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sexta-feira, 22 de maio de 2026

O sexto goleiro artilheiro estreia no Ferroviário/RN

Ferroviário (1964/66): Domiciano, Toinho, Galego (América em 1966), Erivan, Osmani (jogou no Centenário de Parelhas/RN), Floro, Carlinhos, Macaíba, Sebastião (Alecrim/ABC), Roberto Rufino Magalhães (médico aposentado da Fundação SESP em Açu) e Babá (hoje fotógrafo e pastor protestante)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O amistoso dominical Ferroviário 0 x 2 Riachuelo Atlético Clube (alvo e azul), o popular RAC ou time "naval" (9/4/1961), marca a estreia do tricolor no tradicional e acanhado Estádio Juvenal Lamartine (Natal-RN) inaugurado em 1928.

A partida também é histórica pela primeira exibição no Ferroviário Esporte Clube, novato egresso como campeão da Liga do Bairro das Quintas, do goleiro macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) na capital do Rio Grande do Norte.

O leitor fiel que acompanha a série inédita sobre o grupo dos primeiros sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro já sabe que "Floro" (corruptela do nome de batismo) é o sexto personagem da lista.

Como também ficou ciente que Floro é o terceiro do rol dos arqueiros goleadores a fazer um gol, de pênalti, em competição oficial, no caso o campeonato estadual (1965), depois do inglês Archibald Thomas Waterman (Fluminense), também de penalidade máxima, no campeonato carioca (1908).

O segundo gol de pênalti, não oficial e sim em amistoso (2 x 1), foi do ex-goleiro botafoguense Osvaldo "Baliza" Alfredo da Silva pelo Bahia contra o Corinthians na Fonte Nova (Salvador), em agosto de 1955, também com a contribuição do atacante paraibano Valter Romualdo da Silva ("Ruivo"), que treinou o América-RN no retorno do licenciamento (1966).

Para o internauta não perder a contagem: até agora também foram listados os goleiros artilheiros Mauro Aparecido Lucas, o "Oceania", do Juventus paulistano, e o camisa um do Noroeste, Roberto Silva Navarro, autor de gol em cobrança de tiro de meta no campeonato paulista.

Além do primeiro norte-rio-grandense, o mossoroense José Xavier de Oliveira, autor do terceiro gol no 3 a 0 do Baraúnas sobre o Potiguar, no clássico POTIBA local (fevereiro de 1961), de área a área, como aconteceu com os últimos citados.


quinta-feira, 21 de maio de 2026

Vitória quebra invencibilidade do ABC pela segunda vez

Elenco do ABC antes do 3 a 1 sobre o América na Série D 2021/Andinho Júnior

O ABC vinha de uma sequência de 10 jogos invictos. Com três vitórias seguidas fora de casa.

A ultima sequência idêntica aconteceu em maio e junho/2015 (Serie B) com o Criciuma (0 x 2), o Santa Cruz (0 x 1) e CRB (0 x 1).

Quebrou a série de vitórias fora de Natal exatamente para o Vitória, em Salvador (20/6/2015), com gols de Pedro Ken e Rogério.

A história se repete, também no "Manoel Barradas", na primeira partida da semifinal da Copa do Nordeste (6 x 2) na quarta-feira (21).

O ABC precisa vencer na quarta-feira (27) com cinco gols de diferença para ir a final ou quatro para decisão nos tiros livres, enquanto o rubro-negro pode perder de três.

CLÁSSICO REI*

Com arbitragem do gaúcho Roger Goulart o jogo 566 de ABC x América neste domingo (24) o alvinegro pode emplacar a terceira vitória consecutiva sobre o rival na temporada.

Até agora foram três empates no campeonato estadual e duas vitórias abecedistas, uma pela Copa do Nordeste e outra pela primeira fase (ida) da Série D.

A última sequência de três vitórias aconteceu em 2021, com duas de 3 a 1, um 3 x 2 no meio, pelo Estadual e Série D (dois encontros).

Já a última sequência americana (cinco vitórias) aconteceu em 2012, com jogos pelo Estadual e Série B.


*Reportagem com dados do pesquisador, escritor e jornalista Kolberg Luna Freire


Goleiro do Baraúnas entre os sete pioneiros da artilharia

Xavier pode ser incluído no grupo dos artilheiros antes de Navarro do Noroeste 

Outra imagem do Baraúnas com o
goleiro José Xavier de Oliveira

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O norte-rio-grandense de Mossoró, José Xavier de Oliveira,  é o quinto jogador do grupo pioneiro dos primeiros sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro (entre 1908 e 1970).

O titular da camisa número um do tricolor (verde, vermelho e branco) mossoroense Baraúnas nos três primeiros anos do Leão do Oeste (1960/63) abre a lista dos cinco arqueiros do futebol potiguar.

O gol de Xavier, o terceiro de área a área, aconteceu no clássico municipal mossoroense, apelidado de POTIBA, por envolver o Baraúnas e o principal rival local, o alvirrubro Associação Desportiva e Cultural Potiguar, dito o time "Príncipe".

Foi o terceiro do 3 a 0 (19/2/1961). O que o colocaria no tempo no mesmo ano do gol do Paulista Roberto Silva Navarro, não fosse a data equivocada em duas fontes diferentes para a façanha do goleiro do Noroeste de Bauru, que o repórter acredita ser erro de digitação, daí a separação para compor o potiguar depois.

Xavier foi também presidente da Liga Desportista Mossoroense (LDM) no período 1988/89. Faleceu em julho de 2013.

Além de Xavier compõe o rol dos sete goleiros artilheiros o macauense Floro Felipe Raposo, autor de um gol de penalidade máxima pelo Ferroviário/RN em campeonato estadual (1965), sendo o sexto antes do flamenguista Ubirajara da Silva Alcântara (1970).

Fora da lista inicial o oitavo goleiro artilheiro nacional é o terceiro potiguar, Sebastião Jerônimo da Silva, o "Bastos", que faz de penalidade pelo ForçaeLuz em jogo da Taça Cidade de Natal (1979), competição oficial de abertura de temporada fora do campeonato potiguar.

E mais o maranhense "China", do Alecrim, com três gols em duas temporadas (1993/94), dois deles em cima do Currais Novos Esporte Clube, no Estadual, e recentemente Ferreira, de falta, contra o América de Natal.


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Blog Jota Maria Blog Zé Duarte

Goleiro do Noroeste é o quarto artilheiro nacional

Navarro é o quarto goleiro artilheiro na sequência da história, sendo autor do primeiro gol em cobrança de tiro de meta e do segundo em partida oficial depois do inglês Archibald Thomas Waterman do Fluminense (1908). Os dois gols em amistosos, o segundo e o terceiro da série de sete artilheiros, são do goleiro Oceania (Juventus), de área a área, e de Osvaldo Baliza pelo Bahia, de pênalti (em 1955)

Roberto Silva Navarro

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O quarto personagem e o segundo paulista do grupo dos primeiros sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro é o titular da camisa número um do Noroeste, Roberto Silva Navarro (Bauru, 7/7/1939 - 25/1/2012).

Navarro começa a carreira no alvirrubro Noroeste da cidade natal. Em 1964 transferiu-se para a Ferroviária de Araraquara. Um ano depois Linense. E ainda teve rápida passagem pelo Náutico em uma excursão do time de Recife.

Em 1967 jogou pela Ferroviária de Assis, também no interior paulista, e no ano seguinte voltou para o Noroeste, ficando até 1971, quando encerrou a carreira de jogador profissional. Dados para o site Terceiro Tempo por Gustavo Grohmann e Tatiana Calmon.

Há na rede uma excelente entrevista no estilo "ping-pong" (perguntas e respostas) da repórter Ana Paula Pessoto para o JCNet com o Navarro contando as peripécias do futebol, inclusive na meninice, com o Rei Pelé, o BAC (o Baquinho do Bauru Atlético Clube).

O goleiro Navarro fez o gol em cobrança do tiro de meta em jogo oficial com arbitragem de Carmelito Voi pelo campeonato paulista, no Estádio Alfredo de Castilho, Noroeste 6 x 0 Taubaté (2/12/1962). Ele foi entrevistado no programa do Jô Soares (TV Globo) em 2010.


HISTÓRIA REPETIDA

O goleiro baiano José GERALDO Arcanjo (Piritiba/BA, 22//3/1970 - 3/3/2024), 53, fez gol de cabeça pelo Noroeste (17 de maio de 1998) e empata (1 x 1) contra o América (Rio Preto), aos 45 minutos do segundo tempo, pelo quadrangular final da Série A2.

Geraldo passou pelo Galícia de Salvador, Mogi Mirim (interior paulista), o maranhense Sampaio Correia de São Luís, o paranaense Londrina, Noroeste, Olímpia (SP), Atlético Sorocaba, Clube de Regatas Brasil, do acrônimo CRB, de Maceió (Alagoas) e Corinthians alagoano.

O filho Lucas Arcanjo também segue a carreira de goleiro do pai, que era conhecido como "Zé Balão" na época de fazendeiro no interior do Estado da Bahia.


FONTES

Alagoas 24 horas

Blog do Norusca

Canhota 10

Esquadrões de Futebol

Futebol Bauru

Futebol do Interior

Globo Esporte

Guia dos Curiosos

Jornal da Cidade (Bauru)

Terceiro Tempo

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VIII)

Oswaldo "Baliza" Alfredo da Silva (circulado) pelo Bahia fez gol de penalidade no Corinthians

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O terceiro personagem do grupo dos sete primeiros goleiros artilheiros do futebol brasileiro é mais conhecido como titular da camisa número um do Botafogo de Futebol e Regatas no título do campeonato carioca de 1948 diante do Clube de Regatas Vasco da Gama no Estádio de General Severiano.

No começo do século XXI pouca gente sabia que ele foi o autor do terceiro gol de goleiro, o segundo não oficial e o segundo de penalidade máxima, do futebol brasileiro, no amistoso Corinthians 1 x 2 Bahia em Salvador (quinta-feira, 9/6/1955), enquanto o paraibano Ruivo (Valter Romualdo da Silva), vindo do Treze de Campina Grande, marca o outro.

O repórter mesmo soube da façanha rara do goleiro Osvaldo Alfredo da Silva (Tanguá/RJ, 9/10/1923 - Rio de Janeiro, 30/9/1999), no Estádio da Fonte Nova, por meio das fichas técnicas do Almanaque do Corinthians, lançado pelo jornalista Celso Dario Unzelte (2000).

O jogo fraterno com o clube paulista foi o último de Osvaldo "Baliza" no tricolor da capital baiana. Na carreira defendeu o "Glorioso" (1941/1952), Vasco da Gama (1953), Bahia (1954/55) e Sport Recife, sendo tricampeão pernambucano (1955/57).

Botafogo no Torneio Rio-São Paulo (1952): Tomé, Oswaldo Baliza, Nilton Santos, Araty, Ruarinho, Carlito; Braguinha, Geninho, Pirillo, Octávio e Jaime/Revista O Globo Sportivo


FONTES

Almanaque do Corinthians

Bahea na História

Datafogo

Futebol 80

McNish Futebol Clube

Meu Timão

Mundo Botafogo

O Gol

Roberto Porto

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Wikipedia

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VII)

Goleiro Mauro Aparecido Lucas ("Oceania") rodou um pouco pelo interior paulista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A persistente investigação de dez anos do pesquisador Carlos Santoro (Almanaque do Fluminense) o levou a reconhecer o erro inicial e confirmar o nome completo do goleiro do Fluminense, o inglês Archibald Thomas Waterman (Londres, 1886 - Melbourne, 1969), o primeiro a fazer um gol em jogo oficial no Brasil pelo campeonato carioca: 11 x 0 Riachuelo (1906).

Na pesquisa para definir os sete primeiros goleiros artilheiros o repórter detecta uma diferença de data no segundo gol de goleiro e o primeiro em amistoso no futebol brasileiro. O site Terceiro Tempo aponta como sendo 16/3/1955 e conduz outras fontes secundárias a repetição do erro.

Na verdade o goleiro Mauro Aparecido Lucas (1935 - Bragança Paulista, 10/2/2017), o "Oceania", faz o segundo gol (de área a área) aos quatro minutos do segundo tempo pelo Juventus paulistano (2 x 1) contra o alvo e azul São Bento de São Caetano do Sul, na tarde dominical (27/3/1955).

Ele não poderia ter atuado na quarta-feira, 16, pois no dia seguinte enfrenta o Santos no Estádio Urbano Caldeira, com vitória local (4 x 1). Com a ressalva de que antes, dia 13, no Estádio Rodolfo Crespi (Mooca), haviam se enfrentado, com 4 x 2 em favor do time da camisa "vino tinto".

E no domingo anterior (20) o São Bento, fundado como fusão do São Caetano e Comercial da capital paulista, perde (1 x 3) para o Corinthians, no Estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul.

O curioso apelido ou alcunha tomou corpo por ele colecionar carteiras de cigarros, sendo encontrada a marca "Oceania", da fábrica Sudan Ovais, na carteira de cédulas.

O arqueiro artilheiro começou no Ferroviários AC (Bragança), há um registro pelo Botafogo de Ribeirão Preto, e passou no Bragantino, Juventus e Palmeiras de São João da Boa Vista/SP.

A primeira indicação dele como autor, erroneamente, do primeiro gol, veio do "Esporte Espetacular" (TV Globo), na primeira exibição da seção "Lenda ou Verdade" (2008), apresentada pelo falecido torcedor botafoguense e locutor Léo Batista.


FONTES

A Gazeta Esportiva

Almanaque do Corinthians

Correio Paulistano

Acervo Santista

Esporte Espetacular

Futebol Interior

Futebol 80

Jornal Bragança em Pauta

Jornal + Bragança

Sport Ilustrado

Terceiro Tempo

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VI)

Fluminense (1908): Nestor, Albert Buchan, Oswaldo Gomes, Horácio da Costa Santos, Edwin Cox, Emílio Etchegaray, Felix Frias, Victor Etchegaray, Walter Salmond e Archibald Thomas Waterman (o goleiro do gol inédito no Brasil)

O inglês Archibald Thomas Waterman

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A lista com a relação dos sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro, entre 1908 e 1970, começa agora, inclusos dois com atuação no futebol do Rio Grande do Norte, exceto outros três em 1979, 1993/94 e mais recentemente.

Curiosamente o primeiro goleiro goleador e titular do Fluminense não nasce no Rio de Janeiro. Arquibald Thomas Waterman é londrino (6/4/1886) e falecido na australiana Melbourne (4/3/1969), aos 82 anos.

Ele chegou ao Brasil no vapor Madalena (19/6/1906). O goleiro inglês, de profissão contador, participa de todos jogos da campanha do tetracampeão pelo Tricolor carioca (1906/09): 23 vitórias, quatro empates e uma derrota.

Waterman faz de penalidade máxima o último gol da goleada (11 x 0) sobre o alviverde Riachuelo no primeiro turno do campeonato carioca (5/7/1908).

Participa de 51 jogos pelo clube das Laranjeiras (37 vitórias, oito empates e seis derrotas). O primeiro: 12/8/1906. O último: 1 x 6 Botafogo (25/9/1910), o do título do "Glorioso".

Para não ser repetitivo pela longa história do personagem o blog indica o extenso artigo do pesquisador Cláudio Santoro, postado em 16 de outubro de 2018, no Almanaque do Fluminense. Tem tudo lá. Vale a pena!


FONTES

O Paiz

Almanaque do Fluminense

Fluzão

Guia dos Curiosos (Marcelo Duarte)

Wikipedia