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terça-feira, 25 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (III)

Arnaldo Costa e Silva, o "Poty", com o troféu do torneio de abertura da temporada

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O apelido do atleta amador "Poty", de posição atacante, aparece como "capitão" do alvinegro Palmeiras da capital paraibana, nas edições alternadas em meses do jornal "O Norte".

"Poty" é mencionado em fevereiro, abril, maio, julho e agosto de 1918. Não mais em 1919, coincidência, mesmo ano dos dois primeiros títulos oficiais do América de Natal, capital potiguar, gentílico derivativo da alcunha.

Tal peculiar situação de tempo pode ser uma variável importante para se determinar o "Poty" como sendo o mesmo jogador americano campeão do Torneio Início em 16 de fevereiro de 1919 e da competição regular meses depois.

Arnaldo Costa e Silva aparece em duas fotografias, uma no elenco titular acima (color by IA), e uma isolada e também de estúdio (postada anteriormente), publicada na revista carioca "Vida Esportiva".

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (II)

Arnaldo Costa
e Silva com o
troféu como o
capitão do
América/RN
campeão do
Torneio Início
de 1919

JOSÉ VANILSON JULIÃO

É bem provável que se trata de uma incrível coincidência com o nome do segundo-sargento Arnaldo Costa da Silva no jornal "O Norte" (terça-feira, 9/4/1918) na seção "Vida Social" em uma nota de aniversário do militar do 40 Batalhão de Caçadores e responsável pelo alistamento dos futuros recrutas.

Mas a dúvida recomeça com o aparecimento no mesmo ano e no seguinte do apelido "Poty" de um jogador amador de futebol na seção "O Dia Esportivo", sendo o mesmo, idêntico ou parecido nome e alcunha do atleta do América de Natal duplamente campeão de 1919 na temporada sequencial oficial do torneio início e da competição regular local encerrada sem interrupção pela primeira vez na segunda edição.

Este personagem aparece como árbitro de uma decisão campeonato paraibano no primeiro quinquênio dos anos 20 como representante do Brazil FC (campeão em 1914 e 1916), ocasião em que o rubro-negro América da capital do vizinho estado decide um dos campeonatos ganhos (1923 ou 1925) em cima do alvo e azul Cabo Branco (o alvirrubro veio depois).


FONTES

O Norte

História do Futebol

Wikipedia 

segunda-feira, 24 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (I)

Arnaldo ("Poty"), com a taça do Torneio Início (1919), cinco anos depois estaria apitando uma partida oficial em decisão de campeonato na então Felipeia, a capital do Estado da Paraíba

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao contrário do que muitos pensam o primeiro título do campeonato oficial de 1919 não foi o primeiro título conquistado pelo América.
Após o inconcluso campeonato de 1918 (interrompido pela epidemia da gripe espanhola) a Liga de Desportos Terrestres promove (16/2/1919) o primeiro Torneio Início da história.
Vencido pelo alvirrubro, com vitórias, pelo mesmo placar mínimo, sobre o ABC e do Centro Esportivo Natalense.
O jornal oficial A República informa que o primeiro título oficial da história dos clubes de futebol no Rio Grande do Norte foi bastante comemorado pela torcida rubra.
Na fotografia o capitão do time e atacante Arnaldo da Costa e Silva, apelidado de "Poty", posa com a taça conquistada.
Coincidência ou não o atleta amador americano Arnaldo pode ser o mesmo que aparece como árbitro de futebol em partida oficial de um dos primeiros campeonatos paraibanos.

COMENTÁRIO
Veja caro leitor o que comentei na reportagem em que suponho aparece Arnaldo no site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Mello.
- ...Notei depois de revisitar a reportagem a presença do jogador. Tem foto dele na revista carioca Vida Esportiva com imagens como campeão do Torneio Início.
Informo que ele é tido como um dos dois potiguares envolvidos na fundação do Treze, o outro é José Rodolfo de Lima, artilheiro do ABC e com passagem pelo América nos ano 30, ao lado de outros 11 colegas.

FONTES
A República
O Norte
Vida Esportiva (RJ)
Memória Rubra/Instagram
História do Futebol
Wikipedia

O seleto grupo dos clubes da faixa diagonal (VI)

Rara imagem do Alecrim Futebol Clube com camisa de faixa do ombro a cintura


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Entre os três mais antigos e principais clubes da capital potiguar dois deles já usaram o designer da camisa com faixa diagonal.

O primeiros deles, o alvinegro ABC, já nos anos 50 entrando na década seguinte do século passado.

Inclusive com o mesmo tema o clube foi alvo de curta série em separado, mas originária da primeira reportagem.

Com este título: "O novo sócio do grupo dos clubes da faixa diagonal" (postada na última semana de julho de 2024).

Em três reportagens ainda são citados o alvo e anil Galicia de Salvador/BA e o Retrô do Recife, considerado o sócio mais recente do clube.

Enquanto o alviverde Alecrim, nascido no bairro do mesmo nome, demora um pouco mais.

E somente vem a utilizar o padrão com a larga lista transversal neste século XXI na temporada de 2006.


O seleto grupo dos clubes com faixa diagonal (V)

O campeão paraibano de 1952, Red Cross, em imagem no jornal O Norte em 1953

Moinho Recife (camisa com a
faixa diagonal) em ação no
campeonato pernambucano
diante do "Pássaro Preto"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Até agora apareceram primeiro na lista preliminar os clubes em atividade que há décadas usam, tradicionalmente e principalmente, o uniforme com faixa diagonal, casos do paulista Ponte Preta. do carioca Vasco da Gama e do paraense Tuna Luso Comercial.

Nesta retomada da série há a observação, pelas imagens existentes, que a maioria inicia com camisas diferentes, conforme o caso, geralmente pretas ou brancas, com o escudo no peito, e somente algum tempo depois passam a incluir a camisa com faixa transversal como uniforme número um ou principal.

Primeiro eventualmente ou, digamos, ocasionalmente, pela pouca visibilidade ou uso no começo da história, e somente depois mais sistematicamente.

Mas há um caso aparentemente muito diferente. O do América de Belo Horizonte, que começa a usar a faixa diagonal logo no primeiro ano de fundação e até o final da década de 40, quando, só então, passa a usar camisa com listras brancas e verdes na vertical, culminando na década de 70 com a cor preta no lugar da tonalidade alva.

Nos 30/50 também aparece usando o modelo diagonal o alviverde pernambucano Moinho Recife. E o alvirrubro paraibano "Red Cross" de João Pessoa.

Ambos aparecem na série sobre o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", com passagem pelo Alexandria (Maceió), Great Western/PE, ABC, Auto Esporte e Botafogo/PB e Bahia de Feira de Santana.

A imagem do Moinho Recife é uma reprodução do Jornal Pequeno da capital pernambucana. A do "Red Cross" ilustra reportagem de O Norte (domingo, 26/7/19/1953), dias depois da conquista do título paraibano, curiosamente com o clube da cruz vermelha, vencedor do returno (já em 1953) com o Botafogo, ganhador do turno.


Até o rubro-negro Caicó Esporte Clube, da cidade do mesmo nome na Região do Seridó (interior do Rio Grande do Norte), usou uma camisa com faixa diagonal. Atesta a imagem da revista semanal carioca Esporte Ilustrado (edição 846, 24/6/1954).

Caicó EC participou do primeiro campeonato interiorano (1954) precursor de competição semelhante nos 60 e do "Matutão" patrocinado pelos Diários Associados do Rio Grande do Norte nos anos 70/80


FONTES/IMAGENS

Diário de Pernambuco

Esporte Ilustrado

Jornal Pequeno

O Norte

Arquivos de Futebol do Brasil 

Globo Esporte/PE

História do Futebol 


domingo, 23 de agosto de 2026

O seleto grupo dos clubes com faixa diagonal (IV)

América-MG (1948): Jorge, Lazaroti, Didi, Tonho, Lusitano, Negrinhao, Hélio, Nadinho, Petronio, Valsechi e Murilinho

Outro exemplo da temporada/1948

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O América de Belo Horizonte contribui com mais duas fotografias, agora da temporada de 1948, ano em que conquista o campeonato mineiro, após o primeiro jejum e começo de uma década sem título da competição estadual.

O alviverde da capital mineira se torna um dos principais exemplos de seis clubes brasileiros que usaram ou utilizam a faixa diagonal no uniforme pelo lembrete de um internauta mineiro (Eduardo), o qual teve como estopim a visualização de outra imagem.

O leitor do blog fez a importante e inusitada observação ao ver uma raríssima fotografia do rubro-negro Sport Clube Recife, campeão pernambucano de 1947 (título decidido em janeiro do ano seguinte), com a camisa branca ostentando faixa vermelha e preta.

A foto do sétimo clube nacional do seletivo grupo das faixas é ilustrativa de uma das reportagens da série inconclusa sobre o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", com passagem pelo ABC de Natal entre novembro/1949 e maio/1951.


O seleto grupo de clubes com faixa diagonal (III)

Outro exemplo do América-MG com camisa de faixa diagonal no ano da fundação. A "pequena" diferença da foto anterior: nesta a faixa desce do ombro direito

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira reportagem da série tardia com o título acima está entre as sete mais visualidas em 11 anos de existência do blog.

Na antiga reportagem inaugural desta sequência (sábado, 10/12/1916) foram citados cinco clubes com a camisa da faixa diagonal.

O argentino River Plate e o espanhol Rayo Valecano (Madrid); o carioca Vasco da Gama, Ponte Preta/SP e Tuna Luso/PA.

Na retomada não é relembrado um exemplo importante: talvez única seleção nacional com faixa transversal: o selecionado peruano.

Desta forma os exemplos de clubes e seleção com a faixa descendo do ombro para a cintura totalizaram primeiro seis.

Na mesma reportagem se chega a sete times com um clube que leva na língua original o nome da capital polonesa: "Warsawa".

Agora são sete clubes, com o América/MG (observação do leitor mineiro Eduardo), e mais a seleção do Peru se chega a oito.

E tem mais exemplos com clubes nordestinos ativos, desativados, licenciados ou extintos, em Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.