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quinta-feira, 11 de junho de 2026

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (V)

Rara foto do Sport em Macapá: Bria, Cazuza, Sinval, Luís Marques (potiguar ex-América-/RN), Tomires, Ney Andrade, Ramos, Bé, Jandir, Bentancour e Elcy/Acervo: Franselmo George/Globo Esporte (AP)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Sport termina o ano e passa os primeiros quatro meses da temporada seguinte envolvido em amistosos domésticos e interestaduais.

A estadia mais longa na excursão para dois estados e mais um território da Região Norte: Pará, Amazonas e Amapá.

As apresentações do rubro-negro começam mesmo pelo Nordeste. Em Fortaleza (capital cearense).

E no retorno passa pelo "Meio-Norte": em São Luís do Maranhão. O "Leão" da Ilha faz 17 jogos: 12 vitórias e cinco empates.

Destaque para três jogos em Macapá, capital do então território e atual estado do Amapá (Região Norte), na última semana de fevereiro eprimeira de março/1960.

No mesmo mês do ano anterior faz dois jogos contra o Juventus (Rio Branco) e Santana, os mesmos da segunda passagem, mais o Trem.

E finalizando a curta série: o redator Viriato Rodrigues disse em artigo (1959) que o apelido da seleção "Cacareco" foi posto por um repórter conterrâneo e não paulista ou carioca...


FONTES/IMAGEM

Diário de Pernambuco

Almanaque do Futebol Amapaense

Futebol 80

Globo Esporte

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (IV)

SELEÇÃO "CACARECO" no segundo jogo do campeonato extra: Edson, Waldemar, Geroldo, Biu, Givaldo, Zé Maria, Traçaia, Zé de Melo, Paulo, Geraldo José e Elias

Da lista dos 35 convocados e sem o potiguar Ney Bezerra de Andrade (Sport Clube Recife) a delegação pernambucana embarca com os 22 jogadores escolhidos pelo treinador Gentil Alves Cardoso:
Os goleiros Waldemar e Walter, Geroldo, Bria, Zequinha, Edson, Dodô, Givaldo, Servilio,  Clóvis, Biu, Zé Maria, Geraldo José, Zé de Melo, Moacir, Goiano, Traçaia, Tião, Paulo, Elcy, Fernando e Elias.
O atacante Paulo Pisaneschi (Clube Náutico Capibaribe) termina vice-artilheiro do campeonato com quatro gols ao lado do uruguaio Mário Ludovico BERGARA Medina.
O selecionado "Cacareco" de Pernambuco termina em terceiro lugar com a seguinte campanha e todos os jogos no Estádio Modelo (Quaiaquil):
3 x 2 Paraguai (domingo, 5/12/1959), 0 x 3 Uruguai (domingo 12), 3 x 1 Equador (domingo 19) e 1 x 4 Argentina (quarta-feira 22).

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (III)

Uma das formações do selecionado pernambucano sem o potiguar Ney Bezerra Andrade

O XXVII 
Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1959 é a segunda edição no ano pela única vez na história. Ocorre na equatoriana Guaiaquil: 5 a 25 de dezembro.
Participam cinco seleções: Argentina, Brasil, Equador, Paraguai e Uruguai. As seleções jogaram entre si em turno único. O Uruguai foi o campeão.
A competição extra se realizou devido ao pedido da cidade, que inaugurou um novo estádio e solicitou a organização do torneio para a Confederação Sul-Americana.
O Brasil é representado pelo selecionado pernambucano. Apelidada de Cacareco pela imprensa paulista.
A conquista do título foi tratada como o ressurgimento da celeste olímpica pela imprensa uruguaia.
A Seleção Pernambucana é convocada pelo técnico pernambucano Gentil Alves Cardoso.
Foram 22 atletas do Sport, Náutico e Santa Cruz. Eles saíram de uma pré-lista com 35 jogadores.

A GRANDE LISTA

Santa Cruz (nove): Walter Serafim, Jorge Carvalho, Edson Santos, Biu (Severino Silva), Servilio (José de Lucas), Dodô (Haroldo Silva), Tião (Sebastião dos Santos), Moacir Francisco dos Santos, Mainha (Rinaldo Amorim Maia), Zé de Melo (José Inácio de Melo), Goiano (Clemilton Ataíde Cavalcanti) e Clóvis Pinheiro Santos.

Náutico (sete): Paulo Pisaneshi, Waldemar Chiarelli, Givaldo Cordeiro, Zequinha (José Pereira Miná), Nancildo Nepomuceno, Hémilton Freitas, Geraldo José da Silva, Elias Oliveira e Fernando Salvador.

Sport (sete): Bria (Cosme Rodrigue de Mélo), Nei Bezerra Andrade, Zé Maria (José Maria Salles), Tomires de Souza Galvão, Bé (Roberto Bocaelli), Oswaldo Martins e Zeca (José Cardoso Reis).

Ferroviário (três): Zeca (José Carlos Reis), Neco (Manuel Pereira dos Santos) e Amâncio (José Américo Silva).

Ibis (três): Vantu (Vantil Santos), Paraíba (Inaldo Lima Silva) e Jovelino Candido Fernandes. Asas: Manoelzinho (Manoel Bezerra).


FONTES/IMAGEM

Diário de Pernambuco

Fernando Machado

Futebol da Seleção Brasileira

Futebol 80

Globo Esporte

História do Futebol Amapaense

Superesportes

Wikipedia

quarta-feira, 10 de junho de 2026

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (II)

O elenco alvinegro campeão de 1954 no primeiro estádio com o nome de Maria Lamas Farache, a falecida esposa, em 1948, do eterno diretor Vicente F. Neto

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A seleção pernambucana apelidada de "Cacareco" já havia sido mencionada neste espaço em cinco reportagens seriadas sobre temas diversos.

A mais recente menção ocorre na reprodução de um artigo do blog pertencente ao veterano e conceituado repórter pernambucano Lenivaldo Morais Aragão.

Na oportunidade o jornalista Lenivaldo Aragão lembra o aniversário do ex-jogador norte-rio-grandense Ney Bezerra de Andrade e aproveita para contar um pouco da carreira do atleta.

O texto é ilustrado com a imagem de Ney Andrade no Sport e também reproduzida nestes dias na reportagem sobre um jogador amador caicoense que fez um rápido teste no rubro-negro em amistoso no interior paraibano.

MEMORIAL ALVINEGRO

Da página social conduzida pelo torcedor e relações públicas Carlos Magno Oliveira é extraída a imagem com a diretoria e o elenco nos 90 anos de Ney ano passado (22/6).

Revelado no "Abecezinho", time alternativo durante o licenciamento de um ano (1952), Ney foi um dos esteios da série de títulos estaduais 53/54/55.

Na foto, no primeiro estádio "Maria Lamas Farache", no bairro de Petrópolis, o craque é o último sentado, da esquerda para direita, na fila logo abaixo dos dirigentes.

É tio da jornalista Rosa Lúcia Andrade e primo do médico Ives Bezerra, ex-presidente do Conselho Deliberativo, com raízes em Currais Novos/RN. Isolado no degrau mais inferior, uma rara aparição do técnico pernambucano de Igarassu, Edésio Leitão.


O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (|)

Repórter Nivaldo de Souza, da
"Poti", entrevista Ney Andrade
no "Juvenal Lamartine" nos
anos 50/Carlos Magno Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Três dias antes da estreia do selecionado nacional diante da seleção marroquina (sábado 13) o jornalista e escritor Kolberg Luna Freire me lança o desafio com uma sugestão de pauta sobre jogadores que passaram por ABC e América que foram a Copa do Mundo.

Entre os alvinegros ele aponta o mossoroense José Mendonça dos Santos (Dequinha), o natalense Francisco das Chagas Marinho e o pernambucano Rildo da Costa Menezes. Do alvirrubro o exemplo é a recente convocação do goleiro Weverton Pereira da Silva.

Kolberg Freire ainda salientou que se fosse estender para treinadores a pesquisa seria maior. "Lembro apenas de Danilo Alvim no ABC e uma curtíssima passagem de Tita pelo América", frisou.

Respondi que o tema já havia sido alvo de uma reportagem recentemente em um site local e que abordaria o assunto de norte-rio-grandense na Seleção caso encontrasse uma brecha para não ser repetitivo.

E encontrei. Apesar do personagem não ter entrado em campo oficialmente pela "Canarinha". E no caso mais um abecedista: o zagueiro Ney Bezerra de Andrade, residente em Salvador, capital baiana, com 90 anos.

Com passagens pelo Sport Recife, Bahia e América/PE, entre os pré-convocados da seleção pernambucana "Cacareco" que representou o Brasil no Sul-Americano extra no final do segundo semestre de 1959 no Equador.


FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Bahea na História

Fernando Machado

Futebol 80

Globo Esporte

Lenivaldo Aragão

Jornal da Grande Natal

O Gol


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XIX)

Cinco atletas do elenco campeão estadual estiveram em campo contra o selecionado caicoense

O Alecrim era o vice-campeão da "cidade", no dizer da "Tribuna do Norte", quando perde, de virada com placar de primeiro tempo (1 x 2), para a Seleção de Caicó 4 x 2 (domingo, 27/8/1961).

O jornal de Aluízio Alves acha injusto o resultado, com o favorecimento do árbitro ao selecionado, por uma penalidade máxima inexistente a oito minutos do fim da etapa complementar.

Aquela altura estava empatado o jogo (2 a 2). Na confusão o time esmeraldino decide deixar o campo, mas desiste pela intervenção enérgica do ex-zagueiro americano Maurício, irmão de outro alvirrubro: Mauro.

Somente o meia Wallace, outro antigo integrante "pele-vermelha", continua fora e o alviverde segue com dez homens. Milton (dois), Chagas, Garrido (pênalti), do selecionado, Deraldo e Galdino, os goleadores. Renda: 25 mil cruzeiros.

O vespertino "Diário de Natal" havia noticiado a partida na edição da segunda-feira e na terça é quase idêntica a nota do concorrente. Neste somente não sai o nome do soprador de apito identificado como Manoelzinho (e não é o goleiro alecrinense).

O disse me disse na região seridoense no quadro visitante rende a saída do treinador Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta", mas preenche o vazio o técnico José Djalma ("Tenente"), campeão do primeiro turno do campeonato de aspirantes pelo Alecrim (da série de três ou quatro títulos, a conferir, na categoria).

OS TIMES

SELEÇÃO: Quincas, Balão (Barrinha), Damião, Dinda (Norberto), Zé Ataíde, Imagem, Nilton, Chagas, Garrido, Dario e Mansinho.

Alecrim: Edilson (Manoelzinho), Ivan (Monteiro), Orlado, Petit, Maurício, Cadinha, Dedé (Dedeca), Zezé (Cláudio), Deraldo (Miltinho), Wallace e Galdino

terça-feira, 9 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XVIII)

O jogador apelidado de "Isqueiro" é um dos citados por um internauta caicoense 

Ciduca Barros em lançamento de um dos
seus livros com o amigo Lenilson Antunes

O
bancário aposentado e escritor caicoense Francisco de Assis Barros, o "Ciduca", veio a falecer na pandemia da Covid-19, em 2020, dois dias depois do vírus vitimar, fatalmente, a esposa.
Os internautas comentaram em rede social a morte do memorialista, fundamental para o resgate do astro do futebol amador local, em artigo no blog do "Ferreirinha" e republicado na página do Facebook.
Além das fontes primárias impressas, potiguares e pernambucana, o jogador Francisco Cunegundes das CHAGAS é retratado fielmente pelo comentário postado neste JORNAL DA GRANDE NATAL.
Por ocasião da republicação na rede destacamos alguns comentários daqueles que viram o personagem em campo pelo selecionado municipal ou pelo rubro-negro Caicó Esporte Clube na primeira metade dos anos 60.

JOSÉ BRILHANTE
Tive a oportunidade de jogar contra ele diversas vezes - Caicó x Corinthians e pude ver de perto toda a magia de seu futebol, mesmo já em fim de carreira. Era um jogador fantástico.

GILDO TEIXEIRA DE ARAÚJO
Chagas foi um craque inesquecível. Em 1962 assisti ele jogar pelo Sport Club do Recife em Patos-PB. Foi a partir deste jogo que tornei-me torcedor do Sport.

JANDI SOUZA
Nunca trabalhei em Caicó, mas estudei entre 53 e 59 e vi, muitas vezes, esse monstro sagrado do futebol jogar. Quando Currais Novos e Caicó jogavam era o jogador que temia. Gênio.

PAULO RICARDO OLIVEIRA
Eu era pequeno e meu pai, Inácio Gomes de Oliveira, me levava a todos os jogos no velho campo do Colégio Diocesano Seridoense.
E aprendi a apreciar o vistoso futebol de Chagas, diferente naquela época de muitos outros.
O Alecrim tinha sido campeão em Natal e foi a Caicó fazer um jogo das faixas.
Chagas bateu uma falta da intermediária e a bola foi no ângulo - o goleiro está procurando até hoje. O Caicó venceu de 4 a 1.
Chagas era muito simples mesmo, tanto que não quis ficar no Sport (jogou 15 minutos nesse jogo em Patos e foi um dos melhores). Na madrugada fugiu de volta para Caicó.

FRANKS PANDA COSTA
Nasci e me criei na vizinhança do craque Chagas, Veinho, Inaldo (Isqueiro), Arlindo, Antonio Silva, por isso não poderia ser diferente, aprendi a torcer e a amar o Caicó Esporte Clube.

TEMILSON COSTA
Lembro de Chagas desde a minha infância, pois, além de ter sido "mascote" do Caicó Esporte Clube, meu pai, o "Gago Tercino" - Diretor de Esporte do Caicó na década de 60, sempre foi um grande amigo do "Nego Chagas" e sua sapataria era ponto de encontro quando vínhamos em Caicó depois da primeira transferência do meu pai junto com o BEC...
Depois de tempos, idas e vindas, em 1977 vim estudar em Caicó e painho ficou em Picos e quem frequentava a sapataria era eu levando para Chagas notícias do meu pai...
Tenho excelentes lembranças desse grande amigo do meu pai...