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sábado, 11 de julho de 2026

"Capitão" romeno joga amistoso contra o ABC (II)

Treze: Elias, Janca, Antonino (de Nova Cruz/RN), Leduar, Mané (depois treinador do ABC), Nilton (jogou no América/RN), Garrincha (Paluca substitui), Lima (jogou no ABC), Chicletes, Pedrinho e Zé Luiz. Na noite seguinte o selecionado romena enfrenta o ABC no Estádio Juvenal Lamartine (Natal)

Treinador romeno Stefan Onisie

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A Romênia desembarca no aeroporto do Galeão (quinta-feira, 4/1/1968) no Rio de Janeiro.

E até a penúltima semana de fevereiro realiza uma série de amistoso pelas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte.

O elenco europeu entra em campo 12 vezes: cinco vitórias, três empates e quatro derrotas.

O selecionado romeno, do treinador Stefan Onisie, estreia em Porto Alegre (quinta-feira 11): 1 x 1 Grêmio. Atua a maior parte do tempo com dez jogadores. O segundo jogo contra o Maringá/PR 2 x 1 (domingo 14).

Atlético/PR 1 x 1, com o rubro-negro reforçado com jogadores do Santos: Barbosa, Djalma Santos, Bellini, Tito, Amauri, Jair Henrique, Zito, Dorval, Ivair, Waldir Galli e Pepe. Dorval fez o gol do CAP (quarta-feira 17). 1 x 1 com o Ferroviário curitibano.

Botafogo/SP 6 x 2 Romênia na inauguração do Estádio Santa Cruz (domingo 21), com um gol de Mircea Lucescu, em Ribeirão Preto. Em seguida XV de Novembro (Piracicaba) 2 x 6. No outro domingo 28: América (São José do Rio Preto): 0 x 1.

Bahia 2 x 5 Romênia (quinta-feira 1/2) e Sport Recife 3 x 2 (terça-feira 6/2). Treze 1 x 2. O "Galo da Borborema" com Manoel Francisco dos Santos, o popular ponta-direita "Garrincha" (quinta-feira 8/2). ABC 1 x 4 no "Juvenal Lamartine" (sexta-feira 9/2).

A seleção romena joga "toda de amarelo", diz a necessária legenda para a foto preta e branca, do Diário de Natal (sábado, 10). O gol solitário do alvinegro de autoria do atacante Izulamar Bezerra Rodrigues.

A última partida do selecionado romeno acontece em Belém do Pará (domingo 11/2). Derrota pela contagem mínima, gol do Papão do atacante Bené.


FONTES/IMAGENS

Correio da Manhã

Diário da Manhã

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Jornal dos Sports

Tribuna do Norte

Tribuna do Paraná

A Cidade

CBN

Futebol de Antigamente em Curitiba

Futebol 80

Globo Esporte

Grêmio História

História do Futebol

Mundo Fantasmo

Notícias do Paysandu

O Craiovano

Retalhos Históricos de Campina Grande

Soesporte

Trezegalo



"Capitão" romeno joga amistoso contra o ABC (I)

O capitão Mircea Lucescu cumprimenta Carlos Alberto Torres/The Football Nerd

Mircea Lucescu como treinador

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Para a maioria dos pesquisadores o primeiro jogo amistoso internacional do ABC foi aquele com um improvisado time de marujos do navio inglês "Scarborough" (domingo, 10/5/1936).

Mas para a imprensa natalense, com certa dose de razão, contra uma equipe formal e regular, clube ou seleção nacional, o primeiro confronto internacional mesmo acontece 32 anos depois.

E no mesmo local, o tradicional "Juvenal Lamartine", inaugurado oito anos antes do enfrentamento cordial envolvendo os rapazes britânicos.

Na noite da sexta-feira (9/2/1968) o adversário, também europeu, era mais sério, experiente difícil de vencer: a Romênia.

Um dos três selecionados oponentes do Brasil na primeira fase da Copa do México (1970). E que vinha excursionando pelo Brasil desde janeiro.

Enfrentam o Botafogo (Ribeirão Preto), Grêmio/RS, Atlético/PR, Maringá, Bahia, Sport Recife e Treze.

Entre os jogadores romenos está o atacante e depois treinador do selecionado, Mircea Lucescu, falecido em Bucareste (7/4/2026).


Há 90 anos primeiro jogo internacional do ABC (III)

Arthur Pierre na Biblioteca Nacional

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator não relembrou de imediato, mas ao consultar os arquivos constata que o pesquisador Arthur Pierre dos Santos relata em artigo especial anterior o amistoso ABC x "H. M. S. Scarborough" (domingo, 10/5/1936).

O segundo amistoso internacional do alvinegro somente viria a acontecer, no mesmo estadinho "Juvenal Lamartine", em 16 de fevereiro de 1968, uma sexta-feira, contra um selecionado europeu: 1 x 4 Romênia.

E quase seis anos depois o ABC excursiona pela África, Ásia e Europa, durante pouco mais de três meses no segundo semestre de 1973, quando enfrenta novamente os romenos com um surpreendente 1 a 1 (15 de setembro). Terá sido mera coincidência?


O incrível: sem consultar o artigo postado em 15 de novembro do ano passado o editor escolhe título semelhante e a parecida fotografia para a primeira reportagem da sequência.

Coincidências a parte mesmo assim a situação inusitada não invalida as repetições para a valorização da data redonda da efeméride ou acontecimento passadas nove décadas.

E ainda se pode repetir, do artigo do natalense Arthur Pierre, que o resultado do encontro futebolístico é controverso. Fonte diversa indica que o placar teria sido 1 a 1.

Também pode-se destacar que o zagueiro Nezinho I faleceu em dezembro de 1952 após dias acamado por doença grave. O defensor Dorcelino faleceu como foguista na explosão do rebocador "Lucas Bicalho" (sexta-feira, 29/6/1951).

Acácio era pai do octogenário treinador Hélio Lopes do Nascimento (Alecrim e América), Adalberto era pai do jogador e treinador Tarcísio Carvalho; Humberto Teixeira, o Teixeirinha (América e ABC), apelidado de "Pintado", comerciante, faleceu em 28/12/1982.

Também conforme Arthur Pierre na preliminar da marujada britânica x potiguares se enfrentam os segundos quadros do alvinegro x Sport Club de Natal, o rubro-negro do remo (resultado não encontrado).

É o terceiro encontro internacional na capital do Rio Grande do Norte depois das partidas do América, em 1930/31, contra os marinheiros de outros dois navios britânicos, o “Delhi” e o “Dautless”.


FONTES

Arthur Pierre dos Santos Medeiros

Newton Alves

A República

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Há 90 anos primeiro jogo internacional do ABC (II)

Edgar P. da Câmara/Álbum de Família 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O presidente José Tavares da Silva (médico com mandato de 1935/41) e o diretor técnico Vicente Farache Neto (bacharel em Direito) foram os intermediários do convite ao comando do navio inglês "Scarborough".

O cearense F. Rodrigues

Jogadores: Edgar Pinheiro da Câmara (goleiro), Manoel Francisco da Silva (Nezinho), Dorcelino Pereira Dias, Antônio Acácio do Nascimento, Hermes Marques Amorim, Francisco Rodrigues dos Santos (Xixico), Mário Crise, Adalberto Carvalho, José Simão e Humberto Gomes Teixeira.

Na década de 30 o mesmo navio fez ao menos cinco viagens pelo hemisfério sul com as seguintes escalas (não necessariamente no mesmo ano): Buenos Aires, Montevideu, Rio de Janeiro, Salvador, Recife, Natal e Maceió.

Duas permanências em 1932, uma em 1934, outra em 1936 e a última em 1938. Nas duas primeiras a marujada faz jogos com o "Telephone", o Tuiuti, sofre goleada diante do Clube Náutico Capibaribe (jogo-treino), todos no Recife, ABC e Centro Sportivo Alagoano (1938).




Há 90 anos primeiro jogo internacional do ABC (I)

Marujos do navio inglês empatam sem abertura de contagem com ABC no JL (1936(

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O amigo pesquisador competente Arthur Pierre dos Santos Medeiros (simpatizante do América/RN) dia desses me envia um curioso recorte de um antigo jornal.

O pedacinho da reportagem ou artigo, cuja autoria também desconheço, vem sem a data da publicação.

Foi esta situação que me despertou, noite passada, a procura pelo dia exato do primeiro jogo internacional (em casa!) do alvinegro.

E como não tive acesso a fonte primária do Arthur Pierre (o extinto "A República") vou para as alternativas na Biblioteca Nacional Digital.

O resultado, portanto, era do conhecimento do repórter: ABC 0 x 0 "Scarborough". Mas não a data: domingo, 10/5/1936.

A marujada inglesa é o adversário no Estádio Juvenal Lamartine. Com grande comparecimento de público.

O navio (canhoneira ou cruzador inglês) havia chegado no dia anterior procedente do Rio de Janeiro (sábado 9). Na quarta-feira (13) parte para as Guianas inglesa.


FONTES

A Ordem

A República

Diário da Manhã

Diário de Pernambuco

Jornal Pequeno

Jornal do Recife

Wikipedia


sexta-feira, 10 de julho de 2026

"Locomotiva" nortista espera reverter quadro desfavorável

Time que entrou em campo na ida. Wanderson Gotinha, primeiro agachado,  acredita na velocidade para reverter a goleada de 4 x 1. Mas é preciso não tomar nenhum gol para não aumentar a desvantagem, sendo três para tiros livres ou mais um para avançar 


CONFIANÇA DO TREM
Em entrevista para o repórter Francisco Pinheiro para o Globo Esporte (Amapá) o atacante Wanderson Gotinha disse: "Não tem nada perdido. Assim como fizeram quatro, a gente tem capacidade de reverter a situação. A gente não pode se entregar. Sabemos que vai ser difícil”, disse.

CHEGADA NESTA SEXTA-FEIRA
Pelo visto dava tempo para a CBF atender o pedido da diretoria americana e antecipar de segunda-feira para sábado a partida entre o clube potiguar e o representante amapaense na Série D.
Parece que houve má vontade no Rio de Janeiro. Pois o último treino da "Locomotiva" aconteceu na quinta-feira no Centro de Treinamento Osmar Marinho (Macapá).

ARBITRAGEM PARA A DECISÃO
Estará a postos na Arena das Dunas, na noite de segunda-feira, o trio de árbitros sergipano: Thayslane de Melo Costa (central) e Daniel Vidal Pimentel e Vanessa Santos Azevedo (auxiliares).

RETROSPECTO COMO VISITANTE
Os rubro-negros apostam nos seguintes números: três vitórias, dois empates e igual número de derrotas.

TORCEDOR PRESENTE
Já passa de 15 mil o número de torcedores que reservaram cadeiras no estádio "Francisco das Chagas Marinho", no bairro de Lagoa Nova (Zona Leste)

O irmão do zagueiro abecedista no rival América (III)

General José Porfírio da Paz foi
presidente da Federação potiguar

JOSE VANILSON JULIÃO

Os filhos do dono da gráfica Santo Antônio (José Bezerra de Andrade), Dinarte (o mais velho) e Ney (o mais novo), são personagens da série de reportagens assinadas pelo jornalista Everaldo Lopes Cardoso.

O episódio contado pelo cronista teria acontecido justamente no amistoso interestadual entre os dois clubes homônimos, o potiguar e o pernambucano, das capitais estaduais, Natal e Recife.

O caso hilariante envolve o zagueiro Dinarte e o atacante Dario. Situação em que surge o nome do abecedista Ney como referência ao irmão.

Não fosse a condição do episódio o redator nunca saberia que Dinarte entra para a lista dos jogadores que vestiram ao menos uma vez a camisa rubra em mais de 115 anos de história.

A reportagem "O outro lado do futebol: o pitoresco (V)", do vespertino Diário de Natal (quinta-feira, 31/3/1960), contem cinco episódios. Descritos inicialmente na abertura do texto de Everaldo Lopes:

1) "Porfírio da Paz queria declaração do torcedor"; 2) "Seleção virou antigo TJD"; 3) "Juiz das Arábias"; 4) "Jogador de quinhentos réis"; 5) "Reinaldo 'Meu" ficou maluco com a confusão de caras" (dois irmãos gêmeos em clube pernambucano).

Pelo decorrer do tempo e confiando na memória Everaldo Lopes erra o ano (1953) e o placar (1 x 5), mas o "causo" em tela é referente ao jogo dos clubes americanos (16/10//1954). Mas começa assim: "Dinarte, mano de Nei Andrade, era zagueiro suplente do América, cujo titular era Artêmio.

Atuando abaixo da crítica, o escore já era 4 x 0, o preparador rubro fez entrar o reserva com a incumbência de marcar Dario, que era caixa alta, dono de cartaz enorme. Numa disputa Dinarte entra pra valer, com uma sola que levava endereço certo.

Dario pulou de lado e resmungou: - Sai daí jogador de quinhentos réis. - Ver lá, velhinho, eu ganho oito mil no América, tá bom, retruca Dinarte." Naquele tempo podia ouvir-se tudo que se passava dentro de campo com a proximidade do alambrado e a mureta de cimento do campo do JL.