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sexta-feira, 26 de março de 2021

Homenagem ao goleiro americano Castilho

Na sede da av. Rodrigues Alves: Véscio (e) Ribamar Cavalcante (c), Castilho (d) e Assis (sentado). Foto do acervo de Ribamar Cavalcante

O arqueiro Carlos Augusto Pinto desponta na categoria de aspirantes (suplentes ou reservas) do América. No titular alvirrubro aparece apenas em dois jogos entre 1955/56. Fez parte do elenco campeão estadual de 1956, mas não atua no ano do bi.
O apelido Castilho veio do famoso goleiro do Fluminense, outro Carlos (Rio de Janeiro, 27/11/197 – 2/2/1987) acrescido de José. O jogador atua pelo Tricolor 698 vezes e encerra a carreira no Paysandu.
Posteriormente Castilho potiguar veste a camisa azul do Riachuelo Atlético Clube na temporada de 1958.
Castilho inspirou apelido

Em 1959 está no tricolor Santa Cruz e participa do grupo que vence um turno do Estadual e decide a competição contra o América, ganhador do returno, e ABC, que leva o terceiro e último turno, sendo o campeão geral com a decisão em janeiro/fevereiro do ano seguinte.
O Castilho norte-rio-grandense falece na quarta-feira, 24, de ataque cardíaco.

quinta-feira, 25 de março de 2021

Campeonato potiguar começa e não termina pela terceira vez na história

Apesar da crise provocada pela pandemia do vírus corona o anuncio da paralisação completa do campeonato estadual deste ano causou surpresa. Se não acontecer retrocesso na decisão esta será a terceira vez na história que a competição começa e não termina. E a segunda causada por uma doença global, como aconteceu com a gripe espanhola ou Influenza, inclusive coincidindo com o primeiro conflito Mundial (1914/18).

A interrupção anterior ocorreu na temporada de 1942, mas o motivo, ao contrário do que é divulgado, não foi influencia da II Guerra (1939/45), mas por questão administrativa e de briga política na Federação Norte-rio-grandense de Futebol, no entra e sai do então presidente, o engenheiro civil Gentil Ferreira de Souza (ex-prefeito) e na conseqüente substituição pelo a época oficial do Exército José Porfírio da Paz.

Na ocasião 13 partidas haviam sido realizadas, com o Alecrim na liderança, quando foi divulgada na edição dominical do jornal  A REPÚBLICA (20 de agosto), o ofício da FNF, antes última partida, dia 23, uma quarta-feira.

Com a intervenção na Liga Natalense de Desportos, passara a ser Federação, sob os auspícios do recém criado CND – Conselho Nacional de Desportos, uma das criações do regime instaurado pelo presidente-ditador, o gaúcho Getúlio Dorneles Vargas. A intervenção catalisada pela a então Confederação Brasileira de Futebol (CBD), atual CBF, destituiu Gentil Ferreira (dirigente abecedista), que assinara o ato, alegando a necessidade de treinamento do elenco potiguar para participação no Campeonato Brasileiro de Seleções.

Terminou sendo ele substituído pelo mineiro Porfírio da Paz, autor do hino do São Paulo e um dos artífices, nos anos 50/60, do Estádio Cícero Pompeu de Toledo, no bairro do Morumbi, capital paulista.

Não foram realizados oito jogos: Santa Cruz x Paysandu, América x Atlético, ABC x Alecrim, Paysandu x Atlético, ABC x Santa Cruz, Força e Luz x Alecrim, ABC x América e Paysandu x Força e Luz.


1918

No primeiro campeonato natalense, como diziam, participaram ABC (29/6/1915), América (14/7/1915) e Centro Esportivo Natalanse, de acrônimo CEN (4/6/1918, fundado pelo oficial da Marinha Antonio Afonso Monteiro Chaves, sendo antecessor do rubro-negro Clube Atlético Potiguar (CAP) a partir de 1941.

O Centro estava na primeira posição quando a competição é interrompida pela primeira vez faltando o segundo ABC x América pelo returno.


RESULTADOS/1942

17/5 - Alecrim 3 x 1 Atlético

17/5 - Santa Cruz 4 x 2 Força e Luz

7/6 - Paysandu 3 x 1 América

14/6 - ABC 10 x 0 Força e Luz

21/6 - Santa Cruz 3 x 1 Atlético

5/7 - Alecrim 2 x 1 América

12/7 - ABC 4 x 0 Paysandu

19/7 - Atlético 4 x 3 Força e Luz

26/7 - América 6 x 3 Santa Cruz

1/8 - Alecrim 2 x 2 Paysandu

9/8 - ABC x Atlético

16/8 - América 9 x 3 Força e Luz

23/8 - Santa Cruz 2 x 2 Alecrim

 

CLASSIFICAÇÃO

Alecrim: seis pontos

Santa Cruz: cinco pontos

ABC: quatro pontos

América: quatro pontos

Paysandu: três pontos

Atlético: dois pontos

Força e Luz: zero ponto


Nota do redator: outros detalhes na postagem de 15/8/2015

 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

As primeiras taças disputadas

Com o surgimento dos dois clubes pioneiros e dos seqüenciais no segundo semestre de 1915 logo foram realizados amistosos e torneios domésticos entre América (jaqueta azul), ABC, o alvirrubro Natal Sport Club (aparece no primeiro semestre de 1910 e não confundir com o rubro-negro dedicado ao remo fundado em novembro cinco anos depois), Potyguar (fundado na mesma época do terceiro citado, mas com camisa cinza semelhante ao Fluminense carioca), Humaitá e Ateneu.

O alvinegro vence a primeira partida (13 x 1 Natal – 19/9/15). O elenco americano goleia o time dos estudantes do colégio estadual (22 x 0 – setembro), elástico resultado entre os 25 maiores do mundo. Em seguida acontece o inédito embate daquele que se tornaria o primeiro clássico duradouro: ABC 4 x 1 (26/9), repetido dia 1/11 com outra vitória alvinegra: 3 x 0.

Agora o número de agremiações é suficiente para as disputas. O jornal A IMPRENSA - do coronel Francisco da Câmara Cascudo (o rico comerciante pai do futuro escritor Luís) - promove o primeiro torneio que se tem notícia: a TAÇA CAMPEONATO. Na primeira semana de 1917. Coincidindo com a festa de Santos Reis (6 de janeiro).

Numa edição de dezembro do ano anterior o jornal satírico O PARAFUSO se referia a competição triangular, colocando como favorito o time das letrinhas. Mas sem desmerecer os concorrentes Humaitá e América, responsáveis pela rodada inaugural, organizada por dois dos fundadores do alvinegro: Cícero Aranha e José Potiguar Pinheiro.

Entre um e outro campeonato propriamente dito, entre 1918 (interrompido devido à epidemia de gripe espanhola ou “Influenza”), e 1925, a maioria contestada, acontece o TORNEIO IMPRENSA com a participação do Ceará Mirim (1920) e a TAÇA INDEPENDENCIA (centenário), com a participação do Centro Sportivo Natalense (liderava o campeonato de 18 e campeão em 21), cabendo ao América levantar os troféus, assim como a competição subseqüente.

Somente em 1927 acontece o primeiro quadrangular com participação de representantes de outros estados. No caso o ASAS - do bairro dos Prazeres, no município de Jaboatão dos Guararapes, entorno do Recife. E do ‘Calouros do Ar’, que não é o clube cearense criado em 1952. A competição, em homenagem a “aeronáutica’, recebe o nome de “Coronel Murad’

Em abril de 1928 o clube abecedista fica de posse da TAÇA CIGARROS NINA em disputa contra o América, agora alvirrubro com o desaparecimento do Natal, o segundo com este nome. Em dezembro (2), após a inauguração do estádio da Liga de Desportos Terrestres (a segunda fundada), ocorrida em outubro, o ABC também é o dono da TAÇA HENRY FORD.

A relação destes dois troféus na galeria de premiação alvinegra é a prova cabal de que o ABC não vencera nenhum campeonato antes do bi 28/29. Até porque a primeira e única taça ganha neste intervalo ocorrera em 19 de março de 1919, denominada “Match Football”, provavelmente fruto de disputa isolada. Pois meses depois o América abocanha o segundo campeonato oficial, concluído sem os atropelos extra campo.

Transcrito do site ‘Navegos’ (22/1/2021)

 

 

sábado, 23 de janeiro de 2021

Homenagem ao lateral direito pernambucano Biu

José Vanilson Julião

A primeira vez que li sobre o lateral direito Agrinaldo José Costa de Oliveira Santiago, o “Biu” (Recife, 26/11/1946 – Natal, 23/1/2021), foi na figurinha que vinha no pacote do macarrão Jandaia, produto famoso da fábrica de massas e biscoitos Weston, que ficava na Avenida Alexandrino de Alencar, atualmente instalada no distrito industrial do município de Macaíba (Grande Natal)

Corria o segundo semestre de 1969 quando a indústria potiguar resolve alavancar a venda dos produtos com as estampilhas dos jogadores do selecionado nacional (nas eliminatórias para a Copa do México no ano seguinte) e dos três principais clubes da capital potiguar – ABC, America e Alecrim – mais o tricolor Ferroviário, licenciado no começo dos anos 80.

Biu começa a carreira no tricolor Santa Cruz (64/65), pelo qual participa de parte da campanha do sexto título consecutivo pelo campeonato juvenil local, feito igualado pelo Náutico, nos profissionais, no final da década de 60. Estoura a idade na categoria de base, sendo repassado ao Íbis (66) e atua 14 vezes, ainda não apelidado de “pior time do mundo”.

Em novembro de 1966 chega ao América e estréia numa derrota amistosa contra o ABC, numa segunda-feira 21, feriado da padroeira, Nossa Senhora da Apresentação. Portanto dois dias antes do aniversário de 20 anos. Pelo alvirrubro entra em campo 56 vezes e fica eternizado pela conquista o título de campeão estadual (1967), o primeiro após retorno do licenciamento.

Também em novembro, mas em 1968, após o bi-campeonato, o Alecrim se reforça para o Torneio Norte – Nordeste, e o tira do elenco americano, numa troca com o jovem atacante de São Gonçalo do Amarante, Gonçalo Ribeiro, que a época foi alvo de um excelente perfil escrito pelo falecido repórter Carlos Alberto Morais para o diário matutino “Tribuna do Norte”.

Permanece no alviverde até janeiro de (1971), após 78 apresentações, quando é transferido para o ABC (26 jogos), de onde sai em 1973 para o Ferroviário (25 partidas), onde encerra a carreira (1974), ainda a tempo de vestir a camisa azul do Riachuelo em três amistosos.

Com dados do Blog do FM

 

sábado, 16 de janeiro de 2021

Tong Ramos Vianna: O personagem da fotografia

Tong Ramos Vianna
A personalidade central deste segundo artigo é o então sargento Tong Ramos Vianna, que participa da fundação de uma loja maçônica (7/9/1939) dois dias antes da invasão da Polônia pelo exercito alemão.

Provavelmente, já em maio de 1943, serve em Natal durante a II Guerra Mundial, pois, no mês seguinte, se encontra envolvido na organização da temporada do Dolaport de João Pessoa contra o Clube Atlético Potiguar (promotor) e América.

O extinto Dolaport, clube com o nome de conhecida marca de cimento, chegou a ser vice-campeão paraibano (1944). Era vinculado à fábrica Portland da capital do vizinho estado.

Nas duas primeiras e únicas exibições no Estádio Juvenal Lamartine empata com o alvirrubro (3 x 3 – sábado, 5) e goleia o rubro-negro (2 x 6 – domingo, 6), cuja equipe, em formação, acaba apelidada de “Esquadrão de Aço” pelas exibições no campeonato estadual.

Ele pode ser considerado um homem de sete instrumentos no futebol. Fez parte do elenco atleticano – sucedâneo do Centro Esportivo Natalense – presidido pelo jornalista Djalma Carvalho de Albuquerque Maranhão (Natal, 27/11/1915 – Montevidéu/Uruguai, 30/7/1971) e depois comandado presidente da Federação, João Cláudio de Vasconcelos Machado (morto em 1976).

Também atua como treinador. E ainda encontrava fôlego e tempo para atuar como árbitro, como comprova a súmula de América 4 x 4 Santa Cruz/RN (domingo, 8/8) pela competição local.

A estadia natalense se prolonga até após a guerra, pelo menos a maio de 1946, como atestam fichas técnicas nos jornais A Ordem (o diário vespertino católico fundado em 1935) e Diário de Natal.

Inclusive participa da primeira exibição americana contra o Treze no Estádio Presidente Vargas (Campina Grande. Como diretor técnico.

Dados complementares, fora o nome, não existe. Pela internet a fotografia, primeira imagem dele veiculada na mídia local, e duas breves notas, inseridas no blog do carioca Elmo Fabiano.

Uma do falecimento, ocorrido no começo da tarde da terça-feira, 5/11/2013, devido pneumonia e problema cardíaco.

E do sepultamento, na tarde seguinte, do diretor do hospital geral do Exército (Benfica), tenente-coronel médico Tong Ramos Vianna, no cemitério São Francisco Xavier, no bairro do Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro.

Em 1957 é tenente, capitão (1962) e major (1972). Faz parte da Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE), fundada no Rio (1954). Em 2009 recebe homenagem dos pares pelos serviços prestados a maçonaria.

Transcrito do site “Navegos” (3/1/2020)


segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

A turma da ‘Xuxa’ americana

A modelo, atriz e apresentadora de televisão Maria das Graças Meneghel (Santa Rosa/RS, 27/3/1963), a “Xuxa”, tornou o apelido conhecido nacionalmente.

A loira, que posou nua para uma revista masculina e tem em comum com o futebol um caso com Pelé, provavelmente influencia nos apelidos de pelo menos três jogadores, dois aposentados e um em atividade. Certamente pela cor do cabelo e pele clara.

Com a estréia na derrota para o Coruripe (1 x 0 – sábado, 6/11) – no jogo de ida pela segunda fase da Série D (quarta divisão nacional), o ponta-direita Gustavo “Xuxa” Simon Vertuoso (Quilombo/RS, 22/2/1993), torna-se o quarto jogador, com alcunha isolada ou acoplada ao nome, a atuar pelo América desde os anos 60/70. Soma 18 times.

A gaúcha certamente não influencia no primeiro atleta com o famoso apelido. Tem cinco anos quando o potiguar Ailton Laurindo (17/1/1948), então com 20, no tricolor Ferroviário, desfila pelo gramado do Estádio Juvenal Lamartine em1968.

No ano seguinte o meia-atacante estréia no alvirrubro no amistoso contra o ex-clube (1 x 0 – 12/1). E atua pela última vez em outro amistoso (1 x 1 Alecrim – 8/11/70). É o que joga mais vezes (27).

O segundo é o meia Cássio Luís Rissardo (Garulhos/SP, 31/8/1981) atua em 2006, com nove jogos. Inicia a carreira no Flamengo paulista (2000) e termina no paranaense Operário Ferroviário (2019). São 22 agremiações profissionais.

O terceiro é o também meia Diógenes Alves de Miranda Júnior (Garanhuns/PE, 12/3/1984), o Júnior Xuxa, com oito jogos e dois gols em 2012 (janeiro/junho). Começa no Vitória (2003). Encerra no alagoano Murici (2017). Com 20 clubes no currículo.

Transcrito do site “Navegos” (12/11/2020)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Titular do blog estréia coluna esportiva neste sábado

Reprodução da entrevista para o site "Navegos"

Vanilson Julião é jornalista graduado em Comunicação Social, turma de 1980, da Universidade Federal. Na adolescência chegou a participar da fundação do "Correio Estudantil", mimeografado, em Cerro Corá, na região do Seridó do Rio Grande do Norte, onde nasceu.
Aos 62 anos, especializou-se em pesquisas esportivas, sobretudo do futebol potiguar. Antes de ingressar na Faculdade de Jornalismo, já tinha passado por outra experiência na cobertura esportiva, como plantonista da antiga rádio Nordeste AM, na equipe de Aldir Frazão Doudement (77/78), ao mesmo tempo que cursava o ensino médio na Escola Técnica Federal.
A carreira jornalística iniciou-se em 1982, na editoria de Polícia da "Tribuna do Norte", onde depois atuou como repórter de geral. Depois passou pelo "Diário de Natal", semanários "Jornal de Natal", "O Grande Natal" e há 16 anos editor do mensal "Correio Potiguar". 

O que caracteriza o futebol do passado em relação ao atual?
A essência do futebol que e a busca incessante do gol e a mesma desde a invenção do futebol no fim do seculo 19 pelos ingleses. Independe do desenvolvimento tático: a posição dos jogadores no campo de jogo, seja do WM, o famoso ferrolho suíço, 4-2-4; 4-4-2 ou 4-3-3 com as variações de hoje. A prova disso é que os resultados mais comuns são os placares apertados e continuam raras as goleadas.

No que mudou com o tempo essa prática esportiva?
Além das questões técnicas e táticas e mais o desenvolvimento da preparação física, passando pelos métodos franceses, tipo a calistenia ou o Cooper americano, as diferenças também passam pela aplicação da moderna medicina esportiva, como a avaliação dos jogadores a partir do biorritmo e técnicas de TI no diagnóstico de lesões proporcionando uma mais rápida recuperação, sem se falar no uso dos equipamentos esportivos, bola, uniforme, chuteira, e nas alterações e adaptações das regras pela International Board.

O que o levou a se interessar por futebol?
Todo moleque se interessa por futebol, que pode ser praticado até numa calçada de rua e num terreno baldio, coisa rara hoje em dia. O interesse jornalístico tem base na leitura de publicações como a "Revista do Esporte", "Futebol e outros esportes" e "Placar", nos anos 60 e 70, e acompanhar narrações pelas emissoras do sul.

Quais são os grandes nomes do passado?
A lista é extensa, mas não tem como deixar aqueles que estão na boca do povo e na memória dos cronistas esportivos há décadas. Entre 10 e 20 reinou o paulista, filho de alemão e uma mulata, Arthur Friedenreich. Nos anos 30 e 40, foi a vez do carioca Leônidas da Silva, artilheiro da Copa de 1938, e que chegou a dar nome ao chocolate Diamante Negro. Entre o fim dos anos 40 e meados de 50 o apogeu do craque Zizinho, que, por sinal, era o idolo do maior de todos, que surgiu logo a seguir, Pelé, além de Manoel dos Santos, o Garrincha. 

O futebol do RN deve a quem?
O futebol potiguar deve, principalmente, aos pioneiros: Fernando Gomes Pedroza, que trouxe a primeira bola em 1903 como presente dos estudantes ingleses de Liverpool; Alberto Roselli, estudante na Suiça, conhecedor das regras do futebol. Num segundo momento, a partir de 1910, aparece a atuação de Salomão Filgueira, que havia concluído a Faculdade de Direito em Recife, quando passa a ser repórter em Natal no jornal "A República". Responsável pela cobertura da inauguração da estação de trem de Taipu, ainda encontrava tempo para redigir as notas esportivas sobre a fundação dos primeiros clubes de futebol na capital do Rio Grande do Norte entre maio e junho de 2010  - o Natal Sport Club e o Potiguar, inclusive, fez parte da diretoria de um deles ao lado do nunca citado dentista Nizário Gurgel. Somente cinco anos depois é que surgiram o ABC, América e Alecrim, sendo que alguns fundadores desses clubes, aparecem como atletas do Natal SC e do Potiguar. Também é importante o papel do governador Juvenal Lamartine de Faria, que construiu e inaugurou em 1928 o estádio da Liga de Desportos Terrestres, que hoje leva o seu nome.