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sábado, 4 de julho de 2026

O persistente presidente esmeraldino veio de longe (IV)

Braz Nunes de Farias em apresentação na
antiga sede do Alecrim FC, da Avenida
Alexandrino de Alencar, atual Camana, a
Casa do Marinheiro de Natal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Quando o jornal matutino "O Poti" (semanário a partir de 1959) é lançado em julho/1954 para fazer companhia ao vespertino "Diário de Natal" o bairro do Alecrim passa a ser atendido com uma maior cobertura da imprensa.
Em uma das edições do novo impresso da cadeia Associada é veiculado até um caderno dedicado ao bairro ou reportagens especiais, com a diagramação bem ao gosto da época, com títulos, subtítulos e complementos longos.
A reportagem escolhida pela pesquisa, já em 1955 (domingo 3/7), assinada pelo repórter Lenine Barros Pinto (neto do antigo gerente de "A República", José Mariano Pinto), com fotografias de Nildo Seabra de Melo, é um típico exemplo com esta sequência detalhista ao extremo antes do texto principal:
- Modernizando-se, o bairro do Alecrim associou-se também ao progresso da arquitetura funcional;
- Três belas e elegantes casas e uma garagem diferente e alegre;
- A beleza e as formas da arquitetura atual, não é mais privilégio do Tirol, "Cirolândia" (por trás do Estádio Juvenal Lamartine e da Escola Doméstica), ou das novas zonas residenciais.
Além desta "minuciosa" explicação a reportagem ainda vem com três subtítulos: "A residência Yolanda Bezerril", "A Rua Segundo Wanderley na espiral progressista" e "O Posto Studebacker" (nome de marca do carro americano).
O repórter Lenine Pinto escreve que diante da impossibilidade de demorar-se em "todas as vias públicas do mais populoso deteve-se na mencionado rua em duas residências: as dos senhores Braz Nunes de Farias e Edilson Nobre.
E detalha: - A primeira sobressai-se pelo espaço, largueza quase solar, uma verdadeira casa-grande, o movimento da fachada de cores discretas de efeito encantador.
A segunda: - Em contraste de dimensões, fosse construída há 30 anos, se chamaria de "chalet"... e lamenta a falta de calçamento, com as casas perdidas dos olhos da cidade...
O texto do LP é um primor de detalhes como retrato de um bairro que era considerado quase um subúrbio no pós guerra.
Quanto ao Braz a construção indica que está ambientado na cidade desde que veio nos anos 40 do município de Nazaré das Farinhas, na região do Recôncavo baiano, para o Rio Grande do Norte!

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