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segunda-feira, 22 de junho de 2026

O quinteto tricolor contra o América de Natal (III)

Uma visão do complexo esportivo do SESI na Avenida Capitão-mor Gouveia em Natal/RN

Panorama do complexo esportivo no bairro
de Lagoa Nova, entre as zonas Sul/Oeste

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Existe uma particularidade entre o profissional do rádio, o América, o Fluminense natalense, precisamente do Bairro Dix-Sept Rosado (Zona Oeste da capital potiguar) e um jogo em particular, o único americano fora dos estádios tradicionais da cidade.

Esta curiosidade foi um dos temas abordados na reportagem "Narrador Marcos Lopes abre o jogo em entrevista" (sexta-feira, 3 de maio de 2024). Reproduzida novamente com adaptações para o assunto do título desta série. 

- A fala do gaúcho foi concedida ao jornalista Rubens Manoel Lemos Filho para o programa "Tirando a Limpo".

Sugiro que o leitor assista o "podcast" (foi ao ar na noite da quinta-feira 2) no "youtuber" para se inteirar dos pormenores.

Marcos Lopes estreia em Natal na locução
do jogo do América x Fluminense/RN no
estadinho do complexo do SESI/RN

O entrevistado relata pela primeira vez como chegou em Natal para trabalhar na Rádio Cabugi. 
E da enfermidade da qual está curado.

Uma revelação foi a motivação que o levou a criar o canal "do Barba" na internet (agora parceiro da 95 FM) com o sócio, o jornalista uruguaio Dionísio Outeda, declarado torcedor do Penarol e do ABC (com classe).

Na entrevista anuncia que a primeira narração foi em jogo do campeonato estadual no estadinho do Serviço Social da Indústria, no complexo de lazer da Avenida Capitão-mor Gouveia, 2770, no bairro de Lagoa Nova.

O campinho do SESI foi o único a sediar, além do "Juvenal Lamartine", "Castelão/Machadão", "Maria Lamas Farache" e Arena das Dunas, uma exibição do América/RN na capital potiguar.

Para curiosidade dos leitores segue a ficha técnica do jogo (gentileza do radialista, blogueiro e pesquisador Marcos Avelino Trindade).

FONTE FIDEDIGNA

O uso do campo do SESI é confirmado pelo blog do excelente repórter esportivo Rogério Torquato, que na época era do Diário de Natal.

O "João Machado" encontrava-se em reforma para no segundo semestre sediar jogos do América na Série A após a subida de divisão no ano anterior.


SÚMULA

América 8 – 1 Fluminense

Data: quinta-feira, 15/5/1997

Árbitro: Alberto Batista de Carvalho

Público: 612

Gols: Joãozinho (2), Wanderley (2), Sérgio (2), Carlos Mota e Carioca

América: Emerson, Lelo, Carlos Mota, Gito, Malhado, Washington Lobo, Carioca, Moura (Zé Ivaldo), Biro-Biro (Mingo), Joãozinho (Sérgio) e Wanderley. Treinador: Péricles Chamusca

O quinteto tricolor contra o América de Natal (II)

Fluminense/Feira campeão do primeiro turno baiano (1974): Valvir, Bira, Fiscina, Merrinho, Newton, João Augusto, Neinha (jogou contra o América em 1976 no II Torneio José Américo de Almeida Filho), Luciano, Anselmo, Paulo Roberto...

Neinha, penúltimo agachado, no Fluminense/75

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O América vai a Mossoró (5 e 6/11/1971). Perde para o amador Fluminense (3 x 2), gols alvirrubro do centroavante Petinha (Ilson Peres) e do ponta-esquerda pernambucano Tóia (Severino Fortunato da Silva).

E ainda é derrotado pelo selecionado da Liga, que, segundo o correspondente do Diário de Natal, era o tricolor com "outra camisa". 

O elenco participa de uma "maratona": na quarta-feira

(3) enfrenta o Alecrim (2 x 2) pelo II Torneio Presidente Médice. O vermelhão e o verdão terminam empatados e a decisão acaba não acontecendo.

Já o tricolor de Feira de Santana/BA é adversário pela primeira vez em amistoso e vence: 1 x 3 (quarta-feira, 8/2/1956). Na noite seguinte o clube feirense joga com o ABC.

Dez anos depois América 1 x 0 Fluminense (Jangada aos 83 minutos), no Castelão, pela fase de classificação do II Torneio José Américo de Almeida Filho (24/11/1976).

Depois se torna comum nas preliminares ou eliminatórias da Copa do Nordeste: 1 x 1 Fluminense/BA (26/2/1998), 0 x 1 Fluminense/BA (5/3/1998), 2 x 1 Fluminense/BA (1/2/2001) e 2 x 1 Fluminense/BA (30/1/2002).

Neinha perambulou por vários clubes, entre os quais o Auto Esporte/PB, Treze, Santa Cruz/PE, Fluminense do Rio de Janeiro, ABC, Alecrim, pelo continente africano e encerra a carreira em 1985


FONTES/IMAGENS 

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

Futebol 80

O Gol

Zadir Marques Porto

Zé Duarte

Wikipedia


domingo, 21 de junho de 2026

O quinteto tricolor contra o América de Natal (I)

O vaqueiro "Belchior", alusão ao primeiro presidente do clube teresinense, é o mascote/Foto: Neyla do Rego Monteiro

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Fluminense de Teresina, capital piauiense, já entrou como ator coadjuvante para a história do alvirrubro.

Simplesmente por ser o terceiro clube com este nome bem conhecido a enfrentar pela primeira vez o América da capital potiguar.

Caso se repita a vitória americana pela segunda fase da Série D passa a ser o segundo freguês de carteirinha.

O segundo clube das três cores a não vencer nenhuma partida oficial contra o América-RN é o Fluminense do Bairro de Dix-Sept Rosado. 

O clube da Zona Oeste de Natal participou de dois campeonatos Estadual e soma quatro derrotas: 1 x 0 (quarta-feira, 27/3/1996), 3 x 1 (domingo, 12/5/1996), 2 x 1 (quarta-feira, 26/3/1997) e 8 x 1 (quinta-feira, 15/5/1997).

Cada jogo corresponde a participação na primeira fase de quatro turnos, dois para cada temporada. Pois não se classifica em nenhum deles para a segunda etapa.

O leitor inteligente e atento já percebeu que os dois FLU, o do Piauí e o do RGN, tomam emprestado e não devolveram, como homenagem, o nome do mais famoso: o grêmio do bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro.

O carioca tem vantagem mínima sobre o América em partidas oficiais (campeonato nacional) e Copa do Brasil (duas vitórias e duas derrotas) e dois amistosos em 1968 (uma derrota: 1 x 3) e 1974 (uma vitória: 1 x 0).

Ao todo o retrospecto aponta 14 jogos (oito pela competição nacional hoje Série A) com sete vitórias do Fluminense/RJ, seis derrotas e um empate (campeonato brasileiro).


EXTRA: faltou relacionar o segundo mais conhecido: o Fluminense de Feira de Santana (Bahia) e um amador de Mossoró/RN. Detalhes na próxima reportagem.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Extra Online

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Flunomeno

Fluzão

Futebol 80

Jornalheiros

O Gol 



Panorama indica América x Trem na segunda fase

Escudo e uniforme número um ou principal
da Locomotiva/Arte: Sérgio Mel

O consistente 2 x 0 sobre o Sampaio Corrêa (neste domingo) favorece ao Trem na volta em Macapá (Amapá).

O rubro-negro da Região Norte pode perder por um gol e se classifica para poder enfrentar o América de Natal.

O alvirrubro potiguar, no sábado, construiu um placar mais elástico e pode perder por dois gols. A igualdade determina tiros livres.

Somente dois desastres por diferenças de três e quatro gols tiram os futuros prováveis adversários na segunda fase da Série D.

Entretanto o Trem e o América tem um ponto em comum: precisam vencer o jogo de volta para garantir a segunda partida em casa.

A "locomotiva" amapaense agora soma 23 pontos e o representante potiguar 24 no geral, pois se classificaram com 20 e 21.

Com dois empates o resultado favorece o América. A igualdade de um com vitória de outro também é determinante.

O ABC, com a vantagem da contagem mínima fora de casa, pode empatar. O provável adversário o Parnahyba, que venceu o Águia de Marabá por 2 a 1. (JVJ)


Breve histórico das competições nacionais de futebol*

Uma das formações do Botafogo de Futebol e Regatas (1968): Moreira, Cao, Zé Carlos, Leônidas, Nei Conceição, Valtencir, Rogério, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo César. O clube da "Estrela Solitária", o "Glorioso", com a decisão Taça Brasil diante do Fortaleza: 2 x 2 (Presidente Vargas) e 4 x 0 (Maracanã)

A primeira vez do ABC e América na segunda divisão do Campeonato Brasileiro

José Vanilson Julião

Na antiga Taça Brasil o ABC participou de participou de sete edições: 1959, 1960/61/62/63, 1966 e 1967. O Alecrim duas vezes: 1964/65. O América uma: 1968.

A condição: ser campeão estadual do ano anterior. Mas há uma curiosidade local. Nos dois últimos anos aconteceram "eliminatórias" com os campeões municipais Potiguar e Baraúnas.

Inclusive os enfrentamentos com os clubes de Mossoró foram alvos de reportagens especiais recentemente no blog JORNAL DA GRANDE NATAL.

Com a extinção da então maior competição nacional de sistema eliminatório, que indicava os representantes para a Taça Libertadores da América, os clubes potiguares vão para um torneio mais regionalizado, o Norte/Nordeste (1968/70).

Na Taça Brasil os potiguares nunca passaram da primeira fase. Mas coube ao América, que havia ficado de fora na primeira edição, eliminado em torneio por ABC e Alecrim, vencer a primeira partida fora de Natal, diante do Campinense.

O embrião do campeonato nacional, atualmente com quatro divisões (séries A, B, C e D) foi o torneio Rio-São Paulo, disputado a primeira vez no começo da década de 40 do século passado, e mais sistematicamente entre 1951 e 1966.

Em 1967 a então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF, organiza o Torneio Roberto Gomes Pedrosa, nome oficial do ‘Rio-São Paulo’ a partir de 1954, ano da morte do homenageado (de origem norte-rio-grandense pelos pais), antigo arqueiro do Botafogo, que esteve na Copa do Mundo na Itália (1934), goleiro e presidente do São Paulo Futebol Clube, além de presidente da Federação Paulista. 

Participam da primeira edição Flamengo, Fluminense, Vasco da Gama, Botafogo, Bangu (campeão carioca do ano anterior), São Paulo, Palmeiras, Corinthians, Santos, Portuguesa, Cruzeiro (campeão da Taça Brasil de 1966), Atlético Mineiro, Grêmio, Internacional e o paranaense Ferroviário. 

Em 1968 a Região Nordeste entra com Náutico e Bahia. Sai Ferroviário e entra o Atlético Paranaense. Em 1969 o Náutico sai, entra o Santa Cruz. O Coritiba assume a vaga do rival Atlético. O América carioca substitui o Bangu, que fora vice carioca de 1967.

Em 1970, com o apelido ‘Taça de Prata’, a Ponte Preta tira o lugar da Portuguesa de Desportos e o Atlético/PR retorna. Em 1971, com o surgimento do campeonato nacional Pernambuco ganha outra vaga e o Sport entra. O América mineiro se junta ao Cruzeiro e Atlético. E chega a vez do Ceará. O Atlético dá a vez ao Coritiba. Agora são 20 times.

Como outros estados não foram contemplados com a divisão principal a Confederação cria uma segunda divisão no mesmo ano. O ABC ganha um torneio seletivo, pouco lembrado e portanto não é primazia do América/RN, com uma vitória e um empate (1 a 0 e 0 a 0) sobre o alvirrubro e torna-se o representante norte-rio-grandense.

Entre 23 representantes de todas as cinco regiões (Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul) acaba em 18º, com apenas três pontos, parelho com o Náutico e o Sport Belém, da capital paraense. Soma uma vitória, um empate e três derrotas. Outras equipes terminam com dois pontos e um ponto ganho. Na época vitória valia dois pontos.

AMÉRICA/RN SURPREENDE

O ABC participa pela primeira vez da principal divisão em 1972, como campeão potiguar do ano anterior, ao lado, também dos inéditos Clube de Regatas Brasil, Sergipe, Remo, Nacional e Vitória, mais o Náutico.

Com isso o América (RN) entra direto na segunda divisão. Acaba na quarta colocação geral entre 23 participantes, somando 21 pontos em 16 partidas, frutos de nove vitorias, três empates e quatro derrotas. O Alecrim termina em 18º, mas com seis pontos, três a mais que o ABC no ano anterior.

Na primeira fase, com um grupo de seis times, terminou em segundo, abaixo do Campinense. Na segunda fase, com quatro participantes, termina em segundo, mas não se classifica (em destaque a ficha do último jogo).

O primeiro colocado é o rubro-negro paraibano, que termina vice-campeão, depois de empatar com o Sampaio Correia no tempo normal, na prorrogação e perder nos tiros livres direto da marca do pênalti.

*Reportagem publicada originalmente no blog Cerro Corá News (segunda-feira, 1 de dezembro de 2014), portanto antes do surgimento do blog JORNAL DA GRANDE NATAL, em fevereiro do ano seguinte, e agora republicada com adaptações.



sábado, 20 de junho de 2026

América abre grande vantagem sobre o Fluminense

Alexandre Aruá: chute despretencioso

Aos sete minutos o atacante Matheus Regis chuta a queima roupa de dentro da pequena área. O goleiro tricolor defende.
Quatro minutos depois o volante A. Aruá arremate da intermediária, a bola desvia na zaga e entra.
Na segunda etapa o América amplia de pênalti: Coppetti (31). Corajoso. Acabava de entrar.
Depois Cassiano aproveita cruzamento de Pedro Jorge e marca o terceiro da pequena área.
Com o resultado o alvirrubro natalense joga pelo empate na partida de volta pela segunda fase da Série D.
O adversário da terceira etapa sai dos confrontos entre Sampaio Correia/MA x Trem/AP.
E se passar novamente na quarta fase pode enfrentar São Raimundo/RR x Porto Velho/RO ou Mixto/MT x Gama/DF.
Conforme antecipações do analista e radialista Marcos Avelino da Trindade, plantão esportivo da Rádio 87 FM.
As projeções são baseadas no regulamento da competições. Curiosidade: o jogo começou com uma temperatura de 35 graus a sombra. (José Vanilson Julião)


FICHA TÉCNICA

América 3 x 0 Fluminense
Estádio: Municipal Lindolfo Monteiro
Cidade: Teresina/PI
Árbitro: Wanbelton Lisboa Valente/PA
Gol: Alexandre Aruá 11'29, Coppetti 31'41/2 (pênalti) e Cassiano 39'37/2
América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Pedro Jorge, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá (Coppetti), Alisson Taddei (Judson), Galvan (Nycollas Lopo), Matheus Regis (Cassiano), Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Fluminense: Jerfersson, Gabriel Reis, Gabriel Biloca, Kelvin, Rhuan (Kelson), Xexéu, Raimundinho, Rian (Vitinho), Adson (Tilico), Reny Max e João Vitor. Treinador: Adilson "Ito" Roque

sexta-feira, 19 de junho de 2026

Site desconhece jogos amistosos dos americanos

RONALDINHO E ALUIZIO MARCARAM CONTRA O CEARÁ EM FORTALEZA 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Também não constam na relação do site "Futebol 80" as seguinte partidas do América de Natal na década de 70:
Amistoso: Alecrim 1 x 0 América, gol do atacante baiano "Mascote" (14 do primeiro tempo), pelo I Torneio Presidente Médice (domingo, 30/8/1970).
Amistoso: Alecrim 1 x 1 (quarta-feira, 16/8/1972), gols de Pinto (40/2) e Nino (contra), com preliminar ABC 6 x 0 Riachuelo.
Amistoso: América 3 x 1 Ceará (sexta-feira,  15/9/1978) no Estádio Presidente Vargas. Gols de Aluísio (dois) e Ronaldinho Cruz.
Os resultados de América x Alecrim (16/12/1970) e América x Cruzeiro/Macaíba (21/5/1972) não foram encontrados.