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terça-feira, 19 de maio de 2026

Imagem rara do Palmeiras, o rival do Racing

PALMEIRAS DO BAIRRO DAS ROCAS NA SEGUNDA DIVISÃO DE CLUBES AMADORES: Mario, Roberto, Varela, Saul, Aldo, Amaro, Cocó (treinador), Chiquinho, Deinha, Herculano, Amigo e Esquerdinha


ALVIVERDE

O colunista pediu aos amigos fiéis leitores a escalação do time acima e foi atendido pelo especialista em times da querida comunidade da Zona Leste da capital potiguar.

Antônio Paulo atendeu, acredita que a fotografia é de 1971 e até confirmou a afirmativa do repórter: de que alguns atletas do clube verde e branco jogaram por times no campeonato estadual nos anos 60.

A imagem, colorizada artificialmente, é "capa" da página palmeirense em rede social (Facebook). Assim de memória lembro que Varela vestiu a camisa alvirrubra do América de Natal. Herculano a camisola tricolor (verde, vermelha e branca) do Ferroviário natalense. "Amigo" foi campeão pelo ABC em 1965.

E o treinador João Batista da Silva (Ceará Mirim/RN, 8/6/1940), o "Cocó" foi craque do alvinegro com este currículo: ABC (1958/64 e 67/68), Campinense (64/65), Santa Cruz (65/66), Ceará, Treze, Riachuelo (69/70) e Nacional de Patos/PB (Fonte: Súmulas Tchê).


MEMÓRIA

17/5/1984 – Falecimento do professor Manoel Leonardo Nogueira, em Natal, aos 66 anos, sendo sepultado no Cemitério São Sebastião (Mossoró) 

Nascido em 11/2/1918, filho de Manoel Leonardo Nogueira Filho e Maria da Conceição Leonardo Nogueira, residia na Avenida Presidente Dutra, no bairro Alto de São Manoel.

Desde cedo começou a paixão pelo futebol, fez parte da primeira formação do Esporte Clube Potiguar, como um dos fundadores (11/2/1945). Foi dirigente da Liga Desportista Mossoroense (1956 a 1967) e um dos idealizadores e patrono do recente demolido Estádio Leonardo Nogueira.

Atuou no Banco do Estado do Rio Grande do Norte. Leonardo era casado com Ismalita Lima Nogueira.

Ele foi locutor esportivo da Rádio Tapuyo de Mossoró. Imagem da página social "Relembrando Mossoró", de Lindomarcos Faustino.

Ricardo Silva começou no rádio em 1982

DESPEDIDA DO REPÓRTER

O radialista aposentado Ricardo Silva (fotografia: DATRINDADE), com carreira nas antigas e finadas emissoras de AM (amplitude média) ou OM (onda média), sequencialmente, rádios Rural, Poti e Cabugi, agora também se despede do Blog do Cadinho.

A última postagem foi na última segunda-feira com os agradecimentos aos leitores e internautas pelo acompanhamento.

RS é filho do falecido presidente da Associação dos Cronistas Esportivos do Rio Grande do Norte, Eli Morais de Oliveira (torcedor alecrinense), do qual acompanhei artigos no Diário de Natal nos anos 70.

Eli, inclusive, concedeu excelente entrevista para o programa  "Memória Viva", da TV Universitária (canal cinco).

Ricardo tinha como diferencial dos títulos geniais em duas ou três palavras, no máximo, sintético, bem diferente dos longos título da rede hoje em dia, de dez palavras ou mais...

FOTOGRAFIA & FUTEBOL

A VI Expo Futebol e Arte de fotografias, integrada ao projeto cultural "Badalar!", é o atrativo da noite (19 horas) da próxima quinta-feira (28), Rua Gonçalves Lêdo (Cidade Alta).

Fotógrafos convidados: Alex Gurgel, Alex Régis, Anderson Régis, Cancancamara, Canindé Soares, Damião Paz Pixoré, Delirius Criativus, Diógenes Nóbrega, Dunga, João Maria Alves, Mylena Sousa, Rita Machado e Vlademir Alexandre.




Imprensa dá o tom da "decisão" Vitória x ABC

Bom resultado na ida será o combustível para o lotar o estádio "Frasqueirão"

O cearense Léo Simão Holanda abre a primeira partida (21 horas) da seminal da Copa do Nordeste nesta quarta-feira na capital baiana.

Em competições oficiais (Campeonato Nacional, séries B e C, Taça José Américo de Almeida, Copa do Nordeste e Copa do Brasil), não necessariamente pela ordem de importância, foram disputados 29 jogos, com 10 vitórias do Vitória, 16 empates e três triunfos do ABC.

Em casa o Vitória disputou 14 jogos, com sete vitórias, seis empates e um triunfo do alvinegro. Em Natal o ABC faz 15 partidas, com três vitórias do rubro-negro, dez empates e duas vitórias abecedista.

Além da boa memória sobre a final de 2010, o Vitória acumula invencibilidade de 26 anos no Estádio Manoel Barradas. O último revés pela Copa do Brasil (2000), quando o clube potiguar levou a melhor na segunda fase.

Embora tenha sido superado na Copa Nordeste (2018) o Vitória não é derrotado pelo ABC em qualquer estádio desde então. Após sete empates seguidos, o Rubro-Negro saiu vencedor nos últimos três encontros, completando 10 jogos sem perder.

CAMPEÃO

Após empatar por 2 a 2 em Salvador o Vitória chegou no Estádio Maria Lamas Farache precisando vencer para levar a taça em 2010. De virada o Leão ganhou por 2 a 1 com gols de Kleiton Domingues e Marconi, sagrando-se tetracampeão regional.


FONTES

A Tarde

Tribuna do Norte

Bahia Notícias

FNF

Globo Esporte

O Gol

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (V)

ABC (1969): Gaspar, Arandir, Osvaldo "Piaba" Carneiro, Cidão, Ivan Matos, Floro Felipe Raposo, Izulamar, Alberi José Ferreira de Matos, João "Galego" Almeida, Sérgio "Esquerdinha" Depercia e Burunga/Acervo: José Ribamar Cavalcante/J. Batista Esportes/Blog No Ataque


JOSÉ VANILSON JULIÃO

O intuito principal da série é relacionar os sete pioneiros e primeiros goleiros artilheiros da história do futebol brasileiro.

Mas também e essencialmente divulgar os cinco casos do Rio Grande do Norte. Inclusive a raridade da descoberta do redator, com o goleiro Floro Felipe Raposo, com passagem pelo Ferroviário/RN e ABC.

Os nomes dos mais conhecidos já era e são divulgados amplamente por diversos sites e blogs dedicados ao futebol ou aos clubes dos envolvidos, inclusive a maioria como fontes destas reportagens.

Mas é bom explicar que até os anos 70/80, quando começaram a aparecer casos inéditos, o único mais conhecido e divulgado era o gol do goleiro flamenguista Ubirajara Silva de Alcântara.

Digo isso pelo fato do próprio redator carregar por anos apenas esta informação, advinda do Almanaque de Seleções Readers Digest (1971), comprado pelo papai Zé Julião Neto. E o "Bira" está na publicação.

A partir das décadas de 90/2001, com a explosão dos goleiros artilheiros nacionais e internacionais, começa a pipocar na imprensa e na rede, exemplos raros e históricos de arqueiro fazedor de gol.

Na sequência, um por um, vão ser biografados, alguns com mais informações e disponíveis, outros bem menos pela escassez informes pessoais ou da carreira.

A lista vai ser disponibilizada, independente se o personagem fez gol em jogo oficial ou amistoso, sequencialmente no tempo e no espaço pela seguinte ordem:

o inglês Archibald Thomas Waterman (Fluminense), o paulista Mauro Aparecido "Oceania" Lucas (Juventus/SP), do Rio de Janeiro Osvaldo Alfredo "Baliza" da Silva (Bahia), o paulista Roberto Silva Navarro (Noroeste de Bauru/SP), o potiguar José Xavier de Oliveira (Baraúnas de Mossoró), o norte-rio-grandense de Macau Floro (Ferroviário de Natal) e o carioca Ubirajara.

"China"

MAIS TRÊS DO FUTEBOL POTIGUAR

Ainda vão ser focados o folclórico goleiro Sebastião Jerônimo da Silva, mais conhecido como Bastos (corruptela do nome de batismo), famoso por jogar de peruca pelo Alecrim, nos anos 70; o maranhense Wernan Silva Reis (Barra do Corda, 30/12/1963), o "China" (imagem: O Gol), autor de três gols pelo Alecrim (1993/94), e Ferreira, do Santa Cruz, autor de um gol pelo campeonato potiguar recentemente.

segunda-feira, 18 de maio de 2026

Terceiro gol oficial agora é do goleiro potiguar (IV)

Noroeste (1966): Navarro, Neguinho, Mauri, Natalino, Moacir, Cido, Cardoso, Ivan, Leivinha, Balau e Pepe

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com uma nova checagem na rede o repórter é obrigado a alterar o título da série inédita sobre os pioneiros e primeiros goleiros artilheiros do Brasil em jogos oficiais e amistosos, com bola rolando e em cobranças de penalidades máximas.

Para acrescentar o paulista Roberto Silva Navarro (1939 - 2012), com passagens pelo Noroeste (Bauru) e Ferroviária (Assis/SP), autor de um gol oficial (1962) pelo campeonato paulista.

O potiguar Florio Felipe Raposo (um gol em 1965), do tricolor Ferroviário de Natal, agora é o terceiro e o carioca Ubirajara da Silva Alcântara é o quarto da lista.

No geral, agora, até 1970, a soma totaliza sete goleiros artilheiros, inclusos os dois autores de gols em amistosos.

Na lista o inglês Archibald Thomas Waterman do Fluminense (1908), o paulista "Oceania" do Juventus (março/1955), Osvaldo Baliza pelo Bahia (agosto/1955) e o mossoroense José Xavier de Oliveira, pelo Baraúnas (1961).


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (III)

Juvenil do Flamengo (1965): Mário Braga, Ubirajara, Paulo Lumumba, Itamar, Jarbas, Leon; Neves, Juarez, César Marques, Fio e Osmar/Terceiro Tempo

Ubirajara entrevistado na RE

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Duas semanas após fazer o gol sem querer (26 do segundo tempo), o segundo do jogo Flamengo 3 x 0 Madureira (19/9/1970), no Estádio Luso-Brasileiro (Ilha do Governador), o goleiro Ubirajara da Silva Alcântara é alvo de reportagem da Revista do Esporte (581).

A publicação semanal carioca lançada em 1959 pelo jornalista Anselmo Domingos, mas agora com outro grupo, chega às bancas na primeira semana de outubro (dia 2), já com a forte concorrência da revista semanal paulista PLACAR, que havia aparecido em março de 1970.

A entrevista de Ubirajara Alcântara ocupa duas páginas separadamente e ilustradas com duas fotografias do arqueiro flamenguista (uma em cada página).

Quando se ocupa de responder sobre apresentação no concurso "O negro mais bonito do Brasil" no programa de auditório "Buzina" e "Cassino", do apresentador pernambucano Abelardo Barbosa, o "Chacrinha" na TV Globo.


O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (II)

América/RN com a Taça Almir Albuquerque (1973): Scala, Ivan Silva, Nunes, Paúra, Mário Braga, Ubirajara, Zé Emídio, Maertelinck Rego (médico), Macarrão (massagista), Almir, Careca, Santa Cruz, Hélcio Jacaré e Gilson Porto

Ubirajara Alcântara é
eleito o negro mais bonito
do Brasil, no programa do
Abelardo Barbosa, o famoso
apresentador "Chachinha"

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A primeira vez que toquei no assunto de algum goleiro artilheiro foi pelo falecimento do arqueiro americano Ubirajara Dias Ribeiro (1947 - 2021), natural do Estado do Rio de Janeiro, falecido em julho durante a pandemia do vírus Covid-19.

Ubirajara Dias chegou ao América (1973) como reforço para o campeonato estadual indicado pelo treinador Maurílio José de Souza, o "Velha", e acabou campeão da Taça Almir Albuquerque (em homenagem ao atacante pernambucano assassinado em Copacabana), entregue no segundo semestre pelo repórter José Maria de Aquino (revista PLACAR), "competição" paralela ao campeonato nacional, e depois bicampeão da Taça Cidade de Natal (1974/75) e bicampeão potiguar (1974/75).

Pela ocasião da terceira reportagem sobre o desaparecimento dele o repórter salientou que havia no futebol carioca outros três goleiros com o mesmo nome, sendo dois dos mais famosos Ubirajara Gonçalves Mota (4/9/1936 - 24/10/2021), com passagens pelo Bangu (campeão carioca 1966), Botafogo (1971) e Flamengo (1972/73), mais Ubirajara da Silva Alcântara (27/2/1946), conhecido pelo gol "ventania" no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador (1970).

Além do mais jovem e menos conhecido, Ubirajara Morgado Barbosa (3/5/1953), com passagens pelo Campo Grande, o alvinegro suburbano do bairro carioca do mesmo nome; Anapolina de Goiás (1977), Figueirense de Florianópolis/SC (1978) e o paraibano rubro-negro Campinense de Campina Grande (1986).

Posteriormente em três reportagens sequenciais (sábado, 12 de agosto de 2023) o gol de Ubirajara Alcântara no jogo Flamengo 2 x 0 Madureira (19 de setembro de 1970) é mencionado pela participação no Tricolor Suburbano de dois ex-jogadores do América de Natal, o lateral-direito Ivan Silva (recordista de gols pelo alvirrubro natalense) e o quarto-zagueiro Dorival Arrivabene, o "Leléu".


FONTES

Bangunet

Blog Edemar Ferreira

Datafogo

Flaestatísticas

Meu Time na Rede

O Curioso do Futebol

O Gol

PLACAR

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo

Vermelho de Paixão

O segundo gol oficial é do goleiro norte-rio-grandense (I)

América de Pedro Farias/Macau: Chiquinho Arara, Francisquinho, Floro, Dode, Ilo, Wilde, Adilson Lemos, Toinho Amâncio, Ari Boboca, Pedro Farias (último em pé); não identificado, Ciçor, Viramundo, Neco, Paulo Moura, Damião e Benero/Imagem: acervo memorialista José Ribamar Cavalcante

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O gol em campeonato estadual do macauense Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) é registrado (1965), após o do goleiro do Fluminense (1908), e precede o do arqueiro flamenguista (1970) em campeonatos carioca.

Entre o primeiro e o terceiro são divulgados ou conhecidos dois gols de goleiros em amistosos, um no interior paulista (1955), outro por um clube baiano (no mesmo ano), e mais um no clássico mossoroense Baraúnas x Potiguar (1961).

Também são alvo de notícias mais três goleiros artilheiros no futebol do Rio Grande do Norte. Um pelo Força e Luz (1979), um pelo Alecrim (1993/94) e o último, mais recente, pelo Santa Cruz de Natal contra o América da capital.

A maioria destes acontecimentos já foi notificado parcialmente ou com detalhes pela imprensa em geral, blogs e sites especializados em esporte, principalmente futebol.

Mas o caso dos cinco goleiros, comprovadamente três potiguares e um maranhense, com atuação em competições no RN, são pouco divulgados ou praticamente desconhecidos.

Com a ressalva de que a inédita façanha para a época, do goleiro norte-rio-grandense "Floro" (corruptela do nome de batismo), é abordada pela primeira vez como mais um achado deste blog.

Os pormenores dos feitos locais são objetos ou alvos e passam a ser mais uma série exclusiva e característica do JORNAL DA GRANDE NATAL.