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| SÃO CRISTÓVÃO (1975): CAMPEÃO DO TORNEIO ABELLARD FRANÇA |
Há 42 anos com a base e remanescentes do elenco em que fez dois amistosos em Mossoró o São Cristóvão de Futebol e Regatas conquista a Taça Abellard França.
A SERVIÇO DA REGIÃO METROPOLITANA E DO RIO GRANDE DO NORTE
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| SÃO CRISTÓVÃO (1975): CAMPEÃO DO TORNEIO ABELLARD FRANÇA |
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| O goleiro Otávio César (terceiro) e o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (quarto em pé) |
A imagem que estava guardada é esta aí de cima.
Com o goleiro Otávio César Corrêa Filho (hoje pastor no Rio de Janeiro), que defendeu o América e Riachuelo Atlético Clube, da capital potiguar.
E o zagueiro Joel Pereira Ribeiro (Vitória/ES, 1952 - Natal/RN, 2010), juvenil do Flamengo, Ferroviário-CE, ABC, América, Fortaleza, Botafogo/PB, Baraúnas e Treze.
O também identificado Triel (Sebastião Alves do Nascimento), zagueiro, foi do alviverde Goiás e do rival alvirrubro Vila Nova, ambos da capital Goiânia.
Estes três não estão na ficha técnica do jogo Baraúnas 1 x 0 São Cristóvão, gol de Nélio (contra), numa quinta-feira (14/2/1974).
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| Jogadores do São Cristóvão FR (RJ) |
A fotografia restaurada por inteligência artificial (IA) da original existente na sala de troféus, que conta a história do São Cristóvão de Futebol e Regatas, possibilita o esclarecimento necessário para tirar a dúvida do repórter.
A foto havia sido feita antes do atacante Jorge Luiz Sena, artilheiro revelação na época, começo dos anos 70, se apresentar ao Atlético de Madrid como contratado do clube espanhol.
A imagem, segundo a fonte, é referente a momentos antes da vitória do clube carioca sobre o Ferroviário mossoroense (0 x 3).
Na foto: roupeiro Toninho, diretor Cândido e entre os jogadores Nélio, Pandeirinho, Paulo César, Sena, Joel, Neném e Jairzinho (filho do Jair Rosa Pinto).
A fonte é o historiador Paulo Jorge: do departamento de comunicação do São Cristóvão.
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| "Copacaba" (quarto em pé) foi do Flamengo e veio do Ferroviário/CE para o ABC |
Como já indicado o atacante "Poty" (Arnaldo Costa e Silva) aparece no alvinegro Palmeiras Sport Club, três dias após a fundação (21/2/1918) participa do primeiro jogo (6 x 0 Flamengo), e na última semana de agosto do mesmo ano já não entra mais em campo.
Inclusive o jornal da capital do Estado da Paraíba, "O Norte", noticia que ele é um dos desfalques na segunda partida decisiva da Taça Paraíba contra o Royal.
A situação é indicativa de que o atleta estaria fora da cidade e coincide com a época em que se torna campeão do Torneio Início (1919) pelo América de Natal.
O apelido, derivado do gentílico "potiguar", não mais é citado no periódico da então cidade de Felipeia (João Pessoa a partir de 1930) ao menos até 1920.
A relação do "Poty" com o pioneirismo do futebol paraibano reaparece com a reportagem inédita do site "História do Futebol", do jornalista carioca Sérgio Melo.
Com este título: "America Foot-Ball Club (rubro-negro) – João Pessoa (PB): Bicampeão Paraibano em 1923 e 1925".
Não como jogador, mas como o árbitro de um jogo decisivo envolvendo o time americano e o Cabo Branco.
Entre a fundação na última semana de fevereiro e o mesmo período de agosto de 1918 o alvinegro Palmeiras Sport Club, da capital paraibana, havia realizado 11 jogos com sete vitórias, dois empates e igual número de derrotas, diz O Norte (domingo, 25/8).
Nesta mesma data da edição dominical o jornal informa que o Palmeiras e o Royal haviam empatado sem abertura de contagem e nesta mesma tarde decidem a posse da "Taça Paraíba", oferecimento do "senhor" Luiz Spinelli, com o resultado de 1 a 0 em favor do alvinegro.
Na seção "O Dia Esportivo" (quarta-feira 28) o impresso da capital Felipeia (João Pessoa a partir de 1930), informa que ao jogo no campo "do Roggers" não comparecem dois titulares palmeirenses, entre eles "o pavoroso Poty" (Arnaldo Costa e Silva).
O documentário "Miguel de Lima – goleiro de dois mundos" vai ter estreia neste sábado (29), às 16 horas, no Solar do Ferreiro Torto, em Macaíba, em exibição com entrada franca.
Com uma hora e vinte minutos, idealizado pelo jornalista Osair Vasconcelos e com direção de Vitor Marinho, conta a vida de Miguel Ferreira de Lima, que chegou a Macaíba criança, lá se tornou goleiro, jogou pelo Cruzeiro local, e atuou no Santa Cruz e Alecrim, em Natal, até transferir-se para o Vasco da Gama.
Em 1958, apenas quatro anos depois de sair de Macaíba, Miguel tornou-se campeão carioca, na disputa que entrou para a história do futebol brasileiro como o Super-supercampeonato. O título vem da série de jogos entre Vasco, Flamengo e Botafogo, repetidos à exaustão, até a equipe cruzmaltina superar os adversários.
Neste campeonato, Miguel de Lima, apesar de recém-chegado a São Januário, substituiu ninguém menos do que Barbosa, o goleiro da seleção brasileira na Copa de 1950.

Osair e o filho Vitor Marinho formam uma dupla
dinâmica na cinematografia potiguar
A partir daí, o goleiro macaibense consolidou a carreira no Vasco e, pouco depois, iniciaria a carreira internacional: Deportivo Cali e Milionários, na Colômbia; FC Köln, na Alemanha e Saint Louis Star, New York Generals e Cosmos, nos Estados Unidos.
No Cosmos, Miguel atuou como treinador de goleiros e tornou-se amigo de astros como Pelé, Beckenbauer, Neeskens, Carlos Alberto Torres, Chinaglia e Romerito.
Miguel de Lima foi também treinador em outras equipes norte-americanas e olheiro que descobriu grandes nomes do futebol nos Estados Unidos. Também organizou uma escolinha de futebol que se tornou famosa nos Estados Unidos e no Brasil, para onde trouxe muitas equipes de adolescentes para treinarem junto a clubes como o América de Natal.
Uma marca de Miguel em relação a Macaíba é que, mesmo no auge da fama, nunca deixou de visitar a cidade quando vinha ao Brasil.
Atualmente, Miguel vive em Pensacola (Flórida), junto com a esposa, Graça, cercado pelos filhos e netos. Seu nome consta do Hall of Fame da Saint Louis University como um dos 56 jogadores estrangeiros que implantaram o soccer (como o nosso futebol é chamado pelos norte-americanos) nos Estados Unidos.
O documentário levou quatro anos para ser finalizado. O roteiro se baseia numa entrevista de Miguel gravada em Natal e traz depoimentos de amigos do goleiro.
A realização do filme reuniu uma equipe de 13 profissionais. Além da reprodução de imagens cinematográficas da época, fotos de jornais e revistas dos lugares onde Miguel atuou, o documentário mostra imagens recentes gravadas com o goleiro em Macaíba e depoimentos de entrevistados nos Estados Unidos.