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sábado, 21 de março de 2026

América é tetra potiguar invicto pela segunda vez

Souza e Renzo foram os heróis do jogo e entram
para a história do América Futebol Clube

América e ABC terminam o segundo jogo da decisão invictos no campeonato estadual. Situação inédita na principal competição deste 1918, ano da primeira edição, e que não termina por causa da gripe espanhola (Influenza).

Com o resultado o título é decidido nos tiros livres direto da marca do pênalti. Em negrito as cobranças convertidas:

Wallyson, Copetti, Luiz Fernando, Wellington TanqueJoão Pedro, Charles, Lucas Marques e Souza.

O alvinegro é vice-campeão, sem derrota, pela primeira vez, igualando "feito" americano em 1978, com o ABC campeão. O alvirrubro hoje conquista o título estadual de número 37!


FICHA TÉCNICA

América 1 (4) x (2) 1 ABC

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva/MG

Público: 15.648 (15.896)

Renda: R$ 582.198,00

Gol: Wallyson 28'29/2 e Renzo 39'11

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro (Charles), Carlos Copetti, Alexandre Aruá (Josiel), Souza, Alisson Taddei (Augusto Gálvan), Cassiano e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Marques, Fabão, Wellington Carvalho, Jefferson Vinicius, Edson, Randerson (Jhosefer), Bruno Leite (Geilson), Thiaguinho (Luiz Fernando), João Diogo (João Pedro) e Igor Bahia (Wallyson). Treinador: Marcelo Chamusca

Editor do "DATAFOGO" decifra curiosidade do repórter

PLACAR vacila e não identifica Zezé Procópio (em pé de braço cruzado) e Tadique (primeiro agachado) em reportagem especial com fotografias do Botafogo FR

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O "Blog Tadeu Miracema", interior do Estado do Rio de Janeiro, esta semana publicou três fotografias antigas do Botafogo Futebol Clube antes da fusão com o Clube de Regatas Botafogo em dezembro de 1942.

As três fotos, não lembro exatamente o ano, foram objetos de uma série de reportagens com grandes clubes brasileiros da  revista semanal PLACAR. E também não recordo o tema.

Desta vez Tadeu Miracema faz o registro em homenagem aos conterrâneos e irmãos Aymoré e Zezé Moreira, antigos jogadores do clube da Estrela Solitária e treinadores gabaritados.

O conceituado blogueiro explica que Zezé levou, em 1930, os irmãos para trabalhar e estudar na metrópole do Rio de Janeiro.

O lateral Zezé, o central Airton, o meia Aderbal e o goleiro Aymoré foram ativos no "Esporte Clube Brasil" até 1933.

Aderbal foi o único que saiu do meio esportivo e virou músico. Zezé e Aymoré jogaram juntos até 1943, no Brasil, depois América, Palestra Itália (hoje Palmeiras) e Botafogo.

O redator, na época da publicação das três imagens na revista paulista da Editora Abril, não havia despertado para a não identificação de dois atletas numa das fotos agora republicadas.

Certamente por não ter a quem recorrer para identificar os importantes personagens.

Mas, agora, troca correspondência eletrônica com o bem informado Cláudio Falcão, editor do blog DATAFOGO, e mata a curiosidade de vários anos.

Cláudio Falcão, provocado, responde em cima da hora, sem pestanejar: - Zezé Procópio, de braço cruzado, em pé; o primeiro, agachado, é o Tadique.

sexta-feira, 20 de março de 2026

O Ferroviário boliviano e a goleada da Portuguesa

Ferroviário de Oruro/Bolívia: Franz Manolio, Salinas, Diaz, Barrera, Lozano, Arraya, Pérez, Luis Aguilera, Coutinho, Sanka, Juan Percy Espinoza e William Guzman

RODAPÉ DE PÁGINA

José Vanilson Julião

PORTUGUESANa série envolvendo jogadores com o apelido "Jacaré" no futebol do Rio Grande do Norte foi mencionado que o atacante natural do Estado do Rio de Janeiro, Hélcio Batista Xavier, que fez sucesso no América de Natal entre 1973/76, também vestiu a camisa rubro e verde da Associação Portuguesa de Desportos, da capital paulista, em excursão a Bolívia (1970).

"Élcio", como consta no "Almanaque da Lusa", seria médio, com um gol marcado em apenas um jogo pela Lusa, na maior goleada da história do clube (12 x 0), sobre o Ferroviário de Oruro (segunda-feira, 2 de fevereiro).

O blog tentou encontrar maiores detalhes sobre o clube boliviano na época,  inclusive a formação do jogo.

O máximo que conseguiu foi a fotografia acima, de um jogo em La Paz, a capital, em rede social estrangeira, com a relação dos jogadores a partir dos comentários dos internautas daquele país.


JUVENAL LAMARTINE
- O zagueiro ou lateral maranhense com carreira no futebol cearense e baiano, Carneiro, de batismo Hudson Machado Fonseca (São Luís/MA, 1934 - Fortaleza/CE, 2013), foi o último jogador a ser entrevistado para a seção "Bate-Bola" pela publicação carioca Revista do Esporte (231 - 10 de agosto de 1963) e declarar que o tradicional estadinho natalense era um dos piores do país com ou sem grama, com muito mais areia no piso. Vejam a recente reportagem sobre o tema com alguns jogadores, entre eles Telê Santana, futuro treinador do selecionado nacional.

ARBITRAGEM MINEIRA - O segundo jogo decisivo do campeonato potiguar, neste sábado (21), terá como soprador de apito Paulo José Zanovelli da Silva. Mando de campo do ABC com maior torcida. 10 por cento da capacidade da Arena das Dunas destinada aos torcedores americanos.

Os curiosos leitores potiguares da "Revista do Esporte"

Carlos e Fred S. Rossiter Pinheiro/TN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em pesquisas na publicação carioca Revista do Esporte já encontramos um "Botafogo" de Currais Novos com o falecido treinador Rubenito, conhecido por treinar clubes locais e o Grêmio Presidente Kennedy, o conhecido GPK, da vizinha cidade de Cerro Corá/RN.

Agora, no levantamento para colher dados sobre o selecionado carioca convocado pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, como representante da Federação Metropolitana de Futebol (1959), é achada uma curiosidade envolvendo os leitores da publicação semanal do Rio de Janeiro.

Redator ouviu Badoglio Araújo no rádio 

São os nomes de alguns missivistas, isolados ou até costumeiros, com as correspondências originadas de Natal
Tem gente "desconhecida", mas há outros com nomes completos escutado ou lido pelo repórter nos últimos 56 anos.

A primeira carta de um conhecido é de 1960. Ano seguinte ao surgimento do extinto impresso. Para a seção "Correio do Leitor" escreve Carlos Lamas Sobrinho (1943 - 2008), dono de loteria esportiva em 1986), com a publicação respondendo que não usa o serviço de reembolso postal.

O leitor em questão faz parte da família de chilenos participante da vida social e comercial potiguar. O cônsul Carlos Lamas, por exemplo, foi o principal idealizador da Rádio Educadora de Natal, a REN (1939/1941), "Poti" na incorporação aos "Diários e Emissoras Associados" e por último "Clube".

Em uma edição de 1960 aparece o radialista e professor Badoglio Araújo (falecido em 23/3/2009), correspondente de Parelhas para a Rádio Brejuí (Currais Novos) no noticioso apresentado pelo também falecido locutor Eliel Bezerra, irmão do repórter policial Elitiel Bezerra, o Pepe dos Santos, do DN. Badoglio pede capas com os jogadores do Vasco da Gama: Russo, Roberto Pinto e Ronaldo.

No corrente ano de 1961 aparece Bento José de Araújo Lima, pedindo notícias sobre o centroavante do Santos, Coutinho. O redator acredita da família de um famoso engenho de cana Bom Jardim, no município de Goianinha. Além de Manoel Torres Filho, das bandas do Caicó. Que pede a linha atacante do Botafogo na capa.

O Fábio Castelo Branco de Brito Guerra, em 1963 é o primeiro leitor repetitivo (oito vezes! A última: 1966. Em uma com pedido envolvendo o zagueiro potiguar Edmilson "Piromba" do Fluminense), deve ser parente descendente da tradicional família Brito Guerra, que padre senador no Império até houve.

Depois (1964), umas cinco vezes, os então garotos e irmãos Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro, professores universitários (Biologia e Engenharia Elétrica), autores de dois livros memorialistas sobre o cotidiano natalense. Pedem capas com o goleiro Carlos José Castilho, Joaquinzinho e Gerson.

Também aparece duas vezes Claudino Freire. Suspeito que seria um antigo apresentador da Rádio Trairi, depois Tropical, depois CBN (Central Brasileira de Notícias), recentemente vendida pelo ex-governador José Agripino a um médico e empresário potiguar radicado no interior do Paraná.




quinta-feira, 19 de março de 2026

Mossoroenses vão jogar fora mais três temporadas

Grupo empresarial mossoroense apresentou vídeo com a maquete do novo estádio local

Torcida do tricolor Baraúnas ocupa o
espaço na decisão do campeonato
potiguar de 2006 contra o Potiguar

O grupo empresarial mossoroense ligado a
o Supermercado Rebouças será o responsável para a construção no novo Estádio Manoel Leonardo Nogueira.
Com o prazo de 36 meses para entrega da obra totalmente pronta a partir da assinatura, em breve, do contrato com a Prefeitura, no máximo em 2029.
Este necessário espaço de tempo indica que os times de Mossoró vão permanecer mais três temporadas jogando fora de casa as principais competições estaduais e nacionais (Copa do Brasil e Série D).
Somando com a interdição em fevereiro de 2024, dois anos agora, são cinco anos sem que o Baraúnas ou o Potiguar tenham a oportunidade de mandar as partidas em casa pelo campeonato estadual (primeira e segunda divisões).

DEPOIMENTO
O internauta residente em Ceará-Mirim, Edvaldo Morais, assim se expressou em rede social sobre o resultado da licitação da administração municipal de Mossoró:
- Em 4 de junho de 1967, com 9 anos, ao lado do meu pai Miguel Lopes, assisti a inauguração do Estádio Manoel Leonardo Nogueira. A Seleção Mossoroense enfrentou o Ceará Sporting Club e perdeu por 2 x 0.
A notícia chega em Ceará-Mirim informando a transformação do antigo e ultrapassado Nogueirão em moderna Arena Multiuso. (negrito nosso pela concordância).
A iniciativa representa um marco importante para o desenvolvimento do esporte, da cultura e do entretenimento.
A implantação da estrutura moderna, planejada para múltiplas atividades, contribuirá para fortalecer o futebol local.
E vai incentivar novas práticas esportivas e ampliar as oportunidades de realização de eventos que movimentem a economia e valorizem o potencial de Mossoró e de todo o Rio Grande do Norte.
Que se concretize este passo significativo rumo à modernização da infraestrutura esportiva do município. Será motivo de orgulho para toda a população mossoroense e para os desportistas em geral.

O selecionado carioca na capital norte-rio-grandense (IV)

Não identificado (comissão técnica), Clóvis Nori, Mão de Onça, Milton Buzzeto, não identificado, Sampaio, Sílvio Pirillo (treinador); Bianchi, ponta não identificado, Luizinho, Buzzone, Joaquinzinho e na ponta-esquerda o mossoroense Bececê

Jogadores famosos e ou bem menos conhecidos comentam as condições do gramado do Estádio Juvenal Lamartine para a "Revista do Esporte"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O que tem em comum jogadores de clubes diversos em unidades federativas no final do anos 50 e começo da década seguinte?

Ivan (médio do Fluminense), Leônidas (São Bento de Marília), Vicente (médio do Esporte Clube Bahia), Babá (Flamengo), Pinga (Vasco da Gama), Bececê (então no Juventus de São Paulo), Escurinho (Fluminense), Aldemar (Palmeiras) e Telê Santana (Fluminense e futuro treinador do selecionado nacional).

A ordem não é disponibilizada em ordem alfabética pelo nome de batismo ou apelido. Mas pela sequência de aparecimento em entrevistas, a maioria, para a seção "Bate-Bola"da publicação semanal carioca Revista do Esporte.

A resposta para a pergunta, começo da quarta reportagem da série, todos provocados com a indagação, comentam com respostas curtas sobre as condições do Estádio Juvenal Lamartine, da capital do Rio Grande do Norte, onde atuam em amistoso ou raro jogo oficial.

Entre eles chamam a atenção do repórter o potiguar Francisco Gervásio, o Bececê, que começou a carreira no Ferroviário de Mossoró, esteve no interior cearense, foi vice-campeão pela Taça Brasil com o Fortaleza (1960), e fez sucesso no Palmeiras e andou por outros clubes da capital e interior paulista.

Numa edição de 1959 aparece a segunda declaração, a mais polêmica e talvez preconceituosa veio do atacante Leônidas, ex-jogador do América do Rio de Janeiro. Pergunta: - Qual o pior campo que já atuou? Resposta: - Foi num, em Natal. Tinha muito buraco e a iluminação era movida a óleo de baleia...

O redator acredita que seja o jogador catarinense Manoel Pereira, no América carioca como "Leônidas da Selva", negro como o "Diamante Negro", apelido para diferenciar do famoso carioca Leônidas da Silva, que encerrou a carreira no São Paulo.

Outra resposta bem diferente veio do atleta Vicente: - Pior é apelido. Foi em Liége, Bélgica, senti até saudades dos gramados "carecas" de Natal... Ainda em 1960 assim comenta Babá: - Se alguém me contasse que existia um campo oficial naquelas condições eu não acreditaria. Areia pura...

Já o Pinga, que havia jogado no campinho com Babá, no recém encerrado Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais, é resumido: "No campo Juvenal Lamartine. Só havia buraco de ponta a ponta."

Bececê o mais lacônico e curioso: - O do Alecrim em Natal... Escurinho: "É horrível jogar ali..." Aldemar: - O nome não me lembro, mas sei que foi em Natal. É um areal danado... Telê em 1961: - É areia pura...


quarta-feira, 18 de março de 2026

América e ABC empatam na primeira da decisão

Cassiano marca de primeira em escanteio

FICHA TÉCNICA

América 1 x 1 ABC

Árbitro: Felipe Fernandes de Lima/MG

Público: 10.936 (11.125)

Renda: R$ 387.479,00

Gols: Cassiano 39'48 e Lima 51'23/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro, Judson, Carlos Coppeti (Jadson), Souza, Augusto Galvan (Josiel), Cassiano (Ricardo Lopes) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Marques, Lucas Souza, Wellington Carvalho, Jefferson Vinicius, Edson, Randerson (Lima), Bruno Leite (Jhosefer), Thiaguinho (Luiz Fernando), João Diogo (João Pedro) e Igor Bahia (Wallyson). Treinador: Marcelo Chamusca


CONFRONTOS - GERAL

JOGOS 574

ABC 206 vitórias

América 186 vitórias

Empates 182

Gols/ABC 767

Gols/América 696

Saldo/ABC 71 gols

ABC 20 vitórias de vantagem


RETROSPECTO - ARENA DAS DUNAS

JOGOS 30

América 10 vitórias

ABC 10 vitórias

Empates 10

Gols pró América 35

Gols pró ABC 32


RESULTADOS

América 3 x 2 ABC (23/02/2014)

ABC 0 x 1 América (06/04/2014)

América 0 x 2 ABC (03/05/2014)

ABC 0 x 0 América (13/09/2014)

América 0 x 2 ABC (19/04/2015)

América 1 x 1 ABC (29/04/2015)

América 0 x 2 ABC (31/01/2016)

América 3 x 3 ABC (01/05/2016)

América 1 x 0 ABC (22/05/2016)

América 0 x 1 ABC (22/01/2017)

América 3 x 0 ABC (27/01/2018)

América 1 x 2 ABC (20/02/2019)

América 3 x 0 ABC (10/03/2019)

América 2 x 1 ABC (24/04/2019)

América 3 x 4 ABC (22/01/2020)

ABC 2 x 1 América (02/02/2020)

América 1 x 0 ABC (18/04/2021)

América 2 x 3 ABC (20/06/2021)

América 3 x 0 ABC (06/03/2022)

América 0 x 0 ABC (06/04/2022)

América 2 x 2 ABC (10/04/2022)

América 0 x 1 ABC (12/02/2023)

América 1 x 2 ABC (02/04/2023)

América 1 x 0 ABC (10/05/2023)

América 0 (4) x (2) 0 ABC (03/03/2024)

América 0 x 0 ABC (17/03/2024)

América 1 x 0 ABC (20/03/2024)

América 1 x 1 ABC (22/03/2025)

América 0 x 0 ABC (24/01/2026)