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sexta-feira, 12 de junho de 2026

O médio da escola de "Dequinha" e "Piromba" (II)

Campinense na temporada da profissionalização com o zagueiro Arlindo (penúltimo) parecido com Marques

- ELE QUASE MORREU LINCHADO PELA TORCIDA!

- O MÉDIO MARQUES RELEMBRA PASSAGENS DRAMÁTICAS DA CARREIRA E REVELA QUE DEQUINHA O CONVIDOU PARA OCUPAR O SEU POSTO NO FLAMENGO

- Marques afirma que dá tudo para vencer quando joga. Por isso é temido pelos adversários, que não combatem com ele...

O título da reportagem, seguido do complemento e da legenda de uma das três fotografias da reportagem podem retratar muito bem o perfil do personagem na semanal Revista do Esporte (edição 77, 27/8/1960).

Na ocasião o norte-rio-grandense Luís Marques (Natal, 19/3/1936) já se poderia considerar um veterano com passagens pelo Santa Cruz/RN (1954), América/RN (1958) e Campinense (1959).

A abertura da reportagem não assinada contém erros: um de que teria iniciado a carreira no alvirrubro natalense ao lado do médio Edmilson "Piromba" Silva Araújo e do zagueiro Ney Bezerra de Andrade.

Em parte a afirmação está correta, pois "Piromba" começou no tricolor da capital potiguar, mas somente depois passou ao ABC, para compor a zaga ao lado de Ney, este sim, também alvinegro.

Outra informação, ainda não confirmada, é a de que esteve no São Paulo e posteriormente na Portuguesa de Santos, mas teve que retornar para Natal. E existe a explicação:

- Sou filho único. Mamãe é viúva. E não se adaptou bem ao clima de São Paulo... Disse o jogador do Sport Clube Recife. (José Vanilson Julião)

O médio da escola de "Dequinha" e "Piromba" (I)

O centromédio Luiz Marques, antepenúltimo em pé, contratado em abril, após passagem pelo América de Natal/RN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O personagem estava na agenda de pautas há bastante tempo pela entrevista de duas páginas publicada na edição 77 da extinta Revista do Esporte (27/8/1960).

No pensamento do repórter a abordagem seria em um momento isolado considerado mais adequado. Porém os últimos acontecimentos apressaram esta agora reportagem seriada sobre o jogador potiguar.

Um dos fatores é o acúmulo de fotografias postadas nestes seis primeiros meses do ano em que o atleta aparece no paraibano rubro-negro Campinense e no ABC de Natal.

E para acionar de vez a reportagem o centromédio ou volante natalense Luís Marques, nascido em 19 de março de 1936, aparece na imagem rara do Sport Clube Recife na excursão a Região Norte (1960).

Uma das fotos raras dele na "Raposa" de Campina de Grande refere-se ao jogo amistoso interestadual no Estádio Municipal Plínio Lemos: Campinense 2 x 2 Flamengo (RJ).

A imagem foi publicada recentemente, mês passado (domingo 10), na quarta reportagem da série inédita "A goleada histórica do Campinense sobre o América", ocorrida no mesmo período da profissionalização do clube.

A partir de momento o leitor passa a conhecer o polêmico player que começou em 1954 no eterno licenciado Santa Cruz Esporte e Cultura e passou pelo América/RN.


FONTES/IMAGENS

Diário da Manhã

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Poti

Tribuna do Norte

Revista do Esporte

Futebol 80

Globo Esporte

Súmulas Tchê

Blog do Marcão

História do Futebol

Retalhos Históricos de Campina Grande



quinta-feira, 11 de junho de 2026

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (V)

Rara foto do Sport em Macapá: Bria, Cazuza, Sinval, Luís Marques (potiguar ex-América-/RN), Tomires, Ney Andrade, Ramos, Bé, Jandir, Bentancour e Elcy/Acervo: Franselmo George/Globo Esporte (AP)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O Sport termina o ano e passa os primeiros quatro meses da temporada seguinte envolvido em amistosos domésticos e interestaduais.

A estadia mais longa na excursão para dois estados e mais um território da Região Norte: Pará, Amazonas e Amapá.

As apresentações do rubro-negro começam mesmo pelo Nordeste. Em Fortaleza (capital cearense).

E no retorno passa pelo "Meio-Norte": em São Luís do Maranhão. O "Leão" da Ilha faz 17 jogos: 12 vitórias e cinco empates.

Destaque para três jogos em Macapá, capital do então território e atual estado do Amapá (Região Norte), na última semana de fevereiro eprimeira de março/1960.

No mesmo mês do ano anterior faz dois jogos contra o Juventus (Rio Branco) e Santana, os mesmos da segunda passagem, mais o Trem.

E finalizando a curta série: o redator Viriato Rodrigues disse em artigo (final de dezembro/1959) que o apelido da seleção "Cacareco" foi posto por um repórter conterrâneo e não paulista ou carioca...


FONTES/IMAGEM

Diário de Pernambuco

Almanaque do Futebol Amapaense

Futebol 80

Globo Esporte

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (IV)

SELEÇÃO "CACARECO" no segundo jogo do campeonato extra: Edson, Waldemar, Geroldo, Biu, Givaldo, Zé Maria, Traçaia, Zé de Melo, Paulo, Geraldo José e Elias

Da lista dos 35 convocados e sem o potiguar Ney Bezerra de Andrade (Sport Clube Recife) a delegação pernambucana embarca com os 22 jogadores escolhidos pelo treinador Gentil Alves Cardoso:
Os goleiros Waldemar e Walter, Geroldo, Bria, Zequinha, Edson, Dodô, Givaldo, Servilio,  Clóvis, Biu, Zé Maria, Geraldo José, Zé de Melo, Moacir, Goiano, Traçaia, Tião, Paulo, Elcy, Fernando e Elias.
O atacante Paulo Pisaneschi (Clube Náutico Capibaribe) termina vice-artilheiro do campeonato com quatro gols ao lado do uruguaio Mário Ludovico BERGARA Medina.
O selecionado "Cacareco" de Pernambuco termina em terceiro lugar com a seguinte campanha e todos os jogos no Estádio Modelo (Quaiaquil):
3 x 2 Paraguai (domingo, 5/12/1959), 0 x 3 Uruguai (domingo 12), 3 x 1 Equador (domingo 19) e 1 x 4 Argentina (quarta-feira 22).

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (III)

Uma das formações do selecionado pernambucano sem o potiguar Ney Bezerra Andrade

O XXVII 
Campeonato Sul-Americano de Futebol de 1959 é a segunda edição no ano pela única vez na história. Ocorre na equatoriana Guaiaquil: 5 a 25 de dezembro.
Participam cinco seleções: Argentina, Brasil, Equador, Paraguai e Uruguai. As seleções jogaram entre si em turno único. O Uruguai foi o campeão.
A competição extra se realizou devido ao pedido da cidade, que inaugurou um novo estádio e solicitou a organização do torneio para a Confederação Sul-Americana.
O Brasil é representado pelo selecionado pernambucano. Apelidada de Cacareco pela imprensa paulista.
A conquista do título foi tratada como o ressurgimento da celeste olímpica pela imprensa uruguaia.
A Seleção Pernambucana é convocada pelo técnico pernambucano Gentil Alves Cardoso.
Foram 22 atletas do Sport, Náutico e Santa Cruz. Eles saíram de uma pré-lista com 35 jogadores.

A GRANDE LISTA

Santa Cruz (nove): Walter Serafim, Jorge Carvalho, Edson Santos, Biu (Severino Silva), Servilio (José de Lucas), Dodô (Haroldo Silva), Tião (Sebastião dos Santos), Moacir Francisco dos Santos, Mainha (Rinaldo Amorim Maia), Zé de Melo (José Inácio de Melo), Goiano (Clemilton Ataíde Cavalcanti) e Clóvis Pinheiro Santos.

Náutico (sete): Paulo Pisaneshi, Waldemar Chiarelli, Givaldo Cordeiro, Zequinha (José Pereira Miná), Nancildo Nepomuceno, Hémilton Freitas, Geraldo José da Silva, Elias Oliveira e Fernando Salvador.

Sport (sete): Bria (Cosme Rodrigue de Mélo), Nei Bezerra Andrade, Zé Maria (José Maria Salles), Tomires de Souza Galvão, Bé (Roberto Bocaelli), Oswaldo Martins e Zeca (José Cardoso Reis).

Ferroviário (três): Zeca (José Carlos Reis), Neco (Manuel Pereira dos Santos) e Amâncio (José Américo Silva).

Ibis (três): Vantu (Vantil Santos), Paraíba (Inaldo Lima Silva) e Jovelino Candido Fernandes. Asas: Manoelzinho (Manoel Bezerra).


FONTES/IMAGEM

Diário de Pernambuco

Fernando Machado

Futebol da Seleção Brasileira

Futebol 80

Globo Esporte

História do Futebol Amapaense

Superesportes

Wikipedia

quarta-feira, 10 de junho de 2026

O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (II)

O elenco alvinegro campeão de 1954 no primeiro estádio com o nome de Maria Lamas Farache, a falecida esposa, em 1948, do eterno diretor Vicente F. Neto

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A seleção pernambucana apelidada de "Cacareco" já havia sido mencionada neste espaço em cinco reportagens seriadas sobre temas diversos.

A mais recente menção ocorre na reprodução de um artigo do blog pertencente ao veterano e conceituado repórter pernambucano Lenivaldo Morais Aragão.

Na oportunidade o jornalista Lenivaldo Aragão lembra o aniversário do ex-jogador norte-rio-grandense Ney Bezerra de Andrade e aproveita para contar um pouco da carreira do atleta.

O texto é ilustrado com a imagem de Ney Andrade no Sport e também reproduzida nestes dias na reportagem sobre um jogador amador caicoense que fez um rápido teste no rubro-negro em amistoso no interior paraibano.

MEMORIAL ALVINEGRO

Da página social conduzida pelo torcedor e relações públicas Carlos Magno Oliveira é extraída a imagem com a diretoria e o elenco nos 90 anos de Ney ano passado (22/6).

Revelado no "Abecezinho", time alternativo durante o licenciamento de um ano (1952), Ney foi um dos esteios da série de títulos estaduais 53/54/55.

Na foto, no primeiro estádio "Maria Lamas Farache", no bairro de Petrópolis, o craque é o último sentado, da esquerda para direita, na fila logo abaixo dos dirigentes.

É tio da jornalista Rosa Lúcia Andrade e primo do médico Ives Bezerra, ex-presidente do Conselho Deliberativo, com raízes em Currais Novos/RN. Isolado no degrau mais inferior, uma rara aparição do técnico pernambucano de Igarassu, Edésio Leitão.


O potiguar abecedista na lista da seleção "Cacareco" (|)

Repórter Nivaldo de Souza, da
"Poti", entrevista Ney Andrade
no "Juvenal Lamartine" nos
anos 50/Carlos Magno Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Três dias antes da estreia do selecionado nacional diante da seleção marroquina (sábado 13) o jornalista e escritor Kolberg Luna Freire me lança o desafio com uma sugestão de pauta sobre jogadores que passaram por ABC e América que foram a Copa do Mundo.

Entre os alvinegros ele aponta o mossoroense José Mendonça dos Santos (Dequinha), o natalense Francisco das Chagas Marinho e o pernambucano Rildo da Costa Menezes. Do alvirrubro o exemplo é a recente convocação do goleiro Weverton Pereira da Silva.

Kolberg Freire ainda salientou que se fosse estender para treinadores a pesquisa seria maior. "Lembro apenas de Danilo Alvim no ABC e uma curtíssima passagem de Tita pelo América", frisou.

Respondi que o tema já havia sido alvo de uma reportagem recentemente em um site local e que abordaria o assunto de norte-rio-grandense na Seleção caso encontrasse uma brecha para não ser repetitivo.

E encontrei. Apesar do personagem não ter entrado em campo oficialmente pela "Canarinha". E no caso mais um abecedista: o zagueiro Ney Bezerra de Andrade, residente em Salvador, capital baiana, com 90 anos.

Com passagens pelo Sport Recife, Bahia e América/PE, entre os pré-convocados da seleção pernambucana "Cacareco" que representou o Brasil no Sul-Americano extra no final do segundo semestre de 1959 no Equador.


FONTES/IMAGEM

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Bahea na História

Fernando Machado

Futebol 80

Globo Esporte

Lenivaldo Aragão

Jornal da Grande Natal

O Gol