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sexta-feira, 17 de junho de 2016

Eder faz sucesso na Azzurra, a exemplo dos pioneiros

O atacante brasileiro e naturalizado italiano Éder Citadin Martins, 29, nascido no município catarinense de Lauro Muller, faz história com a seleção italiana de futebol, ao marcar o segundo gol da vitória, aos 43 do segundo tempo, no segundo jogo da fase de grupos, contra a Suécia, nesta quinta (16)..
O jogador, de 1,78 metros, estreou pela Azzurra em 28 de março do ano passado, contra a Bulgária, em partida válida pelas eliminatórias, marcando um dos gols do empate em 2 – 2.
Atualmente joga pela Internazionale de Milão. Primeiro foi contratado por empréstimo pelo desconhecido Frosinone para disputar a Série B (segunda divisão), e 2008, após o Empoli contratá-lo ao Criciúma.
Em 20 de agosto de 2010 acertou com o Brescia por empréstimo. Anotou apenas seis gols em 35 jogos e, no dia 13 de julho de 2011, foi vendido para o Cesena.
Outros “italianos”
O avançado Amauri jogou apenas um ano no futebol brasileiro antes de se transferir para o Napoli (2000). Chamado para a Seleção Brasileira (2009) conseguiu a dupla nacionalidade um ano depois. Após a Copa da África foi convocado pela primeira vez para a seleção italiana. Também atuou pelo Parma.
O volante Thiago Motta, natural de S. Bernardo do Campo/SP, começou na nase do Juventus, do bairro da Mooca, capital paulista. Já na infância adquiriu cidadania italiana por sua ascendência e não naturalização.
Jogou no Brasil até 1999, quando se transferiu ao time B do Barcelona, e chegou a jogar pela Seleção Brasileira Sub-23. Em 2010 recebeu a autorização da Fifa para defender a Itália e desde 2011 tem sido convocado. Tem passagem pelo Paris Saint-Germain.
Pioneiros
O primeiro brasileiro a atuar no ‘país da bota’ foi Anfilogino Guarisi, o Filó, zagueiro transferido do Corinthians Paulista para o futebol peninsular em 1931, via Lazio de Roma, a capital, sendo campeão na Copa do Mundo de 1934, na Europa. O atacante mineiro Nininho atuou pela Azzurra na Eliminatórias para o Mundial de 34.
O ex-jogador de maior sucesso e fama a atuar pelo selecionado italiano foi o paulista José João Altafini, o Mazzola. Jogou pelo Palmeiras e, em 1958, durante o campeonato mundial da Suécia, aos 20 anos, foi contratado pelo Milan.
Ficou no futebol italiano por 18 anos, passando ainda por Napoli e Juventus de Turim. Ao encerrar a carreira passou a comentarista na Rádio e Televisão Italiana (RAI).
O apelido no Brasil surgiu em homenagem ao jogador Mazzola, do Torino, morto em acidente aéreo com a delegação na década de 40. E pai do outro Mazzola, vice na Copa do México (70).
Outro a vestir a camisola azul foi o paulista de Jaú e ex-santista Ângelo Benedicto Sormani, em 1962, a exemplo de Altafini. O carioca e ex-botafoguense Dino da Costa fez sucesso nos anos 50/60.
*Depois de outro intervalo alheio a vontade do responsável pelo blog, bem menos longo que o anterior, recomeço os comentários sobre assuntos variados. Agradeço aos quase dez mil internautas. Ainda em recuperação gradual de acidente doméstico, procuro, agora, manter uma série de textos.

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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

O matraquear das metralhadoras nas letras e músicas

A canção Cera un ragazzo che como me... dos italianos Gianni Morandi (71 anos), com estreia em 1962, e Franco Migliacci, de 1966, estourou no Brasil no ano seguinte

É uma versão de Brancato Júnior, empresário do grupo Os Incríveis, que protagonizou o sucesso na Jovem Guarda. A banda paulista estreou em 1961, permanecendo em atividade sistemática até 1973.

A formação original era composta por Mingo (Domingos Orlando), Rizonho (Waldemar Mozema), Manito (Antonio Rosas Seixas), Netinho (Luiz Franco Thomaz) e Neno (Demerval Teixeira Rodrigues), substituído, em 1965, por Lívio Benvenutti Jr (Nenê).

O  conjunto, como se dizia antigamente, chamava-se The Clevers, mas os integrantes romperam com o empresário, dono da marca. O novo nome surgiu em 1965. Do elenco inicial são falecidos Domingos, Rosas Seixas e Demerval.

Os roqueiros da banda gaúcha Engenheiros do Havaí, surgida em 1984, regravaram o hit ERA UM GAROTO QUE COMO EU AMAVA OS BEATLES E ROLLING STONES em 1990.

Ao barulho do ra-tá-tá de uma metralhadora a letra conta a história de um jovem americano, convocado para a Guerra do Vietnam.

Agora, devido a comemoração da torcida, com a vitória do ABC sobre o América, tomo conhecimento de outra metralhadora, nome de uma música da baiana Banda Vingadora, com um tal de tra-tra-tra...

Fico com a primeira.

sábado, 30 de janeiro de 2016

O filme os Dez Mandamentos e a relação com uma pequena cidade do Estado do Rio Grande do Norte

José Vanilson Julião
Jornalista

O primeiro e único filme Os Dez Mandamentos que assisti, entre 1968 e 1970, ainda no século XX, foi no Cine Canário, na cidade onde nasci, Cerro Corá (Região do Seridó), a 190 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.
As latas com os rolos de filmes eram trazidas numa perua Kombi, de Natal, pelo meu pai, Zé Julião Neto, toda terça-feira, para exibição na sessão noturna do dia seguinte e na matiné do domingo e na noite domingueira. 
Era o máximo ver o exibidor, Sebastião Canário, manuseando a máquina. Na outra semana, as fitas eram devolvidas aos distribuidores. A maioria ficava no bairro da Ribeira, na capital potiguar.
Pelo menos duas ficavam na antiga estação rodoviária Presidente Kennedy, inaugurada em 1963 pelo prefeito Djalma Maranhão. o desativado terminal fica no largo Dom Bosco ou Praça Augusto Severo.
A citada película colorida, de 1956, é a segunda versão cinematográfica do diretor Cecil B. DeMille, o mesmo da primeira produção, em preto e branco (1923).
O épico de 229 minutos (três horas) é estrelado pelos atores Charlton Heston (Moisés), Yul Brynner (Ramsés), Anne Baxter (Nefertiti) e Yvonne de Carlo (Séfora)
Outros astros foram Edward G. Robinson, John Derek (Josué), John Carradine, Vicent Price e Judith Anderson..
O épico, curiosamente, teve quatro roteiristas, sendo baseado em livros de três escritores diferentes, tendo como base, claro, o Antigo Testamento da Bíblia do Cristianismo.
O filme ganhou a estatueta dourada Oscar de melhor efeitos visuais (1957) e de melhor ator para Heston no Golden Globe (Globo de Ouro).
A primeira versão do clássico, na época do cinema mudo, tem duração de 136 minutos, sendo, a exemplo do filme posterior, um longa-metragem.
O mais interessante é que também foi editado um álbum de figurinhas sobre o filme de 1956. e quem tinha ele completo era dona Ana, esposa de Arian Félix da Silva, mãe dos amigos Ariomar e Arijóy.
O álbum também era sensacional, inclusive com a passagem do Mar Vermelho pelos hebreus e afogamento do exército do faraó. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Potiguar é o quarto brasileiro a ganhar o mais antigo prêmio norte-americano internacional de jornalismo

Premiação é entregue em Nova York (EUA) e concedida pela Universidade de Colúmbia, enquanto o Pulitzer, desde 1917, agracia somente profissionais dos Estados Unidos

José Vanilson Julião
Jornalista

O norte-rio-grandense Orlando Ribeiro Dantas é um dos jornalistas brasileiros agraciado com a mais antiga premiação internacional destinada a profissionais e empresários da imprensa, o Maria Moors Cabot, desde 1939, para concorrentes dos Estados Unidos, Canadá e América Latina.

Em 77 edições, até o ano passado, o Brasil foi contemplado 34 vezes, com 32 personalidades diferentes. Duas personalidades nacionais, alternadamente, o receberam duas vezes. Em três seguidos anos três profissionais brasileiros foram contempladas.

O País também teve personagens diferentes agraciados em cinco anos seguidos. Entre os premiados nomes famosos e outros menos conhecidos. De diversos grupos, conglomerados e mídias diversas.

Personalidades dos países das três Américas (Norte, Central e Sul) foram escolhidos. Na primeira edição são escolhidos representantes do Peru e Argentina. Na segunda os agraciados são do Chile, Colômbia, Honduras e Estados Unidos.

No terceiro ano um diferencial, com o casal de brasileiros Paulo Bittencourt e a mulher, Sylvia de Arruda Botelho Bittencourt. Ele um dos donos do jornal diário carioca Correio da Manhã (1901 – 1974), fundado pelo pai, Edmundo Bittencourt. Outro chileno também é agraciado, ao lado do primeiro cubano.

Ela, posteriormente, correspondente de guerra pela agência americana United Press Internacional (UPI). Nove meses antes do sergipano Joel Silveira chegar ao teatro de operações, na Itália, pelos Diários Associados, encabeçado pelo diário carioca O Jornal, do paraibano Francisco de Assis Bandeira de Melo.

Na sétima edição (1945), inclusive, Chatô é o terceiro brasileiro escolhido, ao lado de um venezuelano e um norte-americano, por sinal o terceiro ianque agraciado diante de vários latinos até aquele ano.

É na temporada em Nova York, para receber a premiação de cinco mil dólares, esticada até a Califórnia, que o fundador do primeiro complexo midiático nacional toma conhecimento da televisão, inclusive dos primeiros testes em cores, e cria a TV Tupi paulista (sete anos depois), o primeiro canal da América Latina.

Rio Grande do Norte

O potiguar Orlando Ribeiro Dantas, na décima edição (1948), torna-se o quarto representante tupiniquim agraciado, ao lado de mais um chileno, um peruano e um americano. Nascido em Ceará Mirim, em 12 de junho de 1930 funda, no Rio de Janeiro, então capital federal, o Diário de Notícias.

Dantas é membro de tradicional família do RN e faleceu em 1953. O jornal deixou de circular no começo dos anos 70. A última edição, a 14.747, circulou em 10 de novembro de 1976, com outro grupo, pernambucano.

Em conjunto com outras personalidades de nacionalidades diferentes, foram agraciados, posteriormente, Elmano Cardim (1951), Bernardino Austregésilo de Athayde (1952), Carlos Werneck Lacerda (1953), Danton Jobim (54), Breno Caldas (55), Paulo Bittencourt, Roberto Irineu Marinho e Herbert Moses (todos em 57), Hernane Tavares de Sá (59) e Roberto I. Marinho (65), Manoel Francisco Nascimento Brito (67), Alceu Amoroso Lima (69) e Alberto Dines (1970).

Depois Fernando Pedreira (74) e Carlos Castelo Branco (78). Seguiu-se longo hiato, compensado com três premiações em 1987 (Luis Fernando Levy, Roberto Muller e Paulo Sotero). Neste mesmo ano são agraciados um americano e dois colombianos, estes post morte pela primeira vez. Roberto Civita (1988), morto dois anos depois.


Ainda Carlos Eduardo Lins e Silva (1990), seguido de Gilberto Dimenstein, Otávio Frias Filho e Ricardo Arnt, todos em 91. No século XXI são homenageados Clóvis Rossi 2001, João Antonio Barros 2003, Miriam Leitão 2005, José Hamilton Ribeiro 2006, Merval Pereira 2009, Mauro Koning 2013 e Lucas Mendes 2015.

domingo, 24 de janeiro de 2016

América lidera campeonato potiguar pelo saldo de gols

A primeira rodada do campeonato estadual de futebol profissional no RN se encerra logo mais a tarde, com ASSU x Baraúnas (Mossoró), no Estádio Edgar Montenegro.
Nesta manhã o Alecrim perde para o América no Estádio Arena das Dunas (Natal). Com gols de Flávio Boaventura, Thiago Potiguar (dois) e Matheus.
O time americano e o ABC lideram com três pontos, porém o alvinegro perde no critério de desempate.
No jogo matutino público pagante de 2.909, não pagante 532 e 3.431 no total. Renda de R$ 67.542,00.
O clube rubro tem saldo de três gols contra um do time da Frasqueira. Na segunda colocação estão Potiguar (Mossoró) e Globo (Ceará Mirim). Sem saldo.

sábado, 23 de janeiro de 2016

ABC ganha do Palmeira (RN) com um jogador a mais

O campeonato estadual do RN começou neste sábado com dois jogos. Em Natal o ABC venceu o Palmeira (Goianinha), que chegou a empatar no segundo tempo, no Estádio Maria Lamas Farache.
Em Mossoró o Potiguar empatou com o Globo (Ceará Mirim), em 2 a 2, no Estádio Leonardo Nogueira.
A primeira rodada prossegue amanhã. Na capital o Alecrim recebe o América na Arena das Dunas. O ASSU enfrenta o Baraúnas (Mossoró), em casa, no Estádio Edgar Montenegro.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Irmãos comemoram aniversário na mesma data no RN

Esta semana presenciei no noticiário da televisão que duas irmãs, casadas com dois irmãos, tiveram crianças – um menino e uma menina -, no mesmo dia. O caso inusitado aconteceu na cidade de Ferraz de Vasconcelos, na Grande São Paulo.

Se o fato acontecido na região metropolitana da capital paulista é digno de registro, também o faço para um caso envolvendo três parentes do titular do blog, o qual era totalmente desconhecido para este jornalista em pouco mais de 35 anos de convivência.

Somente no começo da manhã desta sexta-feira, 15, por meio da rede social Facebook, é que soube que três primos, dois homens e uma mulher, comemoram aniversário em um único dia. Mas nascidos em anos diferentes.

Não tenho receio de afirmar que a coincidência é raríssima, tanto no Brasil como em relação ao mundo. Sendo passível, até, de registro na edição brasileira ou mundial do livro dos recordes, o inglês Guiness Book.

Fazem aniversário nesta sexta, pela ordem de nascimento, Francisco de Assis Oliveira, o Nenem (1960), João Eider, o Eidinho (1963), e Maria Sueli Oliveira Bezerra da Costa (1967).

O querido trio é nascido na cidade de Cerro Corá (Região do Seridó), a 190 quilômetros de Natal, a capital do Rio Grande do Norte.

Francisco, atualmente, reside na cidade de Açu (RN), Eider permanece em Cerro Corá e Sueli mora em Natal.


Parabéns, sucesso e saúde aos primos, protagonistas e personagens reais de interessante e rara história (José Vanilson Julião)