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domingo, 7 de junho de 2026

O caicoense que "fugiu" do Sport Clube Recife (IX)

A segunda imagem com Elcyr, Elcy ou Elci, o leitor escolhe, encontrada na rede

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O leitor fiel que acompanha a série sabe e o casual agora fica ciente que, na reportagem de um jornal potiguar não identificado, com o perfil do jogador amador caicoense Francisco Cunegundes das CHAGAS, o ponta-esquerda carioca Elcy Goulart de Freitas (Rio de Janeiro, 5/12/1938 - Araruama/RJ, 15/12/2010) é apontado como suposto autor do gol do Sport Recife no empate (1 x 1) com o Esporte de Patos (domingo, 2/9/1962).

Somente este detalhe já era o bastante para o repórter procurar detalhes sobre a carreira deste atleta atualmente pouco conhecido do rubro-negro. Além disso apareceu a curiosidade de identificar como começou a carreira, pois na rede não há indício de que tenha surgido no futebol carioca.

O mistério foi elucidado pela extinta Revista do Esporte. A primeira pista da "Candinha no Esporte", edição 43 (2/1/1960): - O jogador mais assanhadinho da seleção brasileira que foi ao Equador: Elci. Entretanto, quando o avião levantou voo do Rio e um defeito foi notado, Elci (itálico nosso) precisou logo ser socorrido pelo médico da seleção. O que tem de miudinho, tem de mandão e medroso...

O selecionado nacional havia sido representado no segundo semestre de 1959, no Campeonato Sul-Americano Extra, pela Seleção pernambucana, apelidada de "Cacareco", alusão a um elefante de zoológico que havia recebido os votos dos eleitores numa eleição da época. E Elcy Goulart, claro, estava entre os convocados.

O esclarecimento mesmo na entrevista da publicação semanal do Rio de Janeiro para a edição 47 (30 de janeiro). Para a reportagem de duas páginas com o título "Querem impedi-lo de casar por ser jogador de futebol". Seguido do complemento: - Elci, meia-esquerda da Seleção Cacareco, queixa-se dos pais de sua namorada e revela porque trocou os estudos pela bola.

A reportagem revela que ele era filho de um sargento da Aeronáutica transferido do Rio de Janeiro para a Base Aérea do Recife. E o nome da jovem, Maria Borges Dias, possível acadêmica de Medicina, filha de um jornalista torcedor do rival Santa Cruz.

O curioso é que o repórter, que não assina o texto, coloca o sobrenome dele "Duarte". O personagem é tão interessante e existem mais dados sobre ele que o redator divide a abordagem em duas.

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