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quarta-feira, 8 de abril de 2026

O curioso recorte de jornal com elenco americano

América/RN (2004): Naldo (roupeiro), Rodrigão, Barata, Gino, Ewerton, Romildo, Vereador (preparador físico), Baê (torcedor), Helinho, Adriano Fernandes, Fabinho Fontes, Renatinho Potiguar, Luiz Fernando e, por último, não identificado (apontado como sendo Nailson)

Nailson Gomes

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nos blogs, sites e portais esportivos, uns bem conhecidos, outros nem tanto, o internauta pode visualizar imagens originais, em preto e branco ou coloridas do América de Natal.

Mas aparecem, em redes sociais, fotografias como recortes de jornais. Caso da raridade acima lembrada pela perda do tricampeonato estadual para o Potiguar (Mossoró). E rebaixamento para a série C.

Não lembro a fonte e quem identificou os jogadores. Há um erro na identificação de apenas um jogador. O ponta-esquerda é identificado como Nailson.

Quem passou pelo América foi o atacante pernambucano Nailson da Silva Gomes (Serra Talhada, 12/7/1972) nas temporadas 2000 e 2002 (Fonte: O Gol). Com passagens pelo Náutico, Centro Sportivo Alagoano e Clube do Remo.

Participa de dois amistosos no começo da temporada, Copa do Nordeste e campeonato potiguar. E totaliza 18 gols com a camisa vermelha (Fonte: Futebol 80).

Vamos ver se o amigo, o zagueiro Romildo Nogueira da Silva, esclarece quem é o atleta na ponta-esquerda em jogo no Estádio João Machado, no primeiro semestre.

terça-feira, 7 de abril de 2026

ABC quebra a invencibilidade americana na temporada

Os jogadores fizeram o papel esperado pelos
torcedores, mas o personagem da rodada é o
treinador Wagner Dias/Guilherme Drovas

O América não reedita as boas performances das recentes partidas, na simultaneidade das duas competições que disputa, da mesma forma que o ABC, que atua de forma contrária e surpreendente.

O alvinegro jogou para a frente, como antecipou o treinador, sem se descuidar da defesa. O alvirrubro em campo demonstrou o feijão com arroz costumeiro, dependendo da bola parada e dos vislumbres dos meias.

O resultado não muda o cenário radicalmente na primeira fase da Copa do Nordeste. O time americano eva equipe abecedista agora ocupam a terceira posição em seus grupos.

A derrota transforma a estatística recente de jogos para o América: perde invencibilidade de 16 jogos (nove vitórias e sete empates) desde o começo do ano.

Entre os rivais, no ano, agora são três empates e uma derrota vermelha. Ainda tem mais dois jogos pela primeira fase da Série D. Com o detalhe de que Wallyson Ricardo marca o gol número 14 no clássico natalense

No Canal do Benja trocaram a "execução" do Hino americano, o de 1973, autoria Behring Leiros (letra) e Hilton Acioli (música). Cantado errado pelo cantor potiguar Gilliard Cordeiro. Os internautas reclamaram.


FICHA TÉCNICA

América 0 x 3 ABC

América: Renan Bragança, Lucas Mendes, Lucas Rodrigues, Renzo, Charles (Evandro), Judson, Alexandre Aruá (Antônio Villa), Souza, Alisson Tadei (Josiel), Cassiano (Joãozinho) e Wellington Tanque (Paulinho). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Marques, Wellington Carvalho, Lucas Souza, Dudu Mandai, Edson (Jonathan), Geilson (Randerson), Jhosefer (Luiz Fernando), João Pedro, Wallyson (Bruno Leite) e Igor Bahia (Lima). Treinador: Waguinho Dias

Árbitro: Antônio Dib Moraes de Souza/PI

Gol: Lucas Marques 11, Jhosefer 44 e Wallyson 38/2

Público: 6.018 (6.255)

Renda: R$ 198.187,00

Torcedor alecrinense escreve sobre ídolo abecedista

Chico Potengi e Silvério Varela dos Santos

SILVÉRIO*

O jovem que aparece ao meu lado é o ex-jogador Silvério. Na última terça-feira (1/9) o encontrei no bairro do Alecrim.

Imediatamente fiz a foto e uma postagem em um grupo de "WhatsApp. "Choveu" comentários, todos positivos, sobre este grande jogador, norte-rio-grandense nascido na cidade de Are, onde "vévi" atualmente, trabalhando na Prefeitura local.

Silvério, hoje com 42 anos (com cara de "minino"), deixou o futebol há dez anos. Me contou que, apesar de deixar o futebol profissional, continua dando apoio em um time de Parnamirim, e outros de bairros de Natal.

Craque no Alecrim e ABC, jogando ao lado de Pantera, Zito, Ivan e Zinho, o rapaz chegou no "Mais Querido" e foi para o banco. Entrou numa partida substituindo Odilon.

O jogo foi ABC 4 x 1 Potiguar de Currais Novos. Ele marcou um gol. Quinho e Zinho completaram o placar para o time de Natal.

No segundo jogo, no clássico ABC 2 x 1 América, ele fez o segundo aos 44 minutos do segundo tempo. Zito havia feito o primeiro gol.

O técnico Nereu Pinheiro tratou logo de arranjar vaga permanente para o rapaz. Isso no começo dos anos 90. Depois Silvério foi para o Guarani de Campinas e Rio Branco de Americana. Ambos no interior de São Paulo.

Alguns torcedores do ABC me lamentaram que, hoje, o time alvinegro não tenha mais jogadores com sua garra e amor a camisa. (Chico Potengi)


*Artigo publicado no Blog Chico Potengi (5 de setembro de 2015). O ex-jogador Silvério Varela dos Santos é um dos atletas da rara fotografia do Alecrim em jogo contra o ABC (26/2/2004).

segunda-feira, 6 de abril de 2026

Mais uma rara fotografia do Alecrim Futebol Clube

Alecrim Futebol Clube (2004): Adil, Neneca, Alexandre, Chapinha, Gilmar, Andrey Valério (treinador), Silvério, não identificado, Zé Roberto, Caquinho, Sorriso e Carlinhos (mordomo)

Existem dois sites com muitas fotografias dos principais e tradicionais clubes de Natal (ABC, América e Alecrim): Blog de "Zé Duarte" e "Anotando Futebol".
Mas as redes sociais são uma mina para se encontrar imagens, mesmo sem identificação dos jogadores, sendo preciso recorrer aos internautas e torcedores veteranos (alô turma das Rocas!) para identificar os nomes.
E muitas vezes quem aparece para socorrer os blogueiros "esportivos" são profissionais que estiveram na orla do gramado: ex-jogadores e treinadores.
Como exemplo recente o técnico Andrey Valério Silva, com passagens na seleção brasileira de futebol de praia, e que treinou o Alecrim pela primeira vez em 2004.
Valério informa que é do jogo pelo campeonato estadual, no "João Machado", Alecrim 1 x 1 ABC (quinta-feira, 26/2/2004), gols de Márcio Carioca e Naldinho (Alecrim), perante 1.426 torcedores.
O redator esqueceu de perguntar o motivo. O técnico caicoense Andrey Valério observou que está faltando o centroavante esmeraldino no flagrante da partida noturna pela sétima rodada da primeira fase do primeiro turno.
Entre sete participantes (Grupo A) o Alecrim termina em sexto (dez pontos em 12 jogos) e não se classifica.
O lanterna, com quatro, é o rubro-negro Clube Atlético Potengi, no acrônimo CAP e nas cores clone do antigo Clube Atlético Potiguar (antigo Centro Esportivo Natalense, CEN, de 1918).
Na temporada o Alecrim não participa da primeira edição da Copa Rio Grande do Norte. (JVJ)

Fontes/Imagem

Bola na Área

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol Retrô

O Gol


NOTAS EXTRAS

FRASE: Marcos Lopes (locutor esportivo): - Protestar e pedir a saída de um dirigente é um ato aceitável. Ameaçar de morte, depredar o patrimônio do clube e pichação na residência do presidente Eduardo Machado ultrapassa todos os limites e passa a ser um caso de Polícia...

VERMELHO E PRETO: América e ABC se enfrentam pela quarta vez este ano. Agora pela primeira fase da Copa do Nordeste.

Na noite desta terça-feira o time americano defende invencibilidade de 16 jogos oficiais (nove vitórias e sete empates) em quatro meses.

O alvinegro precisa se reabilitar dos revezes seguidos no Estadual, Copa do Brasil, Copa do Nordeste (um ponto) e Série D (sem pontuação).

Filha de Ibiapino agradece aos amigos do papai

Juvenil do Potiguar/Mossoró (1978): Onesimar, Cepeta, Juninho, Carlão, Piu-piu do Gesso, Amauri; Silva, Boboca, Junior Escócia, Kleber e Chico de Moça/Futebol Retrô 

Antônio Ibiapino de Souza

AGRADECIMENTO

A filha do antigo jogador e ex-massagista do Potiguar de Mossoró, Antônio Ibiapino de Souza, em recuperação hospitalar, agradece a movimentação para o jogo beneficente dos amigos.

Assim escreveu Maria Lúcia, em rede social, ao diretor da Associação de Garantia aos Atletas Profissionais (AGAP/RN), Onesimar Fernandes Carneiro (na rara imagem acima):

- Vi suas mensagens muito tarde, por isso, só retornando agora. Foi um momento muito lindo e emocionante. O significado da verdadeira amizade. Não pelo valor financeiro, mas por vocês realizarem um grande encontro, até mesmo para se confraternizarem, compartilharem o amor, a solidariedade.

A enfermidade de papai fez o grupo de amigos trabalharem em conjunto, se abraçarem, sorrirem, brincarem com o que mais gostam de fazer. Que Deus abençoe infinitamente vocês e respectivas famílias, com muita saúde e paz. Beijos no coração de cada um.

Gratidão sem fim a você amigo querido Onesimar por ser o idealizador, o Capitão incansável do time, sempre pronto a ajudar, por estar sempre lado a lado. Gratidão sem fim a todos que fizeram parte desse momento. Gratidão sem fim a Deus por tudo...

domingo, 5 de abril de 2026

"A maldição dos goleiros NEGROS"* (II)

O goleiro Nelson Conceição no Clube de Regatas Vasco da Gama nos primeiros anos da década de 20

A reportagem do título* acima, da revista semanal PLACAR, transcrita pelo jornal alternativo baiano "Nêgo" em julho de 1981, de autoria do jornalista paranaense Carlos Roberto Maranhão, abre com quatro parágrafos exemplificando alguns dos 71 goleiros brancos convocados para o selecionado nacional em 67 anos.

Entre eles o "aristocrático" Marcos Carneiro de Mendonça (America e Fluminense), Emerson Leão (Palmeiras), o "pastor" João Leite (Atlético/MG), Carlos (Ponte Preta), Gilmar (Santos), Castilho (Fluminense), Manga (Botafogo), Toinho ("um mulato") e os que caíram no esquecimento: Franz, Mesquita e Chico.

O primeiro negro mencionado é Nelson Conceição, um antigo motorista de táxi, nos anos 20 do século passado, e que pertencia ao Clube de Regatas Vasco da Gama. O jornalista e escritor Mário Filho, no livro "O Negro no Futebol Brasileiro", diz como o tratavam: - Um mulato com cara de macaco, metido a quíper argentino, com um boné na cabeça..." Chegou a sete jogos com a camisa da seleção.

Em seguida o goleiro do Vasco, o Jaguaré, que permaneceu na Europa durante uma excursão, fazendo sucesso no catalão Barcelona (Espanha), futebol francês e português. De retorno ao Brasil, em meados dos anos 30. excursiona com Leônidas da Silva, pelo carioca Sport Club Brasil ao Recife. Fez apenas três jogos pelo selecionado quando a camisa ainda era branca com frisos azul.

Nos anos 40 quem aparece é o Luiz Borracha, do Clube de Regatas Flamengo, que jogou duas partidas a mais pela seleção, cinco! Em seguida o Veludo. Depois aparece o paulista Moacir Barbosa do Nascimento (19 participações na seleção), do Vasco, que acaba com o estigma, mas passou a ser hostilizado pelo fracasso do "Maracanazzo".

Veludo, inclusive, último goleiro negro titular na primeira metade dos anos 50. Depois dele, segundo o observador Carlos Maranhão, uma 'multidão de brancos" além dos já mencionados: Ernani, Cabeção, Ubirajara Mota, Valdir Moraes, Félix, Marcial, Cláudio, Picasso, Irno, Suly, Alberto, Lula, Mussula, Fábio, Ado, Wendell, Sérgio, Valdir Peres, Raul, Marola... Só então surge o catarinense Jairo em 1977.

O goleiro catarinense Jairo do Nascimento no Clube Náutico Capibaribe do Recife (Pernambuco)

"A maldição dos goleiros NEGROS"* (I)

O jornalista Carlos Maranhão exibe diploma na
Câmara de Vereadores de São Paulo do título
de cidadania paulistana em maio de 2014

*NÊGO, o BOLETIM INFORMATIVO DO MOVIMENTO NEGRO UNIFICADO, de julho de 1981, com endereço na Rua do Paraíso, 83, Salvador, reproduz a reportagem da revista semanal PLACAR, assinada pelo jornalista paranaense Carlos Maranhão.

Em 14 parágrafos o repórter curitibano Carlos Roberto de Souza Maranhão faz um paralelo entre os goleiros "brancos" do selecionado nacional (Marcos Carneiro de Mendonça, Gilmar dos Santos Neves, José Carlos Castilho, Ailton Corrêa de Arruda, o "Manga", Franz e outros bem menos conhecidos) e os negros.

A reportagem é distribuída em duas das oito páginas do jornal alternativo da capital baiana, que veicula entrevista com a atriz Zezé Mota e uma reportagem explicativa sobre o MNU (Movimento Negro Unificado).

O artigo do C. Maranhão é ilustrado com fotografias dos goleiros negros Jaguaré Bezerra de Vasconcelos (Vasco da Gama), Caetano da Silva Nascimento, o "Veludo" (Fluminense), e Jairo do Nascimento (Fluminense, Coritiba e Corinthians).

A reportagem com o título acima também destaca nos subtítulos mais dois arqueiros negros: "Conceição, mulato com cara de macaco" e Luiz "Borracha" Gonzaga de Moura.