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quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

Prefeito de Cerro-Corá sem originalidade imita clube

"Costuradeira à manivela" é a mascote do clube do interior pernambucano

Escudo "modernizado"

“O clube de futebol que tem uma máquina de costura como mascote é
  da Sociedade Esportiva Ypiranga Futebol Clube, de Santa Cruz do Capibaribe, em Pernambuco.

O apelido de "Máquina de Costura" e a mascote inusitado foram adotados em referência ao forte polo têxtil e de confecções da cidade, base da economia local.

O clube abraçou a identidade da cidade, e o apelido se tornou uma marca registrada da equipe pernambucana.”

O enunciado é a resposta da "Inteligência Artificial" de um buscador na internet.

Bem que o prefeito de Cerro-Corá, Maciel dos Santos Freire, poderia ter feito a

Escudo anterior do Ypiranga/PE

pergunta para se inteirar da falta de originalidade resultado da propaganda ou publicidade dos "72 anos" de emancipação política, administrativa e territorial do município seridoense, desmembrado de Currais Novos em 1953.

O clube do interior pernambucano tem vários apelidos: Azulino, Máquina do Interior. Alvizulino da Capital da Sulanca e Negrinhos do Alto.

O alcaide, pelo jeito, é um desinformado, ou um teimoso, pois foi bastante noticiado e debatido em rede social o caso em que alguns vereadores tentaram esculhambar o Brasão do Município. (José Vanilson Julião)

terça-feira, 2 de dezembro de 2025

IA complementa a ideia da pesquisa em futebol


RODAPÉ DE PÁGINA

Coluna semanal

(José Vanilson Julião)

Inteligência Artificial não entrega tudo em levantamentos específicos sobre o futebol

O redator não usa sistematicamente a IA para tudo. Raramente pergunta algo. E quando pergunta é para brincar ou testar a IA disponível em um buscador.

Geralmente indaga algo sobre futebol. Na maioria das vezes sobre um jogador ou treinador antigo.

E quase sempre a resposta é parcial e incompleta. Não tem o subsídio que descobri em pesquisa direcionada ou achada aleatoriamente.

Outro dia indaguei se o atleta havia jogado por tal clube. A IA respondeu que não. Tinha jogado por outro clube. Ignorando o primeiro.

Porém o personagem jogou pelos dois. E ninguém comenta, lembra ou fez essa ligação curiosa e histórica.

Vou relatar a descoberta involuntária, ocorrida pelo decorrer de outro assunto, nestes dias no blog "Jornal da Grande Natal".

Mas antes ainda vou encerrar a série com o ponta-esquerda pernambucano Pedro Clodoaldo Falcão, campeão pelo ABC Futebol Clube em 1939.

Pois o personagem é o pivô da história inédita sobre personalidades, pai e filho, os próximos focos.

Em resumo: em algum caso dá a pista. Em outro pode fornecer complementos. Mas nunca vai ultrapassar a particular ideia que o tema ou escolha do assunto propõe.

MILTON NEVES – É a glória. O conhecido e ocupadíssimo jornalista mineiro de Muzambinho radicado na capital paulista, como vai questão de ressaltar, andou acessando uma das postagens do blog sobre o personagem Pedro Clodoaldo Falcão, chamado pelos amigos pelo apelido de rapazola, “Mallasombrado”, um falecido jogador do Sport Recife, Náutico e ABC, não necessariamente pela ordem. É o responsável pelo “Terceiro Tempo”, famoso pelo trabalho de resgate em memória dos profissionais da bola.

NÚMEROS – Do América de Natal na Copa São Paulo Júnior em 11 participações com 35 partidas e duas passagens para a segunda fase: oito vitórias, sete empates, 20 derrotas (gols pró 44, contra 64 e saldo negativo 20).

NOTA DO REDATOR: Excepcionalmente este espaço saiu do domingo para hoje. Retornará ao habitual dia.

"Pedro Malassombrado" eleito pelo torcedor pernambucano

Fernando Carvalheira,
do Náutico, eleito o
mais simpático pelo
leitor do jornal

JOSÉ VANILSON JULIÃO

Depois de sair do ABC de Natal o ponta-esquerda Pedro Clodoado Falcão retorna ao Recife e a torcida pernambucana demonstra que não esqueceu dele.

Fica em nono no lugar em concurso que começa na última semana de agosto com a apuração encerrada em 20 de dezembro de 1939.

A colocação dos eleitos na simpatia pelo leitor do Jornal Pequeno (do primeiro ao décimo-segundo lugar):

Fernando Carvalheira do Náutico (68.445 votos), Magri (61.733), Tará (27.508), Djalma (7.785), Clelio (5.834), Domingos (5.291), Lucas (4.044), Siduca (3.682), Pedro Clodoaldo (3.101), Barbosa (1.770), Paesinho (1.766) e Mulatinho (1.755).

Os prêmios – do primeiro ao 12 – são distribuídos pelas empresas Peixe (alimentos em conserva), Pilot, Jornal Pequeno e casas comerciais do ramo de vestuário (camisaria e alfaiataria), como as Lojas Paulista, e sapatarias.

São entregues: cheque, fogão, espingarda de fabricação belga para caça, relógio, estojos de perfumes, camisas, sapatos, gravata e carteira de cédulas, entre outros.

A organização convida os jogadores para uma reunião no dia 25 de janeiro de 1940 na sede da Federação Pernambucano de Futebol para convocação dos quadros

O elenco do “escrete”: Djalma, Lucas, Mulatinho, Domingos, Guaberinha, Martini, Moacir, Pedro Clodoaldo, Tará (artilheiro do Santa Cruz), Fernando, Magri e Pinhegas.

A Federação convoca Vicente, Natal, Sidinho II, Omar, Pelado, José Furlan (Tramways e Sport), Bermudes, Jango, Sidinho I e Ciduca (outro artilheiro tricolor).

Para reservas dos dois quadros são relacionados o goleiro King (falecido na excursão tricolor ao Norte durante a II Guerra), Pedro, Alemão, Daniel, Henrique ou Guabera.

Árbitro: José Mariano Carneiro Pessoa, "Palmeira", apelido ganho pelo tipo esguio. Os ingressos são divididos pelos setores: cadeira no campo, automóveis (inclusive o "chauffer"), arquibancada e geral. A preliminar infantil "Cruz Santa" e "Onze da Vila". Principal: FPF 7 x 5 "Scratch".

RELAÇÃO

Vicente Lobão, Alcides Germano Xavier, Raphael Pinto, João Neves, Alcides Lima Filho, Alcides Zlokovick, Humberto Viana, Salum Omar, Bonifácio Martin, José Antônio Magri, Paulo Mulatinho, Gerson Lins, Sebastião José da Silva, Lucas do Espírito Santo, João Domingos, Emídio Carvalheira, José Bermudes, Clélio de Sá Leitão, Pedro Clodoaldo Falcão, Fernando Carvalheiro, Silvio Reis, Moacir de Oliveira, Natal Correia, Modesto de Castro, Daniel Fernandes, José Miguel e José Chaves;

 

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

O esquisito fetiche dos políticos de Cerro-Corá/RN


José Vanilson Julião

Repórter

FETICHE (Substantivo masculino): - Objeto a que é prestada adoração ou é considerado como tendo poderes sobrenaturais.

Bem que a explicação do dicionário da língua portuguesa pode cair muito bem em certos políticos com cargos eletivos no município de Cerro-Corá (Região do Seridó).

O caso da mania por certos mecanismos ou tecnologias voltou a ser motivo de publicidade, agora oficial, pela Prefeitura da cidade a 190 quilômetros da capital potiguar.

A explicação sem pé, sem cabeça e ridícula
do prefeito cerro-coraense Maciel Freire

A administração atual está querendo impor, ilegitamamente, uma adoração pela máquina de costura e uma torre de energia eólica, como símbolos históricos da municipalidade.

Em folder ou cartaz divulgado recentemente pela rede, em comemoração aos 72 anos da emancipação territorial e administrativa de Currais Novos, a Prefeitura manda brasa.

Além do Brasão do Município o cartaz trás abaixo, em uma linha, uma máquina de costura e uma torre de eólica.

Lado a lado com desenhos representativos do “cruzeiro” da cidade e das pinturas rupestres milenares. E aí sim, autenticamente ligadas a história do município desde a pré-história.

Assim como o “capucho” do algodão, cultura agrícola tradicional e centenária. Legitima lembrança.

O prefeito Maciel Freire, ao que parece, gosta de imitar a lambança de alguns vereadores, tempos atrás. Mas não tão distante, que queriam incluir os instrumentos no Brasão.

Só faltou ao alcaide escolher e colocar as marcas de alguma máquina de costura: Singer, Elgin ou Vigorelli. Ridícula a iniciativa do Poder Executivo municipal...

"Pedro Malassombrado" perde titularidade para argentino

Quando Valentim Navamuel chega o estádio da Ilha do Retiro já estava ampliado

H. Cabelli

JOSÉ VANILSON JULIÃO

O ponta-direita Valentim Navamuel – oriundo do Estudiantes de La Plata – é contratado pelo Vasco da Gama em 1935 e em junho de 1938 treina no Sport Recife.

E a depender do noticiário esportivo dominical do Diário de Pernambuco (14/5/1939) o ponta-esquerda Pedro Clodoaldo Falcão já era carta fora do baralha do elenco rubro-negro.

Pois sequer aparece na reportagem sobre as características do time – posições e alinhamento dos jogadores – para o clássico do dia contra o Clube Náutico Capibaribe.

Uma prova vem da súmula do jogo pelo campeonato pernambucano, Sport 2 x 2América (quinta-feira – 9 de junho), quando não aparece na escalação do grêmio da Ilha do Retiro.

E para fechar o caixão das arrumações das datas na prateleira do tempo na data do clássico Sport x Santa Cruz (domingo – 18/6) "Pedro Malassombrado" está no clássico potiguar ABC 1 x 1 América.

Por isso, pelas comparações de eventos, é provável que ele já havia participado de ao menos de três partidas antes do clássico local: 5 x 1 Alecrim (24/4), 4 x 2 Santa Cruz (7/5) e 5 x 1 Paissandu (21/5).

Até porque na última semana de março ele havia comparecido ao amistoso interestadual ABC 2 x 2 Great Western do Recife (domingo 26), depois do GT enfrentar o América/RN na sexta-feira.

O curioso: a imprensa divulga em 10 de agosto que ele renova inscrição pelo Náutico e no dia seguinte assina contrato com o aval do treinador uruguaio Umberto Cabelli como reserva (categoria amador) do titular Celso.

A data assim confirma que Pedro ou Pedrinho pode ter participado de mais um jogo em julho pelo returno e, portanto, não está no mencionado anteriormente ABC 9 x 4 Santa Cruz (13 de agosto).

1/janeiro/1940: está na seleção dos jogadores "mais simpáticos" escolhida em enquete promovida pelo "Jornal Pequeno" para enfrentar o selecionado pernambucano.

O jogo – organizador pelo jornalista esportivo Chaves Martins (do citado vespertino) – no parque da Jaqueira ( domingo 28) é parte da campanha social contra o "mocambo".

Quatro vices assumiram cargos de governador no RN

Walter Pereira Alves

Walter Pereira Alves sabia, como componente da chapa, que Maria de Fátima Bezerra renunciaria para se candidatar e tentar retornar ao Senado

José Vanilson Julião

Jornalista

Na história recente do Rio Grande do Norte quatro governadores renunciaram para se candidatar ao Senado.

E, automaticamente, assumiram o cargo o vice-governador de plantão.

O primeiro a renunciar para se candidatar foi o engenheiro civil José Agripino Maia, tendo assumido o Poder Executivo o empresário Radir Pereira de Araújo.

O segundo vice-governador a sentar na cadeira do Executivo foi Vivaldo Silvino da Costa depois da segunda renúncia de José Agripino Maia novamente para concorrer ao Senado.

O terceiro Fernando Antônio da Câmara Freire, como vice de Garibaldi Alves Filho, outro que resolveu entregar o cargo para concorrer ao Senado.

O quarto Iberê Ferreira de Souza, como segundo da governadora Wilma Maria de Faria, que também abandona, mas não consegue ser eleger senadora.

LEGISLAÇÃO

O vice-governador pode renunciar ao cargo a qualquer momento, pois a renúncia é um ato unilateral e irrevogável de livre vontade do político.

No entanto, essa decisão pode ter consequências políticas e jurídicas significativas. A renúncia tem efeito imediato e a pessoa deixa o cargo no momento em que a formaliza.

Com a vacância do vice-governador a Constituição Federal e as estaduais determinam a linha de sucessão. Em geral o presidente da Assembleia Legislativa assume.

Se ocorrer a dupla vacância (governador e vice-governador) nos dois primeiros anos de mandato uma nova eleição direta deve ser realizada.

Se a vacância ocorrer nos dois últimos anos, a eleição é indireta feita pela Assembleia Legislativa. A renúncia pode ter implicações na elegibilidade para pleitos futuros.

Pela Lei da Ficha Limpa um candidato que renuncia para evitar a cassação de mandato torna-se inelegível por oito anos, o que não é o caso em tela no cenário do RN.

Para concorrer a outros cargos, como prefeito, o vice-governador em exercício precisa renunciar ao mandato até seis meses antes da eleição.

 

Pesquisa aponta farsa no "deca-campeonato" do ABC

Arthur Pierre pesquisa a fundo

Com fatos e números Arthur Pierre apresenta o futebol da década de 30*

Para realizar o levantamento detalhado Arthur Pierre ‘mergulhou’ na Biblioteca Nacional/Foto: Divulgação

A década de 1931 a 1940 representou um dos períodos mais fascinantes e decisivos para a consolidação do futebol no Rio Grande do Norte.

Uma pesquisa meticulosa realizada por Arthur Pierre dos Santos Medeiros revela um cenário esportivo vibrante, onde a paixão pelo esporte bretão superava a ainda incipiente estrutura, reunindo multidões no estádio Juvenal Lamartine.

Este foi o palco onde duas forças antagônicas do esporte local travaram batalhas épicas e forjaram a mais duradoura rivalidade do estado: ABC e América.

A década começou com a hegemonia rubra. O América, bicampeão em 1930, reafirmou seu domínio em 1931 com uma campanha sólida, coroada por uma vitória por 4 a 3 sobre o ABC na partida decisiva.

Jornais como “A República” noticiavam a euforia alvirrubra, que via em jogadores como Raymundo, Nenêm e Baltazar os heróis de uma era dourada.

No entanto, o vento começou a mudar a partir de 1932. Foi nesse ano que o ABC, time alvinegro, conquistou seu primeiro título oficial, iniciando uma sequência avassaladora que marcaria a década.

A equipe do ABC não apenas vencia; impunha sua força, como na goleada de 6 a 1 sobre o América na abertura do Estadual de 1936, um verdadeiro espetáculo de força.

A rivalidade, entretanto, era o grande combustível. Trazendo o histórico de uma década, o “Clássico-Rei” era mais que um jogo; era um evento social que parava Natal.

Partidas como a de 1931, com o América vencendo por 5 a 4, ou a decisão do Estadual de 1933, que precisou de três jogos extras para ser decidida, com o ABC levando a melhor por 6 a 4, entraram para o folclore. Em 1935, o ABC aplicou uma sonora goleada de 5 a 1, demonstrando o abismo que se formava.

O atacante Xixico se tornou um pesadelo para a defesa americana, anotando gols em praticamente todos os confrontos e simbolizando a era de ouro abcedista.

O América respondia com sua própria raça, conseguindo vitórias importantes, como o 3 a 1 em 1937, quebrando uma invencibilidade alvinegra, mas a regularidade estava com o rival.

Os campeonatos estaduais da época eram repletos de particularidades curiosas. A década foi marcada por paralisações constantes.

O certame de 1936, por exemplo, nunca foi oficialmente concluído, interrompido por uma série de amistosos interestaduais. Situação semelhante ocorreu em 1938.

A pesquisa de Arthur Pierre ressalta que os títulos atribuídos ao ABC nesses anos são baseados na tradição oral e na condição de “campeão moral”, pois não houve homologação oficial pela ARA (Associação Riograndense de Athletismo).

O futebol não vivia em uma bolha; visitas de clubes pernambucanos, como Santa Cruz, Sport e Náutico, ou paraibanos, como Botafogo e Auto Esporte, desviavam a atenção e paralisavam o calendário local, mostrando uma intensa troca interestadual.

Um capítulo à parte e de extrema curiosidade foram as partidas internacionais. Em 1931, o América enfrentou e venceu por 4 a 2 a tripulação do cruzador britânico H.M.S. Dauntless. O jogo, amplamente noticiado, foi cercado de pompa, com a Taça Eric Gordon em disputa.

Relatos da época, citados por Arthur Pierre, descrevem um “fair-play” quase cavalheiresco, com os ingleses supostamente recusando-se a converter um pênalti por considerar antiético marcar gol dessa forma.

Anos depois, em 1936, o ABC também mediu forças com um navio da Marinha Britânica, o H.M.S. Scarborough, embora o resultado desta partida tenha se perdido no tempo. Esses amistosos eram mais que jogos; eram eventos de afirmação local perante o mundo.

O auge do reconhecimento do futebol potiguar em nível nacional veio em 1934 com os “Fantasmas do Norte”. A seleção estadual, formada por craques do ABC e América, como Xixico, Mário Crise, Cabo João e Hemetério, realizou uma campanha histórica no Campeonato Brasileiro de Seleções.

Eles conquistaram o título de Campeã do Nordeste após vencer Paraíba, a poderosa Pernambuco e o Ceará, só sendo eliminados pela Bahia na semifinal. Este feito, amplamente documentado na pesquisa, colocou o Rio Grande do Norte no mapa do futebol nacional e mostrou que, quando unidos, os rivais formavam uma força temível.

Ao final da década de 1930, o ABC havia estabelecido uma hegemonia incontestável. Entre os campeonatos oficiais e os “morais”, o alvinegro acumulou a incrível marca de oito títulos estaduais em dez anos (1932, 1933, 1934, 1935, 1937, 1939 e 1940, além dos não conclusos campeonatos de 1936 e 1938, este último não relacionado na galeria do clube).

O América, que abriu a década no topo, acabou na sombra do rival, conquistando apenas o bicampeonato em 1931. O pesquisador Arthur Pierre desvenda este período não apenas com números e placares, mas com as histórias, os personagens e as rivalidades que transformaram o futebol no Rio Grande do Norte de uma mera diversão em uma paixão enraizada, cujos ecos do Clássico-Rei nos anos 30 ainda ressoam nos estádios potiguares como se fosse hoje.

 

*TRIBUNA DO NORTE (sábado/domingo – 29/30 de agosto de 2025)