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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Falece zagueiro xará do Dequinha norte-rio-grandense

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO (DÉCADA DE 1970): Rondinelli, Toninho Bahiano, Dequinha, Júnior, Merica, Cantarelli, Osni, Adílio, Cláudio Adão, Zico e Luís Paulo

O mineiro Ademir Nunes Ribeiro recebeu o
apelido do antigo centromédio potiguar

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O mundo do futebol é fantástico para quem lida com o volume de informações disponíveis que existem e aparecem inesperadamente até pelo inexorável da vida.
Há uns cinco anos já tinha os dados pessoais e da carreira futebolística do personagem, inclusive que o apelido é originário até como homenagem ao antigo jogador de quem tomou emprestado quando criança, pre e adolescente.
Tudo graças a uma excelente perfil escrito por Rogério Micheletti, com a colaboração de Luiz Henrique da Silveira, para o conhecido portal "Terceiro Tempo", do radialista, apresentador de tv, jornalista e publicitário mineiro Milton Neves.

E para completar somente agora ficar sabendo da indesejável coincidência da morte do zagueiro aposentado Ademir Nunes Ribeiro, o "Dequinha", o segundo, dia 23, aos 71, justamente durante a série de reportagens sobre o primeiro Dequinha, alcunha familiar de infância do mossoroense José Mendonça dos Santos.

O Dequinha II defendeu Flamengo, Antuérpia (Bélgica), Mogi-Mirim, o Taubaté e o Centro Sportivo Alagoano. Ele residia no Rio de Janeiro, no bairro Campo Grande (Zona Oeste), e trabalhava com escolinhas de futebol. A causa da morte não foi divulgada.

- Mineiro de Montes Claros, nasceu em 27 de março de 1955, era irmão de Cacau, que jogou no Bangu, XV de Novembro (Piracicaba) e América-MG. A irmã deles, a Dona Nica, era chamada de "Zico de saias", tão craque que era Zenilda Ribeiro da Silva, caçula da família. Mas, à época, o futebol feminino era ainda menos prestigiado.

A mãe dos três chamava-se Laudivina Gonçalves Ribeiro, conhecida em Montes Claros, como Dona Cheiro. Dequinha chegou ao Flamengo em 1973, aprovado em teste como volante. O treinador do juvenil era Walter Miraglia. Dequinha destacou-se ao lado de Tita, Adílio e Júnior.

A versatilildade o credenciou a subir para o profissional. Fez a maioria dos jogos como zagueiro, embora atuasse também como volante e lateral. Ao todo defendeu o Fla em 134 jogos (85 vitórias, 35 empates e 14 derrotas) e marcou apenas um gol, conforme o Almanaque de Roberto Assaf e Clóvis Martins. A primeira partida em junho de 1975 contra o Fluminense.

Em e-mail para a seção "Que Fim Levou" (outubro de 2008) o ex-jogador fala da carreira para: "Eu era reserva de Jaime. Durante o jogo ele se contundiu e eu entrei em seu lugar. Perdemos a partida por 3 a 1. O treinador do Flamengo era Carlos Froner.

No mesmo ano fui convocado para a seleção brasileira de novos para um torneio no Canadá. Cheguei a treinar dois meses pela seleção, mas como Jaime havia sido convocado para a seleção principal, o Flamengo decidiu não me liberar, conta.

Em 1976 o São Paulo queria comprar o passe de Dequinha, mas o Flamengo não vende. E libera Jaime. Com isso assume a titularidade e forma dupla com Rondinelli. A partir daí se destaca e é vice-campeão carioca. O Fla perdeu a final para o Vasco nos pênaltis. Zico desperdiçou penalidade. No ano seguinte, o Flamengo volta a disputar uma final com o mesmo Vasco, mas desta vez foi Tita que não converteu. O Vasco de Dinamite venceu a disputa por 5 a 4.

Em 1980 deixa a Gávea e segue pela Europa. "Foi difícil me adaptar, principalmente, pelo frio. Lá, machuquei o joelho. Fiquei até o final de 1983", diz, retornou ao Brasil para defender o CSA. E pelo time foi tricampeão estadual (1984/86) e campeão da Taça de Prata 1985.

Em 1987 defendeu a Desportiva Ferroviária (ES). No ano seguinte o Fast de Manaus. Em 1989 defendeu o Mogi-Mirim. Taubaté e encerrou a carreira.

O "Terceiro Tempo" recebeu (sábado, 24/4/2010) o e-mail de Paulo Henrique R. da Silva: - Há algum tempo mandei mais algumas fotos e curiosidades sobre o tio. Só que ele é um "Excluído Digital".

Só agora a filha mostra a homenagem que o Site presta, ele ficou emocionado e lisonjeado. Se declarou fã do Milton Neves, atleticano convicto assim como minha avó, Dona Cheiro, a atleticana mais Ilustre de Montes Claro, já falecida.

Daí ele me pediu que lhes enviasse essa foto que segue anexo, mostrando os orgulhos da vida dele. Essa foto foi tirada no niver dele de 55 anos.

Na ordem: Aretha, Andrezza e Amanda, as filhas. E no colo um quadro que minha avó mandou fazer pra colocar na sala e que ele pegou de volta após seu falecimento pra guardar como uma lembrança...


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Flamengo

Futebol do Interior

Terceiro Tempo

As duas entrevistas com o irmão do "Dequinha" (VI)

Lá no alto, a direita na imagem, o que restou do Largo em homenagem ao Dequinha


Diante da lembrança ao legendário jogador mossoroense, pelas entrevistas do irmão João Simeão dos Santos, não tem como deixar de perguntar:

- Como ficou o "monumento" em homenagem ao antigo craque do Potiguar local, ABC e Flamengo?

A estátua estilizada em forma de um atleta conduzindo a bola foi guardada em algum lugar para ser reinstalada nas imediações da futura arena esportiva?

Fato é que o "Manoel Leonardo Nogueira" foi totalmente demolido em março deste ano e o Largo José Mendonça dos Santos ao lado do estádio também foi abaixo.

O conjunto da obra foi inaugurado (21/5/2000) pela prefeita Rosalba Ciarlini Rosado, enquanto a homenagem foi proposta do vereador João Newton da Escóssia Júnior (Lei 1.345, 8/11/1999). (JVJ)


quinta-feira, 25 de junho de 2026

Jornalista, escritor e torcedor entre os homenageados

Sessão solene é conduzida pelo vereador Kleber Fernandes

Paiva Torres, J. R.
Cavalcante e o
ex-deputado e
ex-presidente do
ABC e também
ex-presidente da
FNF, Rui Barbosa

HOMENAGEM ALVINEGRA

O jornalista e escritor Kolberg Luna Freire e o ex-jogador Álvaro Soares de Brito (vice-presidente da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais/AGAP-RN) e outras 15 personalidades, torcedores do ABC, foram agraciados com a medalha Maria Lamas Farache (nome do estádio alvinegro).

A entrega ocorreu na tarde/noite desta quinta-feira no Palácio Padre Miguelinho (Rua Jundiai), sede do Poder Legislativo Municipal.

A solenidade na Câmara de Vereadores (bairro do Tirol) foi bem prestigiada com a presença de uma das barulhentas torcidas organizadas, nas galerias, assim confidenciou uma testemunha ocular da história.

O ano passado, o retrasado e desde 2022 a comenda foi entregue nesta mesma época pela passagem do aniversário do clube (29 de junho). Foi criada pelo ex-vereador Anderson Lopes da Silva, eleito pelo PSDB (2020), e depois secretário municipal.


Ainda na lista dos homenageados: o jogador profissional João Paulo, cria do ABC; o vice presidente de financas, Marconi Brasil, e o assessor de relações institucionais da Fecomércio, Fernando Virgílio.

AMÉRICA OU ABC

É muita coincidência. A mesma pergunta: - Qual torcida vai lotar a Arena das Dunas?

Para três blogs: Pedro Neto (Agora RN), Mallyk Nagib (96 FM) e Marcos Lopes (98 FM e ML TV).

Quem fez primeiro? Ou foi geração espontânea?

Só sei que não passa da capacidade, oficial de 31 mil, inferior mais de dez mil diante do demolido Machadão. (JVJ)


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (V)

SERGIPE/1971; José Mendonça dos Santos/Dequinha (treinador), Toinho, Raimundo, Mizinho, Joel, Ailton, Zé Raimundo, Duda, Fernando, Cipo, Maninho e Rocha

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao escrever a abertura da entrevista com o irmão do personagem central, José Simeão dos Santos, 81, para o caderno "Universo" do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 16/6/2013) o repórter menciona a estátua instalada na Rua João da Escossia, em frente ao demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira, no bairro Nova Betânia, em Mossoró/RN.
A imagem representa José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", natural da cidade (19/3/1928 - Aracaju/SE, 23/7/1997), e o entrevistador Maricelio Almeida relaciona os números do craque potiguar pelo Flamengo/RJ: 374 jogos (234 vitórias, 70 empates e igual quantidade de derrotas) e oito gols contabilizados em dez anos de permanência no rubro-negro carioca.
Além de uma convocação pelo treinador Zezé Moreira para a Copa do Mundo da Suíça (1954) como reserva do paulista José Carlos Bauer. Pelo selecionado nacional vestiu a camisa amarela em oito oportunidades (quatro vitória, duas derrotas e igual número de vitórias). Com o detalhe de que foi expulso uma única vez como atleta flamenguista.
"Dequinha" sai do Flamengo em 1960, passa pelo Botafogo de Futebol e Regatas, sendo campeão na categoria de aspirantes (1961) pelo GLORIOSO, na Taça Antonio Gomes de Avelar (três participações), com o clube da Estrela Solitária vitorioso em dez partidas e com apenas uma derrota.
Ainda joga o campeonato carioca na temporada seguinte pelo Campo Grande (do bairro suburbano rural do mesmo nome na Zona Oeste do Rio de Janeiro) e em seguida acumula a função, por pouco tempo (1963), de jogador e treinador do alviverde América do Recife, de onde saiu no começo do segundo semestre de 1950 para o Flamengo.
Depois treinou times no interior de Minas Gerais, passou pelo futebol paraense (não necessariamente por esta ordem) e radicou-se em Araraju, sendo tricampeão estadual pelo alvirrubro Sergipe. Ainda comandou o elenco do Itabaiana, da cidade homônima, e o Confiança da capital.

FONTES/IMAGEM
Almanaque do Flamengo
Diário de Pernambuco
O Mossoroense
Anotando Futebol
Datafogo
Mundo Botafogo
O Gol
Retrato na Parede


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (IV)

No aspirantes do rubro-negro carioca com Henrique Frade na linha de ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O perfil em forma de entrevista tradicional, perguntas e respostas, é publicado no jornal "A Voz de Brusque" (14/3/2003).
E reproduzida no blog "A Sala de Brusque", do advogado Luiz Gianesini (7/7/2016), dois anos depois do falecimento de Francisco Assis dos Santos (27/3/1935 - 2014), o irmão de Dequinha (1928 - 1997).
Pelo Coritiba Chico faz 59 gols, número que o coloca entre os 25 maiores artilheiros do clube "Coxa Branca", pelo qual é tetracampeão paranaense.
Pelo alviverde marca pela primeira vez contra o Palestra Itália: 3 x 3 (5/7/1959). O último gol: 2 x 0 Seleto (30/11/1963).
O rapazinho que começou em clubes amadores mossoroenses (Fluminense, Bangu e Ferroviário) chegou ao Flamengo em 1953 (entra em campo duas vezes, com um gol, pelo time titular em amistosos), passou pelo Londrina, Coritiba, Guarani/SC, Apucarana/PR e Carlos Renaux de Brusque.

FONTES/IMAGENS
Almanaque do Flamengo
A Voz de Brusque
Paraná Esportivo
A Sala de Brusque
Blog do Marcão
Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol
Futebol 80
Súmulas Tchê
Câmara de Vereadores de Brusque/SC

quarta-feira, 24 de junho de 2026

As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (III)

O Londrina é fundado em 1956 e conquista o primeiro título no ano seguinte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor pode até inicialmente estranhar a maior concentração de informações em cima do personagem Francisco Assis dos Santos, o "Chico", irmão do José Mendonça dos Santos, o "Dequinha".

Mas a explicação e desculpa para tal acontecimento é de uma obviedade estonteante: muito já foi dito na imprensa potiguar sobre o mano mais famoso e quase inexiste dados do parente próximo bem menos conhecido.

Porém sempre citado nas entrevistas e reportagens. E mais uma coincidência ocorre antes do redator encontrar a fala do irmão José Simeão dos Santos no extinto jornal diário "O Mossoroense" em junho de 2013.

No ano seguinte um blog da cidade de Brusque (Santa Catarina) publica detalhes de uma entrevista de Francisco Assis em que ele menciona todos os irmãos e irmãs, discorre sobre a permanência no Londrina e o começo da carreira no Flamengo.


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (II)

Coritiba (Taça Brasil 1960): Carazzai, Nico, Hamilton, Julinho, Bequinha, Guimarães, Gordinho, Chico (irmão do mossoroense Dequinha), Oda, Duilio e Ronald

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não é necessário nem transcrever a fala de João Simeão dos Santos, 81, para o radialista mossoroense Jota Nobre, esta semana divulgada em vídeo em rede social por ocasião da Copa do Mundo.

O avançado da idade e os percalços da memória prejudicam a entrevista, mas as curtas frases dá para vislumbrar que a reportagem do jornal O Mossoroense (junho/2013) retrata muito bem a convivência com o irmão famoso.

A entrevista ao, mais uma vez desativado, centenário periódico de Mossoró abrange a família e o irmão de José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que seguiu carreira no futebol: Francisco Assis dos Santos, o "Chico".

"Chico" foi bicampeão pela categoria de aspirantes do Flamengo (1955/56), entrou poucas vezes em amistosos no time principal e em 1957 passar a jogar no futebol paranaense, primeiro no interior e depois na capital.

No alviverde Coritiba, vencedor do grupo sul (diante do Ferroviário), é campeão estadual em 1959, decisão com o Londrina, vencedor da chave norte, com um 2 x 1 (14/2/1960).

E participa da série de empates em três jogos (1 x 1, 3 x 3 e 1 x 1) na segunda fase da Taça Brasil, sendo eliminado no sorteio após a prorrogação no terceiro encontro, em Porto Alegre (setembro/1960).