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sexta-feira, 5 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (IV)

Formação contra o Nacional de Patos: Lucine, Celimarcos, Calado, Vavá, Toinho, Galego Chico, Rômulo, Mário Lemos, Nêgo, Joquinha e Nino

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A cobertura do enviado especial do Diário de Pernambuco (terça-feira, 4/9/1962), Viriato Rodrigues, para o amistoso interestadual Esporte/PB 1 x 1 Sport/PE (domingo 2), rende duas reportagens e duas notas secundárias.

O caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS entra nos minutos finais do segundo tempo em lugar do meia-direita Sarará e dá o passe para o ponta-esquerda carioca Elcy marcar o suposto gol do visitante no campo do "Ginásio".

O Estádio Municipal José Cavalcanti viria a ser inaugurado com o amistoso doméstico envolvendo o clássico local (redundância proposital), o alvirrubro Esporte 1 x 2 o alviverde Nacional (29/11/1964), gols de Nêgo e Dissor (dois).

O vice-presidente administrativo do rubro-negro Sport Clube Recife estranhou o sumiço ou desaparecimento inesperado do jovem Chagas para acertar o teste definitivo, provavelmente com um estadia de meses fora do RN.

O atacante Sales inaugura o placar no primeiro tempo. E o atacante uruguaio Betancourt, com chute violento, iguala aos 14 da etapa complementar (a fonte primária diverge da secundária).

Devido o adiantado da hora, quase noite, o árbitro pernambucano Nelson Bento de Oliveira, que acompanha a delegação rubro-negra, encerra 23 minutos antes dos 90 minutos regulamentar.

A situação gerada pelo presidente Juscelino K. de Oliveira, esperado para o pontapé inicial (15h45), chega atrasado (16 horas) e não comparece ao campo. Os auxiliares do juiz central: Pedro Correia e Juarez Veras.

AS EQUIPES

SPORT: Walter, Sinval, Alemão, Leduar, Tomires, Dodô, Laxixa (Traçaia), Sarará (Chagas), Djalma (Renato), Betancourt e Eloy.

ESPORTE: Canário, Necildo, Perequeté, Cícero, Zito, Galego Chico, Sales (Mazinho), Nêgo, Zéu Palmeira (não é parente nem do dirigente, tampouco do treinador recifense), Arlindo e Aderaldo.


FONTES/IMAGENS

Almanaque do São Paulo

Diário de Pernambuco

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol 80

Futuro Sport Clube Recife

Gremiopedia

Lenivaldo Aragão

Manchete Esportiva

O Gol

Revista do Esporte

Revista da Semana

Rildo Tomaz da Silva

SPFCpedia

Só Esporte 

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Verdazzo

Wikipedia


O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (III)

SPORT (1958): Bria, Manga, Osmar, Nicolau, Zé Maria, Nei Andrade, Traçaia, Pacoti, Walter, Soca e Elcy

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois do amistoso interestadual Sport Clube Recife 2 x 0 Treze (quinta-feira,  30/8/1962), em Campina Grande/PB, o rubro-negro da capital pernambucana empata com o Esporte de Patos: 1 x 1 (domingo, 2/9/1962).

Os jogos são reportados pelo enviado especial do "Diário de Pernambuco": jornalista Viriato Rodrigues. Acompanha a delegação o vice-presidente administrativo do rubro-negro, Antônio Palmeira.

O dirigente pernambucano foi quem pediu para o treinador José Mariano Carneiro Pessoa, o "Palmeira" (portanto não são parentes) incluir o amador potiguar no amistoso.

O atacante caicoense Francisco Canegundes das CHAGAS entra no lugar de "Sarará". E dá o passe para o gol do ponta-esquerda carioca Elcy.

A reportagem que traça o perfil de Chagas somente erra num ponto. Provavelmente pela memória e falta de fonte.

O Sport não seguiria para um torneio amistoso internacional dias depois a estadia na cidade de Patos.

Participou da competição em Nova York (Estados Unidos da América) no ano seguinte. São seis jogos entre maio-junho de 1963 (duas vitórias, dois empates e igual númerode derrotas).


quinta-feira, 4 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (II)

Fotografia rara do selecionado tricolor seridoense com o personagem/TV Futbola

O
autor da reportagem publicada na página esportiva de um jornal desconhecido é pródigo em elogios ao desempenho futebolístico do sapateiro caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS.
Do excelente perfil se tira alguns dados pessoais, além da profissão e os nomes dos pais (Joaquim C. dos Santos e Maria Arthemia).
Dona "Binha", a mãe, segundo o repórter incógnito, teria sido a motivação para o atacante amador "fugir" do teste do Sport Clube Recife no começo dos anos 60, depois de participar de um amistoso pelo rubro-negro da capital pernambucana.
O pai, conhecido pelo apelido de "Duda", também foi meia-atacante famoso no futebol seridoense, já era falecido na época da entrevista.
Como o recorte do jornal não dá margem a ampliação das fotos da parede da oficina da sapataria o blog encontra uma rara fotografia divulgada em redes sociais com o Chagas numa seleção caicoense dos anos 60. (JOSÉ VANILSON JULIÃO)

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (I)


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O assunto do dia pode surgir de qualquer lugar na rede.

Pode ser de um portal, site ou blog dedicado ao futebol.

Ou de alguma mídia eletrônica atrelada ao jornalismo impresso.

Como também de um comentário do fiel leitor.

E ainda guardado na memória e algo provoca a lembrança.

Mas tem tema listado na pauta pré estabelecida aguardando novidade.

Porém há caso que aparece inesperadamente.

Até mesmo de grupo de rede social: Facebook ou Instagram só pra citar dois exemplos.

Entretanto o "zap" necessita de atenção. Numa postagem surpreendente aparece a bola da vez.

Em uma turma de veteranos do município de Cerro-Corá/RN o amigo Rogério Leandro é o causador.

Posta o recorte de uma página de jornal não identificado com o perfil de um antigo jogador de futebol amador seridoense.

O personagem dos anos 50/60 vem da cidade de Caicó, a "Rainha do Seridó" (a "princesa" é Currais Novos): o sapateiro Francisco Cunegundes das CHAGAS!




A confraternização dos jogadores potiguares aposentados

Juvenil americano da segunda metade dos anos 70: Gilton, Alvamar, Nilton, Hélio, Sérgio Poti, Deoclécio, Espaguete (massagista), Luizinho, Nininho, Mário, Janilson e Cabral

A rara imagem acima não é a fotografia original, mas um recorte de um jornal da cidade. Trata-se da equipe juvenil do América de Natal no final dos anos 70, ali por 1979.
Onesimar (terceiro) com os
amigos de Natal e Mossoró

A foto já foi reproduzida, colorizada, na postagem "Quando a base americana era aproveitada" (sábado, 25/4/2026). Pertence ao acervo do memorialista José Ribamar Cavalcante, via blog No Ataque.
A maioria destes atletas subiu para o time de cima do alvirrubro, como lateral Gilton, o zagueiro Nilton, o meia Hélio e o falecido volante Luisinho.
Coincidentemente os citados passaram pelo Alecrim Futebol Clube. Inclusive Nilton sempre aparece nas confraternização com os antigos jogadores natalenses, vestindo a camisa do clube de coração, o Botafogo de Futebol e Regatas.
Na foto abaixo ele observa a movimentação dos amigos no mais recente encontro, sábado passado, nas dependências do Jiqui Country Clube, depois da Zona Sul da capital potiguar, em município limite da região metropolitana.
Quem também compareceu ao encontro social anual foi o diretor da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais (AGAP), vindo de Mossoró/RN, Onesimar Fernandes Carneiro. Na imagem ele está com os amigos Pedrinho, Ivan Silva, Onesimar (terceiro), Cacau, Gaúcho e Joel Celestino.
Também presentes o presidente da AGAP, Edmilson Lima, e o diretor Álvaro, que recepcionaram o visitante, o ex-jogador e médico carioca Afonsinho, ex-meia do clube da Estrela Solitária.
Aspecto e panorama da confraternização anual com o Nilton observando a paisagem com a camisa alvinegra do "Glorioso" clube do Rio de janeiro



quarta-feira, 3 de junho de 2026

Liga mossoroense recorre da decisão sobre extinto estádio

Jornalista e advogado Edson Lobo

A assessoria jurídica da Liga Desportiva Mossoroense irá interpor recurso de apelação contra a sentença que julgou improcedente a ação relacionada à reversão do Estádio Manoel Leonardo Nogueira ao patrimônio do Município de Mossoró.

A defesa entende que a decisão merece reforma pelo Tribunal de Justiça/RN, especialmente em razão do julgamento antecipado da causa sem a produção das provas requeridas, da ausência de enfrentamento adequado de questões relativas ao Processo Administrativo nº 0122/2021 e da interpretação adotada quanto à cláusula de reversão constante da escritura de doação do imóvel.

Segundo os advogados da Liga o próprio juízo reconheceu que o estádio foi efetivamente construído e que a entidade não foi formalmente extinta. Ainda assim a sentença adotou entendimento que será objeto de impugnação em grau recursal.

A Liga reafirma que permanece juridicamente existente, com CNPJ ativo, representação processual regularmente constituída e pleno exercício de suas atividades institucionais.

Todos os fundamentos jurídicos serão submetidos à apreciação do Tribunal de Justiça, que terá a oportunidade de reexaminar a matéria em sua integralidade.

A história do Nogueirão ainda não terminou. A discussão seguirá pelas vias legais e democráticas, com absoluto respeito às instituições e confiança na Justiça.

O primeiro clássico fora da capital potiguar (FINAL)

Fotografia rara do Alecrim Futebol Clube no Estádio Municipal Djalma Marinho

O inédito clássico no interior do Rio Grande do Norte, Alecrim 2 x 3 ABC (22/4/1984), e a atração dominical no Estádio Djalma Marinho (Nova Cruz).

No dia seguinte o treinador Ferdinando José de Araújo Teixeira assume o comando técnico do alvinegro.

Walter Oliveira, da Rádio Curimatau, descreve a expectativa na cidade antes do jogo em reportagem para o Diário de Natal.

O amistoso rendeu em torno de 135 mil cruzeiros para um público superior a 1.875 torcedores pagantes no estádio Municipal.

A imagem acima, publicada no Blog "O Tempo e a Bola", de Guarabira/PB, originou a pesquisa sobre o primeiro clássico natalense fora da capital norte-rio-grandense. (José Vanilson Julião)