1/1975) com teste para os juvenis. Em lugar de João Carlos no amistoso sem abertura de contagem contra o Internacional (Santa Maria). Conforme reportagem da Agência Jornal do Brasil para o "Diário de Natal".

Para substituir o também gaúcho "Jangada" e assinar o primeiro contrato profissional, Sérgio é recebido pelos dirigentes: Francisco Wellisson, o "Etinha" (antigo juvenil americano e goleiro do licenciado Santa Cruz/RN), e Marcelo Maia na segunda-feira (17/2) ao desembarcar no Aeroporto Augusto Severo (Parnamirim).

A estréia diante de 2.878 torcedores acontece em jogo pela Taça Cidade de Natal (quarta-feira, 26/2). Empate em 1 a 1 contra o Força e Luz, a época "Cosern". Com preliminar: Alecrim 2 x 0 Racing (Rocas). A segunda aparição no Torneio Governador Cortez Pereira 1 x 3 Santa Cruz/PE (domingo, 3/3).

O primeiro título, o da "Taça", veio na decisão contra o ABC (domingo, 16/3). Jogo de 1 a 1 e prorrogação, sendo necessária duas séries de tiros livres para definir o campeão. Foram 15 jogos (oficiais e amistosos) com um gol no Estadual: 4 x 1 Ferroviário (11/5).

Na fotografia do Grêmio (1971): Vitor Hugo, Augusto, Bicca, Celso Silva, Claudinho, Machado, Sérgio Davi, Geraldo Luís Carlos, Altino e Euzébio.

FONTES
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Grêmiopedia
Memória Viva
O Gol
Súmulas Tchê