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segunda-feira, 18 de maio de 2026

O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (I)

América de Pedro Farias/Macau: Chiquinho Arara, Francisquinho, Floro, Dode, Ilo, Wilde, Adilson Lemos, Toinho Amâncio, Ari Boboca, Pedro Farias (último em pé); não identificado, Ciçor, Viramundo, Neco, Paulo Moura, Damião e Benero/Imagem: acervo memorialista José Ribamar Cavalcante

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O gol em campeonato estadual do macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) é registrado (1965), após o do goleiro do Fluminense (1908), e precede o do arqueiro flamenguista (1970) em campeonatos carioca.

Entre o primeiro e o terceiro são divulgados ou conhecidos dois gols de goleiros em amistosos, um no interior paulista (1955), outro por um clube baiano (no mesmo ano), e mais um no clássico mossoroense Baraúnas x Potiguar (1961).

Também são alvo de notícias mais três goleiros artilheiros no futebol do Rio Grande do Norte. Um pelo Força e Luz (1979), um pelo Alecrim (1993/94) e o último, mais recente, pelo Santa Cruz de Natal contra o América da capital.

A maioria destes acontecimentos já foi notificado parcialmente ou com detalhes pela imprensa em geral, blogs e sites especializados em esporte, principalmente futebol.

Mas o caso dos cinco goleiros, comprovadamente três potiguares e um maranhense, com atuação em competições no RN, são pouco divulgados ou praticamente desconhecidos.

Com a ressalva de que a inédita façanha para a época, do goleiro norte-rio-grandense "Floro" (corruptela do nome de batismo), é abordada pela primeira vez como mais um achado deste blog.

Os pormenores dos feitos locais são objetos ou alvos e passam a ser mais uma série exclusiva e característica do JORNAL DA GRANDE NATAL.


domingo, 17 de maio de 2026

América/RN goleia e consolida segunda colocação na D

Alisson Taddei marca de voleio dentro da área

O América praticamente consolida a classificação com o resultado desta tarde na Arena das Dunas. Precisa vencer o sempre difícil clássico contra o ABC, a quem ainda não venceu no ano (Estadual, Copa do Nordeste e primeira fase da Série D), no outro domingo, para garantir a participação na segunda fase eliminatória em dois jogos.
O alvinegro tem uma parada dura na quarta-feira no jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. Enfrenta o Vitória no Estádio Manoel Barradas em Salvador (Bahia) para decidir a ida para a final, pela segunda vez na competição regional.

FICHA TÉCNICA
América 5 x 0 Laguna
Árbitro: Márcio dos Santos Oliveira/PB
Gol: Taddei 7/1, Guilherme 4/2, Luiz Thiago 21/2, Matheus Regis 25/2 e Pedro Jorge 32/2
América: Lucão, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Paulo Jorge, Guilherme Paraíba, Evandro, Wagner Balotelli, Alexandre Aruá. Alisson Taddei (Antônio Villa), Galvan (Matheus Régis), Cassiano (Nykollas Lopo) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro
Laguna: Guilherme Santana, Café (Pajé), João Victor (Breninho), Victor Jacaré, Hector Hurrego, Davi (Enrique Moran), Ferrugem (Natan), Erivelton, Everton Luiz, Noninha (Ryan) e Romulo. Treinador: Daniel Rocha

CLASSIFICAÇÃO
ABC: 16 pontos
América: 14 pontos
Sousa: nove pontos
Maguary: nove pontos
Central: nove pontos
Laguna: um ponto

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (FINAL)

José Heliodoro de Oliveira

O JORNAL DA GRANDE NATAL não poderia deixar de registrar a memória dos prefeitos que participaram efetivamente da construção do Estádio Walter Bichão em Macau/RN.

Primeiro o alcaide que começou a obra em 1967, José Heliodoro de Oliveira, falecido na noite da segunda-feira (12/12/2022), aos 93 anos.

Zé Oliveira foi vereador, presidente da Câmara Municipal e prefeito por três mandatos (1967/1969, 1973/1977 e 1983/1988).

Foi ainda funcionário da Fundação José Augusto e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Ele se despediu da política ao concluir o terceiro mandato e passou a morar em Natal.

João Bento do Carmo

Já o ex-prefeito João Batista do Carmo faleceu em 26 de março de 2016. Foi vereador nos anos 60 e prefeito de Macau (1969/73).

Foi o responsável pela conclusão da obra e inauguração do "Walter Bichão" (domingo, 2 de fevereiro de 1972), a tempo de servir para o campeonato interiorano promovido pelo Diário de Natal.

Nomeado pelo governador Aluízio Alves foi o administrador do município de Guamaré (10/12/1962 a 30/1/1964), emancipado do território de Macau, quando assumiu o primeiro prefeito eleito, Luiz Virgilio de Brito. Era conhecido como "Joãozinho de Alípio".


FONTES/IMAGENS

Blog do Arafran

Fatos do RN

Jeison Jasão Gramoré Agora Gramoré Hoje

Veterano jornalista lembra aniversário do jogador potiguar

Ney Bezerra de Andrade, no Sport Recife nos anos 50, é o "galego", último em pé 

PARA SEMPRE NO CORAÇÃO

Ney Andrade espera camisas do América e Sport na festa dos 90 anos

LENIVALDO ARAGÃO

Na foto que ilustra este texto temos uma formação do Sport no Campeonato Pernambucano de 1958: Bria, Manga (o pernambucano), Osmar, Nicolau, Zé Maria, Ney Andrade; Traçaia, Pacoti, Walter (pernambucano, apelidado de Barrão), Soca e Elcy.

O Leão tinha sido campeão (1955) no cinquentenário e bi, comandado, respectivamente, por Gentil Cardoso, pernambucano de vivência carioca, e pelo argentino Dante Bianchi. O esperado tri não veio e o Santa Cruz fez a festa ao levantar o primeiro supercampeonato (1957). 

Em 1958, porém, o Rubro-Negro voltou a levantar a taça, ainda dirigido por Dante Bianchi, depois de uma campanha constante de 26 jogos.

Do grupo que aparece na foto Manga e Elcy foram revelados pelo Leão. Manga era figura carimbada nas peladas do bairro dos Coelhos, e Elcy, carioca, se transferiu com a família para cá, pois o pai pertencia à Aeronáutica.

Bria, baiano de Santo Amaro de Purificação, terra de Caetano Veloso e Maria Betânia – “Conheci os dois quando ainda eram crianças”, dizia, com orgulho – foi descoberto pelo Sport quando estudava, para ser técnico em agricultura, na antiga Escola Agrícola de Areia-PB. Em 1948 deixava o curso para vestir a camisa leonina, o que fez até 1963. Lateral direito e às vezes zagueiro central, destacava-se pelo vigor. Faz parte da história do clube da Ilha do Retiro, como o que jogou mais vezes: 556 atuações.

A sensação do time era o cearense Pacoti, vindo do Ferroviário-CE, e que se tornou o artilheiro recordista do certame estadual, na época, com 36 gols. Logo era contratado pelo Vasco da Gama, de onde saiu para jogar pelo Sporting de Portugal.

O capitão do time era o paraense Zé Maria, volante, muito querido pelos companheiros e pelos adversários. Em 1952, depois de transformar o campo dos Aflitos, num estádio de verdade, o Náutico organizou o Torneio dos Campeões do Norte-Nordeste, para solenizar a inauguração, com a participação dos campeões estaduais Tuna Luso (PA), Ceará (CE), América (RN), CRB (AL), Confiança (SE) e Ypiranga (BA). A Tuna foi vice-campeã, tendo perdido a final para o Náutico. Zé Maria, volante do clube paraense, foi considerado por unanimidade o destaque do torneio e pouco depois deixava sua terra para vir defender o Sport, ao qual esteve vinculado até 1960. Defendeu também o Náutico e o América. Foi da Seleção Pernambucana, a popular Cacareco, que representou o Brasil num Campeonato Sul-Americano (hoje Copa América) em 1959, no Equador.

Outro que marcou indelevelmente a passagem pelo rubro-negro pernambucano foi o mato-grossense Traçaia. Defendeu o Sport de 1955 a 1962 e é o maior goleador da saga leonina, com 202 gols assinalados em 240 partidas. Como Zé Maria, foi da Seleção Cacareco.

Oscar, Nicolau e Soca vieram do Sudeste, enquanto Ney Andrade procedeu do Rio Grande do Norte, onde defendia o ABC. Em Pernambuco defendeu também o América. Virou ídolo do Bahia. Mesmo após descalçar as chuteiras, morou no Recife, trabalhando em banco. Fixou-se definitivamente na Boa Terra, onde ainda é muito festejado. Vinha periodicamente à Terra dos Altos Coqueiros, do Frevo e do Maracatu, a serviço de uma rede bancária à qual era vinculado. Nessas viagens, a resenha com Laxixa, ex-companheiro no Sport e gerente de banco era indispensável. Claro que a situação, boa ou má, do time leonino fazia parte da conversa.

Pelo que sei, desses da foto, o potiguar Ney Andrade é o único que ainda está vivo.

Quanto ao América, aqui está uma escalação do Alvoverde, com Ney Andrade, no Campeonato Pernambucano de 1964, empate com o Náutico por 2 x 2: Lula Vaquez; Cícero, Bria, Gilson Saraiva, Ney Andrade; Zé Maria e Eric; Babá, Ailton, Luiz Carlos e Fernando.

Dentro de alguns dias vai completar 90 anos e na comemoração não faltará um painel com as camisas dos clubes que o ex-lateral esquerdo defendeu, incluindo os pernambucanos Sport e América.


Quem é o patrono misterioso do estádio macauense (VIII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Para encerrar a série inédita agora a identificação do principal mentor da homenagem ao patrono do Estádio Walter Bichão (Macau/RN).
O autor do artigo em que promove o nome do falecido jogador amador para o jornal Tribuna do Norte (1954).
O acadêmico de Direito e vereador em Natal, o macauense José Fagundes de Menezes, que não deve ser confundido com o certamente parente bem próximo, o poeta João Fagundes de Menezes (Macau, 1918 - Rio de Janeiro, 2000).
O estudante José Fagundes de Menezes começa a atividade na política estudantil como presidente do Centro Estudantal Potiguar (CEP), em 1948, e logo no ano seguinte é visto na convenção do Partido Social Progressista (PSP), do deputado federal e futuro presidente da República, João Café Filho.
Por esta época começa na imprensa como fundador da revista "Expressão", ao lado de Ticiano Duarte (futuro editor da TN e professor universitário), do poeta Gilberto Avelino e Aderbal Morelli.
Como suplente de Caubi Barroca em 10 de agosto de 1951 estreia na Câmara de Vereadores de Natal. Ainda entre 1953/54 continua com assento no Poder Legislativo municipal como suplente de João Frederico Abbott Galvão, então delegado do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Industriários na capital potiguar.
Na segunda metade dos anos 50 Fagundes de Menezes some do noticiário da imprensa natalense. Mas havia um motivo: reaparece como vice-prefeito e prefeito, em 1963, do município pernambucano de Jaboatão dos Guararapes (região metropolitana do Recife).
Já advogado é eleito prefeito na mesma cidade em 1968 e cassado no ano seguinte. Em 1982/88 exerce o terceiro mandato e desta vez é defenestrado do cargo pelo antigo companheiro da esquerda, o governador Miguel Arraes, que havia retornado do exílio nos anos 70.
Fagundes de Menezes, nascido em 1929, falece aos 93, em 6 junho de 2022, no estado que o adotou. (Fonte: Hoje Pernambuco).

sábado, 16 de maio de 2026

Quem é o patrono misterioso do estádio macauense? (VII)

 

Monsenhor Joaquim Honório

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Ao ler pela primeira vez a notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau, no diário vespertino católico A Ordem (16/6/1936), deduzi logo de cara que dois dos fundadores, Wilson e Walter Bichão, tinham parentesco bem próximo e pelo contexto da ocasião só podiam ser irmãos.

A tendência natural para continuar com a dedução de quase cem por cento se dá pelo cruzamento das informações sobre os parentes nas fontes primárias (jornais).

Mas para bater o martelo seria preciso provais documentais para não deixar qualquer margem de dúvida.

As informações e dados pessoais vieram de consultas a sites de genealogias e as relações de batizados e casamentos disponíveis da Igreja Católica.

Quanto aos matrimônios dos pais, Joaquim Francisco Bichão (mesmo nome do pai) e Maria Alves da Silva Bichão, e das certidões de nascimento, casamento e obituário de Walter Bichão.

Walter nasce em 18 de setembro de 1917, é batizado dia 20/9 e casa com Aida Teixeira Barbosa (pais: Vicente Targino/Estefânia), de 21 anos, em 16 de dezembro de 1942, e falece em 9 de junho de 1943, aos 25 anos de idade, com extrema unção do monsenhor Joaquim Honório da Silveira (Macau/RN, 1879 - Natal, 1966).

Quem é o patrono misterioso do estádio de Macau? (VI)

Dona Amélia Duarte Machado

PESQUISA COMEÇA A DESVENDAR NÚCLEO FAMILIAR DO PATRONO DO ESTÁDIO WALTER BICHÃO

Entre os dois principais personagens da série o primeiro a aparecer na edição 143 em A Ordem (quinta-feira, 16/1/1936), portanto bem antes da notícia sobre a fundação do "Vasco da Gama" de Macau/RN, é Wilson Bichão, curiosamente na seção "Repartições", em expediente administrativo da Prefeitura da capital e datada de três dias antes.
O documento público esclarece que ele requer da municipalidade a transferência de parte de um terreno de propriedade dele, pela quantia de 2:400$000 (dois contos e quatrocentos réis) mais as despesas para dona Amélia Duarte Machado (1881 - 1981), viúva do comerciante português Manoel Machado.
Depois aparece envolvido em atividades religiosas no município de Macau (na primeira semana de junho e segunda de agosto).

Nas "Sociais" (sábado, 4/12/1943) é registrado o nascimento de Teresa Neumann, filha do casal José/Eline Bichão Concentino, residente na Avenida Deodoro 320, em Natal. Ele chefe do escritório da firma Construções Gerais Limitada.
Na mesma seção (terça-feira, 16/9/1947) é noticiado o falecimento (em Macau) de dona Maria Alves da Silva Bichão, 67, viúva do capitão da Marinha Mercante e depois comerciante Joaquim Francisco Bichão.
Dona Maria deixa os filhos Wilson (funcionário da Prefeitura macauense), Waldemar (almoxarife da Companhia Comércio e Navegação em Areia Branca/RN) e Eline, esposa do contador José Concentino. (JVJ)