LENIVALDO MORAES ARAGÃO
Jornalista (24/5/2020)
- O bordão “hexa é luxo” passou a ser uma marca registrada do Náutico depois da conquista iniciada no Campeonato Pernambucano de 1963 e encerrada em 1968.
O que nem todos sabem é que antes da façanha alvirrubra o Santa Cruz já tinha sido hexacampeão. Só que na categoria juvenil; por isso ninguém nem se lembra.
Aconteceu em 1964, sob a batuta do técnico Valdomiro Batista, Aquela meninada, a maioria, inclusive o treinador, já não está entre nós.
Um dos protagonistas da inesquecível conquista foi Ednaldo Tavares, o lateral-esquerdo "Mocinho", que, no próximo sábado (30), completará 73 anos de idade.
– A emoção do Hexa era sonho dos jogadores juvenis do da época. Só para lembrar, fomos hexacampeões invictos. Logo após fui convidado para jogar no Flamengo, mas o Santa deu entrada no meu contrato na FPF. Aí o Flamengo desistiu* – conta Mocinho.
Quanto ao apelido ele conta que, recém-nascido, uma menina foi vê-lo, dentro do berço, tendo feito este comentário: – Parece um mocinho. Ficou.
O ex-jogador lamenta o fato de muitos dos companheiros já terem morrido. – Mas há dois anos tive o prazer de encontrar Jailson e Josenildo, que ainda estão por aí – arremata.
*O atleta juvenil assinava um “contrato de gaveta”, registrado na Federação, quando o clube achasse necessário. Com isso ele passava a ser oficialmente profissional e ficava com o passe preso, sem liberdade de escolha, ao contrário do que acontece hoje.










