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terça-feira, 26 de maio de 2026

"China": o quarto goleiro artilheiro do futebol potiguar

CURRAIS NOVOS: Ritalo (em memória), Juninho, Paulinho, Inácio, Marcos Silva, Paulo, Zé Negrinho, Miolo, Robson, Roberto, Osmar e massagista Diá (em memória)/Acervo: Damião Dionísio

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Caro leitor, não perca a contagem dos cinco goleiros artilheiros do futebol potiguar:

1) O mossoroense José Xavier de Oliveira: Baraúnas de Mossoró (1961);

2) O macauense Florio Felipe Raposo: Ferroviário de Natal (1965);

3) O natalense Sebastião Jerônimo da Silva (Bastos): Força e Luz/RN (1979)

Agora chega a vez de detalhar a participação e façanha na sequência de reportagens inéditas do mencionado costumeiro e quarto personagem: o maranhense Wernan Silva Reis (São Luís, 30/12/1963), o "China", a serviço do Alecrim.

Diferentemente dos três primeiros e do quinto da lista, o paraibano de Solanea, Severino Ferreira Barros (fevereiro/2020), pelo Força e Luz, todos com um gol, "China" fez três gols: um na primeira temporada (1993) e dois na segunda (1994).

No primeiro ano fez um gol no empate (1 x 1) com o rubro-negro Clube Atlético Potiguar, o popular CAP (sábado, 10 de abril de 1993), pelo campeonato estadual.

E no segundo ano sobre o mesmo adversário, o Currais Novos, com jogos isolados em Natal (turno e returno): 2 x 0 (quinta-feira,  24/2) e 3 x 2 (quinta-feira,  16/6).

Detalhe: públicos diminutos, respectivamente 86 e 35 torcedores, presenciaram as partidas com o clube alvo e azul seridoense (JL ou Machadão?).


Bastos: o terceiro goleiro artilheiro no futebol potiguar

Time representou a cidade seridoense do mesmo nome no lugar do Potyguar

Sebastião Jerônimo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

14 anos após o macauense Florio Felipe Raposo, do Ferroviário de Natal (1965), fazer o primeiro gol oficial em cobrança de penalidade máxima pelo campeonato estadual, o goleiro Sebastião Jerônimo da Silva, o Bastos, também faz o segundo gol de pênalti com a camisa do Cosern (2/2/1979).

A façanha do ex-goleiro do Alecrim, com rápida passagem pelo América no segundo semestre de 1972, acontece na rodada dupla de abertura da Taça Cidade de Natal, torneio oficial que antecipava a competição mais importante da temporada, o campeonato potiguar.

O Cosern (inicialmente chamado de Força e Luz) empata em 2 x 2 com o Riachuelo Atlético Clube no Estádio Presidente Castelo Branco ("João Machado" a partir de 1989). Marreco (duas vezes) para o RAC, Bastos e Bandeira os artilheiros. Principal: ABC 5 x 0 Ferroviário.

Nove temporadas depois do gol de área a área do goleiro flamenguista Ubirajara Silva Alcântara no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador (1970), a então quase rara ocorrência, de novo no Rio Grande do Norte, não teve tanta repercussão na imprensa.

Somente na "Tribuna do Norte" (16/2/2020) o gol de Bastos foi lembrado pelo pesquisador e radialista Marcos Avelino Trindade, agora da equipe esportiva da 87 FM. - Relembrei este gol também antes, em 2003, no "Diário de Natal", explicou Trindade internamente em rede social.

Na mesma reportagem da TN Trindade também exemplificou outro caso de goleiro artilheiro no campeonato estadual, o maranhense "China", autor de três gols (ao menos dois de tiros livres) em duas temporadas no Alecrim (1993/94), sendo dois deles contra o Currais Novos Esporte Clube.

Trindade foi entrevistado por ocasião do gol de falta (68 minutos) do goleiro paraibano Severino FERREIRA Barros, do Força e Luz, na derrota (1 x 4: mesmo placar do primeiro turno) diante do America na Arena das Dunas, pelo campeonato estadual (quarta-feira, 12/2/2020).



Goleiro Floro contratado pelo Ferroviário do Recife

Imagem não ajuda, mas este Alecrim (1969) é "desfigurado" do elenco campeão invicto do campeonato estadual no ano anterior. Nota-se o pernambucano Biu (primeiro em pé) e Miro "Cara de Jaca" (quarto), Bastos (goleiro) e Anchieta; o centroavante é o paraibano Icário e na ponta-esquerda o pernambucano Josenildo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com participações em oito temporadas no Ferroviário/RN (1961/68) é provável que o Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) seja o goleiro com mais jogos pelo tricolor (superando talvez até jogadores de linha), ficando acima dos colegas que revezaram a titularidade entre 1964/67: Edilson, Flávio e Lula.

"Floro" pisou o campo do "Juvenal Lamartine" pela última vez oficialmente no segundo turno do campeonato estadual (10/7/1968), Ferroviário 0 x 2 Alecrim (gols do paraibano Icário 31 e Elson Germano 37), jogo que do título invicto antecipado para o alviverde, que havia vencido o turno.

O macauense Floro deixa o "Ferrim" no segundo semestre contratado como reforço para o Torneio Nordestão pelo ABC, mas antes enfrenta o alvinegro e perde amistoso (4 x 1) pelo Ferroviário.

No ABC permanece até março/abril de 1970, quando o dirigente Agnelo Alves negocia o passe e segue para o Ferroviário da capital pernambucana, fundado como Great Western décadas antes.

Entra poucas vezes em campo na primeira temporada, sendo registrado um amistoso com um time da Polícia Militar/PE e no interior do estado. Entretanto há participações na Taça Cidade do Recife contra o Santo Amaro (com vitória);

E mais o 4 x 2 Ibis (preliminar) de Náutico 1 x 2 Santa Cruz pela Taça Cidade do Recife (quarta-feira, 17/2/1971). Também participa do Torneio Início do campeonato pernambucano na mesma temporada.

No ano seguinte é um dos dois goleiros que reforçam o América de Natal na participação do campeonato nacional da Divisão Especial.

O outro é Sebastião Jerônimo da Silva, o Bastos, também goleiro artilheiro, nosso próximo personagem.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Anotando Futebol

Arquivos do Futebol Brasileiro

Blog do Marcão

Datatrindade

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol Retrô

História do Futebol

Acervo Damião Dionísio

Diogo Julio Bovi; Trindade, Marcos Avelino; Júnior, Rodolfo Pedro Stella - Histórico do Riachuelo no Campeonato Potiguar - 1949/1993




segunda-feira, 25 de maio de 2026

O histórico gol do goleiro do Ferroviário natalense

Imagem do Ferroviário dos anos 60 colorizada artificialmente e melhor trabalhada a pedido do redator a um coleguinha da imprensa do Rio Grande do Norte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

No melhor jogo do campeonato (entre tricolores), no dizer do "Diário de Natal" (segunda-feira 11), até a renda surpreende: 22.700 cruzeiros.

O jogo vale pela terceira rodada do segundo turno (disputado ida e volta com quatro competidores).

Nenhum dos clubes nada almeja na competição: Ferroviário Esporte Clube 5 x 4 Santa Cruz Esporte e Cultura (domingo, 10/10/1965). 

O time vermelho, preto e branco termina o primeiro tempo em vantagem, 4 x 2, sobre o quadro vermelho, azul e branco.

Aos 10 minutos da etapa complementar o goleiro artilheiro Florio Felipe Raposo marca de pênalti o terceiro e antepenúltimo gol da virada.

Assim está revelado pela primeira vez, desde o histórico dia, o inédito gol de um goleiro em jogo oficial do campeonato potiguar.

Somente em 1979 Sebastião Jerônimo da Silva, o Bastos, faz, também de penalidade máxima, pelo Força e Luz (Cosern), diante do Riachuelo.

O goleiro maranhense "China" marca três pelo Alecrim (1993/94) e o goleiro Ferreira marca de falta na Arena das Dunas recentemente.


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Datatrindade


A estreia oficial do goleiro Floro pelo Ferroviário

Imagem do Ferroviário/RN de 1961 colorizada artificialmente (o redator ainda está aprendendo o uso)


JOSÉ VANILSON JULIÃO
Depois do teste em abril/1961 o goleiro macauense Florio Felipe Raposo não mais aparece no noticiário esportivo.
O Ferroviário, com um desconhecido Juvenal com a camisa número um, carimba uma zebra monumental na estreia do campeonato estadual diante do Alecrim.
No restante do primeiro turno o tricolor natalense (o outro clube com três cores, Santa Cruz, havia se licenciado) entra em campo com goleiros diferentes: Franklin e Jorge (este egresso do Alecrim).
Na última semana de agosto (sexta-feira 25) Floro reaparece como provável participante de um jogo-treino, ao lado do atacante Creso Guanabara de Souza (sobrinho dos irmãos Canuto americanos dos anos 30), com o ABC.
E desta vez veio para ficar. No domingo (27) participa do amistoso Ferroviário 3 x 0 São Sebastião, "vencedor do primeiro campeonato do interior", em Nova Cruz/RN.
Em cinco jogos do turno (junho/agosto) da competição oficial o FEC começa com uma vitória,  encerra com quatro vitórias.
Devido a decisão do turno, entre ABC e Atlético (1 x 0 e 4 x 1), amistosos interestaduais e um torneio quadrangular doméstico em setembro (Taça Ernani da Silveira), com o FEC, Globo, Alecrim e ABC, o returno começa em outubro.
PRIMEIRO JOGO VALENDO PONTO
A primeira participação em jogo oficial de campeonato estadual (reabertura da competição), do futuro goleiro artilheiro Floro, acontece em Ferroviário 0 x 3 Globo (sexta-feira, 20/10/1961), com uma arrecadação diminuta (em torno de dois mil cruzeiros).
Os gols do clube alvirrubro "fabril" marcados por Zé Ireno (aquele do Campinense e América/RN), duas vezes, Montanha (de cabeça), cabendo a Zulmeira o gol de honra do "Ferrim". Preliminar (juvenil): Ferroviário 3 x 2 Globo.

domingo, 24 de maio de 2026

Goleiro artilheiro Carlos Pedra Filho no Tricolor paulista

Operário/Várzea Grande (1975): Carlos Pedra, Carlos Victor, Zezinho, Joilson, Lulinha, Formigão, Zé Pulula, Nélio Ramos, Juquinha, Jair Ventura Filho e Vandinho 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O goleiro mineiro Carlos Pedra Filho permaneceu no São Paulo em quase um ano de contrato.

Na época ele veio do alvirrubro Noroeste de Bauru.

Foram quatro jogos em 1964 e três partidas em 1965.

Com três vitórias, igual número de empates e uma derrota.

A primeira partida São Paulo 3 x 3 Fluminense (10/5/1964).

Último jogo: São Paulo 1 x 2 Vasco da Gama (7/4/1965).

A estreia e a despedida foram pelo tradicional Torneio Rio-São Paulo.

Carlos, como consta em todas as fontes do tricolor, é um dos 93 goleiros são-paulinos.

Formiga: João Batista, Gilson, Zé Horta, Zé Emílio, Hale, Carlos Pedra, Valdez; Henrique Frade (treinador), Coutinnho, Adnan, Cristóvão, Sudaco e Canhoto


FONTES/IMAGEM

Almanaque do São Paulo

Almanaque do Futebol Brasiliense

Blog do Marcão

Futebol 80

São Paulo FC

Stadium Varginhense

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo


Goleiro artilheiro da Caldense seria Carlos Pedra Filho?

O reserva do gaúcho Suli pode ser o mesmo Carlos mencionados pelos jornalistas Renan Muniz, historiador da Caldense, e Luiz Nassif, filho de um antigo dirigente 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Há a suspeita, suposição ou indício de que o goleiro artilheiro da Associação Atlética Caldense, de Poços de Caldas/MG, tenha sido Carlos Pedra Filho (Raul Soares/MG, 22/8/1940 - Belo Horizonte/MG, 13/7/2017).

Embora o repórter não tenha informação oficial, ao menos do Almanaque da Caldense, o cruzamento de dados em algumas fontes secundárias da rede leva a crer que se trata do mesmo personagem identificado apenas como Carlos em artigo e citações diversas.

A maioria dos sites e blogs são pródigos em enumerar os clubes por onde o tal do Carlos passou e alguns são coincidentes, inclusive a curta permanência no alviverde do interior mineiro, assim como o Carlos Pedra Filho, salvo algumas lacunas detectadas pelo repórter e provavelmente fáceis de preenchimentos.

A época de atuação dos dois personagens do futebol também são coincidentes, em especial o período do final dos anos 50 começo da década seguinte.

Em vários clubes existem os anos da trajetória e em outros não, mas nada que prejudique esta avaliação.

Assim podem ser enumerados manipuladas as peças do xadrez, ou seja, as idas e vindas do cavaleiro andante do futebol:

Bela Vista/MG (1959), Pontenovense, Caldense, Barretos, Noroeste, América/MG, Formiga, Independente/Uberaba, Uberaba, Fluminense/Araguari, Guarani/Campinas, Paulista, São Paulo (1964), Valeriodoce/Itabira e Operário de Várzea Grande/Mato Grosso (onde encerra a carreira aos 46, em 1977, e passa a ser treinador de goleiros).


FONTES/IMAGENS

Almanaque do São Paulo

Caldense

Futebol do Interior

La Insignia

Nilton Junqueira

Súmulas Tchê 

Terceiro Tempo