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segunda-feira, 23 de março de 2026

Brasil, América/RN, Ceará e ABC vices sem perder

Brasil 3 x 1 Uruguai: Djalma Santos, Castilho, Bellini, Formiga, Orlando, Coronel, Garrincha, Didi, Almir, Pelé, Chinesinho e o massagista Mário Américo na competição continental disputada em 1959


JOSÉ VANILSON JULIÃO

No ano em que o selecionado nacional fica com a terceira colocação invicta na Copa do Mundo (24/6/1978), em dezembro o América/RN empata (0 x 0) com o ABC na final do Estadual e soma 14 vitórias e sete empates.

O Brasil decide o terceiro lugar (2 x 1), de virada, contra a Itália, gols de Causio, o de curva do lateral do Cruzeiro, o carioca Nelinho, e o pontinha Dirceu, do Botafogo.

O falecido treinador Cláudio Pêcego de Moraes Coutinho declara a seleção como "campeã moral" do Mundial vencido pelo país sede na final com a Holanda.

Antes o selecionado, já campeão mundial, termina na segunda colocação invicto no Sul-americano (não confundir com o Extra em dezembro e representado pelo selecionado pernambucano).

A competição continental, coincidentemente, é disputada em Buenos Aires, capital da Argentina, também vencedora, ao empatar com o time verde-amarelo no "Monumental de Nuñes", do River Plate.

RESULTADOS

Brasil: 2 x 2 Peru (10/3/1959), 3 x 0 Chile (15), 4 x 2 Bolívia (21), 3 x 1 Uruguai (26), 4 x 1 Paraguai (29) e 1 x 1 Argentina (4/4).

Termina com quatro vitórias e dois empates. Os argentinos: cinco e um empate. Pelé artilheiro do selecionado (oito).


Fontes/Imagem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Diário de Notícias

El Gráfico

Jornal dos Sports

Manchete Esportiva

Arquivos dos Mundiais

Federação Internacional de Estatísticas e História do Futebol

Confederação Brasileira de Futebol

domingo, 22 de março de 2026

Clubes populares do RGN e Ceará vices invictos

Elenco campeão potiguar
pela quarta vez consecutiva

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O tema de uma reportagem sobre o América/RN como vice-campeão potiguar invicto ao lado de um exemplo mais antigo, com a seleção brasileira como protagonista de outra invencibilidade semelhante em competição internacional, estava na agulha para publicação.

A espera para o cumprimento da pauta inédita acaba pelo desenrolar inesperado e coincidente dos acontecimentos: as recém segunda colocações nos campeonatos estaduais dos clubes mais populares de dois estados nordestinos: ABC e o Ceará Sporting.

Nos primeiros domingos do mês (1 e 8) o alvinegro cearense empata em 1 a 1 com o Fortaleza, o campeão, nos tiros livres direto (5 x 4), o que acontece na sequência com ABC 1 x 1 América, 2 x 4, na quarta-feira (18) e sábado (21), respectivamente.

No vizinho estado os rivais terminaram a competição com 11 partidas com o diferencial: Ceará com sete vitórias e quatro empates, enquanto o Tricolor com seis vitórias e cinco empates, os mesmos números dos potiguares.

Outra diferença: ABC e América terminam a classificação geral com 23 pontos, enquanto o Ceará com 25 e o Fortaleza com 23 pontos (pontuação da dupla potiguar), pelos resultados diferentes na primeira fase da competição.


FONTES/IMAGEM

Tribuna do Norte

Federação Cearense de Futebol

Jornal da Grande Natal

O Povo

América e ABC iguais com vice-campeonatos invictos

Arthur Ferreira de Melo Júnior (primeiro em pé): preparador físico do primeiro tetracampeonato (1979/82) e sobrinho do jogador João Teixeira de Carvalho

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não sei há exemplo em algum tradicional campeonato nacional europeu, de pontos corridos, ida e volta, como é de costume.

O caso, ocorreu neste final da semana com o encerramento da segunda partida decisiva do campeonato potiguar.

Somente não é inédito, mas é o segundo quase idêntico no Brasil, pela recente decisão do campeonato cearense: Fortaleza (campeão) e Ceará (vice).

O América (campeão nos tiros livres: 4 x 2) e o ABC terminaram a principal competição estadual rigorosamente iguais.

Foram 23 pontos no geral em 11 partidas: primeira fase (sete), semifinal (duas) e finais (duas).

O alvirrubro e o alvinegro encerraram o "torneio" de tiro curto com seis vitórias e cinco empates.

A diferença aparece apenas nos gols pró: 24 ABC e 22 América. E contra: 9 e 7. Saldos: 15.

Com a campanha o "Mais Querido' fica igual ao América em vice-campeonato invicto. O alvirrubro foi segundo colocado em 1978 nesta condição.

A grande diferença: a competição era muito mais longa. Com três turnos divididos em fases. Começou em julho e terminou em dezembro.

O América encerrou 1978 com 21 partidas: 14 vitórias e quatro empates. Sem contar os três jogos do Torneio Início.

CAMPEONATOS INVICTOS AMERICANOS: 1927, 1931, 1946, 1949, 1951/52, 1974, 1982, 2024 e 2026.



FONTES/IMAGEM

FNF

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Meu Vozão 

Vermelho de Paixão

Diogo, Júlio Bovi - História do Campeonato Potiguar (1918 - 2020)


sábado, 21 de março de 2026

América é tetra potiguar invicto pela segunda vez

Souza e Renzo foram os heróis do jogo e entram
para a história do América Futebol Clube

América e ABC terminam o segundo jogo da decisão invictos no campeonato estadual. Situação inédita na principal competição deste 1918, ano da primeira edição, e que não termina por causa da gripe espanhola (Influenza).

Com o resultado o título é decidido nos tiros livres direto da marca do pênalti. Em negrito as cobranças convertidas:

Wallyson, Copetti, Luiz Fernando, Wellington TanqueJoão Pedro, Charles, Lucas Marques e Souza.

O alvinegro é vice-campeão, sem derrota, pela primeira vez, igualando "feito" americano em 1978, com o ABC campeão. O alvirrubro hoje conquista o título estadual de número 37!


FICHA TÉCNICA

América 1 (4) x (2) 1 ABC

Árbitro: Paulo César Zanovelli da Silva/MG

Público: 15.648 (15.896)

Renda: R$ 582.198,00

Gol: Wallyson 28'29/2 e Renzo 39'11

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro (Charles), Carlos Copetti, Alexandre Aruá (Josiel), Souza, Alisson Taddei (Augusto Gálvan), Cassiano e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Marques, Fabão, Wellington Carvalho, Jefferson Vinicius, Edson, Randerson (Jhosefer), Bruno Leite (Geilson), Thiaguinho (Luiz Fernando), João Diogo (João Pedro) e Igor Bahia (Wallyson). Treinador: Marcelo Chamusca

Editor do "DATAFOGO" decifra curiosidade do repórter

PLACAR vacila e não identifica Zezé Procópio (em pé de braço cruzado) e Tadique (primeiro agachado) em reportagem especial com fotografias do Botafogo FR

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O "Blog Tadeu Miracema", interior do Estado do Rio de Janeiro, esta semana publicou três fotografias antigas do Botafogo Futebol Clube antes da fusão com o Clube de Regatas Botafogo em dezembro de 1942.

As três fotos, não lembro exatamente o ano, foram objetos de uma série de reportagens com grandes clubes brasileiros da  revista semanal PLACAR. E também não recordo o tema.

Desta vez Tadeu Miracema faz o registro em homenagem aos conterrâneos e irmãos Aymoré e Zezé Moreira, antigos jogadores do clube da Estrela Solitária e treinadores gabaritados.

O conceituado blogueiro explica que Zezé levou, em 1930, os irmãos para trabalhar e estudar na metrópole do Rio de Janeiro.

O lateral Zezé, o central Airton, o meia Aderbal e o goleiro Aymoré foram ativos no "Esporte Clube Brasil" até 1933.

Aderbal foi o único que saiu do meio esportivo e virou músico. Zezé e Aymoré jogaram juntos até 1943, no Brasil, depois América, Palestra Itália (hoje Palmeiras) e Botafogo.

O redator, na época da publicação das três imagens na revista paulista da Editora Abril, não havia despertado para a não identificação de dois atletas numa das fotos agora republicadas.

Certamente por não ter a quem recorrer para identificar os importantes personagens.

Mas, agora, troca correspondência eletrônica com o bem informado Cláudio Falcão, editor do blog DATAFOGO, e mata a curiosidade de vários anos.

Cláudio Falcão, provocado, responde em cima da hora, sem pestanejar: - Zezé Procópio, de braço cruzado, em pé; o primeiro, agachado, é o Tadique.

sexta-feira, 20 de março de 2026

O Ferroviário boliviano e a goleada da Portuguesa

Ferroviário de Oruro/Bolívia: Franz Manolio, Salinas, Diaz, Barrera, Lozano, Arraya, Pérez, Luis Aguilera, Coutinho, Sanka, Juan Percy Espinoza e William Guzman

RODAPÉ DE PÁGINA

José Vanilson Julião

PORTUGUESANa série envolvendo jogadores com o apelido "Jacaré" no futebol do Rio Grande do Norte foi mencionado que o atacante natural do Estado do Rio de Janeiro, Hélcio Batista Xavier, que fez sucesso no América de Natal entre 1973/76, também vestiu a camisa rubro e verde da Associação Portuguesa de Desportos, da capital paulista, em excursão a Bolívia (1970).

"Élcio", como consta no "Almanaque da Lusa", seria médio, com um gol marcado em apenas um jogo pela Lusa, na maior goleada da história do clube (12 x 0), sobre o Ferroviário de Oruro (segunda-feira, 2 de fevereiro).

O blog tentou encontrar maiores detalhes sobre o clube boliviano na época,  inclusive a formação do jogo.

O máximo que conseguiu foi a fotografia acima, de um jogo em La Paz, a capital, em rede social estrangeira, com a relação dos jogadores a partir dos comentários dos internautas daquele país.


JUVENAL LAMARTINE
- O zagueiro ou lateral maranhense com carreira no futebol cearense e baiano, Carneiro, de batismo Hudson Machado Fonseca (São Luís/MA, 1934 - Fortaleza/CE, 2013), foi o último jogador a ser entrevistado para a seção "Bate-Bola" pela publicação carioca Revista do Esporte (231 - 10 de agosto de 1963) e declarar que o tradicional estadinho natalense era um dos piores do país com ou sem grama, com muito mais areia no piso. Vejam a recente reportagem sobre o tema com alguns jogadores, entre eles Telê Santana, futuro treinador do selecionado nacional.

ARBITRAGEM MINEIRA - O segundo jogo decisivo do campeonato potiguar, neste sábado (21), terá como soprador de apito Paulo José Zanovelli da Silva. Mando de campo do ABC com maior torcida. 10 por cento da capacidade da Arena das Dunas destinada aos torcedores americanos.

Os curiosos leitores potiguares da "Revista do Esporte"

Carlos e Fred S. Rossiter Pinheiro/TN

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em pesquisas na publicação carioca Revista do Esporte já encontramos um "Botafogo" de Currais Novos com o falecido treinador Rubenito, conhecido por treinar clubes locais e o Grêmio Presidente Kennedy, o conhecido GPK, da vizinha cidade de Cerro Corá/RN.

Agora, no levantamento para colher dados sobre o selecionado carioca convocado pelo treinador Elba de Pádua Lima, o Tim, como representante da Federação Metropolitana de Futebol (1959), é achada uma curiosidade envolvendo os leitores da publicação semanal do Rio de Janeiro.

Redator ouviu Badoglio Araújo no rádio 

São os nomes de alguns missivistas, isolados ou até costumeiros, com as correspondências originadas de Natal
Tem gente "desconhecida", mas há outros com nomes completos escutado ou lido pelo repórter nos últimos 56 anos.

A primeira carta de um conhecido é de 1960. Ano seguinte ao surgimento do extinto impresso. Para a seção "Correio do Leitor" escreve Carlos Lamas Sobrinho (1943 - 2008), dono de loteria esportiva em 1986), com a publicação respondendo que não usa o serviço de reembolso postal.

O leitor em questão faz parte da família de chilenos participante da vida social e comercial potiguar. O cônsul Carlos Lamas, por exemplo, foi o principal idealizador da Rádio Educadora de Natal, a REN (1939/1941), "Poti" na incorporação aos "Diários e Emissoras Associados" e por último "Clube".

Em uma edição de 1960 aparece o radialista e professor Badoglio Araújo (falecido em 23/3/2009), correspondente de Parelhas para a Rádio Brejuí (Currais Novos) no noticioso apresentado pelo também falecido locutor Eliel Bezerra, irmão do repórter policial Elitiel Bezerra, o Pepe dos Santos, do DN. Badoglio pede capas com os jogadores do Vasco da Gama: Russo, Roberto Pinto e Ronaldo.

No corrente ano de 1961 aparece Bento José de Araújo Lima, pedindo notícias sobre o centroavante do Santos, Coutinho. O redator acredita da família de um famoso engenho de cana Bom Jardim, no município de Goianinha. Além de Manoel Torres Filho, das bandas do Caicó. Que pede a linha atacante do Botafogo na capa.

O Fábio Castelo Branco de Brito Guerra, em 1963 é o primeiro leitor repetitivo (oito vezes! A última: 1966. Em uma com pedido envolvendo o zagueiro potiguar Edmilson "Piromba" do Fluminense), deve ser parente descendente da tradicional família Brito Guerra, que padre senador no Império até houve.

Depois (1964), umas cinco vezes, os então garotos e irmãos Carlos e Fred Sizenando Rossiter Pinheiro, professores universitários (Biologia e Engenharia Elétrica), autores de dois livros memorialistas sobre o cotidiano natalense. Pedem capas com o goleiro Carlos José Castilho, Joaquinzinho e Gerson.

Também aparece duas vezes Claudino Freire. Suspeito que seria um antigo apresentador da Rádio Trairi, depois Tropical, depois CBN (Central Brasileira de Notícias), recentemente vendida pelo ex-governador José Agripino a um médico e empresário potiguar radicado no interior do Paraná.