Consulta

sábado, 16 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (VII)

 

Monsenhor Joaquim Honório

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao ler pela primeira vez a notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau, no diário vespertino católico A Ordem (16/6/1936), deduzi logo de cara que dois dos fundadores, Wilson e Walter Bichão, tinham parentesco bem próximo e pelo contexto da ocasião só podiam ser irmãos.

A tendência natural para continuar com a dedução de quase cem por cento se dá pelo cruzamento das informações sobre os parentes nas fontes primárias (jornais).

Mas para bater o martelo seria preciso provais documentais para não deixar qualquer margem de dúvida.

As informações e dados pessoais vieram de consultas a sites de genealogias e as relações de batizados e casamentos disponíveis da Igreja Católica.

Quanto aos matrimônios dos pais, Joaquim Francisco Bichão (mesmo nome do pai) e Maria Alves da Silva Bichão, e das certidões de nascimento, casamento e obituário de Walter Bichão.

Walter nasce em 18 de setembro de 1917, é batizado dia 20/9 e casa com Aida Teixeira Barbosa (pais: Vicente Targino/Estefânia), de 21 anos, em 16 de dezembro de 1942, e falece em 9 de junho de 1943, aos 25 anos de idade, com extrema unção do monsenhor Joaquim Honório da Silveira (Macau/RN, 1879 - Natal, 1966).

Quem é o patrono misterioso do estádio de Macau? (VI)

Dona Amélia Duarte Machado

PESQUISA COMEÇA A DESVENDAR NÚCLEO FAMILIAR DO PATRONO DO ESTÁDIO WALTER BICHÃO

Entre os dois principais personagens da série o primeiro a aparecer na edição 143 em A Ordem (quinta-feira, 16/1/1936), portanto bem antes da notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau/RN, é Wilson Bichão, curiosamente na seção "Repartições", em expediente administrativo da Prefeitura da capital e datada de três dias antes.
O documento público esclarece que ele requer da municipalidade a transferência de parte de um terreno de propriedade dele, pela quantia de 2:400$000 (dois contos e quatrocentos réis) mais as despesas para dona Amélia Duarte Machado (1881 - 1981), viúva do comerciante português Manoel Machado.
Depois aparece envolvido em atividades religiosas no município de Macau (na primeira semana de junho e segunda de agosto).

Nas "Sociais" (sábado, 4/12/1943) é registrado o nascimento de Teresa Neumann, filha do casal José/Eline Bichão Concentino, residente na Avenida Deodoro 320, em Natal. Ele chefe do escritório da firma Construções Gerais Limitada.
Na mesma seção (terça-feira, 16/9/1947) é noticiado o falecimento (em Macau) de dona Maria Alves da Silva Bichão, 67, viúva do capitão da Marinha Mercante e depois comerciante Joaquim Francisco Bichão.
Dona Maria deixa os filhos Wilson (funcionário da Prefeitura macauense), Waldemar (almoxarife da Companhia Comércio e Navegação em Areia Branca/RN) e Eline, esposa do contador José Concentino. (JVJ)

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (V)

1935: O clube carioca que inspira o clone do município macauense, no interior do Rio Grande do Norte, ainda não havia começado a usar as camisas com a faixa vertical branca ou preta: Oswaldo, Itália, Rey, Brun, Barata, Calocero, Orlando Rosa Pinto (tio de Jair), Tião, Kuko, Luiz Carvalho, Nena e Luna. Em destaque: Feitiço 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na abertura da série o repórter havia indicado a pista da proximidade do parentesco de Wilson e Walter Bichão, que aparecem no diário vespertino católico A Ordem (quinta-feira, 16/6/1936) sobre a fundação do "Vasco da Gama Futebol Clube" em Macau (região salineira do Rio Grande do Norte).

O isolado e curto comunicado no informe "Pelos Municípios" da edição 173 do impresso, fundado em julho do ano anterior, com os complementos "Macau - Football", trata, primeiro, da divulgação da diretoria provisória:

- Presidente Wilson Bichão, secretário Pedro Siqueira (citado pelo vereador José Fagundes de Menezes no artigo da Tribuna do Norte), tesoureiro Walter Bichão (mencionado como patrono do futuro estádio) e diretor de esportes Antônio Rafael.

O correspondente não identificado ainda relata a realização do primeiro jogo do "Vasco da Gama" contra "ABC Football Club" local com a contagem favorável ao "cruzmaltino" macauense: 3 x 1.

E a formação da equipe vencedora sem identificar posicionamento em campo (alguns aparecem na lista de Fagundes): Jaú, Joaquim, Luiz, Canela, Walter, Pedrinho, Pedro, Artemio, João, Amaro e Silvestre.

sexta-feira, 15 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (IV)

Vista panorâmica da cidade de Macau (litoral norte) no Estado do Rio Grande do Norte

Estádio "Walter Bichão"*

José Fagundes de Menezes

Tribuna do Norte (quinta-feira, 13/5/1954)


- Os desportistas macauenses estão se movimentando muito nestes últimos tempos. Inúmeros clubes de outras cidades tem visitado a terra das salinas e notado a ausência injustificável de uma praça de esportes digna do progresso do Município.

Mas, segundo notícias chegadas de Macau, um amigo do desporto bretão acaba de idealizar a edificação de um estádio, em terreno de sua propriedade, situado no Valadão...

... Não é possível que, enquanto outras cidades menores do interior do Estado voltam suas vistas com maiores atenções para o desporto, a rica e evoluída cidade de Walter Bichão, se negue a prestigiar a grande pretensão de Virgílio Barbosa.

Significativo tributo os macauenses conscientes prestariam a todas as gerações e a todos os ídolos do futebol macauense se surgisse um estádio, em cuja fachada e por justiça, se colocasse o nome de Walter Bichão, o mais conhecido e admirado futebolista do "Vasco da Gama" e do povo de Macau.

Esta homenagem seria sentida pelos que se foram (sic), como Golinha, Joaquim Bichão, Bandido... Joãozinho (aonde estará ele?) recordariam seus bons tempos. E os companheiros de Walter, que ainda vivem, se tornariam sensibilizados: Pedro Siqueira, Pedrinho de Paiva, Licor, Luís de Souza, Artêmio, Mendonça e Jaú.

Daqui, embora distante, enviamos o nosso voto de aplauso aos que lutam e não se esqueceram de Walter Bichão.


*OS NEGRITOS NOS PERSONAGENS SÃO DO BLOG. TODOS VÃO APARECER NA SEQUÊNCIA DA SÉRIE.

Duas raras imagens de Silva no juvenil botafoguense

Silva é artilheiro da equipe campeã carioca da categoria Júnior na temporada 1977

RESUMO DA PASSAGEM VITORIOSA DO CENTROAVANTE LUIZ CARLOS DA SILVA MATTOS (1958 - 2026) PELA BASE (SUB-20) DO BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS (RIO DE JANEIRO) COM INFORMAÇÕES DO SITE "DATAFOGO" E IMAGENS GENTILMENTE CEDIDAS PELO EDITOR CLÁUDIO FALCÃO

Bicampeão carioca – 1977/1978

1977

Jogos – 23 (dos 24 da campanha)

Gols – 12 (artilheiro da equipe)

1978

Jogos – não disponivel quantitativo de jogos disputados (campanha: 24 jogos)

Gols – 20 (artilheiro da equipe)

BFR (1978): Luís Cláudio, Chiquinho, Zanata, Miltão, Luiz Carlos, Nélio; Gil, Tita, Wecsley, Silva e Haerton


Uma fotografia rara do América em temporada esquisita

América: Mingo, Tiê, Erivando, Marcos Mandu, Val, Toté, Jorge Pinheiro, Lico, Carlinhos (?), Marcondes e Elder. Provavelmente este elenco é da participação em dezembro/1995 pelo Torneio Assis de Paula em Parnamirim/RN


TIME AMERICANO

Parte do grupo acima não correspondeu no campeonato estadual: fica fora da final e não evitou mais um tricampeonato do ABC (1993/95).

O clube abecedista ganhou os dois turnos e decidiu (20 de agosto) com a Desportiva do Vale de Ipanguaçu, sendo o alvinegro campeão mesmo derrotado: 0 x 1 (Zé Ivaldo).Na Série B terminou na posição 16 entre 24 participantes. (Fontes: revista "A Bola", "Blog do Tubasso" e site "Bola na Área")

ELOGIO DO LEITOR

O leitor e internauta Ronaldo Silva (em rede social): "Eu moro em Macau e nunca vi uma fotografia desse jogador, Walter Bichão; gostaria muito de saber um pouco mais da história dele. Parabéns pela manchete."

NOTA DO EDITOR: - Caro Ronaldo, estamos pesquisando, contextualizando e montando os artigos sequenciais sobre o inédito tema. Vem aí dados do articulista que deu ideia do nome de Walter Bichão, informações sobre a origem familiar e observações sobre os prefeitos que fizeram a obra, além do Vasco da Gama (1936), time amador do personagem.

ARBITRAGEM

O alagoano Márcio Santos Oliveira apita América x Laguna na Arena das Dunas neste domingo (17) pela segunda rodada do "returno" da primeira fase da Série D.

MORTE FUTEBOL CLUBE: o time do curioso nome já foi tema de reportagens exclusivas. Em andamento pesquisas para novas abordagens.

Envolvendo jornalistas, intelectuais, escritores, reportagens, entrevistas e artigos nos quais aparecem o "Morte". Os personagens:

Newton Navarro (pintor modernista), Sanderson Negreiros, Ticiano Duarte, Lenine Pinto e Veríssimo de Melo (jornalistas).

Entre as personalidades envolvidas, da turma do Ateneu, os escritores, o natalense Homero Homem de Siqueira e o currais-novense José Bezerra Gomes.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (III)

Flamengo de "dona Pretinha" campeão (1962) no campo do "Valadão" antes do novo estádio da cidade litorânea: Badoléo, Moçada, Ari Boboca, Zeca, Naldinho, Chico Macau, Zé de Hipólito (José Ribamar Cavalcante), Totinha, Veó e Véscio

"Estádio Walter Bichão". "Escreveu José Fagundes de Menezes". 
Desta forma. Título e assinatura da autoria. Do artigo publicado na Tribuna do Norte (quinta-feira,  13/5/1954).

Em seis parágrafos o articulista, provavelmente o vereador com assento na Câmara de Natal, trás a público a novidade para o município de Macau.

No depoimento Fagundes de Menezes ressalta o desenvolvimento das atividades esportivas na cidade, com foco no futebol.

O mais importante: declina o nome do personagem propulsor da homenagem ao futuro patrono do Estádio ainda inexistente.

Na sequência relaciona as pessoas historicamente envolvidas com o futebol, nos anos anteriores, ao menos até a década de 30.

Também veremos de quem se trata o articulista. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Blog No Ataque