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domingo, 7 de junho de 2026

O caicoense que fugiu do Sport Clube Recife (X)

Gildo, Servilio, Vavá, Tupazinho e Elcy no ataque da Sociedade Esportiva Palmeiras

Cronista Arthur Carvalho morou em
Natal (1948/53) e jogou pelada
no "Juvenal Lamartine". É amigo do
colunista Woden Coutinho Madruga

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A entrevista concedida a Revista do Esporte pelo meia ou ponta-esquerda Elcy Goulart de Freitas (Rio de Janeiro, 1938 - Araruama, 2010) resulta em catatau de pouco mais de 15 parágrafos com o desabafo da questão do namoro com a jovem estudante de 18 anos e a desistência do estudo no terceiro ano ginasial com a problemática da aprendizagem com a matemática.
Também deu para retirar o começo da carreira descoberto pelo desportista Arlindo Bezerra de Assis, o "Capuano", que o levou para o infantil do Sport Clube Recife, sendo campeão estadual juvenil invicto (1953/54), em seguida a categoria de aspirante e a subida para o time titular com o retorno ao Rio do jogador carioca "Soca" (Wilson Rodrigues Casquilho), egresso do Bonsucesso do bairro homônimo do Rio de Janeiro.
A permanência do Elcy no rubro-negro da Ilha do Retiro é presença constante na imprensa nos artigos saudosistas do advogado, jornalista e membro da Academia Pernambucana de Letras, o baiano radicado no Recife, Arthur Carvalho, que também foi da base do 'Leão".
Depois de vencer três campeonatos pernambucanos pelo Sport Elcy foi contratado pela Sociedade Esportiva Palmeiras e do alviverde regressa para o rival Clube Náutico Capibaribe (1964/68). Há notícia de uma rápida passagem pelo Bahia de Salvador.
Currículo: Sport: 33 gols (um na Taça Brasil, 12 pelo Pernambucano e 20 em amistosos); dois jogos pelo selecionado pernambucano (um gol); um jogo pelo selecionado brasileiro contra o Uruguai (3 x 0 no campeonato sul-americano extra em 1959); Palmeiras: 10 jogos (três pelo campeonato paulista, dois no Torneio Rio-São Paulo e amistosos, todos em 1963).
Em resumo possível é esta a história do Elcy, apontado como suposto autor do gol de empate do Sport contra o Esporte de Patos, com passe não comprovado do caicoense Francisco Cunigundes das CHAGAS.

FONTES/IMAGENS
Diário de Pernambuco
Jornal do Commércio
Revista do Esporte
Tribuna do Norte
Anotando Futebol
Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol
Futuro Sport
Futebol 80
História do Futebol
Museu do Esporte de Campina Grande
National Football Team
Súmulas Tchê
Verdazzo
Wikipedia

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (IX)

A segunda imagem com Elcyr, Elcy ou Elci, o leitor escolhe, encontrada na rede

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor fiel que acompanha a série sabe e o casual agora fica ciente que, na reportagem de um jornal potiguar não identificado, com o perfil do jogador amador caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS, o ponta-esquerda carioca Elcy Goulart de Freitas (Rio de Janeiro, 5/12/1938 - Araruama/RJ, 15/12/2010) é apontado como suposto autor do gol do Sport Recife no empate (1 x 1) com o Esporte de Patos (domingo, 2/9/1962).

Somente este detalhe já era o bastante para o repórter procurar detalhes sobre a carreira deste atleta atualmente pouco conhecido do rubro-negro. Além disso apareceu a curiosidade de identificar como começou a carreira, pois na rede não há indício de que tenha surgido no futebol carioca.

O mistério foi elucidado pela extinta Revista do Esporte. A primeira pista da "Candinha no Esporte", edição 43 (2/1/1960): - O jogador mais assanhadinho da seleção brasileira que foi ao Equador: Elci. Entretanto, quando o avião levantou voo do Rio e um defeito foi notado, Elci (itálico nosso) precisou logo ser socorrido pelo médico da seleção. O que tem de miudinho, tem de mandão e medroso...

O selecionado nacional havia sido representado no segundo semestre de 1959, no Campeonato Sul-Americano Extra, pela Seleção pernambucana, apelidada de "Cacareco", alusão a um elefante de zoológico que havia recebido os votos dos eleitores numa eleição da época. E Elcy Goulart, claro, estava entre os convocados.

O esclarecimento mesmo na entrevista da publicação semanal do Rio de Janeiro para a edição 47 (30 de janeiro). Para a reportagem de duas páginas com o título "Querem impedi-lo de casar por ser jogador de futebol". Seguido do complemento: - Elci, meia-esquerda da Seleção Cacareco, queixa-se dos pais de sua namorada e revela porque trocou os estudos pela bola.

A reportagem revela que ele era filho de um sargento da Aeronáutica transferido do Rio de Janeiro para a Base Aérea do Recife. E o nome da jovem, Maria Borges Dias, possível acadêmica de Medicina, filha de um jornalista torcedor do rival Santa Cruz.

O curioso é que o repórter, que não assina o texto, coloca o sobrenome dele "Duarte". O personagem é tão interessante e existem mais dados sobre ele que o redator divide a abordagem em duas.

sábado, 6 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (VIII)

Olavo Flores, o "Sarará", na primeira temporada paulistana no Tricolor bandeirante

O médio-volante gaúcho Olavo de Souza Flores (Porto Alegre, 4/8/1931 - 6/8/2013), 82, foi quem deu lugar, no segundo tempo do amistoso interestadual Esporte de Patos/PB 1 x 1 Sport Recife/PE (domingo, 2/9/1962), ao caicoense Francisco Cunigundes das CHAGAS.

Apelidado de "Sarará" começou no Grêmio (1948 - 1955) e passou ao São Paulo. Ao pendurar as chuteiras inicia na profissão de corretor de imóveis na capital paulista ou contador (fontes diversas).

Foi casado com dona Maria de Lourdes Flores, pai as filhas (Sandra Regina e Vera Cristina) e tem duas netas (Renata e Fernanda de Lutiis).

No Rio Grande do Sul conquistou pelo Tricolor (206 jogos e 24 gols) gremista um campeonato estadual. Pelo tricolor bandeirante (1956/58) atuou em 71 partidas (38 vitórias, 19 empates, 14 derrotas e cinco gols).

Foi Campeão Paulista (1957) com a final São Paulo 3 x 1 Corinthians. Na decisão substitui Dino Sani contundido.

Currículo

Força e Luz/Porto Alegre, Cruzeiro/Porto Alegre (1946), Grêmio, Vasco da Gama (emprestado em 1951), São Paulo, Botafogo/Ribeirão Preto (empréstimo em 1957), Prudentina/Presidente Prudente, América/MG, Sport Recife (1961/63), Bandeirante (campeão paulista da Série A4), Associação Botucatuense e Monte Alto.

Também esteve na Argentina. E foi do selecionado brasileiro na conquista do Campeonato Pan-Americano (1956), com a Seleção Gaúcha representando o time Canarinho.

"Sarará" é escalado no lugar de Dino Santi pelo treinador húngaro Béla Guttman contra o Corinthians


FONTES

Gremiopedia

O Gol

SPFCpedia

Terceiro Tempo


Imagem rara do Riachuelo Atlético Clube em 1971

O saudoso tenente Castro com o elenco do clube naval e a camisa estilosa

RAC
: Antonio Pereira de 
Castro (dirigente), JACIO Salomão da Silva (quarto), Valdemir GASPAR (último em pé); Polidório, Elmer (terceiro), Estevão (quinto)...

São os jogadores do clube "naval" identificados pelo filho (Willams) do presidente/treinador Castro (tenente da Marinha).

A fotografia do alvo e azul da Base é mais uma imagem sacada do baú do memorialista José Ribamar Cavalcante.

O redator aponta o ano da temporada simplesmente por um detalhe: em dezembro de 1971 o ponta-direita Elmer Meira Cruz (Porto Velho/RO, 9/9/1951), destaque do RAC no campeonato estadual, é anunciado pelo América/RN como reforço para o ano seguinte.

O arisco e individualista Elmer, na opinião do editor de esportes da Tribuna do Norte, Abimael Moraes, permanece para a campanha americana no segundo semestre:

o campeonato brasileiro ou nacional da Divisão Especial, hoje equivalente a Série B (segunda divisão), quando o alvirrubro terminou em quarto lugar na colocação geral. (JVJ)

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (VII)

Sport Clube Recife (1961): Bria, Alemão, Manga (ex-Santos), Tomires, Nenzinho, Laxixa, Traçaia, Djalma Freitas, Osvaldo, Bentancor e Newton Adrião 

Zéu Palmeira entrevistado em Patos/PB

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Pela identificação do nome completo e com o histórico no futebol é claro que o antigo atleta amador, árbitro e treinador pernambucano José Mariano Carneiro Pessoa, coincidência, apelidado de "Palmeira", não tinha parentesco com o vice-presidente administrativo do SC Recife, Antônio Alexandrino Palmeira e o jogador do Esporte de Patos, Zé Palmeira.

O apressadinho do redator não leu toda a reportagem de uma das fontes secundárias locais encontradas na rede e deixou de averiguar no começo da série inédita que o Antônio e o Zéu, aí sim, eram parentes bem próximos; irmãos de carne, osso e sangue, como diz o sertanejo.

Além disso o aloprado pesquisador não prestou atenção que ao digitar os nomes no buscador o primeiro deles provavelmente aparece como nome de rua na cidade paraibana de Patos, mais um "Manoel Alexandrino Palmeira", certamente familiar com proximidade.

Desta forma pode se explicar a presença do rubro-negro pernambucano na cidade para o amistoso Sport 1 x 1 Esportes/PB (domingo, 2/9/1962), depois de vencer o Treze em Campina Grande, 2 x 0, na quinta-feira (30//8). O dirigente e presidente da delegação era natural de Patos.

E foi o empresário Antônio Palmeira quem imprensou o treinador para colocar no segundo tempo o arredio caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS no ataque do Sport, que desaparece sem entendimento para um teste definitivo no Recife.

A seguir os jogadores rubro-negros de importância na partida: o uruguaio Raul Higino Bentancor Ferraro (autor do gol), o gaúcho Olavo de Souza Flores ("Sarará"), saiu para entrar Chagas, e o ponta-esquerda Elcy Goulart de Freitas.


FONTES/IMAGENS

Diário da Manhã 

Diário de Pernambuco

Esporte do Vale

Folha Patoense

Jordan Bezerra

Zé Duarte


sexta-feira, 5 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (VI)

Zéu Palmeira (circulado) jogou no Esporte Clubes de Patos dez anos (1952/62)

Zéu Palmeira, antigo atleta do "Patinho"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ele está na escalação do jogo Esporte de Patos 1 x 1 Sport Recife (domingo, 2/9/1962) como apenas "Zeu", mas o redator acrescentou, por conta própria, assim: "Zeu Palmeira".

Depois de verificar na pesquisa a importância do personagem e as coincidências (?) do sobrenome com o apelido do treinador e com o nome do vice-presidente administrativo do clube pernambucano.

O homem, além de jogador de futebol amador, foi um dos fundadores do alvirrubro, comerciante de calçados, e ainda encontrou tempo para se dedicar a política como deputado estadual (1963/66).

É um dos quatro atletas, além de outros três do rubro-negro recifense, que presenciaram a aparição do caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS pelo grêmio visitante.

Os demais a serem abordados são o meia "Sarará" (deu lugar ao norte-rio-grandense), o uruguaio Bentancor (autor do gol de empate do Sport) e o ponta-esquerda Elcy, tido como autor do gol.

Zéu Palmeira (2/1/1931 - 8/1/2019) ainda teria entrado em campo pelo Treze de Campina Grande e Clube Náutico Capibaribe do Recife.


FONTES/IMAGENS

Diário de Pernambuco

Blog Jordan Bezerra

Esporte Clube de Patos

Esporte do Vale

Folha Patoense

Fonte 83

História do Futebol

Globo Esporte


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (V)

O pernambucano Nelson Bento de Oliveira, o cearense Lourálber Pereira Monteiro e Evandro Ferreira no Estádio Presidente Vargas/Revista do Esporte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O jogo interestadual Esporte 1 x 1 Sport Recife (domingo, 2/9/1962) é histórico por ser a primeira exibição do clube recifense em Patos.

O rubro-negro faz o segundo e último amistoso na cidade quatro anos depois: Nacional 2 x 1 (quarta-feira, 23/3/1966).

Diante do quadro o repórter separa cinco personagens considerados interessantes que presenciaram o caicoense CHAGAS desfilar categoria no interior paraibano.

Além de três jogadores do Sport e ao menos um do Esporte o blog destaca o árbitro pernambucano Nelson Bento de Oliveira, que começou a apitar em campeonato suburbano e passou em teste da Federação com mais dois colegas.

A única imagem dele é encontrada na publicação semanal carioca REVISTA DO ESPORTE (9 de maio de 1964) em reportagem na qual não se trata do personagem central: - O melhor juiz do Nordeste quer apitar jogos no Rio.

O cearense Louralber Pereira Monteiro, que começou em Pernambuco, sendo então o mais jovem árbitro do país, é o entrevistado antes de Fortaleza 3 x 1 Nacional, no Presidente Vargas, pelo Campeonato cearense (29/3/1964)...

Fortaleza e Nacional (coincidência com o homônimo paraibano) jogaram mais duas vezes: em junho e no segundo semestre.

Para encontrar a data exata do primeiro jogo foi só retroagir a partir do dia da edição do impresso do Rio de Janeiro.