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sábado, 28 de fevereiro de 2026

Impresso repercute levantamento do blog sobre goleador

Wallyson e o presidente do
ABC Eduardo Machado

Gol 100 de Wallyson pelo alvinegro gera polêmica sobre data

"Tribuna do Norte" (14/2/2026)


O "Frasqueirão" viveu uma tarde especial no sábado 7/2, dia do último confronto da primeira fase do Campeonato Potiguar entre ABC e QFC. O corredor humano formado pelos jogadores, o aplauso compassado da Frasqueira e a entrega da camisa emoldurada pelas mãos do presidente Eduardo Machado compuseram o cenário perfeito para celebrar o que o ABC anunciava como o centésimo gol de Wallyson com a camisa alvinegra — marcado na partida anterior, contra o Potyguar Seridoense. A festa estava pronta, o roteiro impecável e o ídolo, emocionado. Mas, enquanto o clube comemorava, uma descoberta silenciosa — e extremamente bem documentada — já havia colocado em xeque a contagem oficial.

Kolberg entrega um dos livros autorais
ao memorialista José Ribamar Cavalcante

A fagulha dessa discussão nasceu longe dos holofotes, fruto do trabalho minucioso do jornalista José Vanilson Julião, pesquisador dedicado à memória do futebol potiguar, e do também jornalista e bacharel em Direito Kolberg Luna, autor dos livros “45, um tempo de futebol e de um poema” e “Ribamar, o guardião da memória do futebol potiguar”. Juntos, eles revisitaram arquivos, súmulas, jornais antigos e registros esquecidos, chegando a uma conclusão que alteraria a linha do tempo do maior ídolo recente do ABC: o centésimo gol de Wallyson não aconteceu em 2026, mas sim em 22 de março de 2025, em pleno Clássico Rei, na Arena das Dunas.

JVJ levantou o questionamento para Kolberg
ratificar em artigo exclusivo para o blog

“A ideia do alerta não foi de questionar a façanha, que é grandiosa e extraordinária. Wallyson escreveu mais uma página na sua belíssima história no ABC FC, deverá ultrapassar Albano e Paulo Izidro e se tornar o terceiro maior artilheiro do clube de todos os tempos. Essa é a tendência! Ocorre que se a contagem tivesse sido mais detalhada, a torcida alvinegra teria vibrado com o centésimo gol exatamente diante do maior adversário, o que, sem sombra de dúvidas, traz outra dimensão para o feito”, destacou Kolberg Luna.

A origem da divergência remonta ao início da carreira do atacante. Em 16 de abril de 2006, jovem, desconhecido e ainda tendo o nome grafado como “Wallynson” pela imprensa da época, o jogador marcou seu primeiro gol pelo ABC em um amistoso contra o Corinthians de Caicó, no estádio Maria Lamas Farache. Esse gol, por não ter caráter oficial, foi ignorado pelo clube nas contagens posteriores. Para Julião e Luna, porém, a história não pode ser escrita com lacunas: se a bola entrou, se há registro, se há súmula, então o gol existe — e deve ser contabilizado.

A partir dessa premissa, a dupla recontou a trajetória do atacante e chegou ao ponto chave da polêmica: a partida América 1 x 1 ABC, válida pela ida da final do Campeonato Potiguar de 2025. Diante de 12.955 torcedores e sob arbitragem de Tarcísio Flores da Silva, Wallyson abriu o placar aos 21 minutos do primeiro tempo. O América empataria apenas no fim, com Souza, mas o que importa para a história é o que veio antes: aquele gol, registrado oficialmente, seria o verdadeiro 100º da carreira do Mago pelo ABC.

A ficha técnica reforça a solidez da descoberta. O ABC, comandado por Evaristo Piza, entrou em campo com Felipe Garcia, Ezequiel, Windson, Bruno Bispo, Manoel, Wellington Reis, Randerson, Adeílson, Joãozinho, Danilo Alves e Wallyson. O América, treinado por Moacir Júnior, tinha Renan Bragança, Ricardo Luz, Iran, Guilherme Paraíba, Rennan Siqueira, Ferreira, Davi Gabriel, Souza, Ítalo, Henrique e Giva. Nada ali é fruto de memória oral ou suposição: tudo está documentado, registrado e preservado.

Com isso, a linha do tempo ganha novos contornos. O gol de 2006 passa a ser o primeiro e, assim, o gol contra o América, em 2025, se transformou no centésimo da carreira do maior ídolo dos abecedistas na era Frasqueirão. E o gol celebrado agora, contra o Potyguar, assume o papel de 101º — ainda que oficialmente o clube mantenha a marca redonda para fins de uma justa homenagem.

A descoberta, longe de diminuir a festa, acrescenta profundidade à causa e reforça uma lição: todos os registros no futebol devem ser levados em conta, amistosos ou não. Importa o que está escrito na súmula. Para um jogador que sempre encarnou o espírito do Clássico Rei, há algo ainda mais poético no fato de que o centésimo gol de um ídolo abecedista tenha acontecido justamente em um duelo contra o maior rival, em uma final. É como se a história, mesmo ignorada por um tempo, tivesse encontrado uma forma de homenagear Wallyson da maneira como ele mais desejaria.

No fim, a homenagem prestada pelo ABC permanece justa e merecida. Wallyson alcançou um patamar raríssimo no futebol moderno, e a celebração no Frasqueirão traduz o carinho de uma torcida que o viu crescer, partir, voltar e se eternizar. Mas, graças ao trabalho rigoroso de José Vanilson Julião e Kolberg Luna, a história agora entrou no rumo correto.

A matemática pode ser questionada. A idolatria daqueles que conseguem marcar época, jamais.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

O jogador americano parente do fanático abecedista

Marcelo Petrovich é sobrinho-neto do antigo
jogador do América de Natal Petrovich

Jota Valdeci

Especial


Bastante conhecido em rede social o torcedor Marcelo Antonio Iorio é filho de Enelio Antônio Galvão Petrovich, que vem a ser filho do falecido advogado e escritor Enelio Lima Petrivich, "eterno" presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

A família é descendente do imigrante Matheus Petrovich, comerciante instalado no bairro da Ribeira no começo do século passado.

O trisavô austríaco Nicolau Bigois e família

O estrangeiro foi casado com uma descendente de outro europeu chegado ao Rio Grande do Norte na última década do século XIX, o também comerciante e austríaco Nicolau Bigois.

O casal Matheus/Ana gera Célio, bisavô de Marcelo, portanto sobrinho-Neto de Luiz Gonzaga Petrovich, antigo atacante, geralmente de posição ponta-esquerda, no Santa Cruz e no América, nos anos 30/40.


Luiz Gonzaga, dentro de campo chamado Petrovich, foi estafeta interino e depois efetivo, em meados dos anos 20/30, dos Correios.


MAIS DETALHES NA REPORTAGEM "Imagem rara conta história do amistoso intermunicipal - VI" (domingo, 14/9/2025)


FONTES/IMAGENS

Agora RN

Almanaque Laemmert

A Ordem

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Novo Jornal

Family Search

Jornal da Grande Natal

América na segunda divisão da liga de futsal


Estão definidos os 16 clubes da segunda divisão da principal liga nacional de futsal. A primeira edição começa em abril.

A LNF Silver é a nova divisão criada pela Liga Nacional de Futsal (LNF). Como campeonato de acesso à elite da agora chamada de LNF Gold.

A mudança está sendo implementada e representa um marco no calendário nacional, criando um sistema de promoção e rebaixamento.

A ideia é estimular a profissionalização de times menores ou emergentes; fortalecer o futsal com times de diferentes regiões.

Formato da competição

A disputa tem fase de pontos corridos e playoffs eliminatórios com os times classificados entre os melhores avançando às fases decisivas.

Os finalistas garantem acesso direto à "Gold" e o terceiro colocado disputa vaga extra em confronto de acesso/descenso com um time da elite.

Além disso a Copa LNF, torneio eliminatório que reúne clubes das duas divisões em confrontos únicos.

Os participantes vêm de 10 estados do Nordeste, Sul, Sudeste e Centro-Oeste. dobra o número de estados em comparação ao formato anterior.

Fonte: "Blog Um Grande Escudeiro"

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

"Tabelinha com gol de letra no Direito esportivo"

Advogado Milton de Freitas Jordão
Pinheiro Gomes: o especialista

NOTA OFICIAL

O América Futebol Clube SAF recebe com serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, que acolheu os argumentos apresentados por nossa defesa e reafirmou princípios fundamentais do direito desportivo, como proporcionalidade, razoabilidade e equilíbrio na análise dos fatos.

O resultado reflete o trabalho técnico, criterioso e incansável conduzido pelo Dr. Milton Jordão, à frente da estratégia jurídica, em conjunto com os advogados e escritórios que atuaram de forma integrada na defesa dos interesses do América.

O América sempre pautou sua atuação pela transparência, pelo respeito às normas e pela confiança nas instituições, mantendo uma postura responsável, serena e firme ao longo de todo o processo.

Seguimos focados em nossos objetivos esportivos, certos de que nunca perdemos de vista o essencial: a confiança no trabalho do elenco, a gestão sólida que conduz o clube por meio da SAF, a força de uma torcida que compreende que lutar por justiça é um direito e, sobretudo, a união e a parceria institucional com a Associação, reforçadas pelo trabalho do presidente Hermano Morais, com agradecimento também ao vice-presidente do América, Francisco Sobrinho, que fortalecem a solidez e a coesão do América dentro e fora de campo.

A fotografia original americana publicada na PLACAR

América: Mingo, Valério, Gito, Tiê, Eugenio, Lico, Bebeto, Biro-Biro, Baica, Casquinha e Paloma


JOSÉ VANILSON JULIÃO

Na temporada de 1992 o América desiste do campeonato brasileiro no primeiro semestre devido a uma crise administrativa e financeira.

Nos seis primeiros meses do ano se envolve apenas em 15 amistosos domésticos contra times e selecionais municipais amadoras do interior potiguar.

Ainda joga amistosos interestaduais (Campinense e Guarabira) e contra os domésticos Desportiva do Vale e o rival ABC.

No segundo semestre enfrenta o Corinthians pela Copa do Brasil, e perde duas vezes pelo mesmo placar: 3 x 0.

O Torneio Início do campeonato potiguar ocorre no domingo (5/7) e em dezembro o alvirrubro termina como o bicampeão potiguar.

A fotografia original que encima a postagem é a mesma publicada pela revista esportiva paulista "Placar", em circulação deste 1970.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

A história da imagem americana de duas décadas

América/RN (2006): Joellan, Sandro, Fabiano Silva, Raniere, Fernandes, Robson; Renan, Paulinho Kobayashi, Leandro Sena, Adilson e Paulinho Marília/Facebook: Joelan Paulo de Medeiros Santos

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A fotografia pode ser considerada uma raridade. Pelo ângulo pouco usual, meio que de lado, como se fosse uma "confusão" na configuração da pose dos jogadores com os mascotes.

A foto feita com os 11 titulares que iniciaram a partida, posicionados de frente para a torcida americana, ao lado das cabines de rádios, cadeiras especiais e numeradas do Estádio João Machado.

Pela leitura da composição da escala do treinador Luiz Carlos Martins o redator indica, categoricamente, que a foto é do primeiro semestre de 2006, precisamente pelo campeonato estadual.

Com os indícios disponíveis, jogadores e local da partida, o repórter conclui que se trata do jogo América 2 x 1 Alecrim (domingo, 12/2/2006).

Gols de Kobayashi (7), Rodolfo (16), ex-atacante do alvirrubro, e Adilson (27). Arbitragem central: Adonai Nagib de Carvalho França.

Para se chegar a data elimina-se os jogos em outros estádios (capital e interior) e as partidas sem participação do atacante Edilson.

Depois a checagem dos jogos em que ele participa com o cuidado de coincidir com os companheiros da imagem.

E verifica-se que entra em apenas um jogo ao lado de Joellan, revelação da base alvirrubra do começo da década (2004/05).


Cronista retrata o mundo fantasioso do futebol atual


FUTEBOL DE BOLA MURCHA

Tadeu Miracema


Definitivamente não é uma distração acompanhar os jogos no futebol brasileiro. Todos os envolvidos, sem exceção, têm a sua parcela de culpa.

Os árbitros são ruins e as regras (mal) interpretadas, cada um à sua “maneira ou interesse”; o VAR é uma VARgonha!

Os narradores (salvo raras exceções) estão mais para animadores de auditório; alguns comentaristas – principalmente os ex-jogadores – incorporaram palavras difíceis (ataque posicional, amplitude, entrelinhas, verticalidade, entre outras) para corroborar as análises táticas; e os comentaristas de arbitragem corporativistas.

Os técnicos querem chamar toda a atenção do espetáculo para si e estão mais preocupados com a arbitragem do que orientar seus comandados. Chegam ao absurdo de reclamações estapafúrdias sobre cobrança de lateral. Não está muito longe e vão reclamar até da cor da cueca do quarteto de árbitros.

Os componentes do banco de reservas apitam o jogo durante os 90 minutos e quase adentram em campo; dentro das quatro linhas, os “artistas do espetáculo” (parece mesmo um circo) tentam de toda forma ludibriar a arbitragem em lances bisonhos, mesmo sabendo que o VARgonha está de “olho”.

Ficam mais tempo cercando o árbitro do que marcando seu adversário. Levam uma trombada na barriga e caem no chão rolando com as mãos no rosto. Fazer cera, ao que parece, deve ser parte integrante do “treinamento tático e secreto”.

São cenas ridículas de um futebol que se diz profissional. Os atletas não colaboram dentro de campo para o bom andamento do jogo. Os “boleiros” se acham o suprassumo da inteligência e, alguns, da beleza. Uma parte deles está mais preocupada com suas tatuagens e com seus diferentes tipos de mechas de cabelo.

O “estrelismo e a soberba” quando vestem a camisa da Seleção é o reflexo do pífio resultado dentro de campo. Faz tempo que não somos os melhores e eles, jogadores, ainda não caíram na triste realidade da bagunça generalizada do nosso futebol – dos dirigentes aos atletas.

Uma grande parte de todas essas observações ocorre somente no futebol brasileiro. Acrescento que os dirigentes também deveriam participar da entrevista pós jogo quando seu time for beneficiado com o erro, não apenas quando é prejudicado. É uma hipocrisia descarada.

Reconheço que nem tudo era perfeito, cometiam-se erros, mas era muito mais gostoso de curtir e torcer pelo seu time com o radinho colado no ouvido. A emoção da transmissão nos levava pelas ondas do “dial” para dentro do estádio, imaginando lance por lance, detalhe por detalhe.

Os locutores nos traziam uma narrativa muito acima da realidade: um lateral próximo à sua área de defesa era um terror, tudo era dramático ao extremo, desligava e ligava o radinho a cada ataque contra meu time, esperava o grito de gol vindo do rádio em alto volume do vizinho que torcia pelo adversário.

Era um alívio ao ouvir aquele adorado "silêncio”... hoje, o excesso de jogos transmitidos pelas TVs mostra uma realidade morta. Além dos locutores, tínhamos ótimos trepidantes e comentaristas que tentavam traduzir, em três ou quatro minutos de intervalo, o que teria acontecido. Até hoje eles tentam, na verdade.

O futebol era tão mais bonito e saudável que reverenciávamos até o ídolo adversário, não importando a camisa que vestia. A rivalidade é sadia e importante para qualquer esporte, pois sem ela tudo seria sem graça, mas falo da rivalidade dentro de campo. Fora de campo falta unidade entre os clubes e a classe desportiva em geral.