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| Rua da Quitanda: Centro do Rio |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
Como visto a italianinha Itala Toselli (1906 - 1942), nascida em Nova Cruz, interior potiguar, da união do italiano da Ilha da Sardenha, Giovanni Baptista Toselli (Cagliari, 14/91879 - Rio de Janeiro, 10/8/1921), está eternizada no futebol como homenageada no segundo troféu ou taça ganha em competição oficial pelo América-RN (1919).
Quando Giovanni nasceu, o pai, Guglielmo Toselli, tinha 38 anos e a mãe, Doloretta Nobilioni, 25. Ele gera quatro filhos e seis filhas com a norte-rio-grandense Herotides Santiago.
Em abril de 1920 a família ainda se encontrava no Nordeste. Atesta o movimento portuário do vapor "Itaquera" entre o Recife e Natal. Como passageiros Toselli e Itala.
O correspondente potiguar da seção "Diário no Rio Grande do Norte" (quinta-feira, 17/6) dá nota do contrato de casamento entre Angelino Porró e Marcina, uma das filhas do Toselli.
Em 18 de julho a correspondência publicada quatro dias depois no Diário de Pernambuco indica a viagem do Toselli no vapor "João Alfredo" para o Rio de Janeiro.
Na segunda semana de agosto/1921 ele se mata com um tiro no ouvido, no escritório da firma pernambucana Julio Von Shohsten, na Rua da Quitanda, Rio de Janeiro, como um dos envolvidos no escândalo do desvio de 250 contos de reis (em torno de R$ 6 milhões) do Banco do Brasi.
Um dos pivores da tragédia é o Angelino Porró, gerente das Indústrias Reunidas Norte do Brasil (tecelagem e viação), com sede na Rua Junqueira Aires, no bairro da Ribeira.
JB Toselli, que residia no bairro da Tijuca, na Zona Norte do Rio de Janeiro, tinha um seguro de vida pela Companhia Sul América no valor de 19:565$000 contos.
O escândalo correu as páginas dos jornais diários e das revistas cariocas.
FONTES
Almanaque Laemmert
A Noite
A Província
A Rua
Diário do Natal
Diário de Pernambuco
O Combate
O Imparcial
O Malho
O Paiz
Revista da Semana
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