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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Cronista retrata o mundo fantasioso do futebol atual


FUTEBOL DE BOLA MURCHA

Tadeu Miracema


Definitivamente não é uma distração acompanhar os jogos no futebol brasileiro. Todos os envolvidos, sem exceção, têm a sua parcela de culpa.

Os árbitros são ruins e as regras (mal) interpretadas, cada um à sua “maneira ou interesse”; o VAR é uma VARgonha!

Os narradores (salvo raras exceções) estão mais para animadores de auditório; alguns comentaristas – principalmente os ex-jogadores – incorporaram palavras difíceis (ataque posicional, amplitude, entrelinhas, verticalidade, entre outras) para corroborar as análises táticas; e os comentaristas de arbitragem corporativistas.

Os técnicos querem chamar toda a atenção do espetáculo para si e estão mais preocupados com a arbitragem do que orientar seus comandados. Chegam ao absurdo de reclamações estapafúrdias sobre cobrança de lateral. Não está muito longe e vão reclamar até da cor da cueca do quarteto de árbitros.

Os componentes do banco de reservas apitam o jogo durante os 90 minutos e quase adentram em campo; dentro das quatro linhas, os “artistas do espetáculo” (parece mesmo um circo) tentam de toda forma ludibriar a arbitragem em lances bisonhos, mesmo sabendo que o VARgonha está de “olho”.

Ficam mais tempo cercando o árbitro do que marcando seu adversário. Levam uma trombada na barriga e caem no chão rolando com as mãos no rosto. Fazer cera, ao que parece, deve ser parte integrante do “treinamento tático e secreto”.

São cenas ridículas de um futebol que se diz profissional. Os atletas não colaboram dentro de campo para o bom andamento do jogo. Os “boleiros” se acham o suprassumo da inteligência e, alguns, da beleza. Uma parte deles está mais preocupada com suas tatuagens e com seus diferentes tipos de mechas de cabelo.

O “estrelismo e a soberba” quando vestem a camisa da Seleção é o reflexo do pífio resultado dentro de campo. Faz tempo que não somos os melhores e eles, jogadores, ainda não caíram na triste realidade da bagunça generalizada do nosso futebol – dos dirigentes aos atletas.

Uma grande parte de todas essas observações ocorre somente no futebol brasileiro. Acrescento que os dirigentes também deveriam participar da entrevista pós jogo quando seu time for beneficiado com o erro, não apenas quando é prejudicado. É uma hipocrisia descarada.

Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso de curtir e torcer pelo seu time com o radinho colado no ouvido. A emoção da transmissão nos levava pelas ondas do “dial” para dentro do estádio, imaginando lance por lance, detalhe por detalhe.

Os locutores nos traziam uma narrativa muito acima da realidade: um lateral próximo à sua área de defesa era um terror, tudo era dramático ao extremo, desligava e ligava o radinho a cada ataque contra meu time, esperava o grito de gol vindo do rádio em alto volume do vizinho que torcia pelo adversário.

Era um alívio ao ouvir aquele adorado "silêncio”... hoje, o excesso de jogos transmitidos pelas TVs mostra uma realidade morta. Além dos locutores, tínhamos ótimos trepidantes e comentaristas que tentavam traduzir, em três ou quatro minutos de intervalo, o que teria acontecido. Até hoje eles tentam, na verdade.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante para qualquer esporte, pois sem ela tudo seria sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo. Fora de campo falta unidade entre os clubes e a classe desportiva em geral.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

América/RN passa pelo GAS na Copa do Brasil

O atacante Vanilson, do GAS, é xará do redator

O América vence o Grêmio Atlético Sampaio de Roraima, do treinador português Paulo Jorge Diogo Morgado.

O alvirrubro avança para a terceira fase e aguarda o vencedor de Ivinhema, de Mato Grosso do Sul, e Volta Redonda/RJ (quarta-feira, 4 /3).

E fora das quatro linhas fica de olho, nesta quinta-feira (26), no resultado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no Rio de Janeiro. 

Em que espera a confirmação do pleno do TJD da FND, que devolveu os 18 pontos conquistados na primeira fase do campeonato potiguar.

Com isso conseguiu o primeiro lugar na classificação geral com o ABC em segundo. O alvirrubro e o alvinegro esperam os dois classificados para as semifinais.


FICHA TÉCNICA

América 3 x 0 GAS

Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior/PR

Público: 5.451 pagantes (5.584)

Renda: R$ 136.383,00

Gols: Cassiano 37'''24 , Souza 45'15 (pênalti) e Alexandre Aruá 19'54/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro, Carlos Coppetti (Judson), Alexandre Aruá, Souza, Alisson Taddei (Augusto Galvan), Cassiano (Joãozinho) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Grêmio Atlético SampaioKatê, Vitinho, Albert González, Gabriel Gonçalves (Werick), Matheus Velasque, Diego Chapa (João Cardoso), Railson Queiroz (João Vitor), Digão, Eric Bahia (Weslem França), Elmi (Lucas Forneles) e Vanilson. Treinador: Paulo  Jorge Diogo Morgado

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (II)

Antonio Ibiapino de Souza na linha atacante do Salinistas campeão municipal mossoroense em decisão com o CID na temporada de 1960

Zezinho Ibiapino, irmão de Antonio, no
Galo da Borborema de Campina Grande

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O antigo jogador e ex-massagista do Potiguar de Mossoró, Antônio Ibiapino de Souza, de 89 anos, está em franca recuperação hospitalar há algum tempo, e pode ter alta médica a qualquer momento, desde que os cuidados adequados venham a acontecer e ser proporcionado o deslocamento para casa.

Ibiapino foi internado numa unidade hospitalar em dezembro do ano passado com problemas respiratórios. Com melhoras agora a filha Lúcia Maria de Souza apela pelo auxílio dos amigos para contornar as despesas com a possibilidade do pai ser assistido em casa por uma equipe médica e de enfermagem.

No que se convenciona chamar um atendimento "HOMECARE" com a assistência e uso de equipamentos modernos e adequados, tipo "BIBAP". Quem se dispor a ajudar com contribuição financeira, de qualquer quantia, o PIX disponibilizado é 32532725400.

Ibiapino jogou pelo Salinistas, Potiguar, Baraúnas e Seleção de Limoeiro do Norte (Ceará). Era seu irmão o atacante mossoroense José Ibiapino Filho, falecido aos 83 anos (2014).

E que começou a carreira em times da cidade natal, passou pelo ABC (1951), Treze de Campina Grande (1952), Campinense Clube, Náutico do Recife e Ceará Sporting de Fortaleza (Fonte: O Gol).


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (I)

Potiguar: Antonio Ibiapino, Tiquinho (falecido), Mazinho, Onesimar Carneiro, Manoel Ananias, Jocelito, Biola; Aldivan, Silva (falecido), Pinto, Cícero Ramalho e Chiquinho (falecido)/Acervo: Onesimar Fernandes Carneiro


O diretor da Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Rio Grande do Norte (AGAP/RN), Onesimar Fernandes Carneiro, divulga, a pedido da família, 
a campanha humanitária em favor de um antigo jogador mossoroense.

Desta vez os amigos podem colaborar para a recuperação do querido Antonio Ibiapino de Souza, que também trabalhou nos anos 80/90 como massagista da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

O representante da AGAP em Mossoró, o ex-zagueiro Onesimar, foi um dos atletas locais que conviveram com Ibiapino, que vestiu a camisa alvirrubra e também jogou pelo "Salinistas" no começo dos anos 50.

Ibiapino está internado em um hospital local, em recuperação de tratamento médico, e precisa da ajuda de amigos para a medicação e a recuperação continuar em casa, com aparelhamento, tecnologia moderna e adequada.

Zacarias jogou por três clubes amadores das Rocas

Estádio Senador João Câmara teve iluminação instalada pelo ex-prefeito Álvaro Dias

O fiel leitor Antonio Paulo comenta em rede social sobre a postagem anterior com o tema da conquista do campeonato estadual juvenil pelo ABC (1965) com o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva como atacante em campo:

"Um pequeno esclarecimento: Zacarias jogou no Nacional e Racing, mas é cria do Palmeiras. Começou no juvenil, depois aspirante e titular, juntamente com Elsinho, as grandes promessas das Rocas."

O "Elsinho" é o ponta-direita Helson de Assis Bezerra (portanto não se trata de Elson Germano), alvo da série "A revelação do Globo joga amistoso pelo ABC" (primeira semana de novembro/2025), levado para a cidade de Santos por um tio.

Já o Zacarias, depois de uma pausa nas reportagens esportivas, reaparece no Diário de Natal (Sexta-feira, 8/9/1967): Portuguesa 4 x 1 Racing (segunda divisão amadora). Zacarias marca o gol do tricolor do bairro das Rocas.

O jogo no dia anterior no Estádio Senador João Câmara, de surpreendente resultado, é conduzido por árbitros do quadro da Federação Norte-rio-grandense de Futebol: Luiz Meireles da Silva (central), Nelson Luzia da Silva e José Santos (auxiliares de linha).

O Racing ganha mais duas partidas em novembro pelo mesmo placar (4 x 0): Araruna (sábado 11), com dois gols de Zacarias e Wellington Ramos como árbitro principal; e Náutico (sábado 25), com Zacarias anotando mais um gol e arbitragem de Luiz Barbosa, o popular "Izinho".

domingo, 22 de fevereiro de 2026

A campanha abecedista no titulo juvenil de 1965

Equipe juvenil "imita" a principal (a base acima): Toinho Dantas, Erivan, Piaba, Nivaldo Dantas, Jorge; Rômulo Dias, Toinho de Macau, Elson Germano, Irimar e Izulamar (os irmãos de Ceará-Mirim)

São utilizados 19 jogadores. Inclusive o pré-universitário Zacarias Anselmo, recém falecido, antigo jogador do Nacional e Racing das Rocas.

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Do total de atletas três participam das 20 partidas: João Batista de Oliveira (Bosco), Francisco de Assis (Cido) e João Teixeira (Joãozinho). Arnaldo Barbalho Simonetti e Honório Marcos (goleiro titular) ficam ausentes de um jogo. Djalma Ferreira (três participações). O goleiro reserva Floriano Fernandes com uma participação assim como Ademar Freire.

Participam da campanha o meia-esquerda Jairo Lins de Moura Bezerra, o meia ou ponta-direita Edmilson Varela, o atacante Elson Germano da Silva, o estudante Zacarias Anselmo da Silva (pretendia fazer o vestibular para engenharia), Antônio Cadó (Tuíta), Francisco Borges (França), Aguinaldo Nascimento, José Leão, José Albano e Gaspar Ribeiro (do estranho apelido "Neguba").

O arqueiro Haroldo ficou de fora do único jogo que terminou empatado em 2 a 2 nas finais (ver relação). Enquanto Arnaldo não entra no último jogo (domingo, 16/1/1966), contra o Riachuelo Atlético Clube (RAC).

O Diário de Natal dá uma minibiografia, de algumas linhas, para cada atleta, mencionando características de jogo e as idades, entre 17 e 21 anos, faixa etária limite para esta categoria de base.

Na série final contra o mesmo adversário (a exemplo do que ocorreu na temporada contra o Alecrim), o placar foi construído por Zacarias Anselmo (oito minutos do primeiro tempo), Elson (32/1) e Tuíta, aos 4 da etapa complementar.


CAMPANHA

Turno

ABC 0 x 0 Riachuelo (28/4)

ABC 1 x 0 Santa Cruz (5/5)

ABC 2 x 2 Ferroviário (23/5)

ABC 1 x 0 Atlético (2/6)

ABC 1 x 1 Alecrim (13/6)

ABC 1 x 0 Riachuelo (23/6)

ABC 3 x 1 Santa Cruz (27/6)

ABC 3 x 1 Ferroviário (14/7)

ABC 5 x 0 Atlético (8/8)

ABC 5 x 0 Alecrim (29/8)

Returno

ABC 1 x 0 Ferroviário (5/9)

ABC 4 x 2 Santa Cruz (19/9)

ABC 0 x 0 Riachuelo (17/10)

ABC 1 x 0 Ferroviário (31/10)

ABC W x O Santa Cruz (7/11)

ABC 2 x 4 Riachuelo (28/11)

FINAIS

ABC 2 x 0 Riachuelo (19/2)

ABC 0 x 2 Riachuelo (26/12)

ABC 2 x 2 Riachuelo (2/1)

ABC 0 x 0 Riachuelo (9/1)

ABC 3 x 0 Riachuelo (16/1)


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Arquivos de Futebol do Brasil

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol



Falece protagonista da zebra do Racing sobre ABC (III)

Rara fotografia com o professor Zacarias Anselmo no Nacional do Bairro das Rocas antes de sair do ABC e ingressar no rival Racing. Imagem do acervo familiar de João Anselmo, irmão do personagem também boleiro na época e depois da equipe de gráficos, anos 70/90, do jornal "Tribuna do Norte"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A rara imagem acima é a prova inconteste de que o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva (1949 - 2026), antes de ingressar e durante a estadia no ABC, começou a aparecer no Nacional das Rocas, e só muito depois ingressa no Racing do bairro da Zona Leste de Natal, pelo qual disputa o campeonato do bairro, a segunda divisão amadora e o campeonato profissional, entre 1967 e 1969.

Outra prova de que adolescente Zacarias inicia a carreira no infanto-juvenil do ABC antes da campanha do título da categoria juvenil em 1965 vem da pauta de julgamentos do Tribunal de Justiça Desportiva, presidido pelo bacharel Antônio Soares Filho, secretariado por Voltaire Xavier, e publicada e republicada no Diário de Natal (terça e quarta-feira, 25 e 26 de agosto de 1964).

Na data da sessão plenária (26) o jornal vespertino reporta: "Bazinho e Bebeca estarão hoje nas barras do TJD". A "volumosa" pauta inclui o árbitro Aderbal Barbosa (Bazinho, ex-jogador do Alecrim, por não comparecer a uma partida), Bebeca (expulso pelo árbitro Afrânio Messias e Silva por agressão) e os juvenis primários Zacarias (ABC) e Marcos Antônio (Potiguar/Parnamirim), incursos no artigo 109 do CBDF.

Ao que parece a punição não foi pesada e deve ter sido a prevista pela reportagem: "O cumprimento da lei do cão" (suspensão do jogo seguinte). Pois Zacarias entra em campo na preliminar ABC 1 x 2 Alecrim da principal sem abertura de contagem (domingo, 6/9/1964). Aderbal também escapa: é bandeirinha da partida de fundo (o outro: Wellington Ramos).