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quarta-feira, 10 de junho de 2026

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (|)

Repórter Nivaldo de Souza, da
"Poti", entrevista Ney Andrade
no "Juvenal Lamartine" nos
anos 50/Carlos Magno Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Três dias antes da estreia do selecionado nacional diante da seleção marroquina (sábado 13) o jornalista e escritor Kolberg Luna Freire me lança o desafio com uma sugestão de pauta sobre jogadores que passaram por ABC e América que foram a Copa do Mundo.

Entre os alvinegros ele aponta o mossoroense José Mendonça dos Santos (Dequinha), o natalense Francisco das Chagas Marinho e o pernambucano Rildo da Costa Menezes. Entre os alvirrubros a recente convocação do goleiro Weverton Pereira da Silva.

Kolberg Freire ainda salientou que se fosse estender para treinadores a pesquisa seria maior. "Lembro apenas de Danilo Alvim no ABC e uma curtíssima passagem de Tita pelo América", frisou.

Respondi que o tema já havia sido alvo de uma reportagem recentemente em um site local e que abordaria o assunto de norte-rio-grandense na Seleção caso encontrasse uma brecha para não ser repetitivo.

E encontrei. Apesar do personagem não ter entrado em campo oficialmente pela "Canarinha". E no caso mais um abecedista: o zagueiro Ney Bezerra Andrade, residente em Salvador com 90 anos.

Com passagens pelo Sport Recife, Bahia e América/PE, entre os pre-convocados da seleção pernambucana "cacareco" que representou o Brasil no Sul-Americano extra em novembro/dezembro de 1959 no Equador.


FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Bahea na História

Fernando Machado

Futebol 80

Globo Esporte

Lenivaldo Aragão

Jornal da Grande Natal

O Gol


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XIX)

Cinco atletas do elenco campeão estadual estiveram em campo contra o selecionado caicoense

O Alecrim era o vice-campeão da "cidade", no dizer da "Tribuna do Norte", quando perde, de virada com placar de primeiro tempo (1 x 2), para a Seleção de Caicó 4 x 2 (domingo, 27/8/1961).

O jornal de Aluízio Alves acha injusto o resultado, com o favorecimento do árbitro ao selecionado, por uma penalidade máxima inexistente a oito minutos do fim da etapa complementar.

Aquela altura estava empatado o jogo (2 a 2). Na confusão o time esmeraldino decide deixar o campo, mas desiste pela intervenção enérgica do ex-zagueiro americano Maurício, irmão de outro alvirrubro: Mauro.

Somente o meia Wallace, outro antigo integrante "pele-vermelha", continua fora e o alviverde segue com dez homens. Milton (dois), Chagas, Garrido (pênalti), do selecionado, Deraldo e Galdino, os goleadores. Renda: 25 mil cruzeiros.

O vespertino "Diário de Natal" havia noticiado a partida na edição da segunda-feira e na terça é quase idêntica a nota do concorrente. Neste somente não sai o nome do soprador de apito identificado como Manoelzinho (e não é o goleiro alecrinense).

O disse me disse na região seridoense no quadro visitante rende a saída do treinador Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta", mas preenche o vazio o técnico José Djalma ("Tenente"), campeão do primeiro turno do campeonato de aspirantes pelo Alecrim (da série de três ou quatro títulos, a conferir, na categoria).

OS TIMES

SELEÇÃO: Quincas, Balão (Barrinha), Damião, Dinda (Norberto), Zé Ataíde, Imagem, Nilton, Chagas, Garrido, Dario e Mansinho.

Alecrim: Edilson (Manoelzinho), Ivan (Monteiro), Orlado, Petit, Maurício, Cadinha, Dedé (Dedeca), Zezé (Cláudio), Deraldo (Miltinho), Wallace e Galdino

terça-feira, 9 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XVIII)

O jogador apelidado de "Isqueiro" é um dos citados por um internauta caicoense 

Ciduca Barros em lançamento de um dos
seus livros com o amigo Lenilson Antunes

O
bancário aposentado e escritor caicoense Francisco de Assis Barros, o "Ciduca", veio a falecer na pandemia da Covid-19, em 2020, dois dias depois do vírus vitimar, fatalmente, a esposa.
Os internautas comentaram em rede social a morte do memorialista, fundamental para o resgate do astro do futebol amador local, em artigo no blog do "Ferreirinha" e republicado na página do Facebook.
Além das fontes primárias impressas, potiguares e pernambucana, o jogador Francisco Cunegundes das CHAGAS é retratado fielmente pelo comentário postado neste JORNAL DA GRANDE NATAL.
Por ocasião da republicação na rede destacamos alguns comentários daqueles que viram o personagem em campo pelo selecionado municipal ou pelo rubro-negro Caicó Esporte Clube na primeira metade dos anos 60.

JOSÉ BRILHANTE
Tive a oportunidade de jogar contra ele diversas vezes - Caicó x Corinthians e pude ver de perto toda a magia de seu futebol, mesmo já em fim de carreira. Era um jogador fantástico.

GILDO TEIXEIRA DE ARAÚJO
Chagas foi um craque inesquecível. Em 1962 assisti ele jogar pelo Sport Club do Recife em Patos-PB. Foi a partir deste jogo que tornei-me torcedor do Sport.

JANDI SOUZA
Nunca trabalhei em Caicó, mas estudei entre 53 e 59 e vi, muitas vezes, esse monstro sagrado do futebol jogar. Quando Currais Novos e Caicó jogavam era o jogador que temia. Gênio.

PAULO RICARDO OLIVEIRA
Eu era pequeno e meu pai, Inácio Gomes de Oliveira, me levava a todos os jogos no velho campo do Colégio Diocesano Seridoense.
E aprendi a apreciar o vistoso futebol de Chagas, diferente naquela época de muitos outros.
O Alecrim tinha sido campeão em Natal e foi a Caicó fazer um jogo das faixas.
Chagas bateu uma falta da intermediária e a bola foi no ângulo - o goleiro está procurando até hoje. O Caicó venceu de 4 a 1.
Chagas era muito simples mesmo, tanto que não quis ficar no Sport (jogou 15 minutos nesse jogo em Patos e foi um dos melhores). Na madrugada fugiu de volta para Caicó.

FRANKS PANDA COSTA
Nasci e me criei na vizinhança do craque Chagas, Veinho, Inaldo (Isqueiro), Arlindo, Antonio Silva, por isso não poderia ser diferente, aprendi a torcer e a amar o Caicó Esporte Clube.

TEMILSON COSTA
Lembro de Chagas desde a minha infância, pois, além de ter sido "mascote" do Caicó Esporte Clube, meu pai, o "Gago Tercino" - Diretor de Esporte do Caicó na década de 60, sempre foi um grande amigo do "Nego Chagas" e sua sapataria era ponto de encontro quando vínhamos em Caicó depois da primeira transferência do meu pai junto com o BEC...
Depois de tempos, idas e vindas, em 1977 vim estudar em Caicó e painho ficou em Picos e quem frequentava a sapataria era eu levando para Chagas notícias do meu pai...
Tenho excelentes lembranças desse grande amigo do meu pai... 



O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XVII)

Francisco de Assis Barros, o "Ciduca"

O artigo "Negro Chagas, um craque", publicado em 2016 no Blog do "Ferreirinha" (veja no blog), é republicado pelo autor em rede social, o bancário aposentado e escritor Francisco de Assis Barros, o "Ciduca", pelo desaparecimento do personagem, com a seguinte nota de abertura.

- Faleceu hoje (18/11/2017) um dos melhores jogadores de futebol que eu vi jogar.

Carinhosamente conhecido como "Nego Chagas", morreu simples e humilde como sempre foi.

Ele nos proporcionou várias alegrias, responsável que foi pelas inúmeras vitórias do Caicó Esporte Clube da minha juventude.

Transcrevo abaixo um texto de minha lavra, publicado o ano passado no Blog do Bar de Ferreirinha, sobre a genialidade de Chagas.

Obrigado, "Nego Chagas", pelas belas jogadas e gols que você marcou e pelas vitórias monumentais do Caicó E. C. do nosso tempo. 

Que Deus o receba! - Ciduca Barros


segunda-feira, 8 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XVI)

Escudo anos 40/Arte: Sérgio Mello/Blog
História do Futebol

O Diário de Natal (terça-feira, 28/8/1962) noticia o interesse do alvirrubro Globo Esporte Clube em reforçar o elenco com o caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS.

A terceira participação do "time fabril" no campeonato potiguar já estava em andamento com o primeiro turno.

E o jornal Associado informava o teste do jogador amador no interior paraibano pelo rubro-negro pernambucano.

Primeiro com a chamada no alto da página em seis colunas com dez palavras: - Chagas (Caicó) resolveu realizar testes no Sport Clube do Recife.

E na segunda metade da página a reportagem com o título do extinto impresso: "CHAGAS RESOLVEU PRIMEIRO ATENDER CONVITE DO SPORT, DEPOIS O GLOBO".

No primeiro dos cinco curtos parágrafos diz que o assunto já havia sido alvo de notícia do DN. No segundo informa o interesse do treinador Eugênio Vieira Barros (Globo) no atleta interiorano.

Segundo o jornal, eram boas as informações sobre o Chagas, e este, como se antecipasse o sumiço logo após o jogo em Patos (domingo, 9 de setembro), havia dito que faria somente um teste. (JVJ)




O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XV)

Uma formação do Caicó (2011). Vamos identificar os campeões internautas?

JOSE VANILSON JULIÃO

O jogador do futebol amador caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS, desde que se retirou dos campos seridoense no final dos anos 60, passou a está sempre presente no imaginário popular da cidade.
Uma prova disso acontece durante a conquista do campeonato potiguar da segunda divisão pelo Caicó Esporte Clube, que,  assim, retorna a divisão principal após sete anos.
No segundo semestre de 2011 (sábado, 8/10) o rubro-negro caicoense vence o Potyguar (Currais Novos), no Estádio Coronel Bezerra.
Gol isolado do ídolo Didi Potiguar, aos três minutos do segundo tempo, dá o título antecipado e consequente acesso ao campeonato potiguar da Série A (2012).
No mesmo dia Centenário/Parelhas (Região do Seridó) havia empatado sem abertura de contagem diante do ABC/B (convidado) e não poderia alcançar o Caicó.
O time vermelho e preto podia até perder os últimos dois jogos e o Centenário igualar o número de pontos (nove).
Mas a Raposa tinha a vantagem no primeiro critério de desempate (número de vitórias.
Com os resultados o rubro-negro confirma dois caicoenses na então competição vencida pelo América de Natal: ao lado do alvinegro Corintians, o "Galo".
E um internauta, identificado como "Devoto de Santana", comemora em um dos blogs noticiosos da cidade:
- ... Parabéns a torcida, em especial ao Rei Chagas, o maior que vi jogar ao vivo... E olhem que vi Rivelino, Paulo César Caju, Dinamite, Alberi… Mas o Rei Chagas com a bola nos pés era demais… E olhem que era em campo de barro…

FONTES
Chico Gregório
Escrete de Ouro
Futebol sem Fronteiras
História do Futebol
Niltinho Ferreira
Robson Pires
Tatutom Sports
Terra da Xelita

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (XIV)

A rainha da
Boêmia

A
o ler a reportagem sobre o perfil do jogador amador caicoense Francisco Cunegundes das Chagas, aquele que participou de um único amistoso no interior paraibano nos anos 60, pelo Sport Recife, um detalhe chamou de pronto a atenção do repórter.
Apesar da remota memória resgatar a raridade a curiosidade fica aguçada com o estranho sobrenome "Cunegundes", visto alguma vez desde a alfabetização. E o desejo de conhecer a origem é posta na pauta para a reta final da sequência.
O personagem, de profissão sapateiro, ficou na memória afetiva dos torcedores como CHAGAS de "Biinha" (apelido doméstico da mamãe), mas ninguém relata nada a cerca do tal "Cunegundes" familiar.
Para adiantar o serviço da pesquisa a pergunta é destinada a IA (inteligência artificial): - Qual a origem do nome Cunegundes?
Resposta: - Cunegundes é um nome próprio feminino de origem germânica. Ele deriva da união dos elementos kunni (que significa "família", "estirpe" ou "clã") e gund (que significa "combate" ou "guerra"). Portanto, seu significado literal é "guerreira da família" ou "combatente do clã".
E acrescenta: "Origem Religiosa: O nome tornou-se muito conhecido devido a Santa Cunegundes (nascida por volta do ano 978), que foi esposa do Imperador Henrique II e mais tarde se tornou uma religiosa beneditina."
Está explicado em resumo (bem curto) o sobrenome de origem alemã, do primeiro milênio depois de Cristo, para um negro brasileiro nascido no século XX. (José Vanilson Julião)