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terça-feira, 1 de setembro de 2026

Falece o zagueiro do América de Natal Mário José Braga

América (1973): Zé Emídio, Ubirajara, Cosme, Mário José Braga, José Carlos Paúra, Gilson Porto, Careca, Santa Cruz, João Daniel e Almir no Estádio Castelo Branco

Há pouco mais de uma hora faleceu nesta capital, em uma casa de repouso, o ex-jogador do América de Natal Mário José Braga. O craque estava com Alzheimer.

Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim chegou ao alvirrubro e fez parte do excelente elenco da primeira metade dos anos 70.

Pelo clube vermelho o primo do cantor e compositor Roberto Carlos Braga foi campeão da Taça Almir (1973), bicampeão da Taça Cidade de Natal (1974/75) e bicampeão estadual (1974/75).

A informação do passamento do craque natural do estado do Espírito Santo partiu do ex-jogador e memorialista José Ribamar Cavalcante. (JVJ)

Rara fotografia do goleiro Floro no Ferroviário recifense

RARA IMAGEM DO GOLEIRO POTIGUAR FLORO NO FUTEBOL RECIFENSE

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Durante uma série de reportagens sobre goleiros artilheiros procurei, sem sucesso, uma imagem com o goleiro potiguar Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) no Ferroviário do Recife.

Esta semana sem querer achei uma fotografia raríssima do jogador norte-rio-grandense no clube pernambucano e com passagens pelo Ferroviário de Natal, ABC e América/RN.

O repórter não conhece nenhum atleta do time titular acima, exceto o próprio arqueiro natural da cidade de Macau (litoral norte ou região salineira).

Como também o centroavante pernambucano Fernando Camutanga, com grade curricular nos três grandes (Santa Cruz, Náutico e Sport), Central, Clube do Remo e Tuna Luso.

Floro jogou no Ferroviário natalense de 1962 a 1968. Neste ano chegou ao ABC e permanece até 1971.

Retorna a Natal e no segundo semestre de 1972 defende o América no campeonato nacional da primeira divisão (equivalente a Serie B).


NOTA: a imagem é reproduzida do site "Súmulas Tchê" (seção "Galeria da Bola - Memória Visual")

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (FINAL)

Na ponta Sena (pai do ex-jogador Leandro Sena) no Bahia na temporada 1981/82

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O público presente ao segundo jogo do São Cristóvão deixou na bilheteria do Estádio Manoel Leonardo Nogueira Cr$ 11,500,00 (quinta-feira, 14/2/1974).

O Baraúnas vence o clube carioca com gol contra de Nélio. A partida foi arbitrada por José Pereira, o mesmo de Ferroviário 0 x 3 São Cristóvão (domingo 10).

Formação local: Souza, Edvaldo, Tito, Elói, Batista, Zé Maria de Oliveira, João Cunha, Vadinho (Humaitá), Mano (Alfredo), Maia e Silva.

Visitante: Jair, Luiz, Nélio, Nenê, Peixinho, Padeirinho, Joel "Copacabana" Ribeiro, Milton, Sena, Madeira e Jairzinho (Santos).

A suposta filiação do ponta-esquerda Jairzinho como descendente do antigo craque Jair Rosa Pinto não é confirmada na pesquisa.

Folha de São Paulo, quando da morte de J. R. Pinto (Quatis/RJ, 21/3/1921 - Rio de Janeiro, 28//7/2005), indica dois filhos, um deles Luiz Antônio.

No time do São Cristóvão destaca-se o artilheiro Jorge Luís Sena (pai do treinador Leandro Sena), vendido no primeiro semestre de 1975 para o espanhol Atlético de Madrid e repassado três meses depois ao Rayo Valecano.


FONTES

Folha de São Paulo

Terceiro Tempo

Tricolor do Oeste


O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (VIII)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O segundo jogo amistoso interestadual do clube carioca em Mossoró acontece na mesma semana e quatro dias após a estreia com vitória  (3 x 0) sobre o Ferroviário local (domingo 10).

O jogo contra o Baraúnas (quinta-feira, 14/2/1974) acontece há quase um mês da estreia do tricolor do Bairro 12 anos no I Torneio Estadual (vencido pelo ABC).

A competição envolve o rival alvirrubro Potiguar e os clubes da capital, ABC, Alecrim, Atlético, Riachuelo, Ferroviário de Natal e Força e Luz, exceto o América, ativo no campeonato nacional.

A ficha técnica da partida no destruído Estádio Manoel Leonardo Nogueira (inaugurado em 1967) é encontrada no blog do soldado José Maria das Chagas.

A curiosidade: o árbitro central, José Pereira, é o mesmo que conduziu o jogo São Cristóvão x Ferroviário.

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (VII)

Ficha técnica do histórico amistoso. Nota-se na
ponta-esquerda o "Jairzinho" motor da série

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A série inédita aponta no começo que o primeiro jogo do São Cristóvão Futebol e Regatas termina com o placar elástico favorável ao clube carioca.
A informação de uma página de rede social não oficial dedicada ao clube se vale do falecido historiador carioca Raimundo Quadros, notório torcedor da agremiação do bairro do mesmo nome na Zona Norte do Rio de Janeiro.
Assim o time alvo havia vencido o tricolor Ferroviário mossoroense por 3 a 0 (quinta-feira, 14/2/1974).
Mas no meio do caminho uma informação errada de um correspondente do semanário dominical natalense O Poti (17/2) põe em cheque os dados informando o marcador de 2 a 0!
A salvação da lavoura aparece com uma fonte secundária, o site "Arquivos do Futebol Brasileiro" (2/11/2019), pelo produtivo pesquisador paulista Júlio Bovi Diogo.
Quando reproduz a ficha técnica ou súmula do amistoso interestadual, tendo como fonte o também falecido pesquisador mossoroense Olismar de Medeiros Lima.
Na época o Ferroviário preparava-se para decidir o terceiro turno do campeonato municipal com o rival alvirrubro Associação Cultural e Desportiva Potiguar (ACDP).

segunda-feira, 31 de agosto de 2026

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (VI)

O São Cristóvão atuou neste estádio, em Salgueiro/PE, dias antes do Ferroviário mossoroense e o Baraúnas

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor Milton Oton Vale, morador do bairro de Vila Isabel, escreve ao "Jornal dos Sports" e dá a pista da esquecida ou pouco lembrada excursão nordestina do São Cristóvão Futebol e Regatas.

Na seção de cartas "Bate Bola" (terça-feira, 12/2/1974) a correspondência com o título "Cri Cri está aí" indica o segundo amistoso em Salgueiro, interior pernambucano.

O correspondente do "Diário de Pernambuco", J. Machado Freire, prevê grande renda como ocorrera com o misto do Botafogo (janeiro/1973), após a abertura do Estádio Cornélio de Barros (maio/1972).

O time "Cadete" empata (2 x 2) com o Atlético salgueirense (domingo, 10/2/1974). De Salgueiro o elenco carioca segue para Mossoró/RN.

O primeiro jogo aconteceu em Juazeiro, na Bahia, do lado direito do Rio São Francisco, oposto a Petrolina/PE.

Curiosamente com derrota pela contagem mínima diante do Olaria juazeirense!


FONTES

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Poti

Jornal dos Sports

Tribuna do Norte

Futebol 80

Wikipedia

O xará do "Furacão da Copa" em Mossoró (V)

Time "Cadete" na decisão do torneio: Peixinho, Badu, Alberto, Neném, Jair, Padeirinho, Nélio, Almir, Henrique, Jorge Madeira, Sena, Zé Paulo e Júlio Marinho/Imagem: Blog Tadeu Miracema

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A coluna do correspondente mossoroense, "Jornal do Oeste", traz a nota sobre os dois amistosos diante do Ferroviário local e do Baraúnas, os dois tricolores de Mossoró, no semanário "O Poti" (domingo, 17/2/1974).

Ao contrário do historiador do São Cristóvão de Futebol e Regatas, Raimundo Quadros, que anuncia o placar de 3 x 0 em favor do clube carioca no primeiro jogo, o jornal dominical indica o marcador com um gol a menos.

Mas RQ acerta no placar mínimo no jogo da despedida, com derrota para o Baraúnas, gol contra de Nélio, um dos jogadores campeão,  dali a um ano, do Torneio Abelard França (16/2/1975), no então maior estádio do mundo.

Para a imprensa carioca o São Cristóvão faz a excursão nordestina incógnito. A pesquisa não encontra uma notinha minúscula sequer nos jornais do Rio de Janeiro.

Nem no especializado "Jornal dos Sports". Tampouco em três diários acessados na Biblioteca Nacional Digital: "Jornal do Brasil", "Correio da Manhã" e "Diário de Notícias".