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domingo, 16 de junho de 2024

O "fugitivo" do América/RN volta a ser assunto

Ênio Augusto Silva é o centroavante do selecionado "Cacareco" (apelido da seleção pernambucana) e acima Caiçara (antes e ao lado do goleiro), falecido treinador do ABC e América de Natal

Blog apresenta fotografia do selecionado pernambucano com o atacante "foragido"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em janeiro o blog (sábado, 20/1) apresentou Ênio Augusto Silva (Recife, 13/12/1928), reforço americano para o campeonato estadual e que se mandou para São Luís, capital maranhense. O título: “Atacante pernambucano foge para o Moto”.

Até foi esta a manchete de página esportiva interna do jornal Associado “Diário de Natal (11/9): "Ênio fugiu!". A postagem é ilustrada com a página de um álbum com jogadores do Flamengo, na qual consta o personagem.

Agora O JORNAL DA GRANDE NATAL apresenta mais uma fotografia dele, bem mais “nítida”, com o jogador no selecionado pernambucano, feita em amistoso contra o escrete alagoano (1952), veiculada pelo site “Museu do Futebol Alagoano”.

Na imagem também está o falecido treinador Francisco Barbosa Gomes, o “Caiçara” (1933 – 2013), ganhador de títulos regionais por equipes cearenses (Ceará e Fortaleza), paraibana (Botafogo de João Pessoa) e potiguares (ABC e América) entre o final dos anos 60 e a década de 80.

O América abre a temporada de 1950 vencendo o ABC em torneio amistoso, mas começa irregular o campeonato em busca do tri. Empata o primeiro jogo (Alecrim), perde o segundo (RAC), vence o terceiro (Atlético) e perde o quarto (Santa Cruz/RN).

O centroavante Ênio estreia em amistoso contra o Riachuelo Atlético Clube (para quem perde no turno) e somando o jogo oficial acumula quatro gols. A “fuga” do jogador recifense acontece mesmo tendo embolsado "luvas".

Começa no Estudantes do Recife (1947), passa pelo Sport (1950, 54 e 1957), Flamengo (1953), Ferroviário/CE (1958) e Asas do Recife (participante do Torneio Coronel Alberto Murad em 1959).

Pelo rubro-negro carioca são dois empates, em dois gols, contra o XV de Novembro de Jaú (8 de março), interior paulista, e América carioca (1/3/1953).

 

 

sexta-feira, 14 de junho de 2024

O mistério da taça do Clube Atlético Potiguar (final)

"Chicó" na ponta-direita do Real Madrid do Baldo. O redator suspeita, pelos frisos (gola e manga da camisa), que se trata do Atlético

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O antigo atacante "Chicó" com Ribamar

As presenças de outros três jogadores também são indícios que provam o erro de identificação no tempo da foto do Atlético publicada na postagem inicial da série.

O zagueiro José da Rocha Bezerra (Macau, 19/3/1932), o “Papagaio”, vindo do América, havia pendurado as chuteiras

E começado a carreira de treinador no próprio clube atleticano (1964/65).

Inclusive comandou o elenco americano por curto período na temporada de 1968.

O atacante e depois zagueiro Osvaldo Carneiro da Silva (Mossoró, 1938 – Natal, 2018), o “Piaba”, foi cria do Palmeiras, do bairro das Rocas.

Do América passou ao Atlético (rapidamente duas vezes: 1960 e 1962) e ABC (em dois períodos distintos e se transforma em zagueiro no alvinegro).

O ponta-direita Francisco Pereira do Nascimento (10/6/1936), o Chicó “Barro Duro”, começou no “Onze” (Mossoró).

Segue no ABC, Riachuelo, América, Globo, Santa Cruz, Clube Atlético Potiguar e Seleção do Rio Grande do Norte (1960).

Na foto acima com o memorialista José Ribamar Cavalcante em sua marcenaria na comunidade do Guarita, no bairro do Alecrim, onde era a Igreja Católica.

 

quinta-feira, 13 de junho de 2024

O mistério da taça do Clube Atlético Potiguar (II)

Osiel Lago de Souza (o penúltimo agachado) começou no juvenil americano, passou pelo Atlético e foi campeão no Alecrim

ALECRIM:
Geleia (técnico), Manoelzinho, Miltinho, Orlando, Miro, Berilo, Hilo, Ferreira (preparador fisco), Caranguejo, Zezé, Galdino, Paulo Tubarão, Osiel e Ferreira (Furiba).

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A ficha de Osiel Lago no América

A maior prova de que o meia-atacante Osiel Lago de Souza (Touros, 21/6/1941 – São José do Mipibu, 7/7/1975) – campeão juvenil pelo América (1959) – sai do Clube Atlético Potiguar para o Alecrim Futebol Clube é a fotografia acima.

A foto é do elenco esmeraldino que ganhou o título de 1963, treinado pelo antigo jogador Geraldo Pereira da Silva, o "Geleia", sequenciado no ano seguinte ainda com Osiel Lago no time, comandado pelo técnico Pedro Teixeira da Silva, o "Quarenta."

Outra prova contundente vem dos depoimentos do médio-volante contemporâneo, o médico Berilo de Castro, também do elenco do primeiro bicampeonato do alecrinense, convidado por Osiel para compor a turma do América no retorno do licenciamento.

Como também comentário do goleiro juvenil americano (companheiro do personagem principal), Ronaldo Cabral, no blog "No Ataque".

Acredito que aconteceu um erro de digitação para identificar na legenda a foto do time do Atlético como de 1970 ao invés dos anos 60. Quem meteu o dedo na tecla escorregou do seis para o sete.

Ele morreu com mais três ocupantes de um Fusca, um homem e duas mulheres, em consequência do choque com um ônibus da Empresa Nápoles na rodovia federal BR-101.

 

FONTES

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Acervo José Ribamar Cavalcante

Blog no Ataque

Cerro Cora News

Futebol 80

Ponto de Vista

Rogério Torquato

O Gol

Súmulas Tchê

Vermelho de Paixão

O mistério da taça do Clube Atlético Potiguar (I)

O "desconhecido" troféu e o erro do ano da fotografia são detectados com exclusividade

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O que me chamou a atenção na fotografia do rubro-negro da capital potiguar foi o troféu exposto no gramado do Estádio Juvenal Lamartine.

A imagem faz parte do acervo do ex-atleta e memorialista José Ribamar Cavalcante (eternizado em biografia escrita pelo jornalista Kolberg Luna Freire).

Outra observação da foto, disponibilizada por internautas em rede social, está na legenda para identificação dos jogadores.

Trata-se de um erro na localização do grupo de atletas no tempo. Aponta 1970. Mas todos os indícios levam a crer que a foto é do começo da década de 60.

Quem fez a legenda não percebeu que um dos jogadores, o falecido meia-atacante Osiel Lago de Souza, pendura as chuteiras em meados dos anos 60.

Osiel começou no juvenil do América de Natal (1959) e andou pelo Recife, e com o licenciamento do alvirrubro passou-se ao Atlético e deste ao Alecrim.

Retorna ao clube americano na volta do licenciamento de seis anos (1966), é campeão em 1967 e novamente levanta o título, agora como treinador, em 1969.

Quanto a Taça agora não tenho como informar como foi ganha e em qual competição, pois somente tenho conhecimento de dois títulos atleticanos no período.

Pelo que sei o CAP venceu dois torneios de abertura do campeonato estadual em mais de cem anos de história: o Início (1968 e 1970).

O clube foi um dos fundadores de uma das primeiras ligas de futebol em 1918 e campeão da competição em 1921 como o tricolor Centro Esportivo Natalense.

Foto do clube carioca refere-se ao jogo contra América/RN

O elenco do Tricolor das Laranjeiras, que começou o amistoso, devidamente identificado pelo colecionador de imagens Marcelo dos Santos (do Rio)

A prova: o lateral Marco Antônio e o meia-atacante Manfrini não participaram do jogo do contra o ABC.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A imagem do Tricolor que ilustra duas reportagens anteriores refere-se a partida frente ao América. O redator tem culpa no cartório pelo fato de não ter notado um pormenor claro e insofismável.

Que poderia ter solucionado a dúvida logo na primeira publicação. É notório que foi feita a luz do dia. Na tarde do domingo, 3 de fevereiro de 1974, data do jogo com o alvirrubro.

A apresentação anterior da agremiação das três cores, contra o ABC, aconteceu na noite da quinta-feira (30/1). O repórter não bateu o Martelo por não ter consultado apenas uma fonte primária: "Diário de Natal".

Mas novas consultas, em outra fonte importante original, o semanário "O Poti", confirma a foto como feita no segundo amistoso. Se tivesse mais atenção na ficha técnica do primeiro jogo teria comparado com a segunda.

A repetição, pela terceira vez, é gentileza do pesquisador de imagens e elencos do Rio de Janeiro, Marcelo Santos, ex-goleiro da Cabofriense.

Os jogos aconteceram após o fiasco do TORNEIO APERN. Para tirar todas as dúvidas abaixo as escalações dos dois jogos amistosos contra o ABC (0 x 2) e América (0 x 1).

 

PRIMEIRO JOGO

Felix (Roberto), Silveira, Bruñel, Assis (Abel), Carlinhos, Carlos Alberto, Cléber (Zé Roberto), Paulo Nani, Amaury, Mickey e Lula

SEGUNDO JOGO

Félix, Silveira (Carlinhos), Assis, Bruñel, Marco Antônio, Cleber, Carlos Alberto (Silveira), Paulo (Amauri), Manfrini, Mickey e Lula.

 

FONTES

Diário de Natal

O Poti

O torneio caça-níquel que começou e não terminou (final)

Presidente do BC, Roberto Campos Neto

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Após o fiasco organizacional do “Torneio APERN” quatro meses depois o “Diário de Natal” (segunda-feira, 6/5/1974) veicula o já mencionado anúncio da Associação de Poupança e Empréstimos sobre o Raio X da instituição financeira.

Com o conhecido slogan ao pé da publicidade (“Onde seu tostão vale um milhão”) a APERN informa a sede própria em edifício de três andares na Praça Padre João Maria, 78, no bairro da Cidade Alta.

“Todo refrigerado”, com auditório. Faz questão de mencionar o enxuto quadro de 26 funcionários para administrar a carteira de 65 mil poupadores (um quinto da população da capital do Rio Grande do Norte).

Fundada em 1968 e transformada em Companhia Hipotecária Brasileira, agora com sede na Rua João Pessoa, também no Centro, encerra as atividades (quinta-feira, 11/3/2021).

Por ato de liquidação extrajudicial assinado pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto.


quarta-feira, 12 de junho de 2024

O torneio caça-níquel que começou e não terminou (X)

Time do ABC (1976) tendo ao fundo um aspecto da torcida no ano que em foram registrados os maiores públicos no "Castelo Branco"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O insucesso organizacional nos bastidores e dentro de campo do torneio promovido pela APERN não refletiu negativamente no objetivo inicial: alavancar a abertura de cadernetas de poupança.

Como disse o jornalista e escritor Kolberg Luna Freire (ao ler esta série inédita) sobre a promoção de marketing: - Uma boa forma de ganhar dinheiro (corrobora o pensamento do redator).

Durante a pesquisa inicial não é encontrada nenhum parâmetro do sucesso de comercialização da marca.

Esticada a consulta às edições dos jornais bem mais à frente se acha um pormenor comparativo importante.

O número de adesão ao apelo de ajuda aos sete clubes filiados foi um grande indicativo.

Principalmente por demonstrar a força da torcida do ABC, responsável por 24 mil cadernetas.

Este detalhe dito antes é confirmado meses depois com um anúncio institucional da Associação de Poupança e Empréstimos Rio-grandense do Norte.

No qual, além de dar publicidade a sede própria (Praça Padre João Maria, 78, Cidade Alta), relata a carteira de 65 mil clientes!

Este número redondo é praticamente a metade dos poucos mais de 30 mil natalenses que atenderam a campanha publicitária de quatro meses.