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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

A fotografia original americana publicada na PLACAR

América: Mingo, Valério, Gito, Tiê, Eugenio, Lico, Bebeto, Biro-Biro, Baica, Casquinha e Paloma


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada de 1992 o América desiste do campeonato brasileiro no primeiro semestre devido a uma crise administrativa e financeira.

Nos seis primeiros meses do ano se envolve apenas em 15 amistosos domésticos contra times e selecionais municipais amadoras do interior potiguar.

Ainda joga dois amistosos interestaduais (Campinense e Guarabira) e enfrenta os domésticos Desportiva do Vale e o tradicional rival do clássico local ABC.

No começo do segundo semestre enfrenta o Corinthians paulista pela primeira fase da Copa do Brasil, como campeão estadual do ano anterior, e perde duas vezes, em casa e fora, pelo mesmo placar: 3 x 0.

O Torneio Início do campeonato potiguar acontece na primeira semana de julho (domingo 5) e em dezembro o alvirrubro termina como o bicampeão potiguar.

A fotografia original que encima a postagem é a mesma publicada pela revista esportiva paulista "Placar", em circulação deste 1970.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A história da imagem americana de duas décadas

América/RN (2006): Joellan, Sandro, Fabiano Silva, Raniere, Fernandes, Robson; Renan, Paulinho Kobayashi, Leandro Sena, Adilson e Paulinho Marília/Facebook: Joelan Paulo de Medeiros Santos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia pode ser considerada uma raridade. Pelo ângulo pouco usual, meio que de lado, como se fosse uma "confusão" na configuração da pose dos jogadores com os mascotes.

A foto feita com os 11 titulares que iniciaram a partida, posicionados de frente para a torcida americana, ao lado das cabines de rádios, cadeiras especiais e numeradas do Estádio João Machado.

Pela leitura da composição da escala do treinador Luiz Carlos Martins o redator indica, categoricamente, que a foto é do primeiro semestre de 2006, precisamente pelo campeonato estadual.

Com os indícios disponíveis, jogadores e local da partida, o repórter conclui que se trata do jogo América 2 x 1 Alecrim (domingo, 12/2/2006).

Gols de Kobayashi (7), Rodolfo (16), ex-atacante do alvirrubro, e Adilson (27). Arbitragem central: Adonai Nagib de Carvalho França.

Para se chegar a data elimina-se os jogos em outros estádios (capital e interior) e as partidas sem participação do atacante Edilson.

Depois a checagem dos jogos em que ele participa com o cuidado de coincidir com os companheiros da imagem.

E verifica-se que entra em apenas um jogo ao lado de Joellan, revelação da base alvirrubra do começo da década (2004/05).


Cronista retrata o mundo fantasioso do futebol atual


FUTEBOL DE BOLA MURCHA

Tadeu Miracema


Definitivamente não é uma distração acompanhar os jogos no futebol brasileiro. Todos os envolvidos, sem exceção, têm a sua parcela de culpa.

Os árbitros são ruins e as regras (mal) interpretadas, cada um à sua “maneira ou interesse”; o VAR é uma VARgonha!

Os narradores (salvo raras exceções) estão mais para animadores de auditório; alguns comentaristas – principalmente os ex-jogadores – incorporaram palavras difíceis (ataque posicional, amplitude, entrelinhas, verticalidade, entre outras) para corroborar as análises táticas; e os comentaristas de arbitragem corporativistas.

Os técnicos querem chamar toda a atenção do espetáculo para si e estão mais preocupados com a arbitragem do que orientar seus comandados. Chegam ao absurdo de reclamações estapafúrdias sobre cobrança de lateral. Não está muito longe e vão reclamar até da cor da cueca do quarteto de árbitros.

Os componentes do banco de reservas apitam o jogo durante os 90 minutos e quase adentram em campo; dentro das quatro linhas, os “artistas do espetáculo” (parece mesmo um circo) tentam de toda forma ludibriar a arbitragem em lances bisonhos, mesmo sabendo que o VARgonha está de “olho”.

Ficam mais tempo cercando o árbitro do que marcando seu adversário. Levam uma trombada na barriga e caem no chão rolando com as mãos no rosto. Fazer cera, ao que parece, deve ser parte integrante do “treinamento tático e secreto”.

São cenas ridículas de um futebol que se diz profissional. Os atletas não colaboram dentro de campo para o bom andamento do jogo. Os “boleiros” se acham o suprassumo da inteligência e, alguns, da beleza. Uma parte deles está mais preocupada com suas tatuagens e com seus diferentes tipos de mechas de cabelo.

O “estrelismo e a soberba” quando vestem a camisa da Seleção é o reflexo do pífio resultado dentro de campo. Faz tempo que não somos os melhores e eles, jogadores, ainda não caíram na triste realidade da bagunça generalizada do nosso futebol – dos dirigentes aos atletas.

Uma grande parte de todas essas observações ocorre somente no futebol brasileiro. Acrescento que os dirigentes também deveriam participar da entrevista pós jogo quando seu time for beneficiado com o erro, não apenas quando é prejudicado. É uma hipocrisia descarada.

Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso de curtir e torcer pelo seu time com o radinho colado no ouvido. A emoção da transmissão nos levava pelas ondas do “dial” para dentro do estádio, imaginando lance por lance, detalhe por detalhe.

Os locutores nos traziam uma narrativa muito acima da realidade: um lateral próximo à sua área de defesa era um terror, tudo era dramático ao extremo, desligava e ligava o radinho a cada ataque contra meu time, esperava o grito de gol vindo do rádio em alto volume do vizinho que torcia pelo adversário.

Era um alívio ao ouvir aquele adorado "silêncio”... hoje, o excesso de jogos transmitidos pelas TVs mostra uma realidade morta. Além dos locutores, tínhamos ótimos trepidantes e comentaristas que tentavam traduzir, em três ou quatro minutos de intervalo, o que teria acontecido. Até hoje eles tentam, na verdade.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante para qualquer esporte, pois sem ela tudo seria sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo. Fora de campo falta unidade entre os clubes e a classe desportiva em geral.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

América/RN passa pelo GAS na Copa do Brasil

O atacante Vanilson, do GAS, é xará do redator

O América vence o Grêmio Atlético Sampaio de Roraima, do treinador português Paulo Jorge Diogo Morgado.

O alvirrubro avança para a terceira fase e aguarda o vencedor de Ivinhema, de Mato Grosso do Sul, e Volta Redonda/RJ (quarta-feira, 4 /3).

E fora das quatro linhas fica de olho, nesta quinta-feira (26), no resultado do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) no Rio de Janeiro. 

Em que espera a confirmação do pleno do TJD da FND, que devolveu os 18 pontos conquistados na primeira fase do campeonato potiguar.

Com isso conseguiu o primeiro lugar na classificação geral com o ABC em segundo. O alvirrubro e o alvinegro esperam os dois classificados para as semifinais.


FICHA TÉCNICA

América 3 x 0 GAS

Árbitro: Paulo Roberto Alves Júnior/PR

Público: 5.451 pagantes (5.584)

Renda: R$ 136.383,00

Gols: Cassiano 37'''24 , Souza 45'15 (pênalti) e Alexandre Aruá 19'54/2

América: Renan Bragança, Lucas Mendes (Ricardo Luz), Lucas Rodrigues, Renzo, Evandro, Carlos Coppetti (Judson), Alexandre Aruá, Souza, Alisson Taddei (Augusto Galvan), Cassiano (Joãozinho) e Salatiel (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

Grêmio Atlético SampaioKatê, Vitinho, Albert González, Gabriel Gonçalves (Werick), Matheus Velasque, Diego Chapa (João Cardoso), Railson Queiroz (João Vitor), Digão, Eric Bahia (Weslem França), Elmi (Lucas Forneles) e Vanilson. Treinador: Paulo  Jorge Diogo Morgado

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (II)

Antonio Ibiapino de Souza na linha atacante do Salinistas campeão municipal mossoroense em decisão com o CID na temporada de 1960

Zezinho Ibiapino, irmão de Antonio, no
Galo da Borborema de Campina Grande

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O antigo jogador e ex-massagista do Potiguar de Mossoró, Antônio Ibiapino de Souza, de 89 anos, está em franca recuperação hospitalar há algum tempo, e pode ter alta médica a qualquer momento, desde que os cuidados adequados venham a acontecer e ser proporcionado o deslocamento para casa.

Ibiapino foi internado numa unidade hospitalar em dezembro do ano passado com problemas respiratórios. Com melhoras agora a filha Lúcia Maria de Souza apela pelo auxílio dos amigos para contornar as despesas com a possibilidade do pai ser assistido em casa por uma equipe médica e de enfermagem.

No que se convenciona chamar um atendimento "HOMECARE" com a assistência e uso de equipamentos modernos e adequados, tipo "BIBAP". Quem se dispor a ajudar com contribuição financeira, de qualquer quantia, o PIX disponibilizado é 32532725400.

Ibiapino jogou pelo Salinistas, Potiguar, Baraúnas e Seleção de Limoeiro do Norte (Ceará). Era seu irmão o atacante mossoroense José Ibiapino Filho, falecido aos 83 anos (2014).

E que começou a carreira em times da cidade natal, passou pelo ABC (1951), Treze de Campina Grande (1952), Campinense Clube, Náutico do Recife e Ceará Sporting de Fortaleza (Fonte: O Gol).


segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Campanha em favor de antigo jogador mossoroense (I)

Potiguar: Antonio Ibiapino, Tiquinho (falecido), Mazinho, Onesimar Carneiro, Manoel Ananias, Jocelito, Biola; Aldivan, Silva (falecido), Pinto, Cícero Ramalho e Chiquinho (falecido)/Acervo: Onesimar Fernandes Carneiro


O diretor da Associação de Garantia ao Atleta Profissional do Rio Grande do Norte (AGAP/RN), Onesimar Fernandes Carneiro, divulga, a pedido da família, 
a campanha humanitária em favor de um antigo jogador mossoroense.

Desta vez os amigos podem colaborar para a recuperação do querido Antonio Ibiapino de Souza, que também trabalhou nos anos 80/90 como massagista da Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

O representante da AGAP em Mossoró, o ex-zagueiro Onesimar, foi um dos atletas locais que conviveram com Ibiapino, que vestiu a camisa alvirrubra e também jogou pelo "Salinistas" no começo dos anos 50.

Ibiapino está internado em um hospital local, em recuperação de tratamento médico, e precisa da ajuda de amigos para a medicação e a recuperação continuar em casa, com aparelhamento, tecnologia moderna e adequada.

Zacarias jogou por três clubes amadores das Rocas

Estádio Senador João Câmara teve iluminação instalada pelo ex-prefeito Álvaro Dias

O fiel leitor Antonio Paulo comenta em rede social sobre a postagem anterior com o tema da conquista do campeonato estadual juvenil pelo ABC (1965) com o recém falecido professor Zacarias Anselmo da Silva como atacante em campo:

"Um pequeno esclarecimento: Zacarias jogou no Nacional e Racing, mas é cria do Palmeiras. Começou no juvenil, depois aspirante e titular, juntamente com Elsinho, as grandes promessas das Rocas."

O "Elsinho" é o ponta-direita Helson de Assis Bezerra (portanto não se trata de Elson Germano), alvo da série "A revelação do Globo joga amistoso pelo ABC" (primeira semana de novembro/2025), levado para a cidade de Santos por um tio.

Já o Zacarias, depois de uma pausa nas reportagens esportivas, reaparece no Diário de Natal (Sexta-feira, 8/9/1967): Portuguesa 4 x 1 Racing (segunda divisão amadora). Zacarias marca o gol do tricolor do bairro das Rocas.

O jogo no dia anterior no Estádio Senador João Câmara, de surpreendente resultado, é conduzido por árbitros do quadro da Federação Norte-rio-grandense de Futebol: Luiz Meireles da Silva (central), Nelson Luzia da Silva e José Santos (auxiliares de linha).

O Racing ganha mais duas partidas em novembro pelo mesmo placar (4 x 0): Araruna (sábado 11), com dois gols de Zacarias e Wellington Ramos como árbitro principal; e Náutico (sábado 25), com Zacarias anotando mais um gol e arbitragem de Luiz Barbosa, o popular "Izinho".