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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (IV)

Noroeste (1960): Navarro, Neguinho, Mauri, Natalino, Moacir, Cido, Cardoso, Ivan, Leivinha, Balau e Pepe

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com uma nova checagem na rede o repórter é obrigado a alterar o título da série inédita sobre os pioneiros e primeiros goleiros artilheiros do Brasil em jogos oficiais e amistosos, com bola rolando e em cobranças de penalidades máximas.

Para acrescentar o paulista Roberto Silva Navarro (1939 - 2012), com passagens pelo Noroeste (Bauru) e Ferroviária (Araraquara), autor de um gol oficial (1962) pelo campeonato paulista.

O potiguar Florio Felipe Raposo (um gol em 1965), do tricolor Ferroviário de Natal, agora é o terceiro e o carioca Ubirajara da Silva Alcântara é o quarto da lista.

No geral, agora, até 1970, a soma totaliza sete goleiros artilheiros, inclusos os dois autores de gols em amistosos.

Na lista inclusos o inglês Archibald Waterman do Fluminense (1908), o paulista "Oceania" do Juventus (março/1955), Osvaldo Baleza pelo Bahia (agosto/1955) e o mossoroense José Xavier de Oliveira, pelo Baraúnas (1961).


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (III)

Juvenil do Flamengo (1965): Mário Braga, Ubirajara, Paulo Lumumba, Itamar, Jarbas, Leon; Neves, Juarez, César Marques, Fio e Osmar/Terceiro Tempo

Ubirajara entrevistado na RE

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Duas semanas após fazer o gol sem querer (26 do segundo tempo), o segundo do jogo Flamengo 3 x 0 Madureira (19/9/1970), no Estádio Luso-Brasileiro (Ilha do Governador), o goleiro Ubirajara da Silva Alcântara é alvo de reportagem da Revista do Esporte (581).

A publicação semanal carioca lançada em 1959 pelo jornalista Anselmo Domingos, mas agora com outro grupo, chega às bancas na primeira semana de outubro (dia 2), já com a forte concorrência da revista semanal paulista PLACAR, que havia aparecido em março de 1970.

A entrevista de Ubirajara Alcântara ocupa duas páginas separadamente e ilustradas com duas fotografias do arqueiro flamenguista (uma em cada página).

Quando se ocupa de responder sobre apresentação no concurso "O negro mais bonito do Brasil" no programa de auditório "Buzina" e "Cassino", do apresentador pernambucano Abelardo Barbosa, o "Chacrinha" na TV Globo.


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (II)

América/RN com a Taça Almir Albuquerque (1973): Scala, Ivan Silva, Nunes, Paúra, Mário Braga, Ubirajara, Zé Emídio, Maertelinck Rego (médico), Macarrão (massagista), Almir, Careca, Santa Cruz, Hélcio Jacaré e Gilson Porto

Ubirajara Alcântara é
eleito o negro mais bonito
do Brasil, no programa do
Abelardo Barbosa, o famoso
apresentador "Chachinha"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que toquei no assunto de algum goleiro artilheiro foi pelo falecimento do arqueiro americano Ubirajara Dias Ribeiro (1947 - 2021), natural do Estado do Rio de Janeiro, falecido em julho durante a pandemia do vírus Covid-19.

Ubirajara Dias chegou ao América (1973) como reforço para o campeonato estadual indicado pelo treinador Maurílio José de Souza, o "Velha", e acabou campeão da Taça Almir Albuquerque (em homenagem ao atacante pernambucano assassinado em Copacabana), entregue no segundo semestre pelo repórter José Maria de Aquino (revista PLACAR), "competição" paralela ao campeonato nacional, e depois bicampeão da Taça Cidade de Natal (1974/75) e bicampeão potiguar (1974/75).

Pela ocasião da terceira reportagem sobre o desaparecimento dele o repórter salientou que havia no futebol carioca outros três goleiros com o mesmo nome, sendo dois dos mais famosos Ubirajara Gonçalves Mota (4/9/1936 - 24/10/2021), com passagens pelo Bangu (campeão carioca 1966), Botafogo (1971) e Flamengo (1972/73), mais Ubirajara da Silva Alcântara (27/2/1946), conhecido pelo gol "ventania" no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador (1970).

Além do mais jovem e menos conhecido, Ubirajara Morgado Barbosa (3/5/1953), com passagens pelo Campo Grande, o alvinegro suburbano do bairro carioca do mesmo nome; Anapolina de Goiás (1977), Figueirense de Florianópolis/SC (1978) e o paraibano rubro-negro Campinense de Campina Grande (1986).

Posteriormente em três reportagens sequenciais (sábado, 12 de agosto de 2023) o gol de Ubirajara Alcântara no jogo Flamengo 2 x 0 Madureira (19 de setembro de 1970) é mencionado pela participação no Tricolor Suburbano de dois ex-jogadores do América de Natal, o lateral-direito Ivan Silva (recordista de gols pelo alvirrubro natalense) e o quarto-zagueiro Dorival Arrivabene, o "Leléu".


FONTES

Bangunet

Blog Edemar Ferreira

Datafogo

Flaestatísticas

Meu Time na Rede

O Curioso do Futebol

O Gol

PLACAR

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Vermelho de Paixão

O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (I)

América de Pedro Farias/Macau: Chiquinho Arara, Francisquinho, Floro, Dode, Ilo, Wilde, Adilson Lemos, Toinho Amâncio, Ari Boboca, Pedro Farias (último em pé); não identificado, Ciçor, Viramundo, Neco, Paulo Moura, Damião e Benero/Imagem: acervo memorialista José Ribamar Cavalcante

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O gol em campeonato estadual do macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) é registrado (1965), após o do goleiro do Fluminense (1908), e precede o do arqueiro flamenguista (1970) em campeonatos carioca.

Entre o primeiro e o terceiro são divulgados ou conhecidos dois gols de goleiros em amistosos, um no interior paulista (1955), outro por um clube baiano (no mesmo ano), e mais um no clássico mossoroense Baraúnas x Potiguar (1961).

Também são alvo de notícias mais três goleiros artilheiros no futebol do Rio Grande do Norte. Um pelo Força e Luz (1979), um pelo Alecrim (1993/94) e o último, mais recente, pelo Santa Cruz de Natal contra o América da capital.

A maioria destes acontecimentos já foi notificado parcialmente ou com detalhes pela imprensa em geral, blogs e sites especializados em esporte, principalmente futebol.

Mas o caso dos cinco goleiros, comprovadamente três potiguares e um maranhense, com atuação em competições no RN, são pouco divulgados ou praticamente desconhecidos.

Com a ressalva de que a inédita façanha para a época, do goleiro norte-rio-grandense "Floro" (corruptela do nome de batismo), é abordada pela primeira vez como mais um achado deste blog.

Os pormenores dos feitos locais são objetos ou alvos e passam a ser mais uma série exclusiva e característica do JORNAL DA GRANDE NATAL.


domingo, 17 de maio de 2026

América/RN goleia e consolida segunda colocação na D

Alisson Taddei marca de voleio dentro da área

O América praticamente consolida a classificação com o resultado desta tarde na Arena das Dunas. Precisa vencer o sempre difícil clássico contra o ABC, a quem ainda não venceu no ano (Estadual, Copa do Nordeste e primeira fase da Série D), no outro domingo, para garantir a participação na segunda fase eliminatória em dois jogos.
O alvinegro tem uma parada dura na quarta-feira no jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. Enfrenta o Vitória no Estádio Manoel Barradas em Salvador (Bahia) para decidir a ida para a final, pela segunda vez na competição regional.

FICHA TÉCNICA
América 5 x 0 Laguna
Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira/AL Público: 3.207 Renda: R$ 63.582,00
Gol: Taddei 7/1, Guilherme 4/2, Luiz Thiago 21/2, Matheus Regis 25/2 e Pedro Jorge 32/2
América: Lucão, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Paulo Jorge, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá. Alisson Taddei (Antônio Villa), Galvan (Matheus Régis), Cassiano (Nykollas Lopo) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Laguna: Guilherme Santana, Café (Pajé), João Victor (Breninho), Victor Jacaré, Hector Hurrego, Davi (Enrique Moran), Ferrugem (Natan), Erivelton, Everton Luiz, Noninha (Ryan) e Romulo. Treinador: Daniel Rocha

CLASSIFICAÇÃO
ABC: 16 pontos
América: 14 pontos
Sousa: nove pontos
Maguary: nove pontos
Central: nove pontos
Laguna: um ponto

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (FINAL)

José Heliodoro de Oliveira

O JORNAL DA GRANDE NATAL não poderia deixar de registrar a memória dos prefeitos que participaram efetivamente da construção do Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

Primeiro o alcaide que começou a obra em 1967, José Heliodoro de Oliveira, falecido na noite da segunda-feira (12/12/2022), aos 93 anos.

Zé Oliveira foi vereador, presidente da Câmara Municipal e prefeito por três mandatos (1967/1969, 1973/1977 e 1983/1988).

Foi ainda funcionário da Fundação José Augusto e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ele se despediu da política ao concluir o terceiro mandato e passou a morar em Natal.

João Bento do Carmo

Já o ex-prefeito João Batista do Carmo faleceu em 26 de março de 2016. Foi vereador nos anos 60 e prefeito de Macau (1969/73).

Foi o responsável pela conclusão da obra e inauguração do "Walter Bichão" (domingo, 2 de fevereiro de 1972), a tempo de servir para o campeonato interiorano promovido pelo Diário de Natal.

Nomeado pelo governador Aluízio Alves foi o administrador do município de Guamaré (10/12/1962 a 30/1/1964), emancipado do território de Macau, quando assumiu o primeiro prefeito eleito, Luiz Virgilio de Brito. Era conhecido como "Joãozinho de Alípio".


FONTES/IMAGENS

Blog do Arafran

Fatos do RN

Jeison Jasão Gramoré Agora Gramoré Hoje

Veterano jornalista lembra aniversário do jogador potiguar

Ney Bezerra de Andrade, no Sport Recife nos anos 50, é o "galego", último em pé 

PARA SEMPRE NO CORAÇÃO

Ney Andrade espera camisas do América e Sport na festa dos 90 anos

LENIVALDO ARAGÃO

Na foto que ilustra este texto temos uma formação do Sport no Campeonato Pernambucano de 1958: Bria, Manga (o pernambucano), Osmar, Nicolau, Zé Maria, Ney Andrade; Traçaia, Pacoti, Walter (pernambucano, apelidado de Barrão), Soca e Elcy.

O Leão tinha sido campeão (1955) no cinquentenário e bi, comandado, respectivamente, por Gentil Cardoso, pernambucano de vivência carioca, e pelo argentino Dante Bianchi. O esperado tri não veio e o Santa Cruz fez a festa ao levantar o primeiro supercampeonato (1957). 

Em 1958, porém, o Rubro-Negro voltou a levantar a taça, ainda dirigido por Dante Bianchi, depois de uma campanha constante de 26 jogos.

Do grupo que aparece na foto Manga e Elcy foram revelados pelo Leão. Manga era figura carimbada nas peladas do bairro dos Coelhos, e Elcy, carioca, se transferiu com a família para cá, pois o pai pertencia à Aeronáutica.

Bria, baiano de Santo Amaro de Purificação, terra de Caetano Veloso e Maria Betânia – “Conheci os dois quando ainda eram crianças”, dizia, com orgulho – foi descoberto pelo Sport quando estudava, para ser técnico em agricultura, na antiga Escola Agrícola de Areia-PB. Em 1948 deixava o curso para vestir a camisa leonina, o que fez até 1963. Lateral direito e às vezes zagueiro central, destacava-se pelo vigor. Faz parte da história do clube da Ilha do Retiro, como o que jogou mais vezes: 556 atuações.

A sensação do time era o cearense Pacoti, vindo do Ferroviário-CE, e que se tornou o artilheiro recordista do certame estadual, na época, com 36 gols. Logo era contratado pelo Vasco da Gama, de onde saiu para jogar pelo Sporting de Portugal.

O capitão do time era o paraense Zé Maria, volante, muito querido pelos companheiros e pelos adversários. Em 1952, depois de transformar o campo dos Aflitos, num estádio de verdade, o Náutico organizou o Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste, para solenizar a inauguração, com a participação dos campeões estaduais Tuna Luso (PA), Ceará (CE), América (RN), CRB (AL), Confiança (SE) e Ypiranga (BA). A Tuna foi vice-campeã, tendo perdido a final para o Náutico. Zé Maria, volante do clube paraense, foi considerado por unanimidade o destaque do torneio e pouco depois deixava sua terra para vir defender o Sport, ao qual esteve vinculado até 1960. Defendeu também o Náutico e o América. Foi da Seleção Pernambucana, a popular Cacareco, que representou o Brasil num Campeonato Sul-Americano (hoje Copa América) em 1959, no Equador.

Outro que marcou indelevelmente a passagem pelo rubro-negro pernambucano foi o mato-grossense Traçaia. Defendeu o Sport de 1955 a 1962 e é o maior goleador da saga leonina, com 202 gols assinalados em 240 partidas. Como Zé Maria, foi da Seleção Cacareco.

Oscar, Nicolau e Soca vieram do Sudeste, enquanto Ney Andrade procedeu do Rio Grande do Norte, onde defendia o ABC. Em Pernambuco defendeu também o América. Virou ídolo do Bahia. Mesmo após descalçar as chuteiras, morou no Recife, trabalhando em banco. Fixou-se definitivamente na Boa Terra, onde ainda é muito festejado. Vinha periodicamente à Terra dos Altos Coqueiros, do Frevo e do Maracatu, a serviço de uma rede bancária à qual era vinculado. Nessas viagens, a resenha com Laxixa, ex-companheiro no Sport e gerente de banco era indispensável. Claro que a situação, boa ou má, do time leonino fazia parte da conversa.

Pelo que sei, desses da foto, o potiguar Ney Andrade é o único que ainda está vivo.

Quanto ao América, aqui está uma escalação do Alvoverde, com Ney Andrade, no Campeonato Pernambucano de 1964, empate com o Náutico por 2 x 2: Lula Vaquez; Cícero, Bria, Gilson Saraiva, Ney Andrade; Zé Maria e Eric; Babá, Ailton, Luiz Carlos e Fernando.

Dentro de alguns dias vai completar 90 anos e na comemoração não faltará um painel com as camisas dos clubes que o ex-lateral esquerdo defendeu, incluindo os pernambucanos Sport e América.