Consulta

domingo, 24 de maio de 2026

"Goleiros artilheiros" tem representante da Caldense

Associação Atlética Caldense permaneceu 57 jogos sem perder de 1960 a maio de 1961

"Em 1960 a alviverde Associação Atlética Caldense teve no elenco o goleiro Carlos. Ele ficou conhecido por inovar e se tornar o cobrador oficial de pênaltis da equipe. No total fez sete gols pela "Veterana" nas cobranças das penalidades máximas.

Ele era canhoto e foi peça fundamental da série de 57 partidas invictas da equipe entre 1960 e 1961. A cada tiro livre a favor do time de Poços de Caldas (Minas Gerais) a torcida gritava o nome dele e pedia que cobrasse a penalidade."

Foi o que o repórter recolheu em rede social no começo desta tarde. A partir de pesquisa do criterioso historiador da Caldense, jornalista Renan Muniz (alvo de reportagens deste blog dias atrás), responsável pelo Almanaque da Caldense, recentemente lançado com sucesso.

O redator até pensou inicialmente que não mais apareceria um exemplo de um goleiro artilheiro pioneiro, além do grupo dos sete já mencionados nesta série inédita, mas suspeitava de que algo novo poderia surgir.

E surgiu com a postagem no Instagram, em 15 de dezembro do ano passado, justamente o período que Renan Muniz acaba de concluir o levantamento do rigoroso almanaque da Veterana.

O personagem é alvo de um artigo (certamente ponto de partida para a pesquisa do Muniz) do jornalista mineiro Luís Nassif: "Carlos, o goleiro trágico da Caldense" (Fonte: La Insignia, 3/7/2007).

A invencibilidade da Caldense foi quebrada pelo Esporte Clube Circulista, de Araras, interior paulista, ao vencer em Poços de Caldas pela contagem mínima (28/5/1961), no Estádio Municipal Ronaldo Junqueira. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGEM

Almanaque da Caldense

AA Caldense

História do Futebol

La Insignia

Medium

Tribuna do Povo

Colorização "confirma" goleiro artilheiro no Ferroviário

Fisionomia do arqueiro Floro bate com as outras imagens disponíveis no blog


Na dúvida e para conferir se realmente o goleiro artilheiro do Ferroviário Esporte Clube (FEC) de Natal/RN, o macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010), é o mesmo da fotografia em preto e branco publicada no blog como reprodução do Diário de Natal (1964), e publicada no excelente site Histórias de Futebol, o JORNAL DA GRANDE NATAL resolve "colorir" uma das raras imagens do atleta em formação no tricolor da capital potiguar, e confirma que a fisionomia é a mesma de outras fotos ilustrativas desta série inédita.
A imagem colorizada por meio de IA (inteligência artificial) refere-se a quinta temporada seguida do Ferroviário no campeonato estadual deste a estreia, em 1961, na principal competição potiguar.
O 'História do Futebol" também publicou uma reprodução de uma formação desta época (retirada do semanário "O Poti"), a qual deve ser "colorida" por IA para se verificar as feições e comparar com as melhores três imagens de Floro no ABC.
Ele chegou para o alvinegro no segundo semestre de 1968 após a última aparição oficial no campeonato há dois jogos do fim, justamente contra o Alecrim, o campeão invicto pela primeira vez na competição.
Na sequência ainda detalhes do primeiro e último jogo oficial pelo Ferroviário; as duas temporadas no ABC; a permanência no Ferroviário do Recife/PE em 1970; a curta passagem pelo América/RN no campeão brasileiro ou nacional da Divisão Especial no segundo semestre de 1972. (José Vanilson Julião)
Uma das primeiras formações do Ferroviário na primeira temporada no campeonato estadual em 1961


FONTES
Diário de Natal
O Poti
Tribuna do Norte
Family Search
História do Futebol
J. Batista Esportes
No Ataque

sábado, 23 de maio de 2026

Biografia do goleiro artilheiro do Baraúnas de Mossoró

Duas fontes consultadas asseguram a minibiografia do goleiro José Xavier de Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O repórter não tinha nada de substancial sobre a carreira esportiva, dados pessoais e atividades extra futebol do goleiro artilheiro do Baraúnas de Mossoró, José Xavier de Oliveira (18/3/1939 - 2013), mas encontra tudo, novamente, em duas fontes já conhecidas, do dedicado soldado PM Jota Maria e do falecido comentarista Olismar de Medeiros Lima.

O goleiro Xavier começou no esporte aos 13 anos no Atlético do Bairro 12 anos, em seguida indicado pelo "olheiro" Getúlio Vital para o União, e no final de 1953 passa a jogar pelo Ipiranga da Rua Doutor Mário Negócio.

No Ipiranga é campeão (1958) e convocado para o selecionado mossoroense para disputar o torneio intermunicipal "Cid Rosado" (1959). Dois anos depois joga futebol de salão no ABC em Natal. Em 1959 atua pela seleção do município cearense de Limoeiro do Norte.

No ano de fundação defende o tricolor mossoroense, mas ainda em 1960 presta o serviço militar na capital do RN e veste a camisa número um do rubro-negro Clube Atlético Potiguar (CAP). De retorno a cidade natal é tricampeão municipal pelo Baraúnas (1961/63).

Época em que faz de cobrança de tiro de meta o terceiro gol sobre o rival Potiguar (3 x 0) no antigo estádio da Rua Benjamim Constant (antigo campo da Limitada), onde hoje fica o SESI, como costuma dizer o radialista Dantas Júnior nas divulgações das históricas fichas de partidas na FM Santa Clara.

Xavier ainda jogou pelo Ferroviário mossoroense (1967) e encerra a carreira no ano seguinte pelo alvirrubro Potiguar. Ele foi casado por mais de quatro décadas com Maria Vilma Morais de Oliveira. Deixou dois filhos e três netos. Foi aposentado da Secretaria Estadual de Tributação.


FONTES

Blog Jota Maria

Instituto de Pesquisas Olivar Monte (IPOM)

Oeste News

Patu Esportes

Terceira rara imagem do goleiro artilheiro no ABC

ABC: Batista, Floro, Piaba, Babau, Arandir, Otávio, Babá, Izulamar, Alberi, Edmilson (não é o "Piromba") e Burunga

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nas últimas 24 horas a insistência do repórter localiza duas raras fotografias do goleiro artilheiro macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010).

A primeira publicada no artigo anterior como indicação da rede social do memorialista José Ribamar Cavalcante, guardião do maior acervo de fotos sobre times de futebol do Rio Grande do Norte.

A segunda imagem pouco conhecida do arqueiro do Ferroviário de Natal, entre 1961 e 1968, quando foi contratado no segundo semestre da última temporada tricolor pelo ABC.

O repórter lembrou e encontrou a fotografia, também de 1969, no blog No Ataque, o antigo do jornalista Edmo Sinedino de Oliveira, posteriormente disponibilizado para Ribamar Cavalcante.

A foto foi inserida na referida fonte em 26 de abril de 2015 em comemoração, dia seguinte, ao então aniversário de 67 anos do zagueiro abecedista Babau, que começou a carreira no Racing do bairro das Rocas e depois passou pelo ABC, Ferroviário e Cosern (Força e Luz).

Imagem rara do goleiro artilheiro "Floro" no ABC

IMAGEM RARA PERTENCENTE AO ACERVO DE JOSÉ RIBAMAR CAVALCANTE

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O torcedor abecedista conhece as fotografias do clube espalhadas pela rede. Entre elas formações da dupla temporada (1969/70) envolvendo a perda do título para o América e o primeiro "caneco" do tetracampeonato.

Uma das mais conhecidas é a colorida com o goleiro macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010), vindo do Ferroviário/RN no segundo semestre/1968, em que o elenco veste camisa diferente, preta com finas listras brancas.

Quando o repórter começou a série com o grupo pioneiro dos sete goleiros artilheiros nacionais sabia que iria utilizar a exemplar imagem do ABC e as duas do tricolor encontradas em sites do Rio Grande do Norte e de fora.

Era preocupação do redator encontrar uma outra do arqueiro Floro, no Ferroviário ou no ABC, para não repetir as utilizadas para ilustrar as reportagens inéditas desta sequência. E não acreditava achar tão cedo.

Nesta madrugada vejo que o logaritmo da rede social repete e indica postagem de seis anos atrás do ex-jogador e memorialista José Ribamar Cavalcante, na qual aparece a segunda imagem em preto e branco que não seja a mais conhecida.

O foco é o aniversário de 78 anos do antigo meia "Beto" (14 de maio) com passagens pelo antigo Globo, o licenciado Santa Cruz/RN, Riachuelo (RAC) e ABC nos anos 60 começo de 70.

A foto pode ser de 1968 (e não de 1969) pelo volante Edmilson Silva Araújo, o "Piromba", do Santa Cruz Esporte e Cultura, ABC, Fluminense, Internacional e futebol venezuelano, e do Tonho Zeca, egresso do Campinense em 1968.

No período mencionado "Piromba" chega do Rio de Janeiro como reforço e treinador do alvinegro no começo da temporada, mas não vinga. Acaba indo treinar o Racing das Rocas, debutante no campeonato potiguar.

Substitui no novato bicampeão da segunda divisão amadora o tenente carioca Jorge Alberto Level, vice-campeão potiguar pelo Riachuelo em decisão com o América (1967) e treinador americano (1968).

Além disso basta ver que a formação é diferente da que encerra a temporada com jogos pelo Torneio Norte-Nordeste e a série de quatro partidas finais do campeonato potiguar (uma vitória, um empate e duas derrotas) diante do América.

sexta-feira, 22 de maio de 2026

Imprensa considera o goleiro artilheiro Floro arrojado

Imagem reproduzida pelo site "História do Futebol" com o goleiro tricolor Floro 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O potiguar do município de Macau (região salineira), Florio Felipe Raposo (1940 - 2010), repito, é o achado inédito do JORNAL DA GRANDE NATAL como um dos cinco goleiros artilheiros no futebol do RN desde o primeiro jogo realmente ocorrido, envolvendo duas equipes organizadas em 1910, o alvirrubro Natal Futebol Clube e o Potyguar (grafia da época), de camisa cinza.

Na reportagem anterior o leitor viu que ele estreia em amistoso diante do Riachuelo (RAC) no Estádio Juvenal Lamartine (domingo, 9/4/1961) pelo Ferroviário Esporte Clube (FEC), campeão no ano anterior da liga do bairro das Quintas (como o foi o antigo alvirrubro Globo em 1959), novo filiado da Federação Norte-rio-grandense de Futebol (FNF).

Como árbitro central José Amândio Falcão, auxiliado pelo antigo zagueiro gaúcho e ex-treinador do América-RN, Natal Jesus de Lima e Francisco Menezes. 2 a 0 na etapa complementar (Reis Lima 25/2 e Rupiara 28) em favor do alvo-anil fundado em 1948 pelo pessoal da Marinha e já um veterano de pouco mais de uma década em campeonato estadual.

A cobertura do Diário de Natal (segunda-feira 10) analisa o novo arqueiro tricolor como um jogador arrojado e bem posicionado. E na edição do dia seguinte o jornal vespertino do grupo Associado destaca a estreia no jogo dominical do recém contratado comentarista da Rádio Poti, João José CRAVEIRO COSTA, vindo da emissora A Voz de Goiânia.

O repórter estranhou na pesquisa que após debutar em gramado natalense "Floro" não entra em mais amistosos, diante do Alecrim (2 x 2), no feriado do Trabalho (segunda-feira 1/5), e no interior do Estado, contra o São Sebastião (Nova Cruz).

Assim como não aparece no Torneio Início e tampouco na primeira rodada do campeonato estadual, Ferroviário 1 x 0 Alecrim (18/7), a primeira grande zebra da competição. Quem veste a camisa um é hoje o desconhecido Juvenal.

O sexto goleiro artilheiro estreia no Ferroviário/RN

Ferroviário (1964/66): Domiciano, Toinho, Galego (América em 1966), Erivan, Osmani (jogou no Centenário de Parelhas/RN), Floro, Carlinhos, Macaíba, Sebastião (Alecrim/ABC), Roberto Rufino Magalhães (médico aposentado da Fundação SESP em Açu) e Babá (hoje fotógrafo e pastor protestante)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O amistoso dominical Ferroviário 0 x 2 Riachuelo Atlético Clube (alvo e azul), o popular RAC ou time "naval" (9/4/1961), marca a estreia do tricolor no tradicional e acanhado Estádio Juvenal Lamartine (Natal-RN) inaugurado em 1928.

A partida também é histórica pela primeira exibição no Ferroviário Esporte Clube, novato egresso como campeão da Liga do Bairro das Quintas, do goleiro macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) na capital do Rio Grande do Norte.

O leitor fiel que acompanha a série inédita sobre o grupo dos primeiros sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro já sabe que "Floro" (corruptela do nome de batismo) é o sexto personagem da lista.

Como também ficou ciente que Floro é o terceiro do rol dos arqueiros goleadores a fazer um gol, de pênalti, em competição oficial, no caso o campeonato estadual (1965), depois do inglês Archibald Thomas Waterman (Fluminense), também de penalidade máxima, no campeonato carioca (1908).

O segundo gol de pênalti, não oficial e sim em amistoso (2 x 1), foi do ex-goleiro botafoguense Osvaldo "Baliza" Alfredo da Silva pelo Bahia contra o Corinthians na Fonte Nova (Salvador), em agosto de 1955, também com a contribuição do atacante paraibano Valter Romualdo da Silva ("Ruivo"), que treinou o América-RN no retorno do licenciamento (1966).

Para o internauta não perder a contagem: até agora também foram listados os goleiros artilheiros Mauro Aparecido Lucas, o "Oceania", do Juventus paulistano, e o camisa um do Noroeste, Roberto Silva Navarro, autor de gol em cobrança de tiro de meta no campeonato paulista.

Além do primeiro norte-rio-grandense, o mossoroense José Xavier de Oliveira, autor do terceiro gol no 3 a 0 do Baraúnas sobre o Potiguar, no clássico POTIBA local (fevereiro de 1961), de área a área, como aconteceu com os últimos citados.