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quarta-feira, 29 de abril de 2026

O retorno do Hélcio Jacaré ao Itabuna/BA

Itabuna (1977): Celso Adrião, Claudionor, Zé Lourinho, Paulo, Barril, Beca, Danielzinho, Gerson Sodré, Hélcio Jacaré, Carioca e Reginaldo/Acervo: Eliseu Souza (Futebol 70/Facebook)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ficha técnica de um jogo

O atacante Hélcio Batista Xavier, que começou no Bangu, teve rápidas passagens pela Portuguesa de Desportos e Corinthians, e fez carreira no futebol nordestino, é personagem costumeiro do blog, principalmente pela passagem no América de Natal entre 1973/76, época em que ganhou o apelido "Jacaré" como apêndice do nome de batismo ao nascer no Estado do Rio de Janeiro.

Antes de aparecer no alvirrubro da capital do Rio Grande do Norte, vindo do Ceará Sporting, Hélcio ou "Élcio", como também era grafado o nome na imprensa, passou pelo futebol baiano, primeiro no Galícia de Salvador, a capital, e depois no Itabuna, da cidade do mesmo nome. Entre 1971/72.

O blog já publicou duas fotografias da primeira passagens dele pelo clube do interior da Bahia, e agora aparece em rede social uma foto com ele no Itabuna (1977), procedente do Centro Sportivo Alagoano, do acrônimo CSA, de Maceió, capital alagoana.

O internauta José Lima, disponibiliza até uma ficha técnica, e comentou para tirar dúvida de outro colega da distância: "Em 1981 a Portuguesa contratou a dupla Beca e Gerson Sodré do Itabuna após serem destaques no campeonato baiano do ano anterior.

O Beca, artilheiro do campeonato, com 20 gols, e o Gerson como um dos melhores meias do mesmo torneio. O primeiro não teve o mesmo sucesso do companheiro, que permaneceu na Lusa até 1985, quando foi para o Guarani de Campinas e depois Ceará."

José Roberto de Souza, o "Beca", natural de Porto Seguro, onde o Brasil nasceu, inclusive passou rapidamente, sem muito destaque, pelo América/RN.

Pelo Galícia Hélcio faz três gols (1971). E pelo Itabuna 22 nas duas vezes em que defendeu o clube do interior da Bahia, sendo dez na primeira vez e 12 na segunda.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Futebol 80

Futebol 70

O Gol

Súmulas Tchê

terça-feira, 28 de abril de 2026

Homenagem ao volante Adeildo Francisco do Carmo

América/RN (1969): Cláudio, Toinho Dantas, Franz, Nivaldo Dantas, Adeildo, Newton, Zé Ireno, Evaldo Pancinha, Assis Dantas, Odissé e Lia. Campeões em decisão com o principal rival: ABC 

O volante pernambucano Adeildo Francisco do Carmo (Recife, 26/8/1945 - Natal, 28/4/2026) veste a camisa vermelha 38 vezes em duas temporadas (1968/69).

Adeildo também atuou no Nacional de Patos/PB, Riachuelo Atlético Clube (RAC), Monte Castelo (1971), Clube Atlético Potiguar (CAP), o tricolor Ferroviário de Natal e o alviverde América/PE.

O redator havia visto o comunicado do falecimento dele em rede social, precisamente no grupo "Velha Guarda das Rocas", porém sem o nome completo ficou na dúvida e relaxou com outros levantamentos.

Porém a costumeira e importante intervenção do memorialista José Ribamar Cavalcante, contemporâneo como futebolista, confirma o falecimento de Adeildo nesta terça-feira.

O atleta chega no começo da segunda semana de agosto de 1968 acompanhado do treinador pernambucano Edésio Leitão na véspera do jogo América 1 x 1 Piauí pela Taça Brasil, mas o técnico efetivo era Pedrinho Teixeira da Silva, o "Quarenta".

Vejam o título da reportagem do Diário de Natal (sábado, 10): - Presença de Edesio (com jogador paraibano) foi a novidade no treino rubro.

A estreia em amistoso com o Treze (1 x 1), na sexta-feira, 18 de outubro, no Estádio Juvenal Lamartine. Entra em campo pela última vez contra o Ceará (2 x 2) pelo "Nordestão", no domingo, 21 de setembro de 1969 (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

Atlético/RN: Lolô, Clidenor, Assis, Cidão, Adeildo, Galego, Jurandir, Santos, Arandir, Ribamar e Lia

Arena mossoroense é um caminho sem retorno

"Manoel Leonardo Nogueira" dará lugar a moderna arena e complexo comercial


DEMOLIÇÃO FINALIZADA
 - Agora é um terreno plano quase sem entulhos. É o que resta do antigo estádio mossoroense, o "Manoel Leonardo Nogueira", que completaria 60 anos em junho do próximo ano, pois havia sido inaugurado no meio da temporada de 1967 em amistoso, com derrota, do selecionado local diante do convidado para a festa esportiva, o Ceará Sporting de Fortaleza.

Pelo desenvolvimento dos acontecimentos dos últimos três anos o prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, passou a perna na Liga Desportiva Mossoroense (LDM), na governadora Maria de Fatima Bezerra e no Tribunal de Contas do Estado (TCE). E a obra para dar lugar a uma moderna arena e um complexo centro comercial deverá continuar nestes próximos dias.

COMPETIÇÃO REGIONALO América enfrenta nesta quarta-feira o Retrô pela quinta e última rodada da primeira fase da Copa do Nordeste. Precisa somar três pontos e esperar derrotas do Ceará e do Ferroviário de Fortaleza.

O jogo muda de endereço: Estádio Adelmar da Costa Carvalho, na Ilha do Retiro, casa do Sport Clube Recife. Arbitragem do baiano Wagner Francisco Silva Souza.

O retrospecto é favorável ao clube pernambucano: quatro jogos oficiais pela Série D (uma derrota, fora de casa, pela contagem mínima, e três empates).

EM CASA - O diretor da Associação de Garantia dos Atletas Profissionais (AGAP/RN), o ex-zagueiro do alvirrubro Potiguar de Mossoró, Onesimar Fernandes Carneiro, informa que o antigo massagista do clube, Antonio Ibiapino de Souza, se encontra em casa desde o sábado, conforme relato da filha dele, Maria Lúcia. O tratamento, agora domiciliar, continua com serviços especializados de enfermeiros e profissionais capacitados.

POLÍTICA NO FUTEBOL - Não é de hoje que políticos com cargos eletivos se envolvem com futebol. Entre 1950/51 o hoje desconhecido e nunca lembrado, até agora, deputado estadual João Neto Guimarães, do Partido Social Progressista (PSP), assume a presidência do Santa Cruz de Natal, atualmente licenciado.

Neto Guimarães, como era mais conhecido na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, era aliado com forte influência do deputado federal João Café Filho, depois presidente da República com o suicídio de Getúlio Dorneles Vargas. Em 1966 é candidato pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e obtém apenas 31 votos.

Curiosamente na segunda metade dos anos 30 o nome dele aparece em anúncio de venda da "Pensão Brasil", na Rua José Bonifácio, no bairro da Ribeira, publicado no jornal diário vespertino A Ordem (ligado a Igreja Católica). Depois surge como escrivão de um cartório.

A visão panorâmica do "Leonardo Nogueira" antes da verticalização dos prédios na cidade


Ex-atacante americano campeão paulista pela Briosa

Elenco da Associação Atlética Portuguesa de Santos no Estádio Ulrico Mursa na semifinal contra o Rio Preto. Caxito é o quarto quase agachado no estilo atual...

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O título do campeonato estadual pela divisão A3 veio no jogo de volta. Na ida 2 x 2. E no domingo (26) a torcida alviverde vibrou com a conquista inédita.

Os torcedores lotaram o pequeno e tradicional Estádio Ulrico Mursa, inaugurado em 1920, seis anos após a fundação da Associação Atlética Portuguesa.

Yohan Marcellus, primeiro tempo, e Caxito, 92 do segundo, construíram a vitória sobre o Marília Atlético Clube (MAC), que também obteve o acesso.

Vindo do Ferroviário de Fortaleza, Jeferson Luiz da Silva Caetano, o "Caxito", jogou pelo América de Natal em 2021, somando 11 jogos e três gols.

O time da Baixada santista é de o número 21 na carreira iniciada no Sport Clube do Recife.

segunda-feira, 27 de abril de 2026

Jogador abecedista condenado pela revolta comunista (X)

Jornalista Luiz Gonzaga Cortez com o livro
resultado da série de reportagens de 1985

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em nenhum momento da oitava e nona reportagens da série no semanário dos "Diários Associados" sobre o movimento comunista no Rio Grande do Norte, na tentativa de assassinato do cabo do Exército, o baiano Giocondo Dias, o jornalista Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo indica que o autor das facadas, o fazendeiro Paulo Teixeira, seria antigo jogador do América/RN

Este indício importante é privilégio desta série inédita do JORNAL DA GRANDE NATAL e baseada em informações de pesquisas anteriores sem convergência para o assunto atual, até aparecer a constatação do editor do blog pelo cruzamento de dados.

O comunista Giocondo Dias

E mais uma vez a confirmação vem do depoimento em forma de artigo para o extinto semanário O Poti (1983) para a obra "Livro das Velhas Figuras" (segundo volume), do escritor Luís da Câmara Cascudo, pelo magistrado e político Gil Soares de Araújo, falecido nonagenário no Rio de Janeiro.

É na reportagem de página inteira publicada em edição dominical que aparece o nome completo de Paulo Teixeira de Vasconcelos entre mais seis dezenas de nomes e apelidos de atletas amadores pioneiros do América, ABC, Alecrim, Centro Esportivo Natalense, Paisandú e Sport Clube de Natal.

A seguir detalhes do atentado contra a vida do cabo Dias e o importante parentesco ignorado e agora revelado com exclusividade do suposto autor Paulo Teixeira de Vasconcelos.


Jogador abecedista condenado pela revolta comunista (IX)

Luiz Gonzaga Cortez transformou a série inédita em livro/Imagem: "Tribuna do Norte"

Alzira Teixeira Soriano

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A nona reportagem desta sequência inédita coincide com o mesmo número da sequência domingueira assinada pelo jornalista currais-novense Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo, "O comunismo e as lutas políticas do RN na década de 30", publicada no semanário "O Poti" (21/7/1985), com o título "Giocondo quase morre com 17 facadas".

Com fotografias do repórter fotográfico Carlos Silva e do acervo pessoal de Fátima Cabral, filha do empresário do ramo de algodão Genésio Cabral de Macedo, com atividades na usina do atual município de Fernando Pedrosa, o repórter Luiz Gonzaga Cortez entrevista outras testemunhas oculares da história.

Depois do parágrafo de abertura o texto é dividido nas seguintes sessões: PARTICIPAÇÃO DOS PRESOS, A PRISÃO VIROU ACADEMIA, NAVIOS MEXICANOS E AS FACADAS NO GIOCONDO. Sendo esta última a mais importante por impor um antigo jogador do América/RN como coadjuvante dos acontecimentos.

O então cabo baiano Giocondo Dias ficou preso na Casa de Detenção do Recife. O entrevistado potiguar João Wanderley disse que viu o personagem pela última vez na Revolução abortada de 1935 e confirma que ele recebeu o número de golpes de arma branca descrito acima, desferidos pelo fazendeiro Paulo Teixeira, residente no município de Itaretama.

É aí que o Gonzaga Cortez retifica a informação da reportagem anterior no extinto jornal (número VIII), quando erra o nome do salvador do cabo Giocondo, na verdade o citado Genésio Cabral (28/8/1905 - 26/1/1976), sócio do industrial e senador João Severiano da Câmara.

O estranho nesta história é que, segundo Fátima Cabral, Giocondo era amigo do Paulo Teixeira, e por este fora escondido na Fazenda Primavera, que foi propriedade da prefeita de Lages, Luiza Alzira Teixeira Soriano (1896 - 1963), primeira a ser eleita para tal cargo público na América do Sul.


Jogador abecedista condenado pela revolta comunista (VIII)

O ex-cabo Giocondo Dias

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Várias são as fontes que colocam os dois antigos jogadores amadores do América (o mossoroense Hemetério Canuto de Souza) e ABC (o sargento Amaro Potengi da Silva) no olho do furacão que se denominou "Intentona Comunista" supostamente por obra do jornalista paraibano Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo.

Para comprovar basta o leitor reler reportagens seriadas exclusivas do JORNAL DA GRANDE NATAL e outras fontes na rede, principalmente o site dos Direitos Humanos no Rio Grande do Norte, que contém ampla documentação oficial e de impressos (jornais e livros dedicados ao tema).

Mas o que quase nenhuma fonte impressa ou eletrônica não aborda é o suposto envolvimento de outro antigo jogador americano como protagonista do outro lado da história.

Quem levantou o novo personagem foi o falecido jornalista e escritor currais-novense Luiz Gonzaga Cortez Gomes de Melo, em uma extensa ou longa série perto de 20 reportagens publicadas no extinto semanário O Poti.

Na edição dominical (21/7/1985) Luiz Gonzaga Cortez aponta que o ex-jogador Paulo Teixeira, na época do movimento comunista, era fazendeiro no município de Lages e teria esfaqueado 17 vezes o famoso cabo Giocondo Dias.