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sábado, 16 de janeiro de 2021

Tong Ramos Vianna: O personagem da fotografia

Tong Ramos Vianna
A personalidade central deste segundo artigo é o então sargento Tong Ramos Vianna, que participa da fundação de uma loja maçônica (7/9/1939) dois dias antes da invasão da Polônia pelo exercito alemão.

Provavelmente, já em maio de 1943, serve em Natal durante a II Guerra Mundial, pois, no mês seguinte, se encontra envolvido na organização da temporada do Dolaport de João Pessoa contra o Clube Atlético Potiguar (promotor) e América.

O extinto Dolaport, clube com o nome de conhecida marca de cimento, chegou a ser vice-campeão paraibano (1944). Era vinculado à fábrica Portland da capital do vizinho estado.

Nas duas primeiras e únicas exibições no Estádio Juvenal Lamartine empata com o alvirrubro (3 x 3 – sábado, 5) e goleia o rubro-negro (2 x 6 – domingo, 6), cuja equipe, em formação, acaba apelidada de “Esquadrão de Aço” pelas exibições no campeonato estadual.

Ele pode ser considerado um homem de sete instrumentos no futebol. Fez parte do elenco atleticano – sucedâneo do Centro Esportivo Natalense – presidido pelo jornalista Djalma Carvalho de Albuquerque Maranhão (Natal, 27/11/1915 – Montevidéu/Uruguai, 30/7/1971) e depois comandado presidente da Federação, João Cláudio de Vasconcelos Machado (morto em 1976).

Também atua como treinador. E ainda encontrava fôlego e tempo para atuar como árbitro, como comprova a súmula de América 4 x 4 Santa Cruz/RN (domingo, 8/8) pela competição local.

A estadia natalense se prolonga até após a guerra, pelo menos a maio de 1946, como atestam fichas técnicas nos jornais A Ordem (o diário vespertino católico fundado em 1935) e Diário de Natal.

Inclusive participa da primeira exibição americana contra o Treze no Estádio Presidente Vargas (Campina Grande. Como diretor técnico.

Dados complementares, fora o nome, não existe. Pela internet a fotografia, primeira imagem dele veiculada na mídia local, e duas breves notas, inseridas no blog do carioca Elmo Fabiano.

Uma do falecimento, ocorrido no começo da tarde da terça-feira, 5/11/2013, devido pneumonia e problema cardíaco.

E do sepultamento, na tarde seguinte, do diretor do hospital geral do Exército (Benfica), tenente-coronel médico Tong Ramos Vianna, no cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em 1957 é tenente, capitão (1962) e major (1972). Faz parte da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), fundada no Rio (1954). Em 2009 recebe homenagem dos pares pelos serviços prestados a maçonaria.

Transcrito do site “Navegos” (3/1/2020)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

A turma da ‘Xuxa’ americana

A modelo, atriz e apresentadora de televisão Maria das Graças Meneghel (Santa Rosa/RS, 27/3/1963), a “Xuxa”, tornou o apelido conhecido nacionalmente.

A loira, que posou nua para uma revista masculina e tem em comum com o futebol um caso com Pelé, provavelmente influencia nos apelidos de pelo menos três jogadores, dois aposentados e um em atividade. Certamente pela cor do cabelo e pele clara.

Com a estréia na derrota para o Coruripe (1 x 0 – sábado, 6/11) – no jogo de ida pela segunda fase da Série D (quarta divisão nacional), o ponta-direita Gustavo “Xuxa” Simon Vertuoso (Quilombo/RS, 22/2/1993), torna-se o quarto jogador, com alcunha isolada ou acoplada ao nome, a atuar pelo América desde os anos 60/70. Soma 18 times.

A gaúcha certamente não influencia no primeiro atleta com o famoso apelido. Tem cinco anos quando o potiguar Ailton Laurindo (17/1/1948), então com 20, no tricolor Ferroviário, desfila pelo gramado do Estádio Juvenal Lamartine em1968.

No ano seguinte o meia-atacante estréia no alvirrubro no amistoso contra o ex-clube (1 x 0 – 12/1). E atua pela última vez em outro amistoso (1 x 1 Alecrim – 8/11/70). É o que joga mais vezes (27).

O segundo é o meia Cássio Luís Rissardo (Garulhos/SP, 31/8/1981) atua em 2006, com nove jogos. Inicia a carreira no Flamengo paulista (2000) e termina no paranaense Operário Ferroviário (2019). São 22 agremiações profissionais.

O terceiro é o também meia Diógenes Alves de Miranda Júnior (Garanhuns/PE, 12/3/1984), o Júnior Xuxa, com oito jogos e dois gols em 2012 (janeiro/junho). Começa no Vitória (2003). Encerra no alagoano Murici (2017). Com 20 clubes no currículo.

Transcrito do site “Navegos” (12/11/2020)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Titular do blog estréia coluna esportiva neste sábado

Reprodução da entrevista para o site "Navegos"

Vanilson Julião é jornalista graduado em Comunicação Social, turma de 1980, da Universidade Federal. Na adolescência chegou a participar da fundação do "Correio Estudantil", mimeografado, em Cerro Corá, na região do Seridó do Rio Grande do Norte, onde nasceu.
Aos 62 anos, especializou-se em pesquisas esportivas, sobretudo do futebol potiguar. Antes de ingressar na Faculdade de Jornalismo, já tinha passado por outra experiência na cobertura esportiva, como plantonista da antiga rádio Nordeste AM, na equipe de Aldir Frazão Doudement (77/78), ao mesmo tempo que cursava o ensino médio na Escola Técnica Federal.
A carreira jornalística iniciou-se em 1982, na editoria de Polícia da "Tribuna do Norte", onde depois atuou como repórter de geral. Depois passou pelo "Diário de Natal", semanários "Jornal de Natal", "O Grande Natal" e há 16 anos editor do mensal "Correio Potiguar". 

O que caracteriza o futebol do passado em relação ao atual?
A essência do futebol que e a busca incessante do gol e a mesma desde a invenção do futebol no fim do seculo 19 pelos ingleses. Independe do desenvolvimento tático: a posição dos jogadores no campo de jogo, seja do WM, o famoso ferrolho suíço, 4-2-4; 4-4-2 ou 4-3-3 com as variações de hoje. A prova disso é que os resultados mais comuns são os placares apertados e continuam raras as goleadas.

No que mudou com o tempo essa prática esportiva?
Além das questões técnicas e táticas e mais o desenvolvimento da preparação física, passando pelos métodos franceses, tipo a calistenia ou o Cooper americano, as diferenças também passam pela aplicação da moderna medicina esportiva, como a avaliação dos jogadores a partir do biorritmo e técnicas de TI no diagnóstico de lesões proporcionando uma mais rápida recuperação, sem se falar no uso dos equipamentos esportivos, bola, uniforme, chuteira, e nas alterações e adaptações das regras pela International Board.

O que o levou a se interessar por futebol?
Todo moleque se interessa por futebol, que pode ser praticado até numa calçada de rua e num terreno baldio, coisa rara hoje em dia. O interesse jornalístico tem base na leitura de publicações como a "Revista do Esporte", "Futebol e outros esportes" e "Placar", nos anos 60 e 70, e acompanhar narrações pelas emissoras do sul.

Quais são os grandes nomes do passado?
A lista é extensa, mas não tem como deixar aqueles que estão na boca do povo e na memória dos cronistas esportivos há décadas. Entre 10 e 20 reinou o paulista, filho de alemão e uma mulata, Arthur Friedenreich. Nos anos 30 e 40, foi a vez do carioca Leônidas da Silva, artilheiro da Copa de 1938, e que chegou a dar nome ao chocolate Diamante Negro. Entre o fim dos anos 40 e meados de 50 o apogeu do craque Zizinho, que, por sinal, era o idolo do maior de todos, que surgiu logo a seguir, Pelé, além de Manoel dos Santos, o Garrincha. 

O futebol do RN deve a quem?
O futebol potiguar deve, principalmente, aos pioneiros: Fernando Gomes Pedroza, que trouxe a primeira bola em 1903 como presente dos estudantes ingleses de Liverpool; Alberto Roselli, estudante na Suiça, conhecedor das regras do futebol. Num segundo momento, a partir de 1910, aparece a atuação de Salomão Filgueira, que havia concluído a Faculdade de Direito em Recife, quando passa a ser repórter em Natal no jornal "A República". Responsável pela cobertura da inauguração da estação de trem de Taipu, ainda encontrava tempo para redigir as notas esportivas sobre a fundação dos primeiros clubes de futebol na capital do Rio Grande do Norte entre maio e junho de 2010  - o Natal Sport Club e o Potiguar, inclusive, fez parte da diretoria de um deles ao lado do nunca citado dentista Nizário Gurgel. Somente cinco anos depois é que surgiram o ABC, América e Alecrim, sendo que alguns fundadores desses clubes, aparecem como atletas do Natal SC e do Potiguar. Também é importante o papel do governador Juvenal Lamartine de Faria, que construiu e inaugurou em 1928 o estádio da Liga de Desportos Terrestres, que hoje leva o seu nome. 

sexta-feira, 16 de outubro de 2020

Os titulos 'esquecidos' do Alecrim (final)

 Postagem anterior lembra o tri-campeonato de segundos quadros do Alecrim Futebol Clube entre 1927/29, façanha registrada pelo antigo "Almanaque Laemmert" na edição de 1930.

Títulos confirmados pelo histórico depoimento escrito pelo Potiguar Gil Soares de Araújo, radicado desde 1948 no Rio de Janeiro e falecido neste século.

O texto a pedido do escritor Luís da Câmara Cascudo consta no "Livro das Velhas Figuras" (1976 - Volume 2).

Soares declara que o sargento Alexandre Krause, com vínculo ao Santa Cruz do Recife, e que, por dois anos dirige a estacao de radiotelegrafia do Refoles, assume o comando dos treinamentos.

- Sabia bem distribuir os jogadores de acordo com as aptidões de cada um. Preparou tanta gente nova que o Alecrim conquista o tri de segundo time.

Ao retornar para a capital pernambucana ele deixa a Marinha e passa a trabalhar no serviço de rádio do "Diario de Pernambuco" e do "Jornal do Comercio", neste chega a subgerente e e falece anos depois como servidor dos Correios e Telegrafos.

Krause seria o mesmo treinador no bi do quadro principal, o segundo invicto (1925), reclamado pelos alecrinense e não reconhecido.

quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Empresário mantém tradição da família Pereira na política de Cerro Corá

O empresário João Marcelo Pereira, 38, um dos 12 candidatos a uma das nove cadeiras no Poder Legislativo municipal, pelo Partido Progressista (PP), mantém a tradição familiar em Cerro Corá, na Região Seridó.

A família Pereira, oriunda de Currais Novos, e radicados no município desde as primeiras décadas do século XX, quando ainda era distrito, fez quatro prefeitos desde a emancipação política em 1953.

Do clã foi eleito o primeiro prefeito pela via direta: o minerador Sérvulo Pereira de Araújo. Depois Benvenuto (morto no cargo), Francisco Pereira e Clidenor Pereira Filho, o Codô.

Para a Câmara de Vereadores, do mesmo núcleo, foram eleitos Tomáz Pereira Neto – descendente do patriarca que lhe deu o nome, e Rubens Pereira Filho, filho do coronel Rubens, secretário de Segurança no governo do primo, José Cortez de Araújo Pereira.

Além de João Marcelo, na mesma nominata, a professora Rejane Pereira de Araújo, 46, disputa o cargo eletivo pela primeira vez.

Os títulos "esquecidos" do Alecrim Futebol Clube

O torcedor alecrinense reclama que a reportagem esportiva não coloca na lista dos campeões estadual um bi-campeonato (24/25) do clube esmeraldino.

Mas pesquisadores apontam que não aconteceram campeonatos entre 1922 e 1925, inclusive desmitificando títulos também reivindicados a exaustão por americanos e alvinegros.

De concreto as competições específicas, como o Torneio Imprensa e o Torneio Independência, ganhos pelo alvirrubro. Além do Torneio Professor Luís Soares Correia de Araújo, incentivador do escotismo.

Porém a maioria deles não menciona o tri-campeonato de aspirantes (27/29), ou segundo quadro ou reservas, para a galeria de títulos do Alecrim, justamente no período, a partir de 1926, da reorganização da liga.

A façanha do então tricolor (verde, vermelho e branco) é mencionada na edição de 1930 do Almanaque Laemmert, que circulou nacionalmente até os anos 40.

América e ABC na Rede Brasil

Terça-feira, 13/10 (20h30) – América x Guarani

Segunda-feira, 7/11 (16h) – Central x ABC

Quinta-feira, 26/11 (20h30) – Campinense x América

Sábado, 28/11 (16h) – ABC x Itabaiana

Revelação no colunismo esportivo

O advogado e jornalista Kolberg Luna Freire Lima (foto) – autor do livro “45, um tempo de futebol e de um poema -, no qual relata a memória do estádio Castelão/Machadão, revela-se um excelente cronista no Blog do Kolluna, veiculado no portal “Grande Ponto”.

O título do espaço no site é um trocadilho com o nome do comentarista com coluna. Ele revisita casos e fatos esportivos, principalmente no futebol estadual, nacional e internacional.

domingo, 6 de setembro de 2020

A semelhança do camioneiro e do internauta

Em um passado não muito distante, ainda no começo do século XXI, os caminhoneiros eram controladores das frases e ditos populares criativos. Havia até estudo universitário sobre as jocosas tiradas folclóricas.

Com a internet “o profissional do volante” não tem mais o monopólio dos “causos” com motivações diversas: política, futebol, amor e religião. Hoje basta ler os comentários em blogs, sites e portais da rede mundial de computadores.

Em vídeo do programa “Os Pingos nos Is”, da Rádio Jovem Pan, sobre os pré-candidatos a prefeito paulistano o internauta sapeca: - O PT ainda não reconhece que acabou o cimento para os postes...