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quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Fotografia rara do CRB com o ponta-direita "Caveirinha"

Clube de Regatas Brasil (1948): Bandeira, Luiz Ramos, Pedrosa, Divaldo, Carcará, Miguel Rosas, Caveirinha, Dolival, Zé Maria, Dario e Carlos Santa Rita/Acervo: Lauthenay Perdigão

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Acostumado a reportar sobre personalidades ou eventos esportivos de outrora, em série de reportagens inéditas, admito que me surpreendeu a sequência com o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha".

Eu não esperava que a pesquisa para matar a curiosidade sobre o portador do exótico apelido poderia render tanto. Iniciado na terça-feira (11/8) o levantamento completa dez dias nesta sexta-feira (21).

Faltando quatro dias para completar duas semanas os dados e informações coletados resultam a reportagem número 25 com o futebolista nascido em Maceió (1925) e falecido em João Pessoa (2008).

A reportagem é consumada pelo achado da imagem do jogador em mais um clube, agora o oitavo, na carreira de quase dez anos, o alvirrubro Clube de Regatas Brasil, do famoso acrônimo CRB, da capital das Alagoas.

"Caveirinha" aparece no "Galo da Pajuçara" após a decisão do campeonato (1947) em março/abril de 1948, quando faz um gol em cada um dos três jogos com o Barroso, duas vitórias (o Alexandria perde os pontos da primeira) e um empate.

O campeonato de 1948 começa em junho e o "Cerrebê" é vice-campeão em decisão com o Santa Cruz, campeão pela segunda vez, a primeira em 1945. O Alexandria não participa neste ano.

Era o elo que faltava entre as finais com o Barroso e a ida para o futebol pernambucano no primeiro quadrimestre de 1949. E a chegada no ABC em outubro deste mesmo ano.


FONTES/IMAGEM

Arquivos de Futebol do Brasil

História do Futebol

Museu Virtual do Futebol




"Caveirinha" é campeão pela segunda vez no RGN

Charge de Ivan Cabral ("Diário de Natal")
em que o elefante aparece pela primeira
vez (1997) como mascote do ABC/Acervo:
Blog de Marcos Avelino da Trindade

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Antes de se transferir para o Great Western o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha", ainda participa do amistoso Moinho Recife 0 x 1 Ibis (sábado, 16/7/1949).

Com isso soma quatro partidas pelo alviverde Moinho: três oficiais (primeiro turno do Pernambucano) e o jogo fraterno. Ao todo, em cinco meses, são cinco, incluindo o do returno pelo Great Western.

É com este cartel, mais os quatro gols pela competição oficial, que chega em para defender o ABC em amistosos interestadual e a reta final do campeonato local, decidido em favor do América.

"Caveirinha" havia sido campeão alagoano pela temporada de 1947, concluída em abril do ano seguinte, não evita o bi americano, mas em 1950 coloca a terceira faixa no peito como campeão potiguar pelo ABC.

Aparentemente a carreira continuava satisfatoriamente até a operação dos meniscos em um hospital particular da capital do RGN entre maio/junho do mesmo ano e antes de encerrar a temporada.

"Caveirinha" é co-artilheiro da equipe no Pernambucano

"Caveirinha" fez até gol no clube do "Pássaro
Preto", considerado o "pior time do mundo"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Em cinco meses o ponta-direita alagoano Lourival Clemente Barreto (1925 - 2008), o "Caveirinha", entra poucas vezes em campo pelo campeonato pernambucano de 1949.

A breve pesquisa levanta quatro jogos: três no primeiro turno pelo Moinho Recife. E um no returno pelo Great Western.

A saber: 5 x 0 Flamengo (quinta-feira, 9/6), 4 x 0 Íbis (domingo, 26/6), 0 x 3 Great Western (domingo, 10/7), pelo alviverde Moinho, e pelo tricolor Great Western 0 x 3 Náutico (domingo, 11/9).

Apesar do reduzido número de participações na competição logo na primeira partida ele demonstra aptidão e oportunismo, quando marca dois gols (primeiro e segundo tempos).

O Jornal Pequeno menospreza o resultado: - Até para o onze do Moinho Recife o Flamengo perde a zero. E conclui: "10 goals em duas partidas".

No jogo seguinte, a semelhança do primeiro, o extrema "Caveirinha" marca mais dois, um em cada tempo.

No final do turno a imprensa publica as estatísticas e o atacante aparece como artilheiro principal do Moinho ao lado do companheiro "Magro". Damata completa os nove gols da equipe.


FONTES

Diário de Pernambuco

Jornal Pequeno

Federação Internacional de História e Estatísticas de Futebol

Futebol Nacional

Os gols do Flamengo contra o Combinado "Botauto"

Combinado Auto Esporte-Botafogo com a camisa do Red Cross. O goleiro pernambucano Brasil, o potiguar "Dico Gavião" (terceiro em pé), o ponta-direita "Caveirinha" e o ponta-esquerda "Dengoso" (color by IA)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além das presenças de três jogadores (o goleiro, um zagueiro e o ponta-direita) com parte da carreira na capital do Rio Grande do Norte, o Combinado que venceu o Flamengo (3 x 2) no Estádio do Cabo Branco (domingo, 11/5/1952), no bairro do Jaguaribe, conta com curiosidade e controvérsia.

Primeiro o inusitado e curioso: inicialmente o amistoso interestadual é anunciado com o selecionado paraibano. Mas posteriormente fica decidido a formação do Combinado com elencos do alvirrubro Auto Esporte e do alvinegro Botafogo (ambos de João Pessoa).

O time jogaria com o uniforme da seleção, mas devido as cores rubro-negras (da bandeira do Estado) com o clube carioca a solução é utilizar a camisa branca com escudo vermelho do Red Cross (Cruz vermelha), que em janeiro de 1953 se torna campeão da Paraíba em decisão com o Botafogo.

A controvérsia refere-se as autorias dos gols do Flamengo. Envolvendo fontes primárias (jornais da época: um carioca e um nordestino) e secundárias (um livro em forma de Almanaque e midia eletrônica: blogue e site).

O repórter Avelino Dias (Rádio Continental) para o Jornal do Brasil com serviço da ASApress (a já mencionada Agência Sul-Americana de Notícias) e o repórter Normando Filgueiras, para o jornal da cadeia Associada na capital paraibana, O Norte, indicam o paraguaio Jorge Duílio Benítez Candiá como autor dos gols.

O redator fica com quem acompanhou in loco o inédito evento esportivo, mas o paulista Mário Fuzaro, apelido Genê, é apontado como autor de um dos gols, o segundo na etapa final, pelo Diário de Pernambuco, Almanaque do rubro-negro, um blog flamenguista e um site especializado em estatísticas do futebol.

Outro conflito de informações tem como pivô a arbitragem central: a concreta é de que ficou a cargo do pernambucano Argemiro "Sherlock" Felix. Entretanto fonte diversa declina Francisco Lemos,  outro erro, na verdade Francisco Lamas, potiguar que apita dias antes Santa Cruz/RN 1 x 3 Flamengo.


FONTES

Almanaque do Flamengo

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

O Norte

Tribuna do Norte

Jornal do Brasil

Flamengo Alternativo

FlaEstatísticas 

Futebol 80

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Uma fotografia rara com o atacante alagoano "Caveirinha"

O goleiro Brasil com a camisa da FPF (Federação Paraibana de Futebol) e o ponta-direita Caveirinha e companheiros com a camisa do Red Cross na representação do combinado Auto Esporte/Botafogo no amistoso com o Flamengo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Nesta longa sequência sobre Lourival Clemente Barreto (1925 - 2008), o "Caveirinha", cuja fisionomia é vista inicialmente em diferentes fotos ilustrativas para três reportagens, da época do clube Alexandria de Maceió (Alagoas), a procura de alguma novidade se concentra em mais uma imagem diferente.

A ideia era fazer uma nova varredura na rede, mas acabou não sendo necessário. Um estalo fez o repórter verificar se o apelido havia sido mencionado em outra reportagem específica em que o ponta-direita aparece como coadjuvante.

Não deu outra. Ele está na extrema direita do combinado Auto Esporte-Botafogo, o alvirrubro e então alvinegro (agora tricolor), que venceu o Flamengo do Rio de Janeiro em amistoso na capital paraibana: 3 x 2 (domingo, 11/5/1952).

A imagem refere-se a reportagem "Combinado com zagueiro americano derrota o Flamengo" (sábado, 9/12/2023). Com a legenda: - Brasil (goleiro), Dico (terceiro) e Caveirinha (ponta-direita) com a camisa do Red Cross e os elencos do Auto Esporte e Botafogo de João Pessoa.

A reportagem tinha, entre outros detalhes das circunstâncias do jogo, as participações do goleiro pernambucano Brasil Alves Feitosa, com passagens pelo ABC, América e Alecrim (segunda metade da década 40 começo de 50); do zagueiro potiguar Raimundo Gomes Soares, o "Dico" (natural de Pedro Velho/RN); e o próprio Caveirinha, desde o ano anterior atleta do Auto após sair do ABC.

Falece antigo jogador e massagista do Potiguar/Mossoró

Antonio Ibiapino de Souza como camisa nove do Salinistas de Mossoró


D
esde o segundo semestre do ano passado Antonio Ibiapino de Souza vinha enfermo, esteve internado em hospital de Mossoró, recebeu alta e estava sendo acompanhado em casa por uma equipe médica especializada e os cuidados da filha Maria Lúcia.
Mas ontem o querido Ibiapino, pelos companheiros do mundo do futebol, veio a falecer. Sepultamento hoje (ver comunicado ao lado).
O blog acompanhou o tratamento e as campanhas em favor de Ibiapino, sempre informado pelo vice-presidente da Associação de Garantia dos Atletas Profissionais (AGAP/RN), o professor Onesimar Fernandes Carneiro.
Ele era irmão do atacante Zezinho Ibiapino Filho (falecido em 2014), que fez sucesso nos anos 50/60 no ABC, futebol paraibano (Treze e Campinense), Náutico e no Ceará Sporting.
Potiguar (1983/84): Ibiapino (massagista), Tiquinho (falecido), Marinho, Onesimar Carneiro, Ananias, Jocelito, Luciano, Valter (falecido), Carlinhos (filho do treinador Rene Dantas), Magno (falecido), José Augusto (ex-Alecrim e ex-Baraúnas) e Genilson


terça-feira, 18 de agosto de 2026

"Caveirinha" é alvo de notas na imprensa nordestina

Fundado em 1945 o Potiguar do então distrito de
Parnamirim venceu o Torneio Municipal de 1948

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Os cinco meses que o ponta-direita Lourival Clemente Barreto, o "Caveirinha" (Maceió/AL, 1925 - João Pessoa/PB, 2008), passou na capital pernambucana, como jogador do Moinho Recife e depois do Great Western, foram suficientes para alavancar a carreira restrita a sete clubes de quatro capitais e mais uma cidade do interior em cinco Estados nordestinos.

Com isso, em quase dez anos de atividade no futebol, ele passou a aparecer nas reportagens da imprensa, principalmente em jornais de quatro capitais regionais: Maceió (Alagoas), Recife (Pernambuco), Natal (Rio Grande do Norte) e João Pessoa (Paraíba).

E até na capital maranhense, no Diário de São Luiz, por meio dos serviços da "ASApress" (Agência Sul-Americana de Notícias), surgida no Rio de Janeiro (1942) e ativa até ao menos 1966, arrendada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A primeira nota aparece na edição dominical (3/7/1949). Datada do dia anterior informa a chegada do recém contratado ao Moinho Recife (com atraso: em junho está em ação no campeonato). Curioso: aparece outro "Caveirinha" na edição da quarta-feira (5) do futebol "amador" local.

E na sexta-feira (8) a segunda nota diz que retorna das férias em Maceió, mas vinculado ao Great Western. A mais interessante de todas é última (quarta-feira 28/8): no mesmo dia da edição "Segue para Natal o ponta "Caveirinha" com o fim de defender o Potiguar (Parnamirim).

Mas ele aparece mesmo é no ABC da capital, Natal, para permanecer até maio de 1951, e procurar a estrada rumo a João Pessoa.