| Aspecto da cidadezinha de Nazaré das Farinhas no interior da Bahia na década de 40 do século passado |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
A exemplo de outras personalidades históricas do futebol potiguar, principalmente até os anos 70, o personagem do momento, o empresário baiano radicado em Natal, Braz Nunes de Farias, era ponto da pauta pré-estabelecida.
É certo que assuntos ou temas aguardam na fila de espera pelo momento oportuno de aparecer e para tal é necessário a coleta de dados e um plano geral para que o relato tenha uma sequência sem o perigo de estagnação.
Foi o que aconteceu com o dirigente do Alecrim Braz Nunes. Sabia-se dele pela citação na lista dos diretores e presidentes mais lembrados em sites, blogs, artigos e reportagens de jornais.
Dos fundadores Miguel Firmino, Lauro e Humberto Medeiros, coronel Solón Andrade, José Tinoco, Juvenal Pimentel, Gentil de Oliveira, aos que vieram depois, como o médico Severino Lopes da Silva, o coronel do Exército João Pinheiro da Veiga. o comerciante João Bastos de Santana e o médico Pedro Selva.
O leitor viu que o Braz Nunes veio de Nazaré das Farinhas/BA, na região do Recôncavo, mas a naturalidade somente foi possível informar por um importante pormenor.
Ao adicionar este ano e recentemente a jornalista Nadja Farias a uma página particular de rede social aparece o inesperado elo que faltava para saber mais dados para compor o perfil.
E com uma particularidade interessante. Um parente próximo. Uma filha de Braz Nunes. Ela esclarece a ponta da história que estava faltando para encaminhar a série inédita.
"Ele me contava que trabalhava em Nazaré ainda moleque com o pai; então chegou a cidade o irmão do senhor João Motta, conheceu papai e perguntou ao meu avô se podia levá-lo para passar uns dias em Campina Grande.
E quando retornou o irmão João Motta, o dono do Curtume São Francisco, foi a Campina Grande e conheceu papai. Foi então que pediu ao mano para emprestar papai por uns dias, só que esses dias foram para vida inteira..."
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