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quinta-feira, 25 de junho de 2026

As duas entrevistas do irmão de "Dequinha" (IV)

No aspirantes do rubro-negro carioca com Henrique Frade na linha de ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O perfil em forma de entrevista tradicional, perguntas e respostas, é publicado no jornal "A Voz de Brusque" (14/3/2003).
E reproduzida no blog "A Sala de Brusque", do advogado Luiz Gianesini (7/7/2016), dois anos depois do falecimento de Francisco Assis dos Santos (27/3/1935 - 2014), o irmão de Dequinha (1928 - 1997).
Pelo Coritiba Chico faz 59 gols, número que o coloca entre os 25 maiores artilheiros do clube "Coxa Branca", pelo qual é tetracampeão paranaense.
Pelo alviverde marca pela primeira vez contra o Palestra Itália: 3 x 3 (5/7/1959). O último gol: 2 x 0 Seleto (30/11/1963).
O rapazinho que começou em clubes amadores mossoroenses (Fluminense, Bangu e Ferroviário) chegou ao Flamengo em 1953 (entra em campo duas vezes, com um gol, pelo time titular em amistosos), passou pelo Londrina, Coritiba, Guarani/SC, Apucarana/PR e Carlos Renaux de Brusque.

FONTES/IMAGENS
Almanaque do Flamengo
A Voz de Brusque
Paraná Esportivo
A Sala de Brusque
Blog do Marcão
Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol
Futebol 80
Súmulas Tchê
Câmara de Vereadores de Brusque/SC

quarta-feira, 24 de junho de 2026

As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (III)

O Londrina é fundado em 1956 e conquista o primeiro título no ano seguinte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor pode até inicialmente estranhar a maior concentração de informações em cima do personagem Francisco Assis dos Santos, o "Chico", irmão do José Mendonça dos Santos, o "Dequinha".

Mas a explicação e desculpa para tal acontecimento é de uma obviedade estonteante: muito já foi dito na imprensa potiguar sobre o mano mais famoso e quase inexiste dados do parente próximo bem menos conhecido.

Porém sempre citado nas entrevistas e reportagens. E mais uma coincidência ocorre antes do redator encontrar a fala do irmão José Simeão dos Santos no extinto jornal diário "O Mossoroense" em junho de 2013.

No ano seguinte um blog da cidade de Brusque (Santa Catarina) publica detalhes de uma entrevista de Francisco Assis em que ele menciona todos os irmãos e irmãs, discorre sobre a permanência no Londrina e o começo da carreira no Flamengo.


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (II)

Coritiba (Taça Brasil 1960): Carazzai, Nico, Hamilton, Julinho, Bequinha, Guimarães, Gordinho, Chico (irmão do mossoroense Dequinha), Oda, Duilio e Ronald

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não é necessário nem transcrever a fala de João Simeão dos Santos, 81, para o radialista mossoroense Jota Nobre, esta semana divulgada em vídeo em rede social por ocasião da Copa do Mundo.

O avançado da idade e os percalços da memória prejudicam a entrevista, mas as curtas frases dá para vislumbrar que a reportagem do jornal O Mossoroense (junho/2013) retrata muito bem a convivência com o irmão famoso.

A entrevista ao, mais uma vez desativado, centenário periódico de Mossoró abrange a família e o irmão de José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que seguiu carreira no futebol: Francisco Assis dos Santos, o "Chico".

"Chico" foi bicampeão pela categoria de aspirantes do Flamengo (1955/56), entrou poucas vezes em amistosos no time principal e em 1957 passar a jogar no futebol paranaense, primeiro no interior e depois na capital.

No alviverde Coritiba, vencedor do grupo sul (diante do Ferroviário), é campeão estadual em 1959, decisão com o Londrina, vencedor da chave norte, com um 2 x 1 (14/2/1960).

E participa da série de empates em três jogos (1 x 1, 3 x 3 e 1 x 1) na segunda fase da Taça Brasil, sendo eliminado no sorteio após a prorrogação no terceiro encontro, em Porto Alegre (setembro/1960).


As duas entrevistas com o irmão de "Dequinha" (I)

Coritiba (1959/60): Hamilton, Nico, Carazzai, Julinho, Bequinha, Guimarães, Chico, Miltinho, Ivo, Duílio e Oda

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pura coincidência. Depois de quase uma década e meia se juntam duas entrevistas de um dos irmãos do jogador e treinador mossoroense José Mendonça dos Santos, o "Dequinha", que fez fama no futebol.

Há alguns meses encontrei na rede a primeira entrevista do irmão do centromédio do ABC, América do Recife e Flamengo, ao desativado jornal O Mossoroense, numa edição dominical (16/6/2013), para o caderno "Universo", assinada pelo repórter Maricelio Almeida.

E agora, esta semana, após 13 anos, vejo o radialista Jota Nobre posta em página social, um vídeo com o mesmo. João Simião dos Santos, com 81 anos, residente em Mossoró, a quem "Dequinha" tentou introduzir no mundo do futebol, sem conseguir a contento.

Dos irmãos, de duas famílias (Simeão é irmão pela parte do pai), somente o Francisco Assis dos Santos, o "Chico", foi levado pelo parente famoso ao Flamengo (1953) e seguiu carreira no futebol parananense (Londrina e Coritiba) e de Santa Catarina (Carlos Renaux), aposentando-se em 1970.

Falece empresário gráfico ex-juvenil do Santa Cruz/RN

Ney Bezerra de Andrade no Bahia

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Neste mês andei publicando umas séries de reportagens em que aparece como personagem central ou coadjuvante de importância o antigo zagueiro do ABC, Sport Recife, Bahia e América pernambucano, o norte-rio-grandense Ney Bezerra de Andrade.

É praxe as postagens acabarem repercutidas em rede social e numa delas o internauta comentou, com ar afirmativo e ao mesmo interrogativo, de que Ney, 91, residente em Salvador, seria irmão de Dinarte Bezerra de Andrade. Fiquei quieto.

Mas esta semana veio a confirmação quando li postagem do amigo Cesar Barbosa, torcedor do Alecrim, lamentando o falecimento de Dinarte, empresário aposentado do ramo gráfico, sócio da Gráfica Santo Antônio, no mesmo prédio (térreo) da Travessa Venezuela, no bairro da Ribeira, da Boate Arpege (primeiro andar).


Daí fiquei matutando. E para não ter erro pedi confirmação do parentesco aos amigos de um grupo de rede social, quando a jornalista cultural Eliade Pimentel, sempre pronta a atender aos amigos, entrega um dossiê com dados de antigas reportagens que resultam em livro sobre a indústria gráfica natalense.

Como sou bastante curioso para pesquisar e colher dados complementares sobre qualquer assunto interessante acabo tendo uma enorme surpresa. Dinarte, assim como o irmão, também envolveu-se com o futebol. Não seguiu longa carreira, mas foi juvenil do licenciado tricolor Santa Cruz Esporte Clube.

A prova vem do expediente da Federação de Futebol (20/9/1953) publicado no Diário de Natal (21/10) que concede registro de um ano como atleta amador da categoria juvenil do clube das três cores de Natal, que só muda a nomenclatura complementar para "Esporte e Cultura" a partir de 1963.

Se não bastasse ser jogador amador, logo depois e em 1957, está metido com arbitragem em jogo final do torneio início de juvenis, ganho pelo América, conforme noticiário da página esportiva da Tribuna do Norte (22/6/1954).

Em 1961 é delegado de arbitragem ao lado de Zilson Eduardo Freire (pai do prefeito Paulinho Freire), Odeman Miranda (ex-jogador do América e dono da Confeitaria Atheneu) e Silvino Sinedino de Oliveira, do jornal Associado, nomeados pelo antigo craque e coordenador da FND, Antonio Acácio do Nascimento, pai do depois jogador e treinador Hélio Lopes.

terça-feira, 23 de junho de 2026

O futebol potiguar antigo na imprensa carioca

O futebol de antigamente na imprensa do Rio de Janeiro com aval do correspondente no RN, o tenente Aníbal Leite Ribeiro, da Capitania dos Portos

A revista carioca Vida Esportiva, edição 151 (17/7/1920), publicou (página 14) a imagem acima, do Ceará-Mirim Futebol Clube.

A autoria da fotografia não é identificada. A original foi entregue pelo pesquisador natalense Arthur Pierre dos Santos Medeiros.

A paisagem indica que o campo pode ter sido numa competição em Natal no mês de abril do mesmo ano.

O site Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol registra o "Torneio Imprensa".

Com os seguintes resultados: ABC 3 x 0 Seleção Ceará-Mirim e América 1 x 1 Centro Esportivo Natalense e América 1 x 0 ABC (11/4). O América era azul. Se classifica pelo número de cornes.

O site diz que ocorreu no campo da ARA (Associação Riograndense de Atletismo), mas na época a entidade esportiva ainda não existia e sim uma "liga de esportes terrestres". (JVJ)


O quinteto tricolor contra o América-RN (VII)

O redator não lembra a origem da imagem. Na fotografia do Fluminense ver Jair Marinho (segundo em pé), o potiguar Edmilson Piromba (terceiro), o goleiro Carlos José Castilho, Pinheiro e Telê Santana

JOSÉ VANILSON JULIÃO

América/RJ (1940), Madureira (1946, 1950/51, 55/56 e 1959), Flamengo (1947 e 1952), Olaria (1949 e 1955), São Cristóvão (1954 e 1957) e Bonsucesso (1957) já haviam visitado a capital potiguar.
O Tricolor das Laranjeiras se apresenta pela primeira vez em Natal para o jogo ABC 1 x 3 Fluminense no "Juvenal Lamartine" (sexta-feira,  23/1/1959).
E dois anos depois, coincidentemente no mesmo mês, bisa a presença também contra o alvinegro natalense com o empate de 1 x 1 (domingo, 29/1/1961).
Retorna ao Rio Grande do Norte pela terceira vez para enfrentar o América: 0 x 3 (domingo, 11/2/1968). E na mesma semana empata com o ABC (2 x 2) e vence o Alecrim (1 x 3).
Os encontros com os potiguares se torna frequente com o campeonato nacional. Os mais emblemáticos para o repórter acontecem em 1997, 2007 e 2014.
Um pelo campeonato brasileiro e pela Copa do Brasil. Pela Série A o América vence o Flu pela primeira vez no Estádio das Laranjeiras (4 x 2), quando aparece o querido atacante americano Palominha, potiguar, xará no apelido do carioca Paloma, vindo do Botafogo no começo da década de 90.
Na Copa do Brasil (2007) perdeu no Estádio Maria Lamas Farache (1 x 2) e no Maracanã venceu pela contagem mínima, sendo a única derrota tricolor na campanha do título na competição.
Sete anos depois a situação se repete na mesma competição com uma diferença. No Frasqueirão o América perde (0 x 3). No remodelado Maracanã vence de virada, 5 x 2, a maior zebra da Copa do Brasil, e elimina o Fluzão.

FONTES
Diário de Natal
Tribuna do Norte
Flunomeno
Futebol 80
Jornalheiros