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terça-feira, 12 de maio de 2026

Fotografia rara do centroavante Silva no Botafogo

Imagem rara do Silva, promovido da base, na primeira passagem no BFR

Luiz Carlos da Silva Mattos, nasceu em Macuco, no Rio de Janeiro, em 14 de agosto de 1958, e falece nesta segunda-feira.

Vindo das categorias de base do Botafogo foi convocado para a seleção brasileira e ganha Medalha de Ouro nos Jogos Pan-Americanos de San Juan (Porto Rico/1979).

Atuou em 47 partidas pelos profissionais do Botafogo de Futebol e Regatas, entre 1978/80 e 1982, marcando 15 gols.

Em 1981 segue para o Vitória de Salvador. Retorna ao Glorioso em 1982, mas por pouco tempo, logo sai para o América/RN.

No ano seguinte chega no rival ABC, mas dessa vez pra fazer história e ficar marcado na memória de todo torcedor alvinegro 

Entre 1979 e 1982 pela primeira vez o ABC passou quatro anos sem o título estadual. Uma grande reformulação foi comandada pelo presidente Ruy Barbosa, que contratou o técnico Erandir Pereira Montenegro e montaram uma equipe que jogava por música.

O detalhe na campanha alvinegra: Silva e Marinho Apolônio, juntos, marcam 63 gols, recorde até hoje no Estadual do Rio grande do norte.

Em levantamento o falecido pesquisador Newton Alves aponta que Silva disputou 34 partidas e assinalou 32 gols, enquanto Marinho Apolônio 36 jogos e 31 gols.

O ataque ainda tinha o veloz ponta-direita pernambucano Curió e o meia habilidoso Dedé de Dora, oriundo do Potyguar de Currais Novos.

Ainda foi bicampeão estadual, mas não participou dos jogos finais da campanha do título.

Em 1985 no Fortaleza conquista mais um campeonato estadual (Fonte: Fortaleza tem História/Facebook).

Falece o ídolo das duas grandes torcidas natalenses

ABC (1984): Rafael, Wassil, Joel Celestino, Baltazar Germano, Sérgio Poti, Dudé, Curió, Dedé de Dora, Silva, Marinho Apolônio e Severinho. Nove passaram antes ou depois pelo maior rival.

O carioca Silva é o segundo agachado

O jornalista, escritor e torcedor abecedista Rubens Manoel Lemos Filho fez o seguinte comunicado exclusivo no final da manhã e começo desta tarde:

- O centroavante Silva morreu nesta segunda-feira (11), de causas ainda não reveladas em São Gonçalo (RJ), aos 67 anos.

Luiz Carlos da Silva Mattos (14/8/1958 - 2026) era jogador acima da média e formou grande tripé com Dedé de Dora e Marinho Apolônio no ABC de 1983, esquadrão que marcou 114 gols, tendo Silva (32) e Marinho (31) como artilheiros da competição.

Considerado na década de 80, um dos melhores atacantes do futebol do Rio Grande do Norte, no auge da carreira conquistou com o América o campeonato 82 (o último do primeiro tetra) e o bicampeonato com o ABC 83/84.

Silva fez parte da seleção brasileira sub-20 com Wassil. Voltou a ser bicampeão pelo América (1987/88) na série do tri isolado.


NOTA DA REDAÇÃO: pelo América Silva fez 44 gols (outra fonte diz 43) em 76 aparições com a camisa vermelha.

Currículo: Botafogo, Vitória de Salvador, America e ABC, Fortaleza, Ferroviário cearense, Sobradinho, Gama, América de Três Rios, Campo Grande e Rio Branco de Americana (SP).

Benfica pode repetir potiguares e Botafogo invencíveis

BOTAFOGO (1977): Zé Carlos, Osmar Guarnelli, Perivaldo, Odélio, Carbone, Rodrigues Neto, Búfalo" Gil, Paulo César "Caju" Lima, Dé "Aranha", Nilson Dias e Mário Sérgio Pontes de Paiva

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Sempre ocupado com as pautas das memórias do futebol potiguar e da atualidade relativas aos clubes locais não acompanho as rodadas dos campeonatos europeus.

Entretanto me chamou a atenção nesta manhã uma postagem em rede social, do atento pesquisador Alexandre Magno Barreto Berwanger, sobre a situação do Benfica de Lisboa, na terceira colocação com 33 partidas sem perder no campeonato português.

Os principais rivais que compõem o trio de ferro lusitano estão acima: o Porto, da cidade do mesmo nome, é campeão antecipado.

E o alviverde Sporting, também da capital, é o vice colocado. Falta uma rodada para o encerramento da competição.

O time vermelho lisboeta pode até ficar de fora do playoff da Liga dos Campeões. Pois não depende mais dele mesmo na reta final do campeonato.

Os encarnados empatam a última partida nesta segunda-feira (2 x 2 Braga) e o Sporting vence (4 x 1 Rio Ave) para ocupar o segundo lugar com a queda de posição do rival.

O curioso, se não perder na derradeira rodada, o Benfica pode repetir os casos de clubes brasileiros que terminaram competições regionais e nacionais sem perder e sem o "caneco" na mão.

Exemplos: América de Natal (vice potiguar em 1978), ABC e Ceará (vice dos estaduais este ano), mais o Alecrim/RN (vice na segunda divisão potiguar em 2019).

E o famoso caso da Seleção nacional, terceira colocado na Copa do Mundo da Argentina (1978), em decisão com o selecionado italiano: 2 x 1 de virada.

Além do Botafogo de Futebol e Regatas, que entre um campeonato nacional e outro (1977/78), sem classificação para as fases, não era ponto concorrido, permanece 42 partidas sem perder.

Na época do recorde de invencibilidade (52 jogos contando com amistosos), marca que o Flamengo igualou, mas não quebrou perante o "Glorioso".

O atento jornalista e escritor Kolberg Luna Freire me alertou dias atrás sobre outros casos, e detectei até times que saíram na primeira fase da Copa do Mundo sem perder.


segunda-feira, 11 de maio de 2026

A goleada histórica do Campinense sobre o América (VI)

Moderna sede da Avenida Rodrigues Alves construída ao lado do antigo prédio 


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Cinco anos após a goleada Campinense 9 x 1 América (domingo, 30/8/1959) era lembrada pelo colunista João Cláudio Machado na "Tribuna do Norte" (terça-feira 15/9/1964).

Na edição a coluna "TN de João Machado" aparece com o longo artigo "Good old times" (literalmente "Bons velho tempos" ou melhor "Bons tempos antigos").

No sábado (12) o licenciado América lança um festival de prêmios para sorteio de quatro automóveis Volkswagem (27/12), em desfile pela cidade, destinado a angariar fundos para a construção da nova sede.

A repercussão enseja o comentário do João Machado (foto com o repórter José Augusto). Que faz paralelo da rivalidade do clássico e a gozação dos torcedores do ABC ou América. 

E vai lembrando e citado um dos fundadores, o juiz Oscar Homem de Siqueira, o antigo jogador, árbitro e treinador Arari de Brito e Silva; o Torneio do Centenário; o presidente Zé Rodrigues, que abriu a sede velha...

E o jogo ABC 0 x 4 América (13/9/1959), final do Torneio Coronel Murad, depois da goleada diante do Campinense, motivo lembrado pelo bilhete da carteira de cédulas do torcedor alvinegro, Adalberto Garcia, do Lóide Brasileiro:

"FESTA DE FORMATURA DOS DOUTORANDOS "ARTIGO 91" Dia 13 de Setembro de 1959 Local -Estádio Juvenal Lamartine Programa completo de SHOW e BAILE até QUATRO horas da tarde Convidados de honra: OS QUARTANISTAS do ABC FC"...

A goleada histórica do Campinense sobre o América (V)

Recorte do jornal pertencente aos "Diários Associados" sobre a goleada em cima do tricolor baiano

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O semanário O Poti circula com a edição do final do mês com duas datas (sábado 30 e domingo 31/8/1959).

E esclarece na página esportiva que não publica o resultado do primeiro jogo, Treze 1 x 1 América (o campeão do primeiro turno do campeonato potiguar), pelo adiantado da hora.

Porém no número seguinte (6/7 de setembro) o jornalista Everaldo Lopes Cardoso, americano de carteirinha, tira sarro do placar da segunda partida na coluna "Salada dominical":

- PATENTE UTILIZADA: - Quem não gostou do 9 x 1 do América em Campina Grande foi o time do Banco da Lavoura, pois escore acima de oito é patente do time, registrada. Só não houve protesto porque o jogo foi em terreno alheio. (trocadilho peculiar a atividade bancária)

Na tarde dominical o alvirrubro natalense é goleado pelo Campinense, 9 a 1, no Estádio Municipal Plínio Lemos (homenagem ao prefeito).

Nas edições subsequentes os impressos diários. incluindo o Diário de Natal, não entregam as promessas de maiores detalhes.

Somente a Tribuna do Norte vai um pouco mais: destaca a boa atuação do médio potiguar Marques (contratado em abril), com apoio ao avassalador ataque rubro-negro.


domingo, 10 de maio de 2026

Empate para o América/RN no Bonito foi lucro

Paulinho não passou nem dois minutos no jogo

Em jogo medíocre de técnica, em parte devido o terreno encharcado, Maguary e América não saíram do zero no primeiro tempo. E assim terminou o jogo.
Na metade da partida (20 minutos) o indeciso árbitro maranhense Wallas Martins Lopes marca penalidade máxima em favor do clube local e depois decide "anular" a decisão.
O protesto virou de lado. Enfim, na rebatida do zagueiro a bola bateu na barriga de um atleta americano.
Na etapa complementar de novidade a expulsão de Lucas Rodrigues aos 10: amarelo seguido do vermelho. Praxe na reincidência. No final Paulinho entra e é expulso logo em seguida (40/2).
O alvirrubro soma agora 11 pontos e continua na segunda colocação. O ABC é líder, 13, ao vencer o Central (1 x 0).

SÚMULA
América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Renzo), Pedro Jorge, Coppetti, Alexandre Aruá, Galvan (Cassiano), Luiz Thiago (Mateus Regis) e Wellington Tanque (Paulinho). Treinador: Ranielle Ribeiro
Maguary: Bruno, Eduardo Ribeiro, Guedes, Mateus Henrique, Caio Felipe (Rychelmy), Bruno Vinicius (Chico), Richardison, Iago Felipe (Matias Verdun), Júlio César, Histone (Kanu) e Renato Henrique (Hericlis). Treinador: Dico Woolley
Público: 368
Renda: R$ 6.529,00

A goleada histórica do Campinense sobre o América (IV)

A equipe titular da "Raposa" com o centromédio ou volante potiguar Luiz Marques, antepenúltimo em pé, contratado em abril, após passagens pelo América de Natal, sendo campeão pelo ABC em 1965

TEMPORADA DO CAMPINENSE: AMISTOSOS (1959)


Campinense 0 x 2 Náutico (6/1)

Campinense 1 x 0 Fortaleza (10/1)

Campinense 1 x 4 Fluminense (27/1)

Campinense 5 x 1 Santa Cruz (1/2)

Campinense 2 x 2 Santos

Campinense 0 x 1 ABC (24/2)

Campinense 0 x 0 Central

Campinense 1 x 1 Taubaté (7/3)

Campinense 4 x 1 Paulistano

Campinense 2 x 1 Comércio

Campinense 0 x 1 Bangu (12/4)*

Campinense 3 x 0 América/RN (20/4): Natal

Campinense 0 x 0 ABC (21/4): Natal

Campinense 3 x 2 América

Campinense 1 x 1 Santa Cruz/RN (1//5)

Campinense 2 x 0 Paulistano

Campinense 9 x 1 Internacional

Campinense 2 x 2 Sport (7/6)

Campinense 4 x 1 Bahia (18/6)

Campinense 2 x 2 Flamengo (21/6)

Campinense 1 x 1 Bonsucesso

Campinense 1 x 3 CSA

Campinense 2 x 0 Ouricuri/PE

Campinense 3 x 2 Santa Cruz (2/7): Recife

Campinense 1 x 1 Treze (12/7)

Campinense 3 x 3 Treze (19/7)

Campinense 0 x 2 Treze (16/8)

Campinense 3 x 1 Paulistano

Campinense 9 x 1 América/RN (30/8)

Campinense 3 x 0 Santa Cruz (6/9)

Campinense 0 x 1 Treze

Campinense 4 x 2 Auto Esporte

Campinense 4 x 1 Internacional

Campinense 2 x 0 Ceará (outubro/1959)

Campinense 0 x 1 Paulistano

Campinense 4 x 0 América

Campinense 0 x 0 Treze (18/10)

Campinense 0 x 3 Vitória/BA (1/11): Salvador

Campinense 0 x 2 Bahia (5/11)

Campinense 0 x 0 Alagoas

Campinense 0 x 1 Sport (20/12)


NÚMEROS: 41 jogos (18 vitórias, 12 empates e 11 derrotas)


NOTA DO REDATOR: Outra fonte indica Campinense 0 x 2 Bangu (gol de Beto).* Paulistano, América, Comércio e Internacional são adversários domésticos: clubes amadores de Campina Grande. O Santos deve ser o de João Pessoa e o clone do alvinegro paulista. O placar na legenda da imagem ilustrativa está errado.


FONTES

Diário da Borborema

Diário de Natal

O Norte

O Poti

Tribuna do Norte

Futebol 80

Globo Esporte

História do Futebol

Trezegalo