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domingo, 3 de maio de 2026

A faceta pouco conhecida do treinador Celso Teixeira

Celso Luiz Teixeira, circulado, na base do União Barbarense (1981) de Santa Bárbara do Oeste/SP

Técnico paulista Celso Luiz Teixeira: entrevista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator é exemplo como simpatizante do América de Natal e acredita que a maioria dos torcedores dos clubes treinados pelo técnico paulista Celso Luiz Teixeira (Campinas, 18/4/1961) desconhecem que ele foi jogador.

Navegando hoje cedo me deparo com esta faceta quase desconhecida do polêmico treinador Celso Teixeira.

Ao ver uma fotografia dele, bem jovem, como atleta da linha atacante do time da base do alvinegro União Barbarense (1981), de Santa Bárbaro do Oeste. É o terceiro circulado.

Em duas redes social, o "Celsinho" dentro de campo, também posta imagens (recortes de jornais) em ação no boliviano Jorge Wilstermann.

Celso jogou até aos 24 anos (há vídeo com a fala). Começou a carreira de treinador depois dos 30, sendo campeão juvenil paulista pela Ponte Preta de Campinas em 1993.

Já treinou mais de 40 clubes em cinco regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte treinou o América (2001/02 e 2004) e campeão potiguar pelo Potiguar de Mossoró (2013). E recentemente o tricolor Santa Cruz da capital 

Houve caso de permanecer duas semanas em um clube: o River, de Teresina, com apenas duas partidas. O último foi o Oratório de Macapá (Amapá).


sábado, 2 de maio de 2026

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (VI)

"Pipico" (primeiro em pé) na fotografia original: cópias "correm" as redes sociais e mídias colombianas

Conquista do Union na imprensa

Raul Ospino Rangel

Especial

Em 1968 foi estabelecido pela primeira vez o campeonato colombiano dividido em dois concursos: TORNEIO ABERTURA (os primeiros seis meses do ano) e TORNEIO FINALIZAÇÃO (os últimos seis meses).

O UNIÃO MAGDALENA ganha o primeiro torneio (domingo, 30 de junho de 1968). Nessa tarde vence no Estádio Eduardo Santos ao Desportos Tolíma (3 a 0), cujo gol de honra ficou a cargo do ministro da Educação, Misael Pastrana Borrero, mais tarde presidente da Colômbia.

O técnico do Union Magdalena era o paraguaio Vicente Sanchez. Ficou como segundo goleador torneio, o brasileiro do União, "Pipico", com 15 gols.

"Pipico" como personagem na charge

Como o segundo torneio chamado foi vencido pelo Deportivo Cali teve que definir o título do alugado colombiano entre as equipes de Santa Marta e a Sultana del Valle. Neste torneio o técnico da equipe samário era Antonio Julio De La Hoz.

A grande final do ano teve o Deportivo Cali (12 de dezembro de 1968) contra o União na partida de ida. Um gol de Aurélio Palacios deu o triunfo ao 'Ciclone Bananeira' em Cali.

A volta no Estádio Eduardo Santos (15 de dezembro(, teve o Cali com vantagem de 0 - 2 (gols do brasileiro Iroldo e Jorge Ramírez Gallego).

Mas Raul Peñaranda (minuto 66) e Ramón "Moncho" Rodríguez (minuto 86), marcaram os gols do empate, que lhe deu ao Union o primeiro e único título no futebol profissional colombiano na divisão principal.

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (V)

Atlético Nacional/Medelin-Colômbia: Macias, Gustavo Ortiz, Gilberto Osorio, Abel Alvarez, Orlando Marín, Teófilo Campás, "Pipico", Castilho, Luís Alfonso Jaramillo, Foguette e Pedrito Alzate

João Márcio, "Pipico" e Evaldo
em treino nas Laranjeiras

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além das três fotografias para ilustrar a reportagem para a única entrevista concedida a publicação carioca semanal Revista do Esporte, do acervo da Biblioteca Nacional, a pesquisa somente encontra uma imagem do "Pipico" no Fluminense na rede.

A imagem em questão é uma das usadas em reportagem especial do jornalista mineiro de Juiz de Fora, Ivan Elias, para o portal especializado em esporte "Toque de Bola" (7/7/2012), no qual o focado é o antigo atacante do Fluminense, o médico João Márcio Coelho, carioca de nascimento e radicado na cidade desde criança.

Em pouco mais de três anos de carreira (abreviada pela Faculdade), João Márcio, como era chamado no tricolor do bairro das Laranjeiras, começou no Tupi local (1962/63), passou ao Fluminense (1964/65) e fez sucesso no Vera Cruz do México (1965), indicado pelo famoso Valdir Pereira, o "Didi" da "Folha Seca".

A excelente reportagem destaca o único clássico Fla-Flu disputado (1965), pelo extinto Torneio Rio-São Paulo, vencido pelo rubro-negro pela contagem mínima, gol do atacante Fefeu. João entra no lugar do ponta-esquerda Gilson Nunes no segundo tempo.

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (IV)

Union Magdalena de Santa Marta: Justo Ramón Sayas, Aurélio Palácios, Pedrito Vasquez, Manuel Manjarrés, Pablo Huguett, Vicente Sánchez (treinador), Pipico, José Quiñones, Eugenio "Tanque" Samaniego, Alfredo Arango, Obdúlio Torres e Iván Ponzon

JOSÉ VANILSON JULIÃO

As duas temporadas (1964/65) que o atacante (ponta-direita) Wilson dos Santos Barata, o "Pipico", passou no Fluminense foram suficientes para render 14 aparições do apelido na semanal publicação carioca Revista do Esporte.

As ocorrências da alcunha do atleta estão divididas em três das principais sessões do extinto impresso esportivo: "Apito Final" (curtas notas diversas), "Cadinha no Esporte" (fofocas) e "Correio do Torcedor" (quatro pedidos de capa com o craque).

Mas também ele teve direito a uma entrevista para uma reportagem de duas páginas na terceira vez em que o cognome aparece na revista de Anselmo Domingos, fundador da Revista do Rádio.

"Pipico esperançoso", assim é apresentado na reportagem "Tim fará de mim um craque", "A história do novo atacante tricolor." Com direito a três fotografias na edição 274 (6 de junho de 1964).

Antes de ir para a Colômbia aparece na reportagem assinada pelo repórter Cláudio Guimarães, de duas páginas na edição 400 (5 de novembro de 1966), "Esporte paraense tem leão azul: Clube do Remo", considerado o "mais querido".

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (III)

Union Magdalena (1971): Wilson "Pipico" dos Santos Barata, Orlando Rivas, Aurélio Palácios, Justo Palácios, Andrés Péres, Jaime Deluque, Gilberto Vidal Magglione, Alfredo Arango, Alberto Eggis, José del Carmen Arango e Armando Ringo Amaya

O pernambucano Odaci com a taça do
Torneio Apertura (1968), o único título
nacional da divisão principal do Union
Magdalena de Santa Marta/Colômbia

O tio materno do Ronaldo Luís Nazário de Lima, o ponta-direita Wilson dos Santos Barata (Rio de Janeiro, 4/4/1942 - Curitiba, 30/7/2013), o "Pipico", construiu a carreira nesta sequência: Fluminense (1964/65), Valência/Venezuela (1965), Remo (1966), Union Magdalena (três passagens), Independiente Santa Fé (Bogotá), Atlético Nacional (Medelin) e Atlético Bucaramanga.

Como goleador o currículo aponta os seguintes números: União (67/68, 70/71 e 74) 51 gols; Santa Fé (1968/69), depois de se tornar campeão do Torneio Apertura com União, oito gols; Atlético Nacional (1969) marcou 10; Bucaramanga (1973) 21. Total 90 gols no futebol colombiano.

PERNAMBUCANO

Como companheiro no Union Magdalena o ponta-esquerda pernambucano Odaci Lopes Leandro (Catende, 8/5/1942 - 1995), começou nos times da cidade natal (“Tiro de Guerra” e “Leão XIII”) e logo foi para Santa Cruz do Recife (1961), no qual ganha passe livre em agosto de 1963.

Depois de participar da campanha do titulo nacional de primeira divisão do Union Magdalena entra em campo uma única vez pelo clube colombiano na primeia fase da Taça Libertadores da América.

Não confundir com o goleiro do Sport Clube do Recife, Odaci, teria participação no futebol alagoano posteriormente. (JVJ)


FONTES/IMAGENS

Diário da Manhã

Diário de Pernambuco

Instituto Histórico e Geográfico de Catende

Historias Cooperas

O Gol

Súmulas Tchê

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (II)

Union Magdalena (1967): Héctor Ávila Charales, Pablo Hugueth, Pedro Vázquez, Aurélio Palácios, Jaime De Luque, Wilson Garcés, Pipico (primeiro agachado) Geninho, Manuel Manjarrez e Alfredo Arango


O "olho", o título e o subtítulo, tudo isso, para a Agência Estado repercutir dois dias depois a atuação da então revelação do selecionado, na segunda rodada primeira fase da Copa da França (1998):

"Estrela - Luz, Câmera, ação. É Ronaldinho chegando". Seguindo: "O jogador número 1 do mundo teve dia complicado após comandar a vitória contra o Marrocos. Foi muito assediado."

Para o momento o que interessa é o que vem a seguir na reportagem assinada pelo jornalista Sebastião Reis desde uma cidadezinha de nome complicado, Ozoir-la-Ferriére.

No primeiro parágrafo o repórter dá a dimensão do craque no campeonato mundial: "... O atacante perdeu de vez o sossego após marcar o primeiro gol numa Copa do Mundo..."

O repórter da agência do jornal O Estado de São Paulo dá um detalhe atrás do outro e lembra a estadia no banco de suplentes na competição nos Estados Unidos da América (1994).

No dia de folga foi assistir uma pelada. Em campo os procuradores Alexandre Martins e Reinaldo Pita, Sebastião Lazaroni, Fagner, Galvão Bueno, o prefeito e um jogador especial, o pai, Nélio.

Ronaldinho ver o genitor fazer dois gols. E "seu" Nélio até comenta para o repórter: - O craque da família mesmo era o Pipico, que começou no Fluminense e mora na Colômbia...!

Esta talvez tenha sido a primeira vez em que aparece na imprensa, na época, o nome do personagem, registrado na reportagem reproduzida pelo Diário de Cuiabá.

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (I)

Union Magdalena (1968): "Pipico", Eugenio Samaniego, Alfredo Arango, José Quiñones, Justo Ramón Sayas, Obdúlio Torres, Manuel Manjarrés, Aurélio Palacios, Pedro Vásquez, Pablo Huguett e Leandro "Odacyr" Lopes (outro carioca da equipe de Santa Marta fundada em 1950 no começo da "Liga Pirata")


A principal finalidade do blog é dá publicidade e repercutir a história dos pioneiros e da atualidade do futebol no Rio Grande do Norte.

Mas como repórter é bicho esquisito, de vez em quando não suporta e dá a vez para personalidades, clubes e casos fora do território potiguar. Seja assunto nordestino, nacional ou estrangeiro.

Principalmente quando pesquisa sobre jogadores, treinadores ou dirigentes na capital do estado e no interior norte-rio-grandense, mas acaba encontrando temas interessantes e curiosos de outras paragens.

Por exemplo: numa dessas devassas pela rede, para confirmar uma informação "perdida" do antigo atacante natalense Demóstenes César da Silva pelo futebol colombiano aparece uma curiosidade.

O que encontra: uma imagem do Union Magdalena (1968), de Santa Marta, cidade do litoral colombiano, no qual posa o ponta-direita carioca Wilson Barata dos Santos, o "Pipico", ex-atleta do Fluminense.

Portanto não se trata do "Pipico" (Wesley Henrique Silva e Silva) com passagens pelo Santa Cruz do Recife, Treze de Campina Grande e Botafogo de João Pessoa e mais uma dezena de clubes nesta década.

O atacante com o mesmo apelido dos anos 60/70 começou no campeonato do Departamento Autônomo, chegou ao tricolor em janeiro de 1964 e foi convocado e dispensado da Seleção Olímpica no mesmo ano.

Depois esteve no Clube do Remo, de Belém do Pará, e foi emprestado pelo Fluminense ao venezuelano Valencia, de onde partiu para uma carreira mais longa na Colômbia.

O mais importante do arrazoado deixei para o último parágrafo: o personagem de agora é tio do Ronaldo Luís Nazário de Lima, aquele mesmo, que ficou conhecido como o "Fenômeno"!


FONTES/IMAGEM

Agência Estado

Diário de Cuiabá

Jornal dos Sports

Revista do Esporte

Anotando Futból

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