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domingo, 4 de outubro de 2026

Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (IV)

América/CE (1953): Bacabal, Becao, Cosme, Merci, Pacatuba, Geroldo, Demócrito, Be, Zeca, Zeca Pinto, Canhoteiro (Color by IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O segundo "Pacatuba" (Francisco da Silva) é relacionado em um blog dedicado ao alvinegro apenas pelo apelido como integrante do elenco do Ceará Sporting Clube em três temporadas: 1951/53.

No primeiro ano, o segundo com mais regularidade, e o último incompletos. Em 1951 aparece no amistoso doméstico Ceará 2 x 1 Ferroviário Atlético Clube (FAC).

Ainda é campeão estadual invicto pelo Ceará na temporada de 1951. Entra em um jogo oficial na terceira rodada do segundo turno: Ceará 13 x 0 Nacional (domingo, 23/12).

A competição oficial entra em janeiro/fevereiro do ano seguinte, mas não participa das finais. Em 18 de maio de 1952 atua no Torneio Municipal: Ceará 3 x 1 Ferroviário.

Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (III)

O alvirrubro de Fortaleza numa versão com estilo de inteligência artificial

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Há registro de um "Pacatuba" no Ceará (1/11/1915), autor de gol (2 x 1) sobre o "Stella", ano em que inicia série de cinco titulos pela liga pioneira.

O jogador no ano seguinte está no Mamanguape. Perto de quatro décadas depois aparece um atleta com o mesmo apelido no alvinegro.

Pela época o repórter vislumbra ser o mesmo que veste a camisa vermelha do América/CE.

Este "Pacatuba" mais recente entra em campo pelo clube "Vovô" em amistoso com o Fortaleza (6/4/1952).

Permanece até 1/5/1953, quando atua pelo Torneio Inicio na abertura da temporada oficial.

Portanto antes de se transferir para o América e encontrar o maranhense "Canhoteiro".

Francisco da Silva, o segundo "Pacatuba", fica no alvirrubro cearense até dezembro de 1955.

E no ano seguinte ingressa no Paysandu de Belém do Pará, origem da confusão na transferência para o futebol potiguar.

sábado, 3 de outubro de 2026

Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (II)

Nesta rara imagem Canhoteiro e Pacatuba invertidos nos posicionamentos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", e Francisco da Silva, o "Pacatuba", chegam no mesmo ano no América de Fortaleza.

Ambos estão em ação em maio de 1953 pelo campeonato cearense. "Canhoteiro" aparece até setembro. Em abril/1954 estreia no São Paulo.

"Pacatuba" (29/8/1931) ainda permanece no alvirrubro até dezembro do ano seguinte.

Currículo: Ceará (1951/53), América/CE (1953/55), Paysandu/PA (56), ABC (1956) e América/RN (1957).


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Ferroviário

Almanaque do Fortaleza

Diário de Natal

Folha de São Paulo

Tribuna do Norte

Baú Tricolor

Blog Zé Duarte

Futebol Maranhense Antigo

O Gol

Súmulas Tchê

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Vovôpedia


Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (I)

"Canhoteiro" brilhou no futebol paulista e "Pacatuba" vestiu duas camisas em Natal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Da rede o achado de mais uma raridade. Por duas razões. Jogadores que saíram de Fortaleza para outros estados.

Um quase desconhecido. Outro com fama continuada. Entretanto o mais famoso não é o foco principal. E sim o obscuro jogador.

Ambos jogaram no América da capital cearense na primeira metade da década de 50. Como provam duas fotografias.

Na primeira imagem (acima) o célebre ponta-esquerda maranhense José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", como defensor (?) antes do sucesso no São Paulo FC.

Na meia-esquerda "Pacatuba", apelido de Francisco da Silva, mesmo nome da cidade no interior do Ceará.

É a tumultuada passagem dele pelo ABC e América que interessa ao leitor potiguar. Já abordada em reportagens anteriores.

Aparece nome completo do jogador do antigo tricolor (IV)

A "briga" com a Inteligência Artificial (IA) ainda terminou com Túlio Seabra se transformando em jogador, mas, agora, os goleiros estão com as tradicionais camisas claras. Foco no J. Arnaud!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O último jogo de Francisco Pinheiro Borges faz parte do campeonato inconcluso de 1942 com nove partidas realizadas pelo primeiro turno.

Na mesma época que o River natalense é base do Santa Cruz/RN um atleta parece ter sido encaminhado para outro clube da capital.

Os indícios apontam para o Joaquim Arnaud Neto Gomes (Santa Cruz/RN, 9/1/1918 - Natal, 15/6/1980), falecido aos 62 anos.

J. Arnaud surge em reportagem do amistoso "River" 2 x 1 "Trairi" na cidade de Santa Cruz, com o time da cidade recheado com jogadores dos clubes da capital, como o goleiro do ABC, Edgar Pinheiro Câmara, falecido no Estado do Rio de Janeiro. Arnaud entra no decorrer do jogo.

Odorico Ferreira de Souza

A comitiva esportiva é recebida pelo agrônomo e político Odorico Ferreira de Souza, árbitro da partida, anfitrião com um jantar na casa dele, e em seguida retorna para a capital.

O festivo jogo no interior do Rio Grande do Norte é notícia no diário católico vespertino A Ordem (segunda-feira, 29/1/1938).

Quando dá conta que a delegação e o corso de automóveis é liderada pelo prefeito de Natal, Gentil Ferreira de Souza, irmão de Odorico, sendo filhos do "coronel" Ezequiel Mergelino de Souza.

O repórter ver a possibilidade de que o atacante Arnaud seja o mesmo que entra no jogo América 1 x 2 Alecrim, pelo sexta rodada do segundo turno do campeonato oficial (domingo, 27/8/1939). Com o detalhe que o goleiro "riverino" Genar Wanderley entra como titular da camisa número um americana.


FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Family Search

Jornal da Grande Natal

O Potiguar

Potybol

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Aparece nome completo do antigo jogador tricolor (III)

Francisquinho é o antepenúltimo (em pé) na imagem do River natalense. A IA atrapalhou-se e misturou os goleiros com a camisa dos jogadores de linha...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que li o nome do jogador amador "Francisquinho" (sem o nome de batismo Francisco Pinheiro Borges) foi em artigo publicado no extinto jornal Diário de Natal.

Não lembro a data da edição, mas creio que deve ter sido em algum número da primeira metade da década de 40 do século passado.

O autor, não lembro se o texto era assinado ou não, faz uma homenagem a memória do atleta, mas, também, não recordo a causa.

Do Francisquinho somente consegui o nome completo como dado pessoal, graças ao recém lançado site "Potygol", organizado pelo pesquisador Rodrigo Vítor Dias.

Em seis temporadas, entre 1935/42, fez 11 jogos oficiais, com cinco vitórias, dois empates, quatro derrotas e marcando três gols pelo Santa Cruz Esporte Clube.

A última participação (21/6/1942) pelo turno, Santa Cruz 3 x 1 Clube Atlético Potiguar (CAP), antigo Centro Esportivo Natalense (CEN), existente até 1940.

ESTREIA

A primeira vez com a camisa tricolor (vermelha, preta e branca) pelo returno do campeonato estadual: Santa Cruz 1 x 5 ABC 10/11/1935).

Com o detalhe de ter acontecido três dias depois da data de um ano de fundação (7/11/1934).

Aparece nome completo do antigo jogador do tricolor (II)

O time amador clone do argentino no nome e nas cores, mas sem faixa diagonal (IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jogador identificado é Francisco Pinheiro Borges. São 11 jogos oficiais pelo Santa Cruz Esporte Clube entre 1935 a 1942.

As partidas são válidas pelo campeonato potiguar. A estreia no ano seguinte a fundação do tricolor (vermelho, preto e branco).

O segundo com este nome. O primeiro aparece em 1924 e some do mapa futebolístico da capital potiguar.

O Santa Cruz (7/11/1934) surge pela iniciativa de atletas dissidentes do Sport Clube de Natal, que acaba a sessão de futebol.

O rubro-negro do bairro da Ribeira é dedicado ao remo e resolve montar um time de futebol no final dos anos 20 do século passado.

Quase a semelhança do que aconteceu com os fundadores do Flamengo egressos do Fluminense.