![]() |
| RAC no "Juvenal Lamartine" (1967): Miltinho, Miro, Ivan Matos, Nino, Brilhante, Abraão, Bazinho, Rômulo Lima, Ivan Alves, Beto e Reis Lima (colorizada por IA) |
JOSÉ VANILSON JULIÃO
Eu não sei quais foram os procedimentos que o dirigente do clube alvo e azul, Antônio Pereira de Castro, usou para conseguir montar o excelente grupo que conquista a inédita segunda colocação no campeonato potiguar.
Como fato histórico é fácil entender que o elenco do Riachuelo Atlético Clube pode ser considerado do nível de um selecionado norte-rio-grandense para disputar o antigo Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.
Basta verificar que o dirigente do RAC, o tenente Antônio Castro, agrupou jogadores já experientes e oriundos de outros clubes maiores ou de alguma projeção momentânea.
Pelo Alecrim bicampeão de 1963/64 passou o zagueiro Miltinho; pelo antigo alvirrubro Globo e o licenciando no meio do ano Santa Cruz Esporte e Cultura o meia-esquerda Beto;
Miro em atividade desde a década anterior; o goleiro Antônio José, apelidado de "Brilhante", se não me engano, foi cria do ABC; da mesma forma o atacante Rômulo.
Esta é somente uma visualização rápida do elenco. Com o sucesso repentino alguns jogadores tiveram outros destinos na temporada seguinte.
Para o América foram transferidos Nino, Bazinho e Ivan Alves (depois Racing das Rocas). Para o ABC Ivan Matos (pai do editor esportivo da "Tribuna do Norte": Itamar Ciriaco) e Beto.
O próprio "Miro Cara de Jaca" (pelo rosto cravejada de "crateras") segue para o Alecrim e termina campeão invicto de 1968.
O treinador carioca Jorge Alberto Level também é contratado pelo América para substituir um técnico de começo de temporada. Mas termina como comentarista da Rádio Cabugi.

Nenhum comentário:
Postar um comentário