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quarta-feira, 22 de abril de 2026

ABC vence o clássico pela segunda vez seguida

Paulinho tira o cabaço e marca pela primeira vez

Depois de três jogos pelo campeonato estadual (dois empates e uma vitória americana), outro pela Copa do Nordeste (com derrota alvirrubra e queda da invencibilidade de 16 jogos na temporada), o América e ABC se enfrentaram nesta noite no quinto clássico do ano (Série D), restando ainda uma partida pela primeira fase da competição nacional.

O centroavante Paulo César de Oliveira, o popular "Paulinho" (artilheiro do campeonato potiguar), faz o primeiro gol na sexta aparição com a camisa vermelha, jogos pela Copa do Nordeste (três) e Série D (três).

O alvinegro abriu o placar também no primeiro tempo em lance fortuito. Lançamento longo de Wallyson e Wellington Carvalho surpreende o goleiro americano Renan Bragança e faz "sem querer" de "coxa".

Logo aos dois minutos da etapa complementar o arqueiro Bragança, no jogo 99 com a camisa rubra, comete uma lambança na saída de bola e dar o passe açucarado para o artilheiro Wallyson. Bastou dar um toque lateral, atirar para a rede e marcar o gol número 15 contra o América.

Para não ser ultrapassado pelo Central e o Sousa encostar, e sair do G4, agora o América tem a obrigação de ganhar a próxima partida, contra o Laguna, no Estádio Maria Lamas Farache.


FICHA TÉCNICA

América 1 x 2 ABC

Árbitro: Raimundo Rodrigues de Oliveira Júnior/CE

Público: 5.932 (6.194)

Renda: R$ 181.997,00

Gols: Wellington Carvalho 4, Paulinho 12'55 e Wallyson 2'28/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues (Antônio Villa), Guilherme Paraíba, Evandro, Carlos Coppetti, Alexandre Aruá, Alisson Taddei (Nycollas Lopo), Galvan (Wellington Tanque), Cassiano e Paulinho (Josiel). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Alves, Wellington Carvalho, Lucas Souza, Dudu Mandai, Jonathan, Geilson (Randerson), João Pedro (Lima), Luiz Fernando (Jhosefer), Wallyson (Bruno Leite) e Igor Bahia (Brunão). Treinador: Wagner Dias (Waguinho)


CLASSIFICAÇÃO

ABC: 7 pontos

Maguary: 6 pontos

América: 6 pontos

Central: 4 pontos

Sousa: 3 pontos

Laguna: 1 ponto

Garrincha no mesmo time do primo do Oscar


"Há 40 anos eu vi Garrincha no Seridó"*

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Setembro está terminando. Mas há 40 anos, numa tarde de domingo de sol, dia 2, fui testemunha ocular da história, parafraseando o slogan do famoso "Repórter Esso" da Rádio Nacional do Rio de Janeiro, nas décadas de 40 e 50.

Um anos antes ele já havia encerrado a carreira profissional numa despedida no principal palco, o Maracanã, vestindo a camisa da Seleção Brasileira.

Mas, nessa data, acalentei um sonho de infância, de assistir  Manoel Francisco dos Santos, o “Garrincha”, um tempo pela seleção da Liga Amadora de Currais Novos, Região do Seridó, a LAC. O adversário: Centenário de Parelhas. Resultado: 2 a 1 para o selecionado local.

Os gols foram marcados pelo atacante Nabor Bezerra Filho, o “Diabo Loiro”, primo do basquetebolista Oscar Daniel Bezerra Schmidt, Canteiro descontou para o time azul e branco da vizinha cidade. No intervalo ele deu lugar ao titular Fernando.

Na única arquibancada, do lado da sombra, do Estádio Coronel José Bezerra, estive ao lado do meu papai, José Julião Neto, e do mano, Valdir. Anos depois, no começo dos anos 2000, conversei com outro torcedor sobre a partida, o delegado parelhense Matias Laurentino dos Santos Filho.

Em Currais Novos, “Garrincha” ficou hospedado no Hotel Tungstênio (Centro), fundado pelo desembargador Tomaz Salustino de Araújo. Chegara pela manhã. Havia participado de evento semelhante na cidade paraibana de Patos.

O time amarelo e azul de Currais Novos formou com Castilho, Lucemario, Ivo, Imagem, França, Cia, Geraldinho, Oliveira, Garrincha (Fernando), Nabor e Dota.

O Centenário: Doda, Moacir, Mima, Barrá, Cofinha, Vando, Canteiro, Dué, Evilásio e Weber.

Esta foi a terceira vinda de Garrincha ao Rio Grande do Norte. Em fevereiro, dias 4 e 9, em 1968 e 1969, respectivamente, esteve em Natal. 

Primeiro na derrota do Alecrim para o Sport Recife (0 a 1), com gol de Duda, alagoano que depois atuou pelo Vitoria de Setúbal (Portugal), Sevilha (Espanha) e Futebol Clube do Porto (Portugal).

Depois na vitória do Flamengo sobre o ABC: 1 a 2. Um gol de Garrincha, um de Dionísio, descontando Beto para o alvinegro da capital potiguar. As duas partidas aconteceram no antigo Estádio Juvenal Lamartine, da avenida Hermes da Fonseca, no Tirol.


*Publicado originalmente (29/9/2013) nos blogs Cerro Corá News (José Valdir Julião) e Assessorn (João Bosco de Araújo).

ABC contrata atacante do alagoano ASA de Arapiraca (IV)

Alcides Ferreira de Lima, o "Panquela"

Ao sair do Crato/CE em 1959/60 para o ASA o ponta-direita Alcides Ferreira de Lima, o "Panguela" (29/9/1939 - 9/11/2013), reaparece na primeira semana de fevereiro/1961 em teste no Santa Cruz/PE.

Panquela treina entre os suplentes do time coral comandado pelo treinador argentino Ricardo Diez. Entra no jogo-treino contra a Associação Atlética Vovozinhas, do bairro de Santo Amaro.

No tricolor pernambucano não esquenta um mês. O Diário de Pernambuco (28/2) noticia o retorno dele para Arapiraca.

Mas um ano depois, precisamente em janeiro/1962 está para ingressar no Central de Caruaru.

No "Patativa do Agreste" demora um pouco mais, porém em 1963 já está de volta, mais uma vez, ao interior de Alagoas.

E permanece no ASA até abril de 1965, época em que o ABC de Natal anuncia interesse por ele pela ótima atuação nos amistosos em Natal contra o Santa Cruz Esporte e Cultura e o próprio alvinegro natalense.

Após sair do ABC no terceiro mês do ano passa de novo no ASA e vai participar do campeonato paraibano do Nacional de Patos em 1966 (Fonte: "A União"). (JOSÉ VANILSON JULIÃO)


terça-feira, 21 de abril de 2026

ABC contrata atacante do alagoano ASA de Arapiraca (III)

Crato na Praça da Sé (19/11/1919): Francisco Teixeira (Pirrinto), Antônio Lima, Heli Norões, João Dummar, Waldemar Garcia, José Carvalho, Gerson Zábulon, Jorge Dummar, Zezé Esmeraldo e Duclerc Colares. Figuram Mário Melo (instrutor do Tiro de Guerra e treinador), José Dummar (juiz) e Joaquim Alves de Matos (juiz de linha)
Crato rubro-negro e faixa de campeão 

A curiosidade por mais detalhes da carreira do ponta-direita cearense com a maior parte da carreira no futebol alagoano, Alcides Ferreira de Lima, o "Panquela", leva a bisbilhotice sobre o desenvolvimento do futebol na cidade natal.

Curiosamente todos os três principais e históricos clubes, surgidos em três décadas diferentes, levam o nome do município do estado do Ceará. Com a pouca diferenciação na complementação da nomenclatura oficial, todos com o termo originado do inglês "football club".

Arte: jornalista carioca Sérgio Mello
do site Historia do Futebol

O alvinegro Crato Futebol Clube (19/1/1919) é a primeira agremiação do interior cearense. Foi fundado pelo emigrante sírio-libanês João Dummar, também idealizador em 1934 da Ceará Rádio Clube (a primeira emissora do estado), repassada aos Diários Associados.

O primeiro jogo na Praça da Sé, entre o primeiro e segundo quadros (1 a 1). Na foto acima, no prédio ao fundo, o nome do cinema local: Cinema Paraíso (mera coincidência com o clássico italiano "Paradiso").


O de maior torcida, o rubro-negro Sport Club do Crato (1 de janeiro de 1939), citado pelo comentarista Wilton Bezerra como o clube de Panquela, tinha sede na Rua José Walter Dias, 149/299, no Bairro do Seminário.

Foi fundado pelo grupo liderado pelo doutor Antônio Bezerra da Costa Lins e Joaquim Citó Sobrinho. Curiosamente há um CNPJ (30/4/1984) em nome do Sport Club do Crato (será o mesmo?)

O mais novo do trio é o alvo e azul Crato Esporte Clube (19/11/1997), cuja data, dia e mês, remete a história imagem do primeiro grêmio cratense. Manda os jogos no Estádio Governador Virgílio Távora, o "Mirandão". Soma vice-campeonatos das séries B (1999, 2009 e 2020) e C (2018 e 2024) cearenses. (Jornalista José Vanilson Julião



FONTES/IMAGENS/ARTES

Diário do Nordeste

Revista Itaytera (38 - 1994)

Blog do Crato

Caririceará (Huberto Cabral)

História do Futebol

Memória Histórica do Crato

Wikipedia

ABC contrata atacante do alagoano ASA de Arapiraca (II)

O ponta-direita Panquela aparece no juvenil do Sport do Crato em 1959 e no mesmo ano segue para o ASA, tem curta passagens pelo futebol pernambucano e retorna para Alagoas/Blog do Sorrentino


Mais uma pura coincidência: o mês passado o comentário em rede social, com um sintomático e costumeiro tom de recordação, do comentarista esportivo cearense Wilton Bezerra, do Sistema Verdes Mares de mídias (rádio, tv e jornal), no qual aparece o atacante "Panquela", foi o bastante para dar um norte a pesquisa sobre o personagem.

Mas, um ano antes (5/2/2025), ele já havia mencionado a personalidade na página social: - Minhas primeiras admirações futebolísticas foram municipais. A maior delas foi Anduiá do Esporte do Crato. Entre outros, como Bebeto, Idario e Laudemiro, se destacava Panquela. Além de chutar forte tinha muita categoria. Começou no juvenil do Esporte do Crato que era orientado por Almir Carvalho.

Entretanto não é de hoje que o cronista mexe com a saudade e relembra o jogador que esteve em Natal com clube o alagoano Associação Sportiva Arapiraquense para dois amistosos, com o Santa Cruz Esporte e Cultura e ABC, em abril/1965, sendo contratado logo depois pelo alvinegro da capital potiguar.

Cronista Francisco Antônio de Paula Barros

O também colunista Tom Barros, do Diário do Nordeste (Sistema Verdes Mares), na edição de 1 de maio de 2011, publica a nota:

"Recordando: Nas décadas 50/60 o Sport do Crato revelou excepcional jogador: Panquela. Numa época de intercâmbio inexistente ele defendeu vários clubes do Nordeste.

Foi convocado para uma seleção cearense sem nunca ter jogado em Fortaleza. Hoje, 50 anos depois, Wilton Bezerra localizou Panquela, que está com 70 anos e mora em Arapiraca (AL). Nas fotos, Panquela, antes e depois."

Até falecido plantão esportivo, repórter de pista, setorista e narrador, o jucurutuense Justino Neto, em entrevista ao site natalense Jornal Zona Sul (22/2/2004), responde a pergunta "Qual seria a seleção de jogadores que atuaram no Rio Grande do Norte?" e na relação cita os goleiros Ribamar, Erivan (o preferido) e Manoelzinho.

Entre os homens de linha o velocista e ágil Panquela, batismo Alcides Ferreira de Lima (1939 - 2012), com passagens pelo ASA (1960/65 e 1967), Santa Cruz do Recife (1961), Central de Caruaru/PE, ABC (abril/1965 a março/66), o paraibano Nacional de Patos e a confirmar o Confiança de Aracaju (Sergipe).


FONTES/IMAGENS

A Ordem

Diário de Natal

O Poti

Tribuna do Norte

Diário do Nordeste

Diário de Pernambuco

Jornal Zona Sul

ABC FC

Alagoas 24 Horas

Blog do Antônio Morais

Blog Retratos e Perfis

Blog do Sorrentino

Futebol Nacional

Súmulas Tchê

7 Minutos

segunda-feira, 20 de abril de 2026

ABC contrata atacante do alagoano ASA de Arapiraca (I)

Seleção do Município cearense do Crato (1959/60): Bossué, Sílvio, Miguel, Couto, Armando, Laudemiro, Idário, Bebeto, Anduiá, Pedro e Panquela


Wilton Bezerra

Comentarista esportivo cearense*

HERÓIS MUNICIPAIS (24/3/2026)

- Nossos primeiros heróis de infância foram jogadores de futebol do Crato.

O ídolo maior, um centroavante goleador chamado Anduiá, do Esporte do Crato. Tinha também Panquela, um craque.

No Cariri nossas admirações foram Ângelo (goleiro), Sílvio (zagueiro raçudo), Idário e Bebeto.

Jornalista Wilton Bezerra

O Crato Atlético, time de Anildo Batista, "o Bode", tinha endereço na nossa rua.

O quase vizinho Idemar Xenofonte era o seu centroavante, o que nos fazia, também, torcer por ele.

A Liga Cratense de Desportos contava com outros filiados, como o Palmeiras, de seu Rosalvo, e o Magarefe, onde jogava um excelente extrema direita chamado Tonico, baterista do conjunto de Hidelgardo Benício.

As partidas do campeonato eram jogadas nos extintos "estádios" Wilson Gonçalves (do Esporte) e Pinto Madeira (do Cariri)...


*Wilton Bezerra é cronista da TV e Rádio Verdes Mares e Diário do Nordeste de Fortaleza

ABC elimina Santa Cruz EC do Torneio Início

Tricolor, com esta base, estreia no campeonato estadual, depois de ser eliminado na segunda partida do Torneio Início pelo ABC em cobrança de tiros livres devido empate sem gols nos 20 minutos de jogo


A edição vespertina da terça-feira (20/4/1965) dá publicidade ao Torneio Inicio programado para o dia seguinte e o Diário de Natal ainda noticia o surpreendente pedido de demissão do treinador do Santa Cruz Esporte e Cultura, o surinamês Roberto Rack. Ainda traz a saída do treinador do rubro-negro Clube Atlético Potiguar, depois de comandar dois coletivos, e a imediata contratação pelo clube coral.

Na manhã anterior o técnico estrangeiro havia entre a carta de demissão ao dirigente do departamento autônomo tricolor, Loreto Galvão Revoredo. O DN explica que no sábado Rack tivera um desentendimento com dois jogadores, um deles Burú, após a goleada abecedista em amistoso. Assim o treino antes do torneio foi conduzido pelo tenente Farias.

ABC campeão

O alvinegro levanta o troféu da competição oficial de abertura. Passa pelo Santa Cruz e Alecrim em cobranças de tiros livres e vence o Ferroviário com bola rolando: 2 x 0 (20 minutos). O Tricolor da Estrada de Ferro vence o RAC (1 a 0). O Sport Clube de Natal, do remo, vence o desfile.

O Santa Cruz estreia no campeonato estadual no domingo (25) com vitória sobre o Ferroviário (3 x 0), gols de Burú, Beto (penalidade máxima) e Tarcísio. (José Vanilson Julião)