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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Minibiografia do único irmão jogador do Dequinha (I)

Francisco Assis dos Santos é o primeiro agachado no alvo e azul paranaense

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois dos irmãos dos nomes invertidos ou trocados de posição veio o terceiro rebento do casal mossoroense Luiz Gonzaga/Isaura Freire.

Assim a ordem ou sequência da natureza ficou: primeiro os dois José (dos Santos Mendonça e Mendonça dos Santos).

Em seguida o Francisco Assis dos Santos, que, em conjunto com o segundo, viriam a ser os únicos jogadores de futebol da família.

No seio familiar, também naturalmente, com nomes tomados emprestados dos Santos, os apelidos só poderiam surgir de dentro dela.

Como todo José poderia ser chamado de Zé, Zezé, Zezinho, Zeca ou Zequinha coube a alcunha do similar Dequinha ao segundo.

Portanto quem nasceu Francisco seria Chiquinho ou Chico. Foi o que explicou o menos famoso dos Mendonça atletas para a imprensa.

João Simeão dos Santos (o das entrevistas) e os outros cinco, incluindo as meninas (nove ao todo) são da segunda família.


domingo, 28 de junho de 2026

Trechos da entrevista do irmão do médio "Dequinha"

Dequinha soma quatro jogos
pelo Atlético Mineiro entre
novembro/1967 e maio/1968

Curiosamente a Rua João da Escossia, no Bairro Nova Betânia, endereço do demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira e, consequentemente o Largo José Mendonça dos Santos (Dequinha), é o mesmo endereço residencial do irmão do antigo craque mossoroense, João Simeão dos Santos, o entrevistado para a seção "Variedades" do caderno "Universo", do extinto jornal diário O Mossoroense (domingo, 6/6/2013), do qual são extraídos estes dois trechos da entrevista concedida ao repórter Maricelio Almeida.

- Quais as principais lembranças que o senhor tem em relação ao período que conviveu com Dequinha?

Simeão: - Nossa maior convivência foi no Rio de Janeiro, para onde toda a família foi levada em 1955. Ele mandou pegar todo mundo. Na época eu frequentava os treinos do Flamengo na Gávea, ia ao Maracanã, até porque nós morávamos perto do estádio. Dequinha vivia em outra residência, morando com um pessoal italiano, que gostava muito dele. Nós não conversávamos muito. Não havia essa aproximação de conversa, até mesmo pela nossa diferença de idade, Dequinha nasceu em 1929 (sic), eu em 1945. Eu ia para a concentração, mas não puxava conversa. Conheci muitos jogadores...

- São quantos irmãos no total?

Simeão: - Eram duas famílias. Dequinha era da primeira e eu sou da segunda. Somos irmãos por parte de pai. Primeiro veio José dos Santos Mendonça, depois José Mendonça dos Santos, o Dequinha, depois Chico, que foi jogador de futebol e chegou também a atuar pelo Flamengo, na mesma época em que Dequinha fez sucesso, sendo, inclusive, o próprio quem o levou para lá. Na sequência Toinho e Margarida, da primeira família. Depois eu, Lúcia, Carlinhos, Anunciação, nove no total (incluso o entrevistado), dois falecidos. 





Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (III)

O norte-rio-grandense Demóstenes César da Silva no "Glorioso" na abertura da temporada

P
ara encerrar a abordagem momentânea envolvendo o jogador de futebol potiguar Demóstenes César da Silva e o irmão dele, o trombonista Esdras César da Silva, explico o pormenor da atividade musical comum entre eles.
Não escrevo agora sobre a sequência da carreira de Demóstenes no Rio Grande do Norte, Ceará, Rio de Janeiro e na Colômbia pela existência de informações e imagens diluídas em outras reportagens nestes 11 anos de existência do blog.
E nem vou relatar as circunstâncias do acidente (madrugada do sábado, 25/2/1984) que vitimou Esdras César e mais 18 pessoas, músicos e foliões do bloco carnavalesco, por existir bastante material espalhado pela rede, inclusive com imagens do ônibus e do fusquinha envolvidos na batida do "Baldo" (Natal).
A primeira pista de que Demóstenes e Esdras eram ativos músicos vem de uma crônica do jornalista Mário Filho na coluna "Da Primeira Fila", da antiga revista carioca O Globo Sportivo (sexta-feira, 12 de março de 1948: "Oswaldo, kepper do Botafogo (3)".
O cronista na maioria dos dez parágrafos numerados menciona Demóstenes igual número de vezes como o "professor" de piston do arqueiro Oswaldo Baliza na concentração. No texto aparecem outros personagens reais da história do clube da "Estrela Solitária".
A segunda aparece na coluna "Notas & Comentários" do jornalista Waldemar Araújo (fundador do extinto Diário de Natal) no diário matutino Tribuna do Norte (1955). A nota: - LEMBRAM-SE DE DEMÓSTENES?
Desta forma: "Pois leiam este pequeno tópico do Rodapé Esportivo de Araújo Neto na Tribuna de Imprensa. É uma notícia de primeira para os amigos e conterrâneos de Demóstenes César da Silva... Craque e clarinetista (grifo nosso) de 1m50 passou dois anos na Colômbia está no Rio a procura de clube...
A terceira e última prova é uma lembrança do cronista Woden Coutinho Madruga três dias depois do acidente publicada na Tribuna do Norte (terça-feira 28/2). Com o título "De Lelé", apelido familiar do Esdras, tocador de trombone de vara, saindo da Vila Lustosa, da Rua da Estrela, atual José de Alencar, na Cidade Alta, para animar a festa nos anos 60/70.
Woden ainda lembra a profissão para o ganha pão diário, marchante, assim como o pai Joaquim César da Silva, dono de ponto no antigo mercado incendiado. O talhador de carne era pai de Joaquim César da Silva Filho, o "Vavá", que conheci nos anos 80 nos bares da vida, conversador, que se gabava de também ter jogado no América. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

sábado, 27 de junho de 2026

Tragédia do Baldo vitimou irmão do jogador (II)

O centromédio húngaro Bela Sarosi

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Seis brasileiros, quatro argentinos e um húngaro estão na imagem que ilustra o começo desta curta série.

A maioria passou pelo Botafogo de Futebol e Regatas do Rio de Janeiro, entre os quais potiguar Demóstenes César da Silva, irmão do trombonista Esdras César, uma das 19 vítimas do acidente na semana do Carnaval de 1984 em Natal, no Rio Grande do Norte.

Mais o goleiro paranaense Ary Nogueira Cezar, os zagueiros Marinho Rodrigues de Oliveira (genitor do zagueiro flamenguista Fred e pai adotivo de Paulo César Caju), Adão Plínio da Silva e Waldyr do Espírito Santo ("Negrinhão"), além de Norival Pereira da Silva (Flamengo e Fluminense)

Antes deles passaram também pelo Atlético Júnior de Barranquilla (Colômbia) o polêmico atacante Heleno de Freitas e o meia paulista Elba de Pádua Lima, o futuro treinador Tim, chamado "o estrategista".

Um dos destaques da agremiação colombiana é o centromédio húngaro Béla Sárosi (1919 - 1993), que esteve na Copa do Mundo da França (1938) pelo selecionado magiar.

Tragédia do Baldo vitimou músico irmão do jogador (I)

Demóstenes César da Silva é
o último agachado no clube
colombiano Atlético Júnior
de Barranquilla em 1950/53

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A grande notícia do fim de semana ofusca qualquer surpresa que venha acontecer no futebol neste domingo.

O sábado praticamente começou para a imprensa potiguar com a repercussão da prisão do motorista Aluísio Farias Batista, 69, condenado a 21 anos de prisão.

Ele estava foragido desde a madrugada do sábado, 25 de fevereiro de 1984, data em que o ônibus que dirigia passou por cima de músicos instrumentistas e foliões de um bloco carnavalesco.

19 pessoas morreram, a maioria músicos, 15 ao todo, do Exército, da Polícia Militar e civis que faziam bico.

Um dos músicos, Esdras César da Silva, era irmão do jogador potiguar Demóstenes César da Silva, com passagens pelo América, ABC, Ferroviário/CE, Botafogo/RJ, Canto do Rio e futebol colombiano.

Esdras César é nome de rua no Bairro Potengi, na Zona Norte de Natal, por decreto do então prefeito da capital potiguar, Marcos César Formiga.


FONTES/IMAGEM

Almanaque do Ferroviário

Bologna FC

Datafogo

Mundo Botafogo

O Gol

Diário de Natal

Jornal dos Sports

O Poti

Tribuna do Norte





América/RN e Trem confirmam choque da terceira fase!

Alisson Taddei marca/Imagem: Gabriel Leite

O América confirma a classificação para a terceira fase da Série D, nesta noite, na Arena das Dunas (Natal/RN).
Abre o marcador no começo do primeiro tempo, administra com o regulamento debaixo do braço, e o adversário não oferece qualquer perigo durante o resto do jogo.
A tarde o rubro-negro Trem também chancela a passagem e enfrenta o alvirrubro com o primeiro jogo no Amapá (Região Norte).
O Sampaio Corrêa vence a Locomotiva (1 x 2), mas como havia perdido a ida pela diferença de dois gols não reverte o placar.

Jornalista Helga Oliveira homenageada

MINUTO DE SILÊNCIO
Antes do apito inicial a arbitragem atende determinação da Federação Norte-rio-grandense de Futebol, de um minuto de silêncio em homenagem a repórter esportiva Helga Oliveira, conhecida da torcida americana como a "Madonna" potiguar, pela semelhança física com a cantora, durante o período na TV Cabugi, atual Inter TV (Rede Globo) nos anos 90.

TORCEDOR VERMELHO
Diferente no acompanhamento da transmissão por um canal no "tube" a participação do americano Rui Barbosa da Silva, natural de Cerro Corá/RN (Região do Seridó), funcionário público estadual aposentado. Recebe um "alô" do comentarista Márcio Saraiva (do site "Metrópoles")...


América 1 x 0 Fluminense/PI
Árbitro: Francielly Fernanda Lima de Castro/MG
Público: 5.123 (5.290)
Renda: R$ 127.567,00
Gol: Alisson Taddei 3'47
América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá (Coppetti), Alisson Taddei (Nykollas Lopo), Galvan (Antônio Villa), Matheus Régis (Cassiano) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Fluminense/PI: Jerfesson, Gabriel Reis, Gabriel Biloca (Deivid), Kelvin (Durkheim), Kelson (Alyson), Xexéu, Vitinho, Rian (Raimundinho), Gabriel Vieira (Gabriel), Reny Max e João Victor. Treinador: Ito Roque

sexta-feira, 26 de junho de 2026

Falece zagueiro xará do Dequinha norte-rio-grandense

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO (DÉCADA DE 1970): Rondinelli, Toninho Bahiano, Dequinha, Júnior, Merica, Cantarelli, Osni, Adílio, Cláudio Adão, Zico e Luís Paulo

O mineiro Ademir Nunes Ribeiro recebeu o
apelido do antigo centromédio potiguar

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O mundo do futebol é fantástico para quem lida com o volume de informações disponíveis ou aparecem inesperadamente pelo inexorável da vida.
Há uns cinco anos já tinha os dados pessoais e da carreira futebolística do personagem, inclusive que o apelido é originário até como homenagem ao antigo jogador de quem tomou emprestado quando adolescente.
Tudo graças a uma excelente perfil escrito por Rogério Micheletti, com a colaboração de Luiz Henrique da Silveira, para o portal "Terceiro Tempo", do radialista, apresentador de televisão, jornalista e publicitário mineiro de Muzambinho, como faz questão de espalhar, o Milton Neves.

E para completar somente agora ficar sabendo da indesejável coincidência da morte do zagueiro aposentado Ademir Nunes Ribeiro, o "Dequinha", o segundo, dia 23, aos 71, justamente durante a série de reportagens sobre o primeiro Dequinha, alcunha familiar de infância do mossoroense José Mendonça dos Santos.

O Dequinha II defendeu Flamengo, Antuérpia (Bélgica), Mogi-Mirim, o Taubaté e o Centro Sportivo Alagoano. Ele residia no Rio de Janeiro, no bairro Campo Grande (Zona Oeste), e trabalhava com escolinhas de futebol. A causa da morte não foi divulgada.

- Mineiro de Montes Claros, nasceu em 27 de março de 1955, era irmão de Cacau, que jogou no Bangu, XV de Novembro (Piracicaba) e América-MG. A irmã deles, a Dona Nica, era chamada de "Zico de saias", tão craque que era Zenilda Ribeiro da Silva, caçula da família. Mas, à época, o futebol feminino era ainda menos prestigiado.

A mãe dos três chamava-se Laudivina Gonçalves Ribeiro, conhecida em Montes Claros, como Dona Cheiro. Dequinha chegou ao Flamengo em 1973, aprovado em teste como volante. O treinador do juvenil era Walter Miraglia. Dequinha destacou-se ao lado de Tita, Adílio e Júnior.

A versatilildade o credenciou a subir para o profissional. Fez a maioria dos jogos como zagueiro, embora atuasse também como volante e lateral. Ao todo defendeu o Fla em 134 jogos (85 vitórias, 35 empates e 14 derrotas) e marcou apenas um gol, conforme o Almanaque de Roberto Assaf e Clóvis Martins. A primeira partida em junho de 1975 contra o Fluminense.

Em e-mail para a seção "Que Fim Levou" (outubro de 2008) o ex-jogador fala da carreira para: "Eu era reserva de Jaime. Durante o jogo ele se contundiu e eu entrei em seu lugar. Perdemos a partida por 3 a 1. O treinador do Flamengo era Carlos Froner.

No mesmo ano fui convocado para a seleção brasileira de novos para um torneio no Canadá. Cheguei a treinar dois meses pela seleção, mas como Jaime havia sido convocado para a seleção principal, o Flamengo decidiu não me liberar, conta.

Em 1976 o São Paulo queria comprar o passe de Dequinha, mas o Flamengo não vende. E libera Jaime. Com isso assume a titularidade e forma dupla com Rondinelli. A partir daí se destaca e é vice-campeão carioca. O Fla perdeu a final para o Vasco nos pênaltis. Zico desperdiçou penalidade. No ano seguinte, o Flamengo volta a disputar uma final com o mesmo Vasco, mas desta vez foi Tita que não converteu. O Vasco de Dinamite venceu a disputa por 5 a 4.

Em 1980 deixa a Gávea e segue pela Europa. "Foi difícil me adaptar, principalmente, pelo frio. Lá, machuquei o joelho. Fiquei até o final de 1983", diz, retornou ao Brasil para defender o CSA. E pelo time foi tricampeão estadual (1984/86) e campeão da Taça de Prata 1985.

Em 1987 defendeu a Desportiva Ferroviária (ES). No ano seguinte o Fast de Manaus. Em 1989 defendeu o Mogi-Mirim. Taubaté e encerrou a carreira.

O "Terceiro Tempo" recebeu (sábado, 24/4/2010) o e-mail de Paulo Henrique R. da Silva: - Há algum tempo mandei mais algumas fotos e curiosidades sobre o tio. Só que ele é um "Excluído Digital".

Só agora a filha mostra a homenagem que o Site presta, ele ficou emocionado e lisonjeado. Se declarou fã do Milton Neves, atleticano convicto assim como minha avó, Dona Cheiro, a atleticana mais Ilustre de Montes Claro, já falecida.

Daí ele me pediu que lhes enviasse essa foto que segue anexo, mostrando os orgulhos da vida dele. Essa foto foi tirada no niver dele de 55 anos.

Na ordem: Aretha, Andrezza e Amanda, as filhas. E no colo um quadro que minha avó mandou fazer pra colocar na sala e que ele pegou de volta após seu falecimento pra guardar como uma lembrança...


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Flamengo

Diário do Estado 

Futebol do Interior

Rede Gazeta Norte Mineiro

Terceiro Tempo