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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2025

América/RN: primeiro adversário "Coral" na "Excursão da Morte" (III)

Chegada do Santa Cruz em Manaus/AM: Aristófanes da Trindade (de chapéu) e ao lado José Mariano Carneiro Pessoa (terno escuro)

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Além do árbitro convidado para acompanhar o grupo do Santa Cruz rumo ao Norte, José Mariano Carneiro Pessoa ("Palmeira"), e do treinador Lourival Silva, havia algo mais que ligava o Tricolor ao Rio Grande do Norte.

Quem acompanhava a embaixada no Estádio Juvenal Lamartine era o presidente da delegação, o jornalista pernambucano Aristófanes Trindade, que, no começo dos anos 30, foi gerente da Companhia de Cigarros Souza Cruz em Natal.

E participa da fundação de outro clube com o mesmo nome e cores (vermelho, preto e branco): o Santa Cruz Esporte Clube, fruto de uma dissidência do rubro-negro Sport Clube Natal, do Remo surgido em 1915, participante de alguns campeonatos estaduais. Foi só acrescentar o branco.

Nem precisei buscar os livros dos falecidos jornalistas Everaldo Lopes Cardoso (“Da Bola de Pito ao Apito Final”) e de José Procópio Filgueiras Neto (“Os Esportes em Natal”) para confirmar. Bastaram dois artigos.

Do jornalista Aluízio Menezes de Melo: - UM POUCO DA HISTÓRIA DO QUERIDO GRÊMIO DAS TRÊS CORES – 21 anos de glórias e de bons serviços ao desporto da terra (“O Poti” – domingo, 6/11/1955).

E do também desaparecido jornalista Raimundo Ubirajara Macedo: “Salve, Santa Cruz” (na mesma edição do jornal Associado, na época diário vespertino, e depois semanário).

FUNDADORES

Alberto Galvão de Moura (potiguar dirigente do Sport Recife), Arnaldo Toselli, Waldemar Mathias de Araújo (jornalista), Antônio Fernandes Filho, Álvaro Mesquita Açucena, Francisco das Chagas Carvalho, Geraldo Magela de Vasconcelos, José Peixoto, Leônidas Bonifácio (foi remador e jogador do América), Ponciano Damasceno (atleta), Reinaldo Praça (ABC e América), Reinaldo José Iglesias e Rivadavia Guerreiro (filho do coronel Guerreiro, aquele que indicou o campo de pouso de Parnamirim para aviões franceses).

 

FONTES/IMAGEM

Jornal Pequeno

O Poti

Fernando Machado

Imagens & Palavras

Lenivaldo Aragão

 

América/RN: primeiro adversário "Coral" na "Excursão da Morte" (II)

Pedrinho, Pelado, Omar, Eutímio, King, Amaro Caju, Sidinho II Pinhegas, Limoeirinho, Guaberinha, França, Papeira, Sidinho e Capuco

Reportagem de jornal natalense confirma o placar real e o horário do jogo na primeira parada do Tricolor

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O diário vespertino católico “A Ordem” (sábado, 2/1/1943) publicou uma minúscula reportagem de quatro curtos parágrafos.

Na edição do dia anterior (quinta-feira, 31/12/1942), na costumeira e tímida sessão “Desportos”, explica que o jogo está marcado para ás 9 horas. Com bilhete a 3 cruzeiros.

Vejamos: - Perante uma reduzida assistência o encontro América e Santa Cruz do Recife, que se encontra em trânsito rumo ao Norte. Os alvirrubros jogaram sem técnica e entusiasmo, enquanto o clube visitante, formado por profissionais, apresentou-se com um esquadrão bem homogêneo...

“No final do primeiro tempo o placar assinalava 3 a 1 em favor dos tricolores. Quando faltavam 20 minutos para o término da partida foi a mesma dada como finda, por ter a embaixada recifense de prosseguir viagem.”

- Nesse período o Santa Cruz assinalou mais três tentos contra nenhum dos americanos... O juiz Palmeira apitou a contento.

 

FONTES/IMAGEM

A Ordem (RN)

Diário da Manhã (PE)

Arquivo Coral

Blog Lenivaldo Aragão

América/RN: primeiro adversário "Coral" na "Excursão da Morte" (I)

Imagem do Santa Cruz no "Parque Amazonense" (Manaus). Marcados com o "X" os atletas que faleceram na trágica estadia na Região Norte: o goleiro "King" e o atacante "Papeira".

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O redator já havia lido duas reportagens sobre a trágica estadia do Santa Cruz/PE na Região Norte. Uma na revista semana "Placar". Outra na "Folha de São Paulo".

Recentemente o tema voltou a ser abordado em rede social (10 e 11/2). Sem nenhuma grande novidade. Mas incorre no mesmo erro das publicações impressas.

Quando menciona que o Tricolor começa a fatídica excursão em jogo contra o selecionado (ou combinado) potiguar, no Estádio Juvenal Lamartine, em Natal.

Porém é compreensível o lapso. Acredito que o autor da recente reportagem se valeu das anteriores e do que foi publicado em sites e blogs que repercutem o assunto.

Na verdade, o clube "Coral" (vermelho, preto e branco) da capital pernambucana venceu o América/RN (6 x 1) numa sexta-feira (1/1).

Como árbitro o depois treinador pernambucano José Mariano Carneiro Pessoa, o “Palmeira”, pelo aspecto longilíneo do corpo, convidado da comitiva.

O alvirrubro: Rossini Azevedo, Leônidas Bonifácio, Marinheiro, Soleiro, Chagas, Antônio Acácio do Nascimento (pai do treinador Hélio Lopes), Zé Lins, Stephenson, Souza “Badof”, Demóstenes César da Silva (aquele que foi para o Botafogo) e Piolho.

Santa Cruz: King, Sidinho II, Pedrinho (jogou pelo América/RN no segundo turno do campeonato potiguar de 1937), Omar (veio da capital paulista para o Nordeste e jogou pelo ABC na Taça Chile), Capuco (Pelado), Amaro, Edésio (Guaberinha), Limoeiro (outro que foi para o futebol carioca), Papeira, Sidinho e Pinhegas (também foi para o futebol do Sudeste).

 

FONTES

A Ordem

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Folha de São Paulo

Placar

Craques e Esquadrões do Futebol

Memórias do Futebol Nordestino

Messi do Alecrim

O primeiro clube carioca na capital potiguar (FINAL)

"O Nordeste" e "Unitário": duas fontes importantes sobre a excursão do America carioca

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A imprensa da capital cearense em geral deu total cobertura a excursão do America do Rio de Janeiro.

O pesquisador não teve acesso a todos os jornais da época, mas a constatação das excelentes reportagens vem de dois deles extintos.

Primeiro “Unitário”, surgido de uma iniciativa local, e depois incorporado a cadeia dos Diários Associados.

Segundo ‘O Nordeste”, que era ligada a arquidiocese de Fortaleza e circulou ininterruptamente de 1922 a 1964.

Os dois impressos foram importantes para confirmar informações, como as datas, os placares e autores dos gols dos sete jogos do alvirrubro carioca.

Contra Maguary (estreia com derrota), Tramways, Ferroviário, Fortaleza, América/CE – estes quatros derrotados – e Ceará (empate e derrota).

“O Nordeste” (segunda-feira, 3/3/1941) também relaciona as escalações do último jogo contra o Ceará antes de seguir para Natal, no Rio Grande do Norte, contra o ABC, campeão potiguar.

America: Mozart, Villa, Arauto, Alcebíades (Oscar), Aziz (Bolinha), Dedão, Esquerdinha, Carola, Plácido, Baleiro e Nelsinho.

Ceará: Capotinho, Camilo, Motor, Popó, Mundola, Babá, Aluízio, Idalino (Biinha), França, Zuza e Mitotônio.

 

NOTA DO REDATOR: “O NORDESTE’ E “UNITÁRIO” PODEM SER VISUALIZADOS NO “PORTAL DA HISTÓRIA DO CEARÁ”

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2025

O terceiro Romarinho para vestir a camisa vermelha

Romarinho veio da Lusa carioca: será o terceiro com o mesmo nome a por
de pescoço abaixo a camisa vermelha ou branca com detalhes rubros do clube

Infestação do nome para jogador de futebol começou com o original campeão mundial

JOSÉ VANILSON JULIÃO

A diretoria da SAF americana confirma o que os repórteres informaram: a contratação do meia-atacante Romário Costa Barroso (Rio de Janeiro, 18/9/1993), 31 anos.

O jogador passou pelo paranaense Operário Ferroviário (Ponta Grossa), Associação Atlética Portuguesa (Ilha do Governador/RJ), o maranhense Timon, Sampaio Corrêa (da capital São Luís/MA), Brasiliense (Distrito Federal) e Volta Redonda (da cidade homônima do interior do Estado do Rio de Janeiro)

Além destas informações pessoais (nome completo, naturalidade e data de nascimento) e curriculares (clubes na carreira), está na cara que recebeu o nome em homenagem ao Romário campeão do mundo em 1994.

Aliás o Brasil está cheio de Romarinho por causa do outrora atacante carioca, presidente do America do Rio de Janeiro e senador Romário de Souza Faria.

Só no alvirrubro de Natal outros dois Romarinho vestiram a camisa vermelha: o potiguar de Ceará-Mirim, José Romário Silva de Souza (seis jogos em 2016), e o paulista Romário Henrique Faria (53 jogos e sete gols nas temporadas 2020/21).

Só para dar mais um exemplo da infestação nacional de Romarinho cito o também paulista Romário Ricardo da Silva, atualmente no futebol árabe.

E para ser redundante tenho que lembrar do Romarinho, o filho! Mas se o leitor souber de mais algum informe que acrescento!

 

FONTES/IMAGEM

Canindé Pereira

Blog Gente Americana

Ilha Notícias

O Gol

O primeiro clube carioca na capital potiguar (XV)

Sede do alvirrubro cearense (anos 60) com o acento agudo e o complemento em inglês

Uma rica taça em disputa para os dois clubes americanos: o do Rio de Janeiro e o de Fortaleza

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Quando os alvirrubros homônimos, Rio de Janeiro e Fortaleza, entraram campo do Prado, havia uma pequena diferença: a ausência do acento agudo no “E” do carioca e a inclusão na mesma letra do nordestino.

Para apimentar a fraternidade entre o carioca e cearense – o segundo nasceu inspirado no primeiro – é disputada a “Taça Américo Picanço”, homenagem ao falecido dirigente do alvirrubro local, um dos baluartes do surgimento e consolidação do clube.

O troféu é posto numa vitrine de uma loja na famosa “Praça do Ferreira”, no centro da capital, para apreciação do torcedor. Enquanto o treinador carioca Diniz Júnior diz – sem trocadilho proposital – que somente divulga a escala momentos antes do jogo (sexta-feira, 28/2).

O diretor do América alencarino – como diziam os locutores de antigamente – “doutor” Canamary Ribeiro, informa que requisitará nove jogadores aos clubes locais.

Os reforços: Milton, Camilo, Assis, Idalino, Luizinho, Zé Sérgio, Popó, Airton e Zuza. A maioria entrou nos confrontos envolvendo o Ferroviário e Fortaleza.

Na preliminar do “Estádio Sport Cearense” (nome oficial) os infantis do América/CE, campeão da categoria no ano anterior, e os garotos do Tramways, chamado de time “elétrico” pela imprensa.

Treinador Leston Júnior não aguenta pressão e cai

Com boas intensões o treinador mineiro Leston Júnior também falhava na comunicação

Na cobertura de União/TO 2 x 4 América/RN o repórter antecipou a queda com a seguinte legenda: - Se era periclitante a permanência de Leston Júnior no América agora parece insustentável.

Dito e feito. Ele é demitido no final desta tarde. Depois que o diretor executivo Constantino Júnior pediu o boné ainda no retorno para Natal.

Leston somou sete vitórias, três empates e igual número de derrotas: ABC (Estadual), Bahia (Copa do Nordeste) e União (Copa do Brasil). Aproveitamento: 66,66 por cento.

Como curiosidade abaixo a lista dos dez treinadores que permaneceram a frente do elenco americano na faixa de 10 a 12 jogos.

 

LISTA DE TÉCNICOS

Leston Isaías do Nascimento Júnior: 2021 (12 jogos)

Luís Ribeiro Pinto Neto (Lula): 1983 (12 jogos)

Roneivaldo "Nei" da Matta Soares: 2018 (11 jogos)

Givanildo José de Oliveira: 1998 (11 jogos)

Herwin de Souza Hacradt: 1959/60 (11 jogos)

Luís Carlos de Oliveira Preto (Pintado): 2013 (10 jogos)

Roberto Fernando Schneiger (Cavalo): 2008 (10 jogos)

Miluir Macedo Cunha: 2005 (10 jogos)

Perícles Raimundo Oliveira Chamusca: 1997 (10 jogos)

Jorge Alberto Level: 1968 (10 jogos)