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sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Como já indicado o atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) aparece no alvinegro Palmeiras Sport Club, três dias após a fundação (21/2/1918) participa do primeiro jogo (6 x 0 Flamengo), e na última semana de agosto do mesmo ano já não entra mais em campo.

Inclusive o jornal da capital do Estado da Paraíba, "O Norte", noticia que ele é um dos desfalques na segunda partida decisiva da Taça Paraíba contra o Royal.

A situação é indicativa de que o atleta estaria fora da cidade e coincide com a época em que se torna campeão do Torneio Início (1919) pelo América de Natal.

O apelido, derivado do gentílico "potiguar", não mais é citado no periódico da então cidade de Felipeia (João Pessoa a partir de 1930) ao menos até 1920.

A relação do "Poty" com o pioneirismo do futebol paraibano reaparece com a reportagem inédita do site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Melo.

Com este título: "America Foot-Ball Club (rubro-negro) – João Pessoa (PB): Bicampeão Paraibano em 1923 e 1925".

Não como jogador, mas como o árbitro de um jogo decisivo envolvendo o time americano e o Cabo Branco.

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VI)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Entre a fundação na última semana de fevereiro e o mesmo período de agosto de 1918 o alvinegro Palmeiras Sport Club, da capital paraibana, havia realizado 11 jogos com sete vitórias, dois empates e igual número de derrotas, diz O Norte (domingo, 25/8).

Nesta mesma data da edição dominical o jornal informa que o Palmeiras e o Royal haviam empatado sem abertura de contagem e nesta mesma tarde decidem a posse da "Taça Paraíba", oferecimento do "senhor" Luiz Spinelli, com o resultado de 1 a 0 em favor do alvinegro.

Na seção "O Dia Esportivo" (quarta-feira 28) o impresso da capital Felipeia (João Pessoa a partir de 1930), informa que ao jogo no campo "do Roggers" não comparecem dois titulares palmeirenses, entre eles "o pavoroso Poty" (Arnaldo Costa e Silva).


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Goleiro campeão carioca pelo Vasco ganha documentário


Filme sobre paraibano criado na região metropolitana da capital potiguar estreia nesta semana

O documentário "Miguel de Lima – goleiro de dois mundos" vai ter estreia neste sábado (29), às 16 horas, no Solar do Ferreiro Torto, em Macaíba, em exibição com entrada franca.

Com uma hora e vinte minutos, idealizado pelo jornalista Osair Vasconcelos e com direção de Vitor Marinho, conta a vida de Miguel Ferreira de Lima, que chegou a Macaíba criança, lá se tornou goleiro, jogou pelo Cruzeiro local, e atuou no Santa Cruz e Alecrim, em Natal, até transferir-se para o Vasco da Gama.

Em 1958, apenas quatro anos depois de sair de Macaíba, Miguel tornou-se campeão carioca, na disputa que entrou para a história do futebol brasileiro como o Super-supercampeonato. O título vem da série de jogos entre Vasco, Flamengo e Botafogo, repetidos à exaustão, até a equipe cruzmaltina superar os adversários.

Neste campeonato, Miguel de Lima, apesar de recém-chegado a São Januário, substituiu ninguém menos do que Barbosa, o goleiro da seleção brasileira na Copa de 1950.

Osair e o filho Vitor Marinho formam uma dupla
dinâmica na cinematografia potiguar

A partir daí, o goleiro macaibense consolidou a carreira no Vasco e, pouco depois, iniciaria a carreira internacional: Deportivo Cali e Milionários, na Colômbia; FC Köln, na Alemanha e Saint Louis Star, New York Generals e Cosmos, nos Estados Unidos.

No Cosmos, Miguel atuou como treinador de goleiros e tornou-se amigo de astros como Pelé, Beckenbauer, Neeskens, Carlos Alberto Torres, Chinaglia e Romerito. 

Miguel de Lima foi também treinador em outras equipes norte-americanas e olheiro que descobriu grandes nomes do futebol nos Estados Unidos. Também organizou uma escolinha de futebol que se tornou famosa nos Estados Unidos e no Brasil, para onde trouxe muitas equipes de adolescentes para treinarem junto a clubes como o América de Natal.

Uma marca de Miguel em relação a Macaíba é que, mesmo no auge da fama, nunca deixou de visitar a cidade quando vinha ao Brasil.

Atualmente, Miguel vive em Pensacola (Flórida), junto com a esposa, Graça, cercado pelos filhos e netos. Seu nome consta do Hall of Fame da Saint Louis University como um dos 56 jogadores estrangeiros que implantaram o soccer (como o nosso futebol é chamado pelos norte-americanos) nos Estados Unidos.

O documentário levou quatro anos para ser finalizado. O roteiro se baseia numa entrevista de Miguel gravada em Natal e traz depoimentos de amigos do goleiro.

A realização do filme reuniu uma equipe de 13 profissionais. Além da reprodução de imagens cinematográficas da época, fotos de jornais e revistas dos lugares onde Miguel atuou, o documentário mostra imagens recentes gravadas com o goleiro em Macaíba e depoimentos de entrevistados nos Estados Unidos.

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (V)

Antonio Fernandes Bióca entrevistado pelo
professor e historiador Mário Vinicius Carneiro
(autor de dois livros sobre o Treze) em 1995

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O alvinegro Palmeiras Sport Club é fundado na quinta-feira (21/2/1918) e com o primeiro quadro três dias depois goleia na domingueira (24) o "Flamengo" (6 x 0).

A estreia é noticiada na seção "O Dia Esportivo" em O Norte (terça-feira, 26) com assinatura do redator de codinome "Petiot", o similar do "Chantecler" potiguar (Salomão Filgueiras) em A República.

Como goleiros duas figurinhas que se tornariam bastante conhecidas na histórias da imprensa e do esporte paraibano nas décadas seguintes: primeiro o depois jornalista e dirigente esportivo Anchises Gomes (Palmeiras).

O segundo, Antonio Fernandes Bióca (Campina Grande, 23/5/1894 - João Pessoa, 20/2/1996), viria a ser um dos principais mentores da fundação do Treze de Campina de Grande (1925).

O atacante "Poty" entra em campo no jogo inaugural. Seria o mesmo atleta amador campeão do Torneio Início ou preliminar pelo América de Natal em 1919?

Ele aparece ainda em pré-escalação para um amistoso com o alvo anil e bem depois alvirrubro Cabo Branco (domingo, 14/4).

E como capitão convoca os atletas para treinos, manhã e tarde, primeiro e segundos quadros, no campo "dos Macacos" (sexta-feira, 3/5).


FONTES

O Norte

Jornal da Grande Natal

Retalhos Históricos de Campina Grande

Treze FC

Wikipedia


Jogador americano como árbitro na capital paraibana (IV)

Palmeiras Sport Club de João Pessoa/PB campeão paraibano pela segunda vez em 1921


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O extinto alvinegro Palmeiras Sport Club de João Pessoa/PB nasceu (21 de fevereiro de 1918) quando a capital paraibana ainda se chamava Felipeia.

O clube do "capitão" e atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) começou a disputar as pioneiras competições oficiais e foi até a década de 30.

Campeão no ano seguinte ao surgimento, conquistou mais três títulos (1921, 1933 e 1935) e saiu de cena como vice-campeão paraibano (1937) em decisão com o Botafogo Futebol Clube.

Para se compor o curto histórico do clube palmeirense paraibano o blog verifica na rede informações e imagens esparsas diluídas pelo mutirão de fontes secundárias e pesquisadores:

Júlio Bovi Diogo, Rodolfo Stella Júnior, Sérgio Mello, Guilherme Nascimento, Rodrigo Vitor Dias e José Ricardo Caldas.


FONTES

O Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Automaníacos

Click nos Campeões

Federação Internacional de Histórias de Futebol

Futebol Nacional

História do Futebol

O Gol

Relíquias do Futebol

Wikipedia


terça-feira, 25 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (III)

Arnaldo Costa e Silva, o "Poty", com o troféu do torneio de abertura da temporada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O apelido do atleta amador "Poty", de posição atacante, aparece como "capitão" do alvinegro Palmeiras da capital paraibana, nas edições alternadas em meses do jornal "O Norte".

"Poty" é mencionado em fevereiro, março, abril, maio, julho e agosto de 1918. Não mais em 1919, coincidência, mesmo ano dos dois primeiros títulos oficiais do América de Natal, capital potiguar, gentílico derivativo da alcunha.

Tal peculiar situação de tempo pode ser uma variável importante para se determinar o "Poty" como sendo o mesmo jogador americano campeão do Torneio Início em 16 de fevereiro de 1919 e da competição regular meses depois.

Arnaldo Costa e Silva aparece em duas fotografias, uma no elenco titular acima (color by IA), e uma isolada e também de estúdio (postada anteriormente), publicada na revista carioca "Vida Esportiva".

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (II)

Arnaldo Costa
e Silva com o
troféu como o
capitão do
América/RN
campeão do
Torneio Início
de 1919

JOSÉ VANILSON JULIÃO

É bem provável que se trata de uma incrível coincidência com o nome do segundo-sargento Arnaldo Costa da Silva no jornal "O Norte" (terça-feira, 9/4/1918) na seção "Vida Social" em uma nota de aniversário do militar do 40 Batalhão de Caçadores e responsável pelo alistamento dos futuros recrutas.

Mas a dúvida recomeça com o aparecimento no mesmo ano do apelido "Poty" de um jogador amador de futebol na seção "O Dia Esportivo", sendo o mesmo, idêntico ou parecido nome e alcunha do atleta do América de Natal duplamente campeão de 1919 na temporada sequencial oficial do torneio início e da competição regular local encerrada sem interrupção pela primeira vez na segunda edição.

Este personagem aparece como árbitro de uma decisão campeonato paraibano no primeiro quinquênio dos anos 20 como representante do Brazil FC (campeão em 1914 e 1916), ocasião em que o rubro-negro América da capital do vizinho estado decide um dos campeonatos ganhos (1923 ou 1925) em cima do alvo e azul Cabo Branco (o alvirrubro veio depois).


FONTES

O Norte

História do Futebol

Wikipedia