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terça-feira, 26 de maio de 2026

Goleiro Floro contratado pelo Ferroviário do Recife

ALECRIM (1969): Biu, J. Alves, Valdomiro, Miro "Cara de Jaca", Bastos, Anchieta; Zezé, Toinho de Macau, Tião "Medonho", Pedrinho e Josenildo. Identificação do elenco pelo leitor J. Penha!

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Com participações em oito temporadas no Ferroviário/RN (1961/68) é provável que o Florio Felipe Raposo (1940 - 2010) seja o goleiro com mais jogos pelo tricolor (superando talvez até jogadores de linha), ficando acima dos colegas que revezaram a titularidade entre 1964/67: Edilson, Flávio e Lula.

"Floro" pisou o campo do "Juvenal Lamartine" pela última vez oficialmente no segundo turno do campeonato estadual (10/7/1968), Ferroviário 0 x 2 Alecrim (gols do paraibano Icário 31 e Elson Germano 37), jogo que do título invicto antecipado para o alviverde, que havia vencido o turno.

O macauense Floro deixa o "Ferrim" no segundo semestre contratado como reforço para o Torneio Nordestão pelo ABC, mas antes enfrenta o alvinegro e perde amistoso (4 x 1) pelo Ferroviário.

No ABC permanece até março/abril de 1970, quando o dirigente Agnelo Alves negocia o passe e segue para o Ferroviário da capital pernambucana, fundado como Great Western décadas antes.

Entra poucas vezes em campo na primeira temporada, sendo registrado um amistoso com um time da Polícia Militar/PE e no interior do estado. Entretanto há participações na Taça Cidade do Recife contra o Santo Amaro (com vitória);

E mais o 4 x 2 Ibis (preliminar) de Náutico 1 x 2 Santa Cruz pela Taça Cidade do Recife (quarta-feira, 17/2/1971). Também participa do Torneio Início do campeonato pernambucano na mesma temporada.

No ano seguinte é um dos dois goleiros que reforçam o América de Natal na participação do campeonato nacional da Divisão Especial.

O outro é Sebastião Jerônimo da Silva, o Bastos, também goleiro artilheiro, nosso próximo personagem.


FONTES/IMAGENS

Diário de Natal

Diário de Pernambuco

Tribuna do Norte

Anotando Futebol

Arquivos do Futebol Brasileiro

Blog do Marcão

Datatrindade

Federação Internacional de Estatísticas de Futebol

Futebol Retrô

História do Futebol

Acervo Damião Dionísio

Diogo Julio Bovi; Trindade, Marcos Avelino; Júnior, Rodolfo Pedro Stella - Histórico do Riachuelo no Campeonato Potiguar - 1949/1993




segunda-feira, 25 de maio de 2026

O histórico gol do goleiro do Ferroviário natalense

Imagem do Ferroviário dos anos 60 colorizada artificialmente e melhor trabalhada a pedido do redator a um coleguinha da imprensa do Rio Grande do Norte

JOSÉ VANILSON JULIÃO

No melhor jogo do campeonato (entre tricolores), no dizer do "Diário de Natal" (segunda-feira 11), até a renda surpreende: 22.700 cruzeiros.

O jogo vale pela terceira rodada do segundo turno (disputado ida e volta com quatro competidores).

Nenhum dos clubes nada almeja na competição: Ferroviário Esporte Clube 5 x 4 Santa Cruz Esporte e Cultura (domingo, 10/10/1965). 

O time vermelho, preto e branco termina o primeiro tempo em vantagem, 4 x 2, sobre o quadro vermelho, azul e branco.

Aos 10 minutos da etapa complementar o goleiro artilheiro Florio Felipe Raposo marca de pênalti o terceiro e antepenúltimo gol da virada.

Assim está revelado pela primeira vez, desde o histórico dia, o inédito gol de um goleiro em jogo oficial do campeonato potiguar.

Somente em 1979 Sebastião Jerônimo da Silva, o Bastos, faz, também de penalidade máxima, pelo Força e Luz (Cosern), diante do Riachuelo.

O goleiro maranhense "China" marca três pelo Alecrim (1993/94) e o goleiro Ferreira marca de falta na Arena das Dunas recentemente.


FONTES

Diário de Natal

Tribuna do Norte

Datatrindade


A estreia oficial do goleiro Floro pelo Ferroviário

Imagem do Ferroviário/RN de 1961 colorizada artificialmente (o redator ainda está aprendendo o uso)


JOSÉ VANILSON JULIÃO
Depois do teste em abril/1961 o goleiro macauense Florio Felipe Raposo não mais aparece no noticiário esportivo.
O Ferroviário, com um desconhecido Juvenal com a camisa número um, carimba uma zebra monumental na estreia do campeonato estadual diante do Alecrim.
No restante do primeiro turno o tricolor natalense (o outro clube com três cores, Santa Cruz, havia se licenciado) entra em campo com goleiros diferentes: Franklin e Jorge (este egresso do Alecrim).
Na última semana de agosto (sexta-feira 25) Floro reaparece como provável participante de um jogo-treino, ao lado do atacante Creso Guanabara de Souza (sobrinho dos irmãos Canuto americanos dos anos 30), com o ABC.
E desta vez veio para ficar. No domingo (27) participa do amistoso Ferroviário 3 x 0 São Sebastião, "vencedor do primeiro campeonato do interior", em Nova Cruz/RN.
Em cinco jogos do turno (junho/agosto) da competição oficial o FEC começa com uma vitória,  encerra com quatro vitórias.
Devido a decisão do turno, entre ABC e Atlético (1 x 0 e 4 x 1), amistosos interestaduais e um torneio quadrangular doméstico em setembro (Taça Ernani da Silveira), com o FEC, Globo, Alecrim e ABC, o returno começa em outubro.
PRIMEIRO JOGO VALENDO PONTO
A primeira participação em jogo oficial de campeonato estadual (reabertura da competição), do futuro goleiro artilheiro Floro, acontece em Ferroviário 0 x 3 Globo (sexta-feira, 20/10/1961), com uma arrecadação diminuta (em torno de dois mil cruzeiros).
Os gols do clube alvirrubro "fabril" marcados por Zé Ireno (aquele do Campinense e América/RN), duas vezes, Montanha (de cabeça), cabendo a Zulmeira o gol de honra do "Ferrim". Preliminar (juvenil): Ferroviário 3 x 2 Globo.

domingo, 24 de maio de 2026

Goleiro artilheiro Carlos Pedra Filho no Tricolor paulista

Operário/Várzea Grande (1975): Carlos Pedra, Carlos Victor, Zezinho, Joilson, Lulinha, Formigão, Zé Pulula, Nélio Ramos, Juquinha, Jair Ventura Filho e Vandinho 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O goleiro mineiro Carlos Pedra Filho permaneceu no São Paulo em quase um ano de contrato.

Na época ele veio do alvirrubro Noroeste de Bauru.

Foram quatro jogos em 1964 e três partidas em 1965.

Com três vitórias, igual número de empates e uma derrota.

A primeira partida São Paulo 3 x 3 Fluminense (10/5/1964).

Último jogo: São Paulo 1 x 2 Vasco da Gama (7/4/1965).

A estreia e a despedida foram pelo tradicional Torneio Rio-São Paulo.

Carlos, como consta em todas as fontes do tricolor, é um dos 93 goleiros são-paulinos.

Formiga: João Batista, Gilson, Zé Horta, Zé Emílio, Hale, Carlos Pedra, Valdez; Henrique Frade (treinador), Coutinnho, Adnan, Cristóvão, Sudaco e Canhoto


FONTES/IMAGEM

Almanaque do São Paulo

Almanaque do Futebol Brasiliense

Blog do Marcão

Futebol 80

São Paulo FC

Stadium Varginhense

Súmulas Tchê

Terceiro Tempo


Goleiro artilheiro da Caldense seria Carlos Pedra Filho?

O reserva do gaúcho Suli pode ser o mesmo Carlos mencionados pelos jornalistas Renan Muniz, historiador da Caldense, e Luiz Nassif, filho de um antigo dirigente 

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Há a suspeita, suposição ou indício de que o goleiro artilheiro da Associação Atlética Caldense, de Poços de Caldas/MG, tenha sido Carlos Pedra Filho (Raul Soares/MG, 22/8/1940 - Belo Horizonte/MG, 13/7/2017).

Embora o repórter não tenha informação oficial, ao menos do Almanaque da Caldense, o cruzamento de dados em algumas fontes secundárias da rede leva a crer que se trata do mesmo personagem identificado apenas como Carlos em artigo e citações diversas.

A maioria dos sites e blogs são pródigos em enumerar os clubes por onde o tal do Carlos passou e alguns são coincidentes, inclusive a curta permanência no alviverde do interior mineiro, assim como o Carlos Pedra Filho, salvo algumas lacunas detectadas pelo repórter e provavelmente fáceis de preenchimentos.

A época de atuação dos dois personagens do futebol também são coincidentes, em especial o período do final dos anos 50 começo da década seguinte.

Em vários clubes existem os anos da trajetória e em outros não, mas nada que prejudique esta avaliação.

Assim podem ser enumerados manipuladas as peças do xadrez, ou seja, as idas e vindas do cavaleiro andante do futebol:

Bela Vista/MG (1959), Pontenovense, Caldense, Barretos, Noroeste, América/MG, Formiga, Independente/Uberaba, Uberaba, Fluminense/Araguari, Guarani/Campinas, Paulista, São Paulo (1964), Valeriodoce/Itabira e Operário de Várzea Grande/Mato Grosso (onde encerra a carreira aos 46, em 1977, e passa a ser treinador de goleiros).


FONTES/IMAGENS

Almanaque do São Paulo

Caldense

Futebol do Interior

La Insignia

Nilton Junqueira

Súmulas Tchê 

Terceiro Tempo


Dois Wellington são personagens do clássico potiguar

Wellington Tanque faz de cabeça o terceiro gol
pelo América e desencanta de vez na temporada

Em andamento um mini tabu no clássico América x ABC.

Agora na temporada são seis jogos de invencibilidade do alvinegro. No total são 566 jogos na história.

Foram cinco jogos na Arena das Dunas e um no Estádio Maria Lamas Farache, justamente a partida deste domingo.

São quatro empates (três no campeonato estadual e o quarto na Série D) e duas vitórias (uma pela Copa do Nordeste e uma pela Série D).

Com o resultado desta tarde o time abecedista continua na liderança isolada da fase de classificação da Série D faltando dois jogos para encerramento da fase. E o alvirrubro mantém a segunda posição.

Decepção foi o comparecimento do público. A "Frasqueira", dona da casa, ficou devendo, diante do retrospecto recente favorável.

Maguary e Laguna jogam nesta segunda-feira no "Frasqueirão", em Natal, para complementar a rodada. (JVJ)


FICHA TÉCNICA

América 1 x 1 ABC

Árbitro: Roger Goulart/RS

Público: 3.268 (5.283

Renda: R$ 110.407,00

Gol: Wellington Carvalho 38'43 e Wellington Tanque 21/2

América: Renan Bragança, Ricardo Luz, Lucas Rodrigues, Guilherme Paraíba, Evandro (Charles), Carlos Coppetti (Cassiano), Alexandre Aruá, Wagner Balottelli, Augusto Galvan (Matheus Régis), Alisson Taddei (Antônio Villa) e Luiz Thiago (Wellington Tanque). Treinador: Ranielle Ribeiro

ABC: Matheus Alves, Lucas Marques, Wellington Carvalho, Edson, Dudu Mandai (Jefferson Vinicius), Jonathan (Esquerdinha), Geilson, João Pedro (Rikelmi), Luiz Fernando (Bruno Leite), Igor Bahia (Wellington Reis) e Wallyson. Treinador: Wagner Dias


CLASSIFICAÇÃO

ABC: 17 pontos

América: 15 pontos

Souza: 10 pontos

Central: 10 pontos

Maguary: 9 pontos

Laguna: 1 ponto


"Goleiros artilheiros" tem representante da Caldense

Caldense: Décio Alves de Morais (jornalista), Miguel, Cuca, Zoe, Fuba, Lorena, Dusca, Belmiro Fanelli (A Gazeta Esportiva), Walter Pereira (diretor); Vacarelli, Alfredinho, Pedrinho, Marquinhos e Eurípides/"Botões para Sempre"

"Em 1960 a alviverde Associação Atlética Caldense teve no elenco o goleiro Carlos. Ele ficou conhecido por inovar e se tornar o cobrador oficial de pênaltis da equipe. No total fez sete gols pela "Veterana" nas cobranças das penalidades máximas.

Ele era canhoto e foi peça fundamental da série de 57 partidas invictas da equipe entre 1960 e 1961. A cada tiro livre a favor do time de Poços de Caldas (Minas Gerais) a torcida gritava o nome dele e pedia que cobrasse a penalidade."

Foi o que o repórter recolheu em rede social no começo da tarde. A partir de pesquisa do jornalista Renan Muniz (alvo de reportagens deste blog), para o Almanaque da Caldense, lançado em novembro/2025.

O redator até pensou que não mais apareceria um exemplo de goleiro artilheiro, além dos sete mencionados nesta série inédita, mas suspeitava de que algo novo poderia surgir.

E surgiu com a postagem no Instagram, em 15 de dezembro do ano passado, justamente o período que Renan Muniz acaba de concluir o levantamento do rigoroso almanaque da Veterana.

O personagem é alvo de um artigo (certamente ponto de partida para a pesquisa do Muniz) do jornalista mineiro Luís Nassif: "Carlos, o goleiro trágico da Caldense" (Fonte: La Insignia, 3/7/2007).

A invencibilidade da Caldense foi quebrada pelo Esporte Clube Circulista, de Araras, interior paulista, ao vencer em Poços de Caldas pela contagem mínima (28/5/1961), no Estádio Municipal Ronaldo Junqueira. (José Vanilson Julião)


FONTES/IMAGEM

Almanaque da Caldense

AA Caldense

História do Futebol

La Insignia

Medium

Tribuna do Povo