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| O goleiro Nelson Conceição no Clube de Regatas Vasco da Gama nos primeiros anos da década de 20 |
A reportagem do título* acima, da revista semanal PLACAR, transcrita pelo jornal alternativo baiano "Nêgo" em julho de 1981, de autoria do jornalista paranaense Carlos Roberto Maranhão, abre com quatro parágrafos exemplificando alguns dos 71 goleiros brancos convocados para o selecionado nacional em 67 anos.
Entre eles o "aristocrático" Marcos Carneiro de Mendonça (America e Fluminense), Emerson Leão (Palmeiras), o "pastor" João Leite (Atlético/MG), Carlos (Ponte Preta), Gilmar (Santos), Castilho (Fluminense), Manga (Botafogo), Toinho ("um mulato") e os que caíram no esquecimento: Franz, Mesquita e Chico.
O primeiro negro mencionado é Nelson Conceição, um antigo motorista de táxi, nos anos 20 do século passado, e que pertencia ao Clube de Regatas Vasco da Gama. O jornalista e escritor Mário Filho, no livro "O Negro no Futebol Brasileiro", diz como o tratavam: - Um mulato com cara de macaco, metido a quíper argentino, com um boné na cabeça..." Chegou a sete jogos com a camisa da seleção.
Em seguida o goleiro do Vasco, o Jaguaré, que permaneceu na Europa durante uma excursão, fazendo sucesso no catalão Barcelona (Espanha), futebol francês e português. De retorno ao Brasil, em meados dos anos 30. excursiona com Leônidas da Silva, pelo carioca Sport Club Brasil ao Recife. Fez apenas três jogos pelo selecionado quando a camisa ainda era branca com frisos azul.
Nos anos 40 quem aparece é o Luiz Borracha, do Clube de Regatas Flamengo, que jogou duas partidas a mais pela seleção, cinco! Em seguida o Veludo. Depois aparece o paulista Moacir Barbosa (19 participações na seleção), do Vasco, que acaba com o estigma, mas passou a ser hostilizado pelo fracasso do "Maracanazzo".
Veludo, inclusive, último goleiro negro titular na primeira metade dos anos 50. Depois dele, segundo o observador Carlos Maranhão, uma 'multidão de brancos" além dos já mencionados: Ernani, Cabeção, Ubirajara Mota, Valdir Moraes, Félix, Marcial, Cláudio, Picasso, Irno, Suly, Alberto, Lula, Mussula, Fábio, Ado, Wendell, Sérgio, Valdir Peres, Raul, Marola... Só então surge o catarinense Jairo em 1977.
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| O goleiro catarinense Jairo do Nascimento no Clube Náutico Capibaribe do Recife (Pernambuco) |











