![]() |
| Luís da Câmara Cascudo em 1918, aos 18 anos (!), época em que inicia colaboração no jornal A IMPRENSA |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
O achado do xará do zagueiro do Santa Cruz/RN, América de Natal e Alecrim, Artêmio Florêncio Gonçalves, começa com a digitação do primeiro nome próprio do jogador, quando aparecem 291 ocorrências na primeira fase do diário vespertino católico A Ordem (1935/53), que retorna a circular semanário nos anos 60.
Para fechar o cerco e restringir inicialmente a pesquisa apenas sobre o defensor dos três clubes o repórter sabia de antemão que o período a ser levantado referia-se a pouco mais de uma década (1945/57).
Daí foi só fazer a leitura das notificações neste espaço de tempo e registrar a estreias de Artêmio, primeiro no tricolor, e em seguida no alvirrubro, focos iniciais da pesquisa.
Coincidentemente e respectivamente em dois começos de temporada: primeira semana de janeiro/1945, em jogo oficial de campeonato estadual, diante do ABC, ainda pela temporada anterior, e da mesma forma em maio/1948, em amistoso interestadual contra o Fortaleza.
Feito isso a pesquisa para se verificar de quem se tratava o personagem alheio ao futebol ficou muito mais fácil. Pois agora o nome de batismo do novo ator se restringe a 53 ocorrências em menor espaço de tempo, "apenas" uma década, de 1935 a 1945.
Tudo não passava de uma mera curiosidade pela coincidência dos nomes, mas a cada virada de ocorrência cresce a expectativa pelo aumento das informações sobre a personalidade real Francisco Artêmio Coelho e acaba aguçada pela surpresa final!







