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sexta-feira, 15 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (IV)

Vista panorâmica da cidade de Macau (litoral norte) no Estado do Rio Grande do Norte

Estádio "Walter Bichão"*

José Fagundes de Menezes

Tribuna do Norte (quinta-feira, 13/5/1954)


- Os desportistas macauenses estão se movimentando muito nestes últimos tempos. Inúmeros clubes de outras cidades tem visitado a terra das salinas e notado a ausência injustificável de uma praça de esportes digna do progresso do Município.

Mas, segundo notícias chegadas de Macau, um amigo do desporto bretão acaba de idealizar a edificação de um estádio, em terreno de sua propriedade, situado no Valadão...

... Não é possível que, enquanto outras cidades menores do interior do Estado voltam suas vistas com maiores atenções para o desporto, a rica e evoluída cidade de Walter Bichão, se negue a prestigiar a grande pretensão de Virgílio Barbosa.

Significativo tributo os macauenses conscientes prestariam a todas as gerações e a todos os ídolos do futebol macauense se surgisse um estádio, em cuja fachada e por justiça, se colocasse o nome de Walter Bichão, o mais conhecido e admirado futebolista do "Vasco da Gama" e do povo de Macau.

Esta homenagem seria sentida pelos que se foram (sic), como Golinha, Joaquim Bichão, Bandido... Joãozinho (aonde estará ele?) recordariam seus bons tempos. E os companheiros de Walter, que ainda vivem, se tornariam sensibilizados: Pedro Siqueira, Pedrinho de Paiva, Licor, Luís de Souza, Artêmio, Mendonça e Jaú.

Daqui, embora distante, enviamos o nosso voto de aplauso aos que lutam e não se esqueceram de Walter Bichão.


*OS NEGRITOS NOS PERSONAGENS SÃO DO BLOG. TODOS VÃO APARECER NA SEQUÊNCIA DA SÉRIE.

Duas raras imagens de Silva no juvenil botafoguense

Silva é artilheiro da equipe campeã carioca da categoria Júnior na temporada 1977

RESUMO DA PASSAGEM VITORIOSA DO CENTROAVANTE LUIZ CARLOS DA SILVA MATTOS (1958 - 2026) PELA BASE (SUB-20) DO BOTAFOGO DE FUTEBOL E REGATAS (RIO DE JANEIRO) COM INFORMAÇÕES DO SITE "DATAFOGO" E IMAGENS GENTILMENTE CEDIDAS PELO EDITOR CLÁUDIO FALCÃO

Bicampeão carioca – 1977/1978

1977

Jogos – 23 (dos 24 da campanha)

Gols – 12 (artilheiro da equipe)

1978

Jogos – não disponivel quantitativo de jogos disputados (campanha: 24 jogos)

Gols – 20 (artilheiro da equipe)

BFR (1978): Luís Cláudio, Chiquinho, Zanata, Miltão, Luiz Carlos, Nélio; Gil, Tita, Wecsley, Silva e Haerton


Uma fotografia rara do América em temporada esquisita

América (1995): Mingo, Tiê, Erivando, Marcos Mandu, Val, Toté, Jorge Pinheiro, Lico, Carlinhos Marechal (?), Marcondes e Elder. Provavelmente este elenco é da participação na segunda divisão no segundo semestre ou em dezembro pelo Torneio Assis de Paula em Parnamirim


TIME AMERICANO

Parte do grupo acima não correspondeu no campeonato estadual: fica fora da final e não evitou mais um tricampeonato do ABC (1993/95).

O clube abecedista ganhou os dois turnos e decidiu (20 de agosto) com a Desportiva do Vale de Ipanguaçu, sendo o alvinegro campeão mesmo derrotado: 0 x 1 (Zé Ivaldo).Na Série B terminou na posição 16 entre 24 participantes. (Fontes: revista "A Bola", "Blog do Tubasso" e site "Bola na Área")

ELOGIO DO LEITOR

O leitor e internauta Ronaldo Silva (em rede social): "Eu moro em Macau e nunca vi uma fotografia desse jogador, Walter Bichão; gostaria muito de saber um pouco mais da história dele. Parabéns pela manchete."

NOTA DO EDITOR: - Caro Ronaldo, estamos pesquisando, contextualizando e montando os artigos sequenciais sobre o inédito tema. Vem aí dados do articulista que deu ideia do nome de Walter Bichão, informações sobre a origem familiar e observações sobre os prefeitos que fizeram a obra, além do Vasco da Gama (1936), time amador do personagem.

ARBITRAGEM

O alagoano Márcio Santos Oliveira apita América x Laguna na Arena das Dunas neste domingo (17) pela segunda rodada do "returno" da primeira fase da Série D.

MORTE FUTEBOL CLUBE: o time do curioso nome já foi tema de reportagens exclusivas. Em andamento pesquisas para novas abordagens.

Envolvendo jornalistas, intelectuais, escritores, reportagens, entrevistas e artigos nos quais aparecem o "Morte". Os personagens:

Newton Navarro (pintor modernista), Sanderson Negreiros, Ticiano Duarte, Lenine Pinto e Veríssimo de Melo (jornalistas).

Entre as personalidades envolvidas, da turma do Ateneu, os escritores potiguares Homero Homem de Siqueira, José Bezerra Gomes e o crítico de cinema José Salvyano de Paiva.

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (III)

Flamengo de "dona Pretinha" campeão (1962) no campo do "Valadão" antes do novo estádio da cidade litorânea: Badoléo, Moçada, Ari Boboca, Zeca, Naldinho, Chico Macau, Zé de Hipólito (José Ribamar Cavalcante), Totinha, Veó e Véscio

"Estádio Walter Bichão". "Escreveu José Fagundes de Menezes". 
Desta forma. Título e assinatura da autoria. Do artigo publicado na Tribuna do Norte (quinta-feira,  13/5/1954).

Em seis parágrafos o articulista, provavelmente o vereador com assento na Câmara de Natal, trás a público a novidade para o município de Macau.

No depoimento Fagundes de Menezes ressalta o desenvolvimento das atividades esportivas na cidade, com foco no futebol.

O mais importante: declina o nome do personagem propulsor da homenagem ao futuro patrono do Estádio ainda inexistente.

Na sequência relaciona as pessoas historicamente envolvidas com o futebol, nos anos anteriores, ao menos até a década de 30.

Também veremos de quem se trata o articulista. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Blog No Ataque

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (II)

ABC local na abertura: Nel (presidente), Quinho, Bosco, Tuca, Bore, Poroca, Chuite, Maramba, Lila (diretores), Batista, Toinho, Dedé de Síria, Leleu e Renato Castanha

Prefeito J. B. do Carmo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em seguida a inauguração (domingo, 2/1/1972), pelo prefeito João Batista do Carmo, nas duas décadas seguintes nenhuma linha na imprensa da capital para esclarecer quem seria o homenageado com o nome no Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

O campo do "Valadão" era como se chamava antigamente o "retângulo" de areia cercado de avelós ("dedinho"), palco do amistoso da ABC da capital em 1963 diante do Flamengo de "Dona Pretinha", com o ponta-direita José Ribamar Cavalcante, hoje memorialista do futebol potiguar.

Este levantamento provisório havia sido feito pelo repórter alguns meses atrás e nova consulta às fontes impressas primárias nesta semana confirma ausência de qualquer dado pessoal ou biográfico além do nome de batismo.

A pista para começar a desvendar quem seria o misterioso personagem e patrono do equipamento esportivo macauense aparece quase que por um acaso, quando o redator pesquisa outros temas e personalidades.

E veio de um artigo publicado na primeira metade dos anos 50, como dito, no jornal diário Tribuna do Norte, cujo autor é identificado como "José Fagundes de Menezes".

Com o mesmo nome de um vereador com assento na Câmara Municipal de Natal. Desta forma será preciso também procurar elucidar este segundo assunto envolto em informações conflituosas.

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (I)

Aspecto do interior do "Walter Bichão" no município de Macau (litoral norte potiguar), com última reforma há 13 anos, na administração do prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

Prefeito Kerginaldo Pinto do Nascimento

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator precisa deixar a mania de não anotar algumas informações surgidas inesperadamente.

Inclusive perguntas, dicas de assuntos ou temas para reportagens. Para não esquecer.

Como exemplo o autor da sugestão para o título desta série inédita.

O prefeito José Heliodoro de Oliveira começou a obra em 1967 e o vereador e sucessor João Batista do Carmo, empossado em janeiro de 1969, conclui o restante (em torno de 20 por cento) e inaugura (2/1/1972), com ampla cobertura do Diário de Natal.

O artigo do vereador em Natal, José Fagundes de Menezes, na Tribuna do Norte, no começo dos anos 50, advoga um campo de futebol para Macau tendo como patrono o jogador amador e "desportista" Walter Bichão.

Uma menção ao Fagundes de Menezes aparece, também na TN, na coluna do jornalista Woden Coutinho Madruga (1981) pelo lançamento do livro de Manoel Rodrigues de Melo sobre a imprensa potiguar.

A Ordem (terça-feira, 16/6/1936), na sessão "Pelos Municípios", noticia o surgimento do Vasco da Gama macauense com Wilton Bichão e Walter, certamente parentes bem próximos, na diretoria.

A diminuta nota do jornal diário vespertino católico cita a escalação do time alvinegro cruzmaltino, xará do famoso clube carioca, em amistoso com vitória sobre o ABC local.

ABC pode somar finais regionais igual ao América (IV)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada o alvinegro ganha o Estadual, o campeonato nacional de terceira divisão, o primeiro para o RN, e deixa escapar terceiro caneco de competição oficial

Com esta quarta reportagem da série se pode expor que, desde o primeiro triunfo amistoso ABC 2 x 1 Vitória (março/1957), houve o primeiro grande intervalo de tempo (15 anos), para o primeiro jogo oficial (0 x 0), pelo campeonato nacional (novembro/1972), ambos em casa.

Ainda na década de 70, primeiro com intervalo de quatro anos, e depois de um, mais dois jogos, um pelo Torneio José Américo de Almeida Filho (dezembro/76), com empate (1 x 1), em Salvador, e o amistoso (fevereiro/78) com placar de 1 x 1, no "Castelão".

O intervalo mais longo, 22 anos, vem a seguir. Em 2000  se enfrentam quatro vezes, duas pela Copa do Nordeste, 1 x 2 Vitória (22/1) e 1 x 1 (2/2) e mais duas pela Copa do Brasil: ABC 1 x 0 em Natal (29/3) e 1 x 0 (12/4).

Depois se enfrentam oficialmente (Copa do Brasil e Copa do Nordeste) dois anos seguidos com amistoso no meio. Em 2001: Vitória 2 x 0 (31/3), pela competição nacional, e o mesmo placar no amistoso (26/7), jogos em Salvador.

No ano seguinte: 1 x 1 (31/3) pela competição regional, em Natal. Na sequência o segundo maior intervalo, oito anos, para mais dois jogos pela Copa do Nordeste. Um empate (2 x 2) na primeira fase (12/6) em Salvador.

Na final o ABC deixa escapar o título da competição regional, de virada, em casa, 1 x 2 (1 de dezembro). O clube norte-rio-grandense teve a oportunidade de conquistar a "tríplice coroa", uma honraria oficiosa.

Pois havia levantando o "caneco" do campeonato estadual e dias antes se tornara o primeiro clube natalense campeão nacional (Série C). Já que o América também consegue a façanha, por uma divisão abaixo (Série D) em 2022.