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quinta-feira, 23 de julho de 2026

O informante do escritor potiguar Câmara Cascudo (VII)

O jovem escritor Luís da Câmara Cascudo

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O artigo "O MISTÉRIO DE VITOR LAFOSSE", publicado no "Diário de Natal" (segunda-feira, 25/6/1962), batiza e sacramenta de vez o nosso personagem como informante contumaz dos assuntos de outrora para o escritor e historiador norte-rio-grandense Luís da Câmara Cascudo.

Os 15 parágrafos tem como tema principal um francês, de quem se sabe apenas o nome, que viveu na capital potiguar do século XIX, mas o que nos interessa mesmo são dois dos períodos em que aparece o xará em um do nomes do zagueiro do Santa Cruz e América, Artêmio Florêncio Gonçalves.

Com ares de intimidades o primeiro logo no terceiro: - O professor Panqueca, Chico Bilro, Francisco Artêmio Coelho, este o mais recente informador, falecido em fevereiro de 1945, contaram casos e episódios...

No sétimo período da página três: - Foi o primeiro morador na rua do Camboim, dizia-me Francisco Coelho... Lá residia Paulo Africano, o último africano vindo para Natal...

Diante das datas da morte (fevereiro/45) e aniversário (3/7), e que faria 74 anos, bastou fazer a continha e verificar que Francisco Artêmio Coelho nasce em 1871.

Portanto, quando Cascudo vem ao mundo (1892), Francisco Artêmio era um rapazinho de 21 anos.

Ou seja, o futuro informante ainda testemunha o menino a mamar, aprender a andar no século 19 e sentar no cavalinho de madeira no começo do século XX.



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