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terça-feira, 21 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (IV)

O Colégio Santo Antônio, dos Irmãos Marista, foi construído na segunda metade dos anos 30

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O último registro nas "Sociais" do jornal A Ordem (segunda-feira, 26/2/1945) registra o desaparecimento na manhã dominical (9h40), em casa, na Rua João Pessoa, 261 (Cidade Alta), do primeiro escriturário aposentado da Alfândega.
O necrológio do diário vespertino católico diz que o xará de um jogador de futebol do Santa Cruz/RN (só em 1948 no América), Francisco Artêmio Coelho, 73, casado com Joana Coelho, e não geram filhos. O sepultamento ocorreu na tarde do mesmo dia (16h30), no cemitério do Alecrim.
O féretro contou com "grande acompanhamento de parentes, amigos e autoridades civis e militares". Fez a encomenda do corpo o padre Neves Gurgel, da Irmandade do Senhor dos Passos.

DETALHES
O impresso destaca que F. A. Coelho era "dedicado cooperador" e lembra que o Colégio Santo Antônio, dos irmãos Maristas (Rua Apodi), foi construído em terreno que pertencera ao falecido funcionário público estadual.
- Ao transferi-lo expressou satisfação ao saber que ali se erguer-se-ia uma obra educativa católica, da qual inúmeros benefícios adviriam para a mocidade do Rio Grande do Norte, explicou o redator não identificado responsável pela seção mundana.
Foi este pormenor que aguçou a recepção do redator para um personagem e curioso caso. E não o simples detalhe de ter o segundo nome próprio do atleta tricolor e depois americano Artêmio Florêncio Gonçalves.  Resultando na busca de informações complementares sobre o curioso personagem!

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