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domingo, 30 de agosto de 2026

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (IV)

SÃO CRISTÓVÃO (1975): CAMPEÃO DO TORNEIO ABELLARD FRANÇA

Há 42 anos com a base e remanescentes do elenco em que fez dois amistosos em Mossoró o São Cristóvão de Futebol e Regatas conquista a Taça Abellard França.
Coincidentemente um ano depois no mesmo mês, mas em dia diferente (16/2/1975), no Estádio Mário Filho, a única conquistada no antigo "Maracanã".
O Torneio foi um competição entre “clubes pequenos”, comum a época, sete clubes divididos Grupo A: S. Cristóvão, Olaria e Bonsucesso; Grupo B: Campo Grande, Portuguesa, Madureira e Bangu.
As equipes se enfrentaram dentro das chaves e os vencedores fizeram a final na preliminar da partida entre Cariocas e Paulistas, com público estimado em 75 mil presentes.
Na primeira fase São Cristóvão 2 x 1 Olaria e 1 x 1 com o Bonsucesso. O adversário da final foi o Campo Grande, vencedor da outra chave.
Na decisão 0 x 0) e nos pênaltis 4 x 3.
Além do troféu levou para casa um prêmio de 10.000 cruzeiros pagos pela loteria esportiva. (FONTE: historiador Raimundo Quadros).

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (III)

O goleiro Otávio César (terceiro) e o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (quarto em pé)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A imagem que estava guardada é esta aí de cima.

Com o goleiro Otávio César Corrêa Filho (hoje pastor no Rio de Janeiro), que defendeu o América e Riachuelo Atlético Clube, da capital potiguar.

E o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (Vitória/ES, 1952 - Natal/RN, 2010), juvenil do Flamengo, Ferroviário-CE, ABC, América, Fortaleza, Botafogo/PB, Baraúnas e Treze.

O também identificado Triel (Sebastião Alves do Nascimento), zagueiro, foi do alviverde Goiás e do rival alvirrubro Vila Nova, ambos da capital Goiânia.

Estes três não estão na ficha técnica do jogo Baraúnas 1 x 0 São Cristóvão, gol de Nélio (contra), numa quinta-feira (14/2/1974).

O xará do "Furação da Copa" em Mossoró (II)

Jogadores do São Cristóvão FR (RJ)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia restaurada por inteligência artificial (IA) da original existente na sala de troféus, que conta a história do São Cristóvão de Futebol e Regatas, possibilita o esclarecimento necessário para tirar a dúvida do repórter.

A foto havia sido feita antes do atacante Jorge Luiz Sena, artilheiro revelação na época, começo dos anos 70, se apresentar ao Atlético de Madrid como contratado do clube espanhol.

A imagem, segundo a fonte, é referente a momentos antes da vitória do clube carioca sobre o Ferroviário mossoroense (0 x 3).

Na foto: roupeiro Toninho, diretor Cândido e entre os jogadores Nélio, Pandeirinho, Paulo César, Sena, Joel, Neném e Jairzinho (filho do Jair Rosa Pinto).

A fonte é o historiador Paulo Jorge: do departamento de comunicação do São Cristóvão.


O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (I)

"Copacaba" (quarto em pé) foi do Flamengo e veio do Ferroviário/CE para o ABC

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Uma rara imagem do São Cristóvão estava guardada há um bom tempo por um motivo: a presença no elenco de um jogador com passagem pelo ABC e América.
O zagueiro capixaba Joel Pereira Ribeiro (Vitória/ES, 27/2/1952 - Natal/RN, 25/1/2010), chamado de "Joel Copacabana".
Seria a primeira motivação para uma específica reportagem sobre a estadia dele no alvinegro e alvirrubro.
Porém foi a observação para esclarecimento de uma dúvida que alçou a fotografia de todo o elenco de 1972 a condição de importante pista.
Não lembro onde li ou escutei que o atacante "Jairzinho" do clube alvo do bairro carioca seria o botafoguense Jair Ventura Filho.
Aquilo ficou na minha cabeça e tentei averiguar ao menos uma vez, sem sucesso, tal "informação".
A elucidação do caso cai na bacia das almas do repórter, digamos, por um acaso, nestas aparições futebolísticas de rede social.
Quando um internauta comenta sobre outra foto do elenco visitante no banco do demolido Estádio Manoel Leonardo Nogueira.
Referente as exibições do "São Cri-Cri" (fevereiro/1974) contra o Ferroviário e Baraúnas, para quem o clube do Rio de Janeiro perde: 1 x 0.

FONTES 
No Ataque
O Gol
Diário de Natal
Tribuna do Norte

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Como já indicado o atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) aparece no alvinegro Palmeiras Sport Club, três dias após a fundação (21/2/1918) participa do primeiro jogo (6 x 0 Flamengo), e na última semana de agosto do mesmo ano já não entra mais em campo.

Inclusive o jornal da capital do Estado da Paraíba, "O Norte", noticia que ele é um dos desfalques na segunda partida decisiva da Taça Paraíba contra o Royal.

A situação é indicativa de que o atleta estaria fora da cidade e coincide com a época em que se torna campeão do Torneio Início (1919) pelo América de Natal.

O apelido, derivado do gentílico "potiguar", não mais é citado no periódico da então cidade de Felipeia (João Pessoa a partir de 1930) ao menos até 1920.

A relação do "Poty" com o pioneirismo do futebol paraibano reaparece com a reportagem inédita do site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Melo.

Com este título: "America Foot-Ball Club (rubro-negro) – João Pessoa (PB): Bicampeão Paraibano em 1923 e 1925".

Não como jogador, mas como o árbitro de um jogo decisivo envolvendo o time americano e o Cabo Branco.

Jogador americano como árbitro na capital paraibana (VI)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Entre a fundação na última semana de fevereiro e o mesmo período de agosto de 1918 o alvinegro Palmeiras Sport Club, da capital paraibana, havia realizado 11 jogos com sete vitórias, dois empates e igual número de derrotas, diz O Norte (domingo, 25/8).

Nesta mesma data da edição dominical o jornal informa que o Palmeiras e o Royal haviam empatado sem abertura de contagem e nesta mesma tarde decidem a posse da "Taça Paraíba", oferecimento do "senhor" Luiz Spinelli, com o resultado de 1 a 0 em favor do alvinegro.

Na seção "O Dia Esportivo" (quarta-feira 28) o impresso da capital Felipeia (João Pessoa a partir de 1930), informa que ao jogo no campo "do Roggers" não comparecem dois titulares palmeirenses, entre eles "o pavoroso Poty" (Arnaldo Costa e Silva).


quinta-feira, 27 de agosto de 2026

Goleiro campeão carioca pelo Vasco ganha documentário


Filme sobre paraibano criado na região metropolitana da capital potiguar estreia nesta semana

O documentário "Miguel de Lima – goleiro de dois mundos" vai ter estreia neste sábado (29), às 16 horas, no Solar do Ferreiro Torto, em Macaíba, em exibição com entrada franca.

Com uma hora e vinte minutos, idealizado pelo jornalista Osair Vasconcelos e com direção de Vitor Marinho, conta a vida de Miguel Ferreira de Lima, que chegou a Macaíba criança, lá se tornou goleiro, jogou pelo Cruzeiro local, e atuou no Santa Cruz e Alecrim, em Natal, até transferir-se para o Vasco da Gama.

Em 1958, apenas quatro anos depois de sair de Macaíba, Miguel tornou-se campeão carioca, na disputa que entrou para a história do futebol brasileiro como o Super-supercampeonato. O título vem da série de jogos entre Vasco, Flamengo e Botafogo, repetidos à exaustão, até a equipe cruzmaltina superar os adversários.

Neste campeonato, Miguel de Lima, apesar de recém-chegado a São Januário, substituiu ninguém menos do que Barbosa, o goleiro da seleção brasileira na Copa de 1950.

Osair e o filho Vitor Marinho formam uma dupla
dinâmica na cinematografia potiguar

A partir daí, o goleiro macaibense consolidou a carreira no Vasco e, pouco depois, iniciaria a carreira internacional: Deportivo Cali e Milionários, na Colômbia; FC Köln, na Alemanha e Saint Louis Star, New York Generals e Cosmos, nos Estados Unidos.

No Cosmos, Miguel atuou como treinador de goleiros e tornou-se amigo de astros como Pelé, Beckenbauer, Neeskens, Carlos Alberto Torres, Chinaglia e Romerito. 

Miguel de Lima foi também treinador em outras equipes norte-americanas e olheiro que descobriu grandes nomes do futebol nos Estados Unidos. Também organizou uma escolinha de futebol que se tornou famosa nos Estados Unidos e no Brasil, para onde trouxe muitas equipes de adolescentes para treinarem junto a clubes como o América de Natal.

Uma marca de Miguel em relação a Macaíba é que, mesmo no auge da fama, nunca deixou de visitar a cidade quando vinha ao Brasil.

Atualmente, Miguel vive em Pensacola (Flórida), junto com a esposa, Graça, cercado pelos filhos e netos. Seu nome consta do Hall of Fame da Saint Louis University como um dos 56 jogadores estrangeiros que implantaram o soccer (como o nosso futebol é chamado pelos norte-americanos) nos Estados Unidos.

O documentário levou quatro anos para ser finalizado. O roteiro se baseia numa entrevista de Miguel gravada em Natal e traz depoimentos de amigos do goleiro.

A realização do filme reuniu uma equipe de 13 profissionais. Além da reprodução de imagens cinematográficas da época, fotos de jornais e revistas dos lugares onde Miguel atuou, o documentário mostra imagens recentes gravadas com o goleiro em Macaíba e depoimentos de entrevistados nos Estados Unidos.