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quarta-feira, 20 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VIII)

Oswaldo "Baliza" Alfredo da Silva (circulado) pelo Bahia fez gol de penalidade no Corinthians

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O terceiro personagem do grupo dos sete primeiros goleiros artilheiros do futebol brasileiro é mais conhecido como titular da camisa número um do Botafogo de Futebol e Regatas no título do campeonato carioca de 1948 diante do Clube de Regatas Vasco da Gama no Estádio de General Severiano.

No começo do século XXI pouca gente sabia que ele foi o autor do terceiro gol de goleiro, o segundo não oficial e o segundo de penalidade máxima, do futebol brasileiro, no amistoso Corinthians 1 x 2 Bahia em Salvador (quinta-feira, 9/6/1955), enquanto o paraibano Ruivo (Valter Romualdo da Silva), vindo do Treze de Campina Grande, marca o outro.

O repórter mesmo soube da façanha rara do goleiro Osvaldo Alfredo da Silva (Tanguá/RJ, 9/10/1923 - Rio de Janeiro, 30/9/1999), no Estádio da Fonte Nova, por meio das fichas técnicas do Almanaque do Corinthians, lançado pelo jornalista Celso Dario Unzelte (2000).

O jogo fraterno com o clube paulista foi o último de Osvaldo "Baliza" no tricolor da capital baiana. Na carreira defendeu o "Glorioso" (1941/1952), Vasco da Gama (1953), Bahia (1954/55) e Sport Recife, sendo tricampeão pernambucano (1955/57).

Botafogo no Torneio Rio-São Paulo (1952): Tomé, Oswaldo Baliza, Nilton Santos, Araty, Ruarinho, Carlito; Braguinha, Geninho, Pirillo, Octávio e Jaime/Revista O Globo Sportivo


FONTES

Almanaque do Corinthians

Bahea na História

Datafogo

Futebol 80

McNish Futebol Clube

Meu Timão

Mundo Botafogo

O Gol

Roberto Porto

Tardes de Pacaembu

Terceiro Tempo

Wikipedia

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VII)

Goleiro Mauro Aparecido Lucas ("Oceania") rodou um pouco pelo interior paulista

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A persistente investigação de dez anos do pesquisador Carlos Santoro (Almanaque do Fluminense) o levou a reconhecer o erro inicial e confirmar o nome completo do goleiro do Fluminense, o inglês Archibald Thomas Waterman (Londres, 1886 - Melbourne, 1969), o primeiro a fazer um gol em jogo oficial no Brasil pelo campeonato carioca: 11 x 0 Riachuelo (1906).

Na pesquisa para definir os sete primeiros goleiros artilheiros o repórter detecta uma diferença de data no segundo gol de goleiro e o primeiro em amistoso no futebol brasileiro. O site Terceiro Tempo aponta como sendo 16/3/1955 e conduz outras fontes secundárias a repetição do erro.

Na verdade o goleiro Mauro Aparecido Lucas (1935 - Bragança Paulista, 10/2/2017), o "Oceania", faz o segundo gol (de área a área) aos quatro minutos do segundo tempo pelo Juventus paulistano (2 x 1) contra o alvo e azul São Bento de São Caetano do Sul, na tarde dominical (27/3/1955).

Ele não poderia ter atuado na quarta-feira, 16, pois no dia seguinte enfrenta o Santos no Estádio Urbano Caldeira, com vitória local (4 x 1). Com a ressalva de que antes, dia 13, no Estádio Rodolfo Crespi (Mooca), haviam se enfrentado, com 4 x 2 em favor do time da camisa "vino tinto".

E no domingo anterior (20) o São Bento, fundado como fusão do São Caetano e Comercial da capital paulista, perde (1 x 3) para o Corinthians, no Estádio Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul.

O curioso apelido ou alcunha tomou corpo por ele colecionar carteiras de cigarros, sendo encontrada a marca "Oceania", da fábrica Sudan Ovais, na carteira de cédulas.

O arqueiro artilheiro começou no Ferroviários AC (Bragança), há um registro pelo Botafogo de Ribeirão Preto, e passou no Bragantino, Juventus e Palmeiras de São João da Boa Vista/SP.

A primeira indicação dele como autor, erroneamente, do primeiro gol, veio do "Esporte Espetacular" (TV Globo), na primeira exibição da seção "Lenda ou Verdade", apresentada pelo falecido torcedor botafoguense e locutor Léo Batista.


FONTES

A Gazeta Esportiva

Almanaque do Corinthians

Correio Paulistano

Acervo Santista

Esporte Espetacular

Futebol Interior

Futebol 80

Jornal Bragança em Pauta

Jornal + Bragança

Sport Ilustrado

Terceiro Tempo

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (VI)

Fluminense (1908): Nestor, Albert Buchan, Oswaldo Gomes, Horácio da Costa Santos, Edwin Cox, Emílio Etchegaray, Felix Frias, Victor Etchegaray, Walter Salmond e Archibald Thomas Waterman (o goleiro do gol inédito no Brasil)

O inglês Archibald Thomas Waterman

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A lista com a relação dos sete goleiros artilheiros do futebol brasileiro, entre 1908 e 1970, começa agora, inclusos dois com atuação no futebol do Rio Grande do Norte, exceto outros três em 1979, 1993/94 e mais recentemente.

Curiosamente o primeiro goleiro goleador e titular do Fluminense não nasce no Rio de Janeiro. Arquibald Thomas Waterman é londrino (6/4/1886) e falecido na australiana Melbourne (4/3/1969), aos 82 anos.

Ele chegou ao Brasil no vapor Madalena (19/6/1906). O goleiro inglês, de profissão contador, participa de todos jogos da campanha do tetracampeão pelo Tricolor carioca (1906/09): 23 vitórias, quatro empates e uma derrota.

Waterman faz de penalidade máxima o último gol da goleada (11 x 0) sobre o alviverde Riachuelo no primeiro turno do campeonato carioca (5/7/1908).

Participa de 51 jogos pelo clube das Laranjeiras (37 vitórias, oito empates e seis derrotas). O primeiro: 12/8/1906. O último: 1 x 6 Botafogo (25/9/1910), o do título do "Glorioso".

Para não ser repetitivo pela longa história do personagem o blog indica o extenso artigo do pesquisador Cláudio Santoro, postado em 16 de outubro de 2018, no Almanaque do Fluminense. Tem tudo lá. Vale a pena!


FONTES

O Paiz

Almanaque do Fluminense

Fluzão

Guia dos Curiosos (Marcelo Duarte)

Wikipedia

terça-feira, 19 de maio de 2026

Imagem rara do Palmeiras, o rival do Racing

PALMEIRAS DO BAIRRO DAS ROCAS NA SEGUNDA DIVISÃO DE CLUBES AMADORES: Mario, Roberto, Varela, Saul, Aldo, Amaro, Cocó (treinador), Chiquinho, Deinha, Herculano, Amigo e Esquerdinha


ALVIVERDE

O colunista pediu aos amigos fiéis leitores a escalação do time acima e foi atendido pelo especialista em times da querida comunidade da Zona Leste da capital potiguar.

Antônio Paulo atendeu, acredita que a fotografia é de 1971 e até confirmou a afirmativa do repórter: de que alguns atletas do clube verde e branco jogaram por times no campeonato estadual nos anos 60.

A imagem, colorizada artificialmente, é "capa" da página palmeirense em rede social (Facebook). Assim de memória lembro que Varela vestiu a camisa alvirrubra do América de Natal. Herculano a camisola tricolor (verde, vermelha e branca) do Ferroviário natalense. "Amigo" foi campeão pelo ABC em 1965.

E o treinador João Batista da Silva (Ceará Mirim/RN, 8/6/1940), o "Cocó" foi craque do alvinegro com este currículo: ABC (1958/64 e 67/68), Campinense (64/65), Santa Cruz (65/66), Ceará, Treze, Riachuelo (69/70) e Nacional de Patos/PB (Fonte: Súmulas Tchê).


MEMÓRIA

17/5/1984 – Falecimento do professor Manoel Leonardo Nogueira, em Natal, aos 66 anos, sendo sepultado no Cemitério São Sebastião (Mossoró) 

Nascido em 11/2/1918, filho de Manoel Leonardo Nogueira Filho e Maria da Conceição Leonardo Nogueira, residia na Avenida Presidente Dutra, no bairro Alto de São Manoel.

Desde cedo começou a paixão pelo futebol, fez parte da primeira formação do Esporte Clube Potiguar, como um dos fundadores (11/2/1945). Foi dirigente da Liga Desportista Mossoroense (1956 a 1967) e um dos idealizadores e patrono do recente demolido Estádio Leonardo Nogueira.

Atuou no Banco do Estado do Rio Grande do Norte. Leonardo era casado com Ismalita Lima Nogueira.

Ele foi locutor esportivo da Rádio Tapuyo de Mossoró. Imagem da página social "Relembrando Mossoró", de Lindomarcos Faustino.

Ricardo Silva começou no rádio em 1982

DESPEDIDA DO REPÓRTER

O radialista aposentado Ricardo Silva (fotografia: DATRINDADE), com carreira nas antigas e finadas emissoras de AM (amplitude média) ou OM (onda média), sequencialmente, rádios Rural, Poti e Cabugi, agora também se despede do Blog do Cadinho.

A última postagem foi na última segunda-feira com os agradecimentos aos leitores e internautas pelo acompanhamento.

RS é filho do falecido presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte, Eli Morais de Oliveira (torcedor alecrinense), do qual acompanhei artigos no Diário de Natal nos anos 70.

Eli, inclusive, concedeu excelente entrevista para o programa  "Memória Viva", da TV Universitária (canal cinco).

Ricardo tinha como diferencial dos títulos geniais em duas ou três palavras, no máximo, sintético, bem diferente dos longos título da rede hoje em dia, de dez palavras ou mais...

FOTOGRAFIA & FUTEBOL

A VI Expo Futebol e Arte de fotografias, integrada ao projeto cultural "Badalar!", é o atrativo da noite (19 horas) da próxima quinta-feira (28), Rua Gonçalves Lêdo (Cidade Alta).

Fotógrafos convidados: Alex Gurgel, Alex Régis, Anderson Régis, Cancancamara, Canindé Soares, Damião Paz Pixoré, Delirius Criativus, Diógenes Nóbrega, Dunga, João Maria Alves, Mylena Sousa, Rita Machado e Vlademir Alexandre.




Imprensa dá o tom da "decisão" Vitória x ABC

Bom resultado na ida será o combustível para o lotar o estádio "Frasqueirão"

O cearense Léo Simão Holanda abre a primeira partida (21 horas) da seminal da Copa do Nordeste nesta quarta-feira na capital baiana.

Em competições oficiais (Campeonato Nacional, séries B e C, Taça José Américo de Almeida, Copa do Nordeste e Copa do Brasil), não necessariamente pela ordem de importância, foram disputados 29 jogos, com 10 vitórias do Vitória, 16 empates e três triunfos do ABC.

Em casa o Vitória disputou 14 jogos, com sete vitórias, seis empates e um triunfo do alvinegro. Em Natal o ABC faz 15 partidas, com três vitórias do rubro-negro, dez empates e duas vitórias abecedista.

Além da boa memória sobre a final de 2010, o Vitória acumula invencibilidade de 26 anos no Estádio Manoel Barradas. O último revés pela Copa do Brasil (2000), quando o clube potiguar levou a melhor na segunda fase.

Embora tenha sido superado na Copa Nordeste (2018) o Vitória não é derrotado pelo ABC em qualquer estádio desde então. Após sete empates seguidos, o Rubro-Negro saiu vencedor nos últimos três encontros, completando 10 jogos sem perder.

CAMPEÃO

Após empatar por 2 a 2 em Salvador o Vitória chegou no Estádio Maria Lamas Farache precisando vencer para levar a taça em 2010. De virada o Leão ganhou por 2 a 1 com gols de Kleiton Domingues e Marconi, sagrando-se tetracampeão regional.


FONTES

A Tarde

Tribuna do Norte

Bahia Notícias

FNF

Globo Esporte

O Gol

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (V)

ABC (1969): Gaspar, Arandir, Osvaldo "Piaba" Carneiro, Cidão, Ivan Matos, Floro Felipe Raposo, Izulamar, Alberi José Ferreira de Matos, João "Galego" Almeida, Sérgio "Esquerdinha" Depercia e Burunga/Acervo: José Ribamar Cavalcante/J. Batista Esportes/Blog No Ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O intuito principal da série é relacionar os sete pioneiros e primeiros goleiros artilheiros da história do futebol brasileiro.

Mas também e essencialmente divulgar os cinco casos do Rio Grande do Norte. Inclusive a raridade da descoberta do redator, com o goleiro Floro Felipe Raposo, com passagem pelo Ferroviário/RN e ABC.

Os nomes dos mais conhecidos já era e são divulgados amplamente por diversos sites e blogs dedicados ao futebol ou aos clubes dos envolvidos, inclusive a maioria como fontes destas reportagens.

Mas é bom explicar que até os anos 70/80, quando começaram a aparecer casos inéditos, o único mais conhecido e divulgado era o gol do goleiro flamenguista Ubirajara Silva de Alcântara.

Digo isso pelo fato do próprio redator carregar por anos apenas esta informação, advinda do Almanaque de Seleções Readers Digest (1971), comprado pelo papai Zé Julião Neto. E o "Bira" está na publicação.

A partir das décadas de 90/2001, com a explosão dos goleiros artilheiros nacionais e internacionais, começa a pipocar na imprensa e na rede, exemplos raros e históricos de arqueiro fazedor de gol.

Na sequência, um por um, vão ser biografados, alguns com mais informações e disponíveis, outros bem menos pela escassez informes pessoais ou da carreira.

A lista vai ser disponibilizada, independente se o personagem fez gol em jogo oficial ou amistoso, sequencialmente no tempo e no espaço pela seguinte ordem:

o inglês Archibald Thomas Waterman (Fluminense), o paulista Mauro Aparecido "Oceania" Lucas (Juventus/SP), do Rio de Janeiro Osvaldo Alfredo "Baliza" da Silva (Bahia), o paulista Roberto Silva Navarro (Noroeste de Bauru/SP), o potiguar José Xavier de Oliveira (Baraúnas de Mossoró), o norte-rio-grandense de Macau Floro (Ferroviário de Natal) e o carioca Ubirajara.

"China"

MAIS TRÊS DO FUTEBOL POTIGUAR

Ainda vão ser focados o folclórico goleiro Sebastião Jerônimo da Silva, mais conhecido como Bastos (corruptela do nome de batismo), famoso por jogar de peruca pelo Alecrim, nos anos 70; o maranhense Wernan Silva Reis (Barra do Corda, 30/12/1963), o "China" (imagem: O Gol), autor de três gols pelo Alecrim (1993/94), e Ferreira, do Santa Cruz, autor de um gol pelo campeonato potiguar recentemente.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (IV)

Noroeste (1966): Navarro, Neguinho, Mauri, Natalino, Moacir, Cido, Cardoso, Ivan, Leivinha, Balau e Pepe

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com uma nova checagem na rede o repórter é obrigado a alterar o título da série inédita sobre os pioneiros e primeiros goleiros artilheiros do Brasil em jogos oficiais e amistosos, com bola rolando e em cobranças de penalidades máximas.

Para acrescentar o paulista Roberto Silva Navarro (1939 - 2012), com passagens pelo Noroeste (Bauru) e Ferroviária (Assis/SP), autor de um gol oficial (1962) pelo campeonato paulista.

O potiguar Florio Felipe Raposo (um gol em 1965), do tricolor Ferroviário de Natal, agora é o terceiro e o carioca Ubirajara da Silva Alcântara é o quarto da lista.

No geral, agora, até 1970, a soma totaliza sete goleiros artilheiros, inclusos os dois autores de gols em amistosos.

Na lista o inglês Archibald Thomas Waterman do Fluminense (1908), o paulista "Oceania" do Juventus (março/1955), Osvaldo Baliza pelo Bahia (agosto/1955) e o mossoroense José Xavier de Oliveira, pelo Baraúnas (1961).