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quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (III)

Flamengo de "dona Pretinha" campeão (1962) no campo do "Valadão" antes do novo estádio da cidade litorânea: Badoléo, Moçada, Ari Boboca, Zeca, Naldinho, Chico Macau, Zé de Hipólito (José Ribamar Cavalcante), Totinha, Veó e Véscio

"Estádio Walter Bichão". "Escreveu José Fagundes de Menezes". 
Desta forma. Título e assinatura da autoria. Do artigo publicado na Tribuna do Norte (quinta-feira,  13/5/1954).

Em seis parágrafos o articulista, provavelmente o vereador com assento na Câmara de Natal, trás a público a novidade para o município de Macau.

No depoimento Fagundes de Menezes ressalta o desenvolvimento das atividades esportivas na cidade, com foco no futebol.

O mais importante: declina o nome do personagem propulsor da homenagem ao futuro patrono do Estádio ainda inexistente.

Na sequência relaciona as pessoas historicamente envolvidas com o futebol, nos anos anteriores, ao menos até a década de 30.

Também veremos de quem se trata o articulista. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Blog No Ataque

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (II)

ABC local na abertura: Nel (presidente), Quinho, Bosco, Tuca, Bore, Poroca, Chuite, Maramba, Lila (diretores), Batista, Toinho, Dedé de Síria, Leleu e Renato Castanha

Prefeito J. B. do Carmo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em seguida a inauguração (domingo, 2/1/1972), pelo prefeito João Batista do Carmo, nas duas décadas seguintes nenhuma linha na imprensa da capital para esclarecer quem seria o homenageado com o nome no Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

O campo do "Valadão" era como se chamava antigamente o "retângulo" de areia cercado de avelós ("dedinho"), palco do amistoso da ABC da capital em 1963 diante do Flamengo de "Dona Pretinha", com o ponta-direita José Ribamar Cavalcante, hoje memorialista do futebol potiguar.

Este levantamento provisório havia sido feito pelo repórter alguns meses atrás e nova consulta às fontes impressas primárias nesta semana confirma ausência de qualquer dado pessoal ou biográfico além do nome de batismo.

A pista para começar a desvendar quem seria o misterioso personagem e patrono do equipamento esportivo macauense aparece quase que por um acaso, quando o redator pesquisa outros temas e personalidades.

E veio de um artigo publicado na primeira metade dos anos 50, como dito, no jornal diário Tribuna do Norte, cujo autor é identificado como "José Fagundes de Menezes".

Com o mesmo nome de um vereador com assento na Câmara Municipal de Natal. Desta forma será preciso também procurar elucidar este segundo assunto envolto em informações conflituosas.

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (I)

Aspecto do interior do "Walter Bichão" no município de Macau (litoral norte potiguar), com última reforma há 13 anos, na administração do prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

Prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator precisa deixar a mania de não anotar algumas informações surgidas inesperadamente.

Inclusive perguntas, dicas de assuntos ou temas para reportagens. Para não esquecer.

Como exemplo o autor da sugestão para o título desta série inédita.

O prefeito José Heliodoro de Oliveira começou a obra em 1967 e o vereador e sucessor João Batista do Carmo, empossado em janeiro de 1969, conclui o restante (em torno de 20 por cento) e inaugura (2/1/1972), com ampla cobertura do Diário de Natal.

O artigo do vereador em Natal, José Fagundes de Menezes, na Tribuna do Norte, no começo dos anos 50, advoga um campo de futebol para Macau tendo como patrono o jogador amador e "desportista" Walter Bichão.

Uma menção ao Fagundes de Menezes aparece, também na TN, na coluna do jornalista Woden Coutinho Madruga (1981) pelo lançamento do livro de Manoel Rodrigues de Melo sobre a imprensa potiguar.

A Ordem (terça-feira, 16/6/1936), na sessão "Pelos Municípios", noticia o surgimento do Vasco da Gama macauense com Wilton Bichão e Walter, certamente parentes bem próximos, na diretoria.

A diminuta nota do jornal diário vespertino católico cita a escalação do time alvinegro cruzmaltino, xará do famoso clube carioca, em amistoso com vitória sobre o ABC local.

ABC pode somar finais regionais igual ao América (IV)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada o alvinegro ganha o Estadual, o campeonato nacional de terceira divisão, o primeiro para o RN, e deixa escapar terceiro caneco de competição oficial

Com esta quarta reportagem da série se pode expor que, desde o primeiro triunfo amistoso ABC 2 x 1 Vitória (março/1957), houve o primeiro grande intervalo de tempo (15 anos), para o primeiro jogo oficial (0 x 0), pelo campeonato nacional (novembro/1972), ambos em casa.

Ainda na década de 70, primeiro com intervalo de quatro anos, e depois de um, mais dois jogos, um pelo Torneio José Américo de Almeida Filho (dezembro/76), com empate (1 x 1), em Salvador, e o amistoso (fevereiro/78) com placar de 1 x 1, no "Castelão".

O intervalo mais longo, 22 anos, vem a seguir. Em 2000  se enfrentam quatro vezes, duas pela Copa do Nordeste, 1 x 2 Vitória (22/1) e 1 x 1 (2/2) e mais duas pela Copa do Brasil: ABC 1 x 0 em Natal (29/3) e 1 x 0 (12/4).

Depois se enfrentam oficialmente (Copa do Brasil e Copa do Nordeste) dois anos seguidos com amistoso no meio. Em 2001: Vitória 2 x 0 (31/3), pela competição nacional, e o mesmo placar no amistoso (26/7), jogos em Salvador.

No ano seguinte: 1 x 1 (31/3) pela competição regional, em Natal. Na sequência o segundo maior intervalo, oito anos, para mais dois jogos pela Copa do Nordeste. Um empate (2 x 2) na primeira fase (12/6) em Salvador.

Na final o ABC deixa escapar o título da competição regional, de virada, em casa, 1 x 2 (1 de dezembro). O clube norte-rio-grandense teve a oportunidade de conquistar a "tríplice coroa", uma honraria oficiosa.

Pois havia levantando o "caneco" do campeonato estadual e dias antes se tornara o primeiro clube natalense campeão nacional (Série C). Já que o América também consegue a façanha, por uma divisão abaixo (Série D) em 2022.

quarta-feira, 13 de maio de 2026

ABC pode somar finais regionais igual ao América (III)

ABC na temporada de 2000 sem identificação dos atletas. É a vez da galera ajudar a identificar...!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após os quatro primeiros jogos, uma vitória (amistoso) e três empates (um oficial), entre 1957 e 1978, ABC e Vitória/BA demoram 22 anos para se reencontrarem.

As quatro primeiras partidas depois de pouco mais de duas décadas são distribuídas pela metade assim: duas pela novata competição Copa do Nordeste e duas pela Copa do Brasil.

Respectivamente e sequencialmente com os seguintes resultados: ABC 1 x 2 Vitória em Salvador (22/1) e 1 x 1 (2/2); ABC 1 x 0 Vitória (29/3) e ABC 2 x 1 Vitória fora (12/4).

O alvinegro classificado para enfrentar o Goiás pela competição nacional. Sendo eliminado em seguida pelo Palmeiras com dois empates. Na melhor campanha da Copa do Brasil.

Aquela altura a competição regional havia sido disputada como Torneio Governador Geraldo Bulhões em Alagoas (1994), com intervalo de um ano, e retomada em 1997.

A segunda competição nacional em importância era disputada desde 1989, inicialmente com os campeões estaduais e posteriormente campeão e vice, mais os convidados pela CBF.


ABC pode somar finais regionais igual ao América (II)

A garotada do Vitória de Salvador que triunfou em Natal (2010): Gustavo, Jacson, Pelezinho, Léo Morais, Lucas Garcia, Alan Henrique, Dankler, Lee; Leilson, Arthur Maia (falecido em desastre de avião), Aldair, Iuri, Esdras, Marconi, Kleiton Domingues, Schwenck, Edson Reis e Vanderson

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Bahia realiza três jogos em 1946 (Santa Cruz/RN, ABC e América), o auri-negro Ypiranga perde para o alvirrubro (7 x 1), em 1952, e o soteropolitano Guarani, também nos anos 50, são os primeiros clubes baianos em Natal.

Na primeira excursão para a capital potiguar o Vitória realiza dois amistosos: 1 x 0 América (sábado, 23/3/1957) e 1 x 2 ABC (domingo 24).

O primeiro jogo oficial na primeira participação abecedista no campeonato nacional: placar mudo no "Castelo Branco" (19/11/1972).

Pelo Torneio José Américo de Almeida Filho (2/12/1976) o segundo encontro valendo ponto e empate (1 x 1) fora de casa.

O segundo jogo sem valer pontuação (25/2/1978) e a terceira igualdade com o segundo mesmo placar (1 x 1).


FONTES/IMAGEM

A Ordem

Diário de Natal

Edição dos Campeões

Esporte Clube Vitória

Tribuna do Norte

Futebol 80

Futura Press

Frankie Marconi

ABC pode somar finais regionais igual ao América (I)

América perdeu a primeira final há seis décadas, levantou a taça em 1998 e o ABC perdeu a única decisão


Nos próximos dias,
no Estádio Manoel Barradas, o ABC  o Vitória da Bahia, pela prineira partida da semifinal da Copa do Nordeste.

O retrospecto de jogos importantes entre o rubro-negro da capital baiana também tem como protagonista o América de Natal em duas finais: Torneio José Américo de Almeida Filho (1976) e Copa do Nordeste (1998).


O Vitória venceu a primeira competição (3 x 0), em somente um jogo, no Estádio Castelo Branco ("João Machado" a partir de 1989 até ser demolido para dar lugar a Arena das Dunas).

O América levantou o segundo "caneco" disputado em dois jogos finais: 1 x 2 Vitória no "Barradão" e América 3 x 1 no "Machadão".

A primeira com o alvinegro, também com um jogo, no Estádio Maria Lamas Farache, com triunfo do visitante de virada: 1 x 2.

Caso o ABC empate e vença a volta irá para a segunda final do campeonato regional nordestino.

Será a quarta final dos potiguares? O "José Américo" é reconhecido pela CBF. O Volta Redonda como convidado.

O torneio ocorreu como tapa-buraco para o restante da temporada envolvendo clubes que não se classificaram no campeonato nacional.