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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (VI)

O São Cristóvão atuou neste estádio, em Salgueiro/PE, dias antes do Ferroviário mossoroense e o Baraúnas

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor Milton Oton Vale, morador do bairro de Vila Isabel, escreve ao "Jornal dos Sports" e dá a pista da esquecida ou pouco lembrada excursão nordestina do São Cristóvão Futebol e Regatas.

Na seção de cartas "Bate Bola" (terça-feira, 12/2/1974) a correspondência com o título "Cri Cri está aí" indica o segundo amistoso em Salgueiro, interior pernambucano.

O correspondente do "Diário de Pernambuco", J. Machado Freire, prevê grande renda como ocorrera com o misto do Botafogo (janeiro/1973), após a abertura do Estádio Cornélio de Barros (maio/1972).

O time "Cadete" empata (2 x 2) com o Atlético salgueirense (domingo, 10/2/1974). De Salgueiro o elenco carioca segue para Mossoró/RN.

O primeiro jogo aconteceu em Juazeiro, na Bahia, do lado direito do Rio São Francisco, oposto a Petrolina/PE.

Curiosamente com derrota pela contagem mínima diante do Olaria juazeirense!


FONTES

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Poti

Jornal dos Sports

Tribuna do Norte

Futebol 80

Wikipedia

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (V)

Time "Cadete" na decisão do torneio: Peixinho, Badu, Alberto, Neném, Jair, Padeirinho, Nélio, Almir, Henrique, Jorge Madeira, Sena, Zé Paulo e Júlio Marinho/Imagem: Blog Tadeu Miracema

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A coluna do correspondente mossoroense, "Jornal do Oeste", traz a nota sobre os dois amistosos diante do Ferroviário local e do Baraúnas, os dois tricolores de Mossoró, no semanário "O Poti" (domingo, 17/2/1974).

Ao contrário do historiador do São Cristóvão de Futebol e Regatas, Raimundo Quadros, que anuncia o placar de 3 x 0 em favor do clube carioca no primeiro jogo, o jornal dominical indica o marcador com um gol a menos.

Mas RQ acerta no placar mínimo no jogo da despedida, com derrota para o Baraúnas, gol contra de Nélio, um dos jogadores campeão,  dali a um ano, do Torneio Abelard França (16/2/1975), no então maior estádio do mundo.

Para a imprensa carioca o São Cristóvão faz a excursão nordestina incógnito. A pesquisa não encontra uma notinha minúscula sequer nos jornais do Rio de Janeiro.

Nem no especializado "Jornal dos Sports". Tampouco em três diários acessados na Biblioteca Nacional Digital: "Jornal do Brasil", "Correio da Manhã" e "Diário de Notícias".


domingo, 30 de agosto de 2026

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (IV)

SÃO CRISTÓVÃO (1975): CAMPEÃO DO TORNEIO ABELLARD FRANÇA

Há 42 anos com a base e remanescentes do elenco em que fez dois amistosos em Mossoró o São Cristóvão de Futebol e Regatas conquista a Taça Abellard França.
Coincidentemente um ano depois no mesmo mês, mas em dia diferente (16/2/1975), no Estádio Mário Filho, a única conquistada no antigo "Maracanã".
O Torneio foi um competição entre “clubes pequenos”, comum a época, sete clubes divididos Grupo A: S. Cristóvão, Olaria e Bonsucesso; Grupo B: Campo Grande, Portuguesa, Madureira e Bangu.
As equipes se enfrentaram dentro das chaves e os vencedores fizeram a final na preliminar da partida entre Cariocas e Paulistas, com público estimado em 75 mil presentes.
Na primeira fase São Cristóvão 2 x 1 Olaria e 1 x 1 com o Bonsucesso. O adversário da final foi o Campo Grande, vencedor da outra chave.
Na decisão 0 x 0) e nos pênaltis 4 x 3.
Além do troféu levou para casa um prêmio de 10.000 cruzeiros pagos pela loteria esportiva. (FONTE: historiador Raimundo Quadros).

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (III)

O goleiro Otávio César (terceiro) e o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (quarto em pé)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A imagem que estava guardada é esta aí de cima.

Com o goleiro Otávio César Corrêa Filho (hoje pastor no Rio de Janeiro), que defendeu o América e Riachuelo Atlético Clube, da capital potiguar.

E o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (Vitória/ES, 1952 - Natal/RN, 2010), juvenil do Flamengo, Ferroviário-CE, ABC, América, Fortaleza, Botafogo/PB, Baraúnas e Treze.

O também identificado Triel (Sebastião Alves do Nascimento), zagueiro, foi do alviverde Goiás e do rival alvirrubro Vila Nova, ambos da capital Goiânia.

Estes três não estão na ficha técnica do jogo Baraúnas 1 x 0 São Cristóvão, gol de Nélio (contra), numa quinta-feira (14/2/1974).

O xará do "Furação da Copa" em Mossoró (II)

Jogadores do São Cristóvão FR (RJ)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia restaurada por inteligência artificial (IA) da original existente na sala de troféus, que conta a história do São Cristóvão de Futebol e Regatas, possibilita o esclarecimento necessário para tirar a dúvida do repórter.

A foto havia sido feita antes do atacante Jorge Luiz Sena, artilheiro revelação na época, começo dos anos 70, se apresentar ao Atlético de Madrid como contratado do clube espanhol.

A imagem, segundo a fonte, é referente a momentos antes da vitória do clube carioca sobre o Ferroviário mossoroense (0 x 3).

Na foto: roupeiro Toninho, diretor Cândido e entre os jogadores Nélio, Pandeirinho, Paulo César, Sena, Joel, Neném e Jairzinho (filho do Jair Rosa Pinto).

A fonte é o historiador Paulo Jorge: do departamento de comunicação do São Cristóvão.


O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (I)

"Copacaba" (quarto em pé) foi do Flamengo e veio do Ferroviário/CE para o ABC

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Uma rara imagem do São Cristóvão estava guardada há um bom tempo por um motivo: a presença no elenco de um jogador com passagem pelo ABC e América.
O zagueiro capixaba Joel Pereira Ribeiro (Vitória/ES, 27/2/1952 - Natal/RN, 25/1/2010), chamado de "Joel Copacabana".
Seria a primeira motivação para uma específica reportagem sobre a estadia dele no alvinegro e alvirrubro.
Porém foi a observação para esclarecimento de uma dúvida que alçou a fotografia de todo o elenco de 1972 a condição de importante pista.
Não lembro onde li ou escutei que o atacante "Jairzinho" do clube alvo do bairro carioca seria o botafoguense Jair Ventura Filho.
Aquilo ficou na minha cabeça e tentei averiguar ao menos uma vez, sem sucesso, tal "informação".
A elucidação do caso cai na bacia das almas do repórter, digamos, por um acaso, nestas aparições futebolísticas de rede social.
Quando um internauta comenta sobre outra foto do elenco visitante no banco do demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira.
Referente as exibições do "São Cri-Cri" (fevereiro/1974) contra o Ferroviário e Baraúnas, para quem o clube do Rio de Janeiro perde: 1 x 0.

FONTES 
No Ataque
O Gol
Diário de Natal
Tribuna do Norte

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Como já indicado o atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) aparece no alvinegro Palmeiras Sport Club, três dias após a fundação (21/2/1918) participa do primeiro jogo (6 x 0 Flamengo), e na última semana de agosto do mesmo ano já não entra mais em campo.

Inclusive o jornal da capital do Estado da Paraíba, "O Norte", noticia que ele é um dos desfalques na segunda partida decisiva da Taça Paraíba contra o Royal.

A situação é indicativa de que o atleta estaria fora da cidade e coincide com a época em que se torna campeão do Torneio Início (1919) pelo América de Natal.

O apelido, derivado do gentílico "potiguar", não mais é citado no periódico da então cidade de Felipeia (João Pessoa a partir de 1930) ao menos até 1920.

A relação do "Poty" com o pioneirismo do futebol paraibano reaparece com a reportagem inédita do site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Melo.

Com este título: "America Foot-Ball Club (rubro-negro) – João Pessoa (PB): Bicampeão Paraibano em 1923 e 1925".

Não como jogador, mas como o árbitro de um jogo decisivo envolvendo o time americano e o Cabo Branco.

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VI)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Entre a fundação na última semana de fevereiro e o mesmo período de agosto de 1918 o alvinegro Palmeiras Sport Club, da capital paraibana, havia realizado 11 jogos com sete vitórias, dois empates e igual número de derrotas, diz O Norte (domingo, 25/8).

Nesta mesma data da edição dominical o jornal informa que o Palmeiras e o Royal haviam empatado sem abertura de contagem e nesta mesma tarde decidem a posse da "Taça Paraíba", oferecimento do "senhor" Luiz Spinelli, com o resultado de 1 a 0 em favor do alvinegro.

Na seção "O Dia Esportivo" (quarta-feira 28) o impresso da capital Felipeia (João Pessoa a partir de 1930), informa que ao jogo no campo "do Roggers" não comparecem dois titulares palmeirenses, entre eles "o pavoroso Poty" (Arnaldo Costa e Silva).


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Goleiro campeão carioca pelo Vasco ganha documentário


Filme sobre paraibano criado na região metropolitana da capital potiguar estreia nesta semana

O documentário "Miguel de Lima – goleiro de dois mundos" vai ter estreia neste sábado (29), às 16 horas, no Solar do Ferreiro Torto, em Macaíba, em exibição com entrada franca.

Com uma hora e vinte minutos, idealizado pelo jornalista Osair Vasconcelos e com direção de Vitor Marinho, conta a vida de Miguel Ferreira de Lima, que chegou a Macaíba criança, lá se tornou goleiro, jogou pelo Cruzeiro local, e atuou no Santa Cruz e Alecrim, em Natal, até transferir-se para o Vasco da Gama.

Em 1958, apenas quatro anos depois de sair de Macaíba, Miguel tornou-se campeão carioca, na disputa que entrou para a história do futebol brasileiro como o Super-supercampeonato. O título vem da série de jogos entre Vasco, Flamengo e Botafogo, repetidos à exaustão, até a equipe cruzmaltina superar os adversários.

Neste campeonato, Miguel de Lima, apesar de recém-chegado a São Januário, substituiu ninguém menos do que Barbosa, o goleiro da seleção brasileira na Copa de 1950.

Osair e o filho Vitor Marinho formam uma dupla
dinâmica na cinematografia potiguar

A partir daí, o goleiro macaibense consolidou a carreira no Vasco e, pouco depois, iniciaria a carreira internacional: Deportivo Cali e Milionários, na Colômbia; FC Köln, na Alemanha e Saint Louis Star, New York Generals e Cosmos, nos Estados Unidos.

No Cosmos, Miguel atuou como treinador de goleiros e tornou-se amigo de astros como Pelé, Beckenbauer, Neeskens, Carlos Alberto Torres, Chinaglia e Romerito. 

Miguel de Lima foi também treinador em outras equipes norte-americanas e olheiro que descobriu grandes nomes do futebol nos Estados Unidos. Também organizou uma escolinha de futebol que se tornou famosa nos Estados Unidos e no Brasil, para onde trouxe muitas equipes de adolescentes para treinarem junto a clubes como o América de Natal.

Uma marca de Miguel em relação a Macaíba é que, mesmo no auge da fama, nunca deixou de visitar a cidade quando vinha ao Brasil.

Atualmente, Miguel vive em Pensacola (Flórida), junto com a esposa, Graça, cercado pelos filhos e netos. Seu nome consta do Hall of Fame da Saint Louis University como um dos 56 jogadores estrangeiros que implantaram o soccer (como o nosso futebol é chamado pelos norte-americanos) nos Estados Unidos.

O documentário levou quatro anos para ser finalizado. O roteiro se baseia numa entrevista de Miguel gravada em Natal e traz depoimentos de amigos do goleiro.

A realização do filme reuniu uma equipe de 13 profissionais. Além da reprodução de imagens cinematográficas da época, fotos de jornais e revistas dos lugares onde Miguel atuou, o documentário mostra imagens recentes gravadas com o goleiro em Macaíba e depoimentos de entrevistados nos Estados Unidos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (V)

Antonio Fernandes Bióca entrevistado pelo
professor e historiador Mário Vinicius Carneiro
(autor de dois livros sobre o Treze) em 1995

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O alvinegro Palmeiras Sport Club é fundado na quinta-feira (21/2/1918) e com o primeiro quadro três dias depois goleia na domingueira (24) o "Flamengo" (6 x 0).

A estreia é noticiada na seção "O Dia Esportivo" em O Norte (terça-feira, 26) com assinatura do redator de codinome "Petiot", o similar do "Chantecler" potiguar (Salomão Filgueiras) em A República.

Como goleiros duas figurinhas que se tornariam bastante conhecidas na histórias da imprensa e do esporte paraibano nas décadas seguintes: primeiro o depois jornalista e dirigente esportivo Anchises Gomes (Palmeiras).

O segundo, Antonio Fernandes Bióca (Campina Grande, 23/5/1894 - João Pessoa, 20/2/1996), viria a ser um dos principais mentores da fundação do Treze de Campina de Grande (1925).

O atacante "Poty" entra em campo no jogo inaugural. Seria o mesmo atleta amador campeão do Torneio Início ou preliminar pelo América de Natal em 1919?

Ele aparece ainda em pré-escalação para um amistoso com o alvo anil e bem depois alvirrubro Cabo Branco (domingo, 14/4).

E como capitão convoca os atletas para treinos, manhã e tarde, primeiro e segundos quadros, no campo "dos Macacos" (sexta-feira, 3/5).


FONTES

O Norte

Jornal da Grande Natal

Retalhos Históricos de Campina Grande

Treze FC

Wikipedia


Jogador americano como árbitro na capital paraibana (IV)

Palmeiras Sport Club de João Pessoa/PB campeão paraibano pela segunda vez em 1921


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O extinto alvinegro Palmeiras Sport Club de João Pessoa/PB nasceu (21 de fevereiro de 1918) quando a capital paraibana ainda se chamava Felipeia.

O clube do "capitão" e atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) começou a disputar as pioneiras competições oficiais e foi até a década de 30.

Campeão no ano seguinte ao surgimento, conquistou mais três títulos (1921, 1933 e 1935) e saiu de cena como vice-campeão paraibano (1937) em decisão com o Botafogo Futebol Clube.

Para se compor o curto histórico do clube palmeirense paraibano o blog verifica na rede informações e imagens esparsas diluídas pelo mutirão de fontes secundárias e pesquisadores:

Júlio Bovi Diogo, Rodolfo Stella Júnior, Sérgio Mello, Guilherme Nascimento, Rodrigo Vitor Dias e José Ricardo Caldas.


FONTES

O Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Automaníacos

Click nos Campeões

Federação Internacional de Histórias de Futebol

Futebol Nacional

História do Futebol

O Gol

Relíquias do Futebol

Wikipedia


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (III)

Arnaldo Costa e Silva, o "Poty", com o troféu do torneio de abertura da temporada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O apelido do atleta amador "Poty", de posição atacante, aparece como "capitão" do alvinegro Palmeiras da capital paraibana, nas edições alternadas em meses do jornal "O Norte".

"Poty" é mencionado em fevereiro, março, abril, maio, julho e agosto de 1918. Não mais em 1919, coincidência, mesmo ano dos dois primeiros títulos oficiais do América de Natal, capital potiguar, gentílico derivativo da alcunha.

Tal peculiar situação de tempo pode ser uma variável importante para se determinar o "Poty" como sendo o mesmo jogador americano campeão do Torneio Início em 16 de fevereiro de 1919 e da competição regular meses depois.

Arnaldo Costa e Silva aparece em duas fotografias, uma no elenco titular acima (color by IA), e uma isolada e também de estúdio (postada anteriormente), publicada na revista carioca "Vida Esportiva".

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (II)

Arnaldo Costa
e Silva com o
troféu como o
capitão do
América/RN
campeão do
Torneio Início
de 1919

JOSÉ VANILSON JULIÃO

É bem provável que se trata de uma incrível coincidência com o nome do segundo-sargento Arnaldo Costa da Silva no jornal "O Norte" (terça-feira, 9/4/1918) na seção "Vida Social" em uma nota de aniversário do militar do 40 Batalhão de Caçadores e responsável pelo alistamento dos futuros recrutas.

Mas a dúvida recomeça com o aparecimento no mesmo ano do apelido "Poty" de um jogador amador de futebol na seção "O Dia Esportivo", sendo o mesmo, idêntico ou parecido nome e alcunha do atleta do América de Natal duplamente campeão de 1919 na temporada sequencial oficial do torneio início e da competição regular local encerrada sem interrupção pela primeira vez na segunda edição.

Este personagem aparece como árbitro de uma decisão campeonato paraibano no primeiro quinquênio dos anos 20 como representante do Brazil FC (campeão em 1914 e 1916), ocasião em que o rubro-negro América da capital do vizinho estado decide um dos campeonatos ganhos (1923 ou 1925) em cima do alvo e azul Cabo Branco (o alvirrubro veio depois).


FONTES

O Norte

História do Futebol

Wikipedia 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (I)

Arnaldo ("Poty"), com a taça do Torneio Início (1919), cinco anos depois estaria apitando uma partida oficial em decisão de campeonato na então Felipeia, a capital do Estado da Paraíba

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao contrário do que muitos pensam o primeiro título do campeonato oficial de 1919 não foi o primeiro título conquistado pelo América.
Após o inconcluso campeonato de 1918 (interrompido pela epidemia da gripe espanhola) a Liga de Desportos Terrestres promove (16/2/1919) o primeiro Torneio Início da história.
Vencido pelo alvirrubro, com vitórias, pelo mesmo placar mínimo, sobre o ABC e do Centro Esportivo Natalense.
O jornal oficial A República informa que o primeiro título oficial da história dos clubes de futebol no Rio Grande do Norte foi bastante comemorado pela torcida rubra.
Na fotografia o capitão do time e atacante Arnaldo da Costa e Silva, apelidado de "Poty", posa com a taça conquistada.
Coincidência ou não o atleta amador americano Arnaldo pode ser o mesmo que aparece como árbitro de futebol em partida oficial de um dos primeiros campeonatos paraibanos.

COMENTÁRIO
Veja caro leitor o que comentei na reportagem em que suponho aparece Arnaldo no site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Mello.
- ...Notei depois de revisitar a reportagem a presença do jogador. Tem foto dele na revista carioca Vida Esportiva com imagens como campeão do Torneio Início.

FONTES
A República
O Norte
Vida Esportiva (RJ)
Memória Rubra/Instagram
História do Futebol
Wikipedia

O seleto grupo dos clubes da faixa diagonal (VI)

Rara imagem do Alecrim Futebol Clube com camisa de faixa do ombro a cintura


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Entre os três mais antigos e principais clubes da capital potiguar dois deles já usaram o designer da camisa com faixa diagonal.

O primeiros deles, o alvinegro ABC, já nos anos 50 entrando na década seguinte do século passado.

Inclusive com o mesmo tema o clube foi alvo de curta série em separado, mas originária da primeira reportagem.

Com este título: "O novo sócio do grupo dos clubes da faixa diagonal" (postada na última semana de julho de 2024).

Em três reportagens ainda são citados o alvo e anil Galicia de Salvador/BA e o Retrô do Recife, considerado o sócio mais recente do clube.

Enquanto o alviverde Alecrim, nascido no bairro do mesmo nome, demora um pouco mais.

E somente vem a utilizar o padrão com a larga lista transversal neste século XXI na temporada de 2006.


O seleto grupo dos clubes com faixa diagonal (V)

O campeão paraibano de 1952, Red Cross, em imagem no jornal O Norte em 1953

Moinho Recife (camisa com a
faixa diagonal) em ação no
campeonato pernambucano
diante do "Pássaro Preto"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Até agora apareceram primeiro na lista preliminar os clubes em atividade que há décadas usam, tradicionalmente e principalmente, o uniforme com faixa diagonal, casos do paulista Ponte Preta. do carioca Vasco da Gama e do paraense Tuna Luso Comercial.

Nesta retomada da série há a observação, pelas imagens existentes, que a maioria inicia com camisas diferentes, conforme o caso, geralmente pretas ou brancas, com o escudo no peito, e somente algum tempo depois passam a incluir a camisa com faixa transversal como uniforme número um ou principal.

Primeiro eventualmente ou, digamos, ocasionalmente, pela pouca visibilidade ou uso no começo da história, e somente depois mais sistematicamente.

Mas há um caso aparentemente muito diferente. O do América de Belo Horizonte, que começa a usar a faixa diagonal logo no primeiro ano de fundação e até o final da década de 40, quando, só então, passa a usar camisa com listras brancas e verdes na vertical, culminando na década de 70 com a cor preta no lugar da tonalidade alva.

Nos 30/50 também aparece usando o modelo diagonal o alviverde pernambucano Moinho Recife. E o alvirrubro paraibano "Red Cross" de João Pessoa.

Ambos aparecem na série sobre o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", com passagem pelo Alexandria (Maceió), Great Western/PE, ABC, Auto Esporte e Botafogo/PB e Bahia de Feira de Santana.

A imagem do Moinho Recife é uma reprodução do Jornal Pequeno da capital pernambucana. A do "Red Cross" ilustra reportagem de O Norte (domingo, 26/7/19/1953), dias depois da conquista do título paraibano, curiosamente com o clube da cruz vermelha, vencedor do returno (já em 1953) com o Botafogo, ganhador do turno.


Até o rubro-negro Caicó Esporte Clube, da cidade do mesmo nome na Região do Seridó (interior do Rio Grande do Norte), usou uma camisa com faixa diagonal. Atesta a imagem da revista semanal carioca Esporte Ilustrado (edição 846, 24/6/1954).

Caicó EC participou do primeiro campeonato interiorano (1954) precursor de competição semelhante nos 60 e do "Matutão" patrocinado pelos Diários Associados do Rio Grande do Norte nos anos 70/80


FONTES/IMAGENS

Diário de Pernambuco

Esporte Ilustrado

Jornal Pequeno

O Norte

Arquivos de Futebol do Brasil 

Globo Esporte/PE

História do Futebol 


domingo, 23 de agosto de 2026

O seleto grupo dos clubes com faixa diagonal (IV)

América-MG (1948): Jorge, Lazaroti, Didi, Tonho, Lusitano, Negrinhao, Hélio, Nadinho, Petronio, Valsechi e Murilinho

Outro exemplo da temporada/1948

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O América de Belo Horizonte contribui com mais duas fotografias, agora da temporada de 1948, ano em que conquista o campeonato mineiro, após o primeiro jejum e começo de uma década sem título da competição estadual.

O alviverde da capital mineira se torna um dos principais exemplos de seis clubes brasileiros que usaram ou utilizam a faixa diagonal no uniforme pelo lembrete de um internauta mineiro (Eduardo), o qual teve como estopim a visualização de outra imagem.

O leitor do blog fez a importante e inusitada observação ao ver uma raríssima fotografia do rubro-negro Sport Clube Recife, campeão pernambucano de 1947 (título decidido em janeiro do ano seguinte), com a camisa branca ostentando faixa vermelha e preta.

A foto do sétimo clube nacional do seletivo grupo das faixas é ilustrativa de uma das reportagens da série inconclusa sobre o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", com passagem pelo ABC de Natal entre novembro/1949 e maio/1951.


O seleto grupo de clubes com faixa diagonal (III)

Outro exemplo do América-MG com camisa de faixa diagonal no ano da fundação. A "pequena" diferença da foto anterior: nesta a faixa desce do ombro direito

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira reportagem da série tardia com o título acima está entre as sete mais visualidas em 11 anos de existência do blog.

Na antiga reportagem inaugural desta sequência (sábado, 10/12/1916) foram citados cinco clubes com a camisa da faixa diagonal.

O argentino River Plate e o espanhol Rayo Valecano (Madrid); o carioca Vasco da Gama, Ponte Preta/SP e Tuna Luso/PA.

Na retomada não é relembrado um exemplo importante: talvez única seleção nacional com faixa transversal: o selecionado peruano.

Desta forma os exemplos de clubes e seleção com a faixa descendo do ombro para a cintura totalizaram primeiro seis.

Na mesma reportagem se chega a sete times com um clube que leva na língua original o nome da capital polonesa: "Warsawa".

Agora são sete clubes, com o América/MG (observação do leitor mineiro Eduardo), e mais a seleção do Peru se chega a oito.

E tem mais exemplos com clubes nordestinos ativos, desativados, licenciados ou extintos, em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

O seleto grupo dos clube com faixa diagonal (II)

O América de BH (MG) usa camisa com faixa diagonal logo no primeiro ano da fundação

JOSÉ VANILSON JULIÃO

"O seleto grupo dos clubes com faixa diagonal": o título é o mesmo da primeira reportagem sobre o curioso tema, por isso a numeração em algarismo romano pela sequência tardia, mas lógica e oportuna.
Na ocasião (sábado, 10 de dezembro de 2016), no segundo ano de abertura do blog, o repórter havia mencionado poucos clubes que usavam e usam a faixa transversal na camisa, seja da esquerda para direita ou vice-versa.
Neste caso são citados apenas os que surgiram, sem muito esforço, na memória, como os mais tradicionais com a faixa de cima abaixo do peito.
Entre os exemplos, o que o redator considera entre os mais conhecidos ou famosos no exterior e no Brasil:
River Plate de Buenos Aires (Argentina), Rayo Valecano (Espanha), o alvinegro Vasco da Gama (Rio de Janeiro), o também alvinegro Ponte Preta (Campinas/SP) e o alviverde Tuna Luso Brasileiro (Belém/PA).
Agora o assunto ressurge pela observação do leitor fiel Eduardo, das Minas Gerais, ao lembrar o uso da camisa branca com a faixa diagonal verde, do América Futebol Clube, de Belo Horizonte (MG), logo nos primeiros anos de fundação.


sábado, 22 de agosto de 2026

Atacante "Caveirinha" reaparece no Auto Esporte/PB

Estádio da Graça antes da última reforma
a mando da Prefeitura de João Pessoa/PB

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O "Diário Natal" (20/5/1951) noticia a dispensa e entrevista o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha".

Após a saída do ABC o atacante reaparece no segundo semestre do mesmo ano em João Pessoa, capital paraibana.

Está em ação no amistoso doméstico Treze 2 x 0 Auto Esporte no Estádio Presidente Vargas em Campina Grande (domingo, 28/10).

Também no amistoso interestadual Auto Esporte 1 x 0 América/RN, no Estádio Leonardo Vinagre da Silveira (quinta-feira, 15/11).

Antes América 0 x 0 Botafogo/PB. No mesmo campo do Bairro Cruz das Armas, chamado ainda Estádio da Graça (quarta-feira, 14).


FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Ponta-direita "Caveirinha" no último amistoso pelo ABC

Elenco do Náutico posa durante os preparativos para a excursão ao Norte e ao exterior

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", participa do último amistoso interestadual pelo ABC na última semana de abril de 1951 e um mês depois recebe o bilhete azul.

A despedida acontece na tarde dominical (22/4), no Estádio Juvenal Lamartine, diante do Clube Náutico Capibaribe, com derrota do alvirrubro do Recife (4 x 2), com contribuição falha do árbitro João Acioli da Silva, o "Cabo João", antigo atleta amador do ABC e América.

Na quinta-feira (19) América/RN 1 x 1 CNC. A representação pernambucana retornava da excursão pela Região Norte e estendida pela segunda vez ao estrangeiro (a primeira ida em abril do ano anterior), precisamente a cidade de Paramaribo, capital do Suriname, na Guiana Holandesa.

O repórter Hélio Pinto faz um levantamento para o "Diário de Pernambucano": foram 16 jogos com quatro vitórias, cinco empates e sete derrotas. Três vitórias foram no exterior e uma no retorno em Fortaleza. No Pará (Belém) três derrotas e igual número de empates.

Depois de dois jogos na capital cearense, contra Fortaleza e Ferroviário, Portanto, no encerramento da viagem, na capital norte-rio-grandense, um empate na estreia e a derrota diante do alvinegro natalense.


FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Norte

Tribuna do Norte

Futebol 80

Lenivaldo Aragão

Museu Virtual do Futebol

Revista Clássico.com

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

Site indica partidas oficiais do "Caveirinha" pelo ABC

Este seria o escudo do União do
Distrito de Parnamirim com duas
participações no campeonato
potiguares en 1949/50

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além de confirmar os dados pessoais do jogador (naturalidade, datas de nascimento e morte), o recém lançado site dedicado aos clubes potiguares abriga os jogos oficiais do Lourival Clemente Barreto ("Caveirinha") pelo ABC.

O site organizado pelo pesquisador mineiro radicado em Natal, Vítor Rodrigo Dias, também relata o ponta-direita alagoano no único clássico em final do campeonato estadual: 0 x 1 América (quinta-feira, 22/11/1949).

Os demais jogos na temporada de 1950, todos pelo segundo turno, somam as quatro partidas: 2 x 0 Clube Atlético Potiguar (quinta-feira, 19/11), 2 x 2 União/Parnamirim (domingo, 30/11) e 4 x 0 Alecrim (domingo, 17/12).

Nenhum dos amistosos interestaduais, os dois primeiros em novembro/1949, contra Treze de Campina Grande e Sport Recife, tampouco dos anos seguintes com forasteiros e os domésticos até maio de 1951 são relacionados.

O novo site dedicado ao futebol do Rio Grande do Norte tem o seguinte nome de fantasia no endereço eletrônico: "POTYBOL": https://potybol.pages.dev/

Pelo ABC "Caveirinha" enfrenta América só duas vezes

Dirigentes e a equipe no Torneio Início (11/9/1949), no Estádio Juvenal Lamartine, no Tirol, ainda sem o ponta-direita "Caveirinha"/ABC/Acervo Carlos Magno Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após os amistosos interestaduais de apresentação em novembro/1949, frente o Treze e Sport Recife, o atacante Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", enfrenta o América/RN duas vezes, a primeira em jogo de campeonato estadual e o segundo em partida de tempo diminuto por um torneio amistoso.
O primeiro jogo acontece na decisão da principal competição potiguar com vitória americana pelo placar mínimo, gol do atacante Pedro "Bala", aos 9/1 (quinta-feira, 22 de dezembro de 1949).
Em seguida o alagoano participa da eliminação do RN no campeonato de seleções estaduais pela Paraíba em janeiro/1950.
Na sequência é escalado para amistosos do ABC contra o Madureira, inclusive como titular de um combinado entre os dois rivais, o alvinegro e o alvirrubro, novamente como adversário o clube suburbano carioca.
Depois de outra curta sequência de amistosos domésticos, "Caveirinha" aparece no torneio amistoso beneficente com jogos de 40 minutos em só dia (domingo, 9/4).
Com a arrecadação destinada ao zelador do Estádio Juvenal Lamartine, Manoel Francisco do Nascimento, o "Seu Baía". Participam da competição União (Parnamirim), Santa Cruz/RN, América e ABC.
O tricolor elimina a representação distrital, o alvirrubro passa pelo alvinegro (0 X 0 e vence nos tiros livres) e na decisão o time americano vence o Santa Cruz (3 x 0).
Ainda em abril a imprensa informa que ele é afastado por deficiência técnica e não participa dos dois clássicos, vencidos pelo América (dias 16 e 20), pelo "Torneio Fantasmas do Nordeste".

quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Fotografia rara do CRB com o ponta-direita "Caveirinha"

Clube de Regatas Brasil (1948): Bandeira, Luiz Ramos, Pedrosa, Divaldo, Carcará, Miguel Rosas, Caveirinha, Dolival, Zé Maria, Dario e Carlos Santa Rita/Acervo: Lauthenay Perdigão

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Acostumado a reportar sobre personalidades ou eventos esportivos de outrora, em série de reportagens inéditas, admito que me surpreendeu a sequência com o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha".

Eu não esperava que a pesquisa para matar a curiosidade sobre o portador do exótico apelido poderia render tanto. Iniciado na terça-feira (11/8) o levantamento completa dez dias nesta sexta-feira (21).

Faltando quatro dias para completar duas semanas os dados e informações coletados resultam a reportagem número 25 com o futebolista nascido em Maceió (1925) e falecido em João Pessoa (2008).

A reportagem é consumada pelo achado da imagem do jogador em mais um clube, agora o oitavo, na carreira de quase dez anos, o alvirrubro Clube de Regatas Brasil, do famoso acrônimo CRB, da capital das Alagoas.

"Caveirinha" aparece no "Galo da Pajuçara" após a decisão do campeonato (1947) em março/abril de 1948, quando faz um gol em cada um dos três jogos com o Barroso, duas vitórias (o Alexandria perde os pontos da primeira) e um empate.

O campeonato de 1948 começa em junho e o "Cerrebê" é vice-campeão em decisão com o Santa Cruz, campeão pela segunda vez, a primeira em 1945. O Alexandria não participa neste ano.

Era o elo que faltava entre as finais com o Barroso e a ida para o futebol pernambucano no primeiro quadrimestre de 1949. E a chegada no ABC em outubro deste mesmo ano.


FONTES/IMAGEM

Arquivos de Futebol do Brasil

História do Futebol

Museu Virtual do Futebol


"Caveirinha" é campeão pela segunda vez no RGN

Charge de Ivan Cabral ("Diário de Natal")
em que o elefante aparece pela primeira
vez (1997) como mascote do ABC/Acervo:
Blog de Marcos Avelino da Trindade

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Antes de se transferir para o Great Western o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", ainda participa do amistoso Moinho Recife 0 x 1 Ibis (sábado, 16/7/1949).

Com isso soma quatro partidas pelo alviverde Moinho: três oficiais (primeiro turno do Pernambucano) e o jogo fraterno. Ao todo, em cinco meses, são cinco, incluindo o do returno pelo Great Western.

É com este cartel, mais os quatro gols pela competição oficial, que chega em para defender o ABC em amistosos interestadual e a reta final do campeonato local, decidido em favor do América.

"Caveirinha" havia sido campeão alagoano pela temporada de 1947, concluída em abril do ano seguinte, não evita o bi americano, mas em 1950 coloca a terceira faixa no peito como campeão potiguar pelo ABC.

Aparentemente a carreira continuava satisfatoriamente até a operação dos meniscos em um hospital particular da capital do RGN entre maio/junho do mesmo ano e antes de encerrar a temporada.

"Caveirinha" é co-artilheiro da equipe no Pernambucano

"Caveirinha" fez até gol no clube do "Pássaro
Preto", considerado o "pior time do mundo"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em cinco meses o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto (1925 - 2008), o "Caveirinha", entra poucas vezes em campo pelo campeonato pernambucano de 1949.

A breve pesquisa levanta quatro jogos: três no primeiro turno pelo Moinho Recife. E um no returno pelo Great Western.

A saber: 5 x 0 Flamengo (quinta-feira, 9/6), 4 x 0 Íbis (domingo, 26/6), 0 x 3 Great Western (domingo, 10/7), pelo alviverde Moinho, e pelo tricolor Great Western 0 x 3 Náutico (domingo, 11/9).

Apesar do reduzido número de participações na competição logo na primeira partida ele demonstra aptidão e oportunismo, quando marca dois gols (primeiro e segundo tempos).

O Jornal Pequeno menospreza o resultado: - Até para o onze do Moinho Recife o Flamengo perde a zero. E conclui: "10 goals em duas partidas".

No jogo seguinte, a semelhança do primeiro, o extrema "Caveirinha" marca mais dois, um em cada tempo.

No final do turno a imprensa publica as estatísticas e o atacante aparece como artilheiro principal do Moinho ao lado do companheiro "Magro". Damata completa os nove gols da equipe.


FONTES

Diário de Pernambuco

Jornal Pequeno

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

Os gols do Flamengo contra o Combinado "Botauto"

Combinado Auto Esporte-Botafogo com a camisa do Red Cross. O goleiro pernambucano Brasil, o potiguar "Dico Gavião" (terceiro em pé), o ponta-direita "Caveirinha" e o ponta-esquerda "Dengoso" (color by IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além das presenças de três jogadores (o goleiro, um zagueiro e o ponta-direita) com parte da carreira na capital do Rio Grande do Norte, o Combinado que venceu o Flamengo (3 x 2) no Estádio do Cabo Branco (domingo, 11/5/1952), no bairro do Jaguaribe, conta com curiosidade e controvérsia.

Primeiro o inusitado e curioso: inicialmente o amistoso interestadual é anunciado com o selecionado paraibano. Mas posteriormente fica decidido a formação do Combinado com elencos do alvirrubro Auto Esporte e do alvinegro Botafogo (ambos de João Pessoa).

O time jogaria com o uniforme da seleção, mas devido as cores rubro-negras (da bandeira do Estado) com o clube carioca a solução é utilizar a camisa branca com escudo vermelho do Red Cross (Cruz vermelha), que em janeiro de 1953 se torna campeão da Paraíba em decisão com o Botafogo.

A controvérsia refere-se as autorias dos gols do Flamengo. Envolvendo fontes primárias (jornais da época: um carioca e um nordestino) e secundárias (um livro em forma de Almanaque e midia eletrônica: blogue e site).

O repórter Avelino Dias (Rádio Continental) para o Jornal do Brasil com serviço da ASApress (a já mencionada Agência Sul-Americana de Notícias) e o repórter Normando Filgueiras, para o jornal da cadeia Associada na capital paraibana, O Norte, indicam o paraguaio Jorge Duílio Benítez Candiá como autor dos gols.

O redator fica com quem acompanhou in loco o inédito evento esportivo, mas o paulista Mário Fuzaro, apelido Genê, é apontado como autor de um dos gols, o segundo na etapa final, pelo Diário de Pernambuco, Almanaque do rubro-negro, um blog flamenguista e um site especializado em estatísticas do futebol.

Outro conflito de informações tem como pivô a arbitragem central: a concreta é de que ficou a cargo do pernambucano Argemiro "Sherlock" Felix. Entretanto fonte diversa declina Francisco Lemos,  outro erro, na verdade Francisco Lamas, potiguar que apita dias antes Santa Cruz/RN 1 x 3 Flamengo.


FONTES

Almanaque do Flamengo

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Norte

Tribuna do Norte

Jornal do Brasil

Flamengo Alternativo

FlaEstatísticas 

Futebol 80

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Uma fotografia rara com o atacante alagoano "Caveirinha"

O goleiro Brasil com a camisa da FPF (Federação Paraibana de Futebol) e o ponta-direita Caveirinha e companheiros com a camisa do Red Cross na representação do combinado Auto Esporte/Botafogo no amistoso com o Flamengo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nesta longa sequência sobre Lourival Clemente Barreto (1925 - 2008), o "Caveirinha", cuja fisionomia é vista inicialmente em diferentes fotos ilustrativas para três reportagens, da época do clube Alexandria de Maceió (Alagoas), a procura de alguma novidade se concentra em mais uma imagem diferente.

A ideia era fazer uma nova varredura na rede, mas acabou não sendo necessário. Um estalo fez o repórter verificar se o apelido havia sido mencionado em outra reportagem específica em que o ponta-direita aparece como coadjuvante.

Não deu outra. Ele está na extrema direita do combinado Auto Esporte-Botafogo, o alvirrubro e então alvinegro (agora tricolor), que venceu o Flamengo do Rio de Janeiro em amistoso na capital paraibana: 3 x 2 (domingo, 11/5/1952).

A imagem refere-se a reportagem "Combinado com zagueiro americano derrota o Flamengo" (sábado, 9/12/2023). Com a legenda: - Brasil (goleiro), Dico (terceiro) e Caveirinha (ponta-direita) com a camisa do Red Cross e os elencos do Auto Esporte e Botafogo de João Pessoa.

A reportagem tinha, entre outros detalhes das circunstâncias do jogo, as participações do goleiro pernambucano Brasil Alves Feitosa, com passagens pelo ABC, América e Alecrim (segunda metade da década 40 começo de 50); do zagueiro potiguar Raimundo Gomes Soares, o "Dico" (natural de Pedro Velho/RN); e o próprio Caveirinha, desde o ano anterior atleta do Auto após sair do ABC.

Falece antigo jogador e massagista do Potiguar/Mossoró

Antonio Ibiapino de Souza como camisa nove do Salinistas de Mossoró


D
esde o segundo semestre do ano passado Antonio Ibiapino de Souza vinha enfermo, esteve internado em hospital de Mossoró, recebeu alta e estava sendo acompanhado em casa por uma equipe médica especializada e os cuidados da filha Maria Lúcia.
Mas ontem o querido Ibiapino, pelos companheiros do mundo do futebol, veio a falecer. Sepultamento hoje (ver comunicado ao lado).
O blog acompanhou o tratamento e as campanhas em favor de Ibiapino, sempre informado pelo vice-presidente da Associação de Garantia dos Atletas Profissionais (AGAP/RN), o professor Onesimar Fernandes Carneiro.
Ele era irmão do atacante Zezinho Ibiapino Filho (falecido em 2014), que fez sucesso nos anos 50/60 no ABC, futebol paraibano (Treze e Campinense), Náutico e no Ceará Sporting.
Potiguar (1983/84): Ibiapino (massagista), Tiquinho (falecido), Marinho, Onesimar Carneiro, Ananias, Jocelito, Luciano, Valter (falecido), Carlinhos (filho do treinador Rene Dantas), Magno (falecido), José Augusto (ex-Alecrim e ex-Baraúnas) e Genilson


terça-feira, 18 de agosto de 2026

"Caveirinha" é alvo de notas na imprensa nordestina

Fundado em 1945 o Potiguar do então distrito de
Parnamirim venceu o Torneio Municipal de 1948

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Os cinco meses que o ponta-direita Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha" (Maceió/AL, 1925 - João Pessoa/PB, 2008), passou na capital pernambucana, como jogador do Moinho Recife e depois do Great Western, foram suficientes para alavancar a carreira restrita a sete clubes de quatro capitais e mais uma cidade do interior em cinco Estados nordestinos.

Com isso, em quase dez anos de atividade no futebol, ele passou a aparecer nas reportagens da imprensa, principalmente em jornais de quatro capitais regionais: Maceió (Alagoas), Recife (Pernambuco), Natal (Rio Grande do Norte) e João Pessoa (Paraíba).

E até na capital maranhense, no Diário de São Luiz, por meio dos serviços da "ASApress" (Agência Sul-Americana de Notícias), surgida no Rio de Janeiro (1942) e ativa até ao menos 1966, arrendada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A primeira nota aparece na edição dominical (3/7/1949). Datada do dia anterior informa a chegada do recém contratado ao Moinho Recife (com atraso: em junho está em ação no campeonato). Curioso: aparece outro "Caveirinha" na edição da quarta-feira (5) do futebol "amador" local.

E na sexta-feira (8) a segunda nota diz que retorna das férias em Maceió, mas vinculado ao Great Western. A mais interessante de todas é última (quarta-feira 28/8): no mesmo dia da edição "Segue para Natal o ponta "Caveirinha" com o fim de defender o Potiguar (Parnamirim).

Mas ele aparece mesmo é no ABC da capital, Natal, para permanecer até maio de 1951, e procurar a estrada rumo a João Pessoa.

As fotografias do goleiro Valdir Appel no Alecrim

Alecrim (segundo semestre/1974): Valdir, Chico Amorim, Batista, Ticão, Gonçalves, Carlinhos, Tiquinho, Marcos Pintado, Américo, Teles e Betinho

Valdir, Carlindo, Lambari, Ivan Xavier, Geneci, Carlão, Américo,
Pintado, Petinha, Teles e Betinho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Recentemente usei uma fotografia do Alecrim FC para ilustrar a reportagem "Pesquisador mineiro cria novo site sobre futebol potiguar" (quinta-feira, 12/8/2026).

No caso organizado por Rodrigo Vitor Dias, radicado em Natal há pelo menos sete anos, com este endereço eletrônico: https://potybol.pages.dev/

A imagem do clube alviverde natalense é em preto e branco. E na ocasião somente conseguir identificar o goleiro catarinense Valdir Appel e o meia-direita Marcos Pintado.

Não achei justo e fui buscar a identificação dos apelidos ou nomes dos outros nove jogadores. Para dar roupagem nova o blog se vale da inteligência artificial para colorir a camisa esmeraldina.

A mesma foto original pode ser vista em outros sites e blogs. Existem outras duas fotos com o catarinense Valdir, com passagem pelo Paysandu de Brusque (SC), América/RJ, Vasco da Gama, Sport Recife, Alecrim, América/RN, Bonsucesso, Volta Redonda, CEUB/DF e outros.

O lateral Chico saiu do América para o ABC, pelo qual disputou o I Torneio Estadual (competição explicada em reportagens anteriores), e reforça o esmeraldino no segundo semestre durante o campeonato estadual.

IMAGENS: Anotando Futebol, Arquivos de Futebol do Brasil, Esquadrões de Futebol, Zé Duarte e Valdir Appel



segunda-feira, 17 de agosto de 2026

A fotografia do ABC no jogo da classificação

O redator desafia o torcedor abecedista a achar em um piscar de olhos o artilheiro do time, Wallyson Ricardo, nesta imagem antes do jogo com o Nacional de Manaus


Assim como me chamou a atenção a fotografia do América/RN no jogo da eliminação da competição nacional em Brasília, a imagem do ABC antes do jogo contra o Nacional na Arena das Dunas, com a vitória de 1 a 0, o da classificação para uma das semifinais da Série D, perante o Uberlândia da cidade mineira do mesmo nome, também atrai o repórter para o mesmo detalhe: a impossibilidade de identificação dos atletas de uma tacada só.
A diferença: no jogo contra o Gama (Distrito Federal) conta somente com os 23 atletas. Esta do alvinegro contabiliza o mesmo número de atletas, os 11 titulares mais os reservas, e a "Multidão" é completada com 11 membros da comissão técnica, incluso massagista, médico, preparador físico e o treinador, não poderia faltar, Waguinho Dias.
Para quem não lembra, não faz muito tempo, o técnico podia fazer três substituições, agora são cinco.
Além disso o repórter fotográfico tem que ajustar o foco para ajustar a lente ou diafragma para aparecer a placa do anunciante oficial da quarta divisão como comparsa da CBF.
Prometo não voltar ao tema ou assunto tão enfadonho. (Figas...)

Datas das semifinais e "play-offs" da Série D

ABC pode vencer uma competição nacional
pela segunda vez na história. Em 2010 levou
para a sede o troféu da Série C. O rival
América foi campeão da quarta divisão
em 2022, mas caiu novamente em 2023

A CBF divulgou na noite desta segunda-feira (17) as tabelas das semifinais e d
os playoffs da Série D.

Uberlândia x ABC e ASA x Gama jogam dias 22 (sábado) e 23 com as voltas dia 30 (domingo).

Quem avançar disputará o título do torneio. O quarteto já garantiu acesso à Série C.

Os playoffs de acesso decidirão dois classificados à Série C. O São José enfrenta o Goiatuba, enquanto o Nacional o CSA.

Os duelos de ida dias 26 e 27 e os de volta em 2 e 3 de setembro respectivamente.