Consulta

terça-feira, 6 de agosto de 2019

O parceiro de Roberto Ney na canção abecedista


O potiguar Guaracy Augusto Picado foi uma das figuras mais identificadas com Natal a partir dos anos 50. Jovem foi aprovado num concurso para carteiro e assumiu outras funções nos Correios. Também trabalhou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Músico, compositor, cantor dos trios musicais “Os Goiamuns”, “Marayá” e “Irakitan”. Em 10 anos no Rio de Janeiro se apresenta em programas de auditório nas televisões paulista e carioca: Raul Gil (Televisão Bandeirantes) e o “Som Brasil”, a domingo pela manhã (Globo), comandado por Lima Duarte, além de "Almoço com as Estrelas" (Tupi/São Paulo).

E também programas de rádio, shows no interior fluminense, com cachês baixos. Porém serviam para projetá-lo e ao parceiro Roberto Ney. Ainda sobrava tempo para bater uma bolinha, tendo chegado a jogar na segunda divisão do Estado do Rio pelo Classista Futebol Clube.

Participou também de movimentos teatrais, culminando com a presença, mais recentemente, no filme "For all, O Trampolim da Vitória”, narrando a presença de marujos e soldados norte-americanos em Natal durante a Segunda Guerra Mundial.

Começou no futebolista na base do América, junto de colegas que hoje ocupam cargos públicos ou são profissionais liberais em várias áreas. Juvenil assinou com o Santa Cruz, como não amador, categoria que hoje não existe mais.

O Santa Cruz (vermelho, preto e branco) foi fundado em 1934. Atualmente, encontra-se extinto, porém seu patrimônio continua intacto. O Tricolor foi campeão (1943) e licencia-se em 67 após a temporada anterior.

Foram companheiros: Etinha, Varela, Wilton (irmão de Wallace Gomes da Costa). Mas foi no ABC que passou a atuar num grande clube, na ala direita, com Ribamar e Edson (goleiros), Toré, Cadinha, Ney Andrade, Edmilson Piromba, Cileno, Jorginho, Mota, Gilvan, Paulo Isidro, Gileno Vilar, Osir de Góis, Dé, Marcos Jacaré...

Ainda jogou e treinou Alecrim no começo dos anos 60. E depois árbitro requisitado. O que pouca gente sabe é que um dos hinos do ABC é de autoria dele e Roberto Ney, gravado como compacto simples, uma música de cada lado, disponível posteriormente, nos anos 90, em CD laser.

Algumas gravações da dupla estão nos discos "Guaracy canta Renato Caldas e outros poetas"; "Passar fogo", em homenagem a Augusto Severo; "O salário achatou"; "As mais belas canções da América Latina"; "Chico de Assis e Guaracy"; "A história da Vaquejada do Nordeste"; "Para ouvir amando".


segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Letrista de um dos "hinos" do ABC morre nesta tarde


O radialista Marco Trindade dá a notícia com exclusividade sobre a morte, acontecida nesta tarde, de parada cardíaca, do compositor e letrista potiguar Roberto Ney.

Ney Cavalcanti de Souza falece aos 88. Fez carreira em rádio, televisão e jornal. Foi ator no começo da década de 70, em pelo menos três anos, na maior peça teatral ao vivo do mundo: A Paixão de Cristo, em Nova Jerusalém, interior pernambucano.

Fez parcerias e teve músicas gravadas por Amado Batista. É autor de duas músicas em homenagem ao ABC Futebol Clube. A primeira é “Aonde fores ABC eu hei de ir”.

A segunda “Meu ABC”, em parceria com o ex-jogador, ex-treinador e ex-árbitro Guaraci Augusto Picado.

Lançadas em 76 são interpretadas pelo cantor Claudionor Germano da Hora (Recife, 10/8/1932), famoso por dar voz as músicas do frevo pernambucano.

domingo, 28 de julho de 2019

Alex Medeiros notifica na coluna da "Tribuna" a verdade sobre o maior artilheiro do América


O publicitário Alex Medeiros dá nota e repercute neste domingo, na coluna que assina no diário matutino “Tribuna do Norte”, um texto sobre a verdade e realidade, reforço proposital, a cerca do maior artilheiro da história do América natalense.
Modéstia a parte não escondo que fico contente com as minhas “descobertas” sobre assuntos e personagens do futebol potiguar.
Anteriormente ninguém, na imprensa local, sabia o destino do goleador “Alemão”, autor do gol fatal de 69 pelo América. Agora o repórter desmonta a falácia de que Helinho é o maior artilheiro americano.
A reportagem inédita é um complemento bem maior e detalhado sobre o tema, postado com exclusividade no Blog do FM (do conceituado jornalista Flávio Marinho), cortesia do jornalista Wagner Guerra.
E logo depois no blog “Jornal da grande Natal”, versão eletrônica da coluna no jornal mensal CORREIO POTIGUAR.
Provavelmente na próxima edição o repórter veicula um terceiro texto sobre o mesmo Alemão e sobre outro jogador, sendo que este foi campeão em 1967 e faleceu na Região Norte após sair de Natal.

quinta-feira, 25 de julho de 2019

Pesquisa aponta a verdade sobre o mais eficiente finalizador do ataque alvirrubro


ARTILHEIROS

Saquinho, não Helinho, é o maior goleador americano

José Vanilson Julião

Desde que pendurou a chuteira em 2011 o ponta-direita Hélio das Chagas Nascimento é apontado erroneamente pela imprensa esportiva como o maior artilheiro do América Futebol Clube.
O cearense de Aracati (2/10/74) ostenta a marca de 85 gols em duas passagens pelo alvirrubro: 99/04 e 09/10. Este número coloca “Helinho” como o maior artilheiro americano desde o retorno do licenciamento do clube (1966).
Entretanto, em toda a história do América o maior artilheiro é o paraibano Rivaldo de Oliveira Paula, o “Saquinho”, com 92 gols, marca alcançada entre 1953 e 1960, portanto antes da retirada do clube dos gramados.
Natural de Rio Tinto (9/9/32), falecido em 2001, “Saquinho” começou a correr atrás do esférico no Racing das Rocas, atuou pelo desativado Santa Cruz (o campeão potiguar de 43), passou pelo Fluminense e por Minas antes de ingressar efetivamente no América.
Em cinco temporadas pelo clube vermelho e branco atuou pelo menos 132 vezes. Foi artilheiro do Estadual em 55 (14), 56 (10) e 57 (12).
A estréia acontece no jogo amistoso América 0 – 1 Asas/MG (sexta-feira, 4/12/53), quando substitui o veterano atacante Pernambuco.
Na excursão o clube mineiro empata com o ABC: 1 a 1. O também alvirrubro Associação Atlética Asas (Lagoa Santa) foi fundada em 3/1/50, perto de Belo Horizonte, e participa do campeonato mineiro até 1959, sendo campeão do torneio início (52).
Depois do segundo jogo, outro amistoso, em fevereiro do ano seguinte (0 a 2 São Cristovão/RJ), o primeiro jogo oficial, e como titular, acontece em 21/2 (1 a 2 Alecrim)
As quatro últimas partidas, valendo o campeonato de 59, acontecem em fevereiro de 60. Após os jogos do selecionado potiguar pelo antigo Brasileiro de Seleções.
Pelo triangular final, com ida e volta, envolvendo os ganhadores dos turnos: América, Santa Cruz e ABC. O alvirrubro vence o Tricolor, mas perde para o alvinegro.
Ainda atuou pelo Náutico, Treze de Campina Grande, Clube Atlético Potiguar (Natal) e encerra a carreira no ABC (1965).

terça-feira, 16 de julho de 2019

Campeonato estadual “sub-19” começa no outro sábado


A Federação de Futebol divulga o calendário da competição com cinco clubes da capital e seis do interior do Estado, sendo três da região metropolitana.

Participam ABC, Alecrim, América, Força e Luz e Potengi, Centenário (Pau dos Ferros), Palmeira (Goianinha), Potiguar (Mossoró), Globo (Ceará Mirim), Parnamirim (da cidade homônima) e Visão Celeste (também parnamirinense).

Os jogos serão realizados na Arena das Dunas, José Nazareno do Nascimento, Juvenal Lamartine, Leonardo Nogueira, Manoel Barreto e Maria Lamas Farache.

O alvinegro manda os jogos no “Frasqueirão” e o alvirrubro no Estádio Marinho Chagas.

O regulamento determina as realizações de uma primeira fase classificatória, semifinais e finais.

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Falece o repórter esportivo Francisco Inácio

O blog recebe agora há pouco, por uma rede social, informação de um amigo, sobre o passamento do radialista Francisco Inácio Sobrinho.

O repórter esportivo Chico Inácio afastara-se recentemente do rádio por determinação médico, pois fora diagnosticado com doença renal.

ele chegou a ser levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Cidade Satélite. Não resistiu a parada cardíaca.

os primeiros a ser informados, por volta das 21h30, foram os narradores Marcos Lopes e Jorge Audir Doudment.

O “punk”, como se autodenominava, surge no rádio esportivo no começo da década de 80.

Na Rural, emissora católica. Passa pela Cabugi. Vinha trabalhando na 98 FM.

Chico tinha duas preferências declaradas: o Cruzador de Areia Branca – há outro com este nome em Nísia Floresta – e o Botafogo.

sábado, 6 de julho de 2019

América/RN enfrenta clubes baianos desde 1946


Com a queda para a Série D (quarta divisão) o América/RN passou a enfrentar adversários inéditos do futebol baiano o ano passado (Juazeirense) e na atual temporada, casos do Bahia de Feira de Santana (primeira fase em dois jogos) e agora a segunda partida eliminatória contra a Jacuipense.

Ao longo da história, com o advento das competições nacionais – séries A, B, C e Copa do Brasil – além do campeonato nordestino em diversas versões, se tornam freqüentes jogos contra o time do Galícia (dois jogos no começo da década de 80), Fluminense/Feira, Leonico e os dois grandes da capital Salvador, Bahia e Vitória, em maior número.

Esta situação começa com a primeira participação americana no campeonato brasileiro de 1973 devido à suspensão do ABC.

Antes deste período aconteceram amistosos com os representantes da Boa Terra desde 1946.
E até 1973, com o primeiro jogo do alvirrubro fora do Rio Grande do Norte, na estréia do treinador Sebastião Leônidas antes da largada na primeira divisão.

Na seqüência os amistosos (a maioria contra clubes soteropolitanos):

América 2 x 2 Bahia (3/12/46)
América 2 – 2 Galícia (17/3/51)
América 7 – 1 Ypiranga (27/5/52)
América 1 – 3 Fluminense (8/2/56)
América 0 – 1 Vitória (23/3/57)
América 4 – 0 Guarani (9/5/57)
América 1 – 2 Ypiranga (20/9/68)
América 3 – 0 Leônico (26/1/69)
América 0 – 0 Itabuna (5/8/73)