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sábado, 3 de outubro de 2026

Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (II)

Nesta rara imagem Canhoteiro e Pacatuba invertidos nos posicionamentos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", e Francisco da Silva, o "Pacatuba", chegam no mesmo ano no América de Fortaleza.

Ambos estão em ação em maio de 1953 pelo campeonato cearense. "Canhoteiro" aparece até setembro. Em abril/1954 estreia no São Paulo.

"Pacatuba" (29/8/1931) ainda permanece no alvirrubro até dezembro do ano seguinte.

Currículo: Ceará (1952/53), América/CE (1953/55), Paysandu/PA (56), ABC (1956) e América/RN (1957).


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Ferroviário

Almanaque do Fortaleza

Diário de Natal

Folha de São Paulo

Tribuna do Norte

Baú Tricolor

Blog Zé Duarte

Futebol Maranhense Antigo

O Gol

Súmulas Tchê

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Vovôpedia


Do alvirrubro cearense para o homônimo potiguar (I)

"Canhoteiro" brilhou no futebol paulista e "Pacatuba" vestiu duas camisas em Natal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Da rede o achado de mais uma raridade. Por duas razões. Jogadores que saíram de Fortaleza para outros estados.

Um quase desconhecido. Outro com fama continuada. Entretanto o mais famoso não é o foco principal. E sim o obscuro jogador.

Ambos jogaram no América da capital cearense na primeira metade da década de 50. Como provam duas fotografias.

Na primeira imagem (acima) o célebre ponta-esquerda maranhense José Ribamar Ferreira, o "Canhoteiro", como defensor (?) antes do sucesso no São Paulo FC.

Na meia-esquerda "Pacatuba", apelido de Francisco da Silva, mesmo nome da cidade no interior do Ceará.

É a tumultuada passagem dele pelo ABC e América que interessa ao leitor potiguar. Já abordada em reportagens anteriores.

Aparece nome completo do jogador do antigo tricolor (IV)

A "briga" com a Inteligência Artificial (IA) ainda terminou com Túlio Seabra se transformando em jogador, mas, agora, os goleiros estão com as tradicionais camisas claras. Foco no J. Arnaud!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O último jogo de Francisco Pinheiro Borges faz parte do campeonato inconcluso de 1942 com nove partidas realizadas pelo primeiro turno.

Na mesma época que o River natalense é base do Santa Cruz/RN um atleta parece ter sido encaminhado para outro clube da capital.

Os indícios apontam para o Joaquim Arnaud Neto Gomes (Santa Cruz/RN, 9/1/1918 - Natal, 15/6/1980), falecido aos 62 anos.

J. Arnaud surge em reportagem do amistoso "River" 2 x 1 "Trairi" na cidade de Santa Cruz, com o time da cidade recheado com jogadores dos clubes da capital, como o goleiro do ABC, Edgar Pinheiro Câmara, falecido no Estado do Rio de Janeiro. Arnaud entra no decorrer do jogo.

Odorico Ferreira de Souza

A comitiva esportiva é recebida pelo agrônomo e político Odorico Ferreira de Souza, árbitro da partida, anfitrião com um jantar na casa dele, e em seguida retorna para a capital.

O festivo jogo no interior do Rio Grande do Norte é notícia no diário católico vespertino A Ordem (segunda-feira, 29/1/1938).

Quando dá conta que a delegação e o corso de automóveis é liderada pelo prefeito de Natal, Gentil Ferreira de Souza, irmão de Odorico, sendo filhos do "coronel" Ezequiel Mergelino de Souza.

O repórter ver a possibilidade de que o atacante Arnaud seja o mesmo que entra no jogo América 1 x 2 Alecrim, pelo sexta rodada do segundo turno do campeonato oficial (domingo, 27/8/1939). Com o detalhe que o goleiro "riverino" Genar Wanderley entra como titular da camisa número um americana.


FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Family Search

Jornal da Grande Natal

O Potiguar

Potybol

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

Aparece nome completo do antigo jogador tricolor (III)

Francisquinho é o antepenúltimo (em pé) na imagem do River natalense. A IA atrapalhou-se e misturou os goleiros com a camisa dos jogadores de linha...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que li o nome do jogador amador "Francisquinho" (sem o nome de batismo Francisco Pinheiro Borges) foi em artigo publicado no extinto jornal Diário de Natal.

Não lembro a data da edição, mas creio que deve ter sido em algum número da primeira metade da década de 40 do século passado.

O autor, não lembro se o texto era assinado ou não, faz uma homenagem a memória do atleta, mas, também, não recordo a causa.

Do Francisquinho somente consegui o nome completo como dado pessoal, graças ao recém lançado site "Potygol", organizado pelo pesquisador Rodrigo Vítor Dias.

Em seis temporadas, entre 1935/42, fez 11 jogos oficiais, com cinco vitórias, dois empates, quatro derrotas e marcando três gols pelo Santa Cruz Esporte Clube.

A última participação (21/6/1942) pelo turno, Santa Cruz 3 x 1 Clube Atlético Potiguar (CAP), antigo Centro Esportivo Natalense (CEN), existente até 1940.

ESTREIA

A primeira vez com a camisa tricolor (vermelha, preta e branca) pelo returno do campeonato estadual: Santa Cruz 1 x 5 ABC 10/11/1935).

Com o detalhe de ter acontecido três dias depois da data de um ano de fundação (7/11/1934).

Aparece nome completo do antigo jogador do tricolor (II)

O time amador clone do argentino no nome e nas cores, mas sem faixa diagonal (IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jogador identificado é Francisco Pinheiro Borges. São 11 jogos oficiais pelo Santa Cruz Esporte Clube entre 1935 a 1942.

As partidas são válidas pelo campeonato potiguar. A estreia no ano seguinte a fundação do tricolor (vermelho, preto e branco).

O segundo com este nome. O primeiro aparece em 1924 e some do mapa futebolístico da capital potiguar.

O Santa Cruz (7/11/1934) surge pela iniciativa de atletas dissidentes do Sport Clube de Natal, que acaba a sessão de futebol.

O rubro-negro do bairro da Ribeira é dedicado ao remo e resolve montar um time de futebol no final dos anos 20 do século passado.

Quase a semelhança do que aconteceu com os fundadores do Flamengo egressos do Fluminense.

Aparece nome completo do jogador do antigo tricolor (I)

O "clone" natalense do famoso clube argentino da faixa diagonal vermelha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em outras reportagens aparecem os nomes completos e, em alguns casos, as atividades profissionais ou esportivas, no remo e futebol, dos personagens listados na legenda original da fotografia no jornal cultural "O Potiguar".

Mas não custa lembrar que Jeremias Pinheiro da Câmara Filho foi jogador do América e diretor da Escola Técnica Federal; Manoel Francisco Lamas foi goleiro amador do alvirrubro, locutor esportivo e árbitro; Salatiel Silva, árbitro e presidente da Federação de Futebol;

João Batista Vasconcelos Filho, o "Piolho", jogador do Santa Cruz; Waldemar Matias Araújo, fundador do tricolor e um dos fundadores do "Diário de Natal"; Genar Wanderley outro goleiro americano e locutor da REN (Rádio Educadora de Natal), depois "Poti", emissora Associada;

Armando Barros de Góis conhecido das provas náuticas ao lado do irmão Paulo; João Batista Bezerra ("Dão"), atacante do Santa Cruz; Alberto Galvão de Moura, natalense, fundador do clube Coral da capital potiguar, dirigente do Sport Recife; Rivadavia Tavares Guerreiro e Geraldo Cabral, atletas tricolores...

Mas quem será o Francisquinho "riverino" que também fez parte do elenco do Santa Cruz de 1934 a 1943?



quinta-feira, 1 de outubro de 2026

O carimbo do fotógrafo de todas as torcidas...

ABC (primeiro semestre/1974): Floriano, Roberto, Walter Cardoso, Hipólito, Maranhão, Gonzaguinha, Nilo, Danilo Menezes, Luiz Rodrigo, Aelio e Jorge Calaça 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A rara imagem do ABC trás a assinatura ou marca do carimbo com o nome de Deodato Dantas.

A mesma fotografia foi usada em outras ocasiões para ilustrar séries de reportagens diversas.

A foto refere-se a uma das formações do time titular do alvinegro no primeiro semestre de 1974.

Na ocasião a equipe ficou sendo chamada pela imprensa de "Expressinho" devido a contratação de novos valores e promoção de juvenis.

Pela participação em amistosos e no I Torneio Estadual ao lado de clubes da capital e da dupla mossoroense.

A competição contou com o Alecrim, Riachuelo, Ferroviário, Atlético, Força e Luz, Baraúnas e Potiguar de Mossoró.

O ABC acabou campeão do Torneio realizado para ocupar os times que ficaram de fora do campeonato brasileiro.

O elenco abecedista havia retornado da excursão ao exterior e perde o Torneio Seletivo para o América, os principais frutos colhidos pela suspensão de 1972.