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sábado, 6 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (VII)

Sport Clube Recife (1961): Bria, Alemão, Manga (ex-Santos), Tomires, Nenzinho, Laxixa, Traçaia, Djalma Freitas, Osvaldo, Bentancor e Newton Adrião 

Zéu Palmeira entrevistado em Patos/PB

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pela identificação do nome completo e com o histórico no futebol é claro que o antigo atleta amador, árbitro e treinador pernambucano José Mariano Carneiro Pessoa, coincidência, apelidado de "Palmeira", não tinha parentesco com o vice-presidente administrativo do SC Recife, Antônio Alexandrino Palmeira e o jogador do Esporte de Patos, Zé Palmeira.

O apressadinho do redator não leu toda a reportagem de uma das fontes secundárias locais encontradas na rede e deixou de averiguar no começo da série inédita que o Antônio e o Zéu, aí sim, eram parentes bem próximos; irmãos de carne, osso e sangue, como diz o sertanejo.

Além disso o aloprado pesquisador não prestou atenção que ao digitar os nomes no buscador o primeiro deles provavelmente aparece como nome de rua na cidade paraibana de Patos, mais um "Manoel Alexandrino Palmeira", certamente familiar com proximidade.

Desta forma pode se explicar a presença do rubro-negro pernambucano na cidade para o amistoso Sport 1 x 1 Esportes/PB (domingo, 2/9/1962), depois de vencer o Treze em Campina Grande, 2 x 0, na quinta-feira (30//8). O dirigente e presidente da delegação era natural de Patos.

E foi o empresário Antônio Palmeira quem imprensou o treinador para colocar no segundo tempo o arredio caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS no ataque do Sport, que desaparece sem entendimento para um teste definitivo no Recife.

A seguir os jogadores rubro-negros de importância na partida: o uruguaio Raul Higino Bentancor Ferraro (autor do gol), o gaúcho Olavo de Souza Flores ("Sarará"), saiu para entrar Chagas, e o ponta-esquerda Elcy Goulart de Freitas.


FONTES/IMAGENS

Diário da Manhã 

Diário de Pernambuco

Esporte do Vale

Folha Patoense

Jordan Bezerra

Zé Duarte


sexta-feira, 5 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (VI)

Zéu Palmeira (circulado) jogou no Esporte Clubes de Patos dez anos (1952/62)

Zéu Palmeira, antigo atleta do "Patinho"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ele está na escalação do jogo Esporte de Patos 1 x 1 Sport Recife (domingo, 2/9/1962) como apenas "Zeu", mas o redator acrescentou, por conta própria, assim: "Zeu Palmeira".

Depois de verificar na pesquisa a importância do personagem e as coincidências (?) do sobrenome com o apelido do treinador e com o nome do vice-presidente administrativo do clube pernambucano.

O homem, além de jogador de futebol amador, foi um dos fundadores do alvirrubro, comerciante de calçados, e ainda encontrou tempo para se dedicar a política como deputado estadual (1963/66).

É um dos quatro atletas, além de outros três do rubro-negro recifense, que presenciaram a aparição do caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS pelo grêmio visitante.

Os demais a serem abordados são o meia "Sarará" (deu lugar ao norte-rio-grandense), o uruguaio Bentancor (autor do gol de empate do Sport) e o ponta-esquerda Elcy, tido como autor do gol.

Zéu Palmeira (2/1/1931 - 8/1/2019) ainda teria entrado em campo pelo Treze de Campina Grande e Clube Náutico Capibaribe do Recife.


FONTES/IMAGENS

Diário de Pernambuco

Blog Jordan Bezerra

Esporte Clube de Patos

Esporte do Vale

Folha Patoense

Fonte 83

História do Futebol

Globo Esporte


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (V)

O pernambucano Nelson Bento de Oliveira, o cearense Lourálber Pereira Monteiro e Evandro Ferreira no Estádio Presidente Vargas/Revista do Esporte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jogo interestadual Esporte 1 x 1 Sport Recife (domingo, 2/9/1962) é histórico por ser a primeira exibição do clube recifense em Patos.

O rubro-negro faz o segundo e último amistoso na cidade quatro anos depois: Nacional 2 x 1 (quarta-feira, 23/3/1966).

Diante do quadro o repórter separa cinco personagens considerados interessantes que presenciaram o caicoense CHAGAS desfilar categoria no interior paraibano.

Além de três jogadores do Sport e ao menos um do Esporte o blog destaca o árbitro pernambucano Nelson Bento de Oliveira, que começou a apitar em campeonato suburbano e passou em teste da Federação com mais dois colegas.

A única imagem dele é encontrada na publicação semanal carioca REVISTA DO ESPORTE (9 de maio de 1964) em reportagem na qual não se trata do personagem central: - O melhor juiz do Nordeste quer apitar jogos no Rio.

O cearense Louralber Pereira Monteiro, que começou em Pernambuco, sendo então o mais jovem árbitro do país, é o entrevistado antes de Fortaleza 3 x 1 Nacional, no Presidente Vargas, pelo Campeonato cearense (29/3/1964)...

Fortaleza e Nacional (coincidência com o homônimo paraibano) jogaram mais duas vezes: em junho e no segundo semestre.

Para encontrar a data exata do primeiro jogo foi só retroagir a partir do dia da edição do impresso do Rio de Janeiro.



O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (IV)

Formação contra o Nacional de Patos: Lucine, Celimarcos, Calado, Vavá, Toinho, Galego Chico, Rômulo, Mário Lemos, Nêgo, Joquinha e Nino

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A cobertura do enviado especial do Diário de Pernambuco (terça-feira, 4/9/1962), Viriato Rodrigues, para o amistoso interestadual Esporte/PB 1 x 1 Sport/PE (domingo 2), rende duas reportagens e duas notas secundárias.

O caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS entra nos minutos finais do segundo tempo em lugar do meia-direita Sarará e dá o passe para o ponta-esquerda carioca Elcy marcar o suposto gol do visitante no campo do "Ginásio".

O Estádio Municipal José Cavalcanti viria a ser inaugurado com o amistoso doméstico envolvendo o clássico local (redundância proposital), o alvirrubro Esporte 1 x 2 o alviverde Nacional (29/11/1964), gols de Nêgo e Dissor (dois).

O vice-presidente administrativo do rubro-negro Sport Clube Recife estranhou o sumiço ou desaparecimento inesperado do jovem Chagas para acertar o teste definitivo, provavelmente com um estadia de meses fora do RN.

O atacante Sales inaugura o placar no primeiro tempo. E o atacante uruguaio Bentancor, com chute violento, iguala aos 14 da etapa complementar (a fonte primária diverge da secundária).

Devido o adiantado da hora, quase noite, o árbitro pernambucano Nelson Bento de Oliveira, que acompanha a delegação rubro-negra, encerra 23 minutos antes dos 90 minutos regulamentar.

A situação gerada pelo presidente Juscelino K. de Oliveira, esperado para o pontapé inicial (15h45), chega atrasado (16 horas) e não comparece ao campo. Os auxiliares do juiz central: Pedro Correia e Juarez Veras.

AS EQUIPES

SPORT: Walter, Sinval, Alemão, Leduar, Tomires, Dodô, Laxixa (Traçaia), Sarará (Chagas), Djalma (Renato), Bentancor (!) e Eloy.

ESPORTE: Canário, Necildo, Perequeté, Cícero, Zito, Galego Chico, Sales (Mazinho), Nêgo, Zéu Palmeira (não é parente nem do dirigente, tampouco do treinador recifense), Arlindo e Aderaldo.


FONTES/IMAGENS

Almanaque do São Paulo

Diário de Pernambuco

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Futuro Sport Clube Recife

Gremiopedia

Lenivaldo Aragão

Manchete Esportiva

O Gol

Revista do Esporte

Revista da Semana

Rildo Tomaz da Silva

SPFCpedia

Só Esporte 

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Verdazzo

Wikipedia


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (III)

SPORT (1958): Bria, Manga, Osmar, Nicolau, Zé Maria, Nei Andrade, Traçaia, Pacoti, Walter, Soca e Elcy

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois do amistoso interestadual Sport Clube Recife 2 x 0 Treze (quinta-feira,  30/8/1962), em Campina Grande/PB, o rubro-negro da capital pernambucana empata com o Esporte de Patos: 1 x 1 (domingo, 2/9/1962).

Os jogos são reportados pelo enviado especial do "Diário de Pernambuco": jornalista Viriato Rodrigues. Acompanha a delegação o vice-presidente administrativo do rubro-negro, Antônio Palmeira.

O dirigente pernambucano foi quem pediu para o treinador José Mariano Carneiro Pessoa, o "Palmeira" (portanto não são parentes) incluir o amador potiguar no amistoso.

O atacante caicoense Francisco Canegundes das CHAGAS entra no lugar de "Sarará". E dá o passe para o gol do ponta-esquerda carioca Elcy.

A reportagem que traça o perfil de Chagas somente erra num ponto. Provavelmente pela memória e falta de fonte.

O Sport não seguiria para um torneio amistoso internacional dias depois a estadia na cidade de Patos.

Participou da competição em Nova York (Estados Unidos da América) no ano seguinte. São seis jogos entre maio-junho de 1963 (duas vitórias, dois empates e igual númerode derrotas).


quinta-feira, 4 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (II)

Fotografia rara do selecionado tricolor seridoense com o personagem/TV Futbola

O
autor da reportagem publicada na página esportiva de um jornal desconhecido é pródigo em elogios ao desempenho futebolístico do sapateiro caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS.
Do excelente perfil se tira alguns dados pessoais, além da profissão e os nomes dos pais (Joaquim C. dos Santos e Maria Arthemia).
Dona "Binha", a mãe, segundo o repórter incógnito, teria sido a motivação para o atacante amador "fugir" do teste do Sport Clube Recife no começo dos anos 60, depois de participar de um amistoso pelo rubro-negro da capital pernambucana.
O pai, conhecido pelo apelido de "Duda", também foi meia-atacante famoso no futebol seridoense, já era falecido na época da entrevista.
Como o recorte do jornal não dá margem a ampliação das fotos da parede da oficina da sapataria o blog encontra uma rara fotografia divulgada em redes sociais com o Chagas numa seleção caicoense dos anos 60. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (I)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O assunto do dia pode surgir de qualquer lugar na rede.

Pode ser de um portal, site ou blog dedicado ao futebol.

Ou de alguma mídia eletrônica atrelada ao jornalismo impresso.

Como também de um comentário do fiel leitor.

E ainda guardado na memória e algo provoca a lembrança.

Mas tem tema listado na pauta pré estabelecida aguardando novidade.

Porém há caso que aparece inesperadamente.

Até mesmo de grupo de rede social: Facebook ou Instagram só pra citar dois exemplos.

Entretanto o "zap" necessita de atenção. Numa postagem surpreendente aparece a bola da vez.

Em uma turma de veteranos do município de Cerro-Corá/RN o amigo Rogério Leandro é o causador.

Posta o recorte de uma página de jornal não identificado com o perfil de um antigo jogador de futebol amador seridoense.

O personagem dos anos 50/60 vem da cidade de Caicó, a "Rainha do Seridó" (a "princesa" é Currais Novos): o sapateiro Francisco Cunegundes das CHAGAS!