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domingo, 19 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (II)

Luís da Câmara Cascudo em 1918,
aos 18 anos (!), época em que inicia
colaboração no jornal A IMPRENSA

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O achado do xará do zagueiro do Santa Cruz/RN, América de Natal e Alecrim, Artêmio Florêncio Gonçalves, começa com a digitação do primeiro nome próprio do jogador, quando aparecem 291 ocorrências na primeira fase do diário vespertino católico A Ordem (1935/53), que retorna a circular semanário nos anos 60.

Para fechar o cerco e restringir inicialmente a pesquisa apenas sobre o defensor dos três clubes o repórter sabia de antemão que o período a ser levantado referia-se a pouco mais de uma década (1945/57).

Daí foi só fazer a leitura das notificações neste espaço de tempo e registrar a estreias de Artêmio, primeiro no tricolor, e em seguida no alvirrubro, focos iniciais da pesquisa.

Coincidentemente e respectivamente em dois começos de temporada: primeira semana de janeiro/1945, em jogo oficial de campeonato estadual, diante do ABC, ainda pela temporada anterior, e da mesma forma em maio/1948, em amistoso interestadual contra o Fortaleza.

Feito isso a pesquisa para se verificar de quem se tratava o personagem alheio ao futebol ficou muito mais fácil. Pois agora o nome de batismo do novo ator se restringe a 53 ocorrências em menor espaço de tempo, "apenas" uma década, de 1935 a 1945.

Tudo não passava de uma mera curiosidade pela coincidência dos nomes, mas a cada virada de ocorrência cresce a expectativa pelo aumento das informações sobre a personalidade real Francisco Artêmio Coelho e acaba aguçada pela surpresa final!

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