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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O quase segredo nominal da empresa familiar

Irmão do ministro José Antônio
Dias Toffoli é sócio do
empreendimento em Marília

EXCLUSIVO

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O nome da empresa representa cidade sede e iniciais da família e a suposta marca digital do ministro do STF no desenvolvimento do empreendimento.

Fiquei curioso em saber o processo da escolha e o que queria dizer "Maridt" como diferente nome da empresa modelo sociedade anônima pertencente a dois parentes bem próximos e carnais do ministro José Antônio Dias Toffoli.

A empresa de "participações" tem sede em Marília. Coloquei a massa cinzenta para funcionar e em questão de segundos a constatação não poderia ser diferente e ficou ficou bastante clara.

O "Mari" vem das duas primeiras sílabas de Marília.

O "d" de Dias. E o "t" de Toffoli. Dos irmãos associados da empresa com sede na Rua Doutor Zoroastro Gouveia, 425, Jardim Universitário.

Está em nome de José Eugênio Dias Toffoli (irmão do padre Zé Carlos) e o primo Igor Luiz Pires Toffoli.

Ainda não li nenhuma reportagem nacional fazer esta ligação do nome da empresa com o município do interior paulista e o nome italiano da família dos astuciosos empresários.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Rara fotografia do Itabuna com atacante Hélcio Jacaré

Itabuna Esporte Clube (1972): Ailton, Luiz Carlos, Americano, Nenê, Paulo Boinha, Douglas, Jaci, Bel, Hélcio, Santana e Jairo/Imagem: Blog Charles Henri

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O primeiro Hélio "Jacaré" Matos de Paula (1937 - 2015), médio e zagueiro, já havia saído do Bangu, passado pelo Olaria e Campo Grande, entre 1965/66, e pendura as chuteiras.

Quando o segundo banguense com o mesmo nome e apelido, o atacante Hélcio Batista Xavier, começa a carreira no alvirrubro Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro: nove jogos e três gols.

Dois gols são marcados no amistoso Bangu 5 x 1 América de Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais (21/7/1968), com o argentino José Sanfilippo completa a goleada.

O terceiro ocorre no amistoso Bangu 2 x 0 Combinado do Departamento Autônomo do Rio de Janeiro (28/7/1968), em campo neutro, com complemento de Fernando.

O "Almanaque da Lusa", curiosamente, aponta um "Élcio" (em 1970), de posição médio, com uma partida vitoriosa e um gol, mas a pesquisa não encontra maiores detalhes, inclusive a escalação.

Pelo Corinthians são quatro jogos: uma vitória, um empate e duas derrotas. É titular em três aparições. A estreia com derrota em amistoso: 0 x 2 Guarani (23/3/1970). Entra com bola rolando.

O último pelo Timão no amistoso 5 x 0 Grêmio Catanduvense, no Estádio Sílvio Salles, em Catanduva, interior paulista (14 de abril), e marca um gol.

O segundo gol pelo clube corintiano havia sido anotado uma semana antes (8/4) pela Taça Cidade de São Paulo no Estádio Palestra Itália: Corinthians 1 x 2 Portuguesa de Desportos.

Em seguida aparece no futebol baiano. Primeiro no Itabuna (para o qual retornaria duas vezes) e depois pelo Galícia de Salvador, a capital.

Currículo: Bangu (1967//68), Itabuna (1969, 1972 e 1977), Portuguesa de Desportos (1970), Corinthians (1970), Galícia (1971), Ceará (1972/73), América (1973/76), Fortaleza (1976), CSA (1977/78), Atlético/GO (1977), Campinense (1979 e 1981), CRB (1980), Treze (1980) e Clube Atlético Potiguar/RN (1983).

O alvo e anil Centro Sportivo Alagoano, de Maceió, capital alagoana, com o ex-atacante americano


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Almanaque do Bangu

Almanaque do Corinthians

Almanaque da Lusa

Bangu.Net

Blog Charles Henri

Futebol 80

Atlântica News

O Gol

Súmulas Tchê

O primeiro jogador "Jacaré" do futebol potiguar (XII)

América (1974/75): Otávio César, Ivan Silva, Mário Braga, Djalma Linhares, Edinho, Cosme, Macarrão(massagista), Jangada, Garcia, Adilson "Santa Cruz" Ribeiro, Hélcio "Jacaré" Xavier e Reinaldo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor já viu o currículo do primeiro atacante com o curioso apelido do título da série: Marcos Gomes de Medeiros, atuante no ABC entre 1954/59 com carreira no futebol de Fortaleza (Calouros do Ar, Ceará Sporting, Usina Ceará e Gentilândia) na década seguinte.

E também leu sobre o médio e zagueiro, dos anos 50/60, do Bangu Atlético Clube do Rio de Janeiro: o carioca Hélio Matos de Matos Paula (1937 - 2015), o xará no primeiro nome de batismo e na alcunha do terceiro personagem.

A terceira personalidade da sequência inédita destacado é o Hélcio Batista Xavier (1948 - 2004), que chega em Natal, para o América/RN, sem o apelido como sufixo do primeiro nome da certidão de nascimento.

Pelo alvirrubro da capital potiguar ele atua em 135 jogos (amistosos e oficiais) e marca 57 gols (está entre os 15 maiores artilheiros americanos a partir da contagem de 40 gols marcados), entre 1973/1977.

Encerra a carreira em 1983 como jogador e treinador do rubro-negro Clube Atlético Potiguar, o CAP, aquele que um dia se chamou, como um dos pioneiros, o tricolor Centro Esportivo Potiguar (CEN).

COMANDANTE

Hélcio Xavier retorna ao América em 1986 como treinador e acumula em torno de 45 jogos (amistosos e oficiais): campeonato estadual, Torneio Paralelo (campeonato nacional) e Torneio Otávio Pinto Guimarães.

No começo do ano ele havia substituído o antigo goleiro do Cruzeiro de Macaíba (região metropolitana), Santa Cruz/RN, Alecrim e Vasco da Gama, o paraibano de Pirpirituba, Miguel Ferreira de Lima, 


terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O primeiro jogador "Jacaré" do futebol potiguar (XI)

Bangu Atlético Clube (1958): Joel Martins, Ubirajara Mota, Darci Faria, Zózimo, Hélcio Jacaré, Nilton dos Santos, Ivo Medeiros, Rubens, Décio Esteves, Beto e Djair

Xará do Hélcio Jacaré no Bangu do Rio de Janeiro: segunda metade dos anos  50

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O meia Hélcio de Matos Paula (Rio de Janeiro, 15/11937 - 31/12/2015) começa a carreira pelo time misto no clube proletário em 1958, em substituição ao jogador Rubens, com o apoio do treinador pernambucano Gentil Alves Cardoso, sendo titular por mais de seis anos.

A estreia do primeiro Hélcio "Jacaré" acontece no amistoso sem abertura de contagem com o alvinegro Rio Branco de Vitória, capital do Espírito Santo (2 de março).

Pelo alvirrubro do bairro homônimo da Zona Oeste carioca são 245 jogos (113 vitórias, 63 empates e 49 derrotas).

No clube de Moça Bonita marca 28 gols. É expulso de campo apenas duas vezes. Nas duas últimas temporadas (1963/64) atua de zagueiro.

A última participação: Bangu 0 x 5 Botafogo, pelo Torneio Rio-São Paulo (9/5/1964). É sucedido na posição por Luiz Alberto, campeão carioca em 1966.

Ainda passou pelo Bahia, Olaria e Campo Grande. Ao se aposentar como jogador profissional passou a motorista de táxi com ponto na Praça Primeiro de Maio, em Bangu.

Com o Bangu conquista a Copa Navidad na Venezuela (1958) e o Torneio Quadrangular de San José/Costa Rica (1959) - faz o gol do título.

Bangu Atlético Clube/BAC (1963): Hélcio Jacaré, Ubirajara Mota, Mário Tito, Zózimo, Ocimar, Nilton dos Santos, Paulo Borges Bianchini, Parada, Roberto Pinto e Mateus


FONTES/IMAGENS

Almanaque do Bangu (Carlos Molinari)

Bangu.Net

Bangu 1904

Blog do Bangu

Museu Virtual do Futebol

O Gol

Súmulas Tchê

O primeiro jogador "Jacaré" do futebol potiguar (X)

América (segundo semestre/1973): Luiz Carlos Scala, Ubirajara Dias, Mário Braga, Zé Emídio, Afonsinho, Cosme, Macarrão (massagista), Almir, Careca, Santa Cruz, Hélcio e Nunes

Hélcio ganha apelido do "Cartão Amarelo" na terceira temporada no América

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O sugestivo título da série sobre o antigo atacante do ABC, Marcos Gomes de Medeiros, o "Jacaré", levou em consideração a mesma alcunha carimbada na carreira do centroavante do América, Hélcio Batista Xavier (Campos dos Goiatacazes/RJ, 1948 - Natal/RN, 2004).

Cria do Bangu do Rio de Janeiro e com passagens pelo Corinthians, Portuguesa de Desportos, Galícia (Salvador) e Itabuna, no interior baiano, Hélcio Xavier passa pelo Ceará Sporting antes de chegar na capital potiguar indicado pelo treinador Maurílio José da Silva, o "Velha".

Hélcio é contratado na reta final do campeonato estadual de 1973 e estreia no clássico América 1 x 2 ABC (domingo, 24/6) e ainda participa da decisão da competição com vitória alvinegra (4 x 2), a do tetracampeonato no Estádio Castelo Branco.

O atacante Hélcio permanece no grupo americano comandado pelo treinador capixaba Sebastião Leônidas, na primeira participação americana na principal divisão nacional, sendo campeão da Taça Almir Albuquerque (foto da campanha acima).

Depois é campeão estadual pela primeira vez na temporada seguinte (1974). E o sufixo do apelido somente é incorporado ao nome de batismo após a decisão e o título do primeiro turno: América 4 x 2 ABC (domingo, 27/4/1975)

Após a cobertura da final na edição da segunda-feira no dia seguinte o Diário de Natal aparece pela primeira vez com a alcunha que o atleta leva na carreira com passagens pelo Centro Sportivo Alagoano e Campinense e como treinador americano nos anos 80.

Tudo por conta do falecido jornalista Everaldo Lopes Cardoso, o homem dos textos na parceria com o também desaparecido chargista Edmar Viana no conhecido "Cartão Amarelo" da página esportiva do jornal da cadeia Associada.

Como o clássico decisivo foi debaixo de chuva a hilária e irreverente análise da performance do atacante ficou assim: "Hélcio - Ele tem o apelido de Hélcio Jacaré. Como havia umas pocinhas d'água ficou muito à vontade no clássico." E pegou...!


FONTES/IMAGENS 

Almanaque do Corinthíans

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Bangunet

Blog do Bangu

Blog do Marcão

Futebol 80

Meu Timão

No Ataque

O Gol

Placar

Revista do Esporte

Scratch Corinthiano

Súmulas Tchê


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Imagem rara do Ceará eliminado pela seleção potiguar

Seleção representante com  bandeira contendo as iniciais ADC (Associação Desportiva Cearense)

Os potiguares com a bandeira da ARA.
Agachado (centro) o paulista Renato
Teixeira da Mota ("Neném"): América

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Perdi a conta de quantas vezes mencionei em paralelo durante reportagens específicas o elenco potiguar que ficou conhecido como "Seleção Fantasma do Nordeste".

Como também numa série especial e inédita sobre o goleiro titular do selecionado do Rio Grande do Norte na ocasião, o natalense Domício Bezerra das Neves, o "Nenê".

O time da camisa tricolor representa oficialmente a Associação Riograndense de Atletismo (ARA) no IX Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais (1934).

A campanha: 4 x 1 Paraíba (7 de janeiro), 4 x 1 Pernambuco (21/1), 4 x 2 Ceará (31) e 3 x 5 Bahia (4 de abril).

A competição com selecionados amadores foi promovida pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD), atual CBF.

Enquanto a Federação Brasileira de Futebol, do acrônimo FBF, organiza outra competição com seis seleções estaduais profissionais, encabeçada pelo selecionado do Estado de São Paulo.

O RN passa pelos três concorrentes nordestinos e nas quarta-de-finais enfrenta os baianos em Salvador. Na época a Bahia pertencia a Região Sudeste.


O blog volta ao assunto pelo simples fato de poder publicar para a curiosidade do leitor uma fotografia do selecionado cearense eliminado pelo RN em jogo de campo neutro,  no Recife.

A imagem do jornal pernambucano "Correio da Manhã" foi disponibilizada na página "Fortaleza Antiga" pelo internauta Antônio Neto.

Na foto, que não corresponde a sequência da escalação, o goleiro Capote, Rolinha (juiz de futebol dos anos 40, 50 e 60), Alberto, Tancredo, Vianna, Evandro, Bezerra, Jandyr, Bila, Juracir e Pirão.


FONTES/IMAGENS

Diário da Manhã

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Anotando Futebol

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Memórias da Fonte Nova


Biografia do paraibano campeão pelo Centenário/RN

Centenário campeão do "Matutão" (1971): Toinho de Sula, Varela, Salvino, Aldemir, Manoel, De Assis, Derval, Edilson, Bobô, Botijinha e Chiquinho. Treinados por Jácio Salomão da Silva. Foram contratados pelo América de Natal, no começo ano seguinte, Bobô e Chiquinho.


Josemar Alves Soares (de gravata) no lançamento de um outro livro

O pesquisador sousense Josemar Alves Soares lança na quarta-feira (11) a biografia do atacante paraibano José Edilson Flor (25/9/1950 - 25/1/2018).

O evento acontece no Centro Cultural Municipal Dodora (19 horas). O livro "Gols e Memórias - A trajetória de um craque" retrata o rico personagem do futebol do interior da Paraíba.

Edilson jogou pela Sociedade Esportiva Sousa (1968-1974) e pelo Atlético Sport Club de Sousa (1974-1978). Pelo clube atleticano foi duas vezes seguidas o artilheiro máximo do campeonato estadual: temporadas 1975/76.

Edilson no Flamengo de Teresina

E segue carreira pelo River, Flamengo, Tiradentes e Auto Esporte, todos em Teresina, capital do Piauí, e no Treze de  Campina Grande.

A obra tem mais de 140 depoimentos: jornalistas, ex-jogadores, técnicos, dirigentes, torcedores e pesquisadores. E mais de 60 fotografias que documentam momentos marcantes.

A publicação também inclui reportagens históricas de jornais e revistas, fichas técnicas de jogos e análises sobre clubes da Paraíba e do Piauí.

“É um registro da memória coletiva de Sousa e região. Preservar a história é compreender o caminho que levou a cidade às conquistas que hoje orgulham a população”, afirma Josemar.

O lançamento é aberto ao público. A obra será publicada em edição independente, com parte dos exemplares destinada a bibliotecas, instituições culturais e familiares do homenageado.

A Assembleia Legislativa da Paraíba aprovou requerimento do deputado estadual Luciano Cartaxo com moção de aplauso pela iniciativa biográfica ao escritor Josemar Alves Soares.

RN

A principal relação do Edilson com o Rio Grande do Norte é a participação no título de campeão do interiorano pelo Centenário de Pau dos Ferros, em 1971, promovido pelo extinto Diário de Natal.


FONTES/IMAGENS

Clinton Medeiros

Debate Paraíba

Esporte Aguanovense

Jornal da Grande Natal

Josemar Alves Soares (vídeo)

Notícia Já

Recanto das Letras

Sertão Informado

Sítio do Buim (Severino Filho)