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terça-feira, 24 de março de 2026

A história da primeira partida oficial América x Maranhão

"Expressinho" do Vasco da Gama do Rio de Janeiro. Deste time Chico é um dos quatro reforços americanos no segundo semestre de 1986. O mineiro Zé Victor chega no começo de 1987 e termina campeão estadual

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Assim como este blog anunciou detalhes dos únicos jogos, o amistoso 2 x 1 (29/7/1973) e um oficial (5/10/1986) entre América/RN e o Maranhão Atlético Clube, que se enfrentam logo mais pela primeira rodada da primeira fase da Copa do Norte, o conceituado pesquisador e radialista Marcos Avelino Trindade também publicou outros pormenores.
Na temporada de 1986 o alvirrubro natalense completa quatro anos sem ganhar o título do campeonato estadual após o primeiro tetracampeonato (1979/82), ficando de fora da decisão, entre Alecrim (bicampeão) e o ABC.
Mas o curioso e o inesperado fica para depois do fim da principal competição potiguar. A CBF anuncia a realização do campeonato nacional com dois grupos distintos. Um com os grandes clubes e outros mais favorecidos.
E o "Torneio Paralelo" com clubes médios, entre eles um do Rio Grande do Norte, pois o Alecrim é o representante na elite. Daí a FNF parte para a realização de um torneio seletivo, desde 1974, novamente entre o ABC (vice-campeão estadual) e o América.
O alvirrubro vence o primeiro jogo, 1 x 0, Severinho 37 do segundo tempo (quarta-feira, 20/8), e empata o segundo, 1 x 1, com gols de Jair 43 e Roberto, americano, aos 38 da etapa complementar (domingo, 24).


REFORÇOS CARIOCAS
Para o "Torneio Paralelo" chegam quatro jogadores oriundos do júnior do Vasco da Gama do Rio de Janeiro:
Francisco de Farias Torraça Júnior (nascido em 10/4/1966), Márcio Xavier Machado (22/1/1965), José Maurício Ribeiro Proença (18/5/1962) e Cláudio, o menos utilizado (machucado no primeiro treinamento).
Os três primeiros (Chico, Márcio e Maurício) atuam no jogo América 0 x 1 Maranhão (Dica 28 do primeiro tempo), em jogo dominical (5/10) iniciado ás dez horas da matina.
O América estava desclassificado há duas rodadas do fim da primeira fase (quinto colocado entre nove clubes no Grupo E e décimo-segundo geral entre 36).
Classifica-se apenas um: o Treze de Campina Grande (com apenas uma derrota). Para completar a temporada o quarteto carioca participa do Torneio Otávio Pinto Guimarães com remanescentes paraibanos e cearenses, além do Alecrim Futebol Clube.

FONTES
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Datatrindade
Futebol 80
Súmulas Tchê

Souza pode completar 100 jogos pelo América/RN

Souza é tri-campeão pelo América/RN

COLUNA RODAPÉ DE PÁGINA

José Vanilson Julião

MARCA FUTURA: Na terceira temporada americana e com três "canecos" estaduais na sacola o meia Elierce Barbosa de Souza pode completar 100 jogos com a camisa vermelha ainda nesta temporada. Basta entrar em campo nos cinco jogos da primeira fase da Copa do Nordeste e nos dez primeiros da etapa de classificação da Série D. Atualmente ele conta com 85 participações e 21 gols marcados com a camisola alvirrubra.

SOPRADOR DE APITO: o alagoano Denis Ribeiro da Silva Serafim conduz como árbitro central o terceiro jogo da história entre América/RN e Maranhão Atlético Clube, do conhecido acrônimo MAC, na Arena das Dunas, noite desta quarta-feira.

Os auxiliares escalados são os também alagoanos Ruan Luiz de Barros Silva e Pedro Jorge Santos de Araújo. Daniel Segundo de Medeiros Calazans, potiguar, é o quarto árbitro (reserva). Vide o site da Confederação Brasileira de Futebol.

Canindé retorna para a SAF

CANINDÉ PEREIRA
: depois de dois anos como excelente repórter setorista americano na Marcos Lopes TV o jornalista recebe convite, aceita e retorna para a assessoria de imprensa do América SAF, de onde havia saído em 2023.

Não tenho a informação de que Hugo Monte, que havia saído da Central Brasileira de Notícias e TV Tropical, permaneceria na assessoria da Sociedade Anônima Futebol americana.

Para preencher a lacuna no canal esportivo do narrador gaúcho Marcos Lopes chega Hildo Nogueira, semente da Universidade do Esporte (UDE), o projeto do professor universitário Fernando Amaral, também responsável por um excelente blog esportivo.

Goleiro Magayver, zagueiro Geilson e o
meia Ronaldo Viana na apresentação
dos novos uniformes do Alecrim FC no
segundo semestre de 2019/Imagem:
Oscar Xavier/Inter TV Cabugi

INVENCIBILIDADE ALECRINENSE
: Não foram somente o Brasil, América/RN, ABC e Ceará Sporting que encerram participações como vices ou segundo colocados em competições internacionais e nacionais sem derrota, como demonstrado em várias reportagens exclusivas desde a final do campeonato potiguar no sábado (21).

O Alecrim Futebol Clube também acaba vice-campeão invicto da Segunda Divisão potiguar em 2019, quando o Força e Luz foi o campeão e subiu para a primeira divisão estadual.

Na ocasião o Esmeraldino é segundo colocado da competição pela segunda vez seguida. Na reportagem (29/11/2019) é citado o caso do terceiro lugar invicto da seleção em 1978.

E também o vice estadual americano no mesmo ano. Quando o repórter erra o número de jogos do América como sendo 20, mas na realidade foram 21 partidas sem perder.

segunda-feira, 23 de março de 2026

Poster americano para o torcedor copiar e guardar

Após a comemoração o elenco se apresenta para treinar visando estreia
nesta quarta-feira, contra o Maranhão AC, pela Copa do Nordeste

Flamínio Oliveira

Jornalista


O FUTEBOL E O PÊNALTI


Terminou o campeonato estadual com o América campeão. Independentemente de ser torcedor do time rubro acho que mereceu o título. Fez um certame mais equilibrado, mas ganhou no detalhe.

Uma disputa de pênaltis pode premiar uma equipe imerecidamente e castigar outra, que faria jus à taça. Faz parte do jogo. No final do nosso certame venceu o melhor.

Todavia o que quero analisar é o estrago para o clube que é vice, que poderia ter sido o América, se não vencesse nas cobranças.

O ABC foi quem perdeu, demitiu o técnico antes de amanhecer o dia. Chamusca acordou chamuscado e vários jogadores entrando na lista de demissão porque perderam nos pênaltis.

No entanto, se o alvinegro fosse o campeão, nos pênaltis, o técnico seria elogiado, garantia o cargo e os jogadores louvados iriam passear no acolchoado lombo do elefante.

Perdendo nos tiros livres, o inferno virava para o time rubro, que iria sentir o fogo, saindo em labaredas da bocarra do dragão enfurecido.

No meu entendimento ambos precisam melhorar para a Copa do Nordeste e para a famigerada Série D.

Senão, só Jesus na causa para defender os clube do Rio Grande do Norte.

América x Maranhão pela terceira vez na história

Delegação do MAC no aeroporto em São Luís
com destino a Natal/TV Mirante/João Ricardo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O América estreia na Copa do Nordeste nesta quarta-feira (25), na Arena das Dunas (19 horas), contra o Maranhão Atlético Clube.

Este é o terceiro jogo do alvirrubro de Natal contra o MAC de São Luiz na história.

O primeiro enfrentamento com o clube da capital do estado do Maranhão foi um amistoso.

América 2 x 1 Maranhão (domingo, 29/7/1973), gols de Cabecinha 47 (pênalti), Afonsinho 12/2 (p) e Santa Cruz (16/2).

A partida contra o "quadricolor" ocorreu na preliminar do amistoso ABC 1 x 1 Maguary/CE, comemorativo ao tetracampeonato alvinegro.

OFICIAL

A primeira partida valendo ponto acontece pelo Torneio Paralelo, também em Natal, no Estádio Castelo Branco.

O alvirrubro estava desclassificado, o visitante surpreende numa manhã dominical (5/10/1986) e vence pela contagem mínima (Dica 28/2).

Brasil, América/RN, Ceará e ABC vices sem perder

Brasil 3 x 1 Uruguai: Djalma Santos, Castilho, Bellini, Formiga, Orlando, Coronel, Garrincha, Didi, Almir, Pelé, Chinesinho e o massagista Mário Américo na competição continental disputada em 1959


JOSÉ VANILSON JULIÃO

No ano em que o selecionado nacional fica com a terceira colocação invicta na Copa do Mundo (24/6/1978), em dezembro o América/RN empata (0 x 0) com o ABC na final do Estadual e soma 14 vitórias e sete empates.

O Brasil decide o terceiro lugar (2 x 1), de virada, contra a Itália, gols de Causio, o de curva do lateral do Cruzeiro, o carioca Nelinho, e o pontinha Dirceu, do Botafogo.

O falecido treinador Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho declara a seleção como "campeã moral" do Mundial vencido pelo país sede na final com a Holanda.

Antes o selecionado, já campeão mundial, termina na segunda colocação invicto no Sul-americano (não confundir com o Extra em dezembro e representado pelo selecionado pernambucano).

A competição continental, coincidentemente, é disputada em Buenos Aires, capital da Argentina, também vencedora, ao empatar com o time verde-amarelo no "Monumental de Nuñes", do River Plate.

RESULTADOS

Brasil: 2 x 2 Peru (10/3/1959), 3 x 0 Chile (15), 4 x 2 Bolívia (21), 3 x 1 Uruguai (26), 4 x 1 Paraguai (29) e 1 x 1 Argentina (4/4).

Termina com quatro vitórias e dois empates. Os argentinos: cinco e um empate. Pelé artilheiro do selecionado (oito).


Fontes/Imagem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Diário de Notícias

El Gráfico

Jornal dos Sports

Manchete Esportiva

Arquivos dos Mundiais

Federação Internacional de Estatísticas e História do Futebol

Confederação Brasileira de Futebol

domingo, 22 de março de 2026

Clubes populares do RGN e Ceará vices invictos

Elenco campeão potiguar
pela quarta vez consecutiva

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O tema de uma reportagem sobre o América/RN como vice-campeão potiguar invicto ao lado de um exemplo mais antigo, com a seleção brasileira como protagonista de outra invencibilidade semelhante em competição internacional, estava na agulha para publicação.

A espera para o cumprimento da pauta inédita acaba pelo desenrolar inesperado e coincidente dos acontecimentos: as recém segunda colocações nos campeonatos estaduais dos clubes mais populares de dois estados nordestinos: ABC e o Ceará Sporting.

Nos primeiros domingos do mês (1 e 8) o alvinegro cearense empata em 1 a 1 com o Fortaleza, o campeão, nos tiros livres direto (5 x 4), o que acontece na sequência com ABC 1 x 1 América, 2 x 4, na quarta-feira (18) e sábado (21), respectivamente.

No vizinho estado os rivais terminaram a competição com 11 partidas com o diferencial: Ceará com sete vitórias e quatro empates, enquanto o Tricolor com seis vitórias e cinco empates, os mesmos números dos potiguares.

Outra diferença: ABC e América terminam a classificação geral com 23 pontos, enquanto o Ceará com 25 e o Fortaleza com 23 pontos (pontuação da dupla potiguar), pelos resultados diferentes na primeira fase da competição.


FONTES/IMAGEM

Tribuna do Norte

Federação Cearense de Futebol

Jornal da Grande Natal

O Povo

América e ABC iguais com vice-campeonatos invictos

Arthur Ferreira de Melo Júnior (primeiro em pé): preparador físico do primeiro tetracampeonato (1979/82) e sobrinho do jogador João Teixeira de Carvalho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não sei há exemplo em algum tradicional campeonato nacional europeu, de pontos corridos, ida e volta, como é de costume.

O caso, ocorreu neste final da semana com o encerramento da segunda partida decisiva do campeonato potiguar.

Somente não é inédito, mas é o segundo quase idêntico no Brasil, pela recente decisão do campeonato cearense: Fortaleza (campeão) e Ceará (vice).

O América (campeão nos tiros livres: 4 x 2) e o ABC terminaram a principal competição estadual rigorosamente iguais.

Foram 23 pontos no geral em 11 partidas: primeira fase (sete), semifinal (duas) e finais (duas).

O alvirrubro e o alvinegro encerraram o "torneio" de tiro curto com seis vitórias e cinco empates.

A diferença aparece apenas nos gols pró: 24 ABC e 22 América. E contra: 9 e 7. Saldos: 15.

Com a campanha o "Mais Querido' fica igual ao América em vice-campeonato invicto. O alvirrubro foi segundo colocado em 1978 nesta condição.

A grande diferença: a competição era muito mais longa. Com três turnos divididos em fases. Começou em julho e terminou em dezembro.

O América encerrou 1978 com 21 partidas: 14 vitórias e quatro empates. Sem contar os três jogos do Torneio Início.

CAMPEONATOS INVICTOS AMERICANOS: 1927, 1931, 1946, 1949, 1951/52, 1974, 1982, 2024 e 2026.



FONTES/IMAGEM

FNF

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Meu Vozão 

Vermelho de Paixão

Diogo, Júlio Bovi - História do Campeonato Potiguar (1918 - 2020)