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domingo, 3 de maio de 2026

Terceiro time do treinador Celso Teixeira como jogador

Esporte Clube Gazeta de Campinas/SP (1985): Valtinho, Marco, Gottardo, Jorge Luiz, Wanderlei Paiva, Bosco, Luís Carlos, Robertinho, Léo, Celso Teixeira e Antônio Carlos

C. Luiz como treinador do CRB/AL

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator já tinha a informação, mas ficou na dúvida pela precariedade, escassez de informação e a coleta incompleta de dados a partir de indícios encontrados em rede social do treinador paulista Celso Luiz Teixeira.

A redundância na explicação se deve ao fato de que os recordes de jornais não traziam informações exatas nas legendas das fotografias.

Apesar de contar com o nome do clube não havia complementos de jogos ou adversários, locais ou estádios, datas e competições, que possibilitassem mais pistas para uma conclusão satisfatória.

A salvação da lavoura veio com a insistência na busca de provas e ela apareceu com uma fotografia na página "Futebol das Antigas" (Mateus Ferreira).

A imagem provavelmente foi retirada do site "As Mil Camisas", em que consta a mesma imagem acima, sem a identificação dos atletas, entre eles o atacante Celso Teixeira.

Depois da foto dele na base do União Barbarense (1981), de Santa Bárbara do Oeste (SP), e a informação da passagem pelo boliviana Jorge Wilstermann de Cochamba (1984), confirma-se com a novidade.

O técnico aparece como jogador profissional no Esporte Clube Gazeta (85/86), de Campinas, como participante da terceira divisão Paulista em 1985.

Falta de gols marca a vice-liderança americana

Renan Bragança completa 102 duas partidas e recebe placa pela marca do centésimo jogo pelo América

América perde chance de se isolar na liderança e continua na segunda colocação no grupo nesta primeira fase da Série D.

O ABC é o líder. Ambos tem dez pontos. A diferença é o total de gols marcados: 8 x 5 (saldo três para os dois). Ontem o alvinegro empatou com o Central (1 x 1).

Antes da partida a Sociedade Anônima Futebol (SAF) americana homenageia Renan Bragança com placa de "100" jogos. Agora com 102.


FICHA TÉCNICA

América 0 x 0 Maguary/PE

Data: domingo, 3/5

Competição: Série D

Estádio: Arena das Dunas

Árbitro: Franciel dos Santos Martins/SC

Público: 3.145

Renda: R$ 87,7 mil

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro, Coppetti, Alexandre Aruá (Antônio Villa), Alisson Taddei, Augusto Galvan (Luiz Thiago), Matheus Régis (João Vitor) e Paulinho (Nycollas Lopo). Treinador: Ranielle Damasceno Ribeiro

Maguary: Bruno, Arthur Edeson (Matias Verdun), Guedes, Mateus Henrique (Maurício), Caio Felipe, Eduardo Ribeiro, Ítalo, Bruno Vinicius (Iago Pereira), Júlio César, Renato Henrique (Hericlis) e Kanu (Francisco). Treinador: Dico Woolley

Tio do fenomenal Ronaldo Fez carreira na Colômbia (VII)

Independente Santa FéÁngel Basílico, Delán Galeano, Manuel Ovejero, Leo Aguirre, Ezequiel Llanos, Nepomuceno Cuervo; Eduardo Rétat , Pipico, Marino Klinger, Pedro Prospitti e Dario Vásquez

A Taça do Torneio Apertura
ganho pelo clube Union
Magdalena de Santa Marta

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Só por curiosidade olhei outras fontes primárias para verificar mais informações sobre o nosso personagem.

Virei as páginas de jornais cariocas: Luta Democrática, Última Hora, Diário de Notícias, Correio da Manhã, Jornal do Brasil e Jornal dos Sports.

Nada de tão interessante do que está de principal na entrevista para a reportagem da Revista do Esporte.

De curioso mesmo o começo no amador Manufatura, pelo qual foi campeão do Departamento Autônomo (1963).

E que em janeiro do ano seguinte aparece a especulação do interesse do America no centroavante Pipico (Wilson dos Santos Barata).

E que também treinou pelo Flamengo antes de chegar no Fluminense. Até algumas linhas irônicas o novato mereceu na coluna do jornalista acreano Armando Nogueira no JB.

Atlético Bucaramanga (1969): Roberto Riquelme, Carlos Chiche Dizz, Marcial Campuzano, Jorge Ramírez, Pipico (terceiro em pé), Oscar Paneso, Centavo Pacheco, Olivares, Gilford, Jimy Cristhian, Felix Pitula Martinez, Higinio Hinestroza, Quintero, Hernando Montaño, Rafael Luna (Kinesiologo), Adolfo Riquelme (diretor técnico e doublé de jogador); sentados: Ramírez, Nacho Vives, Edilberto Aguilar, Pedro Ardila Bayona, Remache Garces, Rubén; abaixo: William Centeno, Gilberto Burro Centeno, Orlando Garcia, Fabio Lugo, Valencia e Orlando Soto

A faceta pouco conhecida do treinador Celso Teixeira

Celso Luiz Teixeira, circulado, no União Barbarense (1981) de Santa Bárbara do Oeste/SP

Técnico paulista Celso Luiz Teixeira: entrevista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator é exemplo como simpatizante do América de Natal e acredita que a maioria dos torcedores dos clubes treinados pelo técnico paulista Celso Luiz Teixeira (Campinas, 18/4/1961) desconhecem que ele foi jogador.

Navegando hoje cedo me deparo com esta faceta quase desconhecida do polêmico treinador Celso Teixeira.

Ao ver uma fotografia dele, bem jovem, como atleta da linha atacante do time da base do alvinegro União Barbarense (1981), de Santa Bárbaro do Oeste.

Em duas redes sociais, o "Celsinho" dentro de campo, também posta imagens (recortes de jornais) em ação no boliviano Jorge Wilstermann.

Celso jogou até aos 24 anos (há vídeo com a fala). Começou a carreira de treinador depois dos 30, sendo campeão juvenil paulista pela Ponte Preta de Campinas em 1993.

Já treinou mais de 40 clubes em cinco regiões do Brasil. No Rio Grande do Norte treinou o América (2001/02 e 2004) e campeão potiguar pelo Potiguar de Mossoró (2013). E recentemente o tricolor Santa Cruz da capital. 

Houve caso de permanecer duas semanas em um clube: o River, de Teresina, com apenas duas partidas. O último foi o Oratório de Macapá (Amapá).


sábado, 2 de maio de 2026

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (VI)

"Pipico" (primeiro em pé) na fotografia original: cópias "correm" as redes sociais e mídias colombianas

Conquista do Union na imprensa

Raul Ospino Rangel

Especial

Em 1968 foi estabelecido pela primeira vez o campeonato colombiano dividido em dois concursos: TORNEIO ABERTURA (os primeiros seis meses do ano) e TORNEIO FINALIZAÇÃO (os últimos seis meses).

O UNIÃO MAGDALENA ganha o primeiro torneio (domingo, 30 de junho de 1968). Nessa tarde vence no Estádio Eduardo Santos ao Desportos Tolíma (3 a 0), cujo gol de honra ficou a cargo do ministro da Educação, Misael Pastrana Borrero, mais tarde presidente da Colômbia.

O técnico do Union Magdalena era o paraguaio Vicente Sanchez. Ficou como segundo goleador torneio, o brasileiro do União, "Pipico", com 15 gols.

"Pipico" como personagem na charge

Como o segundo torneio chamado foi vencido pelo Deportivo Cali teve que definir o título do alugado colombiano entre as equipes de Santa Marta e a Sultana del Valle. Neste torneio o técnico da equipe samário era Antonio Julio De La Hoz.

A grande final do ano teve o Deportivo Cali (12 de dezembro de 1968) contra o União na partida de ida. Um gol de Aurélio Palacios deu o triunfo ao 'Ciclone Bananeira' em Cali.

A volta no Estádio Eduardo Santos (15 de dezembro(, teve o Cali com vantagem de 0 - 2 (gols do brasileiro Iroldo e Jorge Ramírez Gallego).

Mas Raul Peñaranda (minuto 66) e Ramón "Moncho" Rodríguez (minuto 86), marcaram os gols do empate, que lhe deu ao Union o primeiro e único título no futebol profissional colombiano na divisão principal.

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (V)

Atlético Nacional/Medelin-Colômbia: Macias, Gustavo Ortiz, Gilberto Osorio, Abel Alvarez, Orlando Marín, Teófilo Campás, "Pipico", Castilho, Luís Alfonso Jaramillo, Foguette e Pedrito Alzate

João Márcio, "Pipico" e Evaldo
em treino nas Laranjeiras

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além das três fotografias para ilustrar a reportagem para a única entrevista concedida a publicação carioca semanal Revista do Esporte, do acervo da Biblioteca Nacional, a pesquisa somente encontra uma imagem do "Pipico" no Fluminense na rede.

A imagem em questão é uma das usadas em reportagem especial do jornalista mineiro de Juiz de Fora, Ivan Elias, para o portal especializado em esporte "Toque de Bola" (7/7/2012), no qual o focado é o antigo atacante do Fluminense, o médico João Márcio Coelho, carioca de nascimento e radicado na cidade desde criança.

Em pouco mais de três anos de carreira (abreviada pela Faculdade), João Márcio, como era chamado no tricolor do bairro das Laranjeiras, começou no Tupi local (1962/63), passou ao Fluminense (1964/65) e fez sucesso no Vera Cruz do México (1965), indicado pelo famoso Valdir Pereira, o "Didi" da "Folha Seca".

A excelente reportagem destaca o único clássico Fla-Flu disputado (1965), pelo extinto Torneio Rio-São Paulo, vencido pelo rubro-negro pela contagem mínima, gol do atacante Fefeu. João entra no lugar do ponta-esquerda Gilson Nunes no segundo tempo.

Tio do fenomenal Ronaldo fez carreira na Colômbia (IV)

Union Magdalena de Santa Marta: Justo Ramón Sayas, Aurélio Palácios, Pedrito Vasquez, Manuel Manjarrés, Pablo Huguett, Vicente Sánchez (treinador), Pipico, José Quiñones, Eugenio "Tanque" Samaniego, Alfredo Arango, Obdúlio Torres e Iván Ponzon

JOSÉ VANILSON JULIÃO

As duas temporadas (1964/65) que o atacante (ponta-direita) Wilson dos Santos Barata, o "Pipico", passou no Fluminense foram suficientes para render 14 aparições do apelido na semanal publicação carioca Revista do Esporte.

As ocorrências da alcunha do atleta estão divididas em três das principais sessões do extinto impresso esportivo: "Apito Final" (curtas notas diversas), "Cadinha no Esporte" (fofocas) e "Correio do Torcedor" (quatro pedidos de capa com o craque).

Mas também ele teve direito a uma entrevista para uma reportagem de duas páginas na terceira vez em que o cognome aparece na revista de Anselmo Domingos, fundador da Revista do Rádio.

"Pipico esperançoso", assim é apresentado na reportagem "Tim fará de mim um craque", "A história do novo atacante tricolor." Com direito a três fotografias na edição 274 (6 de junho de 1964).

Antes de ir para a Colômbia aparece na reportagem assinada pelo repórter Cláudio Guimarães, de duas páginas na edição 400 (5 de novembro de 1966), "Esporte paraense tem leão azul: Clube do Remo", considerado o "mais querido".