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segunda-feira, 27 de julho de 2026

A segunda fotografia rara do "lusitano" no ABC (I)

ABC (1974): Floriano, Roberto, Hipólito, Walter Cardoso, Maranhão, Gonzaguinha, Ivo, Danilo Menezes, Luiz Rodrigo, Aélio e Jorge Calassa

Nesta foto dá para reconhecer o goleiro
Floriano, Danilo (segundo abaixo)
depois Rodrigo e na ponta-esquerda
currais-novense Jorge Calassa

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Do "baú" do memorialista sempre aparece alguma novidade que estava escondida a sete chaves e o ex-jogador José Ribamar Cavalcante (biografado pelo jornalista Kolberg Luna Freire) vai soltando as poucos nas redes sociais.

O redator pensava em não mais encontrar ou ver nenhuma fotografia do baiano de Porto Seguro (6/5/1949), Luiz Rodrigo dos Santos, filho de português, com passagens pelo América (1973), ABC (1974) e Alecrim (1975), além da foto (ao lado e abaixo da principal) divulgada pelo ex-jogador juvenil do alvinegro e do Potyguar de Currais Novos, Jorge Calassa.

Tanto a primeira quanto a segunda são, provavelmente, do primeiro semestre de 1974, quando o ABC perdeu o seletivo (fevereiro) para o campeonato nacional, vencido pelo América (uma vitória, um empate e o 2 a 2 com 1 a 0 na prorrogação).

Nos cinco primeiros meses do ano o ABC faz amistosos locais e interestaduais e participa do primeiro I Torneio Estadual para ocupar os clubes natalenses, com a participação do Potiguar e Baraúnas (ambos de Mossoró), durante o campeonato brasileiro, realizado no período devido a Copa do Mundo na Alemanha.

Inclusive o torneio tapa-buraco foi vencido pelo ABC e objeto de série inédita neste semestre. O leitor também revisitar as seguintes reportagens para saber mais sobre o personagem com passagens no futebol baiano e pernambucano:

1) "O "lusitano" que jogou pelo América e ABC" (domingo, 2/5/2021); 2) "Conheça o "esquecido" e único "Torneio estadual" (sexta-feira, 15/8/2025).


FONTES

Diário de Natal

Diário da Manhã

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Futebol 80

Jornal da Grande Natal

O Gol

Súmulas Tchê


domingo, 26 de julho de 2026

América eliminado pelo Gama nos tiros livres

Charles e Balotelli (foto) perdem as cobranças

Muita emoção na cidade satélite no entorno de Brasília. América e Gama se enfrentaram pelas oitavas de finais da Série D.

O primeiro tempo se desenvolveu com o jogo aberto com predominância dos ataques. Os gols saíram de jogadas com lances fortuitos. O Gama colocou uma bola no travessão depois do desempate americano.

No segundo tempo a partida continuou em aberto. Na metade do tempo cobrança de falta bate na zaga, dificulta para o goleiro americano e ganha a rede.

Decisão nos tiros livres: Gama 4 x 3. O time brasiliense começa as cobranças e Wagner Balotelli põe na trave na última cobrança.

O América participa da Série D do próximo ano sem precisar da conquista da vaga via campeonato estadual.

O Potiguar de Mossoró aguarda a classificação do ABC para as semifinais com o fim de ganhar a uma das três vagas do Rio Grande do Norte.

América na Série D: 2017/18/19/20/21/22 (campeão) e 24/25/26/27. Fecha a conta em dez participações (inclusa, é claro, a futura).


FICHA TÉCNICA

América 2 x 3 Gama

Estádio: Valmir Campelo Bezerra/DF

Árbitro: João Vitor Gobi/SP

Público: 15 mil (estimado)

Gol: Renato 16, Matheus Regis 22, Luiz Thiago 33, Ramon 47'51 e Henrique Almeida 20'55/2

América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Charles), Balotelli, Alexandre Aruá, Alisson Taddei (Coppetti), Galvan (Antônio Villa), Matheus Régis (Cassiano) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Gama: Renan Rinaldi, Michel Henrique (Iranilson), Darlan, Wellington (Lucão), Gabriel Lima, Moisés (Henrique Almeida), David Lucas (Gabriel Galhardo), Willian Júnior, Ramon, Felipe Clemente e Renato (Kennedy Lucas). Treinador: Luís Carlos Souza

sábado, 25 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (X)

Coronel Ângelo Azevedo é atento leitor do blog

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na reportagem anterior (quinta-feira, 26/6/2026) aparece o pai do personagem central, o funcionário público estadual Francisco Artêmio Coelho (1871 - 1945), uma das fontes orais do historiador natalense Luís da Câmara Cascudo (1892 - 1986).

O leitor viu que o genitor do xará do zagueiro do América/RN dos anos 40/50, Artêmio Florêncio Gonçalves, esteve envolvido numa sociedade tipográfica e foi eleito para uma das vagas da intendência municipal (setembro/1892) sob a presidência de Fabrício Gomes Pedrosa.

O ascendente Vestremundo Artêmio Coelho é tratado em jornais da segunda metade do século XIX (Gazeta do Natal, A República e O Nortista), como capitão, major ou tenente-coronel e coronel). Mas a grande novidade vem do sempre alerta ex-comandante da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, o coronel Ângelo Mário de Azevedo Dantas.

Autor do importante livro para consulta, "Cronologia da Polícia Militar do Rio Grande do Norte - 175 anos de História - 1834/2009" (volumes I e II), lançado em 2010, o coronel Ângelo Azevedo comentou em rede social: - Vestremundo passou um tempo como alferes (antiga patente hoje equivalente a tenente) na corporação.

O oficial da reserva da PM, Ângelo Azevedo, é também autor do livro que conta a história do Hospital Pedro Germano, unidade localizada no quarteirão do quartel da corporação (Rua Rodrigues Alves), com frente para a Avenida Prudente de Morais, no bairro do Tirol (Zona Leste da capital).

Pesquisador esclarece real primeiro título americano (III)

Imagem IA colorizada mais aproximada da foto do elenco do Torneio Início de 1919


ANTIGOS CARTOLAS EM AÇÃO NA COMPETIÇÃO DE ABERTURA DA TEMPORADA

O presidente da Liga, o capitão dos Portos Afonso Monteiro Chaves, e o também militar Aníbal Leite Ribeiro (presidente da comissão de jogos do Torneio Início em 16/2/1919), participam da organização do evento esportivo, no qual se faz presente a banda de música do Batalhão de Segurança (ver parágrafo final no recorte do jornal).

Monteiro Chaves esteve envolvido também com a implantação do escotismo na capital do Rio Grande do Norte, explicou o historiador César Barbosa, do Grupo de Escoteiros do Alecrim em reportagem bem mais específica e anterior.

O tenente Leite Ribeiro, por sua vez, era um dos incentivadores das regatas e do remo, envolvendo o rubro-negro Sport Club de Natal e o alvinegro Centro Náutico Potengi (CEP).

Os dois eram cariocas. Inclusive Leite Ribeiro era o correspondente no RN da revista "Vida Esportiva" do Rio de Janeiro.

Na imagem acima o "center-forward" americano, Arnaldo Costa e Silva, apelidado de "Poty", com a taça ou troféu do TI. (Reportagem: José Vanilson Julião)

Pesquisador esclarece o real primeiro título americano (II)


Observações: a fotografia retocada e colorizada pela IA (inteligência artificial) foi alterada também no figurino.

A técnica eletrônica coloca uma mão a mais ou fora do lugar original e outra taça nas mãos de outro atleta.

A fotografia do atleta Poty (de batismo Arnaldo Costa e Silva segundo a revista carioca "Vida Esportiva") com a taça confirma a data (16/2/1919), detalha o minucioso pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

Inclusive o troféu é o mesmo da imagem ao lado, com o apelido do "capitão" americano grafado errado ("Paty") na publicação do Rio de Janeiro (edição 91, 24/5/1919).

Para completar o uniforme é o mesmo: camisa escura (vermelha), calção branco e as meias com duas listras claras intercaladas por uma escura (rubra).

Além das informações e dados do impresso da metrópole então capital federal, as duas fotos, a do elenco e a do centroavante Arnaldo, foram feitas ou retocadas em estúdio, comum naquele tempo, pois pode-se perceber o "pano" e "escada" por trás dos personagens. (JVJ)

Pesquisador esclarece o real primeiro título americano (I)

Pesquisador Arthur Pierre: - A fotografia original é do time que vence o Torneio Início de 1919

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Sobre o registro do primeiro título oficial do América de Natal, ilustrado com uma imagem colorizada por inteligência artificial (quarta-feira,  22/6/2026), o meticuloso pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros fez uma observação muito importante para a historiografia alvirrubra.

Na realidade a primeira conquista do América Futebol Clube foi o Torneio Início de 1919 (divulgada na antiga revista carioca "Vida Esportiva") e com isso o campeonato oficial do mesmo ano, o primeiro corrido, passa a ser o segundo sequencialmente.

O TI contou com a participação das mesmas equipes da primeira competição oficial (turno e returno) do ano anterior, interrompida e não concluída, faltando um jogo ABC x América (outubro/1918), por causa da epidemia da gripe espanhola (Influenza).

O pesquisador A. P. dos Santos Medeiros, com base em levantamento inédito realizado pessoalmente na Biblioteca Nacional (Rio de Janeiro), informa que o América vence a competição realizada no domingo (12 de fevereiro de 1919) com vitórias de 1 a 0 contra ABC e Centro Esportivo Natalense (CEN).

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Zagueiro campeão pelo Vasco jogou no América/RN

Time do terceiro título da categoria dos reservas ou suplentes nos anos 60

O título da reportagem foi "A mudança de eixo fornecedor de craques para o RN" com o subtítulo "Pernambuco deixa de ser o celeiro nordestino para dar vez ao futebol carioca" (sábado, 12/8/2023).
Sendo ilustrada com três fotografias: duas do Vasco da Gama e uma do Olaria. Agora publica mais duas: uma que aguardava motivação, outra mais recente, encontrada na Revista do Esporte.
O detalhe: todas as imagens contam com o zagueiro Odmar dos Santos, que começou no juvenil, foi profissionalizado em "São Januário", e no começo dos anos 70 é contratado pelo América de Natal.
Em meados dos anos 60 teria sido emprestado ao venezuelano Deportivo Português. Na temporada de 1966 está no suburbano Olaria. Do bairro homônimo da Zona Norte carioca.
Odmar, nascido em 17 de maio de 1946, também com passagens pela Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador), Bonsucesso e Jequié (Bahia), chega em 1973 ao alvirrubro natalense indicado pelo falecido treinador carioca Maurílio José de Souza.
O técnico apelidado de "Velha" havia assumido o comando na última semana de novembro do ano anterior em substituição ao potiguar Francisco Freire de França ("Tonício"), que fora alçado da equipe juvenil.
E encerra o campeonato nacional da primeira divisão (equivale a Série B) na inédita quarta colocação para o futebol potiguar em qualquer competição nacional, desde a antiga Taça Brasil, equivalente hoje a Copa do Brasil.
No primeiro semestre de 1973 "Velha" ganha a terceira edição da Taça Cidade de Natal, a segunda da série de quatro conquistas americanas (1972/75), mas não impede o tetracampeonato estadual do rival ABC (1970/73). (JVJ)


FONTES

Revista do Esporte

Campeões do Futebol

Jornal da Grande Natal

Súmulas Tchê

VASCO (1964): Marcelo, Joel, Brito, Odmar, Barbosinha, Fontana, Milton, Mário, Célio, Lorico e Ede