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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Identificado goleiro do Ferroviário/RN morto a tiros (I)

Reprodução do site "Saiba Mais"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Não sei se o repórter Valmir Sabino leu a minha "reclamação" em rede social. De que os principais sites natalenses publicaram um "press" oficial sobre a recente captura do matador de um goleiro do Ferroviário/RN e não identificaram a vítima e o condenado.
O jornalista o fez em excelente reportagem investigativa para o site Saiba Mais. Recomendo a leitura. Quem me enviou o link da reportagem inédita foi o repórter fotográfico e apresentador de rádio e televisão Graciano Luz, fundador do "Correio Potiguar".
"A História do Goleiro Morto em 1984 que os grandes veículos não contaram", eis o título da reportagem, lançada neste domingo em meio as atenções voltadas para o jogo Brasil 2 x 1 Japão pela segunda fase da Copa do Mundo na segunda-feira.
Não vou entrar em detalhes do assassinato ocorrido no sábado, 15 de setembro de 1984, na sede do Ipiranga (fundos da igreja católica) de Lagoa Seca, na Rua Alberto Silva, uma transversal entre a Rua São João e Avenida Prudente de Morais. Era meu caminho para a Escola Técnica Federal (Av. Salgado Filho).
Quando a mídia eletrônica noticiou o crime de morte, Artigo 121 do Código Penal, como gostavam de salientar meus colegas na Tribuna do Norte, o editor Natanael Virgínio e o repórter Ubiratan Camilo de Souza, mais Givaldo Batista em "A República", e o Pepe dos Santos, codinome do currais-novense Elitiel Bezerra, do Diário de Natal.
Por isso me lembrei do caso, mas passados tantos anos até a localização do homicida, é claro que não me recordaria o nome do ex-goleiro e serralheiro João Pereira da Silva, o "Esquerdinha", 35, e do vendedor de vegetais na Ceasa (Centrais de Abastecimentos Sociedade Anônima), José Fernandes dos Santos, atualmente com 79.
Até tentei verificar nos dois jornais na Biblioteca Nacional Digital, mas, como não tinha os nomes e tampouco a data do crime, acabei desistindo. Alguns amigos até comentaram que poderia ser o goleiro Eliezer Virgínio da Silva, então com 24 anos, mas este havia sido assassinado na década anterior (domingo, 28 de abril de 1973), crime ocorrido com arma branca na Rua Manoel Miranda, nas Quintas.
Eliezer foi campeão pelo América (1967), revezando com Dedé, Alecrim (1968), reveza com Bastos, e passou pelo Ferroviário, Monte Castelo (1971), do Batalhão de Engenharia e Construção do Exército (Nova Descoberta), que mantinha invencibilidade de 45 partidas no futebol amador, e Força e Luz (Cosern). E até no "Matutão", o campeonato interiorano promovido pelos Diários Associados da capital potiguar.

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